sábado, março 21, 2026

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Setor de fertilizantes do Brasil escapa de nova tarifa



Estados Unidos não são um parceiro relevante nas trocas comerciais



Os Estados Unidos não são um parceiro relevante nas trocas comerciais
Os Estados Unidos não são um parceiro relevante nas trocas comerciais – Foto: Divulgação

O governo dos Estados Unidos anunciou no dia 31 de julho uma tarifa extra de 40% sobre uma série de produtos brasileiros importados. A nova taxação passa a valer uma semana após sua publicação e, em certos casos, eleva a carga tributária total para 50%, como parte de uma estratégia comercial voltada à proteção da indústria americana.

Entretanto, conforme análise da consultoria GlobalFert, produtos considerados essenciais para a agricultura ficaram de fora da medida. Fertilizantes à base de nitrogênio, fósforo e potássio, além de micronutrientes como boro, zinco, enxofre e magnésio, não serão impactados pela tarifa adicional. Também seguem isentos compostos como hidróxido de potássio, sulfatos de zinco, manganês e magnésio, além de substâncias industriais com uso agrícola, como silício técnico e óxido de alumínio.

A decisão norte-americana levou em conta a classificação dos produtos conforme o código HTSUS (Harmonized Tariff Schedule of the United States), que define com precisão os itens sujeitos a impostos, cotas ou exclusões. Com isso, a cadeia de fertilizantes permanece fora da lista de alvos da nova política comercial, o que evita impactos imediatos ao setor.

Segundo a GlobalFert, os Estados Unidos não são um parceiro relevante nas trocas comerciais de fertilizantes com o Brasil. Apenas 0,4% das exportações brasileiras de NPK nos últimos cinco anos tiveram os EUA como destino. Já nas importações, os produtos norte-americanos representaram 1% do total recebido nesse período, com leve recuo para 0,7% no primeiro semestre de 2025.

 





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Campanha quer ampliar consumo de feijão



A meta é clara: manter o feijão vivo no prato do brasileiro



A meta é clara: manter o feijão vivo no prato do brasileiro
A meta é clara: manter o feijão vivo no prato do brasileiro – Foto: Canva

Mesmo com preços mais baixos, o feijão está sendo deixado de lado na alimentação dos brasileiros. Segundo dados da Scanntech, divulgados recentemente, o consumo do grão caiu 4,2%, apesar de uma redução de 17,5% no preço. O arroz seguiu tendência parecida, com queda de 4,7% no volume consumido e retração de 14,2% nos preços.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe), a queda no consumo de feijão é uma preocupação antiga. Nas últimas quatro décadas, o consumo per capita passou de 19 kg para 12,8 kg por ano. Entre os fatores estão a urbanização, famílias menores e a falta de tempo para cozinhar. Diante desse cenário, o setor está se mobilizando com a campanha Viva Feijão, que aposta em vídeos, redes sociais e influenciadores para reconectar o brasileiro com esse alimento tradicional e afetivo.

A ação inclui também o engajamento de produtores e parceiros do setor por meio do Clube Premier do Ibrafe, com incentivo à participação em eventos como o Pulse Day e à divulgação do perfil @vivafeijao no Instagram. A campanha pretende ainda ocupar as ruas com adesivos e divulgar opções de feijão pronto para atender ao consumidor moderno.

A meta é clara: manter o feijão vivo no prato do brasileiro. Para o Ibrafe, essa é uma causa social e cultural que precisa da força coletiva do setor para ser revertida.     “Vamos disponibilizar um adesivo oficial para carros, caminhonetes, tratores e onde mais for possível. Você pede, e nós enviamos o arquivo para impressão na sua região. Se o consumidor moderno acha complicado preparar pequenas porções de Feijão, vamos ocupar espaço com o Feijão pronto. O importante é manter o Feijão vivo no prato do brasileiro e transformar essa mobilização em força coletiva do setor”, conclui.

 





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Suinocultura deve manter cenário de preços firmes com demanda aquecida e…


Exportações avançando e custos sob controle devem sustentar a rentabilidade do setor

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A oferta estável, o mercado interno aquecido e as crescentes exportações impulsionaram o aumento no preço do suíno vivo e da carne suína no varejo no primeiro semestre de 2025. Para o segundo semestre, a expectativa é de que a disponibilidade siga ajustada, enquanto a demanda — tanto interna quanto externa — permanece aquecida, sustentando os preços no mercado físico.

A Safras & Mercado apontou que a disponibilidade doméstica de carne suína está enxuta, favorecida pelo ótimo ritmo da exportação, que por sua vez tende a ultrapassar a marca das 115 mil toneladas em junho, seguindo a última média divulgada pela Secex.

Segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), compiladas pela HN Agro, a produção de carne suína no Brasil deve crescer 2,2% em 2025, totalizando 4,6 milhões de toneladas em equivalente carcaça, frente às 4,5 milhões de toneladas registradas no ano passado. No sentido oposto, a China — maior produtora global — deve apresentar uma leve retração de 0,1%, com a produção estimada em 57 milhões de toneladas, ante as 57,06 milhões de toneladas de 2024.

O abate de 230,99 mil cabeças de suínos a mais no 1º trimestre de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionado por aumentos em 17 das 26 Unidades da Federação participantes da pesquisa. Esse resultado da produção do abate de suínos registrou o melhor mês de janeiro, e significou o melhor 1° trimestre da série histórica iniciada em 1997.

“No caso do abate de suínos, a gente observa que, apesar do crescimento, o abate vem em uma desaceleração para poder manter a oferta equilibrada. Também observamos uma diversificação das nossas exportações, temos conseguido ampliar os nossos destinos para envio das carnes, o que tem favorecido a estabilidade deste mercado. A China reduziu muito as compras da nossa carne suína, mas conseguimos outros destinos, como as Filipinas, que tiveram uma ascensão nos últimos períodos e alcançaram a primeira posição nas compras”, explicou a gerente da pesquisa, Angela Lordão.

O Presidente da APCS, Valdomiro Ferreira, explica que muitos suinocultores seguraram os animais neste mês de junho a espera de preços superiores a R$ 180,00/@. “No começo de junho, o setor estava com uma perspectiva altista e que pudesse ultrapassar esse patamar de cotação até o final do mês, isso acabou levando os produtores a seguraram os animais mais leves na granja”, comentou em entrevista ao Notícias Agrícolas. 

A Associação tem pedido aos suinocultores que não aguardem a retomada de preços, pois isso pode comprometer o ganho de peso dos animais e também gerar um excesso de oferta no início de julho. “Nós estamos pedindo para que os suinocultores não segurem os animais nas granjas e não aguardem retomada de preços, já que esse período melhora a conversão alimentar do animal, assim ele consome mais e ganha mais peso”, informou. 

Já no estado do Rio Grande do Sul, a oferta e a demanda para a suinocultura no estado continua ajustada desde do final do ano passado, conforme comentou o Presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), Valdecir Folador. “Já terminamos o primeiro semestre e não temos oferta sobrando, mas se tivesse mais disponibilidade de animais os frigoríficos estariam comprando”, comentou ao Notícias Agrícolas. 

A liderança gaúcha ainda reforça que o cenário de oferta ajustada tem sido positiva ao setor, pois os preços estão se mantendo estáveis com viés de alta e deixando margens positivas para o suinocultor. 

Custo de Produção

O poder de compra do suinocultor paulista vem crescendo frente ao milho e ao farelo de soja – principais insumos da atividade. Segundo as informações do Cepea, esse cenário tem sido favorecido pelo aumento no valor do suíno vivo e pela queda nos preços dos insumos, como o milho. 

O levantamento do Itaú BBA indicou que os custos da suinocultura caíram 3%, ao passo em que os preços do animal vivo avançaram 1%, e este patamar do spread se manteve na primeira metade de junho, com os custos e os preços caindo proporcionalmente, na ordem de 2%.

De acordo com os custos de produção, Folador reportou que o preço do milho e do farelo estão estáveis na localidade. “Nós acreditamos que esse cenário deve permanecer para o segundo semestre, mas estamos acompanhando que a demanda está bem aquecida e isso pode contribuir para o mercado”, relatou Folador. 

Com um aumento da oferta de cereal e preços pressionados, os suinocultores estão com margens mais atrativas e alguns casos estão aproveitando para estocar o milho para garantir a rentabilidade até o final do ano. 

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Presidente da Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira, destacou que os suinocultores estão tendo rentabilidade já que a relação de troca está favorável ao suinocultor. 

“Hoje, o preço do suíno está em R$ 168,00/@ e a saca do milho está em R$ 68,00 a saca posto Campinas. Nós estamos com uma relação de troca de uma arroba suína por 2,47 sacos de milho, sendo que o ideal é 2,5. Por tanto, nós estamos muito próximos de uma relação saudável”, comentou ao Notícias Agrícolas. 

Com relação ao farelo de soja, o setor de suinocultura está aguardando preços abaixo de R$ 1.600 por tonelada para o segundo semestre. “Com isso, nós estamos acompanhando produtores comprando farelo de soja de forma antecipada para os próximos dois meses e devemos comprar o farelo até dezembro”, destacou. 

No entanto, o agronegócio também acompanha a recente escalada de tensão no Oriente Médio, com o conflito entre Irã e Israel, que já começa a refletir de forma direta no setor. O impacto mais imediato tem sido o aumento no custo dos adubos nitrogenados, essenciais para culturas como o milho

Esse cenário traz consequências práticas para o planejamento agrícola. Tradicionalmente, em Santa Catarina, o milho é plantado entre setembro e outubro no estado e exige grande volume de nitrogênio na sua adubação. Com os preços elevados, muitos produtores já cogitam migrar parte das áreas destinadas ao milho para o cultivo da soja, que demanda menos fertilizante nitrogenado.

“Se o custo inviabilizar a cultura do milho, o produtor acaba optando pela soja. Isso pode agravar ainda mais o déficit de produção interna, já que nosso estado não tem safrinha e depende fortemente da produção de milho para alimentar suas cadeias de suínos, aves e leite. Hoje já temos um déficit de 5 a 6 milhões de toneladas de milho, e esse número pode crescer ainda mais”, alerta João Carlos Di Domenico, produtor rural e presidente da Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam). 

Demanda

A demanda por carne suína será um dos fatores determinantes para a formação de preços no segundo semestre de 2025, em um cenário de oferta doméstica mais ajustada. As exportações devem seguir aquecidas, enquanto a carne suína deve enfrentar maior concorrência da carne de frango, que apresenta preços mais acessíveis e pode ganhar espaço nas gôndolas diante do consumidor sensível ao custo.

As importações de carne suína pela China devem recuar 0,5% em 2025, totalizando 1,3 milhão de toneladas em equivalente carcaça, levemente abaixo das 1,306 milhão de toneladas adquiridas em 2024, segundo estimativas do USDA compiladas pela HN Agro. O Japão também deve reduzir suas compras no mercado internacional, com previsão de queda de 1,8%, passando de 1,487 milhão de toneladas no ano passado para 1,46 milhão neste ano.

Em sentido oposto, as Filipinas devem intensificar as importações da proteína, com alta projetada de 5,7% em 2025. O volume deve alcançar 630 mil toneladas, frente às 590 mil toneladas adquiridas em 2024, em meio às dificuldades do país em conter a peste suína africana e garantir o abastecimento interno.

As exportações brasileiras de carne suína devem crescer 4,5% em 2025, totalizando 1,6 milhão de toneladas em equivalente carcaça, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) compiladas pela HN Agro. O volume supera os 1,535 milhão de toneladas embarcadas em 2024 e reforça a competitividade do Brasil no mercado internacional.

Na contramão, outros grandes exportadores devem enfrentar retração nas vendas externas. Os Estados Unidos devem embarcar 3,155 milhões de toneladas, queda de 2,2% em relação ao ano anterior. o USDA estima que a União Europeia, por sua vez, deve reduzir suas exportações em 3,8%, com estimativa de 2,9 milhões de toneladas em 2025, frente às 3,014 milhões de toneladas registradas em 2024.

O consumo de carne suína no mercado interno brasileiro deve avançar 1 % em 2025, alcançando 3,002 milhões de toneladas em equivalente‑carcaça e superando as 2,972 milhões de toneladas registradas em 2024, apontam projeções do USDA compiladas pela HN Agro. 
No maior polo de demanda global, a China, o movimento é inverso: espera‑se leve recuo de 0,1 %, para 58,2 milhões de toneladas, resultado de ajustes no plantel após os impactos da peste suína africana. 

Já as Filipinas surgem como destaque de expansão em função da dificuldade para conter a peste suína africana e com produção doméstica limitada, o país deve elevar suas compras em 5 %, passando de 1,576 milhão para 1,655 milhão de toneladas, o que tende a abrir espaço adicional para a proteína brasileira.

O Itaú BBA apontou que a China reduziu muito sua necessidade de importações desde 2021, após se recuperar da Peste Suína Africana. No caso das compras de carne suína do Brasil, as vendas estão 30% menores neste ano após terem caído 40% em 2024. Mesmo assim, ainda é o segundo principal destino externo, tendo sido ultrapassada somente pelas Filipinas. Ou seja, apesar das compras menores, ainda é um mercado importante para o Brasil.

Segundo as informações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), de janeiro a março de 2025, 26 países registraram casos de peste suína africana contabilizando 2.251 casos registrados neste período. A ABPA ainda reforça que há décadas não ocorre casos de PSA no Brasil.

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Número de casos de peste suína africana | Informação e elaboração Secex

De acordo com as informações da Scot Consultoria, a carne suína enfrenta uma forte concorrência no mercado doméstico. De um lado, a carne de frango, mais barata. Do outro, a carne bovina, com preços mais atrativos que no passado. 





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Milho recua em Chicago com produção recorde e exportações dos EUA em alta



O mercado internacional de milho encerrou julho sob forte pressão




Foto: Divulgação

O mercado internacional de milho encerrou julho sob forte pressão de baixa. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o bushel caiu para US$ 3,94 no dia 31, contra US$ 4,01 uma semana antes. Esse é o menor valor desde setembro de 2024 para o primeiro vencimento do contrato.

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a queda é reflexo de uma combinação de fatores. De um lado, o clima segue favorável nos EUA, com 73% das lavouras em boas ou excelentes condições no fim de julho. De outro, os embarques do país surpreenderam positivamente: 1,5 milhão de toneladas foram exportadas na semana, acumulando 60,3 milhões no ano — 29% acima de 2024.

A perspectiva de colheita farta nos EUA se soma a uma supersafra brasileira. A produção total de milho no Brasil pode chegar a 150 milhões de toneladas, com a segunda safra representando 123,3 milhões — um recorde histórico. O CEEMA já batizou esse ciclo de “mãe de todas as safrinhas”, com expectativa de crescimento de quase 20% em relação ao ano anterior.

No Brasil, os preços seguem pressionados para baixo, impactados pelo avanço da colheita e pelo ritmo lento das exportações. Apesar de parte dos produtores estarem segurando o milho, a necessidade de quitar contratos de custeio entre agosto e setembro tende a aumentar a oferta, intensificando a pressão nos preços.

Mesmo com atraso na colheita — que atinge 66,1% da área nacional segundo a Conab —, os volumes colhidos sustentam a perspectiva de uma oferta robusta. Esse cenário, segundo o CEEMA, deve manter os preços baixos até o final de 2025, caso as condições climáticas para a próxima safra também sejam favoráveis.

 





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Trigo cai em Chicago com avanço da colheita nos EUA e melhora na Austrália



As cotações internacionais do trigo voltaram a recuar




Foto: Pixabay

As cotações internacionais do trigo voltaram a recuar nesta última semana de julho. O bushel fechou o dia 31 a US$ 5,23 em Chicago, contra US$ 5,41 uma semana antes. A pressão veio tanto do avanço da colheita nos Estados Unidos quanto da melhora nas lavouras da Austrália.

De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a colheita do trigo de inverno nos EUA alcançou 80% da área plantada, enquanto o trigo de primavera começa lentamente a ser colhido. As condições dessas lavouras são medianas: apenas 49% estão entre boas a excelentes, 33% regulares e 18% ruins.

Os embarques norte-americanos de trigo, porém, decepcionaram. Foram apenas 288 mil toneladas na semana analisada, abaixo das expectativas do mercado. Mesmo assim, o acumulado do ano já soma 3,3 milhões de toneladas — 6% acima do mesmo período de 2024.

No cenário asiático, destaque para a Austrália, onde as chuvas de julho melhoraram o potencial das lavouras. A expectativa de produção foi elevada de 30,6 para até 34 milhões de toneladas. Essa melhora pode aumentar a oferta global e pressionar ainda mais os preços, que já se aproximam dos menores patamares desde 2020.

No Brasil, os preços do trigo permanecem estáveis, mas com leve viés de baixa no Paraná. O Rio Grande do Sul registra valores ao redor de R$ 70,00 por saca, enquanto no Paraná o preço oscila entre R$ 76,00 e R$ 78,00. Pela primeira vez em meses, a média gaúcha ficou abaixo de R$ 70,00/saca.

A CEEMA destaca ainda que o plantio foi concluído no Sul do Brasil e a colheita já começou em regiões do Centro-Oeste e de Minas Gerais. O mercado deve acompanhar com atenção o impacto da oferta australiana nos preços do trigo importado, fator que pode influenciar diretamente as negociações internas nos próximos meses.





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Popularidade do morango do amor eleva preços na Serra Gaúcha


A produção de morango no Rio Grande do Sul tem sido impactada por fatores climáticos e pela crescente demanda local. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (31), a maturação dos frutos acelerou na região administrativa de Caxias do Sul, favorecida pela insolação e temperaturas moderadas, o que resultou em leve aumento da produção em relação ao período anterior.

A entidade informou que “os cultivos implantados neste ano se desenvolvem bem e emitem novas flores”, acrescentando que a sanidade das lavouras está adequada. No entanto, apesar da melhora nas condições, a produção atual ainda não é suficiente para atender plenamente os mercados habituais.

A alta procura por morangos de maior calibre, especialmente utilizados na preparação do “morango do amor” – coberto por brigadeiro branco e calda de caramelo –, gerou um pico nas vendas e nos preços. O quilo chegou a R$ 50,00 e permanece em patamares elevados, impulsionado também pela movimentação turística na Região das Hortênsias e na Serra.

Com a baixa oferta local, agricultores têm buscado morangos em outros estados, o que pressiona ainda mais os preços. A fruta in natura é vendida entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por quilo diretamente aos consumidores, enquanto o congelado varia de R$ 15,00 a R$ 20,00. Na Ceasa, os valores pagos aos produtores estão entre R$ 25,00 e R$ 30,00.

Em Pelotas, as baixas temperaturas, a falta de sol e a alta umidade têm limitado o desenvolvimento das lavouras, reduzindo a floração e o tamanho dos frutos, além de favorecer doenças. A produção segue abaixo do esperado, com preços de R$ 30,00/kg em Turuçu e Morro Redondo, entre R$ 30,00 e R$ 40,00 em Rio Grande e entre R$ 35,00 e R$ 45,00 em Pelotas e Capão do Leão.

Na região Norte do estado, os dias ensolarados contribuíram para a recuperação da cultura. As plantas voltaram a emitir flores e frutos, mas a produção continua abaixo da média para o período, com preço médio de R$ 30,00/kg.

No Sul do estado, especialmente no Baixo Vale do Rio Pardo, a limitação na radiação solar tem atrasado a maturação dos frutos e prejudicado o sabor. A Emater/RS-Ascar observa que “a oferta e a demanda do produto estão em equilíbrio”, com preços variando entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg.





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Calor extremo e frio intenso dividem o Brasil no início de agosto



Previsão também aponta para baixos índices de umidade




Foto: Canva

O primeiro fim de semana de agosto promete extremos de temperatura e tempo seco em diferentes regiões do país. Entre os dias 1º e 3 de agosto, o Brasil deverá enfrentar contrastes climáticos expressivos, com frio intenso previsto no Sul e calor escaldante em áreas do Norte, Centro-Oeste e interior do Nordeste. A previsão também aponta para baixos índices de umidade em grande parte do território nacional.

De acordo com informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), uma massa de ar frio vai avançar sobre a Região Sul, derrubando as temperaturas mínimas para abaixo de 8 °C. Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná deverão registrar manhãs geladas, especialmente nas áreas de serra. O frio também alcançará o estado de São Paulo e o sul de Minas Gerais, com mínimas previstas entre 3 °C e 6 °C em cidades como Monte Verde (MG) e Campos do Jordão (SP).

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Enquanto isso, o calor deverá predominar no Norte do país, com destaque para o Amazonas e o Pará. Em municípios como Manicoré (AM) e Redenção (PA), os termômetros podem ultrapassar os 40 °C no sábado. No Centro-Oeste, estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também deverão registrar temperaturas acima de 34 °C.

Além do calor, a baixa umidade relativa do ar será uma preocupação. Regiões do interior do Nordeste, Centro-Oeste e partes do Sudeste poderão registrar índices inferiores a 30%, aumentando o risco de queimadas e afetando a saúde da população e o desenvolvimento das lavouras.

A chuva deve se concentrar na Região Sul. No Rio Grande do Sul, os acumulados poderão superar os 80 mm em áreas do sudoeste e sudeste do estado. Também são esperados volumes significativos de precipitação no centro-leste do Paraná e de Santa Catarina, o que pode favorecer o abastecimento dos mananciais, mas exige atenção para o risco de alagamentos pontuais.





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O futuro da agricultura passa pela integração entre químicos e biológicos


A agricultura está vivenciando uma transformação. Após décadas em que os defensivos químicos foram protagonistas no manejo agronômico, oferecendo resultados e controle certeiros aos produtores, o setor passa a incorporar uma abordagem mais integrada, que alia produtividade à saúde do solo, à biodiversidade e à sustentabilidade.

Essa integração representa uma mudança de paradigma: não se trata de substituir tecnologias, mas de potencializar resultados por meio da complementaridade. A união entre o rigor científico dos químicos e a inteligência natural dos biológicos fortalece a resiliência dos sistemas produtivos, amplia a eficácia do manejo e contribui para uma agricultura mais duradoura e alinhada às demandas ambientais e sociais do presente.

Esse movimento ganha ainda mais relevância diante do crescimento expressivo do mercado de biológicos. De acordo com dados da CropLife, no Brasil, a adoção de bioinsumos cresceu 13% na safra 2024/2025, alcançando cerca de 156 milhões de hectares tratados, com taxa de uso quatro vezes superior à média global. Dentre esses dados, outro que chama atenção é que a combinação de produtos químicos e biológicos para proteção de cultivos cresceu 7% na safra 2023/2024. Enquanto a adoção de bioinsumos, nas mesmas áreas, aumentou 35% no mesmo período.

Leonardo Antolini, Gerente Regional de Marketing Estratégico Plant Health da FMC para o Brasil

É neste cenário que a FMC, empresa global de ciências para agricultura, reafirma seu compromisso de longo prazo com a inovação ao investir na combinação entre soluções químicas e biológicas. A companhia conta com um portfólio consolidado de soluções biológicas, como Presence® Full, Provilar®, Ataplan®, Quartzo®, Crop Evo® e Seed+Como® e os recentes lançamentos: os bioinseticidas Evedar® e Perovar®, e o biofungicida de solo Cablar®. Esses produtos foram desenvolvidos para atuar de forma sinérgica com os químicos, oferecendo proteção eficiente e ampliada às lavouras, além de benefícios ao solo e à biodiversidade.

A FMC investe 6% do faturamento global em pesquisa e desenvolvimento para oferecer um portfólio completo e com uma nova geração de biológicos, integrados aos químicos, além de serviços que ajudam as tomadas de decisões do produtor brasileiro: “Acreditamos que o futuro do campo passa por uma agricultura capaz de integrar tecnologias, conhecimentos e perspectivas. Ao combinar o que há de mais moderno em defensivos químicos com o potencial dos biológicos, estamos ampliando as possibilidades de manejo e ajudando a construir um modelo produtivo mais inteligente, resiliente e alinhado às exigências do campo”, destaca Leonardo Antolini, Gerente Regional de Marketing Estratégico Plant Health da FMC para o Brasil.

Inovações FMC

Em 2025, a FMC lançou três novas biosoluções no mercado: os bioinseticidas Perovar e Evedar e o biofungicida de solo Cablar.

Com sinergia biológica para máxima proteção, o Evedar traz proteção biológica avançada para a lavoura, combinando os fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae em uma formulação inovadora. Oferece um controle efetivo contra pragas como, bicudo da cana-de-açúcar (Sphenophorus levis), mosca-branca (Bemisia tabaci biótipo B), ácaro-rajado (Tetranychus urticae), broca-do-café (Hypothenemus hampei), cigarrinha-das-pastagens (Deois flavopicta), percevejo-marrom (Euchistos heros) e Tripes (Frankliniella occidentalis).

Já o Perovar® combate as pragas onde elas começam. Com o fungo Metarhizium anisopliae isolado, o bioinseticida é ideal para aplicação em sulco. Sua eficácia no controle de pragas como cigarrinha da cana-de-açúcar (Mahanarva fimbriolata) e percevejo-castanho (Scaptocoris castânea) entrega proteção efetiva e de amplo espectro, preservando a saúde do solo e favorecendo o equilíbrio biológico. Resistente a condições adversas e compatível com diversos manejos, Perovar é a solução resiliente que protege as plantas no momento mais crítico do desenvolvimento, entregando resultados superiores no campo.

No portfólio de biofungicidas, o Cablar® é a força biológica que protege e regenera o solo. A tecnologia é formulada com uma potente combinação de duas cepas de Trichoderma (Trichoderma harzianum URM 8119 e Trichoderma asperellum URM 8120) e Bacillus amyloliquefaciens CCT 7901, projetados para estabelecer a microbiota regenerativa e atuar contra doenças do solo e da planta.

“Essas soluções são altamente eficazes e sustentáveis, com um elevado shelf life sem necessidade de refrigeração, garantindo praticidade no armazenamento e no uso”, diz o gerente. Leonardo ainda ressalta que o portfólio da FMC contribui para a sustentabilidade ao compromisso da companhia com a agricultura de baixo impacto ambiental. “Essas novas soluções fortalecerão ainda mais a produtividade e a saúde das lavouras de nossos parceiros, proporcionando um futuro mais seguro e rentável”.





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Defensivos agrícolas podem movimentar mais de R$ 950 milhões no Paraná



Entre 30% e 35% dos defensivos destinados à próxima safra de verão já foram vendidos




Foto: Pixabay

O centro-oeste do Paraná apresenta uma demanda expressiva não atendida para a comercialização de defensivos agrícolas voltados às safras de verão 2025/2026 e safrinha 2026/2026. De acordo com levantamento realizado pela EEmovel Agro, entre 30% e 35% dos defensivos agrícolas destinados à próxima safra de verão já foram vendidos. No entanto, o volume negociado para a safrinha ainda é reduzido, variando entre 5% e 10%. A empresa destaca que, historicamente, a média de vendas nesse período costuma superar 80%.

A região, que reúne 153.215 propriedades e 361.550 produtores, conta com uma área plantada temporária estimada em 3,1 milhões de hectares. Apenas na cultura da soja, o potencial financeiro para aquisição de defensivos agrícolas ultrapassa R$ 953 milhões. Mesmo diante desse cenário, cerca de 2 milhões de hectares ainda não realizaram a compra dos insumos necessários para a próxima safra.

O diretor de operações agro da EEmovel Agro, Luiz Almeida, aponta que os produtores têm adiado as aquisições por receio de instabilidades nos preços. “O potencial da região, considerando o centro ocidental, noroeste e oeste paranaense, ainda é grande. São cerca de 70% da região que ainda não adquiriu defensivos agrícolas para a safra que se inicia nos próximos dias”, afirma. Segundo Almeida, fatores como o aumento dos custos de produção, a valorização do dólar, a redução da oferta global de insumos e os impactos de conflitos internacionais têm contribuído para a hesitação no fechamento de negócios.

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), informou no boletim semanal de Condições de Tempo e Cultivo que a comercialização da soja segue em ritmo lento. Mesmo com o fim da colheita há alguns meses, muitos produtores optam por manter os estoques, aguardando cotações mais atrativas. Paralelamente, o planejamento para a próxima safra avança, com produtores iniciando o preparo do solo e a aquisição de parte dos insumos.

 





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Aplicativo centraliza dados de propriedades rurais



O usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo



O usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo
O usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo – Foto: Pixabay

O governo federal lançou o aplicativo Meu Imóvel Rural, que reúne em um só lugar as principais informações sobre imóveis rurais. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), responsável pelo desenvolvimento da ferramenta em parceria com o Dataprev, o app traz uma interface simples e pode ser acessado via computador ou celular, mediante login com conta GOV.BR.

Com o novo aplicativo, o usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo: o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), o Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF) e o Cadastro Ambiental Rural (SICAR). A proposta é facilitar o acesso à informação, aumentar a transparência e permitir a identificação de eventuais pendências ambientais, fundiárias e fiscais.

A ministra Esther Dweck afirmou que a iniciativa integra a agenda digital do governo e contribui para políticas públicas mais eficazes. “Com o aplicativo, o proprietário rural não precisa mais acessar três sistemas diferentes para obter dados e identificar pendências ambientais, fundiárias e fiscais do seu imóvel”, explicou a ministra.

Por enquanto, o app está disponível para pessoas físicas com imóveis rurais. A partir de novembro de 2025, também atenderá pessoas jurídicas. Nessa data, novas funções serão incluídas, como notificações oficiais, vinculação automática de cadastros e consulta por CNPJ.

A possibilidade de verificar inconsistências entre os diferentes cadastros ajuda a evitar problemas futuros, principalmente em casos de regularização fundiária ou ambiental. Com isso, o aplicativo se torna uma ferramenta estratégica para quem busca manter seus registros em dia e aproveitar com mais facilidade os benefícios de programas e políticas públicas voltadas ao campo.





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