sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de erva-mate avança, mas demanda segue baixa


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (4) pela Emater/RS-Ascar, a produção de erva-mate apresenta resultados distintos entre as regiões do Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Erechim, a produtividade segue dentro do esperado. O informativo aponta que “a produtividade até o momento está boa, em torno de 900 arrobas por hectare em 6.850 hectares plantados”. O preço pago pela indústria está em cerca de R$ 14,00 por arroba, mas produtores relatam “baixa demanda das indústrias locais pela cultura”.

Em Passo Fundo, a principal atualização foi a inclusão da erva-mate Barbaquá Machadinho entre os 50 produtos selecionados para o Guia de Sabores Únicos do Rio Grande do Sul, edição 2026. A região também recebeu o registro oficial da Indicação Geográfica (IG) Erva-mate Região de Machadinho, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Segundo o informativo, a área tem “ampla notoriedade na produção de erva-mate, em especial da variedade Cambona 4”, conhecida pela produtividade e pelo sabor suave.

Os ervais se encontram na fase final de floração e início de frutificação, o que reduziu a colheita devido ao período de brotação. Os preços pagos pela indústria variam entre R$ 18,00 e R$ 19,00 por arroba na Cultivar Cambona 4. A erva destinada ao sistema barbaquá tem sido comercializada por cerca de R$ 20,00. Também houve aumento na compra de erva-mate cancheada para envelhecimento.

Na região de Soledade, técnicos registraram o início da infestação de ampola, praga que ataca ramos e compromete a produção e a qualidade das folhas. O manejo da broca-da-erva-mate também segue ativo, prática comum nesta época do ano. Conforme o relatório, produtos à base de bioinsumos, como o fungo Beauveria bassiana e a azadiractina, “têm proporcionado bons resultados”, embora a oferta permaneça limitada. Os preços na ervateira variam entre R$ 14,00 e R$ 18,00 por arroba, enquanto o valor cobrado pelos tarefeiros fica entre R$ 4,00 e R$ 8,00 por arroba.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja recua em Chicago no início de dezembro


A soja iniciou dezembro em queda no mercado internacional. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 28 de novembro a 4 de dezembro, “as cotações da soja recuaram, em Chicago, nestes primeiros dias de dezembro”. O primeiro mês cotado encerrou a quinta-feira (4) a US$ 11,19 por bushel, frente aos US$ 11,37 registrados em 28 de novembro.

A Ceema destaca que a média de novembro fechou em US$ 11,23, “ficando 8,6% acima da média de outubro”, desempenho atribuído ao retorno da China às compras de soja dos Estados Unidos em meio às negociações comerciais entre os dois países. Há um ano, a média mensal era de US$ 9,94 por bushel, o que, segundo a entidade, “confirma a recuperação de Chicago neste momento”.

No cenário global, o Brasil projeta colher entre 177 e 178 milhões de toneladas na safra 2025/26, mesmo com problemas climáticos em algumas regiões, como Centro-Oeste e Rio Grande do Sul. A Ceema afirma que “as margens internas são baixas no país”, o que limita o esmagamento, pressiona prêmios e mantém a comercialização lenta — cerca de 25% da nova safra havia sido vendida até o início de dezembro.

A Argentina exportou 12 milhões de toneladas em 2024/25, impulsionada pela demanda chinesa e pela redução temporária das retenciones. Apesar da expectativa de produção menor no próximo ciclo, estimada em 48,5 milhões de toneladas, o país deve seguir líder na exportação de farelo (30 milhões de toneladas) e óleo de soja (7 milhões de toneladas).

A China permanece como principal consumidora global, com previsão de importação de 112 milhões de toneladas em 2025/26. A Ceema observa, porém, que o país mantém “estoques de 44 milhões de toneladas, o que garante consumo para quatro meses”. Mesmo assim, parte das compras recentes dos Estados Unidos é vista como movimento político, já que “o produto estadunidense está mais caro que o brasileiro”.

Nos EUA, a produção chegou a 115,8 milhões de toneladas, número considerado menor que o esperado devido à redução da área plantada. As exportações terminaram o ciclo 2024/25 cerca de 7 milhões de toneladas abaixo do padrão, conforme dados da Hedgepoint Global Markets.

As vendas americanas para a China mostraram aceleração no fim do ano. Uma sétima carga foi enviada na semana anterior ao levantamento. Segundo o governo dos EUA, os chineses podem comprar 12 milhões de toneladas até o fim de 2025, mas ainda não houve confirmação. A Reuters informou que “os importadores chineses reservaram quase 2 milhões de toneladas de soja dos EUA no mês passado para embarque no ano comercial de 2025/26”, embora as compras confirmadas estejam abaixo dos volumes observados antes da guerra comercial.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do pêssego oscilam entre regiões



Mosca-das-frutas preocupa produtores de pêssego



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4), a colheita de pêssegos avançou em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com aumento da oferta e variações de preços conforme a localidade e o estágio das cultivares.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a Emater/RS-Ascar informou que “a oferta de frutas em mercados e fruteiras aumentou, com preços mais acessíveis”. Segundo o órgão, pêssegos e nectarinas estão em colheita, com agricultores em plena safra. Os frutos são comercializados tanto no Estado quanto nos mercados do Sudeste e Nordeste, com valores entre R$ 3,50 e R$ 6,00 por quilo, dependendo da variedade e do destino.

Em Pelotas, as cultivares precoces estão em pleno colhimento, com produção considerada adequada pelos técnicos. A variedade Citrino já teve toda a safra encerrada. A Emater/RS-Ascar destacou que “segue o controle e o monitoramento de mosca-das-frutas”, mas alertou que, em áreas onde não há rescaldo de colheita, a praga “tem se multiplicado e causado grandes preocupações”. Os preços na região são de R$ 2,10 por quilo para pêssegos tipo I e R$ 1,85 para tipo II, valores que, segundo produtores, estão abaixo do esperado. O informativo também registrou falta de caixaria disponibilizada pelas indústrias e demora na descarga das frutas.

Na região administrativa de Soledade, as variedades de ciclo intermediário estão em fase de colheita. A produção e a qualidade são consideradas adequadas nos cultivos que mantêm manejo apropriado. Apesar do tempo seco predominante, há presença significativa de podridão-parda, além do aumento da incidência de mosca-das-frutas. Técnicos reforçam que “o manejo preventivo e complementar é necessário para manter a qualidade dos frutos”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de uva terá novo valor mínimo a partir de 2026



Governo reajusta preço mínimo da uva industrial para 2026



Foto: Arquivo Agrolink

O preço mínimo da uva industrial com 15º glucométricos terá reajuste de 6,5% a partir de 1º de janeiro de 2026. O valor para a safra de 2026 passa a ser de R$ 1,80 e será válido até 31 de dezembro do próximo ano nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. A definição consta na Portaria nº 867, publicada no Diário Oficial da União, após aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN) com base em proposta da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo a Conab, “a valorização do preço mínimo acompanha a alta dos custos variáveis de produção da fruta”. A companhia aponta que fertilizantes, tratores e colheitadeiras, agrotóxicos e mão de obra foram os itens que mais influenciaram o aumento dos custos, com participações de 6,2%, 11,8%, 13,4% e 21,2%, respectivamente. O órgão afirma que o novo valor “possibilita ao viticultor arcar ao menos com os custos variáveis da produção”, além de contribuir para a continuidade da atividade.

O mecanismo de preço mínimo, definido antes do início de cada safra, serve como referência para a decisão de plantio e como garantia de remuneração. O governo federal sinaliza, por meio da política, que poderá adquirir ou subvencionar produtos agrícolas caso o preço de mercado fique abaixo do estabelecido.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores monitoram pragas em lavouras de mandioca



Frio e pragas influenciam lavouras de mandioca



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4) apontou que a cultura da mandioca segue em fase de desenvolvimento nas regiões acompanhadas. Na área administrativa de Soledade, técnicos relatam que “houve ataque expressivo de formigas-cortadeiras”, o que exigiu monitoramento e manejo por parte dos produtores.

As noites frias registradas ainda em novembro também retardaram o desenvolvimento vegetativo das plantas. Segundo o boletim, continuam sendo realizados manejos e adubações em cobertura. Em Mato Leitão, o preço ao produtor varia entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por caixa de 22 quilos.

Na região de Santa Rosa, onde são cultivados 6.329 hectares de mandioca, a produtividade média inicial é estimada em 17 mil quilos por hectare. As lavouras apresentam bom desempenho, e os valores ao consumidor estão em R$ 6,00 por quilo com casca e R$ 8,00 por quilo na versão descascada.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

RS conclui colheita de cevada com alta produtividade



RS registra 31,6 mil ha de cevada e boa performance



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4) aponta que a colheita da cevada no Rio Grande do Sul está próxima do fim, favorecida por “dias secos, temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar”, condições que, segundo o boletim, “aceleraram a maturação e permitiram a retirada rápida e uniforme das lavouras”.

A produtividade registrada até o momento foi considerada compatível com o potencial da cultura em áreas conduzidas com manejo adequado. As lavouras ainda em campo concentram-se nos Campos de Cima da Serra, onde o ciclo é mais tardio, e devem ser colhidas até o primeiro decêndio de dezembro.

A Gerência de Classificação e Certificação (GCC) da Emater/RS-Ascar informou que o produto colhido “atendeu aos parâmetros requeridos para malteação”. Houve, entretanto, desclassificações pontuais por falhas no armazenamento inicial, com esses lotes sendo redirecionados para suplementação animal.

A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra indica área cultivada de 31.613 hectares e produtividade média de 3.458 kg/ha. Na comercialização, o produto destinado à indústria de malte foi negociado em Erechim a R$ 85,00 por saca de 60 quilos. Toda a produção segue para contratos industriais, que determinam a valorização conforme os parâmetros de qualidade do grão.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

compromisso chinês levanta dúvidas no mercado



Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de t


Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de toneladas
Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de toneladas – Foto: United Soybean Board

Desde o acordo comercial “quadro” firmado em 30 de outubro entre Estados Unidos e China, cresce a dúvida se Pequim realmente cumprirá o compromisso de adquirir 12 milhões de toneladas de soja americana em 2025 e 25 milhões de toneladas anuais entre 2026 e 2028. Apesar de embarques recentes terem reativado o fluxo, especialistas consideram que os volumes ainda estão muito distantes das metas e dificilmente serão atingidos no curto prazo ou nos três anos seguintes.

Segundo a Reuters, seis carregamentos estão sendo preparados nos portos do Golfo do México e um já está a caminho, marcando o primeiro embarque desde a primavera. No entanto, mesmo com 1,584 milhão de toneladas compradas em apenas três dias na semana de 16 de novembro, o total acumulado fica muito abaixo da meta, faltando menos de um mês para o encerramento do ano. Para o economista-chefe do StoneX Group, Arlan Suderman, a China tende a comprar apenas o suficiente “para aparentar que está ativa”, e o mercado já precificou algo em torno de 8 a 10 milhões de toneladas, mas o número real pode chegar apenas a 3 a 3,5 milhões.

Além disso, o USDA reduziu sua projeção de exportações de soja dos EUA para 44,5 milhões de toneladas em 2025/26, queda de 13% ante o ciclo anterior. A limitação de armazenagem na China e a forte concorrência do Brasil, que segue ampliando a produção e ofertando soja a preços mais competitivos, colocam ainda mais pressão sobre os norte-americanos.

Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de toneladas em 2025/26, segundo o USDA, consolidando-se como principal fornecedor. A urgência se intensifica diante de um dado simbólico: as inspeções de soja para exportação dos EUA no acumulado do ano caíram 46% frente ao período anterior, mostrando o custo da ausência chinesa e reforçando o risco de o acordo não sair do papel como anunciado.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Área plantada com algodão recua 2,4% no Oeste baiano, segundo AIBA



Apesar da retração da área, a produtividade permanece estável



Foto: Pexels

O boletim da AIBA informa que a área destinada ao cultivo de algodão na região Oeste da Bahia foi ajustada para 403 mil hectares, uma redução de 2,4% em relação ao ciclo anterior. Apesar da retração da área, a produtividade permanece estável, com projeção de 332 arrobas por hectare. Com isso, a produção total estimada é de 2,006 milhões de toneladas de algodão em caroço.

A redução da área pode estar relacionada a estratégias de rotação de culturas e ajuste no zoneamento agrícola por parte dos produtores, ainda não detalhadas no boletim.

O algodão representa 12,5% da área cultivada total da região, mantendo-se como uma das culturas de maior relevância econômica no Oeste baiano. A expectativa é de que as boas condições climáticas também favoreçam o desenvolvimento inicial das lavouras de algodão, embora ainda estejam em fase de implantação.

A manutenção do potencial produtivo dependerá do monitoramento climático e das práticas de manejo preventivo.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Após breve alta, preços do boi gordo voltam a estabilizar



Mercado do boi gordo mantém estabilidade no paísMercado do boi gordo mantém estabilid



Foto: Divulgação

O mercado do boi gordo voltou a operar em estabilidade nesta quinta-feira (4), conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. A consultoria destacou que a alta registrada na véspera encerrou o mais longo período de preços estáveis do ano em São Paulo, com 28 dias consecutivos sem oscilações. O intervalo superou mais que o dobro dos três maiores períodos anteriores de manutenção das cotações, registrados em janeiro, março e junho, cada um com 13 dias.

Segundo o boletim, após a valorização registrada ontem, o mercado abriu o dia sem novas alterações. A Scot Consultoria informou que “os negócios aconteceram com maior facilidade ontem e, hoje, os compradores estiveram menos firmes nos preços, testando referências menores”. As escalas de abate estavam programadas, em média, para nove dias.

No Maranhão, o cenário também era de estabilidade. A consultoria apontou que os compradores mantinham escalas confortáveis, com programação média de dez dias.

Em Alagoas, o informativo ressaltou que “não houve alterações para todas as categorias na comparação diária”. As escalas estavam ajustadas para seis dias.

No Rio de Janeiro, a oferta começou a diminuir nos últimos dias. Apesar disso, as cotações permaneceram estáveis, sem resposta imediata à redução da disponibilidade de animais.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Barcelona confirma casos de peste suína africana (PSA) em javalis



PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis



Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) foi notificada sobre a ocorrência de peste suína africana (PSA) em javalis na província de Barcelona, região da Catalunha, na Espanha, registrada em 26 de novembro. Este é o primeiro episódio da doença no país desde 1994. Até 2 de dezembro, nove casos foram confirmados, todos restritos a javalis, sem detecção em suínos domésticos.

A PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis. Embora não represente risco à saúde humana, por não se tratar de zoonose, é de notificação obrigatória devido ao seu alto poder de disseminação e ao impacto potencial para os sistemas de produção. A presença de carrapatos do gênero Ornithodoros, que podem atuar como vetores, aumenta a complexidade do controle da enfermidade em ambientes silvestres.

O vírus apresenta elevada resistência no ambiente, podendo permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, materiais, equipamentos e em diversos produtos suínos que não passam por tratamento térmico adequado. As principais vias de introdução em áreas livres incluem o contato de animais suscetíveis com objetos contaminados ou a ingestão de produtos suínos contaminados.

O Brasil permanece oficialmente livre de PSA desde 1984, condição que segue preservada. O Mapa reforça que a manutenção desse status depende do cumprimento das normas sanitárias vigentes e da atenção contínua à movimentação de pessoas, produtos e materiais provenientes de regiões afetadas. A introdução da doença no país traria impactos significativos para a cadeia suinícola, motivo pelo qual o país mantém vigilância reforçada e protocolos de prevenção atualizados.





Source link