sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Novembro reduz preço de paridade do algodão



Imea alerta para cautela nas negociações do algodão



Foto: Divulgação

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (24), o mês de novembro tem sido marcado pela queda nas paridades de exportação do algodão em Mato Grosso. O instituto informou que, “ao longo de out/25, a média da paridade de dez/25 ficou em R$ 111,05/@, com pouca variação diária”, mas que o movimento mudou no início de novembro, quando a tendência baixista se intensificou.

O Imea destacou que a paridade atingiu R$ 104,71/@ em 14 de novembro, “o menor valor para uma paridade de dezembro desde set/20”. No mesmo período, a paridade de julho de 2026 chegou a R$ 117,66/@, aproximando-se das mínimas do ano. Segundo a análise, “o cenário segue ligado à desvalorização dos contratos do algodão na bolsa de NY”, que recentemente operaram nos níveis mais baixos dos últimos anos.

A instituição acrescentou que a tendência de queda nas cotações do dólar desde meados de outubro de 2025 também influenciou o comportamento das paridades. Para o Imea, “o panorama desfavorável dos preços contrasta com os custos de produção mais elevados para a safra 2025/26”, o que reforça a necessidade de cautela nas negociações do algodão.





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Na fase vegetativa final da soja, o produto certo é o que supera os desafios


Entre V5 e o final do vegetativo, a soja entra em uma corrida de alta exigência. É quando a planta expande a área foliar, constrói biomassa e define a arquitetura que vai sustentar o número de nós produtivos, o pegamento de flores e, lá na frente, o enchimento de grãos. 

Nesse momento, o metabolismo acelera e a demanda por nutrientes como boro, enxofre, molibdênio e manganês sobe de patamar. Ao mesmo tempo, aumentam os riscos de estresses hídricos, variações térmicas e até efeitos de salinidade de solo e calda, fatores que travam absorção e redirecionam energia para rotas de sobrevivência, em vez de crescimento. Se faltar suporte, a planta tende a comprometer a formação de tecidos, a eficiência fotossintética e a construção de um dossel equilibrado — o que custa produtividade.

A proposta da Satis para esse período crítico é clara: entregar nutrifisiologia de precisão e proteção biológica para manter o motor da planta em alta rotação e preparar o terreno para a fase reprodutiva. 

Nesse contexto, o fertilizante de Vitan entra como um reforço direto ao metabolismo. Com aminoácidos prontamente assimiláveis e um pacote de macro e micronutrientes, ele poupa energia da planta, que deixa de desviar recursos para síntese básica e os aplica em crescimento, sanidade e tolerância a estresses como seca, calor e radiação. O resultado esperado é um desenvolvimento vegetativo robusto e uniforme, com transição mais suave para R1.

No mesmo manejo, o fungicida microbiológico de contato Multivex agrega proteção biológica de amplo espectro. Formulado com Bacillus amyloliquefaciens e Bacillus velezensis, atua por múltiplos mecanismos, do rompimento de membranas à inibição de síntese de ergosterol, além de competição por espaço e indução de resistência sistêmica. 

Na prática, isso significa reduzir a pressão de patógenos necrotróficos e hemibiotróficos em um momento de rápido fechamento de entrelinhas e microclima favorável a doenças, preservando a área foliar ativa e abrindo caminho para uma lavoura mais sadia rumo ao florescimento.

Para ampliar resiliência e eficiência de raiz, o bioativador fisiológico Vitakelp agrega um mix exclusivo de extratos de algas, fitormônios naturais, aminoácidos e oligossacarídeos que ativam rotas metabólicas ligadas ao fortalecimento e à tolerância a estresses abióticos. 

Ao estimular a produção de enzimas antioxidantes e a expressão de genes de crescimento, ele aumenta a capacidade de absorção de água e nutrientes e confere regularidade ao estande, algo decisivo quando a lavoura encara veranicos intermitentes.

O fertilizante Fulland, por sua vez, oferece suporte fisiológico e sanidade com base em cobre altamente assimilável. Ao atuar como cofator em reações essenciais — da lignificação da parede celular à síntese proteica e ao controle do estresse oxidativo —, fortalece tecidos, melhora a resposta de autodefesa e contribui para a integridade da planta do topo à base. 

Outro ponto prático para o dia a dia é a sinergia com fungicidas, favorecendo a mobilidade e a redistribuição de ativos na planta. Importante observar a orientação de uso: não aplique Fulland junto com herbicidas em um intervalo de três dias para evitar fitotoxicidade e preservar desempenho.

Fechando o pacote do portfólio da Satis, o fertilizante Humicbor entrega boro solúvel enriquecido com substâncias húmicas e extrato de algas, combinando disponibilidade e eficiência. Em uma fase em que a divisão celular, a formação e a estabilidade de paredes celulares e transporte de fotoassimilados são vitais, o boro atua como peça-chave. O reforço húmico melhora a dinâmica de nutrientes no solo e na rizosfera, enquanto o extrato de algas colabora para um sistema radicular mais vigoroso e funcional, ampliando a janela de tolerância a estresses e a constância de crescimento.

Na janela correta de V5 a VN, o manejo trabalha a favor do que mais importa agora: manter o metabolismo no auge, segurar a barra dos estresses e preparar a soja para expressar potencial no florescimento e no enchimento. É a base para mais nós produtivos, maior capacidade fotossintética e um PMG consistente lá na frente.

A Satis posiciona essas soluções como parte de uma jornada completa, do pré-plantio à colheita, combinando nutrifisiologia, biológicos e adjuvantes para que cada fase da lavoura receba o que precisa e na hora certa. Com suporte técnico regional e foco em compatibilidade de calda, posicionamento fenológico e boas práticas de aplicação — especialmente no uso de biológicos —, a empresa busca traduzir ciência em resultado de campo. 

Na fase vegetativa final, quando cada decisão pesa no teto produtivo, oferecer o aporte nutricional necessário é o passo que separa uma lavoura que resiste de outra que performa. A proposta da Satis é estar ao lado do produtor para fazer a diferença em todo esse processo.





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Parlamentares apresentam notícia-crime contra Lula



A representação enviada ao procurador-geral Paulo Gonet cita quatro decretos


A representação enviada ao procurador-geral Paulo Gonet cita quatro decretos de homologação
A representação enviada ao procurador-geral Paulo Gonet cita quatro decretos de homologação – Foto: Agencia Brasil

A apresentação de uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República ampliou o impasse entre os Poderes após a divulgação, em 18 de novembro, de decretos e portarias de demarcação de terras indígenas. A iniciativa foi da Frente Parlamentar da Agropecuária, que responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski e servidores do governo federal pelos atos publicados durante a COP30. A FPA afirmou que as medidas contrariaram a Lei 14.701 de 2023, que instituiu o Marco Temporal e determina requisitos obrigatórios para homologações.

O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion, declarou que os envolvidos podem ter cometido prevaricação e abuso de autoridade, citando o artigo 319 do Código Penal. Segundo ele, os atos deixaram de aplicar dispositivos como direito de retenção, indenização a não indígenas e a proibição de ampliar áreas já demarcadas, o que violaria o devido processo legal. “Após deliberação da nossa diretoria, apresentamos notícia-crime por prevaricação e abuso de autoridade contra os responsáveis, pois esses atos afrontam a legislação vigente e violam o devido processo legal”, disse.

A representação enviada ao procurador-geral Paulo Gonet cita quatro decretos de homologação e dez portarias declaratórias que teriam ignorado normas previstas na lei. A FPA destacou o Decreto 12.723 de 2025, referente à Terra Indígena Irántxe, que segundo a bancada promoveu ampliação territorial proibida pelo artigo 13. A entidade afirmou que a divulgação no encerramento da COP30 teve finalidade política e aumentou a insegurança jurídica. Pedro Lupion acrescentou que a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil solicitou ao ministro Gilmar Mendes a anulação cautelar das medidas até a verificação de seu cumprimento legal.

 





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Parceria entre Orion e Syngenta amplia benefícios para produtores rurais



Catálogo de
aplicadores de bioinsumos da Orion passa a estar disponível para resgate


Foto: Divulgação

A Orion, referência nacional em soluções para aplicação de bioinsumos no sulco de plantio, acaba de anunciar sua entrada no Acessa Agro, o programa de fidelidade da Syngenta voltado para produtores rurais. A iniciativa reforça o compromisso da empresa em facilitar o acesso a tecnologias que aumentam a eficiência no campo.

O Acessa Agro funciona de forma simples: a cada compra de produtos Syngenta elegíveis, os produtores acumulam moedas — as SynCoins — que podem ser trocadas por produtos e serviços que acompanham o produtor ao longo de o ciclo produtivo. Com a parceria, todo o catálogo de aplicadores de bioinsumos da Orion passa a estar disponível para resgate.

Segundo Rodrigo Alandia, diretor de Marketing e Novos Negócios da Orion, a integração ao programa fortalece a conexão da empresa com agricultores de todo o país. “O objetivo é simplificar o acesso às nossas tecnologias para os clientes profissionais da Syngenta e desta forma permitir que eles consigam atingir uma aplicação no sulco do plantio com melhor performance, segurança e rentabilidade”, afirma.

Para Alexandre Santiago, vice-presidente da Orion, a parceria reforça a missão da empresa de impulsionar a agricultura com inovação. “Esta iniciativa nos aproxima ainda mais do produtor rural, levando tecnologia aplicada e resultados concretos para os produtores, disponibilizando a eles mais um meio para acessar a melhor tecnologia para aplicação de bioinsumos do mercado”, destaca.

Com a novidade, produtores que já utilizam soluções Syngenta passam a ter mais possibilidades de acesso a tecnologias Orion, fortalecendo práticas sustentáveis e aumentando o potencial produtivo das lavouras.





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Cultura do alho ganha zoneamento de risco climático


O alho é a mais nova hortaliça contemplada no Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que estabelece as regiões de produção e épocas de plantio mais favoráveis para o cultivo no território brasileiro, com base nas probabilidades ou risco de perda de produção causada por eventos meteorológicos adversos. 

As portarias foram publicadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (25). Os estudos foram elaborados por pesquisadores da Embrapa Hortaliças, em conjunto com associações de produtores e instituições de ensino e de pesquisa agropecuária. 

O zoneamento funciona como um instrumento de gestão de risco climático e, no caso do alho, abrange as regiões tropicais e subtropicais do país, com o propósito de orientar produtores, agentes financeiros e seguradoras. A implantação da lavoura fora dos períodos indicados está sujeita a elevada probabilidade de perdas. 

O objetivo do zoneamento para a cultura do alho foi identificar as áreas de menor risco climático e definir os melhores períodos de plantio no Brasil, visando reduzir perdas de produção e obter melhores rendimentos. O pesquisador Marcos Braga, responsável técnico pelos estudos, assinala que o Zarc avalia exclusivamente riscos agroclimáticos, portanto, parte-se do pressuposto de que todas as outras necessidades da cultura serão atendidas com um adequado manejo agronômico. 

ALHO EM CLIMA TROPICAL E SUBTROPICAL 

Os estudos consideraram as cultivares de alho nobre, que representam a maior parte da produção nacional que chega aos mercados, pois alcançam maior valor comercial e atendem melhor às exigências do consumidor em termos de qualidade de bulbo. Na opinião do pesquisador Francisco Vilela,? membro da equipe Zarc Alho,? a subdivisão do zoneamento em duas regiões, em função do clima tropical ou subtropical, é o aspecto mais relevante porque, apesar das variedades serem as mesmas, as épocas de plantio e os sistemas de produção apresentam diferenças importantes.  

PRINCIPAIS RISCOS CLIMÁTICOS PARA O ALHO 

Como o alho é uma espécie originária do continente asiático, em regiões de clima frio, para a cultura ter um bom desenvolvimento e alta produtividade no Brasil é indispensável que as regiões e épocas de produção atendam a certas condições de temperatura e fotoperíodo – referente ao número de horas de ?luz?? ?por dia. 

As cultivares de alho nobre são originárias do sul do Brasil e requerem mais de 13 horas diárias de luz e temperaturas diárias mais baixas, entre 13 e 18ºC, para formação de bulbos de bom tamanho e valor comercial. Cultivares mais precoces respondem ao estímulo de dias mais curtos, enquanto materiais tardios como os alhos nobres dependem de dias mais longos para conseguir formar bulbos. “Quando o número de horas de luz fica abaixo do mínimo exigido pela cultivar ocorre somente o crescimento vegetativo da planta”, explica Braga. 

Em relação à temperatura, o alho exige temperaturas amenas (18º a 20ºC) na fase inicial do ciclo, temperaturas mais baixas (10º a 15ºC) durante as fases vegetativa e de bulbificação, e temperaturas mais elevadas (20º a 25ºC) no período de maturação. Segundo o pesquisador, o acúmulo de horas de frio é fundamental para a resposta do alho ao fotoperíodo, resultando em boa formação dos bulbos de alho e para a produtividade da lavoura.  

Assim, alguns limiares de temperatura foram utilizados na avaliação de riscos para a cultura. Em condições subtropicais, a temperatura média deve ser menor que 14ºC e a temperatura máxima não pode ultrapassar 31ºC no período que se estende do plantio até o início da bulbificação das plantas. Já em condições tropicais, a temperatura média não pode ser superior a 12ºC nem a máxima acima de 32ºC. Esses parâmetros apresentaram bom desempenho como delimitadores do desempenho da cultura em diversos locais de produção conhecidos.  

Um critério auxiliar adotado no zoneamento desta cultura é a altitude, pois é um fator relevante para as condições térmicas que afetam a produção de alho nobre em produtividade e qualidade. Em regiões subtropicais, a altitude mínima para estabelecer os cultivos deve estar acima de 600 metros, enquanto em locais tropicais fica acima de 750 metros.  

A PRÁTICA DA VERNALIZAÇÃO 

É indispensável que o alho nobre passe pelo processo de vernalização, tratamento de frio do alho semente pré-plantio, antes da implantação da lavoura para garantir uma boa produção independentemente das condições climáticas futuras. O pesquisador Francisco Vilela explica que a vernalização dos bulbos é capaz de tornar a planta menos exigente em fotoperíodo e em temperatura?s baixas?, permitindo formação de bulbos em locais que não possuem as condições climáticas ideais para determinada cultivar.  

“O processo de vernalização do alho-semente em câmara frigorífica ocorre ?em ?faixa?s? de temperatura?s positivas? entre 3ºC a 5ºC ou negativas entre -1 a -3ºC e umidade relativa do ar de 65 a 70%, dependendo do sistema de produção adotado e níveis de produtividade almejados pelo produtor. Essa técnica permitiu ampliar as regiões e as épocas de cultivo das cultivares de alho nobre, anteriormente restritas ao Sul do Brasil”, esclarece o pesquisador, ao contar que hoje as cultivares de alho nobre têm sido plantadas, com vernalização, desde o centro-norte do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e regiões de altitude do norte da Bahia e da Chapada Diamantina.  

Vilela conta que a vernalização do alho-semente antes do plantio é uma exigência nas áreas de clima tropical. Já nas regiões subtropicais, como o sul do país, a prática pode ser dispensável, muito embora tenha sido feita por segurança em função das mudanças climáticas. “Essas variações das formas de produção do alho são peculiares do Brasil. Em outros países, o processo é muito mais homogêneo”, observa o pesquisador.  

DISPONIBILIDADE DE ÁGUA

O cultivo do alho em sistemas de produção não irrigados, ou seja, de sequeiro, apresenta risco elevado de perdas por déficit hídrico.  

Com um sistema radicular superficial, o alho é uma planta bastante sensível à falta de água. Contudo, irrigação em excesso também pode prejudicar a produtividade e a qualidade do alho, notadamente em solos com problemas de drenagem. Assim, irrigar no momento correto e na quantidade adequada é decisivo para a obtenção de altas produtividades e a qualidade do produto.  

Em relação à necessidade hídrica da cultura, estima-se que varia de 400 mm a 850 mm, dependendo das condições climáticas e do ciclo de produção. Portanto, como o alho é uma cultura muito exigente em água durante o seu ciclo produtivo, os cultivos comerciais são irrigados, p?rincipalmente com sistemas por? aspersão, sejam convencionais ou mecanizados.  

“Mesmo nas regiões subtropicais do país, mais frias, alguns poucos locais suportariam o cultivo dependente de chuvas, porém com baixa janela de plantio e alto grau de risco de perdas. Assim, para todo o Brasil foi considerado somente o cultivo do alho em sistema de produção irrigado”, assinala Braga.  

OUTROS RISCOS ASSOCIADOS AO ALHO 

O cultivo do alho não deve ser realizado em áreas onde já tenha sido identificada a ocorrência de podridão branca (Stromatinia cepivora Berk. sin. Sclerotium cepivorum), pois é o risco de perdas elevadas e inviabilização da colheita é muito alto. “Esse fungo pode causar danos em todas as fases de crescimento da planta e seu desenvolvimento é favorecido por temperaturas de 10 a 20°C”, explica Braga. O patógeno pode sobreviver por longos períodos no solo e não há medidas efetivas de controle da doença. Ou seja, a ocorrência da doença em locais de cultivo inviabiliza a produção naquele local. 

CONSULTA AO ZARC 

As datas de plantio estipuladas para o cultivo de alho nobre no Zarc devem ser seguidas pelos produtores que desejam acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR).  “A função do zoneamento não é colocar entraves aos produtores, mas sim oferecer a eles a garantia de recebimento do valor segurado”, analisa Braga. 

Os resultados do Zarc do alho foram disponibilizados pelo MAPA no Painel de Indicação de Riscos, nas portarias por Estado, e no aplicativo Zarc Plantio Certo (Android e IOS). 





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exportações crescem 31,5% e faturam US$ 1,19 bilhões


Os preços da cenoura registraram queda na primeira quinzena de novembro. A redução está relacionada ao aumento dos envios de Minas Gerais, principal produtor nacional, para as Centrais de Abastecimento (Ceasas). A informação consta no 11º Boletim Prohort, divulgado nesta terça-feira (25) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo o documento, em outubro houve variação regional. “Em Curitiba, foi verificada alta de 39,02%”, informou a Conab. Já no Rio de Janeiro e em Rio Branco, as retrações foram de 17,01% e 16,56%, respectivamente. No geral, o levantamento aponta estabilidade em comparação a setembro.

A alface apresentou, pelo terceiro mês consecutivo, queda na média ponderada das cotações. De acordo com o Boletim, o recuo foi de 8,77% em agosto, 16,01% em setembro e 7,27% em outubro. A Conab avalia que “a oferta elevada tem pressionado as cotações”, enquanto a demanda menor, como observado na Ceasa de Curitiba durante o período de clima mais frio, também influenciou o cenário.

banana e mamão seguiram a mesma tendência e registraram queda na média ponderada em outubro frente a setembro. No caso da banana, a redução foi de 4,14%, puxada pela maior oferta da variedade prata vinda do norte de Minas, do meio-oeste baiano, do Vale do Ribeira (SP) e do Ceará. A banana nanica, por outro lado, manteve baixa disponibilidade pelo segundo mês consecutivo.

No mercado do mamão, os preços começaram o mês em alta devido à maior demanda e à oferta reduzida. No entanto, após a segunda quinzena, houve recuo. A Conab explica que a queda ocorreu “com a diminuição da procura e o aumento da quantidade ofertada”, favorecido pela elevação das temperaturas. Assim, outubro encerrou com redução de 5,05% frente ao mês anterior.

Cebola, batata, tomate, laranja, maçã e melancia ficaram mais caras em outubro. A cebola voltou a subir após sequência de quedas iniciada em junho. O boletim indica alta de 12,24% na média ponderada em relação a setembro. O volume ofertado aumentou apenas 2% e não impediu o avanço, influenciado pela demanda e pela qualidade da mercadoria.

A batata também apresentou aumento, mesmo com maior volume disponível nas Ceasas. A média ponderada registrou avanço de 19,35% em relação ao mês anterior. A Conab destaca que “a variação ocorreu em quase todas as unidades”, com exceção da Ceasa de Santa Catarina, onde foi registrada queda de 4,63%. Em Curitiba, a alta chegou a 41,66%.

O tomate iniciou outubro com preços mais elevados, mas a ampliação da oferta, principalmente na segunda quinzena, moderou o movimento. Ainda assim, a média ponderada subiu 3,97%. O boletim aponta que o aumento da quantidade disponível já tem refletido em cotações mais baixas no início de novembro.

Entre as frutas, a laranja apresentou alta de 4,3% na média ponderada. No início de outubro, houve maior demanda e menor oferta, enquanto o final do mês foi marcado pela ampliação da colheita e pela queda sazonal na procura. A maçã apresentou pequenas altas e oscilação na comercialização, em um cenário influenciado pela redução dos estoques em câmaras frias.

Para a melancia, o boletim indica mudança nos principais estados fornecedores. A colheita foi finalizada no Tocantins e se aproxima do fim em Goiás, ao mesmo tempo em que São Paulo e Bahia ampliam a produção. A Conab observa que a demanda oscilou em outubro, comportamento comum em períodos de chuva nos principais centros consumidores.

O desempenho das exportações continua positivo. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as vendas externas somaram 1,07 milhão de toneladas entre janeiro e outubro, alta de 31,5% frente ao mesmo período de 2024. A receita totalizou US$ 1,19 bilhão (FOB), variação positiva de 13,47%. A Conab destaca que “o mercado tem registrado volumes superiores aos dos anos anteriores”, principalmente com destino à Europa e à Ásia.





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Boi gordo supera insumos e melhora terminação



Milho e DDG avançam, mas arroba cresce mais



Foto: Canva

A maior valorização do boi gordo em relação ao milho e ao DDG elevou a margem de terminação em Mato Grosso, segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (24). O instituto afirmou que “a diferença de preços entre a arroba e os insumos tem favorecido o resultado do confinamento no estado”.

No acumulado anual de janeiro a outubro, os preços da arroba do boi a prazo e dos insumos voltados à alimentação registraram aumento em Mato Grosso. De acordo com o Imea, o DDG, um dos suplementos mais utilizados na pecuária e composto por 32% de proteína bruta, apresentou alta de 19,97% em comparação ao mesmo período de 2024.

O instituto destacou que o milho também teve avanço expressivo, com elevação de 33,80% no mesmo intervalo e sendo comercializado a R$ 52,21 a saca. Entre os insumos, o caroço de algodão teve a maior variação, com aumento de 83,07%. O relatório aponta que, apesar das altas, o boi gordo a prazo “acompanhou o movimento”, acumulando valorização de 40,10% no período.

O Imea acrescentou que a demanda crescente das indústrias processadoras de milho para produção de etanol tem ampliado o uso do DDG no mercado, movimento relacionado ao custo-benefício do produto. O instituto avaliou que “a procura pelo DDG segue em expansão e tende a manter relevância na alimentação dos rebanhos”.





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semeadura da soja fica abaixo do ritmo de 2024



Crédito limitado atrasa definição de áreas de soja



Foto: Pixabay

A semeadura da soja no Rio Grande do Sul avançou nas últimas semanas, impulsionada pela umidade adequada do solo e pela liberação gradual das áreas antes destinadas às culturas de inverno. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19). Segundo o documento, “a área implantada avançou de 28% para 43% do total projetado”, embora o índice ainda esteja abaixo da média dos últimos cinco anos. No mesmo período de 2024, o percentual era de aproximadamente 50%.

A Emater/RS-Ascar informou que a predominância de condições meteorológicas estáveis permitiu acelerar as operações de campo, apesar de interrupções pontuais provocadas por episódios de instabilidade. O órgão destacou que a emergência das lavouras ocorre de forma uniforme, com “bom estande de plantas e desenvolvimento inicial compatível ao estágio fenológico”.

O informativo também aponta que limitações de crédito e restrições financeiras em algumas regiões retardaram a definição das áreas efetivamente cultivadas. Conforme o relatório, arrendadores e arrendatários negociam ajustes nos valores dos contratos “diante da expectativa de menor retorno por unidade de área na safra atual”.

As práticas de manejo pré-emergente e a dessecação sequencial seguem amplamente utilizadas para o controle de plantas daninhas de difícil manejo, especialmente em áreas que permaneceram em pousio durante o inverno.

Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha no Estado.





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Trigo mantém preços em baixa no Brasil



RS colhe 77% da área de trigo; PR avança a 96%



Foto: Canva

Os preços do trigo permanecem estáveis em baixa no mercado nacional, conforme análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) referente ao período de 14 a 20 de novembro e publicada na quinta-feira (20). De acordo com o relatório, “o Rio Grande do Sul praticando R$ 55,00/saco e o Paraná valores entre R$ 64,00 e R$ 66,00”.

A Ceema aponta que a boa colheita atual contribui para a contenção dos preços, mesmo diante do recuo na área plantada e das quebras registradas no Paraná. A oferta também é influenciada pela produção argentina, que deve alcançar volume elevado. O órgão registra que “enquanto o USDA indica 22 milhões de toneladas, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires fala em 24 milhões”. A expectativa de safra recorde, somada à valorização do Real, tende a favorecer as importações e pressionar as cotações internas.

O mais recente relatório da Conab, divulgado em 13 de novembro, informa que a área nacional destinada ao trigo ficou em 2,44 milhões de hectares, o que representa redução de 20,3% em relação a 2024. A produtividade média é estimada em 3.145 quilos por hectare, e a produção total do país deve alcançar 7,69 milhões de toneladas, ante 7,89 milhões registradas no ano anterior. Segundo o documento, o Paraná deve colher 2,5 milhões de toneladas, o Rio Grande do Sul 3,7 milhões e Santa Catarina 392,3 mil toneladas.

No Rio Grande do Sul, a Emater indica que, até 19 de novembro, a colheita atingia 77% da área, abaixo da média histórica de 89%. No Paraná, o avanço chegou a 96% no início da semana.





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maior oferta pressiona cotações da raiz



Chuvas limitam o avanço da colheita de raiz de mandioca


Foto: Canva

O início da semana passada foi marcado por chuvas intensas em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, contexto que limitou o avanço da colheita de raiz de mandioca.

No entanto, nos dias seguintes, a colheita e a comercialização foram retomadas e intensificadas, sobretudo entre produtores com necessidade de capitalização. Esse cenário acabou ampliando a disponibilidade e gerando pressão sobre os preços da raiz.

Levantamento do Cepea mostra que a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 562,82 (R$ 0,9788/grama de amido) na semana passada, com queda de 0,5% frente à do período anterior. Em termos reais (IGP-DI), houve retração de 18,8% ao longo de 12 meses. 





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