terça-feira, março 17, 2026

Política & Agro

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Trigo permanece retraído


O mercado de trigo no Sul do Brasil permanece retraído diante da pouca demanda de farinhas e das pressões externas. Segundo informações da TF Agroeconômica, os preços continuam registrando quedas em diferentes regiões, enquanto os moinhos aguardam maior clareza sobre a próxima safra e as importações argentinas.

No Rio Grande do Sul, o mercado disponível manteve preços de lotes estáveis, apesar da queda da média CEPEA. Os últimos negócios para trigos com PH 78, FN 250 e Don de 1.500 foram realizados a R$ 1.150,00 no interior, mas compradores pontuais já testam valores de R$ 1.100,00, ainda sem aceitação dos vendedores. Para novembro, moinhos locais projetam preços ao redor de R$ 1.100,00 posto. No mercado externo, os valores para dezembro caíram para R$ 1.180,00, com possibilidade de entrega de trigo de ração com deságio de 20%. Além disso, no dia 27 deve chegar ao porto de Rio Grande o navio ES Jasmine, com 30 mil toneladas de trigo argentino. Já os preços da pedra em Panambi recuaram para R$ 68,00/saca.

Em Santa Catarina, o mercado segue travado, com moinhos recorrendo ao trigo gaúcho para suprir a baixa oferta local. Os preços da pedra variam conforme a região: R$ 75,67/saca em Canoinhas, R$ 66,00 em Chapecó, R$ 74,50 em Joaçaba, R$ 72,00 em Rio do Sul, R$ 76,00 em São Miguel do Oeste e R$ 74,00 em Xanxerê, refletindo estabilidade em algumas praças e quedas em outras.

Já no Paraná, a alta do dólar compensou parcialmente as quedas recentes nas cotações internacionais, mantendo os preços internos em patamares elevados. As negociações variam entre R$ 1.200 e R$ 1.300 CIF moinho, chegando pontualmente a R$ 1.350. O trigo importado do Paraguai está sendo ofertado entre US$ 230 e US$ 245, enquanto o argentino nacionalizado chega a US$ 269 no Porto do Paraná. Os preços pagos aos agricultores recuaram 3,87% na semana, para R$ 70,50/saca, abaixo do custo de produção estimado pelo Deral em R$ 74,63, ampliando o prejuízo médio para -5,53%.

 





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Banana-maçã enfrenta ameaça do mal-do-Panamá


Nos seis primeiros meses de 2025, a banana-maçã foi a segunda variedade mais comercializada na CEASA/MS, com 1,2 mil toneladas vendidas. Apesar da valorização no mercado, produtores enfrentam o risco do mal-do-Panamá, doença que pode inviabilizar áreas de cultivo por até duas décadas.

De acordo com o engenheiro agrônomo Roger Soares de Almeida, da Agraer, o fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense é o causador da doença. “Ele compromete as raízes e se espalha por toda a planta, provocando o enfraquecimento do pseudocaule e a morte da bananeira. O solo infectado pode permanecer improdutivo por mais de 20 anos”, explica.

O risco, no entanto, não diminui a atratividade da variedade, conhecida pelo sabor diferenciado e preço elevado. A caixa de banana-maçã é comercializada, em média, entre R$ 130 e R$ 180 na CEASA/MS. Só perde em volume para a banana-nanica, que alcançou 17 mil toneladas no mesmo período.

O produtor Wandre Barbosa, da WB Bananas, cultiva 40 hectares da fruta em Rochedo (MS) e relata as dificuldades do manejo. “A hora que vai soltar o cacho de banana, já morre tudo de novo”, diz. Mesmo assim, mantém parte da área com a variedade. “É arriscado, mas ainda dá retorno financeiro.”

Especialistas recomendam medidas de prevenção, como o uso de mudas certificadas pelo MAPA, eliminação de plantas doentes e escolha de variedades resistentes, como Nanica, FHIA-01 e Pacovan. “O cuidado com o solo e a seleção de mudas sadias são fundamentais para evitar a disseminação”, reforça Almeida.

A banana-maçã, mesmo frágil diante da doença, segue como produto valorizado para o consumidor e estratégico para os atacadistas. Para os produtores, o desafio é equilibrar risco e rentabilidade, mantendo práticas preventivas que garantam a continuidade do cultivo.





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Médias de setembro estão nas máximas do ano



Preço do suíno bate recorde do ano devido à oferta reduzida e alta exportação


Foto: Pixabay

Levantamento do Cepea mostra que, apesar das recentes baixas, os preços médios do suíno vivo avançam setembro nos maiores patamares deste ano, em termos reais (deflacionamento pelo IPCA de agosto/25).

Segundo o Centro de Pesquisas, esse movimento está associado à reduzida disponibilidade de carne suína no mercado interno, reforçada pela diminuição do número de abates nos últimos meses e pelo aumento dos embarques, sobretudo no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – os três principais exportadores da proteína brasileira.

Além disso, conforme explicam pesquisadores do Cepea, o segundo semestre do ano é tradicionalmente marcado por uma maior demanda, contribuindo para elevar as cotações.





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Mercado avança setembro com baixa liquidez e pequenas quedas de preços



Baixa liquidez e pequenas quedas nos preços do boi em setembro


Foto: Divulgação

Os volumes negociados no mercado pecuário estão reduzidos, aponta levantamento do Cepea. Segundo pesquisadores, a necessidade de compra dos frigoríficos no spot, nas últimas semanas, tem ficado abaixo das ofertas, ocasionando alongamento das escalas e pequenas quedas dos preços em quase todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

No estado de São Paulo, o Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ se mantém relativamente estável desde quarta-feira passada, abaixo dos R$ 305.





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STF decide futuro do Funrural



“Esse é um tema aguardado há muito tempo pelos produtores e agroindústrias”


"Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional", diz especialista
“Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional”, diz especialista – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O debate sobre a constitucionalidade do Funrural e do método de sub-rogação no Supremo Tribunal Federal (STF) é um tema aguardado há muito tempo por produtores e agroindústrias. Segundo Pedro Schuch, sócio-líder da SW Advogados e especialista em temas tributários no agronegócio, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional, já que o sujeito passivo do tributo é o produtor rural, e não a agroindústria, que atua apenas como facilitadora da arrecadação. 

“Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional. Caso o entendimento de inconstitucionalidade da sub-rogação seja confirmado, recolhimentos dos últimos cinco anos podem ser questionados, trazendo impacto financeiro positivo para produtores e agroindústrias, mas indesejado para a União”, comenta.

O tema ganhou destaque desde que a ação foi suspensa no STF, e havia expectativa de que o placar de 6 a 5 no julgamento fosse consolidado, mas o acórdão ainda não foi publicado. A discussão envolve duas questões centrais: a constitucionalidade do Funrural e do método de sub-rogação. 

Este último ocorre quando a agroindústria retém o tributo, pagando ao produtor parte do valor da venda e repassando ao governo o restante, como no exemplo em que, ao comprar R$ 100 de um produtor, paga R$ 98,75 e recolhe R$ 1,25 ao Fisco. O STF já formou maioria (6 a 5) para considerar a sub-rogação inconstitucional, entendendo que transfere indevidamente à indústria a obrigação que é do produtor rural.

“Esse é um tema aguardado há muito tempo pelos produtores e agroindústrias. Desde que a ação foi suspensa, havia expectativa de que o placar de 6 a 5 no julgamento fosse consolidado, mas o acórdão nunca foi publicado”, conclui ele.

 





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Soja deve gerar lucro mesmo com preços baixos


Um levantamento preliminar da DATAGRO Grãos aponta que a lucratividade bruta da soja no Brasil deve se manter positiva na safra 2025/26, mesmo com leve queda em relação a 2024/25. A análise considera custos de produção, produtividade e receita esperada, indicando margens ainda favoráveis para a maior parte dos produtores.

O estudo evidencia elevação dos custos, especialmente em Mato Grosso, Paraná e Goiás, após dois anos de retração. Insumos como sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas ficaram mais caros, enquanto a variação cambial encareceu compras externas, pressionando os resultados. Apesar disso, a produtividade deve permanecer boa, com recuperação no Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, afetados pela escassez de chuvas em 2024/25. Nos demais estados, a expectativa é de leve queda, mas ainda acima da média histórica, permitindo alguma diluição dos custos elevados por hectare.

Do lado da receita, a DATAGRO projeta preços da soja pressionados em 2025/26, inferiores aos de 2024/25, devido a safras abundantes no Brasil e nos EUA, registrando o quarto superávit global consecutivo.

Entre as projeções preliminares de lucratividade bruta, destacam-se: 46% no oeste do Paraná, 17% no sul do Mato Grosso, 25% no sudoeste de Goiás, 25% no norte do Rio Grande do Sul e 21% no sul do Mato Grosso do Sul, refletindo o equilíbrio entre custos, produtividade e receita.

Sendo assim, apesar dos desafios com custos mais altos e preços pressionados, a perspectiva de lucratividade positiva reforça a resiliência do setor de soja no Brasil. A combinação de tecnologia, manejo adequado e condições climáticas favoráveis continua sustentando margens que permitem aos produtores planejarem investimentos e manterem a competitividade, mesmo diante de cenários globais voláteis.

 





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Mercado de grãos inicia dia com movimentos positivos



A soja também operou em alta na CBOT


A soja também operou em alta na CBOT
A soja também operou em alta na CBOT – Foto: Divulgação

O trigo, a soja e o milho apresentam variações positivas nos principais mercados internacionais nesta quinta-feira, 25 de setembro. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo em Chicago para dezembro de 2025 fechou a US$ 522,50, alta de US$ 3,00, enquanto o contrato de dezembro de 2026 avançou US$ 1,50. No mercado interno, os preços CEPEA caíram levemente, refletindo uma combinação de oferta abundante e expectativas de boa produção no Hemisfério Sul, incluindo Argentina e Austrália. A atenção dos investidores se volta agora para o relatório semanal de exportações do USDA.

A soja também operou em alta na CBOT, com o contrato de novembro a US$ 1.015,00 e o de maio de 2026 a US$ 1.064,25. No mercado brasileiro, os preços CEPEA registraram queda, principalmente devido à desvalorização cambial e à pressão das exportações argentinas, que atingiram a meta de US$ 7 bilhões e devem ter suas retenciones restabelecidas. A falta de progresso nas negociações comerciais entre EUA e China limita ainda mais o otimismo, já que a China mantém tarifas que dificultam compras significativas da soja americana.

O milho fechou em leve alta na CBOT, com o contrato de dezembro a US$ 426,25 e o de julho de 2026 a US$ 458,25. De acordo com a TF Agroeconômica, a reversão inesperada da tarifa zero sobre exportações argentinas gerou movimento comprador, mas a valorização foi contida pelas condições secas no Centro-Oeste dos EUA, que podem acelerar a colheita de grãos secundários, e pela pressão vendedora dos fundos no mercado.

O cenário geral mostra mercados atentos a fatores externos, como políticas comerciais e condições climáticas, enquanto investidores e produtores acompanham indicadores globais e domésticos para definir suas estratégias de venda e comercialização. A cautela permanece, mesmo diante das oscilações positivas iniciais nos preços dos grãos.

 





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Custo do algodão sobe 12% em Mato Grosso e acende alerta para cotonicultores



Relatório mostra elevação nos gastos com defensivos, fertilizantes e pós-produção



Foto: Embrapa

O custo de produção do algodão para a safra 2025/26 segue em alta em Mato Grosso, maior estado produtor do país. Segundo informações divulgadas pelo Imea, com base em dados do projeto CPA-MT, o custeio da lavoura em agosto foi estimado em R$ 10.776,94 por hectare — uma elevação de 12,27% em relação à safra passada.

A variação mensal também registrou aumento, ainda que mais modesto: 0,56% em relação a julho de 2025. O crescimento está relacionado, sobretudo, ao encarecimento dos defensivos agrícolas (+0,65%) e dos fertilizantes e corretivos (+0,47%).

Além dos insumos, o custo de pós-produção mais que dobrou — um aumento expressivo de 104,90% — tornando-se um dos principais vetores de pressão sobre a rentabilidade do cotonicultor.

Com isso, o Custo Operacional Efetivo (COE) saltou para R$ 15.407,20/ha, o maior desde a safra 2022/23. O aumento representa 17,69% a mais em comparação ao ciclo anterior e reforça a necessidade de planejamento cauteloso diante do atual patamar de preços do algodão.

O ponto de equilíbrio, também monitorado pelo Imea, é outro indicador que merece atenção. Em setembro, a paridade de preços para julho de 2026 caiu 1,36%, sendo precificada em R$ 128,66/@, valor inferior ao custo operacional.

 





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Victam LatAm 2025 dobra público e expositores


Com o dobro de expositores em relação a 2023 e 20 mil m² de exposição, a VICTAM LatAm atraiu mais de 300 empresas de 20 países e um público de mais de 6 mil visitantes no Expo Center Norte, em São Paulo, entre 16 e 18 de setembro. O evento se consolidou como o maior ponto de encontro da América Latina para inovação, tecnologia e negócios para às indústrias de nutrição animal e processamento de grãos.

“Essa expansão comprova como o Brasil é estratégico para o setor. Em apenas duas edições, a feira se consolidou como principal ponto de encontro da nutrição animal da América Latina”, afirmou Sebas van den Ende, diretor-geral da VICTAM Corporation.

Organizada pela holandesa VICTAM Corporation em parceria com a Interlink Exhibitions, a mostra conectou fornecedores, produtores, pesquisadores e profissionais do setor, promovendo negócios globais e troca de conhecimento. “São Paulo se consolidou como centro estratégico da nutrição animal na América Latina. Mais de 100 horas de debates entre academia, institutos, governo e indústria proporcionaram trocas de conhecimento. Recebemos profissionais de grandes indústrias, empresas e cooperativas como BRF, JBS, Bunge, Cooperval, Oi Frango e Vibra Food, o que confirma a relevância da feira como espaço de negócios e networking qualificado. O resultado confirmou a importância do evento, que retorna em em 2027 com mais expositores, visitantes e conferências”, reforçou Cassiano Facchinetti, diretor geral da Interlink Exhibitions.

Nesta edição, entre as novidades, destacaram-se a estreia do pavilhão da Feed Formulation Latin America, dedicado exclusivamente à formulação de rações e aditivos e o pavilhão holandês de nutrição animal, apoiado pelo governo dos Países Baixos. A programação paralela também incluiu a conferência internacional Feed Formulation Latin America, que reuniu especialistas e empresas para debater o mercado, inovações em ingredientes, aditivos e tecnologias de formulação. 

Para 2027, a expectativa é manter o ritmo de crescimento, com projeção superior a 50% do volume de negócios e a criação do novo pavilhão Animal Farm Equipment Zone, voltado a equipamentos e soluções para manejo e produção animal dentro das fazendas, como sistemas de ordenha, climatização, bem-estar e automação.

Setor reforça integração entre ciência e indústria

O setor de alimentação animal brasileiro segue aquecido, registrando alta de 2% no primeiro semestre e atingindo 43,5 milhões de toneladas de rações e concentrados produzidos, segundo Sindirações. “Com isso, a VICTAM LatAm permitiu a troca de experiências e abriu oportunidades comerciais entre Brasil e União Europeia”, disse o CEO da Sindirações, Ariovaldo Zani. Com foco na produção e saúde animal, a Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ) também destacou a relevância do evento. “Eventos como este fortalecem a conexão entre ciência, indústria e produtores”, afirmou a vice-presidente da SBZ, Marina Danes.

Presente no encontro, a chefe adjunta de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Soja, Roberta Aparecida Carnevalli Monteiro, destacou a importância do espaço para aproximar os diferentes elos  da cadeia. “Foi uma importante oportunidade de alinhamento entre setor produtivo, mercado, indústria e pesquisa. A Embrapa trouxe uma programação com temas como certificação de grãos de baixo carbono, estratégias para reduzir emissões de metano e nutrição de precisão, mostrando como a pesquisa pode apoiar a indústria de rações diante dos desafios climáticos e da necessidade de sustentabilidade”, comentou.

Empresas reforçam presença e negócios na América Latina

O encontro reuniu empresas locais e multinacionais de diversos países, apresentando equipamentos, tecnologias de automação e insumos voltados à nutrição de pets e rações aquáticas, segmento em expansão, que representou mais de 50% dos expositores nesta edição. A presença de profissionais de grandes indústrias reforçou a diversidade do público e a conexão entre diferentes elos da cadeia. 

Para Rodolfo Cibotto, coordenador de produção da Vibra Foods, uma das principais empresas brasileiras de avicultura e exportação de carne de frango, que mantém fábricas de ração próprias para abastecer sua produção, a VICTAM, se destacou pela organização, diversidade de expositores e pela oportunidade de conhecer de perto as inovações tecnológicas voltadas para a indústria de nutrição animal. “O ambiente de networking possibilitou a construção de novas parcerias e a abertura de oportunidades de negócios”, destacou. 

Na avaliação de Diego Crivelli, gerente de qualidade da Comgroup Agroindustrial, empresa dedicada à comercialização de cereais e à industrialização de soja para farelos e óleos vegetais, o saldo também foi positivo. “Trouxemos muitos contatos práticos, inclusive com fornecedores-chave para melhoria de nossos processos, além de todo o conhecimento técnico adquirido nos seminários que será aplicado para melhoria contínua de nossas operações”, afirmou.

E, pelos estandes, o ambiente de negócios favoreceu a conclusão de projetos. A ANDRITZ Feed & Biofuel, multinacional de engenharia, fechou dois contratos estratégicos com clientes da região durante o evento para o fornecimento de projetos e soluções em automação e digitalização na indústria de nutrição animal. “Fechamos negócios e tivemos a oportunidade de desenvolver novos projetos, realizar reuniões e conversas importantes com clientes, e isso nos permitiu avançar em negociações estratégicas. A feira foi uma excelente oportunidade para fortalecer relacionamentos e expandir nossas soluções no mercado latino-americano”, salientou Fernando Jaboinski, gerente de desenvolvimento de negócios Latam da Andritz.

A GSI, líder global em soluções para armazenagem de grãos, também marcou presença na Victam LatAm 2025 para apresentar suas tecnologias e reforçar a conexão com o setor. “A mostra foi uma oportunidade estratégica para estreitar relacionamento com clientes e parceiros, além de consolidar nossa presença no mercado e fortalecer o posicionamento da GSI”, frisou Francieli Diana, do Marketing da GSI.

O assessor agrícola do Consulado Geral da Holanda, Alf de Wit, que acompanhou a comitiva de empresas dos Países Baixos, comentou que a feira mostrou o peso dos dois países na cadeia global. “De um lado, temos o Brasil, terceiro maior mercado de nutrição animal do mundo. De outro, a Holanda, que há décadas desenvolve tecnologias para esse setor. Foi interessante ver o esforço de cada empresa em melhorar a sustentabilidade da cadeia e uma oportunidade rica para as companhias holandesas contribuírem com o setor no Brasil”, afirmou.

A OrangeMills, sediada em Boxmeer, sul da Holanda, também marcou presença. A companhia, especializada em nutrição animal, apresentou sua linha de produtos de concentrados proteicos, aditivos e rações para diferentes fases da vida dos animais. Partner da Orange Mills, Jeroen Simons, resumiu o clima da mostra. “Estabelecemos conversas promissoras com parceiros de toda a América Latina. A interação com empresas holandesas reforçou a relevância da feira para negócios e networking. Ficamos extremamente satisfeitos com a receptividade e as oportunidades proporcionadas”, salientou.

Conferência Internacional RTRS 2025

Realizada em paralelo a VICTAM Latam, a edição de 2025 da Conferência Internacional RTRS reuniu mais de 180 profissionais ligados à cadeia da soja sustentável em debates sobre rastreabilidade, conformidade legal e os desafios impostos por novas regulamentações internacionais. A saída da Moratória da Soja foi tratada como uma oportunidade para fortalecer mecanismos sólidos de certificação, como os promovidos pela RTRS. “A Conferência reuniu representantes de toda a cadeia produtiva para discutir, com profundidade, temas críticos para o presente e o futuro da soja responsável. Falamos sobre rastreabilidade, certificação, governança e inovação digital. Mas, acima de tudo, reafirmamos o valor do diálogo e do compromisso coletivo. Agradecemos o apoio e a parceria da VICTAM Latam na realização de mais uma edição do nosso evento”, destacou o vice-presidente da RTRS, Juan Carlos Cotella.

VICTAM: referência global em nutrição animal e processamento de grãos

Criada há mais de 60 anos na Holanda, a VICTAM tornou-se referência mundial em nutrição animal e processamento de grãos. Itinerante, ocorre a cada dois anos em quatro continentes – Europa, Ásia, África e América Latina. O calendário internacional segue movimentado: em 2026, a feira será realizada em Bangkok (Tailândia), de 10 a 12 de março, e em Utrecht (Holanda), de 2 a 4 de junho. Em 2027, o evento retorna ao Brasil, entre 14 e 16 de setembro, reafirmando São Paulo como polo estratégico da nutrição animal na América Latina.

 





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Boi gordo mantém cotação estável em São Paulo


De acordo com a análise da terça-feira (23) do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo apresentou estabilidade em São Paulo. “Com as escalas confortáveis e o escoamento lento da carne, grande parte das indústrias não comprou, o que manteve as cotações estáveis”, apontou o boletim.

No Pará, a região de Marabá registrou queda de R$2,00/@ na cotação do boi gordo, enquanto em Redenção os preços não se alteraram. “Nas regiões, a cotação da arroba do ‘boi China’ caiu R$2,00”, destacou o informativo.

Na região de Paragominas, as cotações permaneceram estáveis, com o “boi China” apresentando retração de R$3,00/@. “Esse cenário reforça a movimentação cautelosa do mercado”, acrescentou a análise.

Na região Noroeste do Paraná, o mercado abriu com queda de R$1,00/@ para os machos e de R$2,00/@ para a novilha, enquanto a cotação da vaca não mudou. “Os ajustes regionais refletem o comportamento da oferta e demanda”, descreveu o boletim.

Em relação à exportação de carne bovina in natura, até a terceira semana de setembro, o volume embarcado atingiu 209,6 mil toneladas, com média diária de 13,9 mil toneladas, aumento de 16,6% frente ao registrado por dia no mesmo período de 2024. “A cotação média da tonelada ficou em US$5,6 mil, alta de 24,6% na comparação feita ano a ano”, informou o relatório.





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