quinta-feira, março 12, 2026

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Gigante do setor agroenergético, Raízen pede recuperação extrajudicial


Maior produtora mundial de etanol e biomassa de cana-de-açúcar e uma das gigantes do setor de agroenergia, a Raízen apresentou pedido de recuperação extrajudicial nesta quarta-feira (11). Segundo a companhia, a proposta de renegociação de suas dívidas, que superam os R$ 65,1 bilhões, foi acordada com seus principais credores.

Em um comunicado divulgado esta manhã, a companhia afirma que o objetivo do pedido é “assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das dívidas financeiras quirografárias do Grupo Raízen”.

Dívidas quirografárias são os créditos a receber não cobertos por uma chamada garantia real, como uma hipoteca, e que não gozam de preferência na ordem de pagamento. Assim, em caso de falência ou recuperação via judicial, os credores quirografários são os últimos a receber os valores que lhes são devidos.

De acordo com a Raízen, o Plano de Recuperação Extrajudicial apresentado junto ao pedido distribuído à Comarca da Capital de São Paulo conta com a adesão de seus principais credores, titulares de mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias – percentual superior ao quórum mínimo legal de um terço dos créditos afetados e suficiente para o ajuizamento do pedido de Recuperação Extrajudicial.

“O Grupo Raízen dispõe do prazo de 90 dias, a contar do processamento da Recuperação Extrajudicial, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano de recuperação extrajudicial, assegurando, assim, a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento a serem definidos no Plano”, explica a companhia em seu comunicado.

Ainda segundo a companhia, a iniciativa tem escopo limitado, não abrangendo as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, que permanecem vigentes, sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos.

O plano de Recuperação Extrajudicial poderá envolver a capitalização do Grupo Raízen por seus acionistas; a conversão de parte dos Créditos Sujeitos em participação acionária na Companhia; a substituição de parte dos Créditos Sujeitos por novas dívidas; reorganizações societárias, destinadas à segregação de parcela dos negócios atualmente conduzidos pelo Grupo Raízen e a venda de ativos do grupo.

Com mais de 45 mil colaboradores e 15 mil parceiros de negócios espalhados por todo o Brasil, o Grupo Raízen controla 35 usinas de produção de açúcar, etanol e bioenergia, tendo anunciado uma receita líquida de R$ 255,3 bilhões na safra 2024/2025.

“As operações do Grupo Raízen seguem sendo conduzidas normalmente, no atendimento a clientes, na relação com fornecedores e na execução de seus planos de negócios. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema”, destacou a companhia, procurando tranquilizar seus acionistas e parceiros comerciais.





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Safra 26/27 de algodão começa com atraso no Mato Grosso



A comercialização do algodão em Mato Grosso apresentou avanço nos últimos meses, segu



Foto: Canva

A comercialização do algodão em Mato Grosso apresentou avanço nos últimos meses, segundo análise divulgada na segunda-feira (9) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O instituto informou que publicou novo relatório sobre o andamento das vendas da fibra no estado.

De acordo com o levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a intensificação das vendas aproximou o ritmo de comercialização das médias históricas. Segundo a análise, “as negociações da safra 25/26 avançaram 3,74 pontos percentuais em relação a jan/26, atingindo 58,55% até fev/26”, índice que permanece 0,50 ponto percentual abaixo da média das últimas cinco safras. O relatório destaca que “essa diferença chegou a ser de 13,56 pontos percentuais em nov/25”.

O instituto explica que o movimento está relacionado à maior definição sobre a área cultivada, após a conclusão da semeadura. Conforme o relatório, “o cenário está ligado à maior segurança em relação ao que de fato será cultivado no ciclo”. A análise acrescenta que os produtores têm aproveitado momentos específicos do mercado para fechar contratos, buscando cotações consideradas mais atrativas.

Para a safra 2026/27, o relatório aponta avanço mensal de 2,08 pontos percentuais, com a comercialização atingindo 7,43%. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o volume ainda representa atraso de 2,66 pontos percentuais em relação à média dos últimos cinco anos, “mesmo com a comercialização iniciando cinco meses após o período de início da safra 22/23, que foi a mais adiantada no comparativo”.

O levantamento conclui que os cotonicultores devem continuar avançando nas vendas de forma gradual, acompanhando as condições do mercado. Conforme a análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “os produtores tendem a avançar de forma pontual, conforme as condições de mercado”.





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Inpasa anuncia nova biorrefinaria em Rondonópolis (MT) e ampliação em Nova…


A nova unidade receberá R$ 2,77 bilhões; a expansão de Nova Mutum, outros R$ 704 milhões.

A Inpasa, maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina, anuncia um novo ciclo de investimentos no Mato Grosso, totalizando R$ 3,48 bilhões. O pacote contempla a construção de uma nova unidade em Rondonópolis e a ampliação da biorrefinaria de Nova Mutum, consolidando a presença da companhia em um dos principais polos agroenergéticos do país.

A nova unidade, localizada no sudeste mato-grossense, será a 10ª unidade da companhia e a 3ª no estado. Com investimento de R$ 2,77 bilhões, o projeto prevê a geração de até 2.500 empregos diretos e indiretos durante a construção e 400 empregos fixos na operação. A inauguração está prevista para o primeiro trimestre de 2027.

A biorrefinaria terá capacidade anual para processar 2 milhões de toneladas de grãos, resultando na produção de 1 bilhão de litros de etanol490 mil toneladas de DDGS (ingrediente para nutrição animal), 47 mil toneladas de óleo vegetal e 345 mil GWh de de energia elétrica.

Em Nova Mutum, com investimento de R$ 704 milhões, a expansão adicionará 1 milhão de toneladas de grãos na capacidade anual, totalizando 3 milhões de toneladas. A produção adicional será de 350 milhões de litros de etanol, totalizando a produção de 1,4 bilhão de litros, +183 mil toneladas de DDGS. A obra deve gerar cerca de 800 empregos e tem previsão de conclusão no final de 2026.

“Estamos avançando em um dos maiores ciclos de expansão da história da Inpasa. A nova unidade em Rondonópolis e a expansão em Nova Mutum fortalecem nossa estratégia de integrar agricultura, energia e indústria, ampliando a oferta de biocombustíveis e coprodutos de alto valor agregado. Este anúncio marca mais um passo decisivo na consolidação da companhia como a maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina”, destaca Éder Odvar Lopes, presidente da Inpasa.

Expansão no Brasil

Fundada em 2006, a Inpasa iniciou suas atividades no Paraguai e hoje possui sete unidades em operação no Paraguai e no Brasil — nos estados de Mato Grosso (Sinop e Nova Mutum), Mato Grosso do Sul (Dourados e Sidrolândia) e Maranhão (Balsas), além de duas plantas em construção: Luís Eduardo Magalhães (BA), com previsão de inauguração no primeiro trimestre de 2026, e Rio Verde (GO), anunciada em outubro deste ano, com investimento de R$ 2,5 bilhões e previsão para o primeiro trimestre de 2027. Com a chegada a Rondonópolis (MT), a companhia amplia sua presença nacional e reafirma o compromisso com a produção sustentável de energia e com a segurança alimentar global.

Com aproveitamento integral da matéria-prima, a Inpasa transforma grãos em produtos de alto valor agregado que abastecem o mercado interno e chegam a cinco continentes — entre eles etanol, DDGS, óleos vegetais, bioeletricidade e biogás — reforçando sua liderança em bioeconomia e transição energética.





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Ubá tem 1ª morte por leptospirose após enchentes



Ubá registra primeira morte por leptospirose após enchentes em Minas


Foto: Pixabay

A Secretaria de Saúde de Ubá, município mineiro fortemente atingido por chuvas e enchentes no fim de fevereiro, confirmou nesta quarta-feira (11) a primeira morte por leptospirose. A vítima era uma mulher com idade entre 30 e 35 anos.

De acordo com a secretaria, 41 casos suspeitos da doença foram notificados no município e seguem em investigação epidemiológica. As amostras foram enviadas para análise na Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte.

Nas redes sociais, a secretaria reforçou que a leptospirose pode ser transmitida pelo contato com água ou lama contaminada pela urina de ratos, situação comum após enchentes. A orientação é que a população fique atenta aos seguintes sintomas:

Nesses casos, a recomendação é procurar uma unidade de saúde. “Se houver agravamento, busque atendimento hospitalar imediato. As equipes de saúde seguem monitorando a situação e intensificando as ações de prevenção no município”.

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata Mineira no final de fevereiro deixaram 72 mortos, após vários deslizamentos de terra, desabamentos de prédios e transbordamento de rios. Foram 65 mortes registradas em Juiz de Fora e sete de Ubá, além de milhares de moradores desalojados ou desabrigados.





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Diesel a R$ 7,99 faz colheita gastar quase R$ 4 mil por dia só em combustível no Rio Grande do Sul


A escalada das tensões internacionais no Oriente Médio, que tem pressionado o preço do petróleo no mercado global, já começa a gerar reflexos diretos no campo brasileiro. No Rio Grande do Sul, o impacto chega justamente no período de colheita da soja, quando máquinas, caminhões e equipamentos dependem diretamente do diesel para manter a produção em funcionamento.

Em alguns municípios gaúchos, o preço do combustível já preocupa produtores. Em Carazinho, por exemplo, o diesel S10 foi registrado a R$ 7,99 por litro, valor considerado elevado por agricultores que já enfrentam uma sequência de dificuldades financeiras.

Um produtor rural relatou à equipe do deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) que, em sua propriedade, uma colheitadeira consegue colher cerca de 30 hectares por dia. Para manter toda a operação funcionando — incluindo colheitadeira, caminhões e demais equipamentos — são necessários aproximadamente 500 litros de diesel por dia.

Com o combustível nesse patamar, o cálculo é direto: 500 litros a R$ 7,99 resultam em um gasto diário de R$ 3.995 apenas em diesel.

Na prática, significa que quase R$ 4 mil por dia são consumidos apenas para manter as máquinas trabalhando durante a colheita. Considerando a área colhida, o custo chega a cerca de R$ 133 por hectare somente em combustível.

Segundo produtores, esse impacto ocorre justamente em um momento em que muitos agricultores ainda tentam se recuperar das perdas provocadas por estiagens, enchentes e do forte endividamento acumulado nas últimas safras. Além disso, o setor segue pressionado pelos altos custos de produção, juros elevados e dificuldades de crédito.

Diante desse cenário, o deputado federal Luciano Zucco fez um apelo para que os governos federal e estadual adotem medidas emergenciais para aliviar o peso do combustível sobre o setor produtivo.

Segundo o parlamentar, diante da pressão internacional que eleva o preço do petróleo, uma alternativa imediata seria a redução temporária da carga tributária sobre os combustíveis, evitando que o impacto recaia integralmente sobre quem está produzindo.

“O produtor rural já enfrentou seca, enchente, endividamento e custos de produção cada vez mais altos. Agora, em plena colheita, vem mais essa pressão no preço do diesel. É preciso sensibilidade do poder público para aliviar a carga tributária neste momento e evitar que o impacto recaia novamente sobre quem sustenta a produção de alimentos”, afirmou Zucco.

O deputado também alertou que o aumento do diesel não afeta apenas o produtor, mas toda a cadeia econômica. O encarecimento do combustível pressiona o custo da produção agrícola, impacta o transporte e pode refletir diretamente no preço dos alimentos.

Para lideranças do setor, sem algum tipo de alívio tributário ou medida emergencial, a nova escalada do diesel pode agravar ainda mais a situação financeira de milhares de agricultores que já enfrentam dificuldades para equilibrar as contas após sucessivas crises climáticas e econômicas.





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Farsul vê avanço em negociação sobre dívidas rurais


O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho Lopes, afirmou que representantes do setor produtivo saíram otimistas de reunião realizada na residência oficial do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre. A declaração foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais, no qual o dirigente relatou o resultado do encontro com parlamentares e representantes do setor agropecuário.

Segundo Lopes, o presidente do Senado demonstrou conhecimento sobre o conteúdo do Projeto de Lei 5122/2023, que trata da renegociação de dívidas do setor rural. “Pela primeira vez, nossos produtores, nossos sindicatos, nossos presidentes e diretores do sistema Farsul saímos extremamente otimistas. Primeiro, porque o presidente do Senado conhecia na íntegra o 5122, toda a linha do tempo de como ele foi construído, a abrangência, a questão do sistema financeiro e as demais dívidas, prazo, carência e fundo social”, afirmou.

O dirigente também disse que houve compromisso de buscar uma solução para o endividamento no setor. De acordo com ele, “o presidente do Senado assumiu o compromisso conosco de, em dez dias, reunir os líderes das bancadas, o colégio de líderes, junto com o governo, para ter uma solução definitiva abrangendo todas as pontas do endividamento da agricultura familiar, dos médios e dos demais”.

Ainda conforme o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, caso não haja acordo amplo com base no projeto, a proposta poderá avançar no Congresso. “Caso não saia essa solução efetiva com toda essa abrangência baseada no 5122, ele assumiu o compromisso de que vai pautar o projeto ainda no mês de março”, declarou.

Lopes afirmou que o encontro ocorreu no momento em que avançam as atividades agrícolas no estado. “Queria transmitir essa mensagem no início da colheita de arroz, no início da colheita de soja, já quase terminando a colheita de milho, para nossos produtores. Estamos extremamente otimistas e não vamos afrouxar”, disse.

O presidente da entidade também destacou a participação de representantes do governo estadual, do parlamento e de entidades do setor. Segundo ele, “estávamos com o secretário da agricultura, com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), com o nosso parlamento, a nossa bancada e também com o nosso governador. Foi uma maturidade de entidades e da ação coletiva do Executivo e Legislativo na construção dessa solução”.

Ao final da declaração, Lopes afirmou que a expectativa é de avanço nas discussões ainda em março. “Saí esperançoso daqui para termos uma solução definitiva ainda neste mês e fiz questão de fazer esse vídeo para passar aos nossos produtores, aos nossos sindicatos e aos nossos diretores, para que a mensagem seja transmitida a todo o setor produtivo gaúcho”, concluiu.

O Projeto de Lei 5122/2023 prevê medidas como liquidação, anistia, renegociação e concessão de descontos em dívidas de crédito rural para agricultores, pecuaristas, piscicultores, pescadores e carcinicultores, além de alterações em legislações relacionadas ao refinanciamento de débitos do setor.

Clique e confira o vídeo completo

 





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Café pode ter safra acima das expectativas



O estudo analisou 81 talhões de café arábica


O estudo analisou 81 talhões de café arábica
O estudo analisou 81 talhões de café arábica – Foto: Divulgação

O monitoramento técnico das lavouras de café aponta um cenário majoritariamente favorável para a próxima safra em uma importante região produtora do país. Avaliações realizadas em fase decisiva do desenvolvimento das plantas indicam predominância de áreas com bom vigor vegetativo e perspectivas positivas de produtividade para o ciclo de 2026.

Relatório de inteligência da consultoria Safra do Café indica que a safra 2026 de café arábica no Planalto da Conquista apresenta predominância de lavouras classificadas entre alto e moderado potencial produtivo. A análise aponta que cerca de dois terços dos talhões avaliados apresentam alto potencial produtivo, enquanto aproximadamente um terço foi classificado como potencial moderado, com poucos registros de baixo desempenho.

O estudo analisou 81 talhões de café arábica distribuídos em sete municípios do sudoeste da Bahia: Vitória da Conquista, Barra do Choça, Encruzilhada, Planalto, Poções, Nova Canaã e Ribeirão do Largo. Ao todo, a área monitorada soma 872 hectares.

A avaliação foi realizada durante a fase de expansão rápida e granação dos frutos, etapa considerada determinante para a definição da produtividade da safra. Entre os municípios monitorados, Barra do Choça e Poções concentram a maior proporção de talhões classificados com alto potencial produtivo.

Em Planalto, mais da metade das áreas avaliadas também aparece nessa categoria, favorecida por condições térmicas consideradas adequadas ao cafeeiro arábica. Em Vitória da Conquista predominam áreas com potencial moderado, embora as lavouras apresentem bom vigor vegetativo e estrutura de dossel consolidada.

O período analisado registrou chuvas intensas e alta umidade. Apesar de favorecer o desenvolvimento vegetativo, esse cenário aumenta o risco de doenças nas lavouras, exigindo maior atenção ao manejo fitossanitário.


 





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Bovinocultura de leite apresenta inovações


A parcela de bovinos de leite da Emater/RS-Ascar na Expodireto Cotrijal 2026 apresenta temas voltados à qualificação da produção, ao bem-estar animal e às inovações no sistema produtivo. Entre os destaques, está um robô que faz a organização da silagem para alimentação do rebanho e a produção de leite A2-A2, que possui um mercado segmentado.

No espaço, os visitantes poderão conhecer equipamentos voltados ao manejo e ao bem-estar nos ambientes de ordenha, como o carrinho de distribuição de ração e o robô de limpeza, tecnologias que contribuem para a organização do trabalho e para melhores condições no dia a dia da atividade.

Segundo o extensionista rural Vilmar Leitzke, a proposta é contemplar tanto o bem-estar das pessoas que atuam na atividade quanto o dos animais, além de apresentar alternativas para qualificar a alimentação e o sistema produtivo. A equipe da Emater/RS-Ascar está disponível para dialogar com produtores e visitantes sobre oportunidades e perspectivas para a bovinocultura de leite, atividade de relevância econômica e social para o Rio Grande do Sul.

Os extensionistas rurais que recebem o público, também apresentam informações sobre a produção de leite A2-A2 e o que essa modalidade representa para os produtores. “O leite A2-A2 é uma possibilidade adicional de produção, além do sistema convencional baseado no leite A1”.

Entre os principais assuntos abordados está o emprego da alfafa na alimentação dos rebanhos. “A alfafa ocupa o papel de rainha das forrageiras e é uma fonte importante de alimento que pode ser utilizada na alimentação animal. Estamos apresentando esse tema e aprofundando a discussão com os visitantes”, destaca Leitzke.

Outro tema é a fase de criação de terneiras, com orientações sobre cuidados e adequação de ambientes de proteção. A proposta é apresentar soluções tecnológicas que permitam criar as terneiras de forma adequada, com foco no bem-estar animal e na formação de futuras vacas dentro dos padrões de qualidade. “A fase de criação da terneira é fundamental para que o ambiente não se torne um fator limitante ao desempenho do animal no futuro”, ressalta o extensionista.

A Expodireto Cotrijal ocorre até sexta-feira (13/03), em Não-Me-Toque. Na Casa da Família Rural da Emater/RS-Ascar, há 14 espaços temáticos, demonstrando inovações em diversas áreas da agropecuária e das políticas públicas para o setor.

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Jornalistas Taline Schneider e João Vicente Ribas

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(51) 99569-6531

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Conab orienta associações do Piauí sobre o PAA



Conab orienta associações de Altos (PI) sobre o PAA para agricultores familiares



Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, nesta segunda-feira (9), uma Visita Técnico Orientativa (VTO) às associações do município de Altos, no Piauí, no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da agricultura familiar. Quem fez a visita foi o superintendente regional no estado, Danilo Viana, acompanhado da equipe da Conab. O objetivo da visita foi fortalecer e ampliar a participação das associações locais no programa.

A iniciativa teve como objetivo fortalecer a execução do PAA em Altos e ampliar a participação das associações locais no programa, contribuindo para a geração de renda para agricultores familiares e para o atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade social.

Durante a agenda, foi feita a orientação às associações sobre o funcionamento do PAA. Os participantes também discutiram as responsabilidades das entidades executoras e dos agricultores familiares participantes no Programa.

Na ocasião, também houve a verificação do andamento das propostas cadastradas no município, com destaque para a proposta da Associação das Mulheres Produtoras Rurais da Comunidade Lembrada e Adjacências. A entidade reúne 20 agricultoras familiares fornecedoras e possui potencial para atendimento a cerca de 3.850 pessoas, o que corresponde a aproximadamente 960 famílias.

Durante a visita também ocorreu o diálogo com representantes das cozinhas solidárias do município. Altos conta com cinco cozinhas solidárias contempladas com alimentos da agricultura familiar. Juntas, elas possuem uma capacidade para atender 5.040 pessoas, alcançando aproximadamente 1.260 famílias.





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novo programa amplia investimentos e atendimento aos produtores rurais


A Copel anunciou nesta quarta-feira (11), em Medianeira, no Oeste, a criação do Copel Agro, programa dedicado a produtores rurais da cadeia de proteína animal e setores com alto grau de eletrodependência, além de uma nova linha direta e exclusiva de atendimento por teleatendentes: 0800 6434 222. 

O Copel Agro contará com equipes de teleatendentes operando 24 horas por dia, sete dias por semana, e também com o reforço de equipes técnicas e de campo dedicadas ao atendimento a demandas emergenciais, à realização de obras e o desenvolvimento de projetos e ações de atenção aos produtores rurais de todas as regiões do Estado. Cerca de 60 mil produtores que se dedicam a estas culturas eletrointensivas no Paraná estão cadastrados junto à Copel. Destes, aproximadamente 50% têm propriedades nas regiões Oeste e Sudoeste. 

Daniel Slaviero, presidente da Copel, destacou que são prioridades do programa reforçar o primeiro atendimento, maior agilidade no restabelecimento de energia, redução de interrupções temporárias e ocorrências de desligamentos pelo efeito de carga ou geração distribuída à revelia e criação de opções de redundância em instalações críticas com financiamento de um plano de instalação de baterias. 

“Temos plena consciência da nossa responsabilidade diante dos desafios do setor elétrico e das demandas crescentes do campo e da produção paranaense. Por isso, a Copel vem lançando uma série de medidas estruturantes para enfrentar esse cenário e garantir energia de qualidade para o desenvolvimento do nosso Estado”, destacou. O anúncio foi feito a lideranças do setor cooperativista da região durante reunião regional do Sistema Ocepar na sede da Cooperativa Lar. 

“Quando investimos em energia, estamos investindo em crescimento, competitividade e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, afirmou o presidente. 

O presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues, destacou que o forte crescimento econômico da região tem aumentado a demanda por energia elétrica. Segundo ele, esse cenário já foi levado à direção da Copel, especialmente à área de distribuição, que tem se mostrado aberta ao diálogo com cooperativas e lideranças do setor produtivo. “A Copel veio ouvir os produtores, está mais próxima e abriu um canal chamado Copel Agro, que vai estabelecer uma conexão para ouvir, para agir mais rápido”, afirmou. 

“A energia elétrica é um fator essencial para o desenvolvimento do agronegócio e para a competitividade das cooperativas paranaenses. O diálogo permanente entre a Copel e o cooperativismo é fundamental para alinhar demandas e buscar soluções conjuntas. Essa parceria contribui diretamente para o crescimento do agronegócio, para o fortalecimento das cooperativas e para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, completou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

COPEL AGRO – Pelo número 0800 6434 222, com início de operação previsto para o mês de abril, uma equipe de teleatendentes irá receber as demandas dos produtores rurais e direcionar o atendimento com agilidade. Por esta estrutura, em casos de interrupções de energia, o cliente rural receberá informações da previsão do tempo de religamento.  

Para o fortalecimento do primeiro atendimento haverá o reforço do efetivo de eletricistas, com 50 equipes próprias atuando em sete bases estratégicas. O programa ainda contará com uma célula de monitoramento junto ao Centro de Controle da Copel com vistas a garantir agilidade no restabelecimento da energia em casos de interrupções. 

Como parte do Copel Agro, será colocado em operação um Plano de Manutenção de estruturas com priorização de obras de melhorias de curto prazo integrado a mutirões de poda e prevenção do contato da vegetação com a rede elétrica, que hoje responde por 40% dos casos de desligamentos. 

Para reduzir os efeitos de desligamentos temporários decorrentes de instalações de carga e geração distribuída irregulares, equipes da Copel farão um censo e levantamento de campo em áreas de consumo. As ações preveem visitas orientativas para a adequação de carga e geração distribuída (GD); e parcerias com cooperativas e sindicatos para o repasse de informações técnicas e treinamentos.  

O Copel Agro prevê ainda o reforço no incentivo à conexão à nova rede trifásica, por intermédio do projeto Se Liga Aí, Paraná! e a definição de iniciativas de suporte ao produtor com subsídios à substituição de motores e à aquisição de baterias com recursos do Programa de Eficiência Energética da Copel.   





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