terça-feira, março 17, 2026

Política & Agro

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Portaria da Adapar estabelece vacinação de herbívoros contra raiva em 30 cidades do Oeste


Medida foi oficializada em portaria da Adapar e abrange herbívoros domésticos com idade a partir de três meses, incluindo búfalos, bois, cavalos, asnos, mulas, ovelhas e cabras. Em 2024, o Paraná confirmou 227 focos de raiva, sendo mais da metade nos escritórios regionais de Cascavel e Laranjeiras do Sul.

A vacinação contra a raiva passa a ser obrigatória em 30 municípios do Oeste do Paraná a partir desta quinta-feira (25). A medida, oficializada pela portaria nº 368/2025  da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), abrange herbívoros domésticos com idade a partir de três meses, incluindo búfalos, bois, cavalos, asnos, mulas, ovelhas e cabras.

De acordo com o Departamento de Saúde Animal (Desa) da Adapar, a escolha dos municípios considera fatores como a quantidade de focos registrados nos últimos anos, a proximidade com o Parque Nacional do Iguaçu, a ocorrência de áreas compartilhadas de transmissão e o elevado número de pessoas que precisaram de tratamento após contato com animais suspeitos.

Em 2024, o Paraná confirmou 227 focos de raiva, sendo mais da metade nos escritórios regionais de Cascavel e Laranjeiras do Sul. Até setembro de 2025, já foram contabilizados 166 focos em 41 municípios. Do total de focos, 81 são da mesma região.

“A raiva é uma zoonose que preocupa porque pode ser transmitida dos animais para as pessoas. A portaria estabelece o prazo de seis meses para que os rebanhos sejam vacinados, justamente como medida preventiva. É sempre preferível vacinar e prevenir do que enfrentar depois os prejuízos e riscos de um foco da doença”, explica Otamir Cesar Martins, diretor-presidente da Adapar.

Para o chefe do Departamento de Saúde Animal (Desa) da Agência, Rafael Gonçalves Dias, a medida é necessária diante dos focos registrados na região Oeste nos últimos anos. “Temos registros recorrentes da doença e áreas de difícil controle do morcego hematófago, o que aumenta o risco para os rebanhos e para a saúde pública. A vacinação é a forma mais eficaz de proteger os animais e reduzir os impactos para produtores e comunidades” reforça.

Estão na lista os municípios de Boa Vista da Aparecida, Braganey, Campo Bonito, Capanema, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Catanduvas, Céu Azul, Diamante D’Oeste, Foz do Iguaçu, Guaraniaçu, Ibema, Itaipulândia, Lindoeste, Matelândia, Medianeira, Missal, Planalto, Pérola D’Oeste, Quedas do Iguaçu, Ramilândia, Realeza, Rio Bonito do Iguaçu, Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Três Barras do Paraná e Vera Cruz do Oeste.

MOBILIZAÇÃO REGIONAL – Neste momento em que a portaria estabelece a obrigatoriedade da vacina, a Adapar aproveita para intensificar a conscientização na região. Entre os dias 29 de setembro e 2 de outubro (segunda a quinta-feira da próxima semana), Cascavel e municípios vizinhos recebem o projeto “Adapar Educa à Campo – Enfrentamento Contra a Raiva dos Herbívoros”, que mobiliza produtores, médicos veterinários estudantes e agentes públicos.

A programação prevê palestras em escolas, encontros com sindicatos, visitas técnicas a comunidades rurais e ações de orientação direta aos produtores, com foco na biosseguridade e na vacinação dos rebanhos. Cerca de 40 servidores da Adapar se deslocarão até a região para fazer a mobilização.

“O projeto busca conscientizar e engajar diferentes públicos, não apenas os produtores rurais, mas também médicos veterinários, agentes de saúde, estudantes e demais profissionais ligados ao campo. A raiva dos herbívoros é uma doença fatal, sem cura, e a informação é fundamental para que todos conheçam as medidas de prevenção e proteção dos rebanhos”, destacou Elzira Pierre, chefe da Divisão de Raiva dos Herbívoros e médica-veterinária da Adapar.

O encerramento será no dia 2 de outubro, na sede da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), em Cascavel, reunindo gestores e entidades parceiras para alinhar estratégias de combate à doença e reforçar a importância da cooperação entre poder público e setor produtivo.

“Esse é um trabalho que envolve toda a sociedade do Oeste do Paraná. Estamos mobilizando parceiros na região. Nosso objetivo é chamar a atenção da sociedade e reforçar a importância da vacinação para conter a doença”, completa Elzira.





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Preço do leite segue em retração no RS


O valor consolidado de agosto também apresentou retração, encerrando o mês em R$ 2,3861. Isso representa uma queda de 2,97% frente ao valor final de julho, que foi de R$ 2,4592. O comportamento de baixa vem se mantendo desde o pico registrado em meados de 2023, refletindo o atual desequilíbrio entre oferta, demanda e custos de produção no setor lácteo gaúcho.

De acordo com o coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, os números projetados para setembro consideram os primeiros 20 dias do mês e têm como base as informações repassadas pelas indústrias. O colegiado reúne representantes da cadeia produtiva para definir mensalmente os parâmetros que orientam as negociações entre produtores e laticínios.

A queda no valor de referência acende um sinal de atenção para os produtores, especialmente os de menor escala, que já enfrentam margens apertadas com o aumento dos custos de insumos, energia e mão de obra. O recuo sucessivo nos preços, sem uma contrapartida na redução dos custos, pressiona a sustentabilidade econômica das propriedades leiteiras.

No mercado interno, o consumo de lácteos ainda não apresentou a recuperação esperada, mesmo com a redução da inflação e a retomada gradual do poder de compra. Isso limita o repasse de preços pelas indústrias e mantém o mercado em um patamar de remuneração que não cobre, em muitos casos, o custo de produção estimado em regiões como o Alto Uruguai e o Planalto gaúcho.

A expectativa do setor é que a demanda cresça com a chegada das temperaturas mais elevadas, período em que o consumo de derivados como iogurtes e bebidas lácteas tende a aumentar. No entanto, essa recuperação depende de uma série de fatores econômicos e climáticos, como a estabilidade no abastecimento e as condições de pastejo para o gado leiteiro.

Com mais uma queda confirmada, o mercado leiteiro do Rio Grande do Sul inicia o último trimestre do ano com perspectivas cautelosas. O setor espera por uma inflexão de tendência que possa reequilibrar a cadeia e garantir maior previsibilidade para produtores e indústrias.





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95% dos brasileiros percebem alta nos preços no supermercado



Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo seguem


Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo permanecem
Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo permanecem – Foto: Pixabay

A maioria dos brasileiros percebeu aumento nos preços nos últimos 12 meses, e mais da metade espera que a tendência continue. A pesquisa “Consumo em Tempos de Inflação e Repriorização”, realizada pela Neogrid em parceria com o Opinion Box, aponta que 95% dos consumidores notaram elevação nos valores e 55% acreditam em novas altas.

O levantamento mostra que 82% dos entrevistados substituíram produtos por versões mais baratas, principalmente em produtos de limpeza (68,9%), higiene pessoal (57,1%) e alimentos e bebidas (53,8%). Entre os motivos estão a busca por economia, dificuldade em encontrar marcas preferidas e relutância em pagar valores acima do usual. No primeiro semestre de 2025, itens como café e ovos tiveram altas médias de 42,2% e 8,2%, respectivamente.

Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo permanecem. A pesquisa indica que 73% dos consumidores mantêm “pequenos prazeres”, como comer fora (45%), comprar chocolates e doces (45%) ou pedir delivery (32%). Além disso, 51,3% continuam consumindo em datas especiais, mesmo reduzindo gastos, enquanto 24% não alteraram seus hábitos nessas ocasiões.

“O estudo mostra como o consumidor brasileiro está cada vez mais atento e disposto a adaptar seus hábitos de compra diante da inflação e da repriorização de gastos. Para a indústria e o varejo, entender esse movimento é essencial: quem conseguir traduzir esses sinais em estratégias inteligentes terá condições de se conectar melhor com o shopper, oferecer alternativas acessíveis e fortalecer a relação de confiança”, acredita Christiane Cruz Citrângulo, diretora-executiva de Marketing e Performance na Neogrid.

 





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Brasil amplia exportações de carnes para o Azerbaijão



Brasil soma 442 aberturas de mercado desde 2023



Foto: Pixabay

O governo brasileiro informou que as autoridades sanitárias do Azerbaijão autorizaram a exportação de produtos cárneos termoprocessados ??de aves, bovinos, caprinos, ovinos e suínos do Brasil para aquele país. Segundo comunicado oficial, “a decisão amplia as possibilidades de comércio entre os dois países e diversifica os destinos da produção brasileira”.

O Azerbaijão, localizado na região do Cáucaso e com cerca de 10,2 milhões de habitantes, vem ampliando suas relações comerciais com o Brasil. Em 2024, as exportações brasileiras para o país somaram mais de US$ 21 milhões, com destaque para carnes, produtos florestais e outros itens de origem animal, conforme dados oficiais.

De acordo com o governo, “com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 442 aberturas de mercado desde o início de 2023, em 72 destinos”, consolidando a presença do setor no comércio internacional.nal.





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Arbitragem no agronegócio cresce 200%



A média de duração das disputas no setor é de 19,4 meses


A média de duração das disputas no setor é de 19,4 meses
A média de duração das disputas no setor é de 19,4 meses – Foto: Pixabay

O Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CAM-CCBC) registrou um crescimento expressivo nas arbitragens ligadas ao agronegócio. Entre 2021 e 2024, os casos aumentaram 200%, movimentando R$ 494 milhões, ante R$ 147,5 milhões nos quatro anos anteriores.

Em 2025, a expansão continua, com dois novos casos registrados até abril, totalizando R$ 65 milhões em disputas em andamento. Segundo Ricardo de Carvalho Aprigliano, vice-presidente do CAM-CCBC, o agronegócio tem descoberto na arbitragem uma solução rápida e eficaz para conflitos, método já consolidado em setores como energia e infraestrutura.

“Já há algum tempo o uso da arbitragem é bastante frequente para resolução de conflitos em setores como energia e infraestrutura, por exemplo. Mas podemos dizer que, nos últimos anos, o agronegócio também vem descobrindo que esse método é um ótimo caminho para uma solução rápida e eficaz para as partes interessadas nas ações”, afirma Ricardo de Carvalho Aprigliano, vice-presidente do CAM-CCBC.

A média de duração das disputas no setor é de 19,4 meses. Dos casos, 68% envolvem questões societárias, 14% contratos de compra e venda de produtos agrícolas, 9% imóveis rurais e arrendamentos, e 9% questões financeiras como securitização de créditos rurais. Embora os processos sejam sigilosos, o CAM-CCBC publica sentenças quando se tornam públicas, com o objetivo de incentivar o estudo e o desenvolvimento da arbitragem no país.

“Nosso centro de arbitragem e mediação trabalha com sigilo, mas também com transparência; por isso, quando a sentença é pública, nós a publicamos em nossos canais de comunicação”, explica Aprigliano.

 





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Boi gordo mantém preços estáveis em São Paulo



Escalas do boi gordo variam entre oito e dez dias



Foto: Kadijah Suleiman

De acordo com a análise de sexta-feira (26) do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria, “as cotações do boi gordo permaneceram estáveis em São Paulo”. O boletim informa que “a oferta de boiadas esteve contida e as escalas de abate começaram a encurtar”, o que explica a estabilidade. As escalas de abate atenderam, em média, a oito dias no estado.

Em Tocantins, o informativo destacou que “o cenário foi de mercado ofertado e com escalas de abate confortáveis”. Na região Sul, “as escalas de abate atenderam, em média, a dez dias”. Na região Norte, “as escalas de abate ficaram, em média, em dez dias”.

Em Goiás, “a oferta de bovinos esteve mais enxuta, mas a escala de abate foi suficiente”, informou a Scot Consultoria.

Em Alagoas, “com a oferta tendo atendido à demanda, mas sem gerar excedentes, as cotações permaneceram estáveis na comparação diária”, concluiu o informativo.





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Paraná prevê safra recorde de grãos



Estado projeta recorde com culturas de inverno



Foto: Divulgação

O Paraná deve colher 46,3 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/2025, número considerado recorde para o estado. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), informou nesta quinta-feira (25) que a projeção ainda depende da conclusão da colheita das culturas de inverno. “A previsão fica bem acima da safra 23/24, de 38,48 milhões de toneladas, e supera o recorde da safra 22/23, de 45,48 milhões de toneladas”, disse o boletim de safra do Deral.

Segundo o Departamento, o Paraná colheu 21,4 milhões de toneladas de soja. A produção de milho atingiu 20,4 milhões de toneladas e a de feijão chegou a 841 mil toneladas, o que contribuiu para o patamar histórico desta safra. O estado ainda colheu 136 mil toneladas de arroz e 44,9 mil toneladas de café na safra 24/25. “Os produtores já colheram 41% da área de trigo, com rendimento médio de 3.258 kg/ha, contra 2.139 kg/ha na safra anterior”, informou o Deral. A produtividade também aumentou nas lavouras de cevada: no ciclo anterior o rendimento chegou a 3.841 kg/ha e este ano passou para 4.333 kg/ha.

A previsão é que o Paraná colha 449 mil toneladas de cevada nos 103 mil hectares cultivados nesta safra, área superior aos 82,2 mil hectares do ciclo anterior. A colheita atingiu até agora 12% da área cultivada. “Se as condições favoráveis persistirem, a safra recorde estará assegurada”, afirmaram técnicos do Deral.

A safra de verão 25/26 está em início de plantio. As chuvas que favoreceram a safra de inverno também umedeceram o solo, permitindo maior ritmo de semeadura nos próximos dias. Até o início desta semana, o milho atingia 64% de área plantada, a batata 60% e o feijão da primeira safra 28%, com maior concentração de produção no Sul do estado.





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Manejo e genética são primordiais para se ter alta produtividade no cultivo


Manejo adequado e a adaptação genética dos clones são os fatores centrais para se ter uma boa produtividade das florestas plantadas com eucalipto em Mato Grosso. Esta é uma das avaliações feitas por Maurel Behling, pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril. Ele recomendou ainda que o produtor abandone práticas menos eficientes, como o uso de “sobras” de herbicidas e adubos, e adote as novas técnicas para garantir um ciclo de produção otimizado.

Práticas como preparo correto do solo, adubação equilibrada e controle de pragas são decisivas para o bom desenvolvimento dos plantios. “O manejo é o que está, de fato, nas mãos do produtor. É a ferramenta capaz de transformar o potencial da floresta em resultados concretos”, afirmou Behling.

O pesquisador destacou ainda que a escolha de clones adaptados às condições de solo e clima de cada região é fundamental para garantir produtividade. Em parceria com a Arefloresta e outros órgãos, a Embrapa está conduzindo testes de validação em diversas fazendas do estado, com apoio do Fundo Desenvolve Floresta. O objetivo é identificar e disponibilizar aos produtores materiais genéticos superiores.

Behling lembrou que o ciclo de produção do eucalipto, que dura em média sete anos, é capaz de gerar biomassa de alta qualidade para diferentes cadeias produtivas. “O eucalipto está para as espécies madeireiras como o Bombril está para as esponjas de aço: é 1001 utilidades… e atende de pobre ao nobre”, disse, ressaltando o potencial versátil da madeira para atender desde a indústria de papel até a fabricação de peças para tratores e automóveis.

Cheio de detalhes, o processo de produção do eucalipto envolve uma série de etapas bem definidas, iniciando com o planejamento e a implantação da floresta. Em seguida vêm a condução, a manutenção e, posteriormente, a colheita da biomassa e o transporte do material. “Essa cadeia produtiva estruturada garante a entrega de uma matéria-prima versátil, capaz de atender a uma vasta gama de indústrias”, frisou.

Behling, que atua em diferentes projetos como melhoramento genético do eucalipto e na avaliação de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), com foco em sustentabilidade e ganhos de produtividade, destacou ainda que a produção de eucalipto se destaca como alternativa sustentável, por ser renovável e contribuir para a redução de carbono na atmosfera. Para ele, abandonar práticas ultrapassadas e adotar novas tecnologias é o caminho para consolidar a silvicultura como atividade estratégica em Mato Grosso.

 





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Clima beneficia safra de inverno na região Sul



Milho e arroz avançam com plantio acelerado



Foto: Pixabay

De acordo com o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), “os volumes de chuva registrados na região Sul nos 20 primeiros dias de setembro favoreceram os cultivos de inverno na maioria das áreas produtoras”. O documento aponta que “os maiores volumes foram distribuídos no Rio Grande do Sul, principalmente na primeira semana do mês”. Os dados espectrais indicam que “as condições foram desenvolvidas nas principais regiões de produtos de trigo , grão com a maior área semeada nas culturas de inverno, mesmo com o registro de problemas e tempestades em algumas áreas”.

Ainda segundo o Boletim, “os gráficos de evolução do índice de crescimento das principais produtoras de trigo, onde as atividades se encontram majoritariamente em desenvolvimento vegetativo, enchimento e preenchimento de grãos, mostram que as condições, no geral, foram realizadas”. O documento destaca que “nas regiões monitoradas, observa-se que o índice evoluiu acima da média histórica durante a maior parte do período de desenvolvimento das atividades, encontrando-se, neste momento, próximo ou acima da safra anterior”.

No Rio Grande do Sul, “principal estado produtor de trigo, a condição geral das atividades é considerada boa”. No Paraná, “o clima favoreceu o avanço da colheita e a maior parte das atividades encontra-se em maturação”. Em Santa Catarina, “a cultura apresenta bom potencial produtivo” e “a maior parte das culturas catarinenses apresentam-se em desenvolvimento vegetativo, enquanto alguns avançam para o enchimento de grãos”. A alternância entre períodos de sol e umidade “tem favorecido o crescimento das plantas”. ???????

Sobre as culturas de verão da safra 2025/26, o Boletim informa que “a semeadura da nova safra está avançando, principalmente sob o cultivo irrigado ou em áreas com disponibilidade de água no solo”. O plantio de arroz irrigado “está no início no Rio Grande do Sul, concentrado nas áreas de cultivo pré-germinado”, e em Santa Catarina “a semeadura do grão está mais avançada no litoral Norte”. Já “a semeadura do milho primeira safra ocorre em ritmo acelerado na região Sul, favorecida pelo aumento das temperaturas e pelas precipitações regulares”. Quanto à soja , “o plantio é incipiente no Centro-Oeste e está concentrado, especialmente, em áreas irrigadas”. No Paraná, “o plantio foi iniciado em algumas áreas das regiões Oeste e Sudoeste, onde a umidade não só tem permitido as operações de campo e propiciou um bom desenvolvimento inicial das atividades”.





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Produtores terão apoio para comercializar feijão


Os produtores e produtores de feijão do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná terão nova oportunidade de apoio à comercialização e ao escoamento da leguminosa da safra 2024/25. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que realizará, nos dias 1º e 2 de outubro, leilões públicos de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP). Segundo a Companhia, “ao todo, serão oferecidas 16,2 mil toneladas de Pepro e outras 16,2 mil toneladas de PEP”.

De acordo com a Conab, “dessa vez não haverá limite por produtor para participar da subvenção”. A Companhia explicou que, com isso, “os produtores podem participar da Pepro e também vender às empresas que contratam o PEP”. No entanto, “é vedado ao agricultor negociar com a Conab um volume de feijão referente à mesma safra 2024/25 que excede a produção prevista na área declarada no Sican”.

Os leilões marcados para o dia 1º de outubro serão destinados à agricultura familiar. A Conab destacou que irá oferecer “6,48 mil toneladas de pepro de feijão-preto exclusivamente para os agricultores e agricultores familiares, bem como suas cooperativas sediadas nos estados da região Sul do país”. Para receber o prêmio, “o produtor ou cooperativa deverá comprovar a produção e a venda ou escoamento do feijão-preto para a indústria de beneficiamento ou comerciante de uma localidade diferente de onde ocorre o plantio do produto”.

No mesmo dia, também serão oferecidas “6,48 mil toneladas de PEP para indústrias de beneficiamento e comerciantes de feijão-preto do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul”. Nessa operação, “o participante deverá comprovar a compra do feijão-preto in natura obrigatoriamente de familiares agricultores diretamente ou por meio de suas cooperativas, pelo Preço Mínimo e o posterior escoamento do produto”.

 

Na quinta-feira (2), os leilões Pepro serão realizados em caráter de ampla concorrência. Segundo a Conab, “todos os produtores, cooperativas, agricultores familiares inclusivos, poderão participar”. O mesmo ocorrerá com o PEP, “em que as indústrias de beneficiamento e comerciantes do grão precisarão comprovar a compra do feijão-preto in natura de agricultores, inclusive da agricultura familiar, pelo Preço Mínimo e o posterior escoamento do produto”.

A Companhia ressaltou que, para participar dos leilões, “os interessados ??devem estar inscritos na Bolsa de Mercadorias pela qual pretendem atuar e em situação regular perante o Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican) da Conab, além de possuir cadastro em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e perante o Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), entre outras disposições previstas nos editais”.

 

A ação foi autorizada pela Portaria Interministerial dos ministérios da Agricultura e Pecuária, da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar n.º 24/2025, publicada em 25 de agosto de 2025. O documento “define um volume de recursos de até R$ 21,7 milhões para escoamento de 32,4 mil toneladas de feijão da safra 2024/25 para fora dos estados de origem da produção”.

Segundo a Conab, “os leilões públicos a serem realizados no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) são importantes ferramentas para diminuir oscilações na renda dos produtores rurais e garantir uma remuneração mínima, atuando como balizadora da oferta, incentivando ou desestimulando a produção e garantindo a regularidade do abastecimento nacional”.





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