quarta-feira, março 18, 2026

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Lavouras de trigo mantêm potencial produtivo



Estado projeta produtividade do trigo em 2.997 kg/ha



Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar, “a evolução das lavouras de trigo segue adequada, e 55% estão no final do ciclo vegetativo, especialmente em alongamento do pseudocaule e em desenvolvimento das bainhas foliares, que sustentarão a espiga; 30% estão em floração; e 15% em enchimento de grãos”. O órgão informou que “o estado geral das plantas nessas diferentes fases está satisfatório, compatível com o desejável no ciclo da cultura”.

O informativo destacou que “a permanência de elevado teor de umidade no solo, decorrente das chuvas frequentes, tem dificultado o manejo fitossanitário, principalmente a aplicação de fungicidas preventivos”. Segundo a Emater/RS-Ascar, “apesar das dificuldades operacionais, a sanidade da cultura está apropriada na maior parte das regiões”.

Ainda conforme a entidade, “o potencial produtivo segue promissor em razão do bom estande de plantas e das temperaturas amenas, que favorecem o ciclo da cultura”. No entanto, “os triticultores reforçaram o monitoramento das fases reprodutivas, dado o risco de incidência de doenças fúngicas, que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade industrial dos grãos”. A Emater/RS-Ascar projetou “a área cultivada no Estado em 1.198.276 hectares e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha”.





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só 69% das lavouras têm internet


Um levantamento da ConectarAGRO, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), revela que apenas 69% das lavouras de café no Brasil têm acesso à internet, mostrando desigualdades regionais significativas. Segundo Paola Campiello, presidente da associação, o dado evidencia desafios em estados com topografia complexa e pequenas propriedades, como Minas Gerais.

O estudo cruzou informações de produção e cobertura digital 4G e 5G em 1,27 milhão de hectares cultivados. Paraná (81,8%), Espírito Santo (79,5%) e São Paulo (76,3%) lideram em conectividade, favorecendo o uso de tecnologias como agricultura de precisão e rastreabilidade. Minas Gerais, maior produtor do país, conecta 67,8% de seus 886 mil hectares, enquanto Bahia (40,7%) e Goiás (10,5%) apresentam os piores índices, dificultando a inserção plena na agricultura 4.0.

A análise municipal reforça os contrastes. Patrocínio, no Cerrado Mineiro, conecta 57,9% das lavouras, enquanto Monte Carmelo alcança 81,9% e Serra do Salitre apenas 23%, demonstrando como a falta de infraestrutura limita produtividade mesmo em áreas tradicionais. “O dado, que à primeira vista parece robusto, esconde os desafios do estado, cuja produção é marcada por topografia montanhosa, grande dispersão territorial e predominância de pequenas propriedades, o que dificulta a universalização da cobertura digital mesmo em regiões de forte tradição cafeeira, como Sul de Minas e Matas de Minas”, explica.

“A conectividade representa inclusão social, segurança alimentar e soberania tecnológica. Garantir acesso digital nas lavouras é assegurar que o café brasileiro continue sendo referência mundial em qualidade, inovação e sustentabilidade, em um mercado cada vez mais exigente”, conclui Campiello.

 





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Medida traz alívio ao campo, diz advogado



Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES


Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES
Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES – Foto: Pixabay

A Medida Provisória nº 1.314/2025 marca um avanço importante para o agronegócio brasileiro ao estabelecer novas condições para a liquidação e amortização de operações de crédito rural. Segundo análise do advogado Fábio Lamonica Pereira, especialista em Direito Bancário e do Agronegócio, a medida oferece alívio financeiro a produtores rurais e cooperativas afetados por eventos climáticos adversos.

Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES, com juros subsidiados, voltados a produtores que comprovem perdas em duas ou mais safras entre 2020 e 2025. As operações incluem custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs), inclusive renegociadas, desde que contratadas até junho de 2024. O Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda definirá prazos e encargos.

Outro aspecto é a autorização para que bancos utilizem recursos próprios, a taxas de mercado, em operações destinadas a quitar ou reduzir dívidas já existentes. O público-alvo são produtores que tiveram a capacidade de pagamento comprometida por prejuízos acumulados em safras anteriores.

Apesar dos benefícios, especialistas alertam que o uso dessas linhas, especialmente as não subsidiadas, exige cautela. A MP não substitui direitos já previstos em lei, como o alongamento de débitos no Manual de Crédito Rural, e deve ser avaliada de forma estratégica para garantir que a renegociação seja realmente vantajosa.

“É fundamental compreender que, embora a MP traga novas oportunidades de financiamento para o agro e renegociação de dívidas, ela não anula ou substitui o direito já previsto em lei e no Manual de Crédito Rural (MCR). Este amparo legal permite o alongamento de débitos nas mesmas condições contratuais originais, quando há comprovação de eventos adversos que impactaram a produção”, conclui.

 





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As fronteiras do milho estão se expandindo


A produção de etanol de milho no Brasil vive uma fase de crescimento acelerado. Entre 2017 e 2022, o volume saltou de 520 milhões para 4,5 bilhões de litros, avanço de 800% em apenas cinco anos. Projeções apontam que, até 2030, esse biocombustível poderá responder por 40% da produção nacional, com cerca de 10 bilhões de litros anuais.

Esse desempenho está diretamente ligado ao avanço do melhoramento genético do cereal. Híbridos mais produtivos, estáveis e adaptados a diferentes ambientes têm permitido ampliar a área de cultivo, especialmente no Cerrado. O Mato Grosso é o destaque da expansão: de apenas 0,23 milhão de toneladas moídas na safra 2014/15, o estado deve atingir 12,5 milhões de toneladas em 2024/25, consolidando-se como polo da indústria.

“O produtor que mira esse mercado prioriza híbridos que entregam estabilidade de produção, alto teto produtivo, precocidade e bom desempenho em diferentes ambientes. Isso garante o volume necessário para a indústria sem comprometer a rentabilidade”, afirma Francisco Soares, presidente da Tropical Melhoramento & Genética (TMG).

Além de maior competitividade, o etanol de milho oferece ganhos ambientais e econômicos. O combustível pode reduzir em até 70% as emissões de gases de efeito estufa em relação à gasolina, além de gerar coprodutos como o DDG, insumo para a pecuária que já começou a ser exportado para a China, e o óleo de milho, ampliando a rentabilidade da cadeia.

Segundo dados do Statista, o Brasil já ocupa a segunda posição mundial na produção de etanol, com 33,2 bilhões de litros em 2024, atrás apenas dos Estados Unidos, que produziram 61 bilhões. O setor se consolida como estratégico para a matriz energética nacional, unindo inovação tecnológica, sustentabilidade e fortalecimento econômico das regiões produtoras.

“O mercado de etanol de milho no Brasil vive um momento de rápida expansão, impulsionado tanto pela demanda crescente por fontes renováveis de energia quanto pelos avanços tecnológicos na produção agrícola. O melhoramento genético tem sido fundamental para ampliar as fronteiras do cultivo, garantindo maior produtividade e sustentabilidade. Esse biocombustível ganha espaço estratégico na matriz energética nacional, contribuindo para a diversificação e segurança do setor e contribuindo sobremaneira para a industrialização em estados produtores, como exemplo o MT”, completa Soares.

 





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Fundos ampliam pressão e derrubam preços do açúcar



Fatores técnicos ligados às opções também influenciam o mercado


Fatores técnicos ligados às opções também influenciam o mercado
Fatores técnicos ligados às opções também influenciam o mercado – Foto: Divulgação

O mercado futuro de açúcar em Nova York encerrou a semana em forte queda, com destaque para o contrato outubro/25, que fechou a 15,58 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 76 pontos em relação à semana anterior, equivalente a 17 dólares por tonelada. Segundo análise do consultor Arnaldo Corrêa, publicada em sua coluna, o movimento foi generalizado e confirmou o viés de baixa, afetando também vencimentos de 2026 e 2027.

De acordo com Corrêa, o relatório da CFTC mostrou que os fundos ampliaram a posição vendida a descoberto para 149.759 contratos, um aumento expressivo de 17.260 na semana, o que reforça a pressão vendedora. Esse comportamento especulativo, pautado por algoritmos e não por fundamentos, lembra o que ocorreu em 2023, quando a euforia compradora dos fundos foi seguida por um colapso dos preços diante de uma safra abundante.

Além da força dos fundos, fatores técnicos ligados às opções também influenciam o mercado. Com a proximidade da expiração das opções de outubro/25, há cerca de 60 mil lotes de puts vendidos em aberto entre 15 e 17 centavos, o que pode gerar novas liquidações e intensificar a volatilidade. Ao mesmo tempo, usinas do Nordeste enfrentam dificuldades com a produção de açúcar branco devido às chuvas, o que sustenta prêmios de até 30 dólares por tonelada sobre Londres.

Corrêa destaca ainda questões estruturais do setor, como o aumento da fragmentação de ativos, em contraste com a expectativa anterior de consolidação. Diante disso, o mercado segue dividido entre fundamentos que apontam para alta e forças especulativas que empurram os preços para baixo, mantendo elevado o nível de incerteza sobre os próximos movimentos.

 





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Reprovação de vestimentas agrícolas chega a 60%



Mudança impactou diretamente a eficiência dos tecidos


Mudança impactou diretamente a eficiência dos tecidos
Mudança impactou diretamente a eficiência dos tecidos – Foto: Divulgação

O programa IAC-Quepia, de Qualidade de Vestimentas Protetivas Agrícolas, coordenado pelo pesquisador Hamilton Ramos, identificou uma queda significativa na performance dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) usados no campo. Desde 2020, mais de 60% das peças enviadas por fabricantes para certificação foram reprovadas em testes de laboratório. A causa, segundo Ramos, foi a substituição do hidrorrepelente à base de oito carbonos, descontinuado por razões ambientais, por um de seis carbonos, menos durável e resistente.

Essa mudança impactou diretamente a eficiência dos tecidos utilizados em EPI, fundamentais para proteger trabalhadores durante a aplicação de defensivos agrícolas. Ramos reforça que a indústria de EPI não foi responsável pelo problema, já que a limitação estava no novo composto químico, que não reproduzia o mesmo nível de proteção. “Por conta de questões ambientais, o hidrorrepelente original foi substituído por outro, similar, formado, contudo, por somente seis carbonos, que não apresentou a mesma durabilidade”, adianta.

Diante do cenário, o IAC-Quepia iniciou pesquisas em parceria com empresas brasileiras do setor químico e de EPI para buscar soluções. Testes finais estão em andamento com novos hidrorrepelentes que suportam lavagens sem perda de eficiência, garantindo durabilidade e segurança.

O programa já foi responsável, nos últimos dez anos, por reduzir de 80% para 20% o índice de reprovação desses equipamentos no Brasil, aproximando a indústria nacional dos padrões internacionais. Agora, a expectativa é recuperar os baixos índices e assegurar novamente a confiabilidade dos EPIs agrícolas. “Trata-se de uma conquista representativa, que colocou a indústria nacional de EPI em condições de igualdade em relação a padrões internacionais de confiabilidade. O objetivo, agora, é auxiliar à indústria a novamente manter baixos índices de reprovação”, comenta.

 





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Axial ou híbrida: qual colheitadeira escolher?



A decisão deve levar em conta fatores técnicos e as condições da lavoura


A decisão deve levar em conta fatores técnicos e as condições da lavoura
A decisão deve levar em conta fatores técnicos e as condições da lavoura – Foto: United Soybean Board

Na hora de renovar o maquinário agrícola, a escolha da colheitadeira é decisiva para garantir produtividade e eficiência no campo. A principal dúvida entre os produtores está entre os modelos axiais e híbridos, que apresentam sistemas distintos de trilha. A axial utiliza um único rotor responsável por realizar a trilha e a separação da palhada, sendo indicada para grandes volumes. Já a híbrida combina um cilindro convencional dedicado à trilha e dois rotores para a separação final dos grãos, unindo eficiência e menor índice de perdas.

A decisão deve levar em conta fatores técnicos e as condições da lavoura. Culturas sensíveis a danos mecânicos, como feijão e sementes, tendem a se beneficiar do sistema axial, que preserva melhor a qualidade dos grãos. Em lavouras com grande volume de palhada, como trigo e arroz, as híbridas se destacam pela alta capacidade de processamento. Além disso, áreas planas favorecem o uso das axiais, enquanto terrenos mais acidentados podem exigir a eficiência das híbridas. “A escolha deve considerar tipo de cultura, área e objetivo de produtividade, e não apenas preço ou potência”, orienta Anderson Schofer, especialista em colheitadeiras da Massey Ferguson.

Outro aspecto importante é a tecnologia embarcada, disponível em ambos os sistemas. Recursos como piloto automático via GPS, monitoramento de produtividade em tempo real, telemetria e diagnóstico remoto já fazem parte das duas categorias, cabendo ao produtor definir a configuração mais adequada para sua operação.

“Antes de decidir, o produtor deve avaliar suas culturas, área de plantio, tipo de solo, disponibilidade de mão de obra, custo de manutenção e metas de produtividade. Contar com a consultoria técnica de um representante ou concessionária especializada é fundamental para tomar uma decisão assertiva e garantir que o investimento gere os resultados esperados”, finaliza.

 





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Lula diz que discutirá tarifas de Trump com membros do Brics


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Por Brad Haynes e Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresentou como um porta-voz do multilateralismo em um mundo fragmentado em uma ampla entrevista à Reuters nesta quarta-feira, na qual revelou planos de discutir com membros do Brics a guerra comercial global do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“O que o presidente Trump está fazendo é tácito, ele quer acabar com o multilateralismo — em que os acordos se dão coletivamente numa instituição — e quer criar o unilateralismo — em que ele negocia sozinho com outro país”, disse Lula. “Qual é o poder de negociação que tem um país pequeno com os Estados Unidos na América do Norte? Nenhum.”

Lula disse que haverá uma conversa no Brics sobre como lidar com as tarifas de Trump. Ele acrescentou que planeja ligar para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, na quinta-feira, bem como para o presidente da China, Xi Jinping, e outros líderes depois.

Além do Brasil, Índia e China, o grupo também tem Rússia e outras economias emergentes entre seus membros.

“Vou tentar fazer uma discussão com eles sobre como é que cada um está dentro da situação, qual é a implicação que tem em cada país, para a gente poder tomar uma decisão”, disse ele. “É importante lembrar que o Brics tem dez países no G20”, acrescentou, referindo-se ao grupo que reúne 20 das maiores economias do mundo.

Lula ressaltou que o Brasil agora ocupa a presidência do Brics e disse que quer discutir com os aliados por que Trump está atacando o multilateralismo e quais podem ser seus objetivos.

Trump chamou o Brics de “antiamericano” e ameaçou as nações que participam dele com tarifas de 10% no início de julho, enquanto o grupo se reunia em uma cúpula no Rio de Janeiro.

Mais tarde, ele aplicou tarifas de 50% sobre muitos produtos do Brasil e da Índia, enquanto as tarifas sobre exportações chinesas foram fixadas em 30% após um acordo em maio, embora outras tarifas possam ser aplicadas a alguns produtos.

Trump vinculou as tarifas sobre produtos brasileiros ao que chamou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, e parte das tarifas sobre produtos indianos às importações contínuas de petróleo russo pelo país.

Lula acrescentou que conversará com a União Europeia e prometeu finalizar o acordo comercial entre o bloco e o Mercosul, que, segundo ele, conectaria 722 milhões de pessoas, antes do final do ano.

“Vamos fechar o acordo”, disse ele.

(Reportagem de Brad Haynes e Lisandra Paraguassu, em Brasília)





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Soja encerra pregão em baixa em Chicago



Outro fator baixista é a queda no preço do petróleo


Outro fator baixista é a queda no preço do petróleo
Outro fator baixista é a queda no preço do petróleo – Foto: Bing

A soja negociada em Chicago encerrou o pregão desta terça-feira (10) em baixa, mesmo diante da deterioração das lavouras americanas reportada pelo USDA. Segundo análise da TF Agroeconômica, o contrato para novembro recuou 0,24% ou -2,50 cents/bushel, cotado a US$ 1.031,25, enquanto janeiro fechou a US$ 1.050,50, em queda de 0,21% ou -2,25 cents/bushel. No segmento de derivados, o farelo de soja para outubro subiu 2,06% a US$ 287,70 por tonelada curta, mas o óleo de soja recuou na mesma proporção, a US$ 49,93 por libra-peso.

Apesar do cenário climático adverso nos Estados Unidos, que deveria oferecer suporte às cotações, o mercado segue pressionado pela ausência da China nos relatórios oficiais de compras, fator que preocupa exportadores diante da perda de participação no maior mercado importador do mundo. O aumento das vendas pontuais para destinos como o Egito não tem compensado essa lacuna.

Outro fator baixista é a queda no preço do petróleo, impactado por um projeto de lei republicano que visa restringir a Agência de Proteção Ambiental (EPA) de redistribuir obrigações de mistura de biocombustíveis. Caso aprovado, o movimento pode resultar em excesso de biodiesel e etanol, reforçando o embate entre o lobby do petróleo e o lobby agrícola no Centro-Oeste americano.

No entanto, há um limite para a pressão negativa: a possibilidade de uma safra menor nos EUA. A contínua seca em parte do cinturão da soja e do milho aumenta as especulações de que o USDA poderá revisar para baixo a produção no relatório mensal a ser divulgado na sexta-feira. Esse cenário ainda mantém investidores atentos às oscilações climáticas como suporte de preços no curto prazo.

 





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Soja apresenta firmeza no Sul


O mercado de soja no Rio Grande do Sul apresentou firmeza, sustentado pela demanda de exportação, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de preços para pagamento em meados de setembro, com entrega entre agosto e setembro, ficaram em R$ 142,00 (-0,36%) nos portos. No interior, as cotações marcaram ganho e ficaram em torno de R$ 135,00 por saca, em Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa para 30/09”, comenta.

O mercado de soja em Santa Catarina mantém-se sólido, impulsionado pela demanda consistente da indústria local de processamento. “A safra recorde de 3,3 milhões de toneladas reforçou a posição do estado como fornecedor estratégico para o consumo interno, o que ajuda a sustentar preços firmes e reduz a pressão de oferta sobre o mercado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,84”, completa.

O Paraná segue como um dos estados mais dinâmicos no mercado de soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,50. Em Cascavel, o preço foi 129,01. Em Maringá, o preço foi de R$ 130,47. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,36 (-0,68%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 123,00. Nesse contexto, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

O mercado de soja em Mato Grosso do Sul apresentou valorização. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 127,00 (+1,20%), Campo Grande em R$ 130,00 (+1,56%), Maracaju em R$ 123,00 (+0,20%), Chapadão do Sul a R$ 125,00, Sidrolândia a em R$ 130,00 (+1,56%)”, informa. Os produtores de Mato Grosso mantêm cautela na comercialização da safra futura. “Campo Verde: R$ 125,80 (+0,66%). Lucas do Rio Verde: R$ 122,89, Nova Mutum: R$ 120,76. Primavera do Leste: R$ 124,00 (+0,67%). Rondonópolis: R$ 130,50. Sorriso: R$ 119,40 (-0,33%)”, conclui.

 





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