sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Ministro Fávaro destaca modernização do Inmet na comemoração dos 116 anos do instituto


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou, nesta quarta-feira (26), da cerimônia em alusão aos 116 anos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O evento ocorreu na sede do instituto, em Brasília (DF).

Criado pelo Decreto nº 7.672, de 18 de novembro de 1909, o Inmet nasceu como Diretoria de Meteorologia e Astronomia, vinculada ao então Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, com a missão de ampliar a qualidade da produção nacional por meio de informações meteorológicas. O nome atual foi instituído em novembro de 1992, pela Lei nº 8.490.

Responsável por representar o Brasil na Organização Meteorológica Mundial (OMM), o Inmet coordena a rede de observação que integra o Sistema de Vigilância Meteorológica Mundial. Sua atuação envolve a emissão diária de previsões, avisos de tempo severo, boletins agroclimatológicos e a disponibilização de dados em tempo real. As informações fornecidas pelo instituto apoiam ações preventivas de órgãos públicos e setores produtivos, contribuindo para reduzir riscos, mitigar desastres e proteger vidas e recursos.

Durante a cerimônia, o ministro Carlos Fávaro destacou o processo de modernização e fortalecimento institucional. “O Inmet é um órgão de 116 anos que ficou quase duas décadas sem concurso e com estações defasadas. Modernizar não é simples, mas a equipe confiou no processo. Hoje vemos um instituto que recupera sua autoestima e volta a ser motivo de orgulho”, disse.

“Sempre pergunto: como era o seu celular há dez anos? Ele é o mesmo hoje? Não. Então como aceitar que as nossas estações meteorológicas mais modernas também tenham dez anos? Se queremos enfrentar as mudanças climáticas com seriedade, precisamos de tecnologia atualizada, e é isso que estamos fazendo ao modernizar o Inmet”, completou.

“Tenho certeza de que, juntos, trabalhando de mãos dadas, vamos fazer com que o Inmet continue sendo um instituto de excelência e um grande orgulho para todos nós”, destacou o ministro.

Fávaro também comentou sobre a convocação do concurso. “Depois de quase duas décadas sem concurso, já chamamos 80 novos servidores e abriremos mais vagas. Esse reforço de pessoal é fundamental para modernizar o Inmet e garantir que o instituto volte a operar com a capacidade que o Brasil exige”.

O diretor do Inmet, Carlos Jurgielewicz, também ressaltou os avanços recentes. “Depois de 19 anos, conseguimos realizar um novo concurso público para o Inmet, abrindo 80 vagas e já com autorização para ampliar em mais 25% esse número em janeiro de 2026. Esse reforço de pessoal marca uma virada histórica e permite fortalecer a instituição para responder às demandas da meteorologia moderna”.

“Estamos modernizando o Inmet com reformas na sede, novas estações, parcerias estratégicas e a criação de uma sala de situação totalmente atualizada. Esse conjunto de ações vai dar à meteorologia brasileira um novo patamar de impacto e confiança, refletindo o compromisso do ministério e dos servidores com o país”, completou o diretor.

ASSINATURAS Durante o evento, foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Inmet e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com foco em modelagem numérica, previsão de tempo, clima, qualidade do ar e uso de informações de satélites. O objetivo é desenvolver, aprimorar e aplicar sistemas e modelos para apoiar ações de monitoramento climático e atmosférico.

Na ocasião, o ministro Fávaro também assinou a Portaria nº 863, que estabelece as normas de relacionamento entre o Inmet e as fundações de apoio.

 





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Governo federal anuncia mais R$ 3,3 bi para reconstrução do RS


O governo federal anunciou hoje (26) a liberação de mais R$ 3,3 bilhões para a realização de obras de reconstrução do Rio Grande do Sul, afetado por enchentes ocorridas em maio de 2024. Desse montante, R$ 726 milhões serão destinados para a construção de 3949 novas moradias, em 62 municípios gaúchos, com menos de 50 mil habitantes. Na ocasião, também foi realizada a entrega simbólica de 8000 moradias, adquiridas por meio do Programa Compra Assistida, no âmbito do Minha Casa, Minha Vida – Reconstrução.

A modalidade permite que as famílias gaúchas habilitadas sejam atendidas por meio da compra de imóveis novos ou usados, com financiamento do governo federal.

Durante a cerimônia com o anúncio dos investimentos, no Palácio do Planalto, a prefeita do município de Estrela, no Vale do Taquari Carine Schwingel disse que aguardava com grande expectativa a entrega das moradias.

“Não tem como ter o desenvolvimento de uma família se ela não tiver uma base sólida, uma casa construída. É isso o que vemos aqui”, afirmou.

A prefeita disse ainda ser importante o apoio do governo federal para a realização de obras para as pequenas cidades, cujo orçamento é pequeno para a realização de grandes obras.

“A enchente ensinou que a gente precisa ter investimentos na área ambiental para que a gente possa transformar nossos centros urbanos em espaços com soluções baseadas na natureza como base, como pilar e não como luxo”, disse.

“A força do governo federal é transformadora nos municípios e a esperança que temos é de vocês continuarem apoiando a gente”, agradeceu.

Com cerca de 35 mil habitantes, Estrela teve três bairros destruídos pelas enchentes e 1,5 mil famílias tiveram suas casas destruídas. A dona de casa Elga Gomes de Lima foi uma delas. Beneficiária do programa Compra Assistida. Depois de perder a moradia, Elga teve que morar com sua família na casa do sogro. Ela agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela iniciativa.

“A nossa história revela a dura realidade enfrentada por muitas famílias, mas também tem mostrado o seu compromisso [de Lula] com as pessoas do Rio Grande do Sul, nos dando a possibilidade de termos novamente o nosso próprio lar”, disse.

O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que o Compra Assistido foi voltado para as famílias com necessidades mais emergenciais e que as famílias atendidas pelas estratégias de médio prazo, serão beneficiadas com as 3949 novas unidades contratadas que serão entregues a partir de 2026.

“Não tivemos compra assistida em todas os municípios porque tem cidades no Rio Grande do Sul em que não existem imóveis prontos e acabados que podem ser comprados. Então tivemos a necessidade de construí-los”, apontou.

O governo anunciou que mais R$ 571 milhões foram destinados para as cidades de Porto Alegre e São Leopoldo para obras de infraestrutura de adaptação e prevenção de eventos climáticos extremos.

Para Porto Alegre foram destinados R$ 502 milhões que serão usados para a construção de galerias e canais. Já em São Leopoldo são R$ 69,3 milhões para a aquisição de casas de bombas e contrução de redes de galeria no município.

Serão investidos ainda R$ 197,6 milhões para obras de drenagem no estado e outros R$ 13,4 para a realização de obras de contenção de encostas.

O ministro da Integração e Desenvolvimento Nacional, Waldez Góes, disse que a realização das obras mostra que o governo entende a necessidade de levar investimentos para que as cidades enfrentem eventos climáticos extremos.

“A memória da tragédia ainda é viva, mas é maior a coragem do povo gaúcho que vivenciei, durante o ano de 2024, junto com os colegas do governo federal”, disse. “Estes novos investimentos são a renovação do nosso pacto. É a certeza que a solidariedade do primeiro dia se transformou numa ação permanente para um futuro seguro”, conclui Góes.

Segundo o ministro, o governo também está investindo mais de R$ 40 milhões para realizar o mapeamento topográfico e aerofotogramétrico de 186 municípios na região do Rio Guaíba e da Lagoa dos Patos, “para ter informações suficientes para prevenir e mitigar efeitos de novas cheias que possam vir”, disse.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa disse que até o momento, dos R$ 111 bilhões anunciados pelo governo federal para socorrer o estado, já foram aplicados R$ 90 bilhões. O ministro destacou a agilidade do governo no socorro ao estado, após as enchentes. Segundo o ministro, a ação do governo federal virou uma referência para o país de como o governo federal acolhe e trata os desastres ocorridos o território nacional.

“Nunca antes na história desse país um governo federal acolheu tão rápido, de forma tão abrangente e com o volume de recursos aportados pelo governo federal no Rio Grande do Sul”, disse. “Na história do Brasil não tem nada paralelo que possa ser comparado com a ação do governo federal, não só no volume de recursos, mas no tempo de resposta”, concluiu.





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Mercado global de arroz segue pressionado e com ajustes



O IGC informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro


O IGC informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro
O IGC informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro – Foto: Pixabay

A movimentação recente no mercado global de arroz foi marcada por pressão das colheitas e ritmo moderado nas negociações, o que manteve as cotações em queda em diversos centros produtores. O cenário apresentou variações conforme a origem do grão e refletiu também a falta de dados atualizados do órgão agrícola dos Estados Unidos, mencionada por relatórios setoriais.

O Conselho Internacional de Grãos informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro, efeito da atividade mais lenta e de fatores sazonais, embora tenha observado sinais de recuperação após o preço internacional atingir o menor nível em oito anos. A entidade relatou que, na Tailândia, atrasos na colheita da nova safra e expectativas de vendas para a Ásia sustentaram aumento no arroz branco com 5% de quebra. Na Índia, a oferta maior da safra kharif reduziu o valor do arroz branco, enquanto o parboilizado avançou diante da escassez no mercado interno e da procura de países vizinhos. 

Nos Estados Unidos, o relatório destacou que a demanda de compradores do Pacífico Asiático elevou as ofertas do arroz de grão médio ao maior patamar em 15 meses. Paralelamente, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura registrou queda global em outubro, com recuos mais intensos no arroz glutinoso e continuidade da trajetória descendente do Indica, que atingiu o menor nível desde 2019. A instituição mencionou que ampla oferta, forte concorrência e efeitos cambiais mantiveram os valores sob pressão em vários países.

Nas Américas, a tendência permaneceu fraca, enquanto produtores dos Estados Unidos relataram que a confirmação de uma venda ao Oriente Médio trouxe algum otimismo ao segmento de grãos longos. Mesmo assim, a avaliação é que os preços no mercado à vista continuam abaixo do necessário para estimular novas vendas, conforme publicação de representantes do setor.

 





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Preços do boi seguem estáveis em São Paulo



Exportações de carne sobem 41,7% em novembro



Foto: Canva

De acordo com a análise divulgada na terça-feira (25) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, os preços do boi gordo permaneceram estáveis nas praças paulistas. A consultoria apontou que “ainda existia um cenário de indecisão entre os compradores”, com parte deles sem indicar valores para adquirir boiadas, enquanto algumas indústrias ofertaram quantias inferiores às referências. Apesar disso, poucos negócios foram fechados nesses patamares, o que impediu alterações nas cotações das categorias no estado.

Segundo o informativo, “esse cenário de indecisão parece ter sido favorecido por duas notícias” que influenciaram o mercado em menos de uma semana: a retirada da tarifa de 40% sobre a carne bovina brasileira pelos Estados Unidos e a postergação, para 26 de janeiro, da investigação de salvaguarda conduzida pelo governo chinês. As escalas de abate nas praças paulistas estavam, em média, em sete dias.

Na região Sudoeste de Mato Grosso, a oferta de bovinos aumentou, inclusive de animais de pasto. A consultoria informou que, “com o bom volume de vendas de carne, a cotação ficou estável para todas as categorias”. As escalas de abate estavam, em média, em 19 dias.

No Norte do estado, o informativo registrou também estabilidade nas cotações de todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, em 17 dias.

Em relação às exportações de carne bovina in natura, até a terceira semana de novembro foram embarcadas 238,2 mil toneladas, com média diária de 17 mil toneladas. O volume apresenta aumento de 41,7% em relação ao mesmo período de 2024 e já supera o total exportado em novembro do ano passado. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,5 mil, variação positiva de 12,7% na comparação anual.





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Açúcar fecha com forte queda diante de estimativa de maior produção pela Conab


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Os preços do açúcar voltaram a cair fortemente nesta terça-feira (04), pressionados pela revisão para cima das estimativas de produção no Brasil divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O aumento na projeção reforça o cenário de oferta abundante, levando as cotações a operarem pouco acima das mínimas registradas na semana passada.

Em Nova Iorque, o contrato março/26 caiu 0,43 cent (-3,0%), encerrando o pregão a 14,22 cents/lbp. O vencimento maio/26 perdeu 0,38 cent (-2,7%), para 13,85 cents/lbp, enquanto o julho/26 recuou 0,31 cent (-2,2%), a 13,82 cents/lbp. O contrato outubro/26 também fechou em baixa, com queda de 0,27 cent (-1,9%), cotado a 14,09 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o movimento foi semelhante. O contrato dezembro/25 registrou baixa de 990 pontos (-2,3%), a US$ 413,40/tonelada. O vencimento março/26 perdeu 850 pontos (-2,0%), para US$ 406,70/tonelada, enquanto o maio/26 cedeu 780 pontos (-1,9%), negociado a US$ 402,80/tonelada. Já o agosto/26 encerrou o dia em US$ 399,80/tonelada, com queda de 640 pontos (-1,6%).

Segundo análise do Barchart, “os preços do açúcar estão em forte queda hoje, pouco acima das mínimas significativas da semana passada. A pressão vem após a Conab elevar sua estimativa de produção de açúcar no Brasil para a safra 2025/26, de 44,5 milhões de toneladas para 45 milhões de toneladas”.

No relatório divulgado nesta terça-feira, a Conab elevou a projeção de produção de açúcar do Centro-Sul para 41,34 milhões de toneladas, e a do Brasil para 45,02 milhões de toneladas, o que representa um aumento anual de 2%.

De acordo com a companhia, o crescimento reflete o cenário de mercado favorável ao adoçante observado até julho, quando as usinas priorizaram o açúcar diante da rentabilidade superior em relação ao etanol. No entanto, nas últimas quinzenas, o setor tem destinado uma parcela maior da cana ao biocombustível, o que limitou um avanço ainda maior na oferta.

A Conab ressaltou ainda que a menor disponibilidade de cana-de-açúcar na safra atual impede um crescimento mais robusto da produção, apesar do bom desempenho industrial das usinas. Mesmo assim, o aumento estimado reforça a tendência de superávit global e mantém os preços internacionais sob pressão.





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Safra de soja tem avanço e alerta hídrico



Chuvas irregulares afetam semeadura



Foto: USDA

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (24), a semeadura da soja da safra 2025/26 atingiu 98,84% das áreas previstas em Mato Grosso até sexta-feira (21/11), avanço de 2,48 pontos percentuais em relação ao período anterior. O instituto informou que, no comparativo com a safra passada, o percentual está 1,01 ponto abaixo e 0,26 ponto menor que a média dos últimos cinco anos.

Em relação às regiões, o Imea destacou que a Noroeste e a Norte “finalizaram os trabalhos a campo nesta semana”, enquanto as regiões Sudeste e Nordeste permanecem como as mais atrasadas. A análise registrou ainda que as chuvas têm sido “irregulares e mal distribuídas em algumas regiões do estado”, o que tem gerado atenção para o desenvolvimento das lavouras. Nessas áreas, grande parte dos talhões já se encontram nos estádios R1 e R2, fases consideradas “altamente sensíveis ao estresse hídrico”, condição que pode comprometer o potencial produtivo.

O instituto acrescentou que, segundo o NOAA, o volume de chuva acumulado tende a aumentar nas próximas semanas, variando entre 35 e 45 milímetros na maior parte do estado.





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Retirada da tarifa de 40% pelos EUA traz alívio principalmente para o setor de carnes em Goiás


A decisão do governo dos Estados Unidos de retirar a tarifa de 40% sobre produtos como carne, café e frutas foi recebida com otimismo pelo setor agropecuário goiano. É o que afirma o gerente técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Leonardo Machado, ao avaliar o impacto direto da medida no mercado exportador, especialmente para a carne bovina, um dos pilares da economia do estado. Segundo ele, a retirada da tarifa representa um importante respiro para os produtores.

“Principalmente para Goiás o mercado de carnes é um dos mais sensíveis. Os Estados Unidos são um parceiro importante de compra desse produto. Então a federação recebe com bastante felicidade, porque essa situação pode levar o Estado a aumentar o volume de carne exportada”, afirma.

Entre todos os setores, a pecuária goiana deve sentir o impacto mais direto e imediato.

“Quando a gente fala de Goiás, o mercado mais impactado é o da pecuária, uma vez que os americanos são grandes compradores de carne, e Goiás tem nos Estados Unidos um importante destino”, destaca, Leonardo.

No cenário nacional, outros produtos também são favorecidos pela medida como café e suco de laranja, mas esses segmentos não possuem grande peso na economia goiana.

“De forma geral no Brasil, a gente tem o suco de laranja e o café, que são produtos em que Goiás não tem grande participação. Então, quando falamos de impacto, com certeza é o da carne bovina”, reforça.

De acordo com o Ifag a adoção das tarifas pelos EUA havia provocado incertezas entre produtores e exportadores brasileiros.

“Quando entrou em vigor, o primeiro impacto foi a apreensão, apreensão do que poderia ocorrer, dos impactos dessas tarifas não só no mercado americano, mas para outros países. O setor teve de se adaptar, abrir novos mercados. Houve um certo alívio, mas o alívio maior veio agora com essa queda nas tarifas”, comenta.

Apesar da boa notícia, o comportamento do mercado daqui para frente será determinante. “Será que vamos conseguir retomar as relações com os americanos como sempre foi, ou ainda haverá resquícios? Estamos com bastante positividade e efeitos favoráveis, mas é bom observar os próximos passos”, conclui.





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Comissão debate crise do setor leiteiro e prática de concorrência desleal



A reunião será realizada no plenário 6, às 14 horas.


Foto: Divulgação

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (26) audiência pública para discutir a crise enfrentada pelo setor leiteiro e a possível prática de dumping nas importações de leite em pó.

O dumping consiste na venda de produtos a preços abaixo do valor de mercado com o objetivo de eliminar a concorrência.

A reunião será realizada no plenário 6, às 14 horas.

O debate atende a pedido do deputado Domingos Sávio (PL-MG). Ele afirma que o objetivo é ouvir autoridades e representantes do setor para avaliar os impactos econômicos e sociais da queda nos preços pagos ao produtor, do aumento dos custos de produção e do crescimento das importações de leite em pó, especialmente de países do Mercosul.

Domingos Sávio aponta que produtos estrangeiros têm chegado ao mercado nacional com preços inferiores aos praticados internamente, o que pode caracterizar dumping e gerar concorrência desleal contra a produção brasileira.

“A queda acentuada nos preços pagos ao produtor, aliada ao aumento dos custos de produção, tem comprometido a sustentabilidade econômica do setor”, afirma.

O parlamentar observa ainda que o indeferimento, pelo governo federal, do pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para abertura de investigação sobre dumping tem sido criticado por representantes do setor, que defendem medidas de defesa comercial.





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Clima úmido reduz oferta e EUA apontam queda no trigo



Com menor oferta, as exportações devem cair para 8,6 milhões de toneladas


Com menor oferta, as exportações devem cair para 8,6 milhões de toneladas
Com menor oferta, as exportações devem cair para 8,6 milhões de toneladas – Foto: Divulgação

A produção de trigo deve recuar na próxima temporada por causa de condições climáticas desfavoráveis e mudanças no perfil de cultivo no país da Ásia Central. Após meses de chuvas acima do normal e temperaturas mais baixas, agricultores reduziram a área dedicada ao cereal e priorizaram oleaginosas com maior retorno financeiro.

Segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro do departamento de agricultura dos Estados Unidos, a colheita de trigo está projetada em 15,5 milhões de toneladas, cerca de 1 milhão a menos que no ciclo anterior. O excesso de umidade elevou o risco de perdas e piorou a qualidade dos grãos, o que também atrasou a retirada das lavouras em algumas regiões. Técnicos do órgão observam que parte do volume afetado poderá ser destinada à formulação de ração animal.

Com menor oferta, as exportações devem cair para 8,6 milhões de toneladas, redução de 1,6 milhão em relação ao período anterior. Ainda assim, o país vem ampliando rotas alternativas. Entre maio e setembro, foram embarcadas 17 mil toneladas para o Vietnã por meio de um corredor contínuo de contêineres, modelo que tende a ganhar espaço graças a subsídios ao transporte.

A diversificação dos destinos inclui também o envio de farinha. Veículos locais registraram a primeira remessa do produto aos Estados Unidos, resultado de uma iniciativa apoiada por uma agência governamental de promoção comercial. O mercado chinês, porém, apresentou comportamento misto. As vendas de trigo em grão recuaram após mudanças no tratamento tributário das zonas econômicas, enquanto as exportações de farinhas de trigo e cevada avançaram com preços competitivos e isenções vigentes.





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safra 25/26 registra avanço no custo total



COE e COT do milho avançam, diz Imea



Foto: Canva

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (24), o projeto CPA-MT estimou em outubro de 2025 que o custeio da safra 2025/26 de milho alcançou R$ 3.305,13 por hectare, variação de 2,12% frente à temporada anterior. De acordo com o levantamento, “esse acréscimo é resultado da elevação de 2,84% nas despesas com insumos”, que representam 88,41% do custo total.

O Imea informou que o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 4.791,30 por hectare, enquanto o Custo Operacional Total (COT) chegou a R$ 5.379,10 por hectare, com aumentos anuais de 3,90% e 4,51%. Segundo a análise, esse movimento foi influenciado “pelo crescimento dos gastos com pós-produção e pelo aumento nas depreciações”, que registraram avanço de 10,05% em relação à safra 2024/25.

O instituto apontou ainda que o custo de oportunidade foi estimado em R$ 1.327,82 por hectare, alta de 40,21%. O indicador, que “representa o rendimento que o produtor deixa de ganhar por manter o capital imobilizado”, reflete a valorização dos bens utilizados na atividade e o cenário de juros mais elevados no país. Com isso, o custo total da safra 2025/26 foi calculado em R$ 6.706,92 por hectare, aumento de 10,05% na comparação com a temporada anterior.





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