quinta-feira, março 12, 2026

Política & Agro

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Bovinocultura de leite apresenta inovações


A parcela de bovinos de leite da Emater/RS-Ascar na Expodireto Cotrijal 2026 apresenta temas voltados à qualificação da produção, ao bem-estar animal e às inovações no sistema produtivo. Entre os destaques, está um robô que faz a organização da silagem para alimentação do rebanho e a produção de leite A2-A2, que possui um mercado segmentado.

No espaço, os visitantes poderão conhecer equipamentos voltados ao manejo e ao bem-estar nos ambientes de ordenha, como o carrinho de distribuição de ração e o robô de limpeza, tecnologias que contribuem para a organização do trabalho e para melhores condições no dia a dia da atividade.

Segundo o extensionista rural Vilmar Leitzke, a proposta é contemplar tanto o bem-estar das pessoas que atuam na atividade quanto o dos animais, além de apresentar alternativas para qualificar a alimentação e o sistema produtivo. A equipe da Emater/RS-Ascar está disponível para dialogar com produtores e visitantes sobre oportunidades e perspectivas para a bovinocultura de leite, atividade de relevância econômica e social para o Rio Grande do Sul.

Os extensionistas rurais que recebem o público, também apresentam informações sobre a produção de leite A2-A2 e o que essa modalidade representa para os produtores. “O leite A2-A2 é uma possibilidade adicional de produção, além do sistema convencional baseado no leite A1”.

Entre os principais assuntos abordados está o emprego da alfafa na alimentação dos rebanhos. “A alfafa ocupa o papel de rainha das forrageiras e é uma fonte importante de alimento que pode ser utilizada na alimentação animal. Estamos apresentando esse tema e aprofundando a discussão com os visitantes”, destaca Leitzke.

Outro tema é a fase de criação de terneiras, com orientações sobre cuidados e adequação de ambientes de proteção. A proposta é apresentar soluções tecnológicas que permitam criar as terneiras de forma adequada, com foco no bem-estar animal e na formação de futuras vacas dentro dos padrões de qualidade. “A fase de criação da terneira é fundamental para que o ambiente não se torne um fator limitante ao desempenho do animal no futuro”, ressalta o extensionista.

A Expodireto Cotrijal ocorre até sexta-feira (13/03), em Não-Me-Toque. Na Casa da Família Rural da Emater/RS-Ascar, há 14 espaços temáticos, demonstrando inovações em diversas áreas da agropecuária e das políticas públicas para o setor.

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Jornalistas Taline Schneider e João Vicente Ribas

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Conab orienta associações do Piauí sobre o PAA



Conab orienta associações de Altos (PI) sobre o PAA para agricultores familiares



Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, nesta segunda-feira (9), uma Visita Técnico Orientativa (VTO) às associações do município de Altos, no Piauí, no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da agricultura familiar. Quem fez a visita foi o superintendente regional no estado, Danilo Viana, acompanhado da equipe da Conab. O objetivo da visita foi fortalecer e ampliar a participação das associações locais no programa.

A iniciativa teve como objetivo fortalecer a execução do PAA em Altos e ampliar a participação das associações locais no programa, contribuindo para a geração de renda para agricultores familiares e para o atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade social.

Durante a agenda, foi feita a orientação às associações sobre o funcionamento do PAA. Os participantes também discutiram as responsabilidades das entidades executoras e dos agricultores familiares participantes no Programa.

Na ocasião, também houve a verificação do andamento das propostas cadastradas no município, com destaque para a proposta da Associação das Mulheres Produtoras Rurais da Comunidade Lembrada e Adjacências. A entidade reúne 20 agricultoras familiares fornecedoras e possui potencial para atendimento a cerca de 3.850 pessoas, o que corresponde a aproximadamente 960 famílias.

Durante a visita também ocorreu o diálogo com representantes das cozinhas solidárias do município. Altos conta com cinco cozinhas solidárias contempladas com alimentos da agricultura familiar. Juntas, elas possuem uma capacidade para atender 5.040 pessoas, alcançando aproximadamente 1.260 famílias.





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novo programa amplia investimentos e atendimento aos produtores rurais


A Copel anunciou nesta quarta-feira (11), em Medianeira, no Oeste, a criação do Copel Agro, programa dedicado a produtores rurais da cadeia de proteína animal e setores com alto grau de eletrodependência, além de uma nova linha direta e exclusiva de atendimento por teleatendentes: 0800 6434 222. 

O Copel Agro contará com equipes de teleatendentes operando 24 horas por dia, sete dias por semana, e também com o reforço de equipes técnicas e de campo dedicadas ao atendimento a demandas emergenciais, à realização de obras e o desenvolvimento de projetos e ações de atenção aos produtores rurais de todas as regiões do Estado. Cerca de 60 mil produtores que se dedicam a estas culturas eletrointensivas no Paraná estão cadastrados junto à Copel. Destes, aproximadamente 50% têm propriedades nas regiões Oeste e Sudoeste. 

Daniel Slaviero, presidente da Copel, destacou que são prioridades do programa reforçar o primeiro atendimento, maior agilidade no restabelecimento de energia, redução de interrupções temporárias e ocorrências de desligamentos pelo efeito de carga ou geração distribuída à revelia e criação de opções de redundância em instalações críticas com financiamento de um plano de instalação de baterias. 

“Temos plena consciência da nossa responsabilidade diante dos desafios do setor elétrico e das demandas crescentes do campo e da produção paranaense. Por isso, a Copel vem lançando uma série de medidas estruturantes para enfrentar esse cenário e garantir energia de qualidade para o desenvolvimento do nosso Estado”, destacou. O anúncio foi feito a lideranças do setor cooperativista da região durante reunião regional do Sistema Ocepar na sede da Cooperativa Lar. 

“Quando investimos em energia, estamos investindo em crescimento, competitividade e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, afirmou o presidente. 

O presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues, destacou que o forte crescimento econômico da região tem aumentado a demanda por energia elétrica. Segundo ele, esse cenário já foi levado à direção da Copel, especialmente à área de distribuição, que tem se mostrado aberta ao diálogo com cooperativas e lideranças do setor produtivo. “A Copel veio ouvir os produtores, está mais próxima e abriu um canal chamado Copel Agro, que vai estabelecer uma conexão para ouvir, para agir mais rápido”, afirmou. 

“A energia elétrica é um fator essencial para o desenvolvimento do agronegócio e para a competitividade das cooperativas paranaenses. O diálogo permanente entre a Copel e o cooperativismo é fundamental para alinhar demandas e buscar soluções conjuntas. Essa parceria contribui diretamente para o crescimento do agronegócio, para o fortalecimento das cooperativas e para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, completou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

COPEL AGRO – Pelo número 0800 6434 222, com início de operação previsto para o mês de abril, uma equipe de teleatendentes irá receber as demandas dos produtores rurais e direcionar o atendimento com agilidade. Por esta estrutura, em casos de interrupções de energia, o cliente rural receberá informações da previsão do tempo de religamento.  

Para o fortalecimento do primeiro atendimento haverá o reforço do efetivo de eletricistas, com 50 equipes próprias atuando em sete bases estratégicas. O programa ainda contará com uma célula de monitoramento junto ao Centro de Controle da Copel com vistas a garantir agilidade no restabelecimento da energia em casos de interrupções. 

Como parte do Copel Agro, será colocado em operação um Plano de Manutenção de estruturas com priorização de obras de melhorias de curto prazo integrado a mutirões de poda e prevenção do contato da vegetação com a rede elétrica, que hoje responde por 40% dos casos de desligamentos. 

Para reduzir os efeitos de desligamentos temporários decorrentes de instalações de carga e geração distribuída irregulares, equipes da Copel farão um censo e levantamento de campo em áreas de consumo. As ações preveem visitas orientativas para a adequação de carga e geração distribuída (GD); e parcerias com cooperativas e sindicatos para o repasse de informações técnicas e treinamentos.  

O Copel Agro prevê ainda o reforço no incentivo à conexão à nova rede trifásica, por intermédio do projeto Se Liga Aí, Paraná! e a definição de iniciativas de suporte ao produtor com subsídios à substituição de motores e à aquisição de baterias com recursos do Programa de Eficiência Energética da Copel.   





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Abate de bovinos recua em fevereiro no Mato Grosso



Mato Grosso abate 566 mil bovinos em fevereiro



Foto: Divulgação

O abate de bovinos em Mato Grosso registrou recuo em fevereiro de 2026, segundo análise divulgada na segunda-feira (9) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). De acordo com o instituto, “em fev/26, foram abatidas 566,58 mil cabeças de bovinos em Mato Grosso”, volume 11,61% inferior ao registrado em janeiro, conforme dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).

Apesar da queda mensal, o levantamento indica que o resultado foi o segundo maior da série histórica para o mês de fevereiro, ficando atrás apenas do registrado em 2024. Segundo a análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “do total abatido, os machos somaram 266,92 mil cabeças, correspondendo a 47,11% do volume”, o que representa recuo de 19,23% em relação ao mês anterior.

O relatório aponta que o abate de fêmeas totalizou 299,66 mil cabeças, com queda de 3,51% no mesmo comparativo mensal. Conforme o instituto, “as fêmeas representaram 52,89% dos abates”, indicando participação maior no total abatido no estado.

Mesmo com a redução nas duas categorias, a análise destaca que a disponibilidade de machos caiu de forma mais intensa, o que ampliou a participação das fêmeas no volume total. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “esse cenário de menor oferta no mês, aliado à demanda externa firme, influenciou no fortalecimento dos preços da arroba do boi gordo no mercado interno no período”.





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Brasil exporta 1,55 milhão de tonelada de milho em fevereiro



Irã, Egito e Vietnã lideram compras de milho



Foto: Pixabay

A exportação de milho do Brasil apresentou recuo em fevereiro de 2026, segundo análise divulgada na segunda-feira (9) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). As informações foram publicadas pela secretaria na quinta-feira (5).

De acordo com o levantamento, o país embarcou 1,55 milhão de toneladas do cereal no período, volume 63,47% menor em comparação ao registrado no mês anterior. No estado de Mato Grosso, o total exportado também apresentou retração, somando 504,34 mil toneladas. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “o volume representa uma queda de 81,07% em relação a jan/26”.

O instituto destaca que o movimento é comum neste período do ano. Conforme a análise, “entre fevereiro e junho é esperado um menor volume exportado de milho, em razão da entressafra do grão e do redirecionamento da logística para o escoamento da soja”.

Ainda segundo o relatório, o avanço da colheita de soja tende a concentrar a estrutura logística na exportação da oleaginosa, que ganha ritmo de comercialização neste período. “O redirecionamento da logística ocorre com o aumento do escoamento da soja”, aponta o levantamento.

Entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, alguns mercados se destacaram como principais destinos do milho brasileiro. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, Irã, Egito e Vietnã concentraram as compras do cereal exportado pelo Brasil e por Mato Grosso.

O instituto avalia que a demanda desses países está relacionada ao uso do milho na produção de ração animal e à menor disponibilidade de produção local para atender ao consumo interno.





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Grande movimentação na Expodireto Cotrijal reforça perseverança dos produtores rurais


A Expodireto Cotrijal 2026 chega ao seu terceiro dia de realização com ruas e estandes lotados de pessoas vindas de todas as partes do Brasil. Tradicionalmente, a quarta-feira é um dos dias mais movimentados no parque. O grande número de visitantes anima o setor e remete à perseverança dos produtores rurais gaúchos, que vêm enfrentando dificuldades devido aos consecutivos anos de impacto climático na produção.

O papel da feira no sentido de apontar soluções para o agronegócio foi destacado por Nei César Manica, presidente da Cotrijal, cooperativa que organiza a feira, durante o café para imprensa e para patrocinadores na manhã desta quarta-feira (11). Ele reforçou que 50% do sucesso da atividade está nas mãos do produtor rural, que tem feito a sua parte para superar os desafios.

“A Expodireto é o grande palco em que o produtor encontra as informações, tecnologias e negócios que contribuem para a sustentabilidade da propriedade, além de servir como um canal para buscarmos o apoio necessário para superar as dificuldades”, afirmou.

A feira chega a sua 26ª edição neste ano. A primeira aconteceu em 2000, em 32 hectares, com 114 expositores e 41 mil visitantes. Hoje, são 131 hectares, com mais de 600 expositores e cerca de 300 mil visitantes anualmente. “Não imaginávamos esse crescimento quando idealizamos a feira. Ele só foi possível porque produtores, expositores, imprensa e patrocinadores acreditaram no projeto”, complementou o presidente Manica.

Os dois primeiros dias da Expodireto Cotrijal são marcados pela presença de grande número de autoridades e lideranças. “Essa participação é importante, porque gera oportunidade de levarmos aos órgãos estaduais e federais os pleitos das entidades, das cooperativas e do agronegócio como um todo”, disse o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, concluindo que a feira deste ano terá como uma das marcas essa defesa por auxílio ao produtor, através da securitização, do seguro agrícola, e também por trazer muitas inovações e tecnologias, para todos os tamanhos de propriedade.

Os dirigentes também agradeceram à imprensa pela ampla divulgação da feira. “É um trabalho sério e que ajuda a fortalecer não somente a Expodireto Cotrijal, mas o setor como um todo”, afirmou Schroeder.

“O movimento de quem acredita no campo”

Com o tema “O movimento de quem acredita no campo”, a Expodireto Cotrijal 2026 segue até sexta-feira (13). A programação inclui ampla agenda de fóruns, debates e painéis sobre tecnologia, inovação, desafios e soluções para o agronegócio. Para mais detalhes, acesse aqui!

A campanha de divulgação evidencia a Expodireto Cotrijal como um sistema em transformação, sempre evoluindo e alcançando novos patamares, sem se distanciar dos objetivos, valores e ideais que basearam a fundação da feira. Ressalta ainda a determinação de quem acredita no campo, mesmo diante de desafios, incertezas e adversidades. Essa convicção foi fundamental nos últimos anos, marcados por frustrações de safras em decorrência de condições climáticas adversas. Nesse cenário, os homens e as mulheres que acreditam no campo seguiram produzindo, esperando que novas safras trouxessem mais prosperidade.

O mote da campanha também resgata a origem da feira, criada a partir da mobilização de produtores rurais associados da Cotrijal, que buscavam se aproximar das principais inovações e tecnologias para aprimorar os sistemas de produção. Desta forma, a dimensão atual da Expodireto é resultado do trabalho, cooperação e dedicação das pessoas e entidades que movem o agronegócio.

Além de apresentar inovações e gerar negócios, a feira promove o desenvolvimento, estimula debates estratégicos e fomenta a evolução no campo. “Nesse sentido, em momentos desafiadores, também buscamos alternativas para apoiar os produtores rurais. Desta forma, a Expodireto Cotrijal também é fonte de esperança de um futuro melhor para quem produz”, afirmou o presidente da Cotrijal, Nei César Manica.

Neste ano, a campanha de divulgação da feira tem os seguintes patrocinadores: cota ouro – Bradesco, Banco do Brasil e Caixa – Governo do Brasil; cota prata – Banrisul, Sistema Ocergs e Syngenta; cota bronze – Intacta 2Xtend e Yara Fertilizantes.





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Trigo muda de ritmo e mercado entra em alerta



No Rio Grande do Sul, a movimentação perdeu força


No Rio Grande do Sul, a movimentação perdeu força
No Rio Grande do Sul, a movimentação perdeu força – Foto: Divulgação

O mercado de trigo no Sul do país iniciou a semana com ritmo mais moderado de negociações, após o movimento mais intenso observado nos últimos dias. Levantamento da TF Agroeconômica indica que a segunda-feira foi marcada por menor volume de negócios e por ajustes nas expectativas de preços entre vendedores e compradores.

No Rio Grande do Sul, a movimentação perdeu força depois das operações registradas na semana anterior. Mesmo com altas nas cotações em Chicago, vendedores passaram a pedir valores mais elevados, enquanto compradores apontam dificuldade para fechar a conta das farinhas nos níveis atuais. Foram reportadas negociações de cerca de 3 mil toneladas ao longo do dia, com algumas ofertas mantidas para esta terça-feira. No mercado futuro, apareceu comprador para trigo da safra 2026/27 no porto a R$ 1.200 sobre rodas. No interior, o preço da pedra pago ao produtor subiu para R$ 55 por saca em Panambi.

Em Santa Catarina, a semana começou estável, com negócios pontuais e pressão por liberação de espaço nos armazéns. Lotes de trigo melhorador foram negociados a R$ 1.250 FOB, embora com volumes pouco expressivos. Também houve saída de 150 toneladas de trigo tipo 2 a R$ 1.050. Moinhos continuam recorrendo ao trigo gaúcho para abastecimento. Nos preços de balcão, as cotações permaneceram em R$ 59 por saca em Canoinhas, R$ 60 em Chapecó, R$ 61 em Joaçaba e R$ 62 em Rio do Sul. O valor caiu para R$ 62,75 em São Miguel do Oeste e subiu para R$ 64 em Xanxerê.

No Paraná, o mercado apresentou maior atividade, com consolidação do patamar de R$ 1.300 CIF no início da semana. No Oeste, o movimento foi mais fraco devido à concorrência do trigo paraguaio, que chega com preços mais competitivos. Já no Norte houve negócios a R$ 1.250 FOB à vista e ofertas a R$ 1.300 FOB. Na região de Curitiba, as negociações ocorreram entre R$ 1.280 e R$ 1.290 CIF. Trigo do Rio Grande do Sul também foi negociado no Oeste paranaense entre R$ 1.170 e R$ 1.180 CIF. No porto de Paranaguá, dois vendedores ofertaram trigo argentino a US$ 275 por tonelada para retirada até 15 de abril, valor considerado competitivo em relação ao custo estimado de reposição, calculado em torno de US$ 286 por tonelada.

 





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Conflito sem prazo de fim mantém mercados em alerta


A economia brasileira atravessa um momento de desaceleração em meio a um ambiente internacional marcado por tensões geopolíticas e incertezas nos mercados. Segundo análise do Rabobank, o cenário global tem sido impactado pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que completou uma semana sem sinais de trégua, com escalada regional, retaliações iranianas e alta do petróleo.

Esse contexto eleva o risco de um conflito prolongado e amplia a volatilidade nos mercados internacionais. Para a instituição, a combinação de incerteza tarifária e geopolítica tem levado investidores globais a diversificarem posições fora dos ativos americanos, movimento que tende a favorecer moedas de países latino-americanos, como o real, mesmo diante das incertezas fiscais e políticas no Brasil.

Na semana anterior, o dólar encerrou cotado a R$ 5,2381, o que representou uma depreciação de 2,2% do real frente à moeda americana no período. O desempenho foi o oitavo pior entre uma cesta de 24 moedas emergentes. Ainda assim, o Rabobank mantém a estimativa de que a moeda americana termine 2026 em torno de R$ 5,55.

No cenário doméstico, os dados do Produto Interno Bruto confirmaram a perda de fôlego da economia. Em 2025, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, abaixo da expansão de 3,4% registrada em 2024. No quarto trimestre do ano passado, a atividade avançou 0,1% em relação ao trimestre anterior e 1,8% na comparação anual.

Apesar da desaceleração, alguns indicadores mostraram desempenho positivo no início de 2026. A produção industrial registrou alta de 1,8% em janeiro frente ao mês anterior, o maior avanço desde junho de 2024. No comércio exterior, a balança comercial teve superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro, com recorde de exportações para o mês e recuo das importações.

No mercado de trabalho, foram abertas 112,3 mil vagas formais em janeiro, segundo o Caged. Já a taxa de desemprego subiu para 5,4%, interrompendo uma sequência de dez meses de queda. Nos próximos dias, o foco do mercado estará na divulgação do IPCA de fevereiro, além dos dados de varejo e volume de serviços referentes a janeiro.

 





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Conflito externo agita preços das commodities



A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago


A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago
A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago – Foto: Divulgação

Os mercados internacionais de grãos iniciam o dia com oscilações influenciadas por fatores geopolíticos e pelo comportamento recente do mercado de energia, gerando movimentos de alta e correção nas principais commodities agrícolas. De acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica na abertura desta terça-feira, 10 de março, as negociações refletem incertezas externas e ajustes técnicos nas bolsas internacionais.

No trigo, os contratos negociados em Chicago começaram o dia com máximas abaixo das mínimas da sessão anterior, formando um gap que, segundo análise do diretor da consultoria SovEcon, pode indicar espaço para recuperação proporcional das cotações. A avaliação aponta possibilidade de o cereal atingir entre US$ 7,00 e US$ 7,20 por bushel no médio prazo. O contrato para maio de 2026 chegou a ser negociado acima de US$ 6,40 por bushel, maior nível desde junho, antes de recuar para perto de US$ 6 no encerramento do pregão. No mercado físico brasileiro, os preços registram leve alta no Paraná e avanço mais expressivo no Rio Grande do Sul no comparativo diário.

A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago. O dia começou com recuperação e formação de gap já preenchido, indicando possibilidade de novas altas no curto prazo. O mercado tem sido impactado pela volatilidade do petróleo, que chegou a se aproximar de US$ 120 por barril diante de temores de interrupções no fornecimento de energia no Golfo Pérsico, mas depois recuou após declarações destinadas a acalmar o mercado. Esse movimento se refletiu nas commodities agrícolas, que haviam registrado fortes ganhos recentemente e passaram por correções. O complexo da soja chegou a atingir máximas importantes, com o óleo de soja liderando as altas antes de recuar juntamente com o restante do mercado.

No milho, os contratos em Chicago abriram a manhã em queda e com formação de gap abaixo dos níveis observados após a forte baixa de janeiro. O movimento ocorre após declarações indicando possível encerramento do conflito em andamento, fator que provocou reação imediata do mercado. No Brasil, o mercado acompanha também a discussão sobre a elevação da mistura de biodiesel de B15 para B17, medida que poderia favorecer a demanda interna e sustentar os preços do cereal.

 





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Fungo silencioso pode destruir a produção de alface



Algumas práticas de manejo são consideradas fundamentais


Algumas práticas de manejo são consideradas fundamentais
Algumas práticas de manejo são consideradas fundamentais – Foto: Divulgação

O Fusarium é uma das doenças de solo que mais preocupam produtores de alface. O fungo pode comprometer o desenvolvimento das plantas ao afetar diretamente o sistema de transporte interno de água e nutrientes, provocando sintomas que reduzem o vigor da lavoura e, em situações mais severos, levam à perda total da produção.

O agente causador é o Fusarium oxysporum f. sp. lactucae. Ele atua obstruindo o xilema da planta, estrutura responsável por conduzir água e sais minerais das raízes para as demais partes. Com essa obstrução, o fluxo de nutrientes é prejudicado e a planta passa a apresentar sintomas como murcha, amarelecimento das folhas e redução do crescimento, o que afeta diretamente a produtividade das lavouras.

Para reduzir os prejuízos causados pela doença, algumas práticas de manejo são consideradas fundamentais no sistema de produção. Entre elas estão o manejo adequado do solo, a utilização de mudas certificadas e a escolha de variedades com alta tolerância ao patógeno.

Segundo Luciano Faria, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o uso de materiais genéticos tolerantes é uma das estratégias mais eficazes para mitigar o problema no campo. Ele destaca a variedade Renata, que recebeu por meio do melhoramento genético um gene associado à alta tolerância ao Fusarium.

Testes realizados em regiões com elevada incidência do fungo, como a região serrana do Rio de Janeiro, confirmaram o desempenho da cultivar diante da doença. Além da tolerância, a variedade apresenta uniformidade, plantas grandes e folhas firmes, características importantes para o segmento de alface crespa e para o desempenho no pós-colheita.

De acordo com a empresa, o material também apresenta tolerância ao pendoamento precoce e à queima de bordas. A cultivar mantém bom desempenho em condições típicas do verão, com altas temperaturas e elevada umidade, período considerado mais crítico para a produção. O cultivo pode ser realizado durante todo o ano tanto em solo quanto em sistemas hidropônicos.

 





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