quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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queda na arroba bovina marca início de julho



Concorrência com frango segura preço da carne




Foto: Pixabay

A cotação da arroba bovina apresentou queda de 3,72% nos primeiros dias de julho, sendo negociada a R$ 305,60 (equivalente a US$ 56,11), conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A informação consta no Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (10) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Segundo o Deral, o cenário nacional mostra que os abatedouros vêm operando com escalas de abate suficientemente amplas, o que lhes permite maior poder de barganha na hora de negociar preços com produtores. “Essa condição tem contribuído para segurar as cotações da arroba”, destaca o boletim.

No atacado paranaense, os preços tiveram ligeira elevação entre o fim de junho e a primeira semana de julho. O movimento foi impulsionado pela entrada dos salários na economia, o que costuma estimular o consumo. Conforme a pesquisa de preços do Deral, o dianteiro bovino foi comercializado por R$ 19,07 por quilo, enquanto o traseiro atingiu R$ 25,25 por quilo.

Apesar do leve aumento observado no Paraná, a concorrência com outras proteínas, como carne suína e frango — tradicionalmente mais baratas — continua a pressionar os valores da carne bovina no mercado interno.





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Floração precoce do pêssego preocupa



Pêssego precoce floresce sob risco de geadas




Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar aponta que os produtores de pêssego da região de Caxias do Sul seguem atentos ao clima diante do avanço da floração em cultivares precoces. Nas áreas onde são cultivadas variedades como PS do Cedo, Rubinel e Kampai, já foram realizadas a poda seca e o arqueamento das pernadas em plantas jovens.

Segundo a Emater, essas cultivares, além de outras de ciclo intermediário, iniciaram o processo de floração, o que tem gerado preocupação entre os agricultores. “A possível ocorrência de geadas severas pode provocar perdas, com queima de flores ou frutos em início de desenvolvimento”, alerta o boletim.

As variedades de ciclo médio e tardio, por outro lado, permanecem em estágio de dormência, o que tem sido favorecido pelas baixas temperaturas dos últimos dias. O período sem chuvas e com dias ensolarados contribuiu para o avanço dos tratos culturais. “Foi possível intensificar a poda de frutificação e realizar tratamentos de inverno com calda sulfocálcica”, informa a Emater.

Na região de Pelotas, as condições de frio continuam mantendo as plantas em dormência, o que auxilia no controle de pragas e doenças. Os produtores seguem realizando manejos culturais e preparando os pomares para a próxima safra. Também está em andamento o plantio de cultivares tardias, como a Eldorado, em resposta à demanda de mercado.





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Agricultores entregam 149 tonelada de alimentos no Espírito Santo



PAA distribui alimentos em São Gabriel e São Mateus




Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou nesta semana o acompanhamento das entregas de alimentos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Espírito Santo. As ações são realizadas em parceria com a Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa do Estado do Espírito Santo (CPC) e envolvem agricultores familiares de São Gabriel da Palha e São Mateus.

Em São Gabriel da Palha, a entrega ocorreu na quarta-feira (9), com a distribuição de aproximadamente 2,7 toneladas de alimentos para instituições socioassistenciais locais. De acordo com a Conab, o projeto prevê a participação de 57 agricultores familiares, que deverão fornecer cerca de 149 toneladas de alimentos ao longo de um a dois anos. A proposta contempla seis unidades recebedoras e deve beneficiar 1.727 pessoas.

A segunda entrega está prevista para esta quinta-feira (10), no município de São Mateus. A operação contará com a participação de 41 produtores, que entregarão 500 quilos de alimentos. O projeto total no município prevê o fornecimento de 604 toneladas para oito unidades recebedoras, com atendimento estimado de 1.100 pessoas durante o período de vigência.

As quantidades previstas para os dois municípios se referem ao volume total programado no âmbito da proposta do PAA, a ser entregue ao longo do tempo de execução do projeto.





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Brasil ainda importa mais arroz do que vende



Expectativa é de que o ritmo das negociações ganhe força nas próximas semanas




Foto: Pixabay

O primeiro semestre de 2025 apresentou mudanças relevantes no fluxo comercial do arroz brasileiro. Enquanto as exportações aumentaram, as importações do grão recuaram. Mesmo assim, o Brasil segue com um saldo negativo na balança do arroz, tendo adquirido volume maior do que embarcou para outros países.

Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), entre janeiro e junho deste ano foram exportadas 613,17 mil toneladas de arroz em equivalente casca, o que representa um avanço de 10,2% na comparação com o mesmo período de 2024. Já as importações recuaram 12,8%, somando 694,5 mil toneladas no acumulado do semestre.

Apesar da queda nas compras externas, o país ainda depende de importações para abastecer o mercado interno. O cenário evidencia a importância de acompanhar as políticas de abastecimento e incentivo à produção nacional, especialmente após os impactos climáticos registrados no sul do país nos últimos meses.

No início de julho, o mercado do arroz em casca no Rio Grande do Sul — principal estado produtor — segue com baixa liquidez. Conforme levantamento do Cepea, os agentes estão cautelosos, aguardando melhores condições de mercado para efetivar negócios. As cotações têm oscilado entre as microrregiões analisadas. Em áreas com maior oferta do produto, os preços recuaram. Por outro lado, em regiões com disponibilidade limitada, houve valorização diante da demanda para reposição de estoques.

O cenário indica que o mercado segue em compasso de espera, com a formação de preços sendo influenciada principalmente pela oferta regional e pelo comportamento do consumo interno. A expectativa é de que o ritmo das negociações ganhe força nas próximas semanas, à medida que o mercado volte a se equilibrar.





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Colheita no Brasil pressiona mercado e preços caem



Tanto o café robusta quanto o arábica vêm registrando desvalorizações




Foto: Pixabay

Os preços do café no mercado brasileiro seguem em queda acentuada, refletindo a intensificação da colheita nacional e a ampliação da oferta disponível. Tanto o café robusta quanto o arábica vêm registrando desvalorizações expressivas, mesmo diante de um cenário de estoques globais ainda limitados.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), desde o pico histórico alcançado em 23 de janeiro de 2025, o Indicador CEPEA/ESALQ do café robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, acumulou queda de R$ 1.035,35 por saca de 60 kg — o equivalente a 49,3% de desvalorização. Já o arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, perdeu R$ 1.008,36 por saca desde o recorde de R$ 2.769,45 registrado em 12 de fevereiro, uma redução de 37,5%.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o avanço consistente da colheita no Brasil tem sido o principal fator de pressão sobre os preços. Com maior volume disponível no mercado físico, as cotações não resistem, mesmo com a persistência de estoques enxutos tanto no Brasil quanto no exterior.

As condições climáticas favoráveis têm contribuído para o bom andamento dos trabalhos de campo, o que eleva a expectativa de uma safra robusta em 2025. No caso do café robusta, a colheita já se aproxima do fim em várias regiões produtoras, o que reforça o impacto imediato no mercado spot. 

O comportamento dos preços em meio a estoques limitados revela a forte influência da oferta pontual nas negociações. O mercado, que até o início do ano operava em patamares recordes, agora lida com uma realidade de retração acelerada e cautela por parte dos produtores.

 





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Plantio de precisão impulsiona produtividade



“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição recursos”



“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes"
“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes” – Foto: Freepik

A fase do plantio é decisiva para o sucesso de uma safra. Segundo a Embrapa, falhas nesse momento podem comprometer até 30% do potencial produtivo, já que a emergência uniforme, o aproveitamento de nutrientes e o desenvolvimento das plantas são definidos desde o início do cultivo. Nesse cenário, o avanço das tecnologias embarcadas nas plantadeiras tem se tornado fundamental para garantir alta performance no campo.

A base da produtividade está na nutrição do solo e na uniformidade da emergência. Máquinas modernas são capazes de adaptar profundidade e pressão conforme o tipo de solo, evitando compactações ou falhas no sulco. Isso favorece o desenvolvimento radicular e a absorção eficiente de nutrientes. Soluções como o controle automático do Down Force ajudam a manter o posicionamento ideal das sementes, mesmo em condições desafiadoras.

“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes. Essa concorrência reduz o potencial de crescimento daquelas que nascem depois, podendo representar uma perda de até 25% na produtividade do milho, por exemplo”, destaca Maximiliano Cassalha, engenheiro e head comercial da Crucianelli no Brasil.

Espaçamento e distribuição também são determinantes. Distâncias muito curtas aumentam a competição entre plantas e reduzem a ventilação, elevando o risco de doenças. Já espaçamentos muito largos desperdiçam área cultivável e favorecem a evaporação do solo. A distribuição irregular das sementes, com falhas ou duplicações, prejudica a emergência uniforme e compromete os tratos culturais e a colheita.

“Realizar um plantio de alta qualidade significa explorar ao máximo o potencial produtivo da lavoura, unindo manejo técnico, conhecimento agronômico e uso inteligente da tecnologia”, conclui o especialista da Crucianelli no Brasil.

 





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Qualidade do algodão preocupa com clima adverso e colheita lenta



Preço atinge menor valor desde novembro




Foto: Canva

A colheita do algodão da safra 2024/25 está enfrentando atrasos devido às chuvas fora de época e às temperaturas mais baixas em importantes regiões produtoras. As condições climáticas desfavoráveis podem ainda comprometer a qualidade da pluma, gerando apreensão entre agentes do setor.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), até o dia 5 de julho, apenas 7,3% da área plantada no Brasil havia sido colhida, índice inferior à média de 12% dos últimos cinco anos, conforme informações da Conab. A lentidão nas atividades de campo tem impacto direto na dinâmica do mercado, que já demonstra sinais de enfraquecimento nos preços.

Enquanto vendedores demonstram interesse em liquidar os volumes remanescentes da temporada 2023/24 e honrar contratos previamente firmados, compradores seguem cautelosos. As negociações têm esbarrado em impasses relacionados à qualidade do algodão e aos valores ofertados, que estão abaixo das expectativas dos vendedores, influenciados pelas quedas nas cotações internacionais.

Nos sete primeiros dias de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, registrou média de R$ 4,1127 por libra-peso, o menor valor nominal desde novembro de 2024. A retração dos preços reforça o ambiente de incerteza no setor, que aguarda melhorias nas condições climáticas para retomar o ritmo da colheita.

Além das preocupações com a qualidade da fibra, há um receio crescente de que os volumes colhidos em clima úmido possam enfrentar maiores exigências nos padrões de comercialização. Isso tem levado parte dos compradores a adotar postura mais conservadora nas compras, aguardando definições mais claras sobre a oferta disponível.

 





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Baixo carbono recebe só 1,6% do Plano Safra



Setor que mais emite gases no Brasil segue com baixo apoio financeiro




Foto: Divulgação

Apesar do anúncio recorde de R$ 605 bilhões no Plano Safra 2025/26, apenas uma fração desse valor será aplicada em práticas agrícolas de baixo carbono. Segundo análise do Instituto Talanoa, somente R$ 8,1 bilhões — ou 1,6% do total — foram destinados diretamente ao financiamento de tecnologias sustentáveis no campo.

De acordo com o levantamento divulgado na nova edição do Tá Lá no Gráfico, os recursos para ações como recuperação de pastagens degradadas, fixação biológica de nitrogênio, sistemas integrados de produção e florestas comerciais ainda são escassos, mesmo com alta demanda e viabilidade técnica já comprovada. Esses sistemas são fundamentais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, em um setor responsável por 30,5% das emissões nacionais.

O Instituto destaca ainda que o programa RenovAgro, principal canal de incentivo ao agro sustentável, segue com orçamento tímido. Enquanto isso, outras frentes de financiamento tradicional continuam sendo priorizadas, o que revela um descompasso entre os compromissos climáticos do Brasil e o apoio real à transição sustentável no setor agropecuário.

Outro ponto de alerta é o corte contínuo no orçamento do Proagro, seguro rural voltado à agricultura familiar. O programa perdeu R$ 3,6 bilhões nos últimos dois anos, apesar do aumento expressivo das perdas no campo causadas por eventos climáticos extremos. Essa redução compromete a resiliência do pequeno produtor diante de uma agricultura cada vez mais vulnerável ao clima.

Como novidade, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) passa a ser exigência para parte dos financiamentos, o que representa uma mudança significativa na política agrícola, ao incluir o risco climático como critério de acesso ao crédito.

 





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Mais de 28 mil itens veterinários ilegais são apreendidos



Todo o material recolhido permanecerá apreendido até o encerramento do processo




Foto: Mapa

Uma operação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) resultou na apreensão de mais de 28 mil produtos veterinários irregulares nos municípios de Tocantins e Piraúba, em Minas Gerais. A ação, realizada nos dias 2 e 3 de julho, teve como foco o combate à produção, importação e comercialização ilegal de medicamentos, suplementos, alimentos e itens de higiene e estética destinados a animais de estimação.

Segundo dados divulgados pelo Mapa, a Operação Ronda Pet III revelou a existência de produtos sem registro oficial, com rótulos falsificados e informações enganosas, como a alegação de origem importada e o uso de números de registro inexistentes nos bancos de dados do governo. Além disso, o CNPJ da empresa supostamente responsável pela fabricação dos itens também era inexistente, caracterizando tentativa de fraude contra o consumidor.

A ação foi conduzida pelo Programa Vigifronteiras e pelo Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal da Superintendência do Mapa em Minas Gerais. A operação contou ainda com o apoio da Delegacia da Polícia Civil de Ubá/MG e do Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA), ligado ao Ministério da Justiça. O prejuízo estimado aos envolvidos nas fraudes ultrapassa R$ 500 mil.

O uso de produtos veterinários sem registro representa uma ameaça grave à saúde dos animais de estimação e à saúde pública. Sem comprovação de eficácia e segurança, esses itens podem causar intoxicações, reações alérgicas e até levar os animais à morte. Entre os produtos apreendidos estão antiparasitários ilegais, que não apenas falham no combate aos parasitas como também representam risco de transmissão de zoonoses devido ao contato próximo entre humanos e pets.

Todo o material recolhido permanecerá apreendido até o encerramento do processo administrativo, quando será determinada a sua destruição conforme prevê a legislação vigente. Amostras foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial oficial, e os responsáveis poderão responder por crimes contra as relações de consumo, falsificação de produtos, entre outras infrações legais.





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