sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Análise biológica do solo impulsiona produtividade e sustentabilidade das lavouras


O solo é muito mais do que um suporte físico para as plantas: trata-se de um ecossistema vivo, rico em microrganismos que desempenham papel decisivo na fertilidade, no equilíbrio nutricional e na produtividade agrícola. Por isso, as análises biológicas de solo vêm ganhando destaque no manejo moderno. Elas permitem identificar a qualidade da atividade microbiana, entender como a vida do solo influencia o desenvolvimento das culturas e fornecer subsídios para práticas mais assertivas, que resultam em maior eficiência e sustentabilidade no campo.

Entre as ferramentas disponíveis, a análise metagenômica desponta como uma das mais inovadoras. Baseada no sequenciamento do DNA extraído do solo, essa tecnologia permite mapear milhões de informações sobre os microrganismos presentes, revelando não apenas quais estão ali, mas também como interagem e afetam a nutrição e a saúde das plantas. Trata-se de um salto de precisão para o agricultor, que passa a contar com dados científicos aprofundados para direcionar decisões de manejo e potencializar a performance da lavoura.

O Brasil, maior produtor e exportador de diversas commodities, como soja, café, açúcar, algodão e suco de laranja, e entre os maiores em várias outras culturas, é responsável por sustentar a economia e garantir o abastecimento alimentar dentro e fora do país, conforme destaca a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), que em 2023 registrou a maior safra de grãos da história, com 319,8 milhões de toneladas. “A dimensão da produção agrícola brasileira é expressiva e pode ser ainda ampliada com a adoção de ferramentas tecnológicas e de apoio à tomada de decisões mais acuradas em prol da saúde do solo”, assinala a engenheira agrônoma Laura Landucci.

As análises permitem indicar o manejo adequado para manutenção dos níveis de fertilidade, estrutura e teores de nutrientes disponíveis para as plantas, entre outros benefícios. Nesse campo, a análise metagenômica é uma das metodologias mais avançadas, que oferece ainda mais detalhes sobre a vida do solo. Por meio dela, há a realização do sequenciamento do DNA do solo para examinar milhões de dados genéticos provenientes de seus habitantes microscópicos: fungos e bactérias. Com a pesquisa completa da microbiota da área, a análise proporciona aos agricultores dados essenciais e revela detalhes sobre as funções biológicas dos microrganismos presentes no solo. A partir daí é possível entender como eles interagem e influenciam a saúde e a nutrição das plantas. 

AGROBIOTA, A Análise Metagenômica do Agricultor Brasileiro

Um dos principais serviços disponíveis no mercado para a análise biológica e metagenômica do solo é o AGROBIOTA, desenvolvido pela BIOTROP – empresa brasileira referência em soluções biológicas e naturais para o agronegócio. O AGROBIOTA acessa informações detalhadas do solo e os envia para os modernos laboratórios da empresa para análise molecular e bioinformática. Após esse passo, são disponibilizadas aos agricultores informações valiosas em uma plataforma digital exclusiva, que inclui recomendações de manejo e as soluções biológicas mais adequadas para cada contexto.

Juliana Marcolino Gomes, Gerente de Pesquisa & Inovação BIOTROP, destaca que o AGROBIOTA envolve o uso de técnicas moleculares de ponta, como o uso de sequenciadores de última geração, além de softwares e ambientes computacionais exclusivos, desenvolvidos pela BIOTROP  para análise do metagenoma dos solos agrícolas brasileiros. Conta ainda com inteligência artificial embarcada, para otimizar a experiência dos usuários durante o uso da plataforma e auxiliar na interpretação das informações presentes no laudo. “Esse serviço oferece aos agricultores dados que efetivamente contribuem para o sucesso do seu negócio”.

A BIOTROP, vem promovendo encontros exclusivos para reforçar a importância da análise metagenômica do solo, como os realizados em Assis (SP) e Uberaba (MG). Em Assis, o AGROBIOTA Experience reuniu 50 participantes que representam mais de 900 mil hectares de cana. “Recebemos representantes de 15 usinas, alguns deles clientes do AGROBIOTA desde o início do programa, a associação local de produtores e cooperativas, além de fornecedores importantes. O presente e o futuro da agricultura estão no monitoramento da saúde do solo e a BIOTROP está na vanguarda dessa iniciativa no Brasil.”, conclui André Cruz, Gerente Comercial AGROBIOTA.

Se você tem dúvidas ou se interessou pela análise metagenômica, acesse o Portal AGROBIOTA (https://souagrobiota.com.br/), saiba mais sobre o tema e entre em contato com nossos especialistas. Acompanhe também nossos conteúdos no Instagram @souagrobiota (https://www.instagram.com/souagrobiota).

 





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mercado prevê risco climático para a safrinha



Milho segue com viés de estabilidade a leve alta no mercado interno



Foto: Nadia Borges

Segundo a análise do especialista da Grão Direto, divulgada nesta segunda-feira (24), “a safrinha de 2026 já preocupa”. O relatório aponta que o atraso no plantio da soja no Cerrado e no Matopiba está deslocando a semeadura do milho para fora da janela considerada ideal. Conforme o documento, isso aumenta o risco climático da segunda safra, já que parte das áreas será implantada “quando as chuvas começam a se tornar mais escassas”. O especialista afirma que o mercado futuro já antecipa esse descompasso, com prêmios de risco incorporados aos contratos do segundo semestre de 2026.

A análise destaca ainda que há “competição doméstica por oferta”, impulsionada pela demanda aquecida. Segundo o relatório, dois fatores sustentam esse movimento: a expansão das usinas de etanol à base de milho e o ritmo forte das indústrias de proteína animal. O especialista afirma que essa competição direta pressiona a disponibilidade do grão e tende a se intensificar nos próximos meses, criando um ambiente mais disputado no mercado interno.

O documento observa que há suporte tanto no mercado físico quanto na B3. Mesmo diante de possíveis recuos em Chicago ou de movimentos desfavoráveis no câmbio, “os fundamentos internos tendem a formar um piso para os preços”, especialmente devido ao consumo firme de etanol e ração. O relatório descreve esse comportamento como um “colchão de suporte” que mantém as cotações sustentadas, mesmo sob pressão externa.

A análise conclui que o milho segue com viés de estabilidade a leve alta no mercado interno. A combinação entre risco climático crescente para a safrinha e demanda doméstica aquecida sustenta os preços, apesar de sinais negativos do ambiente internacional.





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Produção de morango varia e preços sobem em regiões do RS


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19), a produção de morango na região administrativa de Caxias do Sul, em Gramado, permanece abaixo do esperado para o período. A instituição informou que “a presença de flores e frutos em desenvolvimento indica boa produção para o final de ano”. As condições meteorológicas da última semana elevaram a incidência de ácaro-rajado, o que “demanda controle com inseticidas, que nem sempre é tão efetivo”. A fase de florescimento é considerada razoável, e as colheitas seguem inferiores ao normal.

Com o aumento do fluxo de turistas durante o Natal Luz e o menor volume colhido, os preços do fruto in natura variam de R$ 25,00 a R$ 35,00/kg, enquanto o congelado é comercializado a R$ 12,00/kg em Gramado. Em Nova Petrópolis, a instituição registrou “leve tendência de alta”, com valores entre R$ 20,00 e R$ 30,00/kg nas vendas para Ceasas, intermediários e mercados, e entre R$ 25,00 e R$ 35,00/kg no varejo direto.

Na região administrativa de Pelotas, o boletim aponta leve redução na oferta, embora haja floração abundante e boa sanidade das plantas e frutos. A ocorrência de oídio e ácaro tem sido controlada pelos produtores. Segundo o informativo, a insolação recente “melhorou a coloração e o sabor dos frutos”. Os preços permanecem estáveis, variando entre R$ 15,00 e R$ 35,00/kg, conforme a qualidade.

Na região de Santa Rosa, os cultivos iniciam nova floração. As cultivares Royal Roice e San Andreas têm apresentado bom desempenho, enquanto, na cultivar Albion, há registro de mortalidade de plantas. O informativo destaca que o morango classificado é comercializado a R$ 30,00/kg, e os frutos destinados à produção de sucos e geleias, a R$ 18,00/kg, com demanda considerada adequada.





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Feira agrícola abre inscrições e inicia preparação global



Na edição anterior, a feira recebeu cerca de 350 mil visitantes vindos de 150 países


Na edição anterior, a feira recebeu cerca de 350 mil visitantes vindos de 150 países
Na edição anterior, a feira recebeu cerca de 350 mil visitantes vindos de 150 países – Foto: Eima

A principal feira internacional de tecnologias para o campo avança nos preparativos para a edição que será realizada em novembro de 2026 e inicia uma nova fase de organização voltada a expositores e ao público profissional. A partir desta semana, a EIMA International abriu seu sistema online para que as indústrias interessadas confirmem presença, informem o espaço desejado e detalhem a linha de produtos que pretendem apresentar.

De acordo com a FederUnacoma, entidade italiana que promove o encontro, o registro antecipado busca ordenar a elevada demanda observada nas últimas edições, que reuniram mais de 1.800 fabricantes de 50 países. Concluída a etapa de inscrições, começa o desenho dos estandes e a distribuição das áreas internas, processo que envolve planejamento técnico e definição das estruturas que irão acolher mais de 50 mil modelos de máquinas, equipamentos e componentes destinados à agricultura e ao paisagismo. Na edição anterior, a feira recebeu cerca de 350 mil visitantes vindos de 150 países, número que reforça a necessidade de organização prévia.

A preparação inclui também uma campanha de divulgação internacional voltada à imprensa e a operadores econômicos, programada para começar em janeiro. O circuito prevê encontros e conferências em diversos continentes, reunindo representantes de cadeias agrícolas e setores industriais interessados em tecnologias capazes de elevar a produtividade sem comprometer os recursos naturais. A iniciativa busca fortalecer o diálogo global sobre inovação, promover intercâmbio entre mercados e ampliar o alcance da feira antes da abertura oficial em Bolonha.

 





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Acácia, eucalipto e pínus têm cenários distintos no RS


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19), a produção de acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul, especialmente na região das Hortênsias, permanece como reserva financeira e complemento de renda para diversas unidades produtivas. O boletim informa que “a atividade enfrenta dificuldades devido à escassez de mão de obra”, enquanto a maior parte do mercado segue direcionada à produção de energia, com participação menor da construção civil. As condições fitossanitárias são consideradas adequadas, com tratos culturais, controle de formigas, adubação de cobertura, corte e colheita em andamento.

Na mesma região, a demanda pela matéria-prima do eucalipto permanece estável. O informativo destaca que “a espécie se destaca pelo rápido crescimento”, impulsionado pelo setor de desdobro e pelo uso diversificado. A implantação de novas áreas e o manejo da brotação estão abaixo do previsto, o que pode resultar em escassez de madeira nos próximos anos. Segundo o documento, a cultura “apresenta boas condições fitossanitárias”, com práticas de manejo como controle de formigas, corte, empilhamento e comercialização de toras e subprodutos, especialmente lenha. Os preços variam conforme localização, dificuldade de extração e diâmetro da madeira, atendendo aos mercados local, regional e estadual.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, são realizados tratos culturais, incluindo preparo de terreno, plantio de mudas, controle de formigas e inços e adubação. Em florestas de dois a três anos ocorre a poda, enquanto áreas com seis a sete anos recebem o raleio.

Na região administrativa de Caxias do Sul, os cultivos de pínus mantêm papel relevante na cadeia florestal, com destinação para toras, chapas, compensados, aglomerados, laminados, movelaria, pallets, estaquetas para exportação, forros, assoalhos e construção civil. O setor registra apreensão diante de especulações sobre tarifas de importação pelos Estados Unidos, o que levou empresas a conceder férias coletivas e a promover demissões. A madeira fina, entre 18 e 30 centímetros, mantém mercado, embora com queda nos preços, enquanto toras acima de 30 centímetros enfrentam baixa procura. Segundo o informativo, “a demanda por parte de empresas locais, regionais e de estados vizinhos garante preços regulares aos produtores”. O boletim também aponta que apenas 15% a 20% das áreas de corte raso estão sendo replantadas, com substituição por cultivos anuais e perenes, exceto em empresas verticalizadas que mantêm os plantios. As entidades do setor alertam para o risco de déficit de madeira nos próximos anos. As condições fitossanitárias são relatadas como adequadas.

Na região administrativa de Passo Fundo, a resinagem registrou retração no último ano e tende a diminuir ainda mais devido à baixa disponibilidade de áreas aptas para coleta. A atividade permanece apenas em florestas já resinadas, sem expansão para novas áreas. Continua a colheita por corte raso, com baixo índice de replantio e migração de áreas para cultivos anuais.





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EUA seguem como principal destino do mel nacional


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quarta-feira (19) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), os dados da Agrostat Brasil mostram que, entre janeiro e outubro de 2025, o Brasil exportou 30.651 toneladas de mel in natura, volume “1,5% maior do que aquele obtido em igual período de 2024”. A receita alcançou US$ 102,948 milhões, avanço de 31,2% sobre o período anterior. O preço médio nacional do mel foi de US$ 3.358,71 por tonelada, “29,2% menor que o valor médio de igual período de 2024”.

O Paraná ocupou a terceira posição no ranking nacional das exportações de mel no acumulado dos dez meses de 2025. O boletim aponta que o Estado registrou receita de US$ 18,639 milhões, volume de 5.571 toneladas e preço médio de US$ 3,35 por quilo. Em 2024, no mesmo período, o Paraná havia exportado 2.962 toneladas, faturando US$ 7,532 milhões, a um preço médio de US$ 2,54 por quilo. Minas Gerais liderou o ranking, seguido por Piauí, enquanto Santa Catarina e Ceará completaram as cinco primeiras posições. O documento também destaca a participação de São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia entre os principais exportadores.

Os Estados Unidos foram o principal destino do mel brasileiro entre janeiro e outubro, absorvendo 85,4% do total exportado. O país importou 26.137 toneladas, gerando receita de US$ 87,646 milhões, com preço médio de US$ 3,35 por quilo. No ano anterior, os EUA haviam comprado 23.767 toneladas, ao custo de US$ 61,090 milhões. Outros mercados citados incluem Canadá, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos, Austrália, Bélgica, Áustria, Suíça, Itália, China, Libéria, Ilhas Marshall e Japão.

O boletim recorda que, em 9 de julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou “a imposição de uma tarifa de 50% sobre inúmeros produtos provenientes do Brasil”, medida aplicada a partir de 6 de agosto e que afetou diretamente a apicultura brasileira. Em agosto, os EUA importaram 2.941 toneladas e gastaram US$ 10,675 milhões, valores 25% e 76,1% superiores aos registrados em agosto de 2024, indicando antecipação de compras. Em setembro, o impacto se tornou evidente: foram importadas 2.338 toneladas, 19% a menos que no ano anterior, embora o gasto tenha sido 11,4% maior. O boletim observa que a diferença ocorreu devido ao aumento de 37,4% no preço médio da tonelada do mel brasileiro.

Em outubro, o efeito da tarifa persistiu, mas de forma mais branda. Os EUA importaram 1.643 toneladas, volume 1,1% menor que em 2024, enquanto os gastos foram 20,3% superiores. O documento registra que “o aumento de 21,6% no preço médio da tonelada do mel brasileiro” elevou a receita cambial, apesar da redução no volume. A análise conclui que a tarifa norte-americana reduziu o volume exportado, mas que “a simultânea e intensa valorização do preço do mel brasileiro exportado tem, pelo menos até outubro de 2025, conseguido mitigar a perda de receita”.





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Safras turcas recuam e importações avançam, diz relatório


A seca fora de época vem alterando o equilíbrio das principais safras da Turquia e deve provocar ajustes relevantes no abastecimento global de grãos em 2025-26. A tendência indica queda na oferta de trigo e cevada, enquanto o milho deve avançar.

Segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a colheita de trigo está estimada em 16,3 milhões de toneladas, redução de 15% em relação ao ciclo anterior. A qualidade, porém, é descrita como muito boa. O órgão aponta que grande parte do volume será destinada à moagem, deixando menos produto para ração animal, conforme avaliação presente no relatório. A projeção inclui cerca de 3,5 milhões de toneladas de trigo duro, usado na fabricação de massas para consumo interno e exportação.

As importações de trigo devem alcançar quase 7,3 milhões de toneladas, mais que o dobro do registrado no ano passado, movimento que, apesar da alta, se aproxima da média da última década. Dois terços desse total serão voltados à produção de farinha e massa destinadas ao mercado externo, enquanto o restante atenderá ao consumo doméstico. O documento destaca também que esse volume poderia ser maior não fosse a retração da demanda do Iraque.

As exportações de trigo tendem a recuar para cerca de 6 milhões de toneladas, o menor nível em quase dez anos. A projeção considera perda de participação em mercados tradicionais e menor procura de farinha por parte do Iraque, segundo a análise técnica.

A cevada acompanha o movimento de baixa e deve somar 5,1 milhões de toneladas, quase 2 milhões a menos que no ciclo anterior. Para suprir o consumo, especialmente na pecuária, as importações são estimadas em 1,7 milhão de toneladas.

No sentido oposto, o milho deve crescer cerca de 12%, alcançando 7,9 milhões de toneladas. A maior parte das áreas é irrigada, condição que reduz o impacto da seca. Com a maior oferta interna, as importações foram ajustadas para 3,3 milhões de toneladas, queda expressiva frente ao ano anterior.





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Quais os riscos do uso de semente sem procedência?



“Nas sementes sem origem, essa tecnologia é perdida ou diluída”


“Nas sementes sem origem, essa tecnologia é perdida ou diluída"
“Nas sementes sem origem, essa tecnologia é perdida ou diluída” – Foto: Divulgação

O início da safra ocorre sob incertezas climáticas, o que reforça a necessidade de previsibilidade no estabelecimento da lavoura. A semente certificada surge como decisão estratégica ao reunir identidade, rastreabilidade e conhecimento aplicado para garantir emergência uniforme e saudável. 

Ela concentra anos de pesquisa para elevar o potencial produtivo, reduzir riscos e ampliar a adaptação ao clima. Especialistas destacam que, quando não há origem definida, essa tecnologia se perde, aumentando gastos e abrindo espaço para contaminações capazes de comprometer toda a área.

Estimativas apresentadas no Seed Congress of the Americas 2026 indicam prejuízos anuais de até 10 bilhões de reais ligados ao uso de sementes sem procedência. Para assegurar desempenho, o lote passa por processos de qualidade que envolvem testes de germinação, vigor e envelhecimento acelerado, realizados da pré-colheita à expedição. A supervisão técnica explica que a germinação revela o potencial máximo da semente em condições ideais, enquanto o vigor mede sua capacidade de enfrentar estresses como calor, umidade e profundidade de semeadura, com apoio de avaliações fisiológicas e bioquímicas.

Estudo científico mostra que sementes de soja de alto vigor podem elevar a produtividade entre 10% e 15%. Para especialistas, esse conjunto de avaliações oferece segurança ao agricultor na fase inicial da safra e reforça a certificação como aliada direta do retorno econômico. “Nas sementes sem origem, essa tecnologia é perdida ou diluída, forçando o produtor a gastar mais com produtos fitossanitários para compensar, além de serem uma porta de entrada para contaminações que podem destruir uma safra inteira e contagiar a propriedade de forma permanente”, reforça Rafael Vaz, gerente comercial da Conceito Sementes.

 





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Fertilizantes recuam e melhoram relação de troca



O efeito dessa mudança já aparece na balança comercial


Um fenômeno marcante de 2025 é a migração crescente para fertilizantes de menor concentração de macronutrientes
Um fenômeno marcante de 2025 é a migração crescente para fertilizantes de menor concentração de macronutrientes – Foto: Divulgação

Depois da forte volatilidade causada pelo conflito entre Israel e Irã, que elevou rapidamente os preços dos fertilizantes, especialmente da Ureia, o mercado voltou a algum equilíbrio em 2025. Segundo o Itaú BBA, as cotações dos principais nutrientes recuaram parcialmente e todos os produtos registraram queda em relação às máximas de julho, tanto em dólares quanto em reais. Em moeda local, o map atingiu as mínimas do ano, enquanto a Ureia já opera próxima aos níveis observados no mesmo período de 2024.

Nos últimos três meses, a relação de troca entre fertilizantes e os principais produtos agrícolas brasileiros melhorou de forma consistente. Nitrogenados e potássicos retornaram à média histórica, embora os fosfatados sigam acima. A exceção é o café, cujas relações estão nas mínimas históricas devido ao preço elevado do grão. Esse ambiente abre espaço para acelerar compras atrasadas para a safrinha de 2026 ou até antecipar negociações do pacote tecnológico da safra de verão de 2027.

Um fenômeno marcante de 2025 é a migração crescente para fertilizantes de menor concentração de macronutrientes. No mercado de nitrogenados, o sulfato de amônio (SAM) vem apresentando custo por ponto percentual de N mais atrativo do que a ureia. Entre os fosfatados, o preço nominal mais baixo tem impulsionado a demanda por supersimples (SSP) e, em menor escala, por supertriplo (TSP), deslocando parte do consumo do tradicional MAP.

O efeito dessa mudança já aparece na balança comercial. Entre janeiro e outubro de 2025, as importações de SAM superaram as do mesmo período de 2024, e o mesmo ocorreu com o SSP em relação ao MAP — algo inédito nos dois mercados. Esse movimento reforça a busca do produtor por alternativas mais competitivas em um cenário de custos ainda sensíveis e planejamento apertado para as próximas safras.

 





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Mercado de feijão mantém firmeza apesar de poucos negócios



Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças


Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças
Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças – Foto: Canva

O mercado de feijão registrou início de quarta-feira marcado por baixa movimentação, mas sem perda de firmeza nos preços. Em diferentes regiões acompanhadas pelo Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), as referências do feijão-carioca continuam mostrando oscilações pontuais, enquanto Minas Gerais segue como um dos focos de maior seletividade por parte do produtor. Consultorias apontam que, no estado, o feijão-carioca nota 8 permanece em torno de R$ 215 por saca, e o 8,5 segue estável na casa dos R$ 230, com compradores cedendo quando buscam lotes de melhor qualidade.

Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças. No feijão-carioca de notas 9 a 10, regiões como Itapeva e Leste Goiano registraram quedas diárias moderadas, enquanto Barreiras teve leve alta. Para as notas entre 8 e 8,5, houve avanços em áreas como Leste Goiano e recuos em outras, caso de Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. No feijão-preto, as referências apresentaram ajustes discretos entre Curitiba, Metade Sul do Paraná e São Paulo.

Em São Paulo, o avanço da colheita nas áreas mais adiantadas ganhou ritmo na terça-feira, o que deve ampliar a oferta de feijão novo nos próximos dias. Ainda assim, não há sinal claro de pressão baixista imediata, segundo análises do setor. A postura do produtor continua restritiva, especialmente em Minas, enquanto empacotadores que precisam compor escala testam até onde os preços encontram resistência. Com a virada do mês se aproximando, o tempo reduzido para compras acrescenta tensão ao mercado.

 





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