segunda-feira, março 23, 2026

Política & Agro

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Produtividade de soja da centenária Frísia aumenta em quase 10% na safra 2024/2025


Presente nos estados do Paraná, onde está a matriz, e no Tocantins, cooperativa conquistou resultado positivo com investimento em pesquisa e tecnologia, que se somou às condições climáticas favoráveis

A produção de soja dos cooperados da Frísia na safra 2024/2025 alcançou 4.450 kg e 3.800 kg por hectare nos estados do Paraná e do Tocantins, respectivamente. O resultado é cerca de 10% superior comparado com a safra passada. Com 100 anos de história, completados em 2025, e quase uma década no Tocantins, a Frísia é a mais antiga cooperativa de produção do Paraná e a segunda do Brasil, com cerca de 1,1 mil cooperados e 1,2 mil colaboradores.  

O presidente da Frísia, Geraldo Slob, afirma que o resultado da cooperativa se deve a um conjunto de ações que visa auxiliar o cooperado a otimizar seus recursos, reduzir seus custos e ampliar o potencial produtivo das áreas. “Esses números foram impulsionados pela tecnologia, pesquisa e condições climáticas favoráveis. Os dois primeiros fatores podemos controlar, já que investimos constantemente em inovação. Temos um corpo técnico com alta capacidade que se soma ao trabalho eficiente da Fundação ABC, nossa parceira e referência em pesquisa no Brasil”, destaca Slob.

A cooperativa investiu recentemente R$ 53,7 milhões em melhorias em unidades dos dois estados, como um novo escritório de insumos em Carambeí (PR), barracões climatizados nas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS) em Ponta Grossa (PR) e Tibagi (PR) e obras nos armazéns e secadores de grãos em Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins. 

Em 2024, a Frísia faturou R$ 5,79 bilhões, produzindo 362,2 milhões de litros de leite; 826,8 mil toneladas de grãos; 93 mil toneladas de produção florestal; e 27,9 mil toneladas de carne suína. A cooperativa tem 12 unidades no Paraná e duas no Tocantins.

100 anos

Com foco no centenário da cooperativa, em 2020, a Frísia lançou o planejamento estratégico “Rumo aos 100 anos”,  que estruturou um mapa de ações que norteou a cooperativa. Já em 2024, foi promovido um concurso fotográfico entre cooperados e colaboradores para celebrar o século da cooperativa. Para este ano, diversas atividades estão programadas. Em fevereiro, aconteceu o lançamento do livro “Histórias que contam a história”. A obra é composta por 100 crônicas que contam os momentos importantes, inspiradores e fundamentais da história da Frísia. Foi inaugurada ainda a “Galeria dos Presidentes”, para eternizar os diretores-presidentes dos Conselhos de Administração ao longo dos 100 anos, e levadas exposições até os entrepostos. 

As comemorações continuam ao longo dos próximos meses. Entre elas estão uma exposição no Palácio Iguaçu – sede do governo do Paraná; o Dia da Família para colaboradores e cooperados e suas famílias, além da realização da ‘Corrida e Caminhada 100 Anos Frísia’. O evento esportivo acontece no dia 24 de agosto, com pontos de largada e chegada no Parque Histórico de Carambeí. As inscrições podem ser feitas neste link.

História

A trajetória da Cooperativa Frísia começou em 1911 quando as primeiras famílias holandesas se estabeleceram na região dos Campos Gerais, motivadas por um plano de colonização estabelecido pela Brazil Railway Company (empresa inglesa especializada na construção de linhas férreas), que vendia terrenos aos colonizadores, com um prazo de dez anos para pagar. 

O contrato de trabalho incluía uma casa, dois bois, um arado, seis vacas leiteiras, sementes e adubo. Coube a esses pioneiros, em 1925, uma das primeiras iniciativas de criar uma cooperativa de produção no Brasil, com sete sócios e uma produção leiteira de 700 litros por dia (atualmente, essa é a quantidade de leite registrada por minuto), produzindo manteiga e queijo que eram comercializados em Ponta Grossa, Castro, Curitiba e São Paulo. Isso só foi possível graças à união das quatro pequenas fábricas existentes, originando a Sociedade Cooperativa Hollandeza de Lacticínios.

Três anos depois, a sociedade deu origem à marca Batavo. A partir de 1943, com a chegada de novos imigrantes, o quadro social da cooperativa se expandiu, iniciando o processo de introdução da cultura mecanizada e aprimoramento genético na atividade pecuária, com a vinda dos primeiros gados puros da raça holandesa. Importados diretamente da Holanda, esse plantel bovino tornou a região referência em produtividade com qualidade.

Em 1954, surgiu a Cooperativa Central de Laticínios do Paraná Ltda. (CCLPL) e a marca Batavo foi incorporada à CCLPL para industrialização de produtos para o varejo. Já em 1997, a CCLPL transformou-se na Batávia S.A e, em 2007, foi totalmente incorporada por outra empresa do setor. No ano de 2011, a cooperativa retornou à industrialização, com a produção dos seus cooperados. Foi inaugurada a Central de Processamento de Leite Frísia. Em agosto de 2015, a Batavo Cooperativa Agroindustrial decide mudar sua denominação social para Frísia Cooperativa Agroindustrial. Em 2016, almejando novas fronteiras, a Frísia concretiza seu plano de expansão, inaugurando seu primeiro entreposto fora do estado de origem, localizado em Tocantins.





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Dependência de fertilizantes russos coloca o Brasil em alerta


As possíveis sanções secundárias impostas pela OTAN, com forte apoio dos Estados Unidos, podem desencadear uma nova crise para o agronegócio brasileiro. O cenário mais crítico prevê tarifas de até 100% sobre produtos russos e punições a países que mantêm relações comerciais com Moscou, incluindo o Brasil. A medida tem como objetivo aumentar a pressão sobre o governo de Vladimir Putin para cessar o conflito com a Ucrânia.

Segundo dados do Itaú BBA, o Brasil é altamente dependente da Rússia para o fornecimento de fertilizantes e combustíveis. Apenas esses dois produtos representam 84% do valor total das importações brasileiras vindas da Rússia. A possível imposição de barreiras comerciais pode gerar um forte impacto sobre os custos de produção agrícola, comprometendo a rentabilidade do setor.

Em 2024, o Brasil importou US$ 3,7 bilhões em fertilizantes da Rússia. A origem russa respondeu por 53% do map, 40% do Cloreto de potássio (KCl) e 20% da Ureia consumida internamente. Diante dessa dependência, a adoção de sanções implicaria custos adicionais imediatos e exigiria tempo e investimentos para a diversificação de fornecedores — como Canadá, Marrocos, Nigéria e países do Oriente Médio.

Além disso, as exportações brasileiras também correm risco. A Rússia é o destino de 27% do amendoim, 22% da ervilha e 11% do amido produzidos no Brasil. O mercado de amendoim é considerado o mais vulnerável, com poucas alternativas viáveis de redirecionamento da produção, o que pode agravar os prejuízos ao setor exportador.

Outro ponto de atenção é o trigo. Apesar de a Rússia ser o maior exportador global do cereal, apenas 11% das importações brasileiras vêm do país, sendo possível a substituição por trigo da Argentina ou Uruguai, que possuem boa disponibilidade na atual safra.

O relatório do Itaú BBA destaca que, embora haja planos para ampliar a produção interna de fertilizantes, essa é uma estratégia de longo prazo, que depende de infraestrutura, incentivos e segurança jurídica. No curto prazo, o agronegócio brasileiro segue exposto e pressionado, tanto pelo risco de sanções quanto pela volatilidade internacional.

O prazo estipulado pelos Estados Unidos para a implementação das medidas termina em 8 de agosto, tornando o cenário ainda mais incerto e volátil. Diante disso, produtores, exportadores e autoridades precisam intensificar o monitoramento e o diálogo diplomático para mitigar impactos e proteger a competitividade do agro nacional.





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Mercado do boi reage com alta nas arrobas



Boi gordo registra alta em várias regiões




Foto: Pixabay

A análise desta quinta-feira (31), publicada no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, apontou elevação nos preços do boi gordo em diversas regiões do país. Em São Paulo, a cotação reagiu com alta de R$ 3,00 por arroba para o boi gordo e de R$ 2,00 por arroba para o chamado “boi China”. A valorização ocorreu em razão da combinação entre escalas curtas de abate, melhora nas vendas de carne no mercado interno e menor oferta de boiadas por parte dos vendedores. Para as fêmeas, os preços permaneceram estáveis.

No estado da Bahia, a região Sul apresentou menor volume de oferta, mas os preços seguiram sustentados. As escalas de abate na localidade estão, em média, com 17 dias. Já na região Oeste, houve elevação nos preços de todas as categorias. A arroba do boi gordo e da novilha subiu R$ 2,00, enquanto a vaca registrou alta de R$ 3,00.

Em Tocantins, as cotações também subiram. No Sul do estado, a menor disponibilidade de animais resultou em aumento de R$ 2,00 na arroba do boi gordo e da novilha, e de R$ 1,00 para a vaca. As escalas de abate estão, em média, para oito dias. Na região Norte do estado, houve elevação de R$ 2,00 por arroba para o boi gordo, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis.





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Edição genética pode transformar o cultivo de batata no Peru



Entretanto, há quem veja riscos significativos



Entretanto, há quem veja riscos significativos
Entretanto, há quem veja riscos significativos – Foto: Agrolink

A edição genética está ganhando espaço como uma das tecnologias mais promissoras para o futuro da agricultura, especialmente em culturas estratégicas como a batata. Nesse contexto, pesquisadores ao redor do mundo estão utilizando ferramentas como o CRISPR para desenvolver variedades mais resistentes a doenças, pragas e eventos climáticos extremos, com impacto direto na segurança alimentar. No Peru, onde a batata é um símbolo nacional com mais de 3.500 variedades registradas, o uso dessa tecnologia começa a gerar debates sobre seus benefícios e riscos à biodiversidade.

Julio Miguel Vivas Bancallán, CEO da Associação Peruana de Sementes (APESemillas), defende a adoção dessa ferramenta como estratégia para desenvolver batatas mais nutritivas, resistentes à requeima e com menores níveis de acrilamida, substância nociva à saúde. Ele ressalta que a tecnologia é compatível com a biodiversidade e pode acelerar processos de melhoramento que levariam décadas.

Entretanto, há quem veja riscos significativos. O agrônomo Jorge Montalvo Otivo, professor da Universidade Nacional de Huancavelica, teme que intervenções em variedades nativas ameacem séculos de seleção natural e cultural. Já o engenheiro biológico Rodomiro Ortiz, da Universidade Sueca de Ciências Agrárias, alerta para o risco de fluxo gênico — a transferência de genes modificados para plantas nativas — e cita estudos que comprovam esse fenômeno em espécies selvagens. Como alternativa, menciona a criação da cultivar “Revolución”, estéril e segura para o meio ambiente.

Diante desse cenário, o Peru enfrenta um dilema: como avançar na biotecnologia sem comprometer seu patrimônio genético? Especialistas pedem uma regulamentação moderna, baseada em evidências científicas, e um diálogo entre inovação e tradição. Com mudanças climáticas e pressão por alimentos, a edição genética pode ser uma aliada valiosa, desde que usada com responsabilidade e respeito às raízes culturais e biológicas do país.

 





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Mandioca tem queda de preço e perda de ramas



Clima prejudica manivas e pressiona produtores




Foto: Agrolink

A cultura da mandioca enfrenta dificuldades em diversas regiões do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (31) pela Emater/RS-Ascar, os produtores da região de Santa Rosa cultivaram mais de 6 mil hectares, com produção destinada ao consumo humano, transformação em polvilho e, em períodos de escassez de forrageiras, alimentação animal. A produtividade média é de 15.417 kg/ha, e a qualidade do produto é considerada satisfatória. No entanto, as fortes geadas podem comprometer a disponibilidade de material propagativo, especialmente para os produtores que não conseguiram armazenar as manivas em locais protegidos. O preço médio pago ao produtor caiu, sendo comercializado a R$ 4,00 por quilo de raiz in natura e R$ 7,00 por quilo industrializado.

Na região de Soledade, o frio e as geadas afetaram as manivas, e a procura pelo material aumentou. Muitos agricultores passaram a adquirir ramas de outros estados para garantir o próximo ciclo de plantio. Em municípios como Venâncio Aires e Mato Leitão, inicia-se o preparo do solo para o cultivo em agosto.

Em São José do Hortêncio, na região de Lajeado, os produtores mantêm a rotina de manutenção das lavouras. Houve aumento na busca por legalização da produção de mandioca descascada e congelada. Segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, essa mudança reflete o interesse do consumidor por produtos mais práticos e representa uma oportunidade de agregação de valor. Apesar disso, a comercialização tem enfrentado dificuldades com a baixa demanda na Ceasa, o que tem pressionado os preços para baixo. Cerca de 70% da área total já foi colhida, e o preço da caixa de 20 quilos varia entre R$ 20,00 e R$ 25,00 ao produtor.

Em Cruzeiro do Sul, a colheita se aproxima do fim. A produtividade gira em torno de 15 toneladas por hectare, com boa sanidade das raízes. Os preços pagos ao produtor variam entre R$ 15,00 e R$ 20,00 pela caixa de 20 quilos. As geadas também afetaram a disponibilidade de ramas para propagação, o que poderá dificultar o reinício do cultivo previsto para agosto.





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Safra de arroz supera média dos últimos 5 anos



EUA colhem 80% do trigo de inverno até julho




Foto: Canva

Segundo o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a safra de arroz apresentou avanço na última semana. Em 27 de julho, 63% das plantações haviam atingido o estágio de espiga, número seis pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, mas dez pontos acima da média dos últimos cinco anos. A qualidade do arroz foi avaliada como boa a excelente em 77% das lavouras, dois pontos percentuais abaixo da semana anterior.

 

Em relação ao trigo de inverno, o relatório informa que 80% da área plantada já havia sido colhida até 27 de julho. Esse percentual está um ponto percentual abaixo tanto do desempenho registrado no ano anterior quanto da média de cinco anos. Ainda de acordo com o USDA, em dez dos 18 estados acompanhados, a colheita da safra de trigo de inverno de 2025 já alcançava ou superava 95% da área cultivada.





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China lidera compras do Brasil em 2025



Brasil exporta 305 mil toneladas de couro no 1º semestre




Foto: Pixabay

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (31) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Brasil exportou 305 mil toneladas de couro no primeiro semestre de 2025. As vendas externas geraram US$ 559 milhões em receita, com preço médio de US$ 1,83 por quilo.

De acordo com o Deral, a China foi o principal destino do couro brasileiro, respondendo por aproximadamente 30% do total exportado. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 14% das compras. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve aumento de 3% no volume exportado, mas a receita caiu 14,5%.

O Paraná, conforme dados do boletim, exportou 54,2 mil toneladas entre janeiro e junho de 2025, resultado inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o estado embarcou 58,8 mil toneladas.





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Cevada tem bom desempenho após chuvas



Aplicação de fertilizantes segue em ritmo normal




Foto: Canva

As chuvas registradas nos dias 26 e 27 de julho favoreceram o avanço do ciclo da cevada no Rio Grande do Sul, segundo informou a Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (31). De acordo com o boletim, as precipitações contribuíram para a transição entre as fases vegetativa e reprodutiva das lavouras e promoveram maior uniformidade no desenvolvimento das plantas.

A entidade destacou que a reposição da umidade no solo beneficiou o perfilhamento e a emissão de colmos, mantendo o potencial produtivo da cultura. Além disso, a melhora nas condições hídricas viabilizou a continuidade das práticas de manejo, como a aplicação de fertilizantes nitrogenados e potássicos em cobertura.

Na região administrativa de Erechim, a cultura encontra-se em desenvolvimento vegetativo, com condições fitossanitárias consideradas apropriadas. A produtividade projetada é de 3.600 quilos por hectare.

Na região de Ijuí, a cultura avança para a fase de elongação do colmo. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, com emissão de perfilhos e estande uniforme. A sanidade das plantas segue satisfatória.





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Região do Mar Negro tem clima desfavorável


De acordo com o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as condições climáticas variaram significativamente entre o norte e o sul da região ocidental da antiga União Soviética (FSU).

O relatório indica que “chuvas generalizadas nas áreas de cultivo do norte contrastaram com o tempo quente e seco das regiões adjacentes ao Mar Negro”. Uma frente estacionária dividiu as temperaturas próximas à média ao norte do calor persistente registrado no sul, onde as temperaturas atingiram entre 2°C e 4°C acima do normal.

Segundo o USDA, “ao longo e ao norte da frente, as chuvas moderadas a fortes, com volumes entre 10 e 75 milímetros, aumentaram os suprimentos de umidade para o enchimento de grãos de primavera e para as culturas reprodutivas de verão da Bielorrússia, norte da Ucrânia e centro-oeste da Rússia”. No entanto, no sul da Moldávia, no sul da Ucrânia e no Distrito Sul da Rússia, o clima choveu seco, com máximas semanais acima dos 30°C. A combinação entre altas temperaturas e seca de curto prazo eleva os níveis de estresse sobre os cultivos de milho, girassol e soja.

O boletim destacou ainda que, “de fato, o Índice de Saúde da Vegetação (VHI), obtido por satélite, manteve a tendência de queda acentuada no Krai de Krasnodar e em Rostov”, atingindo o sexto menor valor já registrado para os dados em ambos os locais desde 1986.

Na porção leste da FSU, uma baixa pressão atmosférica de deslocamento lenta manteve temperaturas abaixo da média no norte do Cazaquistão e em regiões adjacentes da Rússia central. Conforme a publicação, “as temperaturas chuva a ficar até 5°C abaixo do normal no Distrito da Sibéria”, o que favoreceu o trigo e a cevada em fase reprodutiva. As chuvas, apesar de distribuídas de forma irregular, beneficiaram principalmente os Distritos dos Urais, o centro-norte do Cazaquistão e o leste do Distrito da Sibéria.

Ainda segundo o boletim, “as condições gerais favoráveis de boas a excelentes para os grãos de primavera”, com o índice de saúde do cenário confirmando esse cenário. Por outro lado, nas regiões mais ao sul da Comunidade dos Estados Independentes, o tempo ensolarado e as temperaturas entre 3°C e 5°C acima do normal aceleraram o avanço do algodão até o estágio de cápsula aberta, em alguns casos entre 7 e 10 dias antes da média. As temperaturas médias semanais ultrapassam os 30°C, limites considerados de estresse térmico para a cultura do algodão.





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acúmulo de frio permite início da poda



Produtores iniciam manejo de inverno nas vinhas




Foto: Divulgação

A poda das videiras começou a ganhar intensidade na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (31). A atividade deverá se estender até agosto, aproveitando as condições climáticas atuais. Segundo a Emater/RS-Ascar, “são necessários cerca de 12 dias para concluir a poda de um hectare, o que representa uma média de 183 plantas podadas por dia por pessoa”.

Por precaução, o início da poda ocorre, prioritariamente, nas áreas com menor risco de geadas tardias, especialmente em regiões mais elevadas. Em áreas mais baixas, os viticultores optam por adiar a poda de inverno para evitar que brotações precoces sejam danificadas por geadas. “Os produtores também realizam tratamentos de inverno nas videiras, com uso predominante da calda sulfocálcica”, informa o boletim.

Na região de Frederico Westphalen, as temperaturas oscilaram entre 10 °C e 25 °C. O acúmulo de horas de frio até 27 de julho, ou seja, o número de horas com temperaturas inferiores a 7,2 °C, foi de 154 na estação meteorológica de Caibi (SC) e 177 em Frederico Westphalen. Segundo a Emater/RS-Ascar, “a poda e o preparo dos vinhedos para a quebra da dormência foram iniciados, uma vez que a demanda mínima de horas de frio foi atingida”.

Além disso, os produtores da região iniciaram os preparativos para a adubação com fósforo e nitrogênio. Também estão sendo feitas aplicações de calda sulfocálcica para combater inóculos de fungos e controlar cochonilhas nos troncos das plantas.





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