sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Cultivo da melancia passa por uma transformação no Brasil


O cultivo da melancia passa por uma transformação no Brasil, semelhante ao que já ocorreu na Espanha. No país europeu, a modernização das práticas agrícolas e o foco na qualidade do produto elevaram os padrões da produção. Impulsionado pela exigência do mercado consumidor por mais qualidade, o setor brasileiro tem buscado formas de produzir com mais eficiência, em um trabalho que envolve diferentes elos da cadeia produtiva. 

Nesse cenário, a BASF Soluções para Agricultura, por meio da marca de sementes e hortaliças Nunhems®, tem desempenhado um papel estratégico ao promover um modelo de produção integrado que conecta campo, distribuição e varejo.  

A iniciativa da marca integra agricultores, distribuidores e redes de supermercado, garantindo que a fruta chegue mais rápido às gôndolas. Um processo que pode levar mais de uma semana, por exemplo, é feito em até 24 horas, do campo ao varejo, assegurando uma fruta com mais qualidade para o consumidor final.

Uma das protagonistas deste novo momento é a Pingo Doce, variedade no portfólio da companhia que cresce, em média, 15% em volume de frutas produzidas ao ano. Com atributos de sabor, praticidade, rastreabilidade e produção, e ainda baseada em rigorosos critérios de sustentabilidade, a fruta tem se destacado como um símbolo da transformação na fruticultura. Do agricultor ao consumidor final, toda a cadeia tem se beneficiado deste modelo de negócio. 

Sucesso na Espanha e no Brasil 

No mercado brasileiro há sete anos, a Pingo Doce é inspirada em um caso de sucesso do mercado europeu. Na Espanha, o aumento da produção e do consumo de melancia está relacionado ao desenvolvimento de uma variedade com características semelhantes àquela que vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil. “O modelo de negócio foi adaptado ao Brasil em uma estratégia que reforça a integração entre os elos da cadeia, ultrapassando as porteiras da fazenda e envolvendo logística, distribuição, atacado e varejo”, afirma Golmar Beppler Neto, gerente de vendas Brasil da Nunhems®. 

Como resultado, o negócio alcançou uma agilidade logística que potencializa ainda mais os atributos da Pingo Doce: uma fruta menor e mais prática (em média 6kg), com alto teor de brix, sem sementes e casca verde mais escura. Outro diferencial é que a fruta pode ser rastreável, garantindo transparência e confiança ao consumidor. Todos esses fatores contribuem para um produto de qualidade superior, valorizado em toda a cadeia.  

“Nosso propósito é conectar o campo ao consumidor por meio de parcerias estratégicas ao longo da cadeia. Todos têm a ganhar quando agregamos valor ao produto. A Pingo Doce traduz exatamente isso: uma fruta que entrega valor desde o produtor até varejo, com o padrão de excelência que o cliente final busca”, destaca Golmar.   

Produção vertical   

Toda essa transformação também se reflete diretamente no campo. Com suporte técnico, orientação em manejo e estratégias de mercado, a Nunhems tem auxiliado os produtores a ampliarem seus resultados de forma cada vez mais sustentável. “Mais do que aumentar a produtividade, os agricultores estão verticalizando o cultivo de melancia para entregar um produto de qualidade única”, ressalta Golmar.  

Um exemplo de toda essa jornada é o agricultor Pedro Orita. Com parte da sua área de produção de melancia em Teixeira de Freitas (BA) destinada à Pingo Doce, Orita cultiva a fruta em 600 hectares e já alcança uma produtividade acima da média nacional, com 60 toneladas de fruta por hectare e picos de produção de até 80 t/ha.  

Segundo o agricultor, quando ele começou com a Pingo Doce, percebeu que não era apenas uma nova variedade de melancia, mas um novo jeito de produzir baseado em práticas agrícolas mais sustentáveis. “A parceria com a BASF nos ajudou a entender o campo como uma cadeia que se complementa da semente até o consumidor. Hoje conseguimos entregar uma fruta de alta qualidade, com rastreabilidade e constância durante boa parte do ano, o que fortalece nossa relação com o varejo”, declara o agricultor. 

Dentro desse modelo integrado, o cultivo de toda a plantação de melancia é pautado por um manejo cuidadoso, com irrigação por gotejamento, que reduz o consumo de água e boas práticas para garantir a presença de polinizadores.  

A Pingo Doce produzida por Orita, assim como é feito em outras áreas produtivas pelo país, tem um código QR que pode ser escaneado para conferir toda a rastreabilidade do produto. Com o processo de verticalização, o produtor passou a investir tanto na produção de mudas quanto em instalações para o beneficiamento – o chamado packing house -, permitindo que a fruta colhida na propriedade siga diretamente para os centros de distribuição.  

“A valorização desta melancia possibilita fazer investimentos que vão trazer mais qualidade para o produto. Agora, cada elo desta cadeia é um parceiro de negócio e todos trabalhamos com um objetivo comum”, destaca o produtor.   

No Brasil, já são produzidas anualmente 35 mil toneladas de Pingo Doce. As principais áreas de produção estão nos estados de Bahia, Pernambuco, Goiás, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.  

Uma vitrine de inovação e conexão 

Para se aproximar ainda mais dos elos da cadeia produtiva e compartilhar conhecimentos sobre o mercado de melancia, a BASF Soluções para Agricultura e a Nunhems, realizaram a 2ª edição do Tech Show Melancia. O evento reuniu mais de 200 participantes entre os dias 11 e 12 de novembro, em Teixeira de Freitas (BA).  Na ocasião, varejistas como OBA Hortufruti, Atacadão e Grupo Pereira, além de consultores renomados como Luiz Alvarez, Aliomar Feitosa e Luiz Haas, contribuíram para fortalecer o modelo integrado e ampliar o acesso a práticas mais modernas e sustentáveis.  

Além da Pingo Doce, a companhia também apresentou a melancia Brabba, variedade convencional que integra o portfólio da marca e reforça o compromisso com a oferta de soluções que atendem diferentes perfis de produção e consumo. “Mais do que um evento técnico, o Tech Show reflete o compromisso com o fortalecimento das parcerias para o avanço de um setor cada vez mais competitivo e sustentável”, afirma Daniela Ferreroni, diretora de Negócios Centro da BASF Soluções para Agricultura.  





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bagaço de uva dá origem a fertilizante de alto desempenho



Potosí é um fertilizante orgânico composto líquido



Foto: Aline Merladete

Um subproduto de difícil manejo ambiental se tornou base para uma nova categoria de fertilizante líquido que une inovação agronômica e benefícios ecológicos. Formulado a partir do percolado de cascas e bagaço de uva, o insumo atua diretamente na saúde do solo e promete reduzir o uso de insumos químicos.

Inicialmente, o resíduo representava risco à contaminação de aquíferos. Mas, ao ser submetido a processos de tratamento, adquiriu características favoráveis ao uso agrícola: odor mais suave, pH alcalino e alta concentração de substâncias húmicas vegetais.

Esse tipo de composto, por ter origem vegetal, apresenta ação menos agressiva e maior interação com a microbiota do solo do que os ácidos húmicos minerais tradicionais.

Apesar dos bons resultados nos primeiros testes, a ausência de normatização atrasou a entrada do produto no mercado. A empresa responsável precisou adaptar a composição e aguardar definições legais para efetivar o registro.

Potosí é um fertilizante orgânico composto líquido, especialmente constituído por substâncias húmicas de origem vegetal. Os macronutrientes que ele contém, NPK, estão ligados com a matéria orgânica da substância húmica. Isso faz com que sua eficiência nutricional seja altamente positiva

Potosi encontra-se disponível no AGROVENDA, compre aqui.

 atuação se dá na rizosfera, promovendo condições ideais para o desenvolvimento das raízes e favorecendo a ativação dos micro-organismos do solo, fundamentais para a nutrição vegetal.

Além da agricultura convencional, pode ser utilizado em gramados, hortas urbanas e pastagens, sendo recomendado em três aplicações ao longo do ciclo. O produto ainda contribui para a mitigação de impactos ambientais, tanto pela destinação sustentável de resíduos quanto pela potencial captura de carbono no solo.





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Aveia-branca mantém qualidade enquanto colheita avança


A colheita da aveia-branca no Rio Grande do Sul segue em ritmo avançado, alcançando 72% da área total, conforme informou a Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (13). Segundo o documento, as lavouras ainda não colhidas se encontram “entre os estádios de maturação (23%) e de enchimento de grãos (4%)”, enquanto poucas áreas permanecem em floração.

A Emater aponta que a qualidade dos grãos colhidos está adequada, com PH dentro do padrão industrial e baixo índice de impurezas. O informativo destaca que “não houve danos significativos por pragas ou doenças”, mas registra ocorrências pontuais relacionadas a eventos climáticos, como geada durante a floração. Na Região Oeste, a colheita está praticamente concluída, avançando de forma contínua nas demais áreas produtoras.

A estimativa da Emater/RS-Ascar indica cultivo em 393.252 hectares, com produtividade média atual de 2.445 kg/ha.

Nas regiões administrativas, o avanço varia. Em Bagé, a colheita chega a 86% da área, restando 13% em maturação. A produtividade está em 1.497 kg/ha, resultado influenciado pela restrição hídrica no início do ciclo. Em Caxias do Sul, 43% das lavouras estão em maturação e 14% já foram colhidas, com produtividade média de 2.726 kg/ha. A Emater avalia que “as condições de colheita são favoráveis” e que há expectativa de boa qualidade dos grãos.

Em Erechim, a colheita alcança 70% da área, com produtividade média de 2.400 kg/ha. As lavouras restantes devem ser colhidas nos próximos dias, caso o clima permaneça estável. Em Frederico Westphalen, os trabalhos foram concluídos, e a produtividade média estimada é de 2.400 kg/ha, o que representa aumento de 12% em relação à safra passada. A qualidade dos grãos foi classificada como “excelente”, com peso hectolitro elevado e baixa incidência de grãos chochos.

Na região de Ijuí, 75% da área foi colhida. Em Ibirubá, as produtividades superaram as expectativas iniciais, enquanto em Santo Augusto ficaram ligeiramente abaixo, em torno de 2.400 kg/ha. A Emater informou que “a qualidade do produto está elevada, com PH acima de 50, indicando bom rendimento industrial”.

Em Passo Fundo, 60% das áreas já foram colhidas, e o restante está em maturação fisiológica. A produtividade média é de 2.400 kg/ha. As condições de colheita seguem adequadas, sem registro de prejuízos por excesso de umidade. Em Soledade, 90% da área está colhida, e 10% permanece em maturação. As chuvas da última semana interromperam temporariamente os trabalhos, mas as operações foram retomadas. As produtividades médias estão em torno de 2.700 kg/ha, com boa qualidade dos grãos.





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UE retoma pre-listing para carne de aves e ovos do Brasil


A União Europeia confirmou ao governo brasileiro, por meio de carta oficial, o restabelecimento do sistema de habilitação por indicação da autoridade sanitária nacional, o pre-listing, para estabelecimentos exportadores de carne de aves e ovos. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a decisão permite que plantas brasileiras voltadas à exportação para o bloco voltem a ser habilitadas sem a necessidade de avaliações individuais por parte das autoridades europeias.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que “uma grande notícia é a retomada do pré-listing para a União Europeia. Esse mercado espetacular, remunerador para o frango e para os ovos brasileiros estava fechado desde 2018. Portanto, sete anos com o Brasil fora”.

Com a retomada do mecanismo, os estabelecimentos que cumprirem as exigências sanitárias da União Europeia poderão ser indicados pelo Mapa. Após a comunicação oficial ao bloco, essas unidades ficam aptas a exportar. O modelo prevê que o ministério ateste a conformidade das plantas brasileiras com as normas europeias, o que torna o processo de habilitação mais ágil e previsível.

A confirmação ocorreu após uma agenda contínua de negociações com a Comissão Europeia ao longo do ano. Em 2 de outubro, uma missão do Mapa a Bruxelas, liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, apresentou um conjunto de demandas prioritárias, incluindo o restabelecimento do pre-listing para proteína animal, o avanço nas tratativas sobre pescados e o reconhecimento da regionalização de enfermidades.

Na sequência, em 23 de outubro, uma reunião em São Paulo entre Luís Rua e o comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, consolidou entendimentos na pauta sanitária e registrou o retorno do sistema de pre-listing para carne de aves. O encontro também encaminhou o avanço das negociações para o pre-listing de ovos e o agendamento de uma auditoria europeia no sistema de pescados.

As autoridades ainda acordaram a retomada de um mecanismo permanente de alto nível para tratar de temas sanitários e regulatórios, com nova reunião prevista para o primeiro trimestre de 2026. O objetivo é ampliar a previsibilidade e a transparência do diálogo bilateral, reduzindo entraves técnicos e favorecendo o fluxo de comércio agropecuário.

Com o pre-listing restabelecido para carne de aves e ovos, o governo afirma que o país reforça o papel dos serviços oficiais de inspeção na garantia da segurança dos alimentos e no atendimento às exigências do mercado europeu, ao mesmo tempo em que avança em uma agenda de facilitação de comércio baseada em critérios técnicos e cooperação regulatória.





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Pastagens de verão avançam após período frio


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (13) aponta que o campo nativo do Rio Grande do Sul segue em pleno desenvolvimento vegetativo, com oferta de forragem favorecida pelo aumento das temperaturas, pela maior luminosidade e pela umidade adequada do solo. Segundo o documento, essa condição tem permitido a recuperação ou a manutenção do escore corporal dos rebanhos após o período de restrição alimentar do inverno.

As pastagens perenes de verão, como Tifton, Jiggs, Hermarthria, Aruana, panicuns, braquiárias e capim-elefante, registraram atraso no crescimento em alguns municípios em razão das chuvas e das baixas temperaturas do mês anterior. No entanto, a Emater/RS-Ascar informa que essas áreas apresentam rebrota vigorosa na maior parte das regiões, sustentando pastejos de boa qualidade, especialmente nos locais de clima mais ameno. Em diversas propriedades, produtores realizaram roçadas para reduzir a palhada remanescente e controlar invasoras. As áreas de azevém estão, em sua maioria, em fase de formação de sementes.

Na região de Bagé, a rebrota do campo nativo ocorreu com forte presença de capim-annoni, principalmente em áreas afetadas pela estiagem. Na Fronteira Oeste e na Campanha, lavouras de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão seguem em desenvolvimento, embora apenas parte esteja apta ao início do pastejo. Em Hulha Negra e Aceguá, continua a fenação em áreas com trevo. Já em Itaqui, pastagens perenes receberam os primeiros lotes de animais, e em Manoel Viana e Bagé houve retomada da semeadura de pastagens de verão, com adubações de cobertura e manejo de herbicidas.

Na região de Caxias do Sul, o período foi marcado por tempo estável, com temperaturas amenas e insolação abundante, favorecendo as forrageiras. Chuvas volumosas nos dias 7 e 8 dificultaram o manejo. As pastagens hibernais de ciclo longo mantiveram o pastejo, enquanto áreas de integração lavoura-pecuária tiveram pastagens de aveia dessecadas para o início do plantio de cereais de verão. A maior parte das silagens de trigo já foi concluída.

Em Frederico Westphalen, lavouras de trigo e outros cereais destinados à silagem apresentaram desenvolvimento adequado e estão próximas da colheita. Seguiu a semeadura de milheto, aveia de verão e sorgo. Em Ijuí, as pastagens de capim-sudão registraram bom desenvolvimento e, em algumas áreas, já foi possível realizar o terceiro pastejo. Pastagens semeadas no final de outubro receberam adubação nitrogenada, preparando-se para a entrada dos animais na próxima semana. Áreas de sorgo e milheto avançaram no desenvolvimento vegetativo, permitindo o início do pastejo, enquanto espécies perenes de verão tiveram crescimento ligeiramente abaixo do ideal, mas com volume satisfatório de massa verde.

Na região de Passo Fundo, a insolação, a amplitude térmica e a umidade do solo contribuíram para o crescimento das forrageiras. As espécies anuais de verão estão em semeadura e desenvolvimento, com algumas já utilizadas para pastejo. Em Pelotas, as pastagens de inverno encerraram o ciclo, e lavouras de verão apresentam bom crescimento. Chuvas volumosas em Pinheiro Machado no dia 7 estimularam o desenvolvimento das pastagens nativas e permitiram a retomada da semeadura de pastagens de verão.

Na região metropolitana de Porto Alegre, as pastagens estivais implantadas ainda não oferecem condições de pastejo. A forte presença de floração da maria-mole (Senecio spp.) chamou a atenção de produtores e pode estar relacionada à redução do rebanho ovino. Na região de Santa Maria, pastagens de panicuns e braquiárias apresentam desenvolvimento atrasado devido às baixas temperaturas registradas em outubro, enquanto a colheita dos cereais de inverno para silagem foi intensificada. Em Santa Rosa, áreas de BRS Capiaçu receberam aplicação de dejetos de suínos e têm ensilagem prevista para janeiro, além de aumento observado nas áreas destinadas a pastagens perenes, especialmente de Tifton.





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Chuvas intensas colocam cinco estados em alerta


A semana começa com previsão de chuvas intensas para esta terça-feira (18), segundo informações do Meteored. A presença de uma área de baixa pressão entre regiões do Sul e Sudeste mantém o tempo instável e coloca cinco estados em alerta. Para esta segunda-feira (17), a previsão já indica precipitações em diversas partes do país, com possibilidade de trovoadas e transtornos em vários municípios. De acordo com o Meteored, “a presença de uma frente fria permite a incursão de umidade vinda de outras áreas do país”.

Durante a madrugada de terça-feira, o sistema de baixa pressão deve provocar chuvas fortes sobre municípios do leste do Paraná, norte de Santa Catarina e sul de São Paulo, reforçado por um canal de umidade que avança da América do Sul. O Meteored aponta que “em alguns pontos, há possibilidade de trovoadas nas primeiras horas da madrugada”. Os volumes previstos podem gerar transtornos ainda antes do amanhecer.

No período da manhã, as chuvas permanecem sobre os três estados, avançando para uma área maior de Santa Catarina e para uma faixa entre o sul paulista e a divisa com Minas Gerais, onde as precipitações tendem a ser de menor intensidade. Ao final da manhã, o sistema ganha força e se expande para outras áreas do Sudeste, incluindo o sul de Minas Gerais. A capital paulista deverá permanecer em estado de atenção, já que a previsão indica chuvas fortes na região metropolitana.

A instabilidade continuará ao longo da tarde. Segundo o Meteored, a atmosfera aquecida deve fornecer energia para a formação de novas áreas de instabilidade, enquanto a circulação atmosférica aumenta a umidade. As chuvas serão intensas em pontos do Sudeste, desde a Grande São Paulo até o norte do estado, além de municípios do oeste, sudoeste, sul e leste de Minas Gerais, bem como em grande parte do Rio de Janeiro. No Sul, o leste do Paraná e quase todo o território catarinense também terão chuvas fortes.

Os acumulados previstos entre segunda e terça-feira podem superar 90 mm em Curitiba e chegar a 104 mm em áreas próximas. Em Belo Horizonte, os volumes devem passar dos 50 mm. Em São Paulo e Rio de Janeiro, os acumulados serão menores, com 30 mm e 15 mm, respectivamente. No sul paulista, os volumes podem alcançar 80 mm no período. No Sul de Minas, são esperados registros superiores a 60 mm apenas nesta terça-feira, enquanto o Rio de Janeiro também deve receber volumes expressivos, sobretudo próximo à divisa com Minas Gerais.

O Meteored alerta que “grandes volumes de precipitação estão previstos nesta terça-feira”, o que aumenta o risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de massa. A orientação é para que a população acompanhe os avisos emitidos pelas Defesas Civis estaduais e municipais.





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La Niña: INMET, Embrapa e MAPA/RS apresentam prognósticos do clima e…


A Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária no Rio Grande do Sul (MAPA/RS) chama a imprensa para apresentar informações sobre o La Niña na quinta-feira (6/11), às 9h, em Porto Alegre. Especialistas do INMET e da Embrapa irão abordar a situação atual, prognósticos do clima e proposições de manejo nos cultivos visando a redução dos estresses e frustrações. O encontro será realizado na sede da superintendência, na Capital.

O superintendente do MAPA/RS, José Cleber de Souza, estará disponível presencialmente para atender a imprensa. De forma remota, também estarão disponíveis para entrevista o meteorologista do INMET Glauber Ferreira, de Brasília; o agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha; o chefe geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski; e a chefe adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Clima Temperado, Rosane Martinazzo.

A superintendência do MAPA/RS fica na avenida Loureiro da Silva, nº 515, 7° andar, sala 701, em Porto Alegre.

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Goiás lidera produção nacional de melancia


A edição de novembro do informativo Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), aponta que a melancia ocupa a quinta posição entre as frutas mais produzidas no Brasil. O levantamento também indica que o país está em quinto lugar no ranking mundial, ao lado de China, Índia, Turquia e Argélia. Segundo o documento, essa relevância decorre “não apenas do volume colhido, mas também da ampla aceitação pelo consumidor e do papel estratégico no abastecimento do mercado interno e externo”.

Em Goiás, a melancia é o quarto fruto mais cultivado e exerce forte impacto socioeconômico ao gerar emprego, renda e fortalecer a fruticultura regional. Em 2024, o estado superou a Bahia e assumiu a liderança nacional na produção, de acordo com dados do IBGE. A série histórica mostra que, nos últimos dez anos, a produção goiana cresceu 9,6%, alcançando 270,5 mil toneladas em 2024. No mesmo período, houve redução de 11,8% na área plantada, acompanhada de aumento de 24,2% na produtividade. O valor da produção avançou 134,9%, totalizando R$ 273,3 milhões. O relatório afirma que Goiás alcançou “patamar recorde para a cultura no estado em produtividade e valor da produção”.

Entre os municípios, Uruana se mantém como o maior produtor de melancia do país, responsável por 32,6% do volume estadual. Jussara retomou o cultivo em 2024 e atingiu a segunda posição no ranking, enquanto Santa Fé de Goiás apresentou o maior avanço em comparação com 2023, duplicando sua produção, segundo o IBGE.

O informativo destaca ainda avanços no melhoramento genético, impulsionados pela crescente demanda por melancias sem sementes. As pesquisas buscam desenvolver cultivares híbridas com maior doçura, textura firme e maior shelf-life. O documento aponta que “esse investimento gera um produto de maior valor agregado”, ampliando a rentabilidade e permitindo o acesso a mercados mais exigentes.

As cotações no estado registraram oscilações no segundo semestre. Na segunda quinzena de setembro, o aumento da oferta em Uruana pressionou os preços, que recuaram após breve alta no início do mês. O Hortifrúti/Cepea indica que a retração está ligada à menor demanda e às temperaturas mais amenas nas regiões Sul e Sudeste. Em outubro, a desaceleração da colheita na região provocou reação nos preços. No atacado de São Paulo, no entanto, as vendas perderam força devido ao clima frio. A expectativa é de novo recuo da demanda ao fim do mês.

No mercado internacional, as exportações brasileiras de melancia se concentram entre janeiro e setembro. Em 2024, o país registrou recorde em volume exportado e o segundo melhor resultado da série histórica em faturamento. Para Goiás, o período representou o melhor desempenho em seis anos, com valor exportado de US$ 270,1 mil. Apesar disso, apenas 1,4% da produção estadual foi destinada ao mercado externo em 2024, o equivalente a 3,8 mil toneladas. O relatório avalia que existe “um cenário de oportunidades” para ampliar a presença goiana no comércio internacional.

Os principais destinos da fruta produzida no estado são Argentina, Paraguai e Uruguai. Em 2023, os Emirados Árabes Unidos passaram a integrar a lista de compradores. No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o país árabe é o que apresenta melhor remuneração por tonelada exportada.





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Goiás se firma como 5º maior produtor de leite


Goiás alcançou 1,4 milhão de vacas ordenhadas e 2,9 bilhões de litros de leite produzidos em 2024, segundo a edição de novembro do informativo Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) com base em dados do IBGE. O documento afirma que o estado “se posiciona como o quinto maior produtor de leite do país no período”.

O município de Orizona lidera a produção estadual, com “39,5 mil vacas ordenhadas e 124,5 milhões de litros de leite produzidos”, seguido por Piracanjuba e Bela Vista de Goiás, ambos com volumes superiores a 80 milhões de litros anuais. Rio Verde e Jataí também mantêm participação relevante, superando 70 milhões de litros. Luziânia aparece com o segundo maior número de vacas ordenhadas, “33,7 mil cabeças”, mas ocupa apenas a 12ª posição em produção, alcançando 50,7 milhões de litros, desempenho que indica rendimento médio menor que o observado nos municípios líderes.

O informativo destaca ainda o impacto das condições de mercado sobre o setor. A Embrapa Gado de Leite aponta que a diferença nos preços internacionais tem favorecido o avanço das importações brasileiras. A remuneração ao produtor caiu na Argentina de “US$ 0,42 para US$ 0,36 por litro”, enquanto Uruguai e Brasil registraram médias de “US$ 0,43 e US$ 0,47”, respectivamente. Esse cenário impulsionou as compras externas, que passaram de 19,2 mil toneladas em agosto para 23,3 mil toneladas em setembro, alta de 20%. No período, “66,1% do volume total importado foi proveniente do território argentino”.

Ainda segundo a Embrapa, o aumento surpreendeu o mercado, que projetava retração das importações no segundo semestre diante da queda dos valores internos e da elevação da produção nacional, que vem criando “uma oferta adicional ainda não acompanhada pelo consumo doméstico”. Em setembro, Goiás exportou 3,5 toneladas de leite condensado para a Argentina e importou 62,4 toneladas de soro de leite.





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