segunda-feira, março 9, 2026

Política & Agro

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Produtores intensificam colheita de mandioca


A cultura da mandioca segue em desenvolvimento e colheita em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Santa Rosa, a área cultivada soma 6.329 hectares, com produtividade inicial estimada em 17.052 quilos por hectare. Segundo o informativo da Emater/RS-Ascar, “a cultura apresenta bom desenvolvimento, plantas sadias e manejo adequado nas áreas cultivadas”. A colheita avança gradualmente e já alcança cerca de 15% da área.

Ainda conforme o levantamento, a qualidade do produto destinado ao consumo é considerada adequada, enquanto os produtores mantêm o controle de plantas invasoras nas lavouras. As agroindústrias que processam mandioca descascada e congelada operam com estoques considerados satisfatórios, com preços de R$ 7,50 por quilo.

Na comercialização direta ao consumidor, a mandioca com casca é vendida a cerca de R$ 6,00 por quilo. Já o produto descascado varia entre R$ 8,00 e R$ 12,00 por quilo, dependendo do ponto de venda. Também há oferta de produtos congelados oriundos de unidades familiares, com preços entre R$ 5,50 e R$ 7,00 por quilo.

Na região administrativa de Soledade, a cultura encontra-se nas fases de desenvolvimento vegetativo e formação de raízes. O início da colheita já foi registrado em áreas com variedades de ciclo precoce.

Na região de Lajeado, no município de Cruzeiro do Sul, a mandioca está em fase de colheita e comercialização. De acordo com o informativo da Emater/RS-Ascar, houve leve atraso em relação ao ano anterior, e a colheita deve se intensificar ao longo deste mês conforme o ritmo das vendas. O levantamento aponta ainda que as plantas apresentam desenvolvimento regular e sanidade nas áreas cultivadas. O preço recebido pelo agricultor está em torno de R$ 40,00 por caixa de 22 quilos.





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Massa de ar frio marca primeiro frio do outono


Uma massa de ar polar deve provocar queda de temperaturas no centro-sul do Brasil nos próximos dias, marcando o primeiro episódio de frio do outono meteorológico. As informações são do serviço de meteorologia Meteored.

De acordo com a análise da Meteored, enquanto o outono astronômico começa em 20 de março, às 11h45, o outono meteorológico compreende o período entre 1º de março e 31 de maio. Segundo a instituição, “essa divisão trimestral facilita o monitoramento, a organização e a comparação de dados históricos de temperatura, precipitação e outros elementos climáticos”.

Ainda conforme a análise, o outono é considerado uma estação de transição, reunindo características do verão e do inverno. Mapas climatológicos do Instituto Nacional de Meteorologia indicam redução gradual das temperaturas no centro-sul e diminuição das precipitações no Brasil central e no Sudeste, regiões que passam por período seco durante o inverno.

Segundo a Meteored, as condições meteorológicas devem se aproximar gradualmente das características típicas do inverno. A instituição ressalta que “ao contrário do que vem sendo veiculado em algumas mídias digitais, este frio não será extremo ou fora do comum”.

Entre sexta-feira (6) e sábado (7), uma frente fria deve se formar e provocar chuvas irregulares na Região Sul. Conforme a previsão da Meteored, em algumas áreas as precipitações podem ocorrer em forma de tempestades, enquanto em outras localidades pode não haver registro de chuva.

Nas áreas onde houver precipitação, as temperaturas máximas devem diminuir. Ainda assim, a massa de ar quente que atua entre o Paraguai e o oeste das regiões Sul e Centro-Oeste permanece até domingo (8), com possibilidade de temperaturas superiores a 40°C.

No domingo (8), a frente fria deve atuar entre Santa Catarina e o Sudeste. De acordo com a Meteored, a massa de ar frio poderá provocar mínimas em torno de 10°C nas serras gaúcha e catarinense, enquanto no restante do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e centro-leste do Paraná as temperaturas ao amanhecer devem ficar próximas de 15°C.

Durante a tarde, a sensação de frio deve ocorrer principalmente em áreas de maior altitude no leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Nas demais regiões, as temperaturas voltam a subir ao longo do dia.

A partir de segunda-feira (9), a massa de ar frio deve ganhar força. Segundo a Meteored, as mínimas próximas de 10°C devem permanecer nas áreas serranas da Região Sul, enquanto valores em torno de 15°C devem abranger uma área maior entre as regiões Sul, parte do Sudeste e do Centro-Oeste durante o amanhecer.

A massa de ar quente perde intensidade e as temperaturas máximas devem ficar abaixo da média em várias áreas do país, influenciadas tanto pela atuação do ar frio quanto pela presença de chuvas. Em áreas das serras gaúcha e catarinense, as temperaturas podem registrar até 8°C abaixo da média.

Nessas regiões, a amplitude térmica deve ser reduzida, e as temperaturas máximas podem não ultrapassar 14°C ao longo do dia.

A terça-feira (10) tende a ser o dia mais frio do período. De acordo com a Meteored, as mínimas entre 10°C e 12°C devem persistir em áreas elevadas e alcançar também a faixa leste do Sudeste.

As temperaturas máximas devem variar entre 18°C e 21°C em uma área que inclui o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e a faixa leste de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Esse padrão de temperaturas mais baixas deve permanecer até quarta-feira (11). Já na quinta-feira (12), a atuação do frio deve ficar restrita às áreas mais elevadas da faixa leste entre as regiões Sul e Sudeste.





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Expodireto Cotrijal 2026 abre com estrutura ampliada e expectativa de movimentar o agro


A Expodireto Cotrijal 2026 começa nesta segunda-feira, 9 de março, em Não-Me-Toque (RS), e segue até sexta-feira, 13 de março, reunindo fabricantes de máquinas, bancos, cooperativas e empresas de insumos em um momento decisivo para o agronegócio. A feira volta a ser observada como um importante termômetro do investimento rural no país.

Realizado desde 2000, o evento chega à nova edição em um cenário de maior cautela no campo. Após safras marcadas por custos elevados, crédito mais restrito e rentabilidade pressionada, produtores devem adotar postura mais seletiva, especialmente diante de preços internacionais mais acomodados para soja e milho e de juros ainda altos.

Na edição de 2025, a feira movimentou cerca de R$ 7,9 bilhões em negócios, com destaque para financiamentos de máquinas agrícolas, estruturas de armazenagem e ferramentas de agricultura de precisão. O resultado mostrou recuperação em relação ao ano anterior, mas também reforçou uma mudança no perfil dos investimentos, cada vez mais concentrados em eficiência e retorno prático.

Em 2026, a expectativa é de que a demanda se concentre em tecnologias capazes de elevar a produtividade e reduzir custos operacionais. Soluções voltadas à conectividade no campo, monitoramento digital de lavouras e aplicação mais precisa de insumos tendem a ganhar espaço, enquanto investimentos maiores podem ser adiados.

Com cerca de 600 expositores em uma área de 131 hectares, a Expodireto funciona como uma vitrine de negócios e tendências do agro. Além da exposição de tecnologias, a presença de bancos e cooperativas transforma o parque em um centro de negociações, com operações fechadas diretamente no local durante os cinco dias de evento.

A feira também tem peso estratégico para o mercado por reunir tradings, cooperativas exportadoras e visitantes estrangeiros. Durante o encontro, são frequentes tratativas envolvendo compra futura de grãos, barter e contratos de fornecimento, o que reforça o papel da Expodireto como um dos principais pontos de encontro do calendário agrícola nacional.

Entre as novidades da edição está o novo traçado da ERS-142, em frente ao parque. A mudança, em um trecho de cerca de dois quilômetros, altera o acesso aos estacionamentos e deve permitir a ampliação da área da feira em 42 mil metros quadrados, com previsão de uso já na edição de 2027.

O público contará com três estacionamentos e cerca de 12,5 mil vagas. O valor é de R$ 50 por dia ou R$ 220 para os cinco dias. Os estacionamentos abrem às 7h, enquanto o acesso ao parque, que é gratuito, ocorre das 8h às 18h.

Na área de alimentação, a feira terá três pontos de almoço, além de espaços para lanches, totens de autoatendimento e venda antecipada pela internet. O almoço custará R$ 55 para adultos e R$ 35 para crianças de 8 a 12 anos, com bebida incluída. O parque também contará com produtos da agricultura familiar e pontos de venda de picolés.

 





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Importações moderam ritmo de alta no mercado de feijão



Importações moderam ritmo de alta no mercado de feijão


Importações moderam ritmo de alta no mercado de feijão
Importações moderam ritmo de alta no mercado de feijão – Foto: Pixabay

A chegada de feijão importado ao mercado brasileiro tem provocado ajustes no ritmo das negociações e na formação de preços no curto prazo. Parte desse movimento está ligada ao tempo necessário entre a compra do produto no exterior e sua efetiva entrada no circuito comercial no Brasil, processo que envolve verificações técnicas antes da liberação para venda.

Segundo informações do Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe), parte do feijão que começa a ser nacionalizado agora foi adquirida há cerca de dez a quinze dias. Esse intervalo ocorre porque os lotes passam por análises de resíduos antes de ganhar fluidez no mercado interno. O procedimento está ligado a práticas de compliance adotadas por importadores para evitar riscos regulatórios.

Um dos pontos observados envolve o glifosato. No Brasil, o produto não possui registro para dessecação pré-colheita do feijão e órgãos técnicos alertam que esse tipo de uso é proibido. Do ponto de vista regulatório, a Anvisa mantém uma monografia que estabelece definições de resíduo e limites máximos permitidos para a substância, o que reforça a cautela de empresas que optam por realizar análises antes de distribuir o produto.

No mercado, a entrada desse feijão-preto importado com custos definidos ainda no ano passado tem efeito direto sobre os preços. O produto tende a funcionar como uma espécie de referência ou teto psicológico, reduzindo a velocidade de eventuais valorizações no curto prazo. Ainda assim, o Ibrafe avalia que o movimento não altera a tendência estrutural quando a oferta interna está ajustada e há necessidade de reposição.

Relatos de comerciantes da região dos Campos Gerais indicam que produtores têm resistido a ofertas consideradas baixas. A percepção no setor é de que tentar adquirir volumes a preços menores neste momento tende a não avançar nas negociações.

As avaliações se aplicam tanto ao feijão-carioca quanto ao feijão-preto. Em relação à Argentina, também citada nas negociações recentes, a leitura do mercado é que exportadores do país vizinho acompanham os preços pagos pelo Brasil e não têm incentivo para liquidar estoques com valores reduzidos.





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Greve na Petrobras alcança plataformas próprias da petroleira no pré-sal de…


Logotipo Reuters

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 18 Dez (Reuters) – A greve dos petroleiros da Petrobras teve a adesão de trabalhadores em todas as suas unidades próprias na Bacia de Santos, incluindo as unidades do campo de Búzios, no pré-sal, disse o secretário-geral da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Adaedson Costa, à Reuters, nesta quinta-feira.

Ele citou que as unidades P-66, P-67, P-68, P-69, P-70 e P-71 estão entre unidades de Santos com adesão dos grevistas da Petrobras, além das unidades próprias que operam em Búzios, o maior campo do Brasil.

Em nota, a Petrobras reiterou nesta quinta-feira que equipes de contingência seguem mobilizadas e que a paralisação não gera impacto na produção e no abastecimento do mercado.

Costa disse à Reuters que a FNP, que tem quatro sindicatos filiados, está avaliando se há eventuais impactos na produção. Ele também explicou que as plataformas afretadas que atuam no pré-sal operam com mão de obra terceirizada, por isso não participam da greve.

(Por Marta Nogueira)

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Tecnologia amplia proteção no tratamento de sementes


O tratamento de sementes é uma prática amplamente utilizada no manejo inicial das lavouras, contribuindo para proteger as plantas contra doenças e pragas logo nas primeiras fases de desenvolvimento. A adoção de tecnologias voltadas a essa etapa tem ganhado relevância por favorecer o estabelecimento das culturas e reduzir perdas produtivas no campo.

Uma solução voltada a esse manejo teve recentemente sua bula ampliada para novas culturas e alvos biológicos. O fungicida Torino®, da Sipcam Nichino Brasil, passou a contemplar mais 11 cultivos e dois nematoides de importância agrícola. Entre eles estão o nematoide-das-lesões Pratylenchus zeae, no milho, e o nematoide-das-galhas Meloidogyne incógnita, na soja. A ampliação também inclui algodão, amendoim, aveia, canola, centeio, cevada, ervilha, girassol, pastagem, sorgo e triticale.

De acordo com o engenheiro agrônomo Iago Carraschi, da área de Pesquisa e Desenvolvimento da Sipcam Nichino, o produto já vinha sendo utilizado por produtores de soja, arroz irrigado, feijão, milho e sorgo desde seu lançamento, há cerca de três anos. A empresa também avalia a possibilidade de obter novos registros para a tecnologia nos próximos meses.

Segundo o especialista, a solução apresenta recomendações para doenças relevantes em diferentes culturas. Na soja, o produto é indicado para controle de podridão-da-semente, phomopsis, mancha-púrpura, antracnose, podridão aquosa e mofo-branco. No milho e no trigo, atua contra bolor-azul, podridão-do-colmo, helmintosporiose e brusone. Já no algodão, a bula ampliada inclui doenças como tombamento, mofo-branco e ramulose.

 





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Agricultura conservacionista ganha escala com o Programa AISA e redesenha a…


A conclusão da primeira fase do Programa Ação Integrada de Solo e Água (AISA) destaca os resultados
obtidos pelos 17 projetos realizados no PR e MS desde 2021, uma iniciativa da Itaipu Binacional em
parceria com a Embrapa, IDR-Paraná (Iapar-Emater), FAPED e USP/Esalq.

O Programa Ação Integrada de Solo e Água (AISA), realizado entre 2021 e 2025 pela Itaipu Binacional, consolidou uma das mais abrangentes iniciativas brasileiras de integração entre ciência, agricultura e segurança hídrica. Atuando na Área de Contribuição Hídrica Incremental do Reservatório de Itaipu (Área Incremental) – que é de aproximadamente 147.000 km² e abrange 228 municípios no Paraná e no Mato Grosso do Sul – Itaipu articulou uma rede nacional de instituições científico-tecnológicas e de ensino com mais de 390 pessoas trabalhando em torno de uma agenda comum: produzir mais, com mais rentabilidade econômica, conservar melhor e garantir água de qualidade e segurança hídrica, essencial não apenas para a continuidade da agricultura e da produção de alimentos, fibras e bioenergia, mas também para a geração de energia hidrelétrica que abastecerá Brasil e Paraguai nas próximas décadas.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, explica que o AISA representa um novo patamar de integração entre produção e conservação. “A matéria-prima da produção de energia em Itaipu é a água, que precisa se infiltrar pelo solo por dezenas de milhões de hectares entre o Paraná e Mato Grosso do Sul, até chegar ao reservatório de Itaipu. Um caminho que encontra diferentes desafios para os pesquisadores, mas uma feliz convergência: o que é bom para a produção de energia também beneficia a agropecuária, um motor de desenvolvimento tecnológico e social. Quando garantimos solo saudável, água limpa e manejo sustentável, fortalecemos o agricultor, protegemos o território e asseguramos a longevidade energética da Itaipu”, afirma. “Um programa robusto como o AISA é decisivo porque une ciência de ponta, inovação e apoio direto a quem produz no campo, e isso gera benefícios para toda a sociedade”, complementa. A primeira fase do AISA, concluída agora em dezembro, teve a duração de quase cinco anos e contou com a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (antigo Iapar–Emater, agora IDR-Paraná, Iapar-Emater), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (USP/Esalq), e da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (FAPED).

Ao longo da execução, mais de 90 mil pessoas, entre produtores, técnicos, gestores públicos e cooperativas, foram impactadas pelos 17 projetos, sendo 16 de Pesquisa e Transferência de Tecnologias e um de Gestão da Informação e do Conhecimento, que realizaram ações de transferência, capacitação, dias de campo, materiais técnicos e monitoramentos realizados em propriedades reais. O resultado é um conjunto de tecnologias validadas que melhora a infiltração de água no solo, reduz a erosão, conserva as florestas fluviais ou matas ciliares, aumenta a estabilidade produtiva e a resiliência agrícola frente a eventos climáticos extremos, tanto estiagens, quanto excesso de chuvas. Benefícios que alcançam toda a cadeia agroindustrial e protegem o reservatório de Itaipu contra assoreamento e poluição.

Segundo Hudson C. Lissoni Leonardo, Engenheiro Sênior da Itaipu, idealizador e coordenador-geral do AISA, os resultados demonstram que ciência aplicada e governança territorial são determinantes para conciliar produtividade e sustentabilidade. “A Itaipu avança em uma agenda inédita para o setor elétrico brasileiro: integrar ciência, agricultura conservacionista e governança territorial para garantir a segurança hídrica do presente e do futuro”, afirma Leonardo.

Foram entregues mapeamentos inéditos de solos, ferramentas de diagnóstico de manejo conservacionista, dados e informações de monitoramento climático e hidrossedimentológico, tecnologias e recomendações para sistemas produtivos sustentáveis, ações de saneamento rural e alcançados resultados como novos parâmetros testados e validados, maior estabilidade produtiva ao longo dos anos, melhor rentabilidade econômica, aumento acumulado de produtividade em médio e longo prazo em cobertura permanente e manejo adequado, com efeitos sinérgicos na estabilidade de produção agropecuária, recarga de aquíferos freáticos livres e produção de água, reflexo da melhor qualidade física dos solos e melhores condições de infiltração de água. Além de ter tido influência direta na proposta de política pública nacional ZARC Níveis de Manejo, que passa a considerar níveis de manejo conservacionista na concessão do seguro rural em um projeto-piloto no Paraná na safra 2025/2026.

De acordo com Alexandre Hoffmann, gerente-adjunto de Portfólios e Programas de PD&I da Embrapa, a parceria com a Itaipu Binacional é estratégica, tanto pelos temas e resultados que se materializam ano a ano nos trabalhos executados nos estados do PR e MS quanto pelo fato de proporcionar a abordagem, por meio de duas empresas públicas, em questões cruciais para a sustentabilidade da agricultura, servindo de referência para todo o Brasil e para outros países no manejo do solo e da água. “O AISA I é um nítido exemplo de sucesso, pela sinergia entre nossas equipes e com os agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e produtores rurais em um expressivo número de municípios e também por abrir espaços para que essa parceria se mantenha ativa ainda por longo tempo, já que são ações de PD&I que requerem estudos de longo tempo para avaliação do efetivo impacto. O Workshop realizado em abril de 2025 foi um momento em que essas constatações ficaram ainda mais visíveis, com o aval da Diretoria da Embrapa e dos gestores das Unidades para que as ações em curso se fortaleçam e novas abordagens alinhadas aos interesses em comum entre Itaipu e Embrapa gerem ainda mais impactos positivos para a sociedade”, destaca Hoffmann.





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Minas Gerais alcança US$ 19,8 bilhões em exportações do agro


As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram US$ 19,8 bilhões em 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 1997. O resultado confirma o desempenho positivo observado ao longo do ano e mantém o setor como o principal responsável pelas vendas externas do estado, segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

De acordo com a Seapa, no acumulado de janeiro a dezembro, a receita das exportações do agronegócio mineiro registrou crescimento de 15,5% em comparação com o mesmo período de 2024. Os embarques de produtos agropecuários responderam por 43,5% da pauta exportadora de Minas Gerais. Em volume, no entanto, houve recuo de cerca de 5%, com o envio de 16,2 milhões de toneladas.

A análise aponta que a pauta exportada foi composta por aproximadamente 650 produtos agropecuários, destinados a 178 países. Os principais mercados foram China, com US$ 4,6 bilhões, Estados Unidos, com US$ 1,9 bilhão, Alemanha, com US$ 1,8 bilhão, além de Itália e Japão, ambos com US$ 1 bilhão em compras de produtos mineiros.

O complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, apresentou queda de 9,8% na receita e de 1,2% no volume exportado. Ainda assim, o segmento movimentou US$ 2 bilhões, com embarque de 4,7 milhões de toneladas. Já o complexo sucroalcooleiro registrou retração de 20% em relação ao ano anterior, alcançando receita de US$ 2 bilhões, com volume exportado de 4 milhões de toneladas.

O segmento de carnes, que engloba bovina, suína e de frango, atingiu o maior valor exportado de toda a série histórica. Segundo a Seapa, o setor somou US$ 1,85 bilhão em receitas, consolidando “o melhor desempenho já observado”, com volume de 513 mil toneladas embarcadas.

Queijos e doce de leite garantiram a liderança de Minas Gerais nas exportações desses produtos em relação a outros estados. A análise destaca que “os dados demonstram não apenas crescimento em receita, mas uma reconfiguração qualitativa do posicionamento internacional dos derivados mineiros”. As exportações de queijos totalizaram US$ 10 milhões, enquanto o doce de leite alcançou receita de US$ 838 milhões.





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Pastagens evoluem com chuvas e calor no RS


As pastagens apresentaram evolução favorável em grande parte do Rio Grande do Sul nas últimas semanas, impulsionadas por chuvas regulares, umidade adequada do solo e temperaturas elevadas. Segundo a Emater/RS-Ascar, esse conjunto de fatores “favoreceu o desenvolvimento das pastagens gens”, com boa resposta das plantas às adubações de cobertura, especialmente as nitrogenadas, resultando em rebrota e aumento da produção de massa verde. Áreas de campo nativo e de pastagens agensimplantadas seguem em desenvolvimento vegetativo, com melhoria na oferta e na qualidade da forragem.

Na região administrativa de Bagé, as pastagens de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão registraram crescimento consistente, beneficiadas pela umidade e pela radiação solar. A Emater/RS-Ascar informa que áreas implantadas de forma escalonada já estão disponíveis para pastejo, enquanto as mais recentes estão sendo preparadas para a entrada dos animais a partir da segunda quinzena de janeiro. Em Hulha Negra e Aceguá, a oferta de trevo e cornichão é considerada suficiente tanto para pastejo direto quanto para fenação ou colheita de sementes. Em Candiota, produtores relatam problemas associados a derivados de herbicidas utilizados em culturas de soja.

Na região de Caxias do Sul, a redução da umidade do solo contribuiu para o manejo das pastagens e para a execução de trabalhos nas mangueiras. De acordo com a Emater/RS-Ascar, áreas com elevada presença de trevo-branco receberam manejo preventivo “para evitar casos de timpanismo em bovinos”, tendo, em algumas propriedades, uso associado de monensina.

Em Erechim, as chuvas consecutivas limitaram o desempenho das espécies forrageiras, com redução do crescimento em função da menor fotossíntese. Ainda assim, as pastagens anuais de verão mantiveram oferta de forragem considerada suficiente para o pastel.

Nas regiões de Ijuí, Frederico Westphalen, Pelotas e Santa Maria, as forrageiras anuais e as perenes de verão apresentam elevada produção de massa verde, boa qualidade e rápida rebrota após o pastel. Segundo a Emater/RS-Ascar, esses fatores garantem “volume suficiente para o pastel”, associado ao manejo adequado das pastagens e dos piquetes.

Na região de Soledade, foram observadas altas taxas de crescimento das pastagens anuais e perenes de verão. No campo nativo, ocorre o desenvolvimento de leguminosas nativas, com destaque para o pega-pega, identificado pela Emater/RS-Ascar como espécie de “bom valor proteico” e atualmente em período de disseminação de sementes.

Em Santa Rosa, tanto no campo nativo quanto nas gramíneas perenes, houve incremento rápido da área foliar, elevando a disponibilidade de forragem e gerando sobra de pasto em propriedades. Após chuvas intensas registradas em 29 de dezembro, piquetes pastejados com excesso de umidade, compactação do solo, redução de plantas e menor rebrota. Com o retorno do tempo firme e da insolação, foram intensificados os trabalhos de roçada, fenação e produção de pré-secado, embora a Emater/RS-Ascar aponte que, em diversas áreas, o atraso dessas práticas encontradas em maior proporção de talos em relação às folhas.





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Verão e tecnologia elevam produção agropecuária na Bahia


O verão reúne condições consideradas favoráveis ao desenvolvimento de diversas culturas agrícolas na Bahia, como soja, milho, feijão, arroz, algodão e café. De acordo com informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), o período se caracteriza pela alta luminosidade, temperaturas elevadas e boa distribuição de chuvas, fatores essenciais para o crescimento das plantas. A pasta destaca que a atenção às condições climáticas também é fundamental para a pecuária, uma vez que grande parte do território baiano está localizada na região do semiárido.

Segundo a Seagri, o acompanhamento constante das previsões meteorológicas é uma das principais orientações aos produtores para garantir melhores resultados no verão. Entre as ferramentas disponíveis, o órgão aponta o aplicativo ZARC – Plantio Certo, que permite o acesso às informações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, indicando as melhores épocas de plantio para mais de 43 culturas e os diferentes níveis de risco associados a eventos meteorológicos.

A secretaria informa ainda que estratégias como a integração lavoura-floresta, o plantio direto com manutenção da palhada no solo e o uso de cultivares geneticamente melhoradas contribuem para a conservação da umidade e para maior tolerância das lavouras à seca.

Na pecuária, o clima segue como um dos principais fatores que influenciam a produtividade. De acordo com o assessor técnico da Seagri, Paulo Emílio Torres, “Especialmente pelo fato de que cerca de 80% do território do Estado está inserido na faixa do semiárido, realidade que historicamente moldou os sistemas produtivos e a forma de convivência com o clima. Essa característica impõe desafios, mas também consolidou um modelo de produção baseado na adaptação, resiliência e planejamento”.

Para o gestor, a convivência com o semiárido permanece como a principal estratégia para a sustentabilidade da atividade pecuária no estado. “Em anos com maior volume de chuvas, torna-se fundamental que os produtores estejam preparados para ampliar a produção e o armazenamento de alimentos, como silagens, fenos e forragens estratégicas, criando reservas capazes de sustentar os rebanhos em períodos menos favoráveis”, destaca.

Em anos de menor precipitação, conforme a avaliação da Seagri, a manutenção da produtividade depende do uso dessas reservas alimentares, aliado à adoção de espécies forrageiras adaptadas, manejo adequado dos rebanhos, tecnologias para o uso eficiente da água e práticas sustentáveis.





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