sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Competitividade do café brasileiro cai nos EUA com tarifa preservada



EUA manteve as sobretaxas específicas de 40% que incidem sobre o café



Foto: Divulgação

Na última semana, o governo norte-americano retirou a tarifa de 10% que havia sido aplicada de forma ampla às importações desde abril deste ano. No entanto, manteve as sobretaxas específicas de 40% que incidem sobre o café brasileiro, o que gerou apreensão no setor exportador nacional.

Segundo dados divulgados pelo Cepea, essa manutenção tende a reduzir a competitividade do café do Brasil nos Estados Unidos, ao passo que outros países concorrentes obtiveram reduções significativas ou eliminação total de barreiras comerciais. A diferença de tratamento compromete o posicionamento estratégico do Brasil no mercado norte-americano.

Ainda de acordo com o Cepea, agentes do setor manifestaram preocupação com o risco de substituição estrutural do café brasileiro no padrão de consumo dos EUA. A continuidade dessa política tarifária pode levar empresas importadoras e redes de varejo a consolidar novos fornecedores, comprometendo a recuperação futura da participação brasileira.

Por outro lado, a retirada da tarifa geral de 10% pode indicar uma tentativa de distensionamento nas relações comerciais entre os dois países. Contudo, a permanência da taxa elevada sobre o café sinaliza que o Brasil ainda enfrenta vulnerabilidade no acesso ao mercado norte-americano, o que pode pressionar os embarques e os preços de exportação.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que, na parcial da safra 2025/26, de julho a outubro, os Estados Unidos perderam a posição de principal destino do café brasileiro, sendo superados pela Alemanha. A Itália ocupa o terceiro lugar, mas se aproxima dos volumes comprados pelos norte-americanos.

 





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Pesquisa aponta impacto surpreendente do arroz com feijão



A repercussão chegou ao setor produtivo


A repercussão chegou ao setor produtivo
A repercussão chegou ao setor produtivo – Foto: Canva

Uma nova análise sobre alimentação e bem-estar mostra como escolhas simples do dia a dia podem influenciar a qualidade de vida e o impacto ambiental. Pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro calcularam o efeito de alimentos comuns na saúde e apontaram ganhos quando o tradicional arroz com feijão está presente na rotina.

A repercussão chegou ao setor produtivo. A Josapar afirmou que os resultados reforçam a relevância de um hábito difundido entre famílias brasileiras, contextualizando que a combinação oferece equilíbrio nutricional. A empresa, responsável por diversas marcas e com longa trajetória no mercado, ampliou a oferta de produtos como arroz integral, parboilizado, multigrãos, orgânico, versões semiprontas e diferentes tipos de feijão para acompanhar mudanças de consumo sem abrir mão do foco no alimento natural.

“Esse é um dado científico que traduz o que as famílias brasileiras já sabem há gerações; o arroz e o feijão formam uma base alimentar completa, acessível e sustentável. É uma combinação que atravessa o tempo porque entrega sabor, energia e equilíbrio nutricional”, afirma Janaína Coelho da Silva Paiva, coordenadora de comunicação e marketing da Josapar.

A pesquisa também mostra contraste entre ultraprocessados, que reduzem minutos de vida saudável, e alimentos de origem vegetal, que apresentam desempenho positivo na saúde e no ambiente. Para a Josapar, a valorização desses itens é parte de um caminho que busca um sistema alimentar mais acessível e equilibrado, conforme indicado em suas declarações. “Garantir o acesso contínuo a alimentos básicos e nutritivos é um dos grandes desafios do futuro. Valorizar o arroz e feijão é valorizar o alimento brasileiro em sua forma mais pura — aquele que alimenta, conecta e traz saúde de verdade”, completa Janaína.

 





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Setor leiteiro do Sul pede socorro diante de importações e superoferta



Setor pressiona governo por medidas



Foto: Pixabay

Segundo dados divulgados pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), o Rio Grande do Sul registrou um aumento de 12% na produção de leite em 2025. Santa Catarina e Paraná também apresentaram crescimento médio de 7% na produção no campo. Esse cenário resulta em uma superoferta que, somada ao avanço das importações, amplia os desafios econômicos enfrentados pelos produtores.

Representantes do setor dos três estados, reunidos em Florianópolis (SC), defenderam a adoção de uma política nacional de apoio ao segmento, com foco na regulação do mercado e na preservação da competitividade da produção nacional. “Temos que unificar o discurso e pedir para o governo adotar uma política de apoio ao segmento leiteiro. Seguimos lutando por isso”, afirmou o secretário Executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini.

Entre as propostas apresentadas está a compra, por parte do governo federal, de 100 mil toneladas de leite em pó destinadas a programas sociais e ao abastecimento de escolas públicas. A medida busca aliviar o excedente no mercado interno e garantir renda aos produtores, especialmente os de menor porte, mais vulneráveis às variações de preço.

Outro ponto central da pauta é a revisão das licenças de importação de lácteos, como leite em pó e queijos. Atualmente operando em sistema automático, a liberação de importações tem favorecido a entrada de produtos estrangeiros em volume crescente. O setor defende a adoção de mecanismos que limitem esse fluxo, de modo a proteger a produção nacional.

A reunião também contou com a participação de representantes do Mato Grosso do Sul, reforçando a articulação regional em torno do tema. O aumento das importações tem sido uma preocupação recorrente em diferentes fóruns do agro, por representar uma concorrência direta com os produtores locais, muitas vezes em condições desiguais de custos e subsídios.

 





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Algodão ganha força com demanda interna



Desempenho indica uma retomada relevante nos embarques



Foto: Canva

O mercado de algodão em pluma mostra sinais de resistência em meio às movimentações estratégicas de vendedores e compradores. De acordo com o Cepea, produtores estão atentos à boa performance das exportações brasileiras e priorizam o cumprimento de contratos internos, evitando liquidações abaixo do esperado.

Do lado da demanda, compradores se antecipam ao encerramento das atividades de 2025 e já buscam ajustar os estoques para o início de 2026. A preferência é por plumas de melhor qualidade, o que tem mantido certa sustentação nos preços, mesmo em um ambiente de incertezas externas.

No cenário internacional, as exportações brasileiras somaram 244 mil toneladas na primeira quinzena de novembro. Embora o volume represente queda de 18,5% em relação a todo o mês de novembro de 2024 — que totalizou 299,5 mil toneladas, segundo a Secex — a expectativa é otimista. Mantido o ritmo atual, os embarques podem superar 460 mil toneladas até o fim do mês.

Esse desempenho indica uma retomada relevante nos embarques e reforça a competitividade do algodão nacional. O bom volume exportado tende a reduzir a oferta interna, o que, somado à postura firme dos vendedores, colabora para a sustentação de preços no mercado doméstico.

 





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Agricultura familiar no RJ é tema de debate na Embrapa Agrobiologia


O Rio de Janeiro não é um estado majoritariamente urbano e com pouca atividade agrícola. A afirmação foi feita pelo superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar no Rio de janeiro (MDA/RJ), Victor Tinoco, durante a abertura da XXV Semana Científica Johanna Döbereiner, no último dia 17, na Embrapa Agrobiologia. Na palestra Retratos do desenvolvimento agrário: políticas públicas de agricultura familiar no Rio de Janeiro, ele apresentou o cenário da agricultura familiar no Estado e as políticas implementadas pelo MDA para fortalecer o setor.

Victor falou sobre essa percepção equivocada, comum fora do estado, e apresentou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostram a intensa atividade agrícola no Estado: são mais de 65 mil unidades agrícolas, das quais 42 mil são de agricultura familiar, muitas inseridas em áreas urbanas. O superintendente também destacou que um dos principais gargalos enfrentados pelos produtores é o acesso ao crédito rural, e que apenas 15 mil produtores acessaram algum tipo de financiamento.

Diante desse cenário, Tinoco explicou que o MDA tem trabalhado para fortalecer o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), criar políticas públicas que se mantenham mesmo com a troca de governos, ampliar a oferta de assistência técnica e facilitar a renegociação de dívidas. “As políticas públicas precisam ser construídas de acordo com as configurações territoriais de cada estado. O primeiro desafio da superintendência foi provar para o Brasil que o Rio de Janeiro é, sim, um estado da agricultura familiar”, afirmou.

A pesquisadora e chefe-geral da Embrapa Agrobiologia, Christiane Amâncio, esteve presente no evento e também reforçou a necessidade de revisar visões tradicionais sobre o setor. Ela defendeu que atividades agrícolas e não agrícolas podem coexistir na renda de uma família rural sem descaracterizar o produtor. “Os grandes grupos do agronegócio também não vivem só da agricultura. A diferença é que, na agricultura familiar, a atividade agrícola não é apenas um meio de vida, é também um modo de vida”, explicou.

Ao longo da palestra, Victor ressaltou ainda a importância das instituições de C&T no desenvolvimento de práticas e tecnologias voltadas para a segurança alimentar dos agricultores familiares, mencionando o papel das universidades e das três unidades da Embrapa no Estado, além da infraestrutura logística do Rio de Janeiro, que inclui portos e rodovias estratégicos.

Sobre a Semana Johanna Döbereiner

A Semana JD, como já ficou conhecida na Unidade, está em sua 25ª edição e é uma forma de, tradicionalmente, manter viva a memória da pesquisadora Johanna Döbereiner, uma das pioneiras nos estudos sobre Fixação Biológica de Nitrogênio e uma das responsáveis pela fundação da Embrapa Agrobiologia. Além da abertura com a participação do superintendente do MDA no RJ e da chefe-geral Cristhiane Amâncio, o evento contou com apresentações orais e em pôsteres de bolsistas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doc da Unidade, que mostraram ao público um pouco do que estão desenvolvendo junto com os pesquisadores orientadores.

Ao todo, 26 bolsistas se apresentaram nas sessões orais, com 27 trabalhos inéditos. Outros nove demonstraram resultados de trabalhos já publicados em sessão de pôsteres.





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Uso de biochar na agricultura é tema de capítulo de livro recém lançado


O livro “Saúde do Solo em Ecossistemas Tropicais: a base para mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, iniciativa da Brazilian Soil Health Partnership (BSHP), do CCARBON/USP (Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical da Universidade de São Paulo – USP) e da Fundação de Estudos Agrários “Luiz de Queiroz” (Fealq), – editado por Maurício Roberto Cherubin, Carlos Roberto Pinheiro Júnior, Lucas Pecci Canisares e Carlos Eduardo Pelegrino Cerri – tem mais de 150 autores de 58 instituições de todas regiões do Brasil e acaba de ser lançado com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp) e da Nestlé.

O pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP) Cristiano Alberto de Andrade é um dos autores do Capítulo 13 – Biochar na agricultura: impactos na saúde do solo, sequestro de carbono e produtividade das culturas (página 343) – juntamente com Amanda Ronix (CCARBON/USP), João Luis Nunes Carvalho ((LNBR/CNPEM), Fernanda Palmeira Gabetto (Esalq/USP), e os bolsistas Ruan Carnier e Matheus Antônio da Silva da Embrapa Meio Ambiente .

“Fomos convidados há cerca de um ano para participar da primeira publicação da Brazilian Soil Health Partnership (BSHP), iniciativa vinculada ao CCARBON/USP com previsão de lançamento próximo à COP30, em Belém, PA. Enviamos proposta de capítulo com o tema biochar (ou biocarvão) e saúde do solo, que coincidiu com o tema sugerido por colega do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Unimos as equipes da Embrapa Meio Ambiente e do CNPEM para o trabalho conjunto e a definição de apresentação do conteúdo seguiu a lógica de avaliação da saúde do solo, empregando indicadores biológicos, químicos e físico-hídricos”, conta Andrade.

O pesquisador enfatiza que um ponto diferencial foi abordar, adicionalmente, respostas de produtividade das culturas no Brasil à aplicação do biochar, chegando a um número médio de 24% para ganho de produtividade quando o biochar é aplicado em conjunto com a adubação mineral e de 40% quando a referência é o solo não adubado.

Segundo ele, de forma geral, o trabalho para viabilização do livro exigiu comprometimento e entrosamento das equipes, numa agenda relativamente curta até o seu lançamento. “Todo o esforço foi recompensado pela publicação da obra, que representa um marco para a consolidação de aliança científica colaborativa no tema, para o treinamento e formação profissional de estudantes de graduação e pós-graduação e também para a aplicação de tecnologias no campo, visando à saúde do solo e à sustentabilidade da agricultura”, finaliza.

A Brazilian Soil Health Partnership é uma iniciativa vinculada ao Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON), dentro do macro programa de pesquisa “Solo” e coordenada pelo grupo de trabalho em Saúde do Solo. Como grupo de apoio à execução, está o Soil Health & Management Research Group – SOHMA (Esalq/USP) que conta com pesquisadores associados de todas as regiões do Brasil. Mais informações: https://brsoilhealthpartnership.com/

A CCARBON/USP tem como missão desenvolver soluções e estratégias inovadoras em agricultura tropical sustentável e de base carbônica.





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Mercado do boi gordo abre semana estável



Frango estável e suíno em alta no atacado



Foto: Canva

A análise divulgada nesta segunda-feira (17) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, aponta estabilidade nas cotações do boi gordo em São Paulo. Segundo o boletim, “o mercado abriu a semana com poucos negócios” e “a cotação permaneceu firme, com o preço de referência sendo o mesmo da última semana”. As escalas de abate seguem atendendo, em média, a sete dias.

No Mato Grosso do Sul, o relatório indica pressão no mercado. De acordo com a análise, “a ponta compradora ofereceu menos pela arroba”, mas esses valores não se consolidaram como referência. A consultoria reforça que “será preciso acompanhar como os compradores se posicionarão nos próximos dias” e confirma que as cotações “permaneceram estáveis no estado”.

O informativo também registrou mudanças no atacado de carne com osso. Após semanas de preços firmes, algumas categorias apresentaram recuo, reflexo de “uma semana de vendas em ritmo mais moroso”. A carcaça casada do boi capão caiu 1,8% e passou a ser negociada a R$ 22,00 por quilo, enquanto a do boi inteiro manteve o valor de R$ 21,40 por quilo.

Entre as fêmeas, a cotação permaneceu estável para a vaca, comercializada a R$ 20,65 por quilo. Já a novilha registrou queda de 0,7% e passou a ser negociada a R$ 21,15 por quilo.

No mercado de carnes alternativas, o frango médio manteve-se em R$ 7,40 por quilo. O suíno especial apresentou alta de 1,6% e foi comercializado a R$ 13,00 por quilo.





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o que fazer antes do plantio


Diagnóstico antecipado do solo, controle de plantas daninhas e análise climática ajudam produtores a reduzir riscos e elevar resultados

Com o fim do vazio sanitário e a proximidade do plantio da safra de verão, especialistas alertam para a importância da preparação prévia da área como etapa decisiva para o sucesso da lavoura. A adoção de práticas de manejo preventivo, como análise de solo, correção de acidez, controle de plantas invasoras e planejamento estratégico de cultivares, pode significar economia de insumos e ganhos significativos de produtividade.

Segundo a Embrapa, o preparo adequado do solo começa com o diagnóstico da fertilidade e da estrutura física. A análise química permite identificar deficiências de nutrientes e corrigir a acidez com calagem, garantindo um ambiente favorável ao desenvolvimento radicular das plantas. Já o exame físico avalia compactação e necessidade de descompactação mecânica ou biológica.

Outro ponto crítico nesta fase é o manejo das plantas daninhas. De acordo com orientações técnicas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o controle antecipado, feito ainda na entressafra, reduz a matocompetição no início do ciclo da cultura, momento mais sensível ao impacto das invasoras sobre o rendimento. A recomendação é integrar diferentes estratégias, como rotação de culturas, herbicidas pré-emergentes e cobertura vegetal.

Também é recomendada atenção ao histórico climático da região. A previsão de chuvas, a ocorrência de veranicos e a variação de temperatura devem orientar a escolha das janelas ideais de semeadura. Informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam para um início de safra com variações regionais, o que reforça a necessidade de planejamento localizado.

O uso de sementes certificadas, com alto vigor germinativo, é outro ponto que contribui para a uniformidade da lavoura e o melhor aproveitamento do potencial genético das cultivares. A escolha deve considerar o zoneamento agrícola de risco climático (Zarc) para minimizar perdas causadas por adversidades meteorológicas.

A integração dessas ações com práticas conservacionistas — como o plantio direto e o uso de culturas de cobertura — amplia a resiliência do sistema produtivo, conforme estudos recentes da Embrapa Solos.

 





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Lavouras de feijão evoluem sem grandes danos



RS mantém bom ritmo no feijão 1ª safra



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (13) pela Emater/RS-Ascar aponta estabilidade na semeadura do feijão 1ª safra no Estado. Segundo o documento, “a semeadura se encontra estabilizada, devendo ser retomada a partir do início de dezembro”, período em que tradicionalmente ocorre o plantio nos Campos de Cima da Serra.

Entre as áreas já implantadas, “predominam as lavouras em fase de desenvolvimento vegetativo (75%), seguidas por floração (16%) e enchimento de grãos (7%)”. Em regiões do Centro-Serra, há cultivos em início de maturação, enquanto no Noroeste já começou a colheita das primeiras áreas destinadas ao consumo familiar.

A condição fitossanitária é considerada adequada. O boletim ressalta que “as noites mais frias do período não ocasionaram danos expressivos às plantas”, embora a floração seja mais vulnerável a eventos como o frio nesta época do ano. A área estimada para o feijão 1ª safra é de 26.096 hectares, com produtividade média projetada em 1.779 kg por hectare.

Na região administrativa de Erechim, “93% dos cultivos estão em crescimento vegetativo”, com sanidade apropriada e produtividade média prevista de 2.237 kg por hectare. Em Ijuí, “74% dos cultivos estão em crescimento vegetativo e 20% em floração”, e o restante iniciou o enchimento de grãos. Apesar da maior incidência de antracnose, permanece a expectativa de boa safra.

Na região de Pelotas, a Emater/RS-Ascar informa que “a condição fitossanitária das áreas está satisfatória” e que 55% da área prevista já foi semeada, com foco no consumo familiar e abastecimento do comércio local. Em Soledade, “24% das lavouras estão em floração, e 3% iniciaram a maturação”, com sanidade adequada e boa emergência de plantas. A produtividade média estimada é de 1.600 kg por hectare.

Em Santa Maria, 66% dos cultivos encontram-se em crescimento vegetativo, enquanto 15% já avançam para o enchimento de grãos nas áreas mais adiantadas.





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Cultivo da melancia passa por uma transformação no Brasil


O cultivo da melancia passa por uma transformação no Brasil, semelhante ao que já ocorreu na Espanha. No país europeu, a modernização das práticas agrícolas e o foco na qualidade do produto elevaram os padrões da produção. Impulsionado pela exigência do mercado consumidor por mais qualidade, o setor brasileiro tem buscado formas de produzir com mais eficiência, em um trabalho que envolve diferentes elos da cadeia produtiva. 

Nesse cenário, a BASF Soluções para Agricultura, por meio da marca de sementes e hortaliças Nunhems®, tem desempenhado um papel estratégico ao promover um modelo de produção integrado que conecta campo, distribuição e varejo.  

A iniciativa da marca integra agricultores, distribuidores e redes de supermercado, garantindo que a fruta chegue mais rápido às gôndolas. Um processo que pode levar mais de uma semana, por exemplo, é feito em até 24 horas, do campo ao varejo, assegurando uma fruta com mais qualidade para o consumidor final.

Uma das protagonistas deste novo momento é a Pingo Doce, variedade no portfólio da companhia que cresce, em média, 15% em volume de frutas produzidas ao ano. Com atributos de sabor, praticidade, rastreabilidade e produção, e ainda baseada em rigorosos critérios de sustentabilidade, a fruta tem se destacado como um símbolo da transformação na fruticultura. Do agricultor ao consumidor final, toda a cadeia tem se beneficiado deste modelo de negócio. 

Sucesso na Espanha e no Brasil 

No mercado brasileiro há sete anos, a Pingo Doce é inspirada em um caso de sucesso do mercado europeu. Na Espanha, o aumento da produção e do consumo de melancia está relacionado ao desenvolvimento de uma variedade com características semelhantes àquela que vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil. “O modelo de negócio foi adaptado ao Brasil em uma estratégia que reforça a integração entre os elos da cadeia, ultrapassando as porteiras da fazenda e envolvendo logística, distribuição, atacado e varejo”, afirma Golmar Beppler Neto, gerente de vendas Brasil da Nunhems®. 

Como resultado, o negócio alcançou uma agilidade logística que potencializa ainda mais os atributos da Pingo Doce: uma fruta menor e mais prática (em média 6kg), com alto teor de brix, sem sementes e casca verde mais escura. Outro diferencial é que a fruta pode ser rastreável, garantindo transparência e confiança ao consumidor. Todos esses fatores contribuem para um produto de qualidade superior, valorizado em toda a cadeia.  

“Nosso propósito é conectar o campo ao consumidor por meio de parcerias estratégicas ao longo da cadeia. Todos têm a ganhar quando agregamos valor ao produto. A Pingo Doce traduz exatamente isso: uma fruta que entrega valor desde o produtor até varejo, com o padrão de excelência que o cliente final busca”, destaca Golmar.   

Produção vertical   

Toda essa transformação também se reflete diretamente no campo. Com suporte técnico, orientação em manejo e estratégias de mercado, a Nunhems tem auxiliado os produtores a ampliarem seus resultados de forma cada vez mais sustentável. “Mais do que aumentar a produtividade, os agricultores estão verticalizando o cultivo de melancia para entregar um produto de qualidade única”, ressalta Golmar.  

Um exemplo de toda essa jornada é o agricultor Pedro Orita. Com parte da sua área de produção de melancia em Teixeira de Freitas (BA) destinada à Pingo Doce, Orita cultiva a fruta em 600 hectares e já alcança uma produtividade acima da média nacional, com 60 toneladas de fruta por hectare e picos de produção de até 80 t/ha.  

Segundo o agricultor, quando ele começou com a Pingo Doce, percebeu que não era apenas uma nova variedade de melancia, mas um novo jeito de produzir baseado em práticas agrícolas mais sustentáveis. “A parceria com a BASF nos ajudou a entender o campo como uma cadeia que se complementa da semente até o consumidor. Hoje conseguimos entregar uma fruta de alta qualidade, com rastreabilidade e constância durante boa parte do ano, o que fortalece nossa relação com o varejo”, declara o agricultor. 

Dentro desse modelo integrado, o cultivo de toda a plantação de melancia é pautado por um manejo cuidadoso, com irrigação por gotejamento, que reduz o consumo de água e boas práticas para garantir a presença de polinizadores.  

A Pingo Doce produzida por Orita, assim como é feito em outras áreas produtivas pelo país, tem um código QR que pode ser escaneado para conferir toda a rastreabilidade do produto. Com o processo de verticalização, o produtor passou a investir tanto na produção de mudas quanto em instalações para o beneficiamento – o chamado packing house -, permitindo que a fruta colhida na propriedade siga diretamente para os centros de distribuição.  

“A valorização desta melancia possibilita fazer investimentos que vão trazer mais qualidade para o produto. Agora, cada elo desta cadeia é um parceiro de negócio e todos trabalhamos com um objetivo comum”, destaca o produtor.   

No Brasil, já são produzidas anualmente 35 mil toneladas de Pingo Doce. As principais áreas de produção estão nos estados de Bahia, Pernambuco, Goiás, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.  

Uma vitrine de inovação e conexão 

Para se aproximar ainda mais dos elos da cadeia produtiva e compartilhar conhecimentos sobre o mercado de melancia, a BASF Soluções para Agricultura e a Nunhems, realizaram a 2ª edição do Tech Show Melancia. O evento reuniu mais de 200 participantes entre os dias 11 e 12 de novembro, em Teixeira de Freitas (BA).  Na ocasião, varejistas como OBA Hortufruti, Atacadão e Grupo Pereira, além de consultores renomados como Luiz Alvarez, Aliomar Feitosa e Luiz Haas, contribuíram para fortalecer o modelo integrado e ampliar o acesso a práticas mais modernas e sustentáveis.  

Além da Pingo Doce, a companhia também apresentou a melancia Brabba, variedade convencional que integra o portfólio da marca e reforça o compromisso com a oferta de soluções que atendem diferentes perfis de produção e consumo. “Mais do que um evento técnico, o Tech Show reflete o compromisso com o fortalecimento das parcerias para o avanço de um setor cada vez mais competitivo e sustentável”, afirma Daniela Ferreroni, diretora de Negócios Centro da BASF Soluções para Agricultura.  





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