sábado, março 14, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Preço do boi sobe em Goiás e vaca valoriza em São Paulo



Vaca tem alta de R$ 4 em São Paulo



Foto: Sheila Flores

De acordo com análise divulgada nesta quarta-feira (12) no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou alta na cotação da vaca em São Paulo. Segundo o levantamento, “as escalas de abate dos frigoríficos de pequeno porte estavam curtas e, mesmo com alongamento nos grandes frigoríficos nos últimos dias, também permaneciam reduzidas”.

A consultoria destacou ainda que a maior parte dos negócios com boi gordo e novilha ocorreu dentro das referências, mas foram observadas negociações acima desses valores. Para a vaca, a maioria das operações ficou acima da referência, com aumento de R$ 4,00 por arroba. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a oito dias.

Em Goiás, a Scot Consultoria apontou que as escalas de abate também estavam curtas, reflexo de uma oferta limitada. “Para garantir as boiadas, os compradores precisaram pagar mais pela arroba”, informou o boletim. Apesar disso, o ritmo de escoamento da carne diminuiu, o que impediu altas mais expressivas. Ainda assim, as cotações de todas as categorias tiveram elevação de R$ 5,00 por arroba. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a oito dias.

Na região Sul, os preços permaneceram estáveis em relação ao dia anterior, com as escalas de abate médias igualmente estimadas em oito dias.

No Maranhão, o informativo indicou cenário de baixa oferta de animais, mas sem alterações nas referências de preços. As escalas de abate no estado também estavam, em média, programadas para oito dias.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

CNC cobra fim de tarifa e vê avanço



CNC evita confronto político em busca de equilíbrio comercial



Foto: Pixabay

O Conselho Nacional do Café (CNC) divulgou nota oficial reforçando os esforços diplomáticos para reverter a tarifa imposta ao café brasileiro nos Estados Unidos. A entidade, que representa cooperativas e produtores do setor, alertou que a medida afeta tanto a produção e as exportações do Brasil quanto o abastecimento americano, uma vez que o café não é cultivado naquele país.

Ainda segundo a nota, o CNC buscou todos os contatos possíveis com autoridades norte-americanas, sempre destacando os riscos econômicos de se manter a taxação sobre uma commodity essencial ao consumidor final.

A entidade também atuou internamente, ao lado do Governo Federal, orientando que houvesse cautela nas declarações oficiais — inclusive nas do próprio Presidente da República — para evitar um confronto político entre os países. “Todas as partes sairiam prejudicadas”, afirma o presidente do CNC, Silas Brasileiro, na nota.

O CNC mencionou como sinal positivo a manifestação do Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que reconheceu que o governo americano não pode mais adiar a decisão sobre a retirada da tarifa. Segundo ele, a penalização afeta diretamente os consumidores americanos, o que não seria o caminho ideal.

“Continuamos acreditando que, em breve, teremos o resultado esperado, ou seja, a desoneração de algumas culturas produzidas no Brasil e amplamente consumidas no mercado americano, dentre elas, o café”, conclui Silas Brasileiro na nota oficial.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Café arábica mantém alta com estoques reduzidos


De acordo com relatório da Hedgepoint Global Markets, os preços futuros do café arábica seguem voláteis, influenciados principalmente pela queda nos estoques certificados nos armazéns da ICE (Intercontinental Exchange). Atualmente, o volume armazenado soma cerca de 417 mil sacas, o menor nível em um ano e meio e próximo dos patamares registrados no fim de 2023.

Desde o início de agosto, os estoques certificados vêm diminuindo, com redução no volume da maioria das origens, entre elas México, Honduras, Nicarágua, Peru, Uganda e Brasil – este último o principal fornecedor para os estoques da ICE nos últimos anos. Entre 29 de julho e 7 de novembro, o total de sacas caiu 353,1 mil, equivalente a 43,8%. No caso do café de origem brasileira, a retração foi de 148,3 mil sacas, uma queda de 90,6%.

“Essa redução é resultado da falta de interesse dos cafeicultores – especialmente os brasileiros – pelo café certificado, pois eles estão bem capitalizados e os diferenciais em parte do ano não compensavam o processo. Além disso, a queda também é também resultado do consumo dos estoques certificados existentes por comerciantes e torrefadores, à medida que os preços do café continuam a aumentar. No caso das empresas americanas, as tarifas também aumentaram seus custos, levando-as a consumir os estoques existentes”, explica Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado de Café.

Apesar da baixa, projeções do mercado indicam que pelo menos 150 mil sacas devem chegar aos estoques certificados da ICE nos próximos meses. A Hedgepoint avalia, porém, que o volume ainda é insuficiente para recompor os níveis considerados confortáveis, o que pode continuar sustentando os preços no curto prazo.

O clima nas regiões produtoras também é apontado como fator determinante para a tendência dos preços. O Brasil está em fase de desenvolvimento para o ciclo 2026/27, e, até meados de outubro, a seca registrada em diversas áreas trouxe preocupações sobre o potencial produtivo, já que muitos cafeeiros floresceram precocemente em setembro.

“No entanto, embora ainda seja cedo para descartar o efeito negativo do clima anterior na produtividade do café, os níveis de chuva na segunda quinzena de outubro e no início de novembro trouxeram esperanças para 26/27”, afirma a analista.

Segundo Moda, a maioria das regiões produtoras de arábica recebeu volumes expressivos de chuva nas últimas semanas, o que provocou nova floração no fim de outubro e contribuiu para o desenvolvimento das plantas, que agora entram na fase de formação dos grãos.

No caso do conilon, o clima tem sido favorável ao longo de 2025, com chuvas regulares nas últimas semanas, beneficiando o desenvolvimento das lavouras. A Hedgepoint pondera, no entanto, que pode haver pequena redução na produção na próxima safra, em função da colheita recorde registrada em 2025/26.

A analista acrescenta que a primeira estimativa oficial para a safra brasileira de café 2026/27 deve ser divulgada até o fim de novembro. Projeções mais detalhadas são esperadas apenas entre fevereiro e março, após a fase de enchimento dos grãos. Como maior produtor global, o desempenho do Brasil será decisivo para recompor os estoques internacionais e reduzir a pressão sobre os preços.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Estudo inédito revela potencial estratégico de estoque de carbono na Bacia do Alto Paraguai


A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), simultaneamente com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), realizaram no último dia 11 uma coletiva para apresentar os resultados do Atlas do Estoque de Carbono em Formações Vegetais da Bacia do Alto Paraguai – Mato Grosso (Carbopan), pesquisa científica que desenvolveu e estimou os estoques de carbono nas fitofisionomias que compõem o Pantanal Mato-Grossense.    

O estudo é resultado de uma parceria entre a Universidade, por meio do Centro de Estudos de Fronteira (CEFRONT), a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT). A pesquisa é liderada pelo professor Dr. Fábio Ayres (UEMS), que integra uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, com apoio técnico e institucional das três instituições.

Durante a coletiva, também participaram o Reitor da UEMS, professor Dr. Laércio de Carvalho, reforçando a importância da pesquisa no contexto das agendas climáticas e do papel da universidade pública no desenvolvimento sustentável regional, o Presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Jr., e os pesquisadores da Embrapa, Luiz Orcírio e Rodiney Mauro.

Tecnologia e metodologia inovadora

O estudo caracterizou e catalogou as fitofisionomias na região pantaneira do Mato Grosso, a partir de imagens de satélite. Esse mapeamento do uso e cobertura da terra foi na porção Norte da Bacia do Alto Paraguai (BAP) e analisou 59 localidades da BAP, com atenção especial às áreas do bioma Pantanal (MS e MT).

Os pesquisadores, a partir de imagens do satélite Landsat e ferramentas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, encontraram uma metodologia que representasse, com alto nível de acurácia, a cobertura vegetal e o uso do solo.

Já a interpretação das imagens e a avaliação das áreas naturais foram estabelecidas por processo híbrido, que consiste na classificação não supervisionada e a associação e validação das classes no modo manual. As imagens do satélite apresentaram resultados espectrais e geométricos utilizando-se a ortorretificação das mesmas.

Os cálculos envolveram índices de vegetação (NDVI), classificação espectral e validação em campo, permitindo mapear os estoques de carbono em vegetações nativas e alteradas, e o resultado é um panorama científico inédito sobre a capacidade de fixação de carbono da região e seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.

Relevância para economia, agricultura e meio ambiente

O professor Fábio Ayres explica que conservar o Pantanal significa garantir uso sustentável e equilíbrio ecológico, integrando atividades produtivas tradicionais, como a pecuária extensiva com pastagens nativas, à manutenção dos estoques naturais de carbono.

Ele destaca que o aumento do estoque de carbono é estratégico, pois mantém o carbono fixado na vegetação e no solo, reduzindo sua emissão para a atmosfera e abrindo oportunidades no mercado de carbono.

Municípios como Poconé-MT (33,42 t/ha) e Barão de Melgaço-MT (28,78 t/ha) apresentam altos índices de estoque por hectare, evidenciando o potencial ambiental e econômico da região. “A conservação do Pantanal promove resiliência ecológica, segurança hídrica e fortalecimento da economia local, sem abrir mão da proteção da biodiversidade”, resume o pesquisador.

Ayres ainda defende que os resultados do estudo fortalecem a integração ambiental entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, já que a Bacia do Alto Paraguai ultrapassa fronteiras estaduais. “O Atlas fornece base científica para o planejamento territorial sustentável, valoração de ativos ambientais, formação de políticas públicas e captação de recursos internacionais”.

Segundo o professor, para o Brasil, a pesquisa posiciona o Pantanal como ativo ambiental relevante nas discussões globais sobre carbono e clima, contribuindo para os compromissos do país na COP30 e ampliando o protagonismo da região nas estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Rodiney Mauro, pesquisador da Embrapa, complementa que o mercado mundial de emissões de gases do efeito estufa, como créditos de carbono e projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), está evoluindo para se tornar uma fonte de recursos para os proprietários de áreas florestadas. Dessa forma, “é necessário o conhecimento do estoque atual de biomassa e de carbono, assim como também é necessário estimar a dinâmica e o potencial total de sequestro de carbono para resultados mais concretos”.

Para o Presidente da Acrimat, o estudo mostra que os produtores pantaneiros continuam produzindo com eficiência e sustentabilidade. “Esse estudo reforça aquilo que o produtor pantaneiro já pratica há gerações: produzir com respeito ao meio ambiente. A pecuária extensiva no Pantanal é uma das atividades mais sustentáveis do mundo, pois mantém a vegetação nativa em pé e contribui para o equilíbrio do bioma. Ter agora uma base científica sólida, feita por instituições como a UEMS e a Embrapa, mostra que conservar e produzir podem andar juntos e que o Pantanal é parte essencial das soluções climáticas do Brasil.”

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), simultaneamente com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), realizaram no último dia 11 uma coletiva para apresentar os resultados do Atlas do Estoque de Carbono em Formações Vegetais da Bacia do Alto Paraguai – Mato Grosso (Carbopan), pesquisa científica que desenvolveu e estimou os estoques de carbono nas fitofisionomias que compõem o Pantanal Mato-Grossense.    

O estudo é resultado de uma parceria entre a Universidade, por meio do Centro de Estudos de Fronteira (CEFRONT), a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT). A pesquisa é liderada pelo professor Dr. Fábio Ayres (UEMS), que integra uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, com apoio técnico e institucional das três instituições.

Durante a coletiva, também participaram o Reitor da UEMS, professor Dr. Laércio de Carvalho, reforçando a importância da pesquisa no contexto das agendas climáticas e do papel da universidade pública no desenvolvimento sustentável regional, o Presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Jr., e os pesquisadores da Embrapa, Luiz Orcírio e Rodiney Mauro.

Tecnologia e metodologia inovadora

O estudo caracterizou e catalogou as fitofisionomias na região pantaneira do Mato Grosso, a partir de imagens de satélite. Esse mapeamento do uso e cobertura da terra foi na porção Norte da Bacia do Alto Paraguai (BAP) e analisou 59 localidades da BAP, com atenção especial às áreas do bioma Pantanal (MS e MT).

Os pesquisadores, a partir de imagens do satélite Landsat e ferramentas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, encontraram uma metodologia que representasse, com alto nível de acurácia, a cobertura vegetal e o uso do solo.

Já a interpretação das imagens e a avaliação das áreas naturais foram estabelecidas por processo híbrido, que consiste na classificação não supervisionada e a associação e validação das classes no modo manual. As imagens do satélite apresentaram resultados espectrais e geométricos utilizando-se a ortorretificação das mesmas.

Os cálculos envolveram índices de vegetação (NDVI), classificação espectral e validação em campo, permitindo mapear os estoques de carbono em vegetações nativas e alteradas, e o resultado é um panorama científico inédito sobre a capacidade de fixação de carbono da região e seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.

Relevância para economia, agricultura e meio ambiente

O professor Fábio Ayres explica que conservar o Pantanal significa garantir uso sustentável e equilíbrio ecológico, integrando atividades produtivas tradicionais, como a pecuária extensiva com pastagens nativas, à manutenção dos estoques naturais de carbono.

Ele destaca que o aumento do estoque de carbono é estratégico, pois mantém o carbono fixado na vegetação e no solo, reduzindo sua emissão para a atmosfera e abrindo oportunidades no mercado de carbono.

Municípios como Poconé-MT (33,42 t/ha) e Barão de Melgaço-MT (28,78 t/ha) apresentam altos índices de estoque por hectare, evidenciando o potencial ambiental e econômico da região. “A conservação do Pantanal promove resiliência ecológica, segurança hídrica e fortalecimento da economia local, sem abrir mão da proteção da biodiversidade”, resume o pesquisador.

Ayres ainda defende que os resultados do estudo fortalecem a integração ambiental entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, já que a Bacia do Alto Paraguai ultrapassa fronteiras estaduais. “O Atlas fornece base científica para o planejamento territorial sustentável, valoração de ativos ambientais, formação de políticas públicas e captação de recursos internacionais”.

Segundo o professor, para o Brasil, a pesquisa posiciona o Pantanal como ativo ambiental relevante nas discussões globais sobre carbono e clima, contribuindo para os compromissos do país na COP30 e ampliando o protagonismo da região nas estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Rodiney Mauro, pesquisador da Embrapa, complementa que o mercado mundial de emissões de gases do efeito estufa, como créditos de carbono e projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), está evoluindo para se tornar uma fonte de recursos para os proprietários de áreas florestadas. Dessa forma, “é necessário o conhecimento do estoque atual de biomassa e de carbono, assim como também é necessário estimar a dinâmica e o potencial total de sequestro de carbono para resultados mais concretos”.

Para o Presidente da Acrimat, o estudo mostra que os produtores pantaneiros continuam produzindo com eficiência e sustentabilidade. “Esse estudo reforça aquilo que o produtor pantaneiro já pratica há gerações: produzir com respeito ao meio ambiente. A pecuária extensiva no Pantanal é uma das atividades mais sustentáveis do mundo, pois mantém a vegetação nativa em pé e contribui para o equilíbrio do bioma. Ter agora uma base científica sólida, feita por instituições como a UEMS e a Embrapa, mostra que conservar e produzir podem andar juntos e que o Pantanal é parte essencial das soluções climáticas do Brasil.”





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Controle de pragas garante qualidade do algodão mineiro



Ações sanitárias fortalecem algodão em Minas Gerais



Foto: Canva

Minas Gerais, quarto maior produtor de algodão do país, consolida-se como referência nacional em sanidade e qualidade da produção. O estado já produziu mais de 145 mil toneladas da fibra, quase 21 mil toneladas a mais que no ano anterior, com exportações superiores a US$ 35 milhões, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). De acordo com o órgão, o avanço é resultado de ações de defesa sanitária e de programas de certificação conduzidos pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que têm fortalecido o setor e ampliado o acesso a mercados mais exigentes.

Entre as principais medidas adotadas para garantir a competitividade e proteger as lavouras, está o vazio sanitário do algodão, realizado anualmente entre 20 de setembro e 20 de novembro. Nesse período, é proibido o cultivo e obrigatório o manejo adequado dos restos culturais e soqueiras, o que interrompe o ciclo reprodutivo do bicudo-do-algodoeiro, considerada uma das principais pragas que afetam a cultura.

O IMA realiza fiscalizações por amostragem em propriedades que cultivaram algodão na última safra e notifica produtores que não cumprem as determinações legais. O descumprimento pode resultar em autuações e processos administrativos. “Essas ações são fundamentais para reduzir a presença de pragas e preservar a produtividade das lavouras”, destaca o Instituto. Além das ações em campo, a entidade promove campanhas de conscientização por meio de rádios, redes sociais e reuniões setoriais, reforçando a importância do cumprimento das medidas preventivas para manter a sanidade e a sustentabilidade da produção.

Segundo o IMA, as ações de defesa fitossanitária, somadas ao cadastro das propriedades produtoras, fortalecem a economia mineira e asseguram a rastreabilidade e a confiança nos produtos locais. O Instituto afirma que “a qualidade e a conformidade sanitária são diferenciais que valorizam o algodão mineiro tanto no mercado interno quanto no internacional”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Roberto Levrero é nomeado Conselheiro do Conselho Superior da ALAGRO para o biênio 2025/2026



Indicação representa o reconhecimento da trajetória de Levrero


Foto: Divulgação

A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) celebra a nomeação de seu presidente do Conselho Deliberativo, Roberto Levrero, para integrar o Conselho Superior da Academia Latino-Americana do Agronegócio (ALAGRO), no biênio 2025/2026.

Inspirada pelo legado de Alysson Paolinelli, a ALAGRO reúne lideranças do agronegócio latino-americano com a missão de “demonstrar, induzir e comunicar as iniciativas do setor”. O movimento promove o desenvolvimento sustentável, a integração entre países e a valorização da inovação no campo.

Para a Abisolo, a indicação representa o reconhecimento da trajetória de Levrero e de sua contribuição ao fortalecimento do agronegócio brasileiro, especialmente nos segmentos de fertilizantes minerais, organominerais, orgânicos, biofertilizantes, remineralizadores, condicionadores de solo, substratos, adjuvantes e insumos biológicos, que integram a base da entidade.

“A nomeação reflete a dedicação e o compromisso da Abisolo com o diálogo técnico e institucional que impulsiona o agronegócio sustentável. A ALAGRO tem papel estratégico na disseminação de conhecimento e no estímulo à cooperação regional”, analisa Levrero.

O presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo tem trajetória marcada pela defesa da competitividade, da inovação e da sustentabilidade na agricultura. Ele atua para aproximar diferentes atores do agronegócio, promovendo o diálogo e o fortalecimento de políticas e práticas voltadas ao uso eficiente de insumos e ao desenvolvimento de tecnologias para a nutrição vegetal.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Agronegócio paulista registra superávit de US$ 19 bilhões em 2025


Segundo análise do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o agronegócio paulista manteve desempenho positivo no comércio exterior nos dez primeiros meses de 2025, registrando superávit de US$ 19,07 bilhões. O resultado decorre de exportações que somaram US$ 23,92 bilhões e importações de US$ 4,85 bilhões. Conforme o levantamento, a participação do setor nas exportações totais do estado entre janeiro e outubro foi de 40,8%, enquanto as importações representaram 6,6% do total.

Em 2024, o setor havia alcançado um recorde no valor do superávit, impulsionado por uma demanda internacional atípica por produtos do complexo sucroalcooleiro. Em 2025, esse grupo manteve liderança entre os principais segmentos exportadores, com participação de 30,8% do total e receita de US$ 7,37 bilhões. O açúcar respondeu por 92,7% do montante e o etanol por 7,3%. O setor de carnes ocupou a segunda posição, com 15,1% das vendas externas e receita de US$ 3,60 bilhões, seguido pelos produtos florestais, com 10,3% e US$ 2,47 bilhões. O grupo dos sucos respondeu por 10,1%, somando US$ 2,43 bilhões, e o complexo soja representou 9,2% das exportações, com US$ 2,21 bilhões. Segundo o IEA, esses cinco grupos concentraram 75,5% das vendas externas do agronegócio paulista. O café ficou em sexto lugar, com 6,3% de participação e receita de US$ 1,51 bilhão.

As variações de valores em relação ao mesmo período de 2024 indicaram aumento nas exportações de café, carnes e soja, com altas de 42,8%, 24,7% e 0,8%, respectivamente. Em contrapartida, o complexo sucroalcooleiro, os produtos florestais e os sucos registraram quedas de 31,3%, 6,9% e 0,8%. De acordo com o Instituto, essas variações refletem as oscilações nos preços e nos volumes exportados.

A China permaneceu como principal destino das exportações paulistas, com 24,3% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, açúcar e florestais. A União Europeia representou 14,3% das exportações e os Estados Unidos, 12,2%. Desde o aumento tarifário de 50% iniciado em 6 de agosto pelo governo norte-americano, houve retração nas vendas para o país: 14,6% em agosto, 32,7% em setembro e 32,8% em outubro. “Essa queda foi parcialmente compensada por novos destinos de exportação, como China, México, Canadá, Argentina e União Europeia”, afirmou Nabil, representante do IEA.

No cenário nacional, São Paulo manteve posição de destaque e respondeu por 16,9% das exportações do agronegócio brasileiro, ocupando o segundo lugar no ranking, atrás apenas de Mato Grosso, que registrou 17,3%.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Dólar sobe para perto dos R$5,40 em meio à aversão global a ativos de risco


Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) -A aversão a ativos de risco ao redor do mundo, em meio aos receios de uma correção de preços mais profunda no mercado de ações dos Estados Unidos, deu força ao dólar ante o real nesta terça-feira, com a moeda norte-americana se reaproximando dos R$5,40.

O dólar à vista fechou com alta de 0,77%, aos R$5,3991. No ano, porém, a divisa acumula queda de 12,62%.

Às 17h03, na B3, o dólar para dezembro — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,70%, aos R$5,4325.

A sessão desta terça-feira foi marcada pela aversão aos ativos de risco ao redor do mundo, em meio aos receios de que possa haver uma correção intensa no mercado de ações norte-americano, impulsionado nos últimos meses pela euforia em torno da inteligência artificial.

Durante evento em Hong Kong, o presidente-executivo do Morgan Stanley, Ted Pick, citou a possibilidade de “haver reduções de 10% a 15%” nos preços das ações, sem que isso decorra de algum colapso macroeconômico.

Neste cenário, os índices de ações foram pressionados na Europa e nos Estados Unidos, enquanto o dólar ganhou força ante boa parte das demais divisas, incluindo o real.

“Vínhamos em uma toada mais favorável, com os ativos de risco performando super bem no último mês, puxados pelos ativos de tecnologia”, afirmou o superintendente de Tesouraria do Daycoval, Luiz Fernando Gênova.

“Mas, depois do Fed, com a indefinição sobre os juros nos Estados Unidos, começamos a ter um gatilho mais intenso de correção”, acrescentou, em referência ao fato de o Federal Reserve, após a reunião da semana passada, ter dado indicações de que os juros podem não cair novamente em dezembro nos EUA.

Neste cenário, o dólar à vista atingiu a máxima intradia de R$5,4007 (+0,80%) às 9h35, enquanto no exterior a moeda norte-americana também sustentava ganhos firmes ante divisas pares do real, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

“O real até vinha performando bem em relação a seus pares — nos últimos dias, um pouco pior –, mas não vi um movimento atípico”, disse Gênova.

No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou durante evento em São Paulo que por mais que o Banco Central seja pressionado a não baixar os juros, as taxas terão que cair.

“Vão ter que cair, vão ter que cair. Por mais pressão que os bancos façam sobre o Banco Central para não baixar juros, elas vão ter que cair”, disse Haddad.

A expectativa do mercado é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC mantenha a Selic em 15% ao ano na noite de quarta-feira, mas os agentes buscarão pistas no comunicado da decisão sobre quando os cortes começarão. As reuniões seguintes do colegiado ocorrem em dezembro, janeiro e março.

O fato de a Selic estar em nível elevado no Brasil, enquanto nos Estados Unidos o Fed cortou juros nas últimas reuniões, tem sido apontado como um fator favorável à atração de investimentos ao país, com impacto de baixa sobre o dólar.

Pela manhã o BC vendeu 45.000 contratos de swap cambial tradicional, para rolagem do vencimento de 1º de dezembro.

No exterior, às 17h04 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,36%, a 100,250.

(Edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Consultoria prevê safra de café 13,5% maior


A produção brasileira de café deve se recuperar na safra 2026/27 após um ciclo marcado por perdas expressivas em 2025/26 devido às adversidades climáticas que atingiram as principais regiões produtoras. A expectativa é de aumento na oferta total, impulsionada pela retomada do café arábica, que foi a variedade mais afetada no ciclo anterior.

De acordo com levantamento da StoneX, a produção total do país está estimada em 70,7 milhões de sacas para 2026/27, o que representa um avanço de 13,5% em relação ao volume registrado na safra passada, de 62,3 milhões de sacas. O novo ciclo deve ser puxado principalmente pelo arábica, cuja produção deve atingir 47,2 milhões de sacas, com alta de 29,3%. Já o café robusta (conilon) tende a recuar 8,9%, totalizando 23,5 milhões de sacas.

Na safra 2025/26, o arábica sofreu queda de 18,4%, com produção de 36,5 milhões de sacas, resultado de um período prolongado de estresse hídrico e temperaturas elevadas. Em contrapartida, o robusta teve desempenho recorde, avançando quase 22% e alcançando 25,8 milhões de sacas, o maior volume já registrado no país. Mesmo com esse resultado expressivo, a soma das duas variedades foi de 62,3 milhões de sacas, queda de 5,4% frente à temporada anterior.

A consultoria destaca que, embora o novo ciclo sinalize recuperação significativa, o potencial produtivo ainda está aquém do máximo que poderia ser obtido em condições climáticas ideais. O trabalho de campo realizado pela StoneX após o período de floradas avaliou o desenvolvimento inicial das lavouras e indica boas perspectivas de recuperação para o arábica.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Forrageiras fortalecem fertilidade do solo, diz especialista



“Essa prática é fundamental para manter o solo coberto”


"Essa prática é fundamental para manter o solo coberto"
“Essa prática é fundamental para manter o solo coberto” – Foto: Pixabay

A manutenção da fertilidade do solo é essencial para a produtividade agrícola e vem ganhando destaque com o avanço dos sistemas integrados de produção. Ao combinar o cultivo de grãos com o uso de forrageiras e a pecuária na entressafra, o produtor melhora o equilíbrio do solo, aumenta a eficiência do uso da terra e fortalece a sustentabilidade do sistema produtivo.

Segundo o engenheiro agrônomo e mestre em zootecnia Thiago Neves Teixeira, especialista em Desenvolvimento de Mercado da Sementes Oeste Paulista (SOESP), o uso de forrageiras vem se consolidando como uma das práticas mais eficazes nas propriedades rurais. Essas plantas mantêm o solo coberto durante a entressafra, protegendo contra erosão, conservando a umidade, reduzindo a temperatura e reciclando nutrientes. Também favorecem o controle de doenças, o aumento da matéria orgânica e a integração lavoura-pecuária, garantindo alimento para o rebanho e diversificação da renda.

“Essa prática é fundamental para manter o solo coberto durante o período de entressafra. Com isso, o produtor aumenta a eficiência do uso da terra e contribui para a sustentabilidade do sistema agropecuário”, explica o especialista.

A escolha das espécies é determinante para o desempenho das safras seguintes. A Brachiaria ruziziensis é amplamente usada pelo custo acessível e fácil manejo. Já o cultivar Piatã se destaca pela alta produção de biomassa, o Paiaguás pela resistência à seca e o Tamani pela boa adaptação em consórcios. Em sistemas voltados à pecuária, cultivares como Mombaça, Zuri e Quênia mostram bons resultados em ganho de peso e taxa de lotação.

“Dessa forma, proporcionamos ao produtor opções de alta qualidade e desempenho para cada região e sistema de produção. O manejo correto das forrageiras transforma o solo em um ativo produtivo, capaz de sustentar safras mais eficientes e lucrativas ao longo dos anos”, conclui.

 





Source link