terça-feira, março 17, 2026

Política & Agro

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Tomate editado combate deficiência de vitamina



A deficiência de vitamina D é um problema global


A deficiência de vitamina D é um problema global
A deficiência de vitamina D é um problema global – Foto: Canva

Investigadores do Centro John Innes e do Instituto Quadram, no Reino Unido, iniciaram um dos primeiros ensaios clínicos com alimentos geneticamente editados para avaliar se tomates biofortificados podem aumentar os níveis de vitamina D no organismo. O estudo ViTaL-D recrutará 76 participantes com baixos níveis de vitamina D, que consumirã uma porção diária de sopa de tomate durante três semanas, com o objetivo de verificar o impacto no sangue da forma ativa dessa vitamina, essencial para a saúde óssea, muscular e imunológica.

A deficiência de vitamina D é um problema global, afetando cerca de um em cada cinco britânicos no inverno e quase um bilhão de pessoas no mundo, especialmente veganos, idosos e pessoas com pouca exposição solar. Como plantas geralmente não contêm vitamina D, a equipe do Centro John Innes desenvolveu tomates cujos genes foram editados para acumular provitamina D3, que se transforma em vitamina D3 após exposição à luz solar ou UVB, sem alterar aparência, crescimento ou produtividade das plantas. Cada fruto contém níveis equivalentes à vitamina D de dois ovos ou 28 g de atum.

No estudo, os participantes receberão quatro tipos de sopa diferentes, incluindo tomates biofortificados e tomates expostos à luz UV, e terão sua exposição solar monitorada. Além de análises de sangue, poderão fornecer amostras opcionais de urina e saliva, permitindo avaliar a absorção e conversão da vitamina D pelo organismo.

“Nosso objetivo é compreender melhor como essas novas fontes de vitamina D podem suprir deficiências nutricionais e melhorar a saúde de populações em risco”, afirma o professor Martin Warren, do Instituto Quadram. Para a professora Cathie Martin, do Centro John Innes, a iniciativa demonstra como técnicas avançadas de edição genética podem enriquecer alimentos comuns com micronutrientes essenciais, oferecendo uma abordagem inovadora e sustentável para combater a deficiência de vitamina D.

 





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Equipamentos inteligentes melhoram a produtividade



Insvestir em tecnologia não é apenas uma questão de eficiência


Insvestir em tecnologia não é apenas uma questão de eficiência
Insvestir em tecnologia não é apenas uma questão de eficiência – Foto: Arquivo Agrolink

A agricultura moderna exige cada vez mais precisão, eficiência e proteção dos investimentos no campo. Segundo Alex Galdino, Consultor Técnico Comercial da Coopercitrus, soluções tecnológicas têm se mostrado essenciais para aumentar a produtividade e reduzir desperdícios, permitindo que o produtor trabalhe com mais segurança e controle sobre cada etapa da lavoura.

Entre as ferramentas disponíveis, o GPS Agrícola GT-500 se destaca por oferecer aplicações precisas de defensivos, fertilizantes e sulcamento em culturas como cana-de-açúcar e café, garantindo curvas de nível paralelas com até 25 cm de variação e permitindo que cada operação seja feita com máxima eficiência. Já o Monitor de Plantio GTF-400 proporciona controle total da plantadeira, com contagem de sementes por linha, velocímetro integrado, hectarímetro digital e alertas de falha de linha ou densidade, evitando perdas e otimizando a produtividade.

O Sensor de Barras SB-300 também é uma tecnologia importante, projetada para pulverizadores. Ele auxilia no controle da altura das barras, prolonga a vida útil de bicos e barras e garante aplicações mais seguras e precisas, protegendo tanto o equipamento quanto a lavoura.

Investir em tecnologia no campo, segundo Galdino, não é apenas uma questão de eficiência, mas também de proteger o investimento, garantindo que cada operação seja feita com precisão, segurança e produtividade. As soluções TERRIS, oferecidas pela Coopercitrus, são ideais para produtores que buscam inovação e alta performance em suas lavouras. As informações foram divulgadas em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Orgânico, químico ou biológico: qual adubo escolher?



Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo


Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo
Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo – Foto: Divulgação

O uso correto de adubos é essencial para garantir a saúde do solo e o crescimento das plantas, seja na agricultura ou em hortas caseiras. Segundo Karoline Torezani, bióloga do CEUB, o adubo ajuda a reter água, protege as raízes e aumenta a produtividade, mas cada tipo possui características diferentes.

O adubo orgânico, feito de resíduos vegetais ou animais, fortalece o solo a longo prazo, enquanto o químico oferece nutrientes concentrados de absorção rápida. Já os biológicos usam microrganismos que estimulam o crescimento, sendo uma alternativa sustentável. Muitas vezes, a combinação entre eles traz melhores resultados.

“Há ainda os adubos biológicos, que utilizam microrganismos capazes de aumentar a disponibilidade de nutrientes e estimular o crescimento, representando uma alternativa sustentável em muitos sistemas de cultivo. Na prática, muitas vezes a melhor solução é combinar o químico, que dá efeito rápido, com o orgânico, que fortalece o solo a longo prazo”, explica a especialista.

Apesar dos benefícios, o uso exagerado pode prejudicar o solo e poluir rios e lagos. Por isso, técnicas como rotação de culturas, agricultura de precisão e adubação verde são recomendadas para equilibrar produtividade e preservação ambiental. O grande desafio, conclui a especialista, é produzir mais sem comprometer os recursos naturais, garantindo um solo saudável para as próximas gerações. “Para reduzir esses impactos, práticas como a rotação de culturas, a agricultura de precisão e o uso equilibrado de diferentes adubações são estratégias importantes”, reforça.

 





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Defensivos para milho caem 7% na segunda safra


O mercado de defensivos agrícolas para a segunda safra de milho movimentou US$ 2,36 bilhões em 2025, queda de 7% frente aos US$ 2,523 bilhões de 2024, aponta levantamento FarmTrak milho 2025, da Kynetec Brasil. A redução média de 13% nos preços dos produtos e a desvalorização do real diante do dólar, de 16%, explicam boa parte do resultado, mesmo com aumento de 6% na área plantada, que chegou a 16,9 milhões de hectares.

O estudo mostra ainda crescimento de 11% na adoção de tecnologias e elevação de 24% na área potencial tratada (PAT), que atingiu 386 milhões de hectares, refletindo o avanço do manejo fitossanitário diante da pressão de pragas, doenças e plantas daninhas. Entre os produtos, os inseticidas foliares seguem líderes, com US$ 891 milhões, seguidos de fungicidas foliares (US$ 500 milhões) e herbicidas (US$ 466 milhões).

“Fatores como plantio de soja no período adequado, mercado de etanol e exportação de milho em grão favoreceram a expansão dos cultivos”, afirma o especialista em pesquisas da Kynetec, Cristiano Limberger.

Adoção de nematicidas saltou de 33% para 44% da área cultivada, enquanto fungicidas ‘premium’ chegaram a 51% de penetração, com 1,4 aplicação média por ciclo. O número de aplicações de inseticidas para lagartas subiu de 2,3 para 2,8, refletindo maior atenção ao manejo de pragas.

Mato Grosso permanece como maior polo produtor da segunda safra, com 43% da área, seguido pelo Paraná (16%), Goiás e Mato Grosso do Sul (13% cada). O levantamento envolveu 2,2 mil entrevistas com produtores em toda a fronteira agrícola do milho na segunda safra. “Importante reforçar que em 2025 o avanço do manejo fitossanitário refletiu um forte cenário de pressão de pragas, doenças fúngicas e dificuldades no controle de plantas daninhas específicas”, resume Limberger.

 





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Primavera começa com La Niña e exige atenção do campo



A estiagem prevista compromete a umidade do solo


A estiagem prevista compromete a umidade do solo
A estiagem prevista compromete a umidade do solo – Foto: Pixabay

A chegada da primavera no sul do Brasil deve ocorrer sob a influência do fenômeno La Niña, que aumenta a chance de chuvas abaixo da média e períodos de estiagem, segundo a professora Maquiel Vidal, coordenadora do curso de Agronomia da UNIASSELVI. O cenário acende alerta para produtores rurais, já que tanto a colheita de trigo quanto o plantio da safra de verão, como soja e milho, podem ser afetados.

A estiagem prevista compromete a umidade do solo, podendo atrasar o plantio de verão e reduzir a qualidade dos grãos de trigo ainda em campo. Para enfrentar o período, a especialista recomenda acompanhamento constante das previsões climáticas e a adoção de práticas de manejo que reduzam os impactos da falta de chuva.

“O início da primavera deve ser mais seco, comprometendo a umidade do solo. Isso pode atrasar o plantio da safra de verão e reduzir a qualidade do trigo que ainda está em campo. A recomendação é que o produtor acompanhe de perto as previsões climáticas e adote práticas de manejo para mitigar os efeitos da falta de chuva”, explica a professora Maquiel Vidal, coordenadora do curso de Agronomia da UNIASSELVI.

No setor pecuário, a combinação de calor e chuvas esparsas favorece pragas como a mosca-dos-chifres, que prejudicam a saúde animal. Entre as medidas preventivas indicadas estão o plantio direto, a rotação de culturas, o uso de irrigação, sementes resistentes ao déficit hídrico e estratégias de manejo integrado de pragas.

“Apesar dos desafios, o produtor pode transformar este período em oportunidade se planejar o plantio de acordo com as condições climáticas e adotar práticas sustentáveis. A resiliência é uma marca do agronegócio do Sul, e a primavera é um momento estratégico para confirmar isso”, completa Maquiel Vidal.

 





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Impacto dos créditos de descarbonização no agronegócio é debatido na Câmara dos Deputados


O debate foi promovido pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. Segundo o deputado Tião Medeiros (PP-PR), que convocou a audiência, é preciso discutir como sanções impostas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) às distribuidoras de combustíveis inadimplentes com o programa RenovaBio podem impactar nos créditos de descarbonização (CBIOs) sobre os custos logísticos, o abastecimento e a competitividade do agronegócio brasileiro.

O chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, estava entre os especialistas convidados para discutir os diferentes aspectos desse cenário. O pesquisador abordou os efeitos positivos dos créditos de descarbonização já sentidos pelo segmento agrícola com o RenovaBio e trouxe para o debate um relato sobre os impactos que já ocorrem no âmbito do agronegócio com o programa e os CBIOs. Ele também destacou como esforços de pesquisa, aliados à formulação de políticas públicas, podem maximizar os benefícios ambientais já percebidos. “O RenovaBio nasceu essencialmente de uma ação de pesquisa, desenvolvimento e inovação”, lembrou o pesquisador.

De acordo com Alexandre, o RenovaBio já mitigou mais de 150 milhões de toneladas de CO2 equivalente com a substituição de combustíveis fósseis por combustíveis de origem biorrenovável. “Somente no ano passado, tivemos algo próximo a 40 milhões e as expectativas para este ano é que se possa evitar em torno de 50 milhões de toneladas de CO2 equivalente a partir da produção e da utilização dos biocombustíveis”.

Os biocombustíveis têm suas fontes na agricultura, que, por sua vez, provê para a indústria uma variedade crescente dessas fontes. “A gente fala de biocombustível há alguns anos, principalmente de etanol e de biodiesel. Hoje, já falamos de combustíveis sustentáveis de viação, de diesel renovável, , de biogás, de biometano e de biobunker (mistura de biocombustível com o combustível tradicional para o transporte marítimo)”, ressaltou Alexandre. Ele também lembrou como os biocombustíveis, o Renovabio e os CBIOs, formam um elo direto entre a agricultura, o campo e as indústrias.

Além disso, ele destacou os CBIOs como um vetor real para a descarbonização da economia de vários setores. “Ao permitir que se remunerem práticas agrícolas de baixo carbono, a gente fornece insumos energéticos para setores que são de difícil descarbonização”, disse. Segundo Alexandre, remunerar a agricultura a partir do crédito de descarbonização ajuda a financiar novos investimentos em tecnologias agrícolas mais limpas e também de manejo.

Ele citou como os CBIOs são basicamente gerados pelos produtores de biocombustíveis, conforme uma nota de eficiência energética ambiental que mede o desempenho do processo de produção de biocombustíveis das usinas em relação ao combustível fóssil. “Isso significa que usinas, produtores de biocombustíveis e produtores rurais que investem em novas tecnologias que permitem a redução das emissões gerem um volume maior de créditos, criando um estímulo para que as usinas e os próprios produtores rurais possam investir na adoção de tecnologias de menor emissão de carbono”.

Seguindo nesse sentido, o pesquisador destacou mais um ponto de impacto do RenovaBio, que é o incentivo ao desenvolvimento de novos biocombustíveis a partir da diversificação de matérias-primas. “O CBIOs pode ser um indutor direto para que a gente avance na produção de novos biocombustíveis e combustíveis avançados. À medida que você tem mais demanda por novos biocombustíveis, isso gera demanda para a própria atividade agrícola, no sentido que você vai precisar gerar mais matéria-prima e não somente qualquer matéria-prima, mas matéria-prima produzida de forma sustentável”.

Para ele, é válido pensar que, próximo dos grandes polos de produção agrícola do País, principalmente de produção de biocombustíveis, possam se desenvolver novos polos industriais, biorrefinarias, onde se consiga produzir múltiplos bioprodutos a partir da biomassa, exemplificou Alexandre.

O chefe-geral encerrou sua participação colocando a Embrapa, em especial a Embrapa Agroenergia, à disposição para continuar implementando melhorias em políticas públicas e fornecendo os melhores dados, os melhores modelos para o programa RenovaBio.

Créditos de descarbonização

O crédito de descarbonização (CBIO) foi criado como um instrumento do RenovaBio, sendo registrado sob a forma escritural para fins de comprovação da meta individual do distribuidor de combustíveis, de que trata o art. 7º da Lei nº 13.576/2017 (Política Nacional de Biocombustíveis). Cada CBIO emitido por produtores e importadores de biocombustíveis corresponde a uma tonelada de carbono que deixa de ser emitida para a atmosfera.

Sobre o caso das distribuidoras

Em julho deste ano, a ANP divulgou lista de distribuidoras de combustíveis que estão inadimplentes com o RenovaBio. Entre as sanções então impostas pela agência, os fornecedores de combustíveis seriam proibidos de vender seus produtos para as distribuidoras que não cumpriram seus mandatos de compra de créditos de descarbonização (CBIOs).

Para o deputado Tião Medeiros, as sanções no mercado poderiam gerar “elevação de preços de combustíveis, especialmente o diesel, com aumento da concentração de mercado, aumento de custos logísticos, encarecimento de fretes rurais, riscos à previsibilidade e segurança energética no campo, aumento generalizado dos preços agrícola e dos alimentos e perda da competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional”.

Esses motivos justificaram a realização da audiência. O parlamentar ressaltou o objetivo de debater com setor produtivo, especialistas, órgãos reguladores e de representatividade e outros para propor soluções que preservem o caráter ambiental do RenovaBio sem comprometer a eficiência econômica e a segurança logística do agronegócio brasileiro.





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Melhor colheita no Vietnã consolida fortes quedas no preço do café robusta…


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Os preços do café fecharam a sessão desta sexta-feira (19) com fortes quedas nas bolsas internacionais. Segundo o Barchart, as cotações futuras despencaram hoje para as mínimas de 1 mês, depois que o jornal Washington Post informou que legisladores dos EUA 
planejam apresentar um projeto de lei para isentar as importações de café das tarifas impostas pelo Presidente Donald Trump.

Leia mais:

O clima antes do período crítico de floração no Brasil, combinado com estoques limitados e preocupações comerciais continuam dando suporte ao mercado futuro, e ocasionando a oscilação de preços nas bolsas internacionais.

De acordo com informações do portal internacional Bloomberg, existe a expectativa que o Vietnã (maior produtor mundial de robusta) colha sua maior safra em quatro anos após boas chuvas, o que pode ajudar a aliviar a oferta restrita e pressionar os preços globais para baixo. A produção deve aumentar para 1,76 milhão de toneladas na temporada 2025-26, de acordo com a estimativa mediana de sete traders, produtores, exportadores e analistas consultados pela Bloomberg News. “Um fluxo maior de grãos no mercado pode ajudar a suprir a escassez global após safras abaixo do esperado nas duas temporadas anteriores e ajudar a suavizar os preços, que dispararam 42% no mês passado”, completa ainda a publicação do portal. 

Em Londres, o robusta registra então o recuo de US$ 312 nos contratos de setembro/25 e novembro/25 cotado por US$ 4,353/tonelada e US$ 4,135/tonelada, e uma perda de US$ 311 no valor de US$ 4,089/tonelada no de janeiro/26.

O arábica encerra o dia com baixa de 1.435 pontos no valor de 366,50 cents/lbp no vencimento de dezembro/25, um recuo de 1.500 pontos negociado por 346,25 cents/lbp no de março/26, e uma queda de 1.485 pontos no valor de 332,45 cents/lbp no de maio/26. 

Mercado Interno

Segundo a Safras & Mercado, diante da forte queda em NY, os produtores tendem a ficar mais retraídos, aguardando um melhor posicionamento para retomar as negociações. O mercado físico brasileiro anda lento nos negócios, com os produtores retendo a oferta.

O Café Arábica Tipo 6 registra uma baixa de 13,33% no valor de R$ 1.950,00/saca em Maringá/PR, uma queda de 10,22% em Machado/MG no valor de R$ 2.020,00/saca, e uma perda de 4,31% cotado por R$ 2.220,00/saca em Varginha/MG. Já o Cereja Descascado encerra com 4,13% em Varginha/MG cotado por R$ 2.320,00/saca, e uma baixa de 3,95% em Guaxupé/MG no valor de R$ 2.189,00/saca. 





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Ministros do Mapa e MDA recebem bananicultores de todo o país


O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, receberam nesta terça-feira (30) representantes de produtores de banana de várias regiões do Brasil. Acompanharam os produtores o senador Jaime Bagatolli, os deputados Enio Tatto, do (PT-SP), Jorge Gotten (Rep-SC), Sandra Kennedy, secretária nacional de Articulação Institucional do Ministério das Mulheres, vereadores e prefeitos de diversas cidades.

Os produtores vieram conversar sobre a abertura do mercado brasileiro para importar a produção de banana do Equador e a preocupação com algumas questões fitosanitárias na produção daquele país, particularmente o fungo Fusarium oxysporum raça 4.

Também foi apontado pelos produtores a importância econômica e social da banana em várias regiões do Brasil, como no Vale do Ribeira, em São Paulo, regiões irrigadas no norte de Minas e Ceará, Bahia, Tocantins, Ceará e Espírito Santo, além da importância da produção de bananas de pequenas propriedades e comunidades quilombolas e indígenas.

O ministro Fávaro apontou a solidez da vigilância sanitária brasileira como referência mundial, garantindo que haverá extrema atenção quanto a qualquer risco, ressaltando que não há casos de Fusarium oxysporum raça 4 no Equador, e destacou que o Governo do Brasil já superou mais de 400 novos mercados e pode chegar a 500 mercados até o fim da gestão, sendo que o recorde anterior era a abertura de cerca de 100 mercados.

“Osistema sanitário brasileiro é muito robusto e já superamos diversos desafios. Ninguém no mundo tem um sistema tão eficiente. Também tratamos das oportunidades no mercado externo para a fruta brasileira. O Mapa e o MDA são a casa do produtor brasileiro, estamos aqui para colaborar e buscar oportunidades. Não vamos deixar nenhum produtor precarizado”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Os ministros se comprometeram com os produtores que acompanharão toda a análise sanitária da questão da banana do Equador, evitarão qualquer ação de dumping e disseram que não só não haverá prejuízos para os produtores brasileiros de banana no mercado interno, como também é possível trabalhar junto com o setor por oportunidades para abrir mercados no exterior, ampliando o consumo de banana brasileira.

O ministro Paulo Teixeira afirmou que as portas dos ministérios estarão sempre abertas para o diálogo com o setor e para monitorar a situação da banana do Equador. “Não vamos pensar apenas as políticas defensivas, mas também as ofensivas, para aumentar a capacidade de exportação e espaço para a banana brasileira nos mercados interno e externo”, concluiu.Com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura FamiliarInformações à [email protected]





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Preços do algodão são os mais baixos desde 2015



Cotação da pluma segue em queda e atinge menor média real desde 2015


Foto: USDA

A colheita de algodão da safra 2024/25 está praticamente concluída no Brasil e o beneficiamento da pluma se aproxima dos 50% da produção, que, vale lembrar, deve ser recorde. Pesquisadores do Cepea destacam que esse cenário mantém elevada a disponibilidade de algodão no mercado spot nacional, levando alguns vendedores a ficar mais flexíveis nos valores pedidos. Já compradores ativos seguem ofertando preços ainda menores. 

Esse contexto somado às recentes desvalorizações externas pressionam os valores domésticos do algodão em pluma. Levantamento do Cepea mostra que setembro foi o quarto mês consecutivo de baixa. Assim, depois de atingir em maio o maior patamar deste ano, a média da pluma vem recuando desde então, chegando, em setembro, ao menor patamar real desde fevereiro de 2015. 

Dados do Cepea mostram que a média do Indicador em setembro caiu 6,6% frente à de agosto/25 e ficou 8,26% inferior à de setembro/24, sendo a também menor desde fevereiro/15 (R$ 3,5416/lp), em termos reais (IGP-DI de ago/25). 





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Preços do arroz têm forte queda em 2025



Preços do arroz caem quase 40% em 2025 e pressionam setor produtivo


Foto: Divulgação

Os preços do arroz em casca negociado no Rio Grande do Sul estão praticamente atravessando o ano de 2025 em queda. Em setembro, o Indicador CEPEA/IRGA-RS (produto com 58% de grãos inteiros e pagamento à vista) recuou 9,3% e, na parcial de 2025, a baixa é de quase 40%. 

Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem da ampla oferta, da demanda interna estável, do ritmo lento das exportações e da retração das cotações internacionais, que, por sua vez, estão nos menores patamares em 43 meses (de acordo com dados da FAO). Esse cenário, ressaltam pesquisadores do Cepea, pressiona as margens esperadas para a próxima temporada e deve levar à redução da área destinada ao arroz no País. 

No mercado internacional, o comportamento é semelhante. Dados da FAO indicam que o índice global de preços do arroz beneficiado caiu para 101,4 pontos em agosto, 2,03% abaixo de julho e 24,33% inferior a agosto de 2024. Entre 18 países analisados, 16 registraram quedas expressivas, com destaque para Brasil, Argentina e Uruguai. 





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