sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Trigo fecha em baixa após revisão do USDA



Trigo encerra semana a US$ 5,27/bushel



Foto: Canva

A análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 14 a 20 de novembro e divulgada nesta quinta-feira (20), aponta que a cotação do trigo em Chicago não sustentou o movimento de alta observado na semana anterior. Segundo o boletim, “a semana acabou encerrando com valores abaixo dos registrados no final da semana anterior”. O contrato do primeiro mês fechou a quinta-feira a US$ 5,27 por bushel, ante US$ 5,35 na semana anterior.

O relatório de oferta e demanda do USDA, publicado em 14 de novembro, revisou para cima a produção de trigo dos Estados Unidos, que passou de 52,4 milhões de toneladas, em setembro, para 54 milhões. Os estoques finais para 2025/26 também foram ampliados, alcançando 24,5 milhões de toneladas, frente aos 23 milhões indicados anteriormente.

A produção mundial foi estimada em 828,9 milhões de toneladas, superior aos 816,2 milhões projetados em setembro. Os estoques globais passaram a 271,4 milhões de toneladas, ante 264,1 milhões no relatório anterior. Para o Brasil, a previsão permanece em 7,7 milhões de toneladas, enquanto a Argentina deve colher 22 milhões. O Ceema destaca ainda que o Brasil deverá importar 7,3 milhões de toneladas no próximo ano comercial.

Com o cenário descrito, o preço médio ao produtor dos Estados Unidos para 2025/26 foi projetado em US$ 5,00 por bushel. Segundo a análise, “no geral, tivemos um relatório baixista para o trigo”.





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Estufas estendem ciclo de produção do tomate



Tomate recua para R$ 4,80 em Caxias do Sul



Foto: Sheila Flores

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quarta-feira (19), apontou queda no preço do tomate na região administrativa de Caxias do Sul. Segundo o documento, “na Ceasa/Serra ocorreu pequena redução no valor do quilo, que passou de R$ 5,00 para R$ 4,80”.

A Emater informou que já há colheita do produto em áreas mais baixas, como Vila Cristina, em Caxias do Sul. De acordo com o informativo, “as chuvas constantes prejudicaram a execução dos tratamentos fitossanitários”, o que tem influenciado o manejo nas lavouras.

A maior parte das áreas deve ser transplantada entre outubro e novembro, com colheita prevista para os primeiros meses do ano. A entidade destacou ainda que produtores em estufas têm prolongado o ciclo produtivo. Conforme o relatório, “os agricultores têm realizado o plantio em janeiro para manter a colheita até o início do inverno”.

 





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irregularidade das chuvas reduz projeções da safra


A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente ao período de 14 a 20 de novembro e publicada na quinta-feira (20), que o preço da soja registrou avanço no Brasil. Segundo o relatório, “a valorização foi puxada pela desvalorização do Real, que chegou a R$ 5,33 por dólar, e pela firmeza relativa de Chicago”. Com esse movimento, as principais praças do Rio Grande do Sul ficaram em R$ 124,00 por saco, enquanto a média estadual alcançou R$ 125,24. Nas demais regiões do país, os valores variaram entre R$ 120,00 e R$ 127,00 por saco.

O Ceema destacou ainda o andamento da nova safra. Conforme o documento, “o plantio atingiu 71% da área esperada no dia 13 de novembro, contra 80% no mesmo período do ano passado”. As chuvas irregulares no Centro-Oeste e no Matopiba, segundo a entidade, têm levado analistas privados a reverem as projeções de colheita, agora estimadas entre 177 e 179 milhões de toneladas. O relatório afirmou que “o mercado abandonou a ideia de que a produção nacional possa superar 180 milhões de toneladas em 2025/26”, embora a safra siga prevista como recorde.

No cenário de oferta e demanda, a Abiove projetou estoques finais de 10,55 milhões de toneladas em 2026. A entidade estimou ainda exportações de 111 milhões de toneladas para o próximo ano, ante 109 milhões previstas para 2025. O esmagamento deve totalizar 60,5 milhões de toneladas, número 3,4% superior ao de 2025. A associação também calculou que o complexo soja brasileiro deverá exportar US$ 60,25 bilhões em 2026, frente aos US$ 53,3 bilhões esperados para este ano. O relatório destacou que “o aumento decorre não apenas do maior volume, mas também da melhoria dos preços médios internacionais”. A projeção é de que o grão seja exportado a US$ 450,00 por

A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente ao período de 14 a 20 de novembro e publicada na quinta-feira (20), que o preço da soja registrou avanço no Brasil. Segundo o relatório, “a valorização foi puxada pela desvalorização do Real, que chegou a R$ 5,33 por dólar, e pela firmeza relativa de Chicago”. Com esse movimento, as principais praças do Rio Grande do Sul ficaram em R$ 124,00 por saco, enquanto a média estadual alcançou R$ 125,24. Nas demais regiões do país, os valores variaram entre R$ 120,00 e R$ 127,00 por saco.

O Ceema destacou ainda o andamento da nova safra. Conforme o documento, “o plantio atingiu 71% da área esperada no dia 13 de novembro, contra 80% no mesmo período do ano passado”. As chuvas irregulares no Centro-Oeste e no Matopiba, segundo a entidade, têm levado analistas privados a reverem as projeções de colheita, agora estimadas entre 177 e 179 milhões de toneladas. O relatório afirmou que “o mercado abandonou a ideia de que a produção nacional possa superar 180 milhões de toneladas em 2025/26”, embora a safra siga prevista como recorde.

No cenário de oferta e demanda, a Abiove projetou estoques finais de 10,55 milhões de toneladas em 2026. A entidade estimou ainda exportações de 111 milhões de toneladas para o próximo ano, ante 109 milhões previstas para 2025. O esmagamento deve totalizar 60,5 milhões de toneladas, número 3,4% superior ao de 2025. A associação também calculou que o complexo soja brasileiro deverá exportar US$ 60,25 bilhões em 2026, frente aos US$ 53,3 bilhões esperados para este ano. O relatório destacou que “o aumento decorre não apenas do maior volume, mas também da melhoria dos preços médios internacionais”. A projeção é de que o grão seja exportado a US$ 450,00 por tonelada, contra US$ 400,00 no ano corrente.

tonelada, contra US$ 400,00 no ano corrente.





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Reversão das tarifas anima exportadores de café


A reversão das tarifas de 40% sobre o café brasileiro nos Estados Unidos mudou o cenário para o comércio do produto. Após meses de tratativas, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil passou a celebrar o recuo da medida anunciada após a modificação da Ordem Executiva 14.323.

A entidade afirma que o resultado só foi possível graças à articulação entre governos, ao apoio de seus associados e à interlocução com representantes americanos da indústria e do setor cafeeiro. O processo incluiu diálogos constantes, reuniões técnicas e o envio de documentos oficiais para expor impactos ao mercado consumidor e ao abastecimento das torrefadoras nos EUA.

“É importante recordar que, no dia 9 de julho de 2025, em carta enviada ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Donald Trump reuniu diversas alegações comerciais e políticas para justificar a taxação de 50% sobre produtos brasileiros (10% de tarifa recíproca, somados à 40% de tarifas adicionais ao país). Posteriormente, em 30 de julho, o presidente Trump assinou uma Ordem Executiva, a qual oficializava a medida, que passaria a valer sete dias após o comunicado, ou seja, 6 de agosto”, comenta.

Com encontros em embaixadas, conversas com departamentos do governo americano e participação em missões empresariais, a representação brasileira buscou manter o café fora das taxações extras e apresentar dados de qualidade, sustentabilidade e relevância comercial. Segundo a entidade, os argumentos foram avaliados em investigações conduzidas pelo USTR.

“O Cecafé seguirá com sua missão de defender o setor exportador de café e, por consequência, os cafeicultores brasileiros diante dos desafios políticos, logísticos, tributários, regulatórios, climáticos, entre outros, exercendo seu papel institucional de ocupar os espaços de discussão e de negociação do interesse cafeeiro nacional”, conclui.

 





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Preço do milho mantém viés de baixa no país


A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente ao período de 14 a 20 de novembro e divulgada na quinta-feira (20), que os preços do milho no Brasil permaneceram estáveis, “desta vez com viés de baixa”. De acordo com o levantamento, a média gaúcha caiu para R$ 61,86 por saco, enquanto as principais praças do Estado seguiram em R$ 60,00. Nas demais regiões, as cotações variaram entre R$ 48,00 e R$ 64,00 por saco.

O Ceema destacou que o mercado nacional apresenta “baixa liquidez, com afastamento de boa parte dos vendedores”. A análise aponta que a demanda se mantém, mas com compras em pequenos volumes. Segundo o relatório, “os preços locais estão sustentados pelas exportações, que melhoraram graças à recente desvalorização do Real”, ao mesmo tempo em que o bom desenvolvimento da safra de verão contribui para limitar as altas no mercado interno.

O plantio também foi acompanhado pela entidade. Conforme o documento, até 13 de novembro a semeadura da safra de verão no Centro-Sul alcançava 85% da área prevista, ante 87% no mesmo período do ano anterior, segundo dados da AgRural. A Conab informou que, no Brasil, 52,6% da área estava semeada em 15 de novembro, frente à média de 53%. O Paraná havia concluído o plantio, enquanto o Rio Grande do Sul atingia 84% em 19 de novembro, acima da média histórica de 78%.

No cenário externo, o Ceema ressaltou o avanço das exportações. Dados da Secex mostram que o país embarcou 2,68 milhões de toneladas nos primeiros dez dias úteis de novembro, com média diária 7,6% superior à registrada em novembro de 2024. A projeção é de que o Brasil encerre o ano com cerca de 40 milhões de toneladas exportadas. A análise lembra ainda que “o ano comercial do milho se encerra em 31 de janeiro”, e cita Irã e Egito como principais compradores. O preço médio da tonelada subiu 5,4% em um ano, passando a US$ 219,00.





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poder de compra frente ao farelo volta a cair



Poder de compra do suinocultor paulista frente ao farelo de soja diminui


Foto: Pixabay

A relação de troca de suíno vivo por farelo de soja atingiu em setembro o momento mais favorável ao suinocultor paulista em 20 anos. No entanto, desde outubro, o derivado de soja passou a registrar pequenos aumentos nos preços, contexto que tem desfavorecido o poder de compra do suinocultor. 

Assim, neste mês de novembro, a relação de troca de animal vivo por farelo já é a pior deste segundo semestre. Cálculos do Cepea mostram que, com a venda de um quilo de suíno vivo na região de Campinas, o produtor pode adquirir, nesta parcial de novembro (até o dia 18), 5,13 quilos de farelo, contra 5,37 quilos em outubro e 5,57 quilos em setembro. Trata-se do menor poder de compra desde junho deste ano, quando era possível adquirir 5,02 quilos.





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Biocombustível como vetor de descarbonização é pauta de debate na AgriZone


Uma das principais questões quando se trata de mudanças climáticas é como reduzir as emissões de CO². Esse desafio começa por como quantificar essa mitigação e segue pelas discussões de como capturar, reutilizar e mesmo reciclar esse carbono. Políticas públicas que reconheçam a agricultura como motor essencial nesse processo, explorar novos mercados como oportunidades para que a agricultura gere, além de alimentos, bioprodutos, e a capacidade de realizar isso baseado em ciência e tecnologia foram caminhos apontados.

As sugestões foram apresentadas e debatidas pelo chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, na programação da AgriZone, na COP 30. O painel “Sustentabilidade ambiental e contabilidade de carbono” foi promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), no espaço AgroBrasil, dia 19 de novembro. O dia foi dedicado a discussões do tema “Energias Renováveis”.

Harmonização dos cálculos de carbono

Essa foi uma das questões levantadas pelo Brasil na COP 30. Ter dados que reflitam como de fato estão as quantidades relativas a esse segmento no país é necessário para debater este ponto. Nesse contexto, Alexandre trouxe dados brasileiros para a discussão. Ele citou uma série de estudos que mostram que, só pela utilização de biocombustíveis, o Brasil já evitou a emissão de mais de 840 milhões de toneladas de CO² equivalentes desde o início do programa de etanol – marcado pela criação do Proálcool em 1975. Anualmente, disse ele, dados da Embrapa mostram que o país já mitiga quase 100 milhões de toneladas de CO² pela produção de biocombustíveis e bioeletricidade. “Isso é muita coisa”.

Os dados também refletem a força do segmento de biocombustíveis no Brasil. “Quando falamos de biocombustíveis, estamos falando de uma estratégia de descarbonização no contexto da agricultura tropical”, defendeu. Ele também destacou como os biocombustíveis e a agricultura são base para um grande sistema de captura e reciclagem de carbono. Citando o que ele chamou de quatro “R”, reduzir, reutilizar, remover e reciclar. O caminho para economia circular.

Há mais de 50 anos o Brasil vem fazendo uma escolha estratégica pelos biocombustíveis. De acordo com o chefe-geral, um rol que só aumenta. “Os biocombustíveis vivem um momento de expansão, como é o caso da possibilidades de usar a cana-de-açúcar para produção de etanol de primeira e segunda geração, biogás, biometano, bioeletricidade, SAF, biobanker, pensar em como capturar CO² e usar quem sabe para combustíveis sintéticos”, citou. “É preciso usar tudo isso como uma ferramenta para mitigação dos gases de efeito estufa”.

Retomando a questão da harmonização de medições, Alexandre ressaltou a importância de comprovar a mitigação que esses bioprodutos de fato podem promover. “Temos que ter como medir isso”. Um passo nessa direção, na opinião dele, veio com o RenovaBio. “Demos um passo importante para isso quando trouxemos a base científica para essa contabilização”. Contudo, ele também apontou que outro passo significativo para realização dos cálculos da política pública seria o de como tropicalizar os fatores de emissão. “Muitas vezes, o biocombustível brasileiro tem um cálculo de emissão com base num modelo que não é o de agricultura tropical que a gente tem hoje no Brasil”.

Segundo Alexandre, a agricultura brasileira vem passando por um processo chamado de modelo de intensificação sustentável, que tem como base a adoção de biotecnologias, bioinsumos, uso de tecnologias para segunda e terceira safras etc. Isso tudo permite produzir mais biomassa na mesma área e com o mesmo tempo, mas com menor emissão de carbono. “Se a pegada de carbono for calculada de uma maneira adequada aos modelos que a gente vem trabalhando, isso vai demonstrar que os biocombustíveis brasileiros são sim uma máquina de descarbonização, que são sim uma solução climática”, defendeu.

O novo comportamento do produtor

Alexandre lembrou que o programa de biocombustíveis começou por uma agenda econômica para, em seguida, se alinhar também a uma agenda climática e de sustentabilidade. Segundo ele, a agricultura está seguindo o mesmo caminho. O chefe-geral explicou que a agricultura brasileira passou por três fases. A primeira fase, na década de 1970, foi de expansão; a segunda fase foi marcada pelo aumento de produtividade com um modelo de agricultura própria, com grande investimento em ciência e tecnologia.

Agora, a agricultura vive uma terceira fase, de sustentabilidade, onde o campo brasileiro não é apenas produtor de commodities ou de biomassa, ele vem produzindo alimentos, fibras, pensando em serviços ecossistêmicos e em segurança alimentar. E, do mesmo modo, o agricultor também seguiu essa mudança.

Tratando-se da agenda da sustentabilidade, uma questão importante segundo Alexandre, é sobre como colocar essa agenda não somente como algo imposto de fora para o produtor, mas como algo que ele queira participar, sabendo que gerará benefícios para seu trabalho. “Quando conseguimos transformar políticas públicas como o RenovaBio, que transforma um ativo ambiental em ativo financeiro, geramos retorno financeiro dentro de uma agenda ambiental, isso é muito importante”, ressaltou.

Para o chefe-geral, a agenda de biocombustíveis conecta a agricultura à indústria. Tem-se uma matéria-prima para gerar um produto agroindustrial. A biomassa, por exemplo, pode ter um impacto positivo em setores como os de transportes,como o de aviação e marítimo. “O biocombustível pode ser um vetor de uma nova industrialização no país, de uma indústria verde baseada na agricultura. Pode também conectar a agricultura a novos mercados, auxiliando na descarbonização de novos setores”. Um ciclo que vai abrir novas alternativas para os produtores. “Essa sinergia entre ciência, mercado e política pública favoreceu para os produtores migrarem para uma agenda de sustentabilidade”.

Com todas essas possibilidades, Alexandre destacou como é significativo que essa discussão sobre biocombustíveis esteja acontecendo durante a COP, na AgriZone. “Sem agricultura não há biocombustível. Sem agricultura, o país não tem seu principal motor de descarbonização. Então, trazer a discussão sobre transição energética no Brasil via biocombustíveis para a COP 30 é absolutamente fundamental”.

Boas práticas e adoção de tecnologias

Para Alexandre, o produtor brasileiro sempre foi muito atento às novas tecnologias. “Ele tem essa característica de ser empreendedor e atento ao desenvolvimento tecnológico”. Vivemos num mundo hiperconectado, com acesso fácil e rápido à informação, e devemos usar essas novas tecnologias para transições mais rápidas no campo. “Um momento com esse que estamos vivendo, na COP, favorece que a agenda de sustentabilidade e de tecnologia venha para o dia a dia das pessoas, encurtando o tempo de adoção destas”.

Ele lembrou que durante muito tempa a Embrapa adotou o modelo tradicional de reaizar a pesquisa, desenvolver a tecnologia e ofertá-la ao público final. Já hoje, a Empresa já tem e segue pensando em vários ambientes que permitam o desenvolvimento conjunto, e citou como exemplo o AgNest. “Por que não podemos fazer um processo de co-criação? Isso faz com que nos aproximemos dos produtores e nos permite desenvolver algo que atenda um problema real”. Trazer os agricultores para junto da pesquisa pode encurtar esse caminho de levar uma tecnologia para o campo.





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Agrilife Solutions lidera a 4ª geração da nutrição vegetal com AgGranum e AgMaturis


Com formulação líquida, doses reduzidas e tecnologia C-DOT Drive®, nova linha eleva o Nutrient Use Efficiency (NUE) e entrega maior produtividade e retorno ao agricultor com menor impacto ambiental.

A Agrilife Solutions, empresa brasileira do Grupo Casa Bugre, apresenta ao mercado os novos fertilizantes foliares AgGranum e AgMaturis, que representam a chegada da 4ª geração da nutrição vegetal. Formulados com a exclusiva tecnologia C-DOT Drive®, os produtos oferecem nutrição inteligente, funcional e fisiologicamente ativa, com eficiência muito superior às soluções convencionais.

Com formulação líquida e alta capacidade de absorção e metabolização dos nutrientes, os novos produtos exigem doses bem inferiores aos fertilizantes tradicionais, o que significa menor consumo de recursos naturais, menor uso de embalagens e menor necessidade de armazenamento e transporte — resultando em menor impacto ambiental e maior competitividade no campo.

“Estamos inaugurando uma nova era da nutrição vegetal. Com a C-DOT Drive®, conseguimos elevar a eficiência fisiológica das plantas, utilizando menos insumos e gerando mais resultado por hectare”, afirma Everton Molina Campos, Diretor de Marketing & Inovação da Agrilife Solutions. “O agricultor ganha produtividade, sustentabilidade e um retorno econômico expressivo sobre o investimento.”

A evolução da nutrição vegetal até a 4ª geração

A nutrição vegetal evoluiu ao longo das últimas décadas:

  • Na 1ª geração, o foco era apenas fornecer nutrientes básicos;
  • Na 2ª, surgiram os agentes complexantes, que melhoraram a disponibilidade;
  • A 3ª geração trouxe as nanopartículas metálicas;
  • E agora, a 4ª geração, inaugurada pela tecnologia C-DOT Drive®, entrega nutrição e fisiologia (nutrifisiologia), em que cada nutriente é absorvido, transportado e metabolizado com máxima eficiência e mínimo desperdício

As nanopartículas de carbono (3–5 nanômetros) da C-DOT Drive® se ligam eletrostaticamente aos nutrientes, aumentando sua estabilidade e solubilidade, e ativam enzimas que impulsionam o transporte e o metabolismo celular.

Essa combinação resulta em maior conversão de nutrientes em produtividade, com eficiência de uso (NUE) até oito vezes superior à média de mercado

“A ciência hoje reconhece o Nutrient Use Efficiency (NUE) ou Eficiência no uso de nutrientes como o principal indicador de eficiência e sustentabilidade na agricultura em todo mundo”, explica Molina Campos. “Quanto maior a produtividade com menor uso de fertilizantes, melhor o desempenho agronômico, econômico e ambiental. E é exatamente isso que nossos produtos entregam.”

C-DOT Drive®: dois mecanismos de ação, máxima eficiência e menor impacto

O segredo da C-DOT Drive® está em seus dois mecanismos de ação sinérgicos:

  • a) Carreador de nutrientes – As nanopartículas entram facilmente nas folhas e raízes, levando os nutrientes diretamente para dentro das células, reduzindo perdas por lixiviação ou fixação;
  • b) Ativador de transporte – A tecnologia estimula as enzimas H?-ATPases, abrindo canais de absorção e aumentando a metabolização dos nutrientes dentro da planta

O resultado é uma nutrição fisiologicamente ativa, com alta eficiência de conversão (NUE), menor uso de fertilizantes por hectare e redução significativa de emissões de gases de efeito estufa.

Além disso, devido baixa dose de aplicação, a quantidade de embalagens é menor a facilidade logística e menor custo operacional, o que se traduz em melhor custo-benefício e maior ROI (retorno sobre investimento) para o produtor.

“A combinação entre nanotecnologia, formulação líquida e dois mecanismos de ação é o que faz da C-DOT Drive® uma tecnologia verdadeiramente disruptiva”, ressalta Molina Campos. “Ela entrega eficiência agronômica e ambiental, reduzindo desperdícios e aumentando a margem do agricultor.”

AgGranum: alta performance no enchimento e padronização de grãos

Destinado ao enchimento de grãos e padronização produtiva em culturas como soja e feijão, o AgGranum é um fertilizante foliar de alta eficiência que potencializa a fotossíntese e o metabolismo energético, direcionando nutrientes e carboidratos para flores, vagens e sementes.

Em testes de campo realizados em Conchal (SP) e Palmas (TO), o AgGranum proporcionou aumentos de até 11 sacas por hectare e índices de NUE de até 783% — desempenho que comprova sua capacidade de transformar nutrientes em produtividade com doses muito menores que os produtos convencionais

“O AgGranum entrega força e inteligência para o campo. Ele entende a demanda da planta e age no momento certo, garantindo mais peso e uniformidade com menor uso de insumos”, explica Molina Campos.

AgMaturis: maturação uniforme e qualidade premium de frutos

Para ser usado em culturas como tomate, morango, pimentão e alface, o AgMaturis atua na maturação uniforme e no enchimento equilibrado de frutos. Sua formulação líquida balanceada permite aplicações em doses reduzidas, com altíssimo aproveitamento fisiológico dos nutrientes. Outro benefício é que o produto não tem cloro em sua formulação, permitindo seu uso em culturas sensíveis.

Nos experimentos de campo, o AgMaturis mostrou resultados expressivos: ganhos de até 12,9 toneladas por hectare em tomate tipo cocktail e quase 8 toneladas adicionais por hectare em morango, além de melhor padronização e qualidade comercial dos frutos.

“O AgMaturis mostra que é possível produzir mais e melhor com menos. Ele entrega performance, reduz o impacto ambiental e aumenta a rentabilidade do agricultor”, reforça Molina Campos.

Sustentabilidade, competitividade e retorno garantido

Além do desempenho agronômico, os novos produtos se destacam por diminuírem a pegada ambiental da agricultura. O menor volume aplicado, aliado à alta eficiência da C-DOT Drive®, reduz o consumo de matéria-prima, embalagens e energia de transporte, fortalecendo o compromisso da Agrilife com uma agricultura regenerativa e de baixo carbono.

“A 4ª geração da nutrição vegetal entrega tudo o que o produtor moderno busca: produtividade, sustentabilidade e rentabilidade. É uma tecnologia que gera valor econômico e ambiental ao mesmo tempo”, conclui Molina Campos.

Tecnologia já embarcada em outros produtos

A tecnologia C-DOT Drive® também está presente nos produtos AgFortis e AgBasis, que já demonstram ganhos consistentes em estruturação, vigor e eficiência fisiológica. Com a chegada do AgGranum e do AgMaturis, a Agrilife consolida uma linha completa de soluções nutrifisiológicas de alta performance, alinhada à agricultura 6.0 — inteligente, sustentável e conectada.

Sobre a Agrilife Solutions

A Agrilife Solutions é uma empresa brasileira especializada em soluções que promovem uma agricultura em favor da vida, unindo ciência, tecnologia e sustentabilidade para maximizar a eficiência, a rentabilidade e a regeneração dos sistemas produtivos.

Presente em 80% do território nacional, integra o Grupo Casa Bugre, que há mais de 43 anos atua com inovação, solidez e compromisso com o agro sustentável. Mais informações: www.agrilifetech.com.br 





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Ciclone provoca chuvas e tempestades em todas as regiões


O Meteored informou que o processo de formação de um ciclone deve provocar uma mudança nas condições de tempo no país, com aumento da chance de chuvas intensas e tempestades nas cinco regiões. Segundo a plataforma, “uma intensa mudança do tempo está prevista para iniciar neste domingo (23)”, quando as precipitações devem se ampliar em boa parte do território nacional. O ciclone deve se formar entre a costa do Sudeste e do Nordeste a partir de terça-feira (25).

O Meteored avaliou que o sistema “não deve trazer grandes impactos”, mas destacou que a atenção se volta ao período de formação, entre domingo (23) e segunda-feira (24), quando as instabilidades serão mais intensas e afetarão o norte da Região Sul, o Sudeste, o sul do Nordeste e amplas áreas das regiões Norte e Centro-Oeste. A plataforma apresentou as primeiras impressões sobre os eventos de chuva forte previstos para o país.

A aproximação de uma frente fria e a formação de uma região de cavado devem ampliar as instabilidades no Sul e no Sudeste já no sábado (22). Conforme o relatório, “é no domingo (24) que essa condição é mais perceptível e influencia boa parte do Brasil”. Pela manhã, estão previstas chuvas moderadas no centro, norte e leste de Santa Catarina, enquanto chuviscos podem atingir o sul catarinense, o nordeste gaúcho, o leste do Paraná e o sul de São Paulo.

No centro-norte do país, instabilidades podem provocar precipitações pontuais de forte intensidade no Mato Grosso, Amazonas e Pará. A Bahia deve registrar chuva fraca no leste do estado e precipitações moderadas de forma isolada no oeste.

À tarde, os alertas de chuva intensa e tempestades se espalham para Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, oeste e norte do Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, centro-sul, norte e oeste de Minas Gerais, Bahia, Tocantins, sul do Pará, Amazonas, Acre e Rondônia. Esse cenário deve permanecer até o fim do dia. À noite, as precipitações seguem entre o norte de Santa Catarina e o leste do Paraná, no norte de São Paulo, no centro-sul de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro, no sul de Goiás e no Mato Grosso.

Entre a madrugada e a manhã de segunda-feira (24), estão previstas chuvas intensas com trovoadas no norte e centro de Santa Catarina, leste do Paraná, sul e leste de São Paulo — incluindo a região metropolitana — e áreas de Ourinhos e Caraguatatuba. Segundo o Meteored, essa condição deve se manter durante toda a manhã, com potencial de provocar transtornos. No mesmo período, chuvas de moderada a forte intensidade devem atingir o centro de Minas Gerais e áreas entre Mato Grosso, Goiás e o oeste mineiro.

Mais tarde, as duas regiões instáveis devem se unir com a intensificação da região de cavado entre o Sul e o Sudeste. O Meteored aponta que as precipitações continuam no norte de Santa Catarina, no leste do Paraná e no sul e leste de São Paulo, mas passam a se espalhar por todo o território paulista e mineiro, além de atingir o sul da Bahia, o centro-norte de Goiás, Tocantins, sul do Pará e Amazonas. Nesse período, Rio de Janeiro e Espírito Santo devem registrar chuva fraca.

A tarde de segunda-feira (24) deve ser o período mais crítico, com alerta de chuvas muito intensas e risco de tempestades em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, sul da Bahia, centro-norte de Goiás, nordeste do Mato Grosso do Sul, norte do Mato Grosso, Tocantins, sul e oeste do Pará, Amazonas, norte de Rondônia e Acre. Em Santa Catarina e no Paraná, as chuvas devem ocorrer de forma mais isolada, com intensidade fraca a moderada. Os alertas seguem ativos no leste paulista, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo durante a noite.

Na terça-feira (25), o Meteored informa que o ciclone não deve oferecer riscos relacionados a ventos intensos. Há previsão de aumento da agitação marítima, mas sem registro de condições extremas. O sistema deve favorecer ventos de leste, mantendo o tempo mais fechado, embora com abertura de sol no leste da Região Sul, em São Paulo e no Rio de Janeiro. O potencial de chuva diminui nessas áreas e na metade sul de Minas Gerais. No entanto, “chuvas intensas ainda podem ocorrer” no Espírito Santo, norte de Minas Gerais e Goiás, Tocantins, sul do Pará, Amazonas e Rondônia.





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clima favorece avanço da colheita no RS


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19) aponta que a colheita da cevada no Rio Grande do Sul alcança cerca de dois terços da área cultivada. A instituição informou que as condições climáticas estáveis até 16 de novembro “possibilitaram a intensificação da operação, assegurando a qualidade dos grãos e evitando perdas por umidade elevada ou deterioração”.

A produtividade está entre 3.300 kg/ha e 4.200 kg/ha, variando conforme o nível tecnológico adotado nas propriedades. A Emater destacou que há heterogeneidade na qualidade final. Em áreas afetadas por excesso de chuvas durante o enchimento dos grãos, parte da produção registrou germinação abaixo do padrão industrial, o que tem levado ao direcionamento para o mercado de ração animal. Segundo o informativo, esse cenário, somado ao preço pago ao produtor, “tem desestimulado a ampliação da área cultivada para a próxima safra”. A instituição estima área plantada de 31.613 hectares e produtividade média de 3.458 kg/ha.

Na região administrativa de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, a colheita atinge 15%. A Emater informou que momentos de instabilidade interromperam o avanço, mas a qualidade do produto permaneceu dentro dos padrões exigidos pela indústria de malte, com “grão com massa elevada, alto poder germinativo e presença de micro-organismos dentro do limite tolerado”. A maior parte da produção deve seguir para a indústria cervejeira.

Em Erechim, 80% da área já foi colhida, com produtividade média de 3.900 kg/ha. A melhora das condições climáticas permitiu avanço sem perdas pós-maturação, e a qualidade dos grãos permanece dentro dos parâmetros exigidos para maltagem.

Na região de Ijuí, a colheita foi finalizada. As produtividades variaram, chegando a 4.200 kg/ha nas melhores lavouras. Mesmo com resultados considerados positivos, os produtores não demonstram intenção de ampliar a área cultivada na próxima safra.

Em Passo Fundo, as lavouras em final de ciclo apresentam bom potencial produtivo, com produtividade estimada em 3.300 kg/ha. A Emater informou que não foram observados problemas fitossanitários relevantes.

Na região de Soledade, a colheita já foi concluída. A Emater registrou ampla variação de produtividade — entre 2.700 kg/ha e 4.200 kg/ha — e qualidade também diversa. Parte dos lotes apresentou germinação insuficiente para maltagem e deve ser destinada à alimentação animal. Nas áreas com maior investimento tecnológico, os grãos atingiram padrão industrial.





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