quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Lideranças do agro reforçam união durante visita à Expointer 2025


O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) esteve, nesta segunda-feira (1º), na Casa do Sindicato de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), durante a Expointer 2025, em Esteio (RS). A visita contou também com a presença do presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, e do presidente do Simers, Claudio Bier.

Encontro de cúpula no agro

No encontro, as lideranças discutiram medidas conjuntas para fortalecer o agronegócio brasileiro, com destaque para a mecanização agrícola, políticas de incentivo à produção e os desafios enfrentados pelo setor diante de um cenário de custos elevados e pressões ambientais.

Segundo Claudio Bier, presidente do Simers, “a união entre entidades é essencial para garantir competitividade ao produtor. Precisamos de políticas públicas que estimulem inovação, crédito acessível e sustentabilidade”.

Já o presidente da CNA reforçou a importância do diálogo constante com os estados. “O agro gaúcho tem papel estratégico na produção nacional, seja na pecuária, nos grãos ou na indústria de máquinas agrícolas. Estar aqui é reconhecer essa força e trabalhar em conjunto por soluções de longo prazo”, afirmou.

Expointer como espaço de articulação

A presença das três lideranças reforça a função da Expointer como mais do que uma vitrine de tecnologia: o evento se consolida como espaço de articulação política e institucional. Para Gedeão Pereira, presidente da Farsul, “a feira sempre foi palco de negócios e inovação, mas também é um fórum de debates que influencia decisões em Brasília e nos estados”.

Com público esperado de mais de 500 mil visitantes e bilhões em negócios, a Expointer mantém sua relevância como a maior feira agropecuária da América Latina, reunindo pecuaristas, agricultores, indústria e governo.

Impactos para o setor

O encontro sinaliza uma agenda conjunta entre CNA, Farsul e Simers para enfrentar os gargalos da produção e ampliar a voz do setor nos debates nacionais. Entre os temas discutidos estão crédito rural, logística, política de exportação e apoio à inovação tecnológica.

A expectativa é que, a partir dessa aproximação, novas propostas sejam encaminhadas ao governo federal e estadual nos próximos meses. “Mais do que celebrar conquistas, a Expointer é o momento de alinhar estratégias que impactam toda a cadeia produtiva”, resumiu Claudio Bier.

   





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Agricultura familiar ganha protagonismo com novas soluções em mecanização na Expointer


Modelos compactos de tratores voltados para pequenas propriedades são destaque na feira gaúcha, refletindo mudanças no perfil da mecanização no Brasil.

A Expointer 2025, realizada em Esteio (RS), abriu espaço para um debate no agronegócio brasileiro: como viabilizar mecanização acessível e eficiente para a agricultura familiar? A resposta tem sido dada por fabricantes que apostam em tratores de menor porte e alta versatilidade, desenvolvidos sob medida para pequenas propriedades, produção de arroz, fruticultura e pecuária de leite.

Um dos destaques deste ano foi a apresentação de modelos com potência entre 25 e 65 cavalos, voltados para produtores que atuam em áreas reduzidas, terrenos irregulares ou sistemas diversificados. “Hoje em dia, a produção precisa ser mecanizada. Sem isso, a propriedade fica restrita à subsistência”, afirma Astor Kilpp, consultor de produto e marketing, em entrevista ao Agrolink News durante a feira.

Expansão com foco no pequeno produtor

Com capacidade instalada para produzir até 5 mil tratores por ano, uma das fabricantes presentes reforçou sua estratégia de crescimento ancorada na agricultura familiar. A planta industrial brasileira é a única fora da Ásia, reflexo da importância estratégica do Brasil para o segmento.

“A decisão de abrir uma fábrica aqui levou três anos de estudos. O mercado brasileiro tem uma base sólida de pequenos produtores que precisam de equipamentos acessíveis, robustos e com assistência técnica próxima”, explica Kilpp. O executivo destaca ainda que o próprio país de origem da empresa, a Coreia do Sul, tem tradição em propriedades de menor escala, o que moldou o DNA dos produtos.

Mecanização sob medida

Na feira, o portfólio apresentado inclui tratores com alta capacidade de manobra, compatíveis com implementos utilizados em horticultura, culturas permanentes e produção leiteira. As máquinas prometem atender demandas como plantio, pulverização, adubação e colheita em ambientes onde grandes equipamentos não operam com eficiência.

Segundo Kilpp, o diferencial está na combinação entre tecnologia simplificada e custo-benefício. “O pequeno produtor é exigente. Ele quer uma máquina que funcione bem, consuma pouco e tenha manutenção simples”, ressalta.

Relevância para o setor

Dados do Censo Agropecuário do IBGE apontam que mais de 77% dos estabelecimentos rurais no Brasil são classificados como agricultura familiar. Esse universo é responsável por 23% do PIB agropecuário, o que reforça o papel das pequenas propriedades na segurança alimentar, no emprego rural e na produção diversificada.

O estímulo à mecanização nesse segmento também tem ganhado força nas políticas públicas. Programas como o Mais Alimentos (Pronaf) e incentivos estaduais buscam facilitar o acesso a financiamentos para aquisição de tratores compactos.

Próximos passos e impacto

A presença de tecnologias específicas para pequenos agricultores na Expointer marca um novo momento do setor. Se antes a mecanização era privilégio de grandes produtores, hoje ela se torna condição de competitividade para todas as escalas de produção.

Para Kilpp, a tendência é de expansão contínua: “O pequeno produtor brasileiro é resiliente, sabe o que precisa, e agora começa a ter mais opções adequadas ao seu dia a dia.”





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Cotação do boi gordo sobe em São Paulo e Maranhão



Na Bahia, a oferta de bovinos esteve reduzida




Foto: Canva

De acordo com análise divulgada nesta terça-feira (2) no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou alta nas cotações em São Paulo. O preço da arroba do boi gordo e da novilha avançou R$ 1,00, enquanto as demais categorias permaneceram estáveis em relação ao dia anterior.

Segundo o levantamento, “o cenário esteve dividido em dois movimentos. De um lado, ficaram os compradores, que anteciparam negócios para suprir as escalas de abate e negociar a preços mais favoráveis. De outro, a oferta de gado esteve justa, o que contribuiu para uma melhor margem de negociação para pecuaristas e sustentou os preços”. As escalas de abate atenderam, em média, a nove dias. Todos os preços foram brutos e com prazo.

Na Bahia, a oferta de bovinos esteve reduzida, a demanda seguiu firme e os preços ficaram sustentados. Na região Sul, o boi gordo teve alta de R$ 3,00/@, enquanto as fêmeas mantiveram os mesmos valores. No Oeste do estado, não houve alterações. O “boi China” não teve cotação. Em ambas as regiões, as escalas de abate atenderam, em média, a 13 dias, com preços brutos e a prazo.

No Maranhão, região Oeste, a menor disponibilidade de capim e a limitação das pastagens reduziram a oferta de bovinos. Houve registro de capim apenas em áreas beneficiadas por chuvas esporádicas em julho e agosto. Nesse cenário, a cotação do boi gordo subiu R$ 3,00/@, a da novilha avançou R$ 5,00/@ e a da vaca permaneceu estável. Não houve cotação do “boi China”. As escalas de abate atenderam, em média, a sete dias úteis. Todos os preços foram brutos e com prazo.





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Painel do Agronegócio 2025 e novo BI do setor são lançados na Expointer


Na Expointer 2025, o Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), lançou nesta segunda-feira (1/9) a nona edição do Painel do Agronegócio do Rio Grande do Sul e apresentou o novo BI do Agronegócio, ferramenta interativa que permitirá acompanhar de forma dinâmica os indicadores de exportações e de emprego formal do setor. As duas iniciativas se complementam e reforçam o compromisso do DEE/SPGG em oferecer dados estratégicos para compreender a dinâmica do agronegócio do Rio Grande do Sul.

O lançamento contou com a presença do secretário-adjunto de Planejamento, Governança e Gestão, Bruno Silveira, e dos pesquisadores Sérgio Leusin Júnior, Mariana Lisboa Pessoa e Bruno Paim, que apresentaram os resultados do estudo, elaborado também com Rodrigo Daniel Feix e Adonnay Martins Barbosa.

“O objetivo é contribuir para uma análise estrutural do agronegócio, apresentando novos recortes e informações que ajudam a entender tanto a produção quanto os impactos de questões como a estiagem e o uso da irrigação”, destacou Silveira.

Visão mais ampla

Enquanto o Painel oferece informações consolidadas sobre produção, crédito rural, exportações e impactos climáticos, o BI amplia as possibilidades de análise. Além dos relatórios trimestrais sobre exportações e emprego formal do agronegócio divulgados pelo DEE, o novo BI passa a oferecer atualizações mensais desses dados, garantindo ao público uma visão mais ágil e completa da evolução do setor no RS e no Brasil. O BI do Agronegócio pode ser acessado nesta página.

Em 2024, o agronegócio seguiu sendo peça-chave para a economia gaúcha. O setor respondeu por 72,2% das exportações totais do RS, somando US$ 15,8 bilhões. Entre os principais produtos exportados estão soja, carnes (suína, frango e bovina), celulose e tabaco, reforçando o peso do setor na balança comercial e na economia estadual.

Temas inéditos

O Painel deste ano apresenta três novas seções. A primeira trata dos portos utilizados para exportações, mostrando que o Porto do Rio Grande concentrou 91,9% do escoamento em 2024, enquanto parte das carnes, dos óleos vegetais e do biodiesel foi embarcada em portos de outros Estados, como Itajaí, São Francisco do Sul e Paranaguá.

Outra seção aborda o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), no qual o RS concentrou 41,9% das adesões nacionais em 2024, somando 129,8 mil contratos e movimentando R$ 9,14 bilhões em crédito.

Também é destaque a análise sobre a recorrência das estiagens e o papel da irrigação no RS. Entre 2003 e junho de 2025, foram registradas 3.418 ocorrências de secas ou estiagens, equivalentes a 56% dos eventos climáticos extremos ligados à precipitação.

O Painel constata que, diante do cenário de aumento na frequência e na intensidade das estiagens, é importante adotar estratégias integradas para mitigar seus impactos no setor agropecuário, entre eles os sistemas de irrigação de alta eficiência. O impacto da irrigação é evidente: em 2021/2022, a soja irrigada produziu 82% a mais do que áreas não irrigadas, enquanto o milho irrigado apresentou rendimento 200% superior.

Esse histórico de vulnerabilidade, segundo o documento, ajuda a explicar a forte demanda do RS por políticas de crédito e seguro rural, como o próprio Proagro.

Características da agricultura gaúcha

O Painel atualiza as características da agricultura do Estado, destacando a relevância de culturas como soja, arroz, milho, trigo e tabaco, que compõem a base da produção agrícola estadual. Além disso, o estudo revela que a agricultura familiar é característica de 80,5% do total de estabelecimentos agropecuários e responde por 72,2% do pessoal ocupado na agropecuária do RS.

O documento também ressalta a importância do cooperativismo. De acordo com dados de 2023, havia 95 cooperativas agropecuárias no Estado, que contavam com mais de 269,9 mil associados e empregavam diretamente 39 mil pessoas.

Tecnologia no campo

Em relação às máquinas e aos implementos agrícolas, o levantamento mostra que o RS é o maior produtor nacional de máquinas e implementos agrícolas e mantém posição de destaque na fabricação de tratores, colheitadeiras, pulverizadores e semeadeiras. Em 2023, a indústria de máquinas e equipamentos respondeu por 15,4% do valor da transformação industrial do Estado, com mais da metade voltada ao setor agropecuário.

Apesar da retração recente – em 2024, a produção nacional de máquinas caiu 15%, e o RS perdeu 2.068 empregos no setor –, o Estado segue como polo estratégico, com exportações concentradas em tratores, colheitadeiras e pulverizadores para países como Argentina, Paraguai, Estados Unidos, Uruguai e Chile.

Além disso, o Painel aponta que o RS é o segundo da federação em número de startups do agronegócio (Agtechs), com 194 empresas identificadas em 2023. Essas iniciativas desenvolvem soluções tecnológicas voltadas ao campo e reforçam o movimento de inovação no setor.

Agronegócio

O agronegócio compreende as atividades agropecuárias (agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e pesca), a produção de insumos e bens de capital (fertilizantes, defensivos, máquinas agrícolas) e a indústria de transformação da matéria-prima agropecuária (alimentos, biocombustíveis, fumo), além de serviços especializados, armazenagem, distribuição e comercialização dos produtos.





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Comissão mista debate regras de tributação sobre aplicações financeiras e ativos virtuais



Nova alíquota de IR impacta aplicações e fundos isentos como LCI e LCA


Foto: Divulgação

A comissão mista que analisa a medida provisória com as novas regras de tributação sobre aplicações financeiras e ativos virtuais (MP 1303/25) promove nova audiência pública nesta quarta-feira (3), às 14h30, no plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado.

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo portal e-Cidadania.

A proposta

A medida provisória unifica em 17,5% a alíquota do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos financeiros, substituindo a tabela regressiva atualmente em vigor para aplicações de renda fixa.

O texto também prevê a tributação de fundos hoje isentos, como a Letra de Crédito Agrícola (LCA) e a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), além de estabelecer regras específicas para ativos virtuais.

Com as mudanças, o governo espera arrecadar R$ 10,5 bilhões em 2025 e R$ 20,6 bilhões em 2026. A proposta busca compensar a revogação do decreto que previa o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Outras audiências

Em debates anteriores, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a aprovação da medida provisória. Já representantes de pescadores manifestaram preocupação com as novas regras do seguro-defeso previstas no texto.

O colegiado

A comissão mista é presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) e tem como relator o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).





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Sorgo cresce como opção lucrativa na safrinha



Combustível do futuro deve impulsionar o setor



Combustível do futuro deve impulsionar o setor
Combustível do futuro deve impulsionar o setor – Foto: Divulgação

O sorgo vem ganhando destaque como uma cultura de rentabilidade na segunda safra, deixando de ser apenas uma alternativa para se tornar uma escolha estratégica do produtor. Com menor exigência de água e boa adaptação às variações climáticas, o grão mantém produtividade mesmo em plantios tardios, como após fevereiro, quando o milho costuma apresentar quedas de rendimento.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de sorgo alcançou 5,96 milhões de toneladas em 2024/2025, crescimento de 34,8% em relação ao ciclo anterior. O avanço reflete aumento de 9,6% na área plantada, totalizando 1,59 milhão de hectares, e elevação de 23% na produtividade média, que chegou a 3.731 kg/ha, segundo dados da consultoria Céleres.

Além dos benefícios agronômicos, a valorização do sorgo no mercado interno e a crescente demanda por biocombustíveis reforçam seu potencial de lucratividade. A Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024) deve impulsionar o setor, com projeção de consumo adicional de milho e sorgo de 22,1 milhões de toneladas e 2,6 milhões de hectares até 2034, conforme estimativa da Céleres.

Entre as inovações tecnológicas, a semente de sorgo ADV 1151 IG, desenvolvida pela Advanta e comercializada pela ORÍGEO, destaca-se pela tolerância a herbicidas imidazolinonas e pode ser plantada em consórcio com Brachiaria. Esse sistema melhora a fertilidade e proteção do solo, aumenta a oferta de alimento para animais na seca e contribui para a integração lavoura-pecuária, tornando o sorgo uma cultura cada vez mais estratégica e rentável.

 





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Drones agrícolas reduzem desperdício e aumentam produtividade no campo



A agricultura brasileira enfrenta desafios que vão da elevação do custo de insumos


Foto: Pixabay

A agricultura brasileira enfrenta, a cada safra, desafios que vão da elevação do custo de insumos à necessidade de produzir mais em menos tempo. Em regiões de difícil acesso, como encostas íngremes ou áreas alagadas, a pulverização manual ou com máquinas pesadas pode ser ineficiente e até arriscada. É nesse cenário que os drones agrícolas têm ganhado relevância, trazendo mais segurança, precisão e economia para o dia a dia no campo.

A Fotus Agro tem apostado nesse movimento com equipamentos de pulverização aérea que se destacam pela capacidade de operar em diferentes tipos de terreno. Com sensores que identificam obstáculos de até um centímetro a 40 metros de distância, os drones utilizados pela Fotus, que são o EA-60X da marca EAvision, conseguem acompanhar o relevo e manter a estabilidade, mesmo em áreas acidentadas ou estreitas, onde tratores e aviões agrícolas não chegam.

Na prática, isso significa que culturas como café em encostas de Minas Gerais ou arroz em áreas alagadas no Rio Grande do Sul podem receber a Aplicação de defensivos sem perdas significativas. O agricultor evita o desperdício de insumos, que chegam a representar até 30% do custo de produção em algumas culturas, e ainda garante que a pulverização seja feita de forma uniforme.

Outro ponto de destaque é a segurança. Em muitas propriedades, trabalhadores ainda são expostos diretamente a produtos químicos durante a aplicação. Com o uso do drone, esse contato é reduzido drasticamente. 

Além da pulverização líquida, os drones também permitem a dispersão de sólidos, como sementes e fertilizantes granulados. Esse recurso pode ser decisivo em momentos de replantio após perdas causadas por geadas ou chuvas fortes. Devido à antena RTK inclusa em seu sistema, a margem de erro inferior a dez centímetros assegura que a distribuição seja precisa, evitando sobreposição e falhas no plantio.





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Tarifas dos EUA reduzem investimentos da indústria gaúcha


As tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reduziram a intenção de investir da indústria gaúcha. De acordo com a Pesquisa Sondagem Industrial, divulgada nesta terça-feira (2) pela Unidade de Estudos Econômicos do Sistema FIERGS, o índice que mede a disposição dos industriais em investir nos próximos seis meses recuou de 59 pontos, em julho, para 54,6 em agosto.

As projeções dos empresários para a demanda e as exportações também caíram no mesmo período. O índice de demanda passou de 53,6 para 49,4 pontos, enquanto o de exportações caiu de 50,1 para 44,4 pontos, o menor patamar desde junho de 2020. A expectativa de menor atividade levou as empresas a projetarem redução no número de empregados e na compra de insumos. O índice de empregados recuou de 51 para 47 pontos e o de aquisição de matérias-primas, de 51,9 para 48,9 pontos.

Segundo o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, a ausência de perspectivas para uma solução diplomática amplia a cautela do setor. “Enquanto não tivermos uma solução concreta para o problema, o cenário é de atenção entre os industriais gaúchos. O impacto da alta das tarifas não impacta só as empresas atingidas neste momento, mas causa incerteza para negócios no futuro”, afirmou. O Rio Grande do Sul é um dos estados mais prejudicados pela taxação americana, com 85,7% dos embarques da indústria de transformação destinados aos Estados Unidos atingidos pela medida.

Apesar da queda nas expectativas futuras em agosto, a produção industrial gaúcha alcançou 51,1 pontos em julho, resultado dentro da normalidade para o período em comparação a junho. Os índices da pesquisa variam de zero a 100 pontos, sendo valores acima de 50 indicativos de crescimento. O emprego, no entanto, recuou para 48,8 pontos, a segunda queda consecutiva.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) permaneceu em 70% em julho, estável em relação a junho, mas considerada abaixo do usual, com índice de 45,2 pontos. Ainda assim, ficou mais próxima do nível considerado adequado (50 pontos) do que no mês anterior, quando havia registrado 43 pontos.

Os estoques de produtos finais cresceram em julho frente a junho, mantendo-se acima do planejado, mas mais próximos do desejado pelas empresas. Tanto o índice de evolução mensal quanto o de estoques em relação ao planejado marcaram 51,1 pontos, completando quatro meses consecutivos acima de 50.

A pesquisa ouviu 164 empresas entre os dias 1º e 12 de agosto, sendo 37 pequenas, 56 médias e 71 grandes.





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Produção de acácia-negra cresce com demanda por energia


De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (28), o mercado da acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul permanece voltado principalmente à produção de energia. Cerca de 90% da madeira é destinada ao consumo doméstico, ao aquecimento industrial, além de usos em lareiras, olarias, restaurantes, padarias, pizzarias e para a produção de carvão. Uma parcela menor é utilizada como escora na construção civil. Com as temperaturas baixas no período, o corte e a comercialização foram intensificados. Em alguns municípios, houve incentivo ao plantio por parte de indústrias do setor, que forneceram mudas. A cultura mantém condições fitossanitárias adequadas, e os preços da lenha e da casca apresentaram leve elevação.

Na mesma região, a demanda por eucalipto segue estável, com utilização em lenha, toras, postes e carvão. Apesar disso, a implantação de novas áreas e o manejo da brotação permanecem abaixo do esperado, o que pode resultar em escassez nos próximos anos. As condições fitossanitárias são consideradas boas. Os preços variaram entre R$ 120 e R$ 200 por estéreo de lenha empilhada, R$ 170 a R$ 350 para lenha entregue ao consumidor e entre R$ 250 e R$ 350 para lenha picada. Em Lajeado, a redução nas vendas de carvão desacelerou a movimentação de madeira. Produtores têm enfrentado dificuldades com mão de obra e altos custos de exploração, o que tem levado à substituição gradual das florestas por cultivos anuais e pecuária. A produtividade média é de 300 st/ha no primeiro corte, entre seis e sete anos, e cerca de 220 st/ha no segundo corte com rebrota. Os estoques de lenha e carvão vegetal permanecem normalizados, garantindo o abastecimento do mercado nos próximos meses.

Na região de Passo Fundo, os bosques remanescentes estão sendo colhidos, e áreas florestais são convertidas em lavouras anuais. Os preços médios registrados foram de R$ 300 por metro cúbico de madeira para serraria em floresta em pé e de R$ 120 por metro cúbico estéreo para lenha entregue à indústria.

Em relação ao pínus, na região administrativa de Caxias do Sul, os preços e a procura por toras se estabilizaram após quedas nos primeiros meses do ano. O mercado segue com pouca movimentação para toras acima de 30 centímetros e estável para toras de 18 a 30 centímetros. As práticas de desrama e desbaste foram retomadas em áreas de menor diâmetro, mas muitas lavouras ainda são destinadas ao corte raso sem replantio, sendo gradualmente substituídas por outros cultivos. O setor alerta para risco de déficit de madeira nos próximos anos. A cultura apresentou boas condições fitossanitárias.

Em Passo Fundo, a coleta de resina de pínus ocorre de forma lenta e restrita a florestas já exploradas, sem disponibilidade de novas áreas para início da atividade.

 





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agronegócio é responsável por cerca de 40% do PIB estadual


O agronegócio segue como principal motor da economia do Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. O dado integra a revista Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2025, lançada nesta terça-feira (2/9), no estande do Governo do Estado, no Pavilhão Internacional da 48ª Expointer. A publicação, elaborada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), reúne informações atualizadas sobre a diversidade produtiva, os gargalos e as perspectivas do setor.

Com 43 páginas e disponível em português e em inglês, o material apresenta dados coletados entre 2024 e 2025 sobre 65 culturas agrícolas – entre grãos, frutas e hortaliças –, além das principais cadeias pecuárias, como bovinos de corte e leite, suínos, aves, ovinos, caprinos, bubalinos, equinos, apicultura e piscicultura. A Radiografia também fornece análises sobre irrigação, armazenagem de grãos, importações e exportações.

De acordo com o titular da Seapi, Edivilson Brum, a diversidade produtiva gaúcha garante segurança alimentar, movimenta a economia e fortalece o setor agroindustrial, além de atrair o interesse de outros países. “Essa vitalidade assegura não apenas a produção primária, mas também o potencial de transformação em produtos de maior valor agregado”, destacou, acrescentando que a publicação oferece maior previsibilidade ao produtor.

O chefe da Divisão Agropecuária do Departamento de Governança e Sistemas Produtivos da Seapi, Paulo Lipp João, lembrou que a revista existe desde 2019 e reúne as principais culturas produzidas no Estado. “É um panorama completo da nossa realidade produtiva, agora também disponível em inglês”, frisou.

Na abertura do evento, o diretor do Departamento de Governança dos Sistemas Produtivos, Paulo Roberto da Silva, ressaltou o trabalho coletivo envolvido na produção da publicação.

Produção e destaque nacional

Mesmo com os impactos climáticos, o RS manteve protagonismo na produção nacional de grãos, carnes e lácteos. O Estado segue líder em culturas como arroz, soja e milho, com expectativa de recuperação após perdas recentes. Também figura entre os maiores produtores de carne bovina, suína e de frango, além de leite, consolidando-se como um dos principais fornecedores de proteínas do país.

O estudo, no entanto, aponta entraves que limitam a competitividade do setor, como a dependência das condições climáticas, os gargalos logísticos e a necessidade de linhas de crédito mais acessíveis e estáveis para os produtores.

Perspectivas para 2025

A Radiografia projeta retomada do crescimento neste ano, impulsionada por investimentos em inovação tecnológica, pesquisa e diversificação de mercados. A abertura de novas frentes de produção e a valorização de cadeias como a olivicultura e a fruticultura são apontadas como caminhos para ampliar a base econômica e agregar valor às exportações.

Além da relevância econômica, a publicação enfatiza o papel social e estratégico da agropecuária para o desenvolvimento sustentável do Estado, reforçando a importância de políticas públicas e parcerias que garantam competitividade e resiliência ao setor.





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