sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Soja recua no Brasil apesar de alta em Chicago


Mesmo com a soja mantendo cotações superiores a US$ 11,00 por bushel na Bolsa de Chicago durante todo o mês de novembro, o mercado brasileiro segue pressionado por fatores internos, como a valorização do real frente ao dólar e a queda dos prêmios nos portos. Os preços pagos ao produtor recuaram em diversas praças.

Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o saco de 60 kg de soja foi comercializado entre R$ 118,00 e R$ 128,00 nas principais regiões produtoras, enquanto no mesmo período de 2024 os valores variavam entre R$ 120,00 e R$ 148,00.

Apesar da alta em Chicago — que fechou a última quarta-feira (26/11) em US$ 11,31 por bushel, contra US$ 11,22 na semana anterior —, os prêmios nos portos brasileiros caíram significativamente. Esse movimento, somado ao recuo cambial (com o dólar cotado a R$ 5,35, frente aos R$ 5,80 de um ano antes), reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado externo.

No campo, o plantio avança em ritmo ligeiramente acima da média. Segundo a Conab, até o dia 22 de novembro, 78% da área esperada no país estava semeada. O Mato Grosso já alcançava 99,1% da área, enquanto o Rio Grande do Sul, com clima mais instável, chegava a 47%.

A questão ambiental também pautou o setor nesta semana. Durante a COP30, dados da Serasa Experian indicaram que 90,7% das áreas de soja monitoradas na Amazônia Legal e no Cerrado estão em conformidade socioambiental, sem sobreposição com desmatamentos recentes. A combinação entre câmbio, prêmios e incertezas climáticas deve manter o mercado volátil nas próximas semanas.

 





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Milho segue estável no Brasil com plantio adiantado



Mercado segue com viés de estabilidade no curto prazo



Foto: USDA

Os preços do milho no Brasil mantiveram-se praticamente estáveis na semana, variando entre R$ 50,00 e R$ 66,00 por saca nas principais praças. No Rio Grande do Sul, o valor médio pago ao produtor ficou em R$ 62,18. Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, o mercado segue com baixa liquidez, com produtores evitando vendas neste momento.

De acordo com levantamento da Conab, o plantio da safra de verão 2025/26 atingiu 59,3% da área prevista até o dia 22 de novembro, ligeiramente acima da média histórica (58,7%). Destaque para estados como Santa Catarina, com 98% da área semeada, e o Paraná, que já concluiu o plantio.

A estabilidade dos preços está relacionada à postura cautelosa dos vendedores, que mantêm as ofertas limitadas, e a uma demanda interna que atua apenas com compras pontuais. Há também suporte por parte da indústria de etanol, que vem mantendo uma demanda constante pelo cereal.

Embora o mercado externo esteja pressionado pela forte concorrência dos EUA, que exportaram 17,5 milhões de toneladas no atual ano comercial (72% a mais que no mesmo período do ano anterior), os embarques brasileiros de milho melhoraram em novembro. A expectativa é de que o mês feche com 5 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil.

A preocupação climática já começa a rondar a próxima safrinha, com previsões de clima seco em algumas regiões produtoras. Por ora, o mercado segue com viés de estabilidade no curto prazo.

 





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Bom preparo impulsiona formação do cafezal



A escolha das mudas se torna um ponto central


A escolha das mudas se torna um ponto central
A escolha das mudas se torna um ponto central – Foto: Divulgação

A formação de uma lavoura de café começa muito antes da entrada das mudas no campo e depende de etapas que determinam o resultado do cultivo ao longo dos anos. O planejamento adequado orienta cada decisão do produtor e o preparo do solo garante as condições físicas necessárias para que as plantas encontrem ambiente favorável ao enraizamento e ao crescimento inicial. Nessa fase, a escolha das mudas se torna um ponto central, já que esse material define o potencial de desenvolvimento e a longevidade do cafezal.

Mesmo quando apresentam aparência saudável, as mudas podem esconder falhas internas que comprometem seu desempenho. Problemas no sistema radicular, como raízes tortas, bifurcadas, presença de nematoides e outras deformações, dificultam o estabelecimento no campo e reduzem a vitalidade das plantas. Essas limitações tendem a se refletir em crescimento lento, folhas amareladas ou murchas, queda precoce da folhagem e maior risco de morte, o que compromete o investimento feito no início da lavoura.

Por outro lado, mudas com raízes bem formadas garantem melhor absorção de água e nutrientes, maior resistência a pragas e doenças e contribuem para lavouras mais estáveis e duráveis. Um sistema radicular estruturado aumenta a capacidade de adaptação das plantas e sustenta seu desenvolvimento em condições variadas de clima e solo, reforçando o desempenho produtivo ao longo do ciclo.

Para assegurar esse padrão de qualidade, é essencial adquirir mudas provenientes de viveiros certificados, prática que reduz o risco de problemas invisíveis e fortalece a base da produção. O planejamento antecipado e o preparo correto do solo completam o conjunto de cuidados que elevam as chances de sucesso da lavoura. As informações são de Camila de Resende, auxiliar de compras do agronegócio.

 





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RS avança na colheita da aveia-branca com boa qualidade



Colheita da aveia-branca está na reta final



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (28), a colheita de aveia-branca no Rio Grande do Sul atingiu 95%, restando apenas algumas áreas em maturação. O boletim destaca que “as condições climáticas das últimas semanas favoreceram os trabalhos e evitaram a degradação da qualidade dos grãos”, resultando em produto com PH adequado e elevada integridade.

A Emater informou que, apesar da heterogeneidade entre microrregiões, o desempenho das lavouras foi considerado elevado nas áreas que tiveram regularidade climática e manejo consolidado. O documento registra que “eventos climáticos ocasionaram perdas pontuais, mas sem impacto significativo à produtividade nesta safra”. A maior qualidade dos grãos aumenta a oferta de produto apto ao processamento pela indústria alimentícia.

A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta 393.252 hectares cultivados com aveia-branca no Estado, com produtividade média atual de 2.445 kg/ha. Na região administrativa de Ijuí, a colheita já foi concluída. Segundo o informativo, “a qualidade dos grãos é considerada excelente”, favorecida pelo bom enchimento e pela ausência de registros relevantes de pragas e doenças ao longo do ciclo.

Na comercialização, o produto destinado à indústria alimentícia foi negociado, na região de Ijuí, pelo valor médio de R$ 52,00 a saca de 60 quilos.





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Clima favorável mantém otimismo para a safra de soja



A consultoria destaca ainda que a janela de compra da soja americana é curta


A consultoria destaca ainda que a janela de compra da soja americana é curta
A consultoria destaca ainda que a janela de compra da soja americana é curta – Foto: Canva

As projeções climáticas indicam a formação de um La Niña de baixa intensidade e curta duração, com pico previsto entre novembro e dezembro e transição para neutralidade no início de 2026. Esse quadro tende a favorecer a safra de verão no Brasil, embora exista preocupação com possível redução das chuvas no extremo sul do país em dezembro. Ainda assim, para o período completo da safra, as perspectivas permanecem positivas tanto para Brasil quanto para Argentina, segundo o Itaú BBA.

Nos Estados Unidos, a produção de soja da safra 2025/26 ficou menor em razão da redução da área plantada. As exportações foram estimadas em 44,5 milhões de toneladas, pressionadas pela oferta mais enxuta e pela concorrência do produto sul-americano. Mesmo após o anúncio do acordo comercial com a China, o USDA revisou para baixo a projeção de embarques americanos. O Itaú BBA observa que, caso a demanda chinesa não mantenha o ritmo necessário para atingir a meta prevista de 12 milhões de toneladas, os preços podem recuar na bolsa de Chicago conforme novas informações surgirem.

A consultoria destaca ainda que a janela de compra da soja americana é curta, já que os negócios firmados agora só resultariam em embarques a partir de dezembro e chegadas entre o fim de janeiro e meados de fevereiro. Depois desse período, o Brasil volta a ganhar vantagem de custo, com possibilidade de maior disponibilidade antecipada em 2026 devido ao plantio mais avançado.

Com a definição do acordo entre Estados Unidos e China, o foco do mercado deve se voltar novamente ao plantio e ao desenvolvimento da safra sul-americana. A demanda chinesa e o ritmo de embarques americanos tendem a adicionar volatilidade ao mercado. O Itaú BBA avalia que o balanço global de oferta e demanda pode alcançar níveis elevados, sustentado pelas boas perspectivas para Brasil e Argentina, mantendo os estoques mundiais confortáveis. 

 





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Importação de trigo argentino cresce, mas qualidade do grão preocupa moinhos



Produção argentina foi estimada em 24,5 milhões de toneladas



Foto: Pixabay

A expectativa de aumento nas importações brasileiras de trigo da Argentina vem acompanhada de um alerta para os moinhos nacionais: a qualidade do produto colhido pode estar comprometida. Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, os argentinos devem dispor de até 20 milhões de toneladas para exportação em 2025/26, sendo 5 milhões destinadas ao Brasil.

A produção argentina foi estimada em 24,5 milhões de toneladas, segundo a Bolsa de Comércio de Rosário, com estoques totais alcançando 28 milhões de toneladas. A maior oferta ajuda a manter os preços internos sob controle, com o saco sendo negociado entre R$ 55,00 e R$ 66,00 em praças do Sul.

No entanto, visitas técnicas realizadas durante o Giro Abitrigo-Argentina revelaram preocupação com a ausência de segregacão na exportação e os efeitos do clima sobre a qualidade do trigo colhido. Moinhos brasileiros estão em alerta para evitar impactos na produção nacional de farinhas. O mercado também acompanha a movimentação cambial. A leve desvalorização do real em relação ao dólar nos últimos dias favorece as importações, tornando o trigo argentino mais competitivo. No Brasil, a colheita já foi concluída na maior parte das regiões produtoras.

Segundo a CEEMA, o valor médio pago ao produtor gaúcho foi de R$ 55,09 por saca. Com uma safrinha nacional menor e custos de produção ainda elevados, os moinhos devem seguir dependentes do trigo importado, reforçando a necessidade de rigor na análise de qualidade dos lotes argentinos.





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os riscos da falta de inovação no campo


A agricultura moderna é um dos setores que mais dependem da inovação científica. Cada nova tecnologia desenvolvida representa anos de pesquisa, milhões em investimento e, principalmente, uma resposta concreta aos desafios enfrentados no campo — surgimento de novas pragas (ou surtos das atuais), resistência de pragas, mudanças climáticas, perda de produtividade, solos degradados e tantos outros.

O que acontece quando novas moléculas deixam de ser aprovadas ou chegam tarde demais aos produtores?

A resposta é clara — e preocupante: sem inovação, o controle se torna menos eficaz, os custos aumentam e o impacto ambiental cresce.

Nas últimas décadas, a pesquisa para desenvolvimento de novos defensivos agrícolas evoluiu significativamente. As novas moléculas químicas são mais seletivas, eficientes e seguras, e o avanço no portfólio de bioinsumos reforça ainda mais o caminho rumo à sustentabilidade da agricultura. No entanto, o ritmo de aprovação e disponibilização de novas tecnologias segue lento — e isso coloca em risco o acesso do produtor a ferramentas essenciais e compromete as boas práticas de manejo.

Sem novos ingredientes ativos, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) — que combina diferentes tecnologias e estratégias — perde parte do seu potencial. Afinal, é a diversidade de ferramentas que permite evitar a resistência, reduzir impactos e manter a produtividade das lavouras.

 

Resistência de pragas: o preço da estagnação química

As pragas evoluem. E quando as tecnologias permanecem as mesmas por tempo demais, a resistência é apenas uma questão de tempo.

Como destacam Garud et al. (2024), a falta de novas moléculas leva à dependência de ativos antigos, que acabam sendo usados de forma repetitiva. Isso acelera a seleção de populações resistentes e provoca falhas no controle — um ciclo perigoso que afeta produtividade e aumenta custos.

Esse ciclo pode ser evitado com a incorporação contínua de novas tecnologias no campo. Segundo Umetsu e Shirai (2020), mais de 105 pesticidas foram lançados ou estavam em desenvolvimento apenas na última década no mundo — incluindo fungicidas, inseticidas e herbicidas. A maioria dessas moléculas foi projetada com alto potencial de seletividade e menor persistência ambiental, atendendo às novas demandas de segurança e sustentabilidade.

Essa tendencia é mostrada por Lazarevic-Pašti et al. (2025), em seu trabalho, onde destaca que o EIQ (Environmental Impact Quotient), índice que mede o impacto ambiental e à saúde humana dos defensivos, vem caindo de forma consistente nas últimas duas décadas.

Ou seja, as moléculas mais recentes são menos tóxicas, mais específicas e com menor persistência ambiental, reduzindo riscos para polinizadores, inimigos naturais e microrganismos do solo.

Além disso, novas formulações e sistemas de liberação controlada permitem maior eficiência com doses menores, diminuindo o volume de ingrediente ativo aplicado por hectare. Isso se traduz em menor impacto e maior custo-benefício.

O resultado é uma agricultura que não apenas produz mais, mas produz melhor — com segurança, rastreabilidade e responsabilidade ambiental.

Sem inovação com o desenvolvimento de novas ferramentas, o sistema produtivo perde força. Não é apenas um problema agronômico, mas também econômico e ambiental.

O resultado é paradoxal — a ausência de novas tecnologias leva justamente ao aumento dos impactos que se busca evitar.

 

Quando a inovação não chega: o impacto da lentidão regulatória

Desenvolver um novo ingrediente ativo químico é um processo demorado, complexo e caro.  Segundo levantamento da CropLife International (2024), o custo médio global para levar uma molécula do laboratório até o mercado chega a US$ 301 milhões, somando as etapas de pesquisa, desenvolvimento e registro.

O caminho também ficou mais demorado: o tempo médio de pesquisa e desenvolvimento passou de 11 para cerca de 12 anos, refletindo a maior complexidade dos requisitos regulatórios e o volume crescente de dados exigidos para comprovar eficácia, seletividade e segurança.

Após estes 12 anos de P&D, há o tempo de análise técnico-regulatória, o que faz com que este prazo se estender ainda mais para a chegada da tecnologia no campo.

Das muitas moléculas estudadas, apenas uma em cada 140 mil chega ao mercado. Agora, imagine somar a isso processos regulatórios lentos e burocráticos. O resultado é que, muitas vezes, tecnologias seguras e eficazes — já disponíveis em outros países — demoram anos para chegar ao produtor brasileiro.

Essa defasagem cria um cenário de desvantagem competitiva e aumenta a pressão sobre as moléculas antigas, que seguem sendo utilizadas por falta de alternativas.

Em um mercado global que evolui rapidamente, não aprovar ou demorar para aprovar novas tecnologias é também uma forma de retroceder.

 

Regulação com rigor e ciência: o equilíbrio que o agro precisa

No Brasil, o uso de defensivos químicos é rigidamente regulamentado, com uma das legislações mais completas e exigentes do mundo.

A Lei nº 14.785/2023 estabelece normas que abrangem todas as etapas do ciclo de vida dos produtos, desde a pesquisa e desenvolvimento, passando pela produção, comercialização, transporte e aplicação, até o descarte e a destinação final das embalagens.

Esse arcabouço garante que nenhum produto chegue ao campo sem antes passar por três avaliações independentes, conduzidas por órgãos federais com diferentes competências:

•    o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), responsável pela eficácia agronômica;

•    o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que analisa os impactos ambientais;

•    e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avalia os riscos à saúde humana.

Os critérios utilizados por essas instituições estão alinhados às principais agências internacionais, como a EPA (EUA) e a EFSA (União Europeia), reforçando o compromisso do Brasil com o Código Internacional de Conduta para o Gerenciamento de Pesticidas, da FAO.

Manter o rigor científico é essencial — mas é igualmente importante que o processo não se torne uma barreira à inovação. A lentidão nos registros pode atrasar a chegada de novos produtos, ampliar a dependência de moléculas antigas e gerar, portanto, ineficácia de controle de pragas no campo.

No fim das contas, a inovação só se concretiza quando governo, academia e setor produtivo trabalham juntos.

É dessa colaboração que nasce o equilíbrio entre rigor, agilidade e sustentabilidade — e é ela que garante que o Brasil continue sendo uma referência mundial em produtividade e manejo responsável.

 

Inovação é só o começo: o papel do uso correto

Por mais modernas que sejam as moléculas, o sucesso delas depende do uso responsável e técnico.

A rotação de modos de ação, a dose correta e o momento ideal de aplicação são estratégias essenciais para prolongar a vida útil das moléculas e evitar novas situações de resistência e ressurgência de pragas.

Sem isso, até mesmo as tecnologias mais inovadoras podem perder eficácia rapidamente. O uso inadequado — seja por repetição, subdosagem ou pulverizações excessivas — aumenta a pressão seletiva sobre as populações de pragas, comprometendo o manejo integrado e elevando custos.

O MIP é a base desse equilíbrio. Ele integra bioinsumos, químicos, manejo genético e cultural para garantir produtividade sustentável, usando cada ferramenta no momento certo e da maneira correta.

 

Inovação também é manejo

Falar em novas moléculas não é apenas discutir produtos: é falar em ciência aplicada ao manejo. Cada ingrediente ativo aprovado é o resultado de uma longa jornada de pesquisa, testes e validações que têm como objetivo tornar o campo mais produtivo, seguro e sustentável.

Com novas tecnologias, abrimos espaço para uma agricultura que usa menos, mas produz mais; que protege o solo, a água e a biodiversidade; e que continua a alimentar o mundo com eficiência e responsabilidade.

Como costumo dizer: não existe milagre, existe manejo — e dentro desse manejo, a inovação é a engrenagem que mantém o agro em movimento.

 

Texto desenvolvido por:

Dra. Gabriela Vieira: Engenheira agrônoma, bióloga, doutora em fitossanidade e é especialista em Manejo Integrado de Pragas (MIP) e produtos biológicos. Trabalha como consultora, palestrante e treina profissionais do agro no Brasil todo.

Descascando a Ciência: Empresa de comunicação que traduz a ciência em conteúdos estratégicos e acessíveis. Atuamos com planejamento, produção e divulgação de pesquisas e tecnologias para aproximar ciência, sociedade e mercado.

Principais referências:

CropLife International. Time and Cost of new agrochemical product discovery, development and registration. AgbioInvestor, 2024. 

Garud, A., et al. A Scientific Review of Pesticides: Classification, Toxicity, Health Effects, Sustainability, and Environmental Impact. Cureus, 2024.

Lazarevic-Pašti, T., et al. With or Without You?—A Critical Review on Pesticides in Food. Foods, 2025.

Umetsu, N., & Shirai, Y. Development of Novel Pesticides in the 21st Century. Pesticide Biochemistry and Physiology, 2020.

 





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Produção recorde nos EUA pressiona preços do milho



No Brasil, o plantio da soja para 2025/26 avança em boas condições no Paraná


No Brasil, o plantio da soja para 2025/26 avança em boas condições no Paraná
No Brasil, o plantio da soja para 2025/26 avança em boas condições no Paraná – Foto: Leonardo Gottems

A nova projeção do USDA indica avanço significativo na produção, consumo, exportações e estoques finais de milho nos Estados Unidos para a safra 2025/26. Segundo análise do Itaú BBA, a entidade estima que a produção americana alcance cerca de 425 milhões de toneladas, sustentada por aumento de área e melhora de produtividade. Do lado da demanda, as exportações foram ajustadas para 78,1 milhões de toneladas e os estoques finais devem crescer cerca de 40 por cento frente ao ciclo 2024/25.

Mesmo com a projeção de queda nos estoques globais de milho, a oferta elevada nos EUA tende a manter os preços pressionados. O cenário é reforçado pela forte produção chinesa e pela menor necessidade de importações pelo país. Esse equilíbrio confortável no balanço americano funciona como fator limitante para altas expressivas no mercado internacional do cereal.

No Brasil, o plantio da soja para 2025/26 avança em boas condições no Paraná e em parte do Mato Grosso, enquanto Goiás e Minas Gerais ainda tentam recuperar atrasos. Em Tocantins e Maranhão, as chuvas irregulares dificultam a implantação das lavouras e exigem atenção redobrada nas próximas semanas. A definição da janela ideal será determinante para o nível de investimento da segunda safra.

Com a melhora na relação de troca entre milho e fertilizantes, favorecida pela queda no preço dos insumos, produtores que concluíram rapidamente o plantio da soja podem ampliar a área destinada ao milho safrinha. A decisão final dependerá da combinação entre preços, potencial de rentabilidade, andamento da colheita e risco climático. Caso o ciclo da soja permaneça dentro da normalidade, a perspectiva para o milho 2ª safra segue positiva. Em regiões com atraso, como Goiás e Minas, pode haver limitação de área, redução tecnológica e menor investimento, embora o milho continue sendo a opção mais atrativa pela liquidez e mercado consolidado.





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Aiba apresentará Bahia Farm Show 2026 durante a Fenagro



Começaram os preparativos para a Bahia Farm Show 2026


Foto: Divulgação

Começaram os preparativos para a Bahia Farm Show 2026, e a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), entidade responsável pela realização da feira, fará a apresentação da 20ª edição no próximo domingo (30), às 15 horas, durante a abertura oficial da Fenagro, na Tribuna de Honra do Parque de Exposições de Salvador.

Além de representantes das entidades do agronegócio e da imprensa da capital baiana, lideranças políticas também participarão do evento, como o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o secretário de Agricultura, Pablo Barrozo, e demais secretários do governo.

Sobre a Bahia Farm Show:

Consolidada como um dos principais eventos do calendário do agronegócio no Brasil, a Bahia Farm Show é uma das mais importantes feiras agrícolas do país e desempenha papel fundamental na economia baiana. A 20ª edição já tem data marcada e acontecerá de 8 a 13 de junho, no município de Luís Eduardo Magalhães.

A maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte e Nordeste contará, em 2026, com a participação de mais de mil marcas expositoras e deverá atrair milhares de visitantes, reforçando sua relevância para o desenvolvimento socioeconômico da Bahia.

SERVIÇO:

Apresentação da Bahia Farm Show 2026

Data: 30/11/2026 (Domingo)

Horário: 15 horas

Local: Tribuna de honra do Parque de Exposições

 





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Mercado do boi fecha semana com alta na novilha



MS e BA mantêm estabilidade



Foto: Divulgação

O informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria na sexta-feira (28), apontou movimento de alta no mercado do boi gordo em São Paulo. Segundo a análise, “o mercado encerrou a semana com alta de R$ 2,00/@ na cotação da novilha”, enquanto os preços das demais categorias resultaram na comparação diária.

A consultoria divulgou que o quadro de firmeza foi sustentado “pela boa demanda por carne bovina no mercado interno e pelo bom desempenho de exportação”. Apesar disso, o avanço das cotações encontrou limite na oferta de boiadas, considerado maior que o previsto para o período. As escalas de abate atenderam, em média, a sete dias, e “todos os preços foram brutos e com prazo”, informou o boletim.

No Mato Grosso do Sul, a oferta mais confortável em parte das praças levou a indústria a reduzir o valor oferecido pela arroba, embora a análise tenha classificado o cenário geral como de firmeza nos preços. Em Dourados, “a cotação do boi gordo caiu R$ 1,00/@, e a da vaca e da novilha se manteve estável”. Em Campo Grande, não houve alterações na comparação diária, e em Três Lagoas todas as categorias encontradas foram encontradas. O informativo registrou ainda que “a arroba do boi China caiu R$ 2,00”, mantendo a observação de que todos os preços foram divulgados de forma bruta e com prazo.

Na Bahia, o levantamento específico de estabilidade, sem mudanças nas cotações no comparativo dia

um dia.





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