quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Preço da soja oscila com valorização do Real


Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), na análise referente à semana de 12 a 18 de setembro publicada nesta quinta-feira (18), “no Brasil, apesar de Chicago um pouco mais forte e dos prêmios ainda firmes, a nova valorização do Real frente ao dólar, com nossa moeda passando a R$ 5,30/dólar e até menos em alguns momentos da semana, fez com que os preços se reacomodassem”. 

A soja, no Rio Grande do Sul,“apesar de a média ter subido para R$ 126,09/saco na semana, as principais praças locais registraram R$ 123,00”. Em outras regiões do país, “os valores da oleaginosa oscilaram entre R$ 119,00 e R$ 126,00/saco”.

De acordo com análise com base nos dados do AgRural,“o plantio da nova safra de soja brasileira teria atingido, até o dia 11/09, a 0,12% da área esperada para todo o país, segundo o AgRural”. No Paraná, segundo o Deral, “a mesma teria atingido a 3% do total esperado em 16/09”. Para comparação, “em 2024 o plantio havia atingido 1% da área na mesma época, enquanto em 2023 e 2022 o índice era de 6% em meados de setembro”. A área plantada com soja no Paraná “está estimada em cerca de 5,8 milhões de hectares, com aumento de 1% na comparação com o ano anterior”.

No Mato Grosso do Sul, “com o fim do vazio sanitário em 15/09, o plantio da soja também iniciou”. A expectativa é de “uma área total de 4,79 milhões de hectares, com aumento de 5,9% sobre o ano anterior”. Em clima normal, “a produção deverá atingir 15,2 milhões de toneladas, ganhando 8,1% sobre o ano anterior”. Já “a produtividade média projetada é de 52,8 sacos/hectare, com crescimento de 2% sobre o ano anterior, conforme o apontado pela Aprosoja/MS”. 

A análise destacou que “além do clima, os altos custos de produção preocupam os produtores locais”. “Comparando com julho de 2024, observa-se alta expressiva em diversos fertilizantes: o MAP subiu 43%, o MAP Purificado 44%, a ureia 25% e o cloreto de potássio (KCL) 23%. Até mesmo insumos de uso complementar, como o Starter Manganês Platinum (+39%) e o Nitrato de Potássio (+16%), tiveram valorização relevante”.

Um estudo da Serasa Experian citado pela Ceema indica que “a soja responde por cerca de 30% do custeio total do agronegócio brasileiro e vem vivendo, nos últimos anos, um cenário de forte oscilação de receitas, custos e margens”. O estudo, a partir de dados dos últimos cinco anos, criou quatro categorias para analisar o impacto nas margens. Segundo o levantamento, “nas últimas cinco safras, o ciclo 2021/22 marcou o auge de rentabilidade para o produtor, com receita média de R$ 8.465,03 por hectare, impulsionada pelo preço da saca acima de R$ 150,00 e, em alguns casos, ultrapassando R$ 175,00”. No entanto, “a produtividade caiu 7% devido a condições climáticas adversas”. Em 2023/24, “a receita por hectare caiu 15% em relação ao pico registrado em 2021/22, chegando a R$ 6.922,12, acompanhada de queda de 3% na produtividade”.

O estudo ainda aponta que “os custos também pesaram”. Fertilizantes e defensivos “subiram fortemente entre 2021 e 2022, pressionados pela pandemia e pela guerra na Ucrânia”. O custo por hectare “atingiu o pico em 2022/23, com R$ 5.713,62 para produtores com terras próprias e R$ 7.505,49 para arrendatários”. A margem média do produtor proprietário “era de 48,6% em 2020/21, caiu para 29,6% em 2022/23 e recuperou para 35,7% em 2024/25”. Para o arrendatário, “a situação foi mais crítica: de 27,2% em 2020/21 para apenas 7,3% em 2023/24, com recuperação parcial para 14,8% em 2024/25”.

A Ceema também informou que “no Brasil identifica-se que a participação do óleo de soja, na margem de lucro da indústria de esmagamento, praticamente se igualou à do farelo nesta semana, atingindo um patamar recorde que reflete o avanço da demanda do setor de biodiesel”. A participação do óleo “na margem da indústria aumentou para 49%, enquanto a do farelo passou a 51%, no dia 11/09, após o Brasil ter elevado em agosto a mistura de biodiesel no diesel a 15%”. Segundo a ANP, “cerca de 80% do biocombustível foi feito a partir de óleo de soja”.

A Ceema comparou que “a participação média do farelo na margem de lucro das indústrias no ano passado foi 62,2%, enquanto a do óleo foi de 37,8%”. O valor do óleo de soja “posto na região de São Paulo, com 12% de ICMS, avançou 3,4% entre 4 e 11 de setembro, atingindo R$ 7.531,65/tonelada no dia 11/09, o maior patamar nominal desde 18 de novembro de 2024”. No período, “a chamada margem de esmagamento subiu 8,3%, chegando a R$ 495,70/tonelada”. O retorno financeiro da indústria, “em relação ao custo da soja, avançou para 23,9% no dia 11/09, segundo a Cepea”.

Em tal contexto, “espera-se que o Brasil esmague um recorde de 58,5 milhões de toneladas de soja em 2025”. Esse volume “seria 5% acima do registrado em 2024 e se deve ao impulso dado pelo biodiesel”. Com o aumento na perspectiva de processamento, “o estoque final total de soja foi ajustado para 4,4 milhões de toneladas, com queda de 5,4% frente à estimativa anterior, mas ainda acima das 4,1 milhões do ano passado”. Por outro lado, “a produção de farelo de soja foi elevada para 45,1 milhões de toneladas, com exportações projetadas em 23,6 milhões de toneladas e consumo interno em 19,5 milhões de toneladas”. Já “a produção de óleo de soja foi elevada para 11,7 milhões de toneladas, com exportações de 1,35 milhão de toneladas e consumo interno de 10,5 milhões de toneladas”, conforme os dados do Abiove.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

saiba como será o clima e os impactos para o campo


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou o Prognóstico Climático para a primavera de 2025. De acordo com o órgão, a estação começa no Hemisfério Sul em 22 de setembro, às 15h19, e termina em 21 de dezembro, às 12h03. O Inmet afirma que o período é de “transição entre as estações seca e chuvosa no setor central do Brasil”, marcado pela convergência de umidade vinda da Amazônia, o que influencia o início do regime chuvoso nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e em parte do centro-sul da Região Norte.

O levantamento aponta que, durante a primavera, os acumulados de precipitação no norte da Região Nordeste tendem a ficar abaixo de 100 milímetros, principalmente no norte do Piauí e no noroeste do Ceará. As temperaturas devem permanecer mais elevadas na maior parte da Região Norte, no interior do Nordeste e em áreas centrais do país.

O Inmet prevê que os primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) poderão ocorrer já na primavera, levando chuvas ao Sudeste, Centro-Oeste, Acre e Rondônia. Para a Região Sul, a projeção inclui episódios de Complexos Convectivos de Mesoescala (CCM), associados a chuvas fortes, rajadas de vento, descargas atmosféricas e eventual granizo. O órgão destaca que “com o gradativo aumento das chuvas nesta época do ano, ocorre o início do plantio das principais culturas de verão”.

Sobre o Oceano Pacífico Equatorial, o Inmet registra que as médias mensais da região Niño 3.4 vêm mostrando anomalias próximas de 0,0°C desde março, caracterizando neutralidade no fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS). Entretanto, foi identificado um resfriamento progressivo. Em agosto, as anomalias variaram entre -0,3°C e -0,4°C, ainda dentro da faixa neutra. Projeções do APEC Climate Center indicam 65% de probabilidade de transição para La Niña no trimestre outubro-novembro-dezembro.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Para a Região Norte, a previsão climática elaborada pelo CPTEC/INMET/FUNCEME indica chuvas próximas ou abaixo da média histórica, com exceção do sudoeste e nordeste do Amazonas e do centro-leste do Acre e do Amapá, onde os volumes podem ficar acima da média. As temperaturas devem se manter acima do padrão climatológico, especialmente em Roraima, Pará e Tocantins, com valores de 1ºC a 2ºC acima do normal. O Inmet alerta que “a falta de chuva no sul da Amazônia, aliada às altas temperaturas e à baixa umidade relativa do ar, tende a favorecer a incidência de queimadas e incêndios florestais, principalmente em outubro”.

Para a Região Nordeste, o prognóstico aponta chuvas abaixo da média no centro-oeste, incluindo o centro-sul do Maranhão e do Piauí e o noroeste da Bahia. Na parte centro-leste, os volumes podem ficar próximos ou acima da média. A previsão de temperatura é de predominância de condições acima da média histórica, especialmente no sudoeste do Maranhão.

Na Região Centro-Oeste, são esperadas chuvas próximas ou acima da média, com retorno gradual das precipitações entre meados de outubro e início de novembro. Há possibilidade de ocorrência dos primeiros episódios da ZCAS nos próximos meses. A previsão de temperatura também é de valores acima da média climatológica.

Para o Sudeste, a previsão é de chuvas próximas ou acima da média, com tendência de maior regularidade nos próximos meses. As temperaturas devem permanecer acima da média, sobretudo no interior.

Na Região Sul, o Inmet projeta chuvas próximas da média histórica, com volumes superiores a 300 milímetros em algumas áreas. As temperaturas previstas devem se manter acima do padrão climatológico, principalmente no centro-oeste do Rio Grande do Sul.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

O instituto ressalta que a previsão dos modelos climáticos para o possível início de La Niña em 2025 levanta questionamentos sobre impactos no início da safra de verão. Segundo o Inmet, “em geral, o fenômeno La Niña está associado à redução das chuvas na Região Sul do Brasil e ao aumento da precipitação nas Regiões Norte e Nordeste”. O órgão destaca que a variabilidade climática resulta da interação de diversos fatores atmosféricos e oceânicos, podendo atenuar ou intensificar os efeitos do fenômeno.

As projeções indicam que chuvas acima da média no litoral do Nordeste podem elevar a umidade do solo e beneficiar culturas como feijão e milho da terceira safra. No interior, precipitações abaixo da média podem aumentar riscos de déficit hídrico e comprometer a implantação da soja no MATOPIBA. No Centro-Oeste e no Sudeste, o retorno das chuvas é visto como fator essencial para recompor o armazenamento hídrico do solo e garantir o desenvolvimento inicial das lavouras de soja e milho da primeira safra. Para a Região Sul, chuvas próximas da média podem favorecer o início da safra de grãos, mas há preocupação com o risco de doenças fúngicas no trigo em florescimento.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Sumitomo Chemical reforça compromisso com a pecuária sustentável brasileira com lançamento


Companhia lança Portfólio E, sua mais nova linha de Pastagem e traz ao mercado o inédito herbicida, Tempest®? E com formulação exclusiva para o manejo de plantas daninhas de difícil e extrema dificuldade de controle

Com base no Conceito E, nome dado aos compromissos da Sumitomo Chemical com toda a cadeia produtiva da pecuária brasileira, apoiada nos pilares da Experiência, Excelência, Eficiência e Equilíbrio, a companhia reúne hoje (18), pela primeira vez, cerca de mil pecuaristas e parceiros comerciais numa conexão presencial e online para lançar ao mercado sua mais nova linha de Pastagem, o Portfólio E, já com solução inédita, o herbicida Tempest®? E. A ocasião especial, batizada de Jornada de Excelência, é realizado em São Paulo e conta com a transmissão simultânea para 26 municípios de 12 estados brasileiros.

“Esse movimento oficializa e celebra o propósito da companhia no Brasil juntos de quem nos move: o pecuarista. Também inaugura a nova fase de nosso portfólio sob o guarda-chuva estratégico do Conceito, que fundamenta o nosso jeito de cuidar do pasto”, afirma o diretor comercial de Pastagem da Sumitomo Chemical, Paulo Pimentel.

Lançamento Tempest®? E

O Tempest®? E, um herbicida seletivo de ação sistêmica, chega como protagonista no controle de plantas daninhas de difícil e extrema dificuldade de controle das pastagens. E, marca um passo ainda maior na evolução da linha Pastagem da Sumitomo Chemical, trazendo a tradição e qualidade da cultura japonesa orientadas a solucionar os desafios dos pecuaristas.

A formulação inédita desse lançamento alia alto espectro de controle, eficácia comprovada e elevada seletividade, o que permite ao pecuarista uma pastagem limpa e vigorosa, aumentando a produção de massa verde por hectare e, consequentemente, elevando o potencial de arrobas por área. 

A tecnologia não causa fitotoxicidade, oferecendo segurança na aplicação e preservando o capim. Outro diferencial está em sua concentração, que exige menor volume por hectare quando comparado a concorrentes, proporcionando benefícios logísticos, financeiros e sustentáveis, já que reduz a quantidade de embalagens e reforça o compromisso com a eficiência no uso dos recursos.

“Quanto maior a incidência de plantas daninhas, menor é a qualidade da pastagem, já que as invasoras competem por luz, nutrientes, água e espaço, além de hospedar pragas que comprometem o desenvolvimento da área. Uma pastagem limpa e fortalecida possibilita aumentar o número de cabeças por hectare, ampliando o plantel e melhorando a rentabilidade. O Tempest®? E responde a essa necessidade, posicionando-se como a solução mais completa para o controle de invasoras resistentes e de difícil manejo”, destaca o Gerente de herbicidas da Sumitomo Chemical, Luciano Teixeira. 

Na prática, isso se traduz em mais simplicidade na lida diária: menos produto para dosar, transportar, armazenar e menos embalagens para o time de campo descartar. “Tempest®? E entrega controle efetivo das plantas daninhas e também traz eficiência e praticidade operacional, liberando mais tempo e recursos para o pecuarista focar no que realmente importa: aumentar a produtividade da produção e da fazenda. Nossa missão é apoiar o pecuarista para que ele produza mais arrobas com equilíbrio econômico e ambiental”, ressalta Teixeira. 

Conceito E

O Conceito E é um propósito criado pela Sumitomo Chemical para proporcionar ao pecuarista brasileiro uma experiência positiva que une excelência no uso do solo, eficiência econômica e equilíbrio entre o meio ambiente e o sistema produtivo. Mais do que um posicionamento, trata-se de um compromisso da companhia em apoiar a pecuária nacional com soluções e iniciativas que gerem valor sustentável, produtividade e segurança para o campo.

Desse propósito nasceu a Expedição da Produtividade, projeto que leva ao produtor um conjunto de informações práticas para apoiar a tomada de decisão e promover ganhos reais em eficiência e qualidade. A ação oferece um diagnóstico sobre o momento da propriedade e indica os investimentos necessários para potencializar os resultados no manejo da pastagem, ampliando sua capacidade de suporte animal. Já em sua segunda edição, a iniciativa percorreu mais de 1,5 mil propriedades em todo o Brasil, totalizando mais de 800 mil hectares avaliados nas principais regiões produtoras do país.

Pastagem nos Une

O evento Jornada de Excelência inicia a conexão entre tradição, inovação, pesquisa, futuro e sustentabilidade, ponto de partida da Sumitomo Chemical, uma empresa de origem japonesa, que em 2025 está completando 50 anos de atuação no Brasil e cinco anos de presença no varejo de insumos agrícolas. Para celebrar as importantes datas e estar cada vez mais conectada com seus clientes, a companhia lançou o posicionamento de marca com o tema “Pastagem nos Une”.

A união entre os valores japoneses e a vivência em solo brasileiro que deu a origem ao nosso jeito de cuidar do pasto. Esse cuidado, que vem do coração, nos conecta com quem está na lida, nos conduz à excelência e nos impulsiona em direção a um propósito comum. “A união está presente em tudo o que fazemos. Ao cuidar da pastagem, cuidamos do futuro. Dia após dia, confirmamos que a pastagem não é apenas o que alimenta o gado – é o que sustenta nossos sonhos, nossa história e o amanhã que estamos construindo”, afirma Pimentel, diretor de Pastagem da Sumitomo Chemical. 

Mercado

O impacto da inovação chega em um momento estratégico para o Brasil no cenário global de proteínas. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), em agosto de 2025 o país exportou 299,4 mil toneladas de carne bovina, volume 20,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2024 e o segundo maior da série histórica, atrás apenas de julho deste ano. A China manteve a liderança, importando 161 mil toneladas, o equivalente a 53,7% do total embarcado, seguida por Rússia (14,2 mil t), México (13,3 mil t), Chile (12 mil t) e União Europeia (11,2 mil t). Já os Estados Unidos registraram retração significativa, embarcando 9,3 mil toneladas em agosto, queda de 51,1% em relação ao mesmo período do ano anterior,mas permanecem como o segundo principal destino da carne bovina brasileira no acumulado de 2025.

Sobre a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro

Sediada em Tóquio, no Japão, a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro é uma das principais empresas de pesquisa e desenvolvimento de inovações para o campo no mundo. Fundada em 1913, está presente em mais de 180 países, com cerca de 34 mil funcionários. Na América Latina, a companhia opera com soluções para a agricultura e saúde ambiental, com o objetivo de promover o bem-estar e oferecer propostas sustentáveis para a produção de alimentos e a saúde da sociedade. No Brasil, a Sumitomo Chemical realiza suas atividades a partir de um escritório central, localizado em São Paulo (SP), um centro de pesquisas em Mogi Mirim (SP), um centro de inovação e uma fábrica, ambos em Maracanaú (CE), além de contar com unidades de distribuição e equipe técnica altamente capacitada em todo o território nacional. É signatária do Pacto Global e promove ações para contribuir com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que estipula metas para transformar o mundo até 2030.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Wall Street fecha em alta e índices registram ganhos semanais


Logotipo Reuters

Por Abigail Summerville e Purvi Agarwal

(Reuters) – Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta sexta-feira e também registraram ganhos semanais, com a FedEx subindo após resultados positivos.

O Dow Jones subiu 0,37%, para 46.315,27 pontos. O S&P 500 ganhou 0,49%, para 6.664,36 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,72%, para 22.631,48 pontos.

Na semana, o S&P 500 subiu 1,2%, o Nasdaq avançou 2,2% e o Dow Jones ganhou 1,05%.

A FedEx subiu 2,1% depois de registrar lucro trimestral e receita acima das estimativas de analistas na quinta-feira, conforme o corte de custos e a força das entregas domésticas ajudaram a compensar os volumes internacionais mais fracos.

A Apple subiu 3,2% após um aumento do preço-alvo da J.P. Morgan, enquanto os ganhos da Palantir Technologies e da Oracle também impulsionaram o setor de tecnologia do S&P 500, que avançou 1,19%.

Sete dos 11 setores do S&P 500 subiram, enquanto o de energia foi o que mais pesou.

O S&P 500 e o Nasdaq registraram sua terceira semana consecutiva de ganhos, impulsionados pelo primeiro corte na taxa de juros do Fed em 2025 e por indicações de mais flexibilização da política monetária. O otimismo renovado em torno do comércio de ações vinculado à inteligência artificial também contribuiu para a alta.

“Certamente, se a ideia for a de que o Fed está se movendo na direção de relaxar a meta de inflação, essa é definitivamente uma receita para se acelerar, e isso é bom para as ações”, disse Scott Ladner, diretor de investimentos da Horizon Investments.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Algodão tem terceira queda mensal


Os preços internos do algodão registraram em agosto a terceira queda mensal consecutiva, com recuo de 2,7% em Rondonópolis (MT), para R$ 3,81 por libra-peso. A desvalorização reflete a pressão das cotações internacionais, o avanço da colheita e do beneficiamento no Brasil, em um cenário de oferta elevada.

De acordo com a Conab, a colheita da safra 2024/25 atingiu 73% até agosto, abaixo dos 88% do mesmo período de 2024 e da média de cinco anos, de 87%. Os maiores atrasos foram registrados em Mato Grosso e Bahia, principais estados produtores. Mesmo assim, a produção deve alcançar volume recorde, com oferta total de 4,7 milhões de toneladas entre estoques iniciais e a colheita, o que reforça a necessidade de maior ritmo das exportações.

No cenário internacional, os preços seguem pressionados pelo estoque mundial confortável, pelo fraco crescimento econômico global, pelas incertezas comerciais e pela perspectiva de novas quedas no petróleo. Esses fatores aumentam as chances de manutenção ou até de novas baixas nas cotações da pluma no curto e médio prazo.

Em agosto, os embarques somaram 77 mil toneladas, queda de 33% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado representa o pior início de temporada (agosto a julho) desde 2022/23, quando foram exportadas apenas 64 mil toneladas. Para 2025/26, a expectativa é que os embarques atinjam 3,1 milhões de toneladas de pluma.

“Diante do estoque mundial confortável, do fraco crescimento econômico global, das incertezas comerciais e da perspectiva de novas quedas nos preços do petróleo, vemos mais fatores para manutenção ou queda das cotações da pluma do que para valorização”, avalia Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Queda nas cotações do boi gordo em São Paulo



Cotação do boi China recua R$ 5,00/@ na semana



Foto: Divulgação

De acordo com análise divulgada na sexta-feira (19) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, as cotações do boi gordo em São Paulo apresentaram queda ao longo da terceira semana de setembro. O levantamento aponta que os preços do boi gordo, das fêmeas e do “boi China” recuaram R$ 5,00/@ no período. Segundo a publicação, “esse movimento foi resultado do alongamento das escalas de abate”, cenário que possibilitou a redução dos preços ofertados por parte dos frigoríficos. O ritmo mais lento das vendas de carne também colaborou para a pressão sobre os preços, levando compradores a negociações mais cautelosas e buscando oportunidades pontuais.

Na comparação diária, o informativo indica que a cotação do boi gordo caiu R$ 2,00/@, enquanto a das fêmeas permaneceu estável. As escalas de abate ficaram, em média, em dez dias.

Em Minas Gerais, a análise mostra que as cotações foram influenciadas pela oferta confortável de bovinos e pelo alongamento das escalas. O levantamento aponta queda diária em três das quatro praças pecuárias do estado. No Triângulo Mineiro, a cotação do boi gordo caiu R$ 2,00/@ e a da vaca recuou R$ 3,00/@. Na região de Belo Horizonte, houve retração de R$ 2,00/@ para o boi gordo, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis. No Norte do estado, não foram observadas alterações nas cotações. Já no Sul, a cotação da vaca caiu R$ 2,00/@, enquanto as demais categorias permaneceram estáveis.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho mantém preços estáveis no Brasil


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 12 a 18 de setembro e divulgada nesta quinta-feira (18), o mercado brasileiro de milho segue estável, apesar do leve viés de alta em algumas regiões. O levantamento mostra que a média gaúcha recuou para R$ 61,92/saco, enquanto as principais praças do estado mantiveram valores entre R$ 59,00 e R$ 60,00. Nas demais localidades do país, os preços oscilaram entre R$ 46,00 e R$ 64,00/saco. De acordo com o Cepea, “o suporte dos preços em algumas regiões estaria vindo da firme demanda interna e da posição mais cautelosa de vendedores, que limitam o volume disponível”.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção total brasileira de milho em 2024/25 será 21% superior à do ano anterior, alcançando 139,7 milhões de toneladas. O plantio da nova safra de verão 2025/26 atingiu 17% da área prevista no Centro-Sul até 11 de setembro, concentrando-se nos três estados do Sul, segundo a AgRural. No Paraná, a semeadura chegou a 44% da área, com 98% das lavouras em boas condições. Em todo o país, a Conab indicou 14,7% da área semeada até 13 de setembro, frente à média de 12,9% dos últimos cinco anos, segundo o Deral.

As primeiras estimativas privadas para a nova safra de verão projetam produção de 25,5 milhões de toneladas no Centro-Sul em 2025/26, leve aumento de cerca de 700 mil toneladas sobre o ano anterior. Analistas atribuem o resultado esperado à melhoria da produtividade, que pode chegar à média de 7.072 quilos/ha (117,9 sacos/ha), e ao aumento de 3% na área plantada, passando a 3,6 milhões de hectares. A produção total do país poderá alcançar 142,5 milhões de toneladas, segundo a Safras & Mercado. A área nacional prevista é de 21,6 milhões de hectares em 2025/26, alta de 1,4% sobre o ano anterior.

As exportações brasileiras de milho somaram 3,06 milhões de toneladas nos primeiros dez dias úteis de setembro. A média diária ficou 0,1% abaixo do resultado de setembro de 2024. O preço médio pago por tonelada subiu 2,2% no período, atingindo US$ 198,80, conforme a Secex. No Mato Grosso, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custeio do milho para a safra 2025/26 fechou agosto em R$ 3.295,32 por hectare, alta de 0,48% sobre o mês anterior. O Custo Operacional Efetivo subiu 0,33%, para R$ 4.782,75/ha, e o Custo Operacional Total atingiu R$ 5.372,17/ha, incremento de 0,28% frente a julho. O relatório observa que “o preço ponderado do cereal já não é suficiente para cobrir essas despesas”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

PIB soma R$ 305,4 bilhões no 2º trimestre de 2025


De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, a economia mineira registrou expansão pelo sexto trimestre consecutivo. Entre abril e junho de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado alcançou R$ 305,4 bilhões, crescimento de 1,2% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve variação nominal de 14,4%. Segundo a Fundação João Pinheiro (FJP), divulgadora oficial dos dados nesta quinta-feira (18), Minas Gerais respondeu por 9,6% da economia nacional no período.

O valor adicionado bruto das atividades agropecuárias foi estimado em R$ 47,7 bilhões; das indústrias, em R$ 66,9 bilhões; e dos serviços, em R$ 157,6 bilhões. O setor agropecuário teve incremento de 8,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A secretaria destacou que “ganharam participação culturas com crescimento da produção em 2025, como algodão, milho e soja, enquanto perdeu participação a primeira safra de batata-inglesa”. Também foi registrada recuperação na produção de leite, no abate de suínos e aves e no uso de madeira para fabricação de papel e celulose.

Na indústria extrativa, houve expansão de 2,9% no segundo trimestre de 2025 frente aos três primeiros meses do ano, resultado explicado, segundo o levantamento, “pela expansão das operações da Mineração Usiminas, CSN Mineração e Anglo-American no período”. A indústria de transformação recuou 0,4% no mesmo comparativo, influenciada pela queda na produção física de alimentos, fumo, derivados de petróleo e biocombustíveis, produtos químicos e metálicos. A construção civil avançou 0,3%, enquanto as atividades de geração e distribuição de eletricidade, gás, água e saneamento cresceram 2,6%.

O setor de serviços teve alta de 0,3% no segundo trimestre de 2025, com aumento no volume de valor adicionado no comércio (0,9%), transportes (0,3%) e no agregado de outros serviços (0,6%). No comércio, destacou-se o crescimento das vendas de hipermercados e farmácias, estabilidade no segmento de combustíveis e queda nas vendas de artigos de vestuário, calçados e veículos. No transporte, o modal aéreo apresentou maior dinamismo. Já em outros serviços, houve retração nas atividades de comunicação, serviços profissionais e administrativos, turismo e serviços prestados às famílias.

O levantamento ainda apontou expansão no volume de operações de crédito no segundo trimestre, sinalizando dinamismo no setor financeiro. No entanto, “o volume de valor adicionado criado pelas atividades da administração pública apresentou retração na comparação com o trimestre imediatamente anterior, na série sazonal”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do trigo recuam no Brasil em meio a importações e queda na produção


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 12 a 18 de setembro e publicada nesta quinta-feira (18), os preços do trigo continuam em queda no Brasil. O produto de qualidade superior recuou para R$ 68,00 por saco nas principais praças do Rio Grande do Sul. No Paraná, os valores oscilaram entre R$ 69,00 e R$ 73,00 por saco.

No Paraná, a colheita da nova safra atingiu 25% da área neste início de semana, ante 34% no mesmo período de 2024. O Departamento de Economia Rural (Deral) informou que “cerca de 85% das lavouras a colher estavam em boas condições, com 49% em maturação e 31% em frutificação”. No Rio Grande do Sul, a Emater registrou 15% das lavouras em fase de enchimento de grãos.

Além do avanço da colheita, a valorização do real frente ao dólar tem tornado a importação mais barata, o que pressiona para baixo os preços do trigo nacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu novamente sua estimativa de produção para o país, que deve alcançar 7,5 milhões de toneladas, “o menor volume desde 2020”. A área total plantada foi estimada em 2,45 milhões de hectares, queda de 19,9% em relação a 2024, sendo que o Rio Grande do Sul diminuiu 13,7% de sua área e o Paraná, 28,2%. Analistas privados apontam que a safra final pode chegar a apenas 7,3 milhões de toneladas, segundo a StoneX.

Nas importações, houve retração de 9,5% em agosto, totalizando 493,2 mil toneladas. A projeção para o período de janeiro a setembro é de 5,17 milhões de toneladas importadas, podendo atingir 7 milhões de toneladas em todo o ano de 2025. Safras & Mercado destacou que “a principal mudança em agosto foi a concentração das compras na Argentina, que saltaram de 189,5 mil toneladas para 465,6 mil toneladas, respondendo por quase todo o volume importado”. Em contrapartida, países como Estados Unidos, Rússia e Uruguai, que haviam fornecido volumes relevantes em 2024, praticamente desapareceram do mercado em 2025. No destino interno, houve maior pulverização regional, com estados como Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Pará e Espírito Santo ganhando participação, além do envio de pequenos volumes a regiões antes pouco representativas.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cuidado com as apólices de seguro



Especialista cita um exemplo


Especialista cita um exemplo
Especialista cita um exemplo – Foto: Pixabay

Produtores rurais precisam estar atentos aos detalhes das apólices de seguro que contratam, especialmente quando essas operações estão vinculadas a pacotes de safra oferecidos por cooperativas ou instituições financeiras. Muitas vezes, o agricultor acredita estar protegido contra perdas, mas cláusulas específicas podem limitar ou até mesmo inviabilizar a indenização em caso de sinistro. A assinatura de um documento sem a devida leitura e orientação técnica pode resultar em prejuízos expressivos, deixando o produtor sem a cobertura esperada.

Segundo Tobias Luz, advogado e sócio-fundador da LCB Advogados, um exemplo claro desse problema é o caso de Valdir, produtor que buscou crédito em uma cooperativa. Durante o processo, foi direcionado a contratar um seguro agrícola dentro da própria instituição, com toda a ambientação transmitindo confiança e vínculo direto com a cooperativa. Acreditando estar protegido, Valdir assinou a apólice sem imaginar que futuras cláusulas poderiam ser utilizadas contra ele.

O problema surgiu quando houve um sinistro. Ao acionar a seguradora, Valdir recebeu a negativa do pagamento sob a justificativa de restrições relacionadas ao tipo de solo e outras condições técnicas previstas na apólice. O produtor, surpreso, questionou: afinal, acreditava ter adquirido um seguro justamente para se proteger de perdas na lavoura. Porém, descobriu na prática que crédito e seguro são instrumentos distintos, e que a proteção não era tão ampla quanto parecia.

Esse caso revela a importância de buscar esclarecimentos antes de assinar qualquer contrato. Entender os limites da cobertura, verificar as cláusulas de exclusão e, sempre que possível, contar com assessoria especializada são passos fundamentais para garantir que o seguro realmente cumpra seu papel de amparo financeiro diante das incertezas do campo.

 





Source link