sexta-feira, março 27, 2026

Política & Agro

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Preços futuros do milho fecham a semana pressionados por condições…


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Acompanhando as condições climáticas da safra americana, os vencimentos futuros finalizaram a sessão com desvalorizações na sessão desta sexta-feira (16) na Bolsa de Chicago (CBOT). Os principais contratos terminaram o dia com baixas de 5,00 pontos e 3,25 pontos.

O contrato julho/25 terminou cotado com recuo de 5,00 pontos e negociado em US$ 4,43 por bushel. Já o contrato setembro/25 finalizou com queda de 3,50 pontos e está próximo de US$ 4,21 por bushel, enquanto o dezembro/25 fechou negociado por US$ 4,35  com recuo de 3,25 pontos.  Já o  março/26  está precificado em US$ 4,50 com baixa de 3,00 pontos.

Os principais vencimentos futuros do milho registraram perdas no comparativo frente ao início desta semana. Em que o contrato julho/25 fechou a sessão da segunda-feira (12) cotado em US$ 4,48 por bushel e teve uma queda de 1,12%, quando comparado com o fechamento de hoje.

Já o contrato setembro/25 encerrou o pregão da última segunda-feira cotado em US$ 4,32 por bushel e teve uma queda de 2,55%, frente ao valor do fechamento desta sexta-feira. O contrato dezembro/25 teve uma baixa semanal de 2,25%

De acordo com as informações internacionais, os futuros do milho apresentaram desempenho volátil na sessão desta sexta-feira, pressionados pelas condições ideais de cultivo no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

Ainda de acordo com as informações, as chuvas no Meio-Oeste devem aumentar de domingo a quarta-feira para repor os suprimentos de umidade e ajudar no crescimento das plantações, de acordo com o Commodity Weather Group.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que cerca de 62% da safra de milho dos EUA estava no solo até domingo, contra 40% na semana anterior e a média de 56% para esta época do ano, informou o USDA. Vinte e oito por cento já haviam emergido, acima dos 11% da semana anterior e da média de 21%.

A Agrinvest reportou que os preços do milho recuaram diante do mercado projetando uma grande safra de grãos nos Estados Unidos. As negociações futuras ainda monitoram as condições climáticas e as lavouras de outros países, especialmente na Ásia.

B3

Na Bolsa Brasileira (B3), as negociações futuras também finalizaram em campo negativo na sessão desta sexta-feira (16). O vencimento julho/25 está cotado em R$ 62,05 por saca com desvalorização de 0,72% e contrato  setembro/25 está precificado em R$ 64,00 com queda de 0,61%.

A Agrinvest reportou que as negociações futuras na Bolsa Brasileira recuaram após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária em granja comercial no Brasil, o que levou a China a suspender temporariamente as importações de carne de frango do Brasil. 

“Arabia Saudita e Emirados Árabes, importantes compradores, ainda não se pronunciaram. China e Hong Kong respondem por 10,8% das exportações brasileiras de frango em 2024. A expectativa é de que o embargo seja temporário, já que o Brasil segue como o fornecedor mais competitivo”, comentou a Agrinvest.

Mercado Interno

A semana foi marcada por pressão baixista para as cotações no mercado interno, com os produtores avançando na fixação de oferta e os consumidores atuando com pouca força nas aquisições, conforme a Safras & Mercado destacou em nota.  

A Safras Consultoria reportou que fatores como a evolução do clima no Brasil para o desenvolvimento das lavouras, o movimento do dólar e dos preços futuros do milho e a paridade de exportação seguem no radar dos investidores.

As cotações do milho no mercado interno registraram movimentação distintas  nas regiões produtoras acompanhadas pelo Notícias Agrícolas. No município de Tangará da Serra/MT, o preço da saca do milho está precificada em R$ 65,00 e teve queda de 4,41%.

Na região de Campo Novo do Parecis/MT, o valor comercializado do cereal está próximo de R$ 63,00 por saca e com queda de 4,55%. No município de Sorriso/MT, o valor do milho está em torno de 59,00 por saca e teve recuo de 1,99%.

Já em Rio Verde/GO, a cotação do milho está próxima de R$ 64,00 por saca e teve baixa de 1,54%. No município de Machado/MG, o valor do milho está sendo negociado em R$ 68,00 por saca e teve desvalorização de 1,45%.

Em Campo Grande/MS, os preços do milho tiveram avanço de 2,22% e estão precificados em R$ 46,00 por saca. No município de Dourados/MS, o valor da saca do cereal está próxima de 55,00 por saca e teve um incremento de 1,85%. Em Cândido Mota/SP, o preço do milho teve baixa de 0,94% e está sendo negociado em R$ 52,50 por saca.





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Colheita de soja chega ao fim com perdas e incertezas



Chuvas atrasam fim da colheita de soja




Foto: Pixabay

A colheita da soja no Rio Grande do Sul está praticamente concluída, restando apenas áreas residuais referentes a cultivos tardios ou de segunda safra, que representam menos de 0,5% da área total plantada no estado. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (29) pela Emater/RS-Ascar, por meio do Informativo Conjuntural.

Segundo a entidade, as chuvas registradas a partir de 24 de maio atrasaram a conclusão dos trabalhos no campo. “A colheita só será finalizada com a melhora das condições climáticas”, informou a Emater.

O levantamento confirma perdas expressivas na produtividade da safra. A área plantada no estado foi estimada em 6.770.405 hectares, com produtividade média de 1.957 quilos por hectare. O resultado representa uma queda de 38,43% em relação à estimativa inicial, que era de 3.179 quilos por hectare.

Com os prejuízos acumulados, muitos produtores estão em busca de alternativas para reequilibrar suas finanças. “Há uma crescente demanda por medidas de securitização de dívidas”, destacou a Emater. A falta de políticas de renegociação pode levar a uma redução da área destinada à soja na próxima safra.





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Goiás registra queda nos preços de laticínios



Preço do creme de leite tem maior queda no mês




Foto: Divulgação

O setor lácteo goiano registrou queda nos preços pagos pela indústria de laticínios em maio. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (3) durante reunião da Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea, o índice da cesta de derivados teve recuo médio de 2,41% no mês.

As informações constam no boletim mensal elaborado com base em dados do Instituto Mauro Borges (IMB), responsável pelo levantamento. A cesta inclui cinco produtos: creme de leite, leite condensado, leite em pó, leite UHT e queijo muçarela. Os preços são ponderados conforme o peso de cada item na composição da produção industrial do setor.

“O índice representa a média ponderada dos preços recebidos pela indústria para os derivados monitorados”, informou a Câmara Técnica.

Entre os produtos analisados, o creme de leite registrou a maior queda, com recuo de 7,19%. O queijo muçarela e o leite UHT também apresentaram baixas significativas, de 3,22% e 2,13%, respectivamente. Já o leite condensado teve redução de 2,0% e o leite em pó, de 0,36%.





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produtividade da soja cai na Fronteira Oeste


A colheita da soja está praticamente encerrada no Rio Grande do Sul. Segundo informou o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (29), na região administrativa de Bagé, que abrange municípios da Fronteira Oeste, os trabalhos foram interrompidos pelas chuvas a partir de 24 de maio, mas a maior parte dos produtores já havia antecipado a operação.

As perdas foram expressivas em diversas localidades. “Em Itacurubi, as perdas chegaram a 55%, principalmente em cultivares precoces com baixos rendimentos”, apontou a Emater/RS-Ascar. Em Manoel Viana e Maçambará, as quebras foram estimadas em 60% e 70%, respectivamente. Em Quaraí, a produtividade ficou em 1.531 kg por hectare, com perdas adicionais por debulha natural. Em São Borja, as lavouras tardias e de replantio tiveram produtividade média de 900 kg por hectare.

Na região da Campanha, a colheita também foi finalizada, com exceção de áreas pontuais em Hulha Negra. A melhor produtividade foi registrada em Aceguá, com 2.400 kg por hectare. Já Lavras do Sul e Caçapava do Sul registraram quebras de 55% e 40%, respectivamente.

Outras regiões administrativas, como Caxias do Sul, Erechim, Frederico Westphalen, Passo Fundo e Soledade, concluíram a colheita. Em Ijuí, restam 0,75% das lavouras, principalmente de segundo cultivo. Nessas áreas, a produtividade variou conforme o regime hídrico. “Nas lavouras irrigadas, a média foi de cerca de 2.400 kg por hectare”, destacou o boletim.

Na região de Santa Maria, a colheita está em fase final. As maiores perdas foram observadas no Vale do Jaguari, no Planalto e nas porções Centro e Sul da região. Na Quarta Colônia, onde o clima foi mais favorável, a redução de produtividade foi menor.

Em Pelotas, ainda restam pequenas áreas a serem colhidas em municípios como Santa Vitória do Palmar, Rio Grande, Jaguarão e Herval, com predominância de lavouras de segundo cultivo. Em Santa Rosa, 99% da área já foi colhida. As lavouras semeadas em março, que ainda permanecem no campo, apresentam expectativa de produtividade superior a 2.400 kg por hectare.





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Dia Mundial do Leite é celebrado dia 1º de junho



Brasil é 3º maior produtor de leite no mundo




Foto: Pixabay

Comemorado neste 1º de junho, o Dia Mundial do Leite foi instituído em 2001 pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) com o objetivo de promover o consumo de lácteos em todo o mundo. A data destaca a importância nutricional e econômica do leite, considerado pela FAO como o alimento mais consumido no planeta, com aproximadamente 580 milhões de toneladas de leite e derivados ingeridos anualmente.

O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais, com uma produção superior a 34 bilhões de litros por ano, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O consumo per capita no país é de cerca de 320 mililitros por dia, enquanto a FAO recomenda o equivalente a três porções diárias, o que representa aproximadamente 480 mililitros.

Minas Gerais se mantém como o principal estado produtor do país, respondendo por mais de 27% da produção nacional. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), são cerca de 9,3 bilhões de litros por ano, com a atividade presente em quase todos os 853 municípios mineiros. “A produção de leite em Minas Gerais tem papel estratégico na geração de renda, especialmente entre os agricultores familiares”, informou a Seapa em nota divulgada para marcar a data.





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Variedade de algodão se destaca pela alta produtividade



A tecnologia GLTP presente no 911 garante proteção contra lepidópteros



A tecnologia GLTP presente no 911 garante proteção contra lepidópteros
A tecnologia GLTP presente no 911 garante proteção contra lepidópteros – Foto: Embrapa

De acordo com Tauan Teixeira, Técnico Agrícola na Bom Futuro, a variedade FM 911 GLTP Vale do Araguaia tem se consolidado como uma das principais escolhas entre os cotonicultores pela sua combinação de tecnologia, produtividade e qualidade de fibra do algodão. O material foi desenvolvido com foco na resistência a insetos e na tolerância a herbicidas, características que trazem mais segurança e eficiência ao manejo.

A tecnologia GLTP presente no 911 garante proteção contra lepidópteros, pragas que costumam gerar grandes prejuízos na cultura do algodão. Essa resistência biotecnológica permite uma significativa redução no uso de inseticidas, além de proteger a lavoura contra perdas, resultando em menor custo operacional e maior sustentabilidade no processo produtivo.

Outro destaque do FM 911 GLTP é a sua excelente qualidade de fibra, que atende aos padrões exigidos pelo mercado interno e externo. Isso garante ao produtor não só uma produtividade elevada, mas também uma melhor remuneração pela entrega de um produto valorizado.

Com essas características, o FM 911 GLTP se tornou uma alternativa altamente competitiva, contribuindo para o fortalecimento da cotonicultura no Vale do Araguaia e em outras regiões produtoras do país, unindo rentabilidade, qualidade e sustentabilidade no campo.

“O algodão FM 911 GLTP é uma variedade de algodão geneticamente modificada para ser resistente a insetos e tolerante a herbicidas. É conhecido por sua alta produtividade e qualidade de fibra, tornando-se uma opção popular entre os produtores de algodão. Além disso, sua tecnologia GLTP (resistência a lepidópteros) ajuda a reduzir as perdas causadas por pragas, aumentando a eficiência e a rentabilidade da produção”, escreveu no LinkedIn.

 





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Solo forte com milheto, trigo e nabo



A cobertura vegetal funciona como um escudo natural



A cobertura vegetal funciona como um escudo natural
A cobertura vegetal funciona como um escudo natural – Foto: Foto: Cícero Silva

De acordo com a engenheira agrícola Jhenifer de Oliveira Araújo, em publicação nas redes sociais, a regulagem correta da semeadora para o plantio de adubo verde é um detalhe essencial para a construção da fertilidade do solo. Ela destaca que pequenas ações no manejo fazem uma enorme diferença na sustentabilidade e produtividade das lavouras.

Nas áreas onde atua, Jhenifer implementa um mix robusto composto por milheto, trigo mourisco e nabo forrageiro. Essa estratégia, segundo ela, é fundamental para proteger o solo contra a erosão. A cobertura vegetal funciona como um escudo natural, enquanto o adubo verde melhora significativamente a estrutura do solo. O sistema radicular dessas plantas é capaz de descompactar e agregar partículas, favorecendo tanto a infiltração de água quanto a aeração do solo. “Estamos implementando em nossas áreas um mix robusto de milheto, trigo mourisco e nabo forrageiro. Essa estratégia é fundamental para proteger o solo contra a erosão”, comenta.

Além disso, o aumento da matéria orgânica, proporcionado pela decomposição desses vegetais, enriquece o solo com nutrientes e eleva sua capacidade de retenção de água. Isso se traduz em maior resiliência às variações climáticas e melhores condições para o desenvolvimento das culturas comerciais.

Por fim, Jhenifer reforça que trabalhar com adubo verde dentro do sistema de plantio direto é um dos pilares da conservação do solo. Essa prática prepara a base para alcançar altas produtividades de forma sustentável, garantindo longevidade e equilíbrio para os sistemas produtivos. “Trabalhar com adubo verde no sistema de plantio direto é um pilar da conservação do solo, preparando a base para altas produtividades de forma sustentável”, conclui.

 





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Mercado do feijão segue estável


O mercado brasileiro de feijões vive um momento de estabilidade com nuances regionais, segundo informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE) com base em dados do CEPEA. O cenário atual reflete um equilíbrio entre oferta e demanda, embora apresente movimentos distintos em algumas praças do país.

Na última quarta-feira, Itapeva (SP) se destacou com uma expressiva valorização de 5,03% no preço do Feijão 8/8,5, que fechou cotado a R$ 232,27 — a maior alta registrada no dia. Lucas do Rio Verde (MT) também apresentou desempenho positivo, com aumento de 1,63%, alcançando R$ 200,72 para o mesmo tipo de grão.

Por outro lado, algumas regiões sentiram pressões negativas. O Noroeste de Minas teve queda de 2,61%, com preço médio de R$ 213,13. A Metade Sul do Paraná também registrou leve retração nas cotações, variando entre -0,41% e -0,49%, refletindo um mercado mais cauteloso por parte dos compradores.

Outro ponto de atenção é a escassez de feijões nota 9, praticamente sem oferta no dia. No Noroeste de Minas, a referência se mantém na faixa de R$ 280, enquanto em Itapeva (SP) chega a R$ 290 — porém, essa última é considerada uma referência nominal, já que não há relatos concretos de negociações efetivas nessa faixa de preço.

“Esses movimentos refletem um mercado que, embora aparentemente estável nas referências de preços, apresenta um volume reduzido de negócios nas fontes. Ontem à noite, na Live, Marcelo Lüders destacou que o fluxo previsto de Feijão-carioca até o final do ano indica um volume final menor do que no ano passado. Ele salientou que, no mercado mundial, nada está definido, afinal as colheitas mais importantes ocorrerão de maio em diante na Argentina e no México, e nos Estados Unidos durante o segundo semestre”, conclui.





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Biológicos deixam de ser alternativa e se tornam estratégia



O uso de biológicos representa uma maneira de equilibrar o ambiente



O uso de biológicos representa uma maneira de equilibrar o ambiente
O uso de biológicos representa uma maneira de equilibrar o ambiente – Foto: Nadia Borges

O uso de agentes biológicos na agricultura deixou de ser uma opção e se consolidou como uma estratégia indispensável para quem busca produtividade, sustentabilidade e economia. De acordo com a MyFarm, produtores estão adotando bioinsumos como fungos, insetos, bionematicidas e bioestimulantes porque eles entregam resultados claros: menor perda, menor custo e menos risco para a lavoura.

Mais do que controlar pragas, o uso de biológicos representa uma maneira de equilibrar o ambiente, atender às exigências de um mercado cada vez mais atento à sustentabilidade e, ao mesmo tempo, manter altos níveis de produtividade. Na soja, por exemplo, o manejo correto é decisivo. A produção cresce, mas os desafios permanecem, especialmente nas áreas em sucessão com milho, algodão, trigo e feijão, onde pragas e doenças continuam sendo uma ameaça constante.

Além de reduzirem a necessidade de defensivos químicos, os biológicos garantem mais segurança para o solo, para o trabalhador e para o consumidor. Quando aplicados de forma correta, eles se estabelecem na lavoura, promovem equilíbrio biológico e reduzem significativamente os custos com insumos.

A tecnologia dos biológicos vai muito além do controle de pragas. Ela inclui bionematicidas, bioestimulantes, condicionadores de solo, indutores de raiz e redutores de estresse oxidativo. O resultado é percebido tanto no campo quanto na imagem do produtor, que entrega uma soja mais limpa, sustentável e alinhada às exigências do mercado atual. As informações foram publicadas no perfil oficial da empresa no LinkedIn.

 





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Plantio de soja e milho avança com força nos EUA


O plantio das novas safras de soja e milho nos Estados Unidos avança em ritmo acelerado, favorecido pelo clima, segundo avaliação da Hedgepoint. De acordo com Luiz Fernando Roque, coordenador de Inteligência de Mercado da consultoria, o avanço das máquinas supera tanto os números do ano passado quanto a média das últimas cinco safras, indicando um início promissor para a temporada 2025/26.

Dados do USDA mostram que, até 18 de maio, 66% da área de soja estava semeada — avanço expressivo frente aos 50% no mesmo período de 2024 e à média de 53%. No milho, o plantio atingiu 78%, contra 67% no ano passado e média de 73%, reforçando as expectativas de uma safra cheia.

Apesar do bom desempenho inicial, Roque alerta que há déficit de umidade em regiões do oeste e noroeste do cinturão agrícola, o que exige maior regularidade das chuvas nas próximas semanas. Segundo ele, embora o USDA projete produtividade recorde na soja, a produção tende a ser menor pela redução de área. Já no milho, a combinação de aumento de área e potencial produtivo pode levar a um novo recorde, ultrapassando 400 milhões de toneladas.

A Hedgepoint observa que os mapas climáticos indicam mais chuvas para a metade sul do cinturão entre 23 e 29 de maio, o que pode desacelerar temporariamente o plantio. Já entre 30 de maio e 5 de junho, a umidade deve ser mais generalizada, beneficiando as lavouras, especialmente nas áreas que hoje apresentam menor disponibilidade hídrica.

“Destacamos também, que apesar de o USDA esperar por produtividade recorde na soja, a tendência é de uma safra menor nesta nova temporada, visto que a área plantada com a oleaginosa deve ter um recuo importante em relação ao ano passado. Em contrapartida, a produção de milho pode atingir um novo recorde, com possibilidade de ultrapassar o patamar de 400 milhões de toneladas na temporada 2025/26 devido ao aumento da área e possível produtividade também recorde”, diz Luiz Fernando Roque, coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint.

 





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