quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Soja fecha em queda em Chicago com novas tensões



Os derivados da oleaginosa também acompanharam o movimento negativo



Os derivados da oleaginosa também acompanharam o movimento negativo
Os derivados da oleaginosa também acompanharam o movimento negativo – Foto: USDA

Nesta segunda-feira (07), os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o dia em forte baixa, pressionados por fatores políticos e cambiais. Segundo informações da TF Agroeconômica, o contrato de agosto, referência para a safra brasileira, recuou -1,81%, ou -24,00 cents por bushel, fechando a US$ 10,31. Já o vencimento de setembro caiu -2,67% (-27,75 cents/bushel), cotado a US$ 10,13.

Os derivados da oleaginosa também acompanharam o movimento negativo. O farelo de soja para agosto recuou -1,87%, cotado a US$ 272,20 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja fechou em baixa de -1,12%, a US$ 53,94 por libra-peso. A desvalorização generalizada foi motivada por decepções no discurso de Donald Trump, que, em evento em Iowa, não apresentou novas medidas de estímulo ao comércio internacional.

A ausência de anúncios sobre compras chinesas ou acordos bilaterais frustrou as expectativas dos investidores e levou fundos a realizarem lucros, acelerando as quedas. Além disso, a desvalorização do real frente ao dólar contribuiu para um aumento na oferta da soja brasileira, com produtores aproveitando o câmbio para escoar estoques e abrir espaço nos armazéns para a colheita do milho safrinha.

Apesar das expectativas de crescimento de 10% nas exportações da oleaginosa em 2025, as vendas para a China — principal compradora global — caíram mais de 40% recentemente. Esse cenário reforça preocupações quanto à demanda externa. Segundo o USDA, os embarques semanais somaram 389 mil toneladas, dentro do esperado, mas insuficientes para conter o pessimismo do mercado.

 





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Confira como a soja iniciou a semana


No Rio Grande do Sul, a comercialização da soja segue em ritmo lento, com o mercado operando “da mão para a boca”, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados no julho (entrega julho e pagamento 30/07) ficaram em R$ 135,00 (-1,82%) porto. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 129,00 (-1,53%) Cruz Alta – Pgto. 30/07 – para exportador, R$ 129,00 Passo Fundo – Pgto. fim de agosto, R$ 129,00 Ijuí – Pgto. 30/0808 – para fábrica, R$ 129,00 (-0,77%) Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 24/08. Preços de pedra em Panambi caíram para R$ 118,00 a saca ao produtor”, comenta.

A comercialização da soja em Santa Catarina avança de forma lenta. “O calendário oficial e o vazio sanitário da soja para o próximo ciclo foram divulgados pela Cidasc, reforçando o planejamento técnico e fitossanitário como pilar da sustentabilidade produtiva no estado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 136,17 (+0,24%)”, completa.

O mercado paranaense busca equilíbrio entre retenção e escoamento da soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 135,60 (+1,10%). Em Cascavel, o preço foi 122,27 (+0,66%). Em Maringá, o preço foi de R$ 121,24 (-1,61%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 123,28 (+0,29%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$136,17 (+0,19%). No balcão, preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

Infraestrutura de armazenagem limitam os ganhos da soja em Mato Grosso do Sul. “Paralelamente, o vazio sanitário em vigor desde meados de junho visa garantir a sanidade das próximas lavouras, apontando para a necessidade de um planejamento mais robusto que una produtividade com eficiência comercial. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 119,95 (-0,15%), Campo Grande em R$ 120,13 (0,29%), Maracaju em R$ 120,13 (0,29%), Chapadão do Sul a R$ 107,61 (-0,01%), Sidrolândia a em R$ 119,95 (-0,15%)”, informações.

Alta produção e baixa margem, entraves comerciais e logísticos marcam a soja em Mato

Grosso. “Campo Verde: R$ 115,59 (+0,64%). Lucas do Rio Verde: R$ 111,92, Nova Mutum: R$ 111,92. Primavera do Leste: R$ 115,59 (+0,26%). Rondonópolis: R$ 115,59 (+0,26%). Sorriso: R$ 111,46 (-0,41%)”, conclui.

 





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Milho recua na B3 e em Chicago


O mercado futuro do milho registrou queda nesta segunda-feira (8), tanto na B3 quanto na Bolsa de Chicago, refletindo um cenário desfavorável para o cereal no curto prazo. Segundo informações da TF Agroeconômica, as cotações na B3 cederam em sintonia com a forte baixa registrada em Chicago, enquanto a leve melhora na paridade cambial entre real e dólar evitou perdas ainda maiores.

No mercado interno, o cenário segue pressionado. De acordo com o Cepea, os preços do milho estão nos menores patamares do ano em diversas regiões do país, influenciados principalmente pela maior oferta no mercado spot. Os vendedores estão mais flexíveis nas negociações, mesmo com o ritmo de colheita da segunda safra ainda abaixo dos níveis de 2023. A limitação na capacidade de armazenagem e a baixa paridade de exportação intensificam a pressão sobre os preços. Do lado da demanda, os compradores estão cautelosos, adquirindo apenas volumes pontuais para consumo imediato.

O programa de exportação segue lento: dados da Secex apontam que o Brasil embarcou apenas 120,7 mil toneladas de milho nos primeiros dias de julho. A escassez de grãos nos portos tem atrasado os embarques e comprometido o desempenho das exportações.

Na B3, o contrato julho/25 fechou a R\$ 61,61, com queda de R\$ 0,33 no dia e de R\$ 1,83 na semana. Setembro/25 recuou R\$ 0,28 no dia, cotado a R\$ 61,94, e novembro/25 caiu R\$ 0,30, encerrando a R\$ 66,22. Em Chicago, o milho para setembro caiu 3,99% ou US\$ 16,75 cents, fechando a US\$ 403,50/bushel. Dezembro recuou 3,72%, a US\$ 420,75/bushel. O mercado reagiu negativamente ao discurso de Donald Trump, que manteve a ameaça de tarifas de 25% sobre importações vindas do Japão e da Coreia do Sul a partir de 1º de agosto, dois dos maiores compradores do milho norte-americano.

 





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Superávit comercial do Brasil deve cair 32% em 2025



A estimativa caiu de US$ 70,2 bilhões para US$ 50,4 bilhões




Foto: Divulgação

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revisou para baixo a projeção do superávit comercial brasileiro em 2025. A estimativa caiu de US$ 70,2 bilhões para US$ 50,4 bilhões, reflexo direto da queda nos preços das commodities e do aumento nas importações impulsionado pelo crescimento econômico interno.

A nova projeção representa uma redução de 32% em relação ao superávit registrado em 2024, que fechou em US$ 74,2 bilhões. A atualização ocorre a cada trimestre e desta vez considera o enfraquecimento da demanda global e os impactos das medidas tarifárias internacionais sobre o comércio.

Mesmo com leve crescimento nas exportações, o aumento mais acelerado das importações deverá reduzir o saldo comercial. O Brasil deve exportar US$ 341,9 bilhões em 2025, alta de 1,5% frente ao ano anterior. Por outro lado, as importações devem crescer 10,9%, alcançando US$ 291,5 bilhões.

Em relação às estimativas divulgadas em abril, as exportações foram revistas para baixo em US$ 11,2 bilhões, enquanto as importações foram elevadas em US$ 8,6 bilhões. O novo cenário reflete o impacto da desvalorização dos produtos primários e a intensificação da demanda por bens de capital e insumos para produção industrial no país.





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Lagartas resistentes desafiam controle


O avanço das lagartas Spodoptera frugiperda e Helicoverpa zea nas lavouras brasileiras tem preocupado os produtores. Resistentes a Inseticidas convencionais e biotecnologias como o Bt, essas pragas atacam as estruturas reprodutivas de culturas como milho, soja, feijão e algodão, provocando prejuízos expressivos. 

“Além disso, sua presença facilita a entrada de patógenos secundários. As perdas estimadas podem variar de 10% a 50%, dependendo da intensidade da infestação e do controle que for adotado”, diz Jorge Silveira, engenheiro agrônomo e coordenador comercial da Sell Agro.

Além da resistência crescente, o cenário é agravado por fatores como monocultura contínua, falhas no manejo integrado de pragas (MIP) e clima favorável à reprodução dos insetos. A Spodoptera, por exemplo, tem presença constante em regiões tropicais e pode causar desde atraso no desenvolvimento até a morte das plantas, afetando severamente a produtividade.

“Ainda há falhas no manejo integrado de pragas (MIP) e o cultivo de monoculturas contínuas, que favorecem o ciclo das lagartas”, destaca Silveira.

Para lidar com essas “lagartas invencíveis”, produtores têm buscado soluções alternativas e complementares. Entre elas, o uso de desalojantes tem ganhado espaço no manejo. Produtos como o UPSIDE, da Sell Agro, atuam forçando as lagartas a saírem dos esconderijos, aumentando a exposição aos inseticidas. O produto, livre de enxofre, pode elevar a eficácia das aplicações em até 40%.

O sucesso do controle, no entanto, depende do monitoramento constante das lavouras e da adoção precoce das medidas de manejo. A eficiência é maior nas fases iniciais das infestações, quando ainda não há danos visíveis. A vigilância contínua e o uso combinado de tecnologias tornam-se, portanto, essenciais para proteger a produtividade e o bolso do produtor.

 





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Minério de ferro cai com demanda fraca da China


Logotipo Reuters

Por Lucas Liew

CINGAPURA (Reuters) – Os contratos futuros do minério de ferro caíram nesta terça-feira, já que os dados decepcionantes de atividade industrial na China e os persistentes problemas do setor imobiliário local pioraram o sentimento.

Alertas de preços mais baixos feitos por autoridades australianas e as expectativas de uma demanda sazonal mais branda também contribuíram para a perspectiva baixista.

O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China terminou as negociações do dia com queda de 1,32%, a 708,5 iuanes (US$98,92) a tonelada.

O minério de ferro de referência de agosto na Bolsa de Cingapura perdeu 0,98%, a US$93,1 a tonelada.

A atividade industrial da China encolheu pelo terceiro mês consecutivo em junho, embora em ritmo mais lento. No entanto, o sentimento dos negócios permanece moderado.

A fraqueza contínua no setor imobiliário da China e um relatório do governo australiano alertando sobre preços mais baixos devido às fracas perspectivas pesaram ainda mais sobre o sentimento, disse o ANZ.

Além disso, o sentimento dos investidores também foi afetado depois que Jiang Wei, secretário geral da Associação de Ferro e Aço da China, foi citado pelo China Metallurgical News na semana passada aconselhando as autoridades a restringir as exportações de tarugos.

O pedido foi feito após o aumento das remessas de produtos de aço semiacabados no acumulado do ano.

O volume total de minério de ferro despachado para destinos globais pelos principais produtores, Austrália e Brasil, caiu 7,4% de 23 a 29 de junho, revertendo o salto da semana anterior, informou a consultoria chinesa Mysteel.

(Reportagem de Lucas Liew)

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Armazenagem estratégica mantém feijão firme



O Ibrafe destaca que uma campanha nacional para estimular o consumo




Foto: Canva

Apesar da recorrente percepção de queda no consumo durante períodos de safra elevada ou colheita concentrada, o mercado brasileiro de feijão continua ativo. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a demanda segue dentro da realidade atual, impulsionada principalmente pelos preços atrativos nas gôndolas do varejo.

O Ibrafe destaca que uma campanha nacional para estimular o consumo — já em articulação com apoio parlamentar e entidades do setor — poderá ampliar ainda mais a demanda no médio prazo. Enquanto isso, os negócios continuam ocorrendo em diferentes regiões, como no Vale do Araguaia (GO), onde houve vendas pontuais a R\$ 190,00/saca. No entanto, muitos produtores optam por armazenar o produto abaixo de R\$ 220,00/saca, evitando uma possível queda brusca nos preços.

Essa prática de armazenagem é apontada como uma lição aprendida com países como os Estados Unidos, onde toda a safra é colhida em um único mês, mas o consumo se mantém estável durante o ano graças à gestão de estoques. Caso o mercado brasileiro despejasse todo o volume colhido de uma só vez, os preços poderiam cair para menos de R\$ 100,00/saca, alerta o Instituto.

A consolidação de uma mentalidade mais estratégica é essencial: armazenar com qualidade, vender no momento certo e trabalhar coletivamente para incentivar o consumo interno, expandir as exportações e garantir rentabilidade ao produtor. Segundo o Ibrafe, o Clube Premier seguirá acompanhando essas movimentações, contribuindo com análises e orientações para os protagonistas do setor. As informações são do encerramento da semana.

 





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Cotonicultores mineiros debatem produtividade e sementes



Cada encontro foi adaptado ao perfil do público-alvo



Cada encontro foi adaptado ao perfil do público-alvo
Cada encontro foi adaptado ao perfil do público-alvo – Foto: Canva

A última etapa do Circuito Técnico Amipa (CTA) 2025 foi realizada no dia 26 de junho na Fazenda Experimental da Amipa, em Patos de Minas (MG), reunindo mais de 150 participantes. O evento marcou o encerramento de um ciclo que percorreu as principais regiões produtoras de algodão de Minas Gerais, com foco na troca de conhecimento técnico, inovação e boas práticas na produção.

Segundo José Lusimar Eugênio, engenheiro agrônomo da Amipa, a programação apresentou dados atualizados do setor algodoeiro no estado, o andamento do Projeto Fitossanitário da Associação, os avanços em biotecnologias da Biofábrica Amipa e os resultados de experimentos realizados na fazenda. Em seguida, Rodrigo de Oliveira Lima, do Grupo de Estudos do Algodão (GEAM), discutiu temas como qualidade de sementes, acúmulo de biomassa e resposta produtiva em diferentes níveis de adubação.

A edição 2025 do CTA contou com cinco etapas, realizadas entre abril e junho, com passagens por Varjão de Minas, Catuti, Ibiaí, Brasilândia de Minas e Patos de Minas. Cada encontro foi adaptado ao perfil do público-alvo – da agricultura familiar à empresarial – com visitas técnicas e discussões práticas sobre os desafios da cotonicultura mineira.

Durante o encerramento, o presidente da Amipa, Daniel Bruxel, destacou a importância do evento como ferramenta de desenvolvimento regional e valorizou o engajamento dos produtores, parceiros e patrocinadores. A expectativa é que os aprendizados promovidos ao longo do circuito contribuam diretamente para a produtividade e sustentabilidade do algodão em Minas Gerais.

 





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Rotação de culturas: prática essencial



Outro princípio essencial é evitar repetir espécies da mesma família botânica



Outro princípio essencial é evitar repetir espécies da mesma família botânica
Outro princípio essencial é evitar repetir espécies da mesma família botânica – Foto: Divulgação

A rotação de culturas é uma das estratégias mais eficazes para manter a fertilidade do solo, reduzir o uso de insumos químicos e aumentar a resiliência dos sistemas agrícolas. Ao alternar diferentes espécies vegetais ao longo do tempo e do espaço, é possível romper ciclos de pragas e doenças, melhorar a estrutura do solo e otimizar o uso da água e dos nutrientes disponíveis.

Segundo a empresa Vetika, especializada em soluções sustentáveis para o agro, essa prática só gera resultados positivos quando bem planejada, seguindo princípios agronômicos básicos. Entre os benefícios diretos estão a redução de plantas daninhas, o melhor aproveitamento do efeito fertilizante das leguminosas — como o trevo, a alfafa ou o ervilhaca — e a prevenção da exaustão do solo. Após o cultivo de leguminosas, recomenda-se, por exemplo, a semeadura de espécies exigentes em nitrogênio, como milho, trigo ou girassol.

Outro princípio essencial é evitar repetir espécies da mesma família botânica na mesma área em anos consecutivos — como tomate e pimentão, ambos solanáceas —, o que reduz riscos sanitários e desequilíbrios nutricionais. Além disso, a alternância entre cultivos de raízes profundas e com alto volume de resíduos orgânicos contribui para uma estrutura de solo mais estável e rica em vida microbiana.

A Vetika também destaca a importância de adaptar as rotações às condições locais. Em áreas inclinadas, por exemplo, é indicado o uso de culturas perenes para evitar erosão. Já em sistemas de policultivo, a organização das espécies por semelhanças de ciclo e exigências facilita o manejo. Exemplos práticos incluem desde rotações simples, como trigo → girassol → pousio, até modelos mais complexos com alternância sazonal entre culturas de verão e inverno.





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Entregas de fertilizantes crescem 16,8%


As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro encerraram abril de 2025 com 2,68 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um crescimento de 16,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram entregues 2,29 milhões de toneladas. No acumulado do primeiro quadrimestre, o total chegou a 12,12 milhões de toneladas, alta de 10,7% sobre as 10,95 milhões registradas no mesmo período de 2024.

De acordo com a ANDA, o aumento nas importações tem sido essencial para garantir o abastecimento do agronegócio, mesmo diante de incertezas provocadas por crises geopolíticas e desafios logísticos. O setor segue empenhado em manter o fluxo comercial dos insumos, fundamentais para atingir uma safra recorde em 2024/2025. O Estado de Mato Grosso lidera o consumo, com 2,93 milhões de toneladas no quadrimestre — o equivalente a 24,2% do total nacional — seguido por Paraná (1,76 milhão), Goiás (1,29 milhão), São Paulo (1,24 milhão) e Minas Gerais (1,17 milhão).

A produção nacional de fertilizantes intermediários também apresentou desempenho positivo. Em abril, o volume produzido foi de 562 mil toneladas, avanço de 6,3% sobre o mesmo mês do ano anterior. No acumulado do quadrimestre, foram 2,24 milhões de toneladas, alta de 9,1% em relação às 2,06 milhões do mesmo período de 2024.

As importações seguem como principal via de suprimento. Em abril, o Brasil importou 2,76 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, um aumento de 7,2% na comparação anual. De janeiro a abril, o total importado atingiu 11,26 milhões de toneladas, com alta de 12,2% sobre 2024. O porto de Paranaguá segue como o principal ponto de entrada dos insumos, com 3,04 milhões de toneladas recebidas no quadrimestre — 27% do total nacional — e crescimento de 6,4% ante os 2,86 milhões registrados no mesmo período do ano anterior, segundo dados do Siacesp/MDIC.

 





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