quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Goiás sobe no ranking de exportação de óleo de milho


De acordo com informações divulgadas na edição de setembro do boletim mensal Agro em Dados, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, em agosto as cotações do milho mantiveram tendência de queda, mas atingiram patamares acima dos verificados nos dois últimos anos para o mesmo período. A média mensal foi de R$ 63,87 por saca. “Esse cenário está ligado à ampla oferta mundial do cereal, associada à colheita da segunda safra no Brasil”, informou a pasta.

Segundo a Conab, até 30 de agosto já haviam sido colhidos 97,0% do total cultivado no país e 98,0% em Goiás. O USDA estimou, em seu relatório mensal, produção global recorde de 1,288 bilhão de toneladas, na qual o Brasil responde por 10,2%. Esses fatores, segundo o boletim, contribuíram para pressionar os preços do grão.

A Conab informou que a produção brasileira e goiana 2024/25 deve superar a temporada recorde de 2022/23. “Esse desempenho permitirá aumento nos estoques brasileiros do cereal, projetados em 10,2 milhões de toneladas, frente aos 7,2 milhões registrados na safra 2022/23”, destacou a Companhia. Quanto à destinação do milho na safra 2024/25, é estimada a produção de 800,4 milhões de litros de etanol por Goiás e 7,8 bilhões de litros no país, crescimento de 19,2% e 32,4%, respectivamente.

No cenário internacional, as exportações de milho também englobam derivados que agregam valor, como amido de milho, farinha de milho, milho doce preparado e óleo de milho. Em Goiás, destaca-se o óleo de milho, cujo volume exportado entre janeiro e julho foi vinte vezes maior em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 7,4 mil toneladas. No ranking das exportações estaduais do derivado, Goiás passou do sexto lugar em 2024 para o quarto lugar em 2025.





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Produção de ovos cresce 9,1% no Brasil


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (18), elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao divulgar em 10 de setembro os resultados da Pesquisa Trimestral de Produção de Ovos (POG), informou que a produção total de ovos para consumo — “in natura”, industrializados ou projetados à origem — atingiu 2.028 bilhões de dezenas no primeiro semestre de 2025. “Esse resultado representa um crescimento de 9,1% em relação ao período do ano anterior, quando o volume produzido foi de 1.858 bilhões de dúzias”, detalhou o IBGE. O volume, equivalente a 24.336 bilhões de unidades, significou acréscimo de 2.040 bilhões de ovos frente à produção em 2024.

Durante o primeiro semestre de 2025, o Paraná ocupou a sétima posição no ranking nacional de produção de ovos para consumo, com 102,102 milhões de dúzias (5% do total), um volume 2,8% maior que no ano anterior, quando foram produzidos 99,337 milhões de dúzias. O estado é precedido por São Paulo, com 560,976 milhões de dúzias (27,7%), Minas Gerais (216,212 milhões de dúzias / 10,7%) e Espírito Santo (194,294 milhões de dúzias / 9,7%). Pernambuco aparece com 169,626 milhões de dúzias, Mato Grosso com 128,082 milhões de dúzias e o Rio Grande do Sul com 114,932 milhões de dúzias.

Segundo o levantamento, todos os sete principais estados produtores de ovos para consumo cresceram no primeiro semestre em comparação com igual período de 2024: São Paulo registrou alta de 5,3%, Minas Gerais de 11,5%, Espírito Santo de 7,5%, Pernambuco de 16,4%, Mato Grosso de 7,8%, Rio Grande do Sul de 11% e Paraná de 2,8%.

O IBGE ressaltou que a produção de ovos elevados abrange granjas com mais de 10 mil aves poedeiras, não se limitando apenas aos ovos destinados ao consumo humano, que representam 82,9%, mas incluindo também ovos para incubação (17,1%), usados ??na produção de pintos de corte ou de postura comercial. Participaram da Pesquisa de Produção de Ovos de Galinha (consumo), no segundo trimestre de 2025, 1.141 informantes no Brasil e 150 no Paraná. No mesmo período de 2024 foram registrados 1.103 informantes no Brasil e 150 no Paraná.

O plantel de galinhas poedeiras situa-se no seguinte patamar (milhões de cabeças): no segundo trimestre de 2025, Brasil com 169,853 milhões e Paraná com 8,483 milhões; e no segundo trimestre de 2023, Brasil com 144,723 milhões e Paraná com 7,919 milhões. O IBGE destacou que seu levantamento não abrange estabelecimentos produtores com menos de 10 mil poedeiras. “Como esses se multiplicam aos milhares por todo o Brasil, a produção eficaz de ovos de consumo é maior do que a apontada”, afirmou o Instituto.

Segundo a Associação Brasileira de Produção Animal (ABPA), em 2024 a produção brasileira de ovos foi de 57,6 bilhões de unidades, com exportação de 18,61 mil toneladas e consumo per capita de 269 ovos. Ainda segundo o POG/IBGE, a produção total de ovos para consumo atingiu 3.836 bilhões de dúzias em 2024 (46.032 bilhões de unidades).

No segmento de ovos para incubação, de janeiro a junho de 2025, o país produziu 418,770 milhões de dúzias (equivalente a 5,025 bilhões de unidades), 0,2% a mais que no mesmo período de 2024, quando foram 415,462 milhões de dúzias (4,986 bilhões de unidades). O Paraná liderou nessa categoria, com 129,177 milhões de dúzias (30,8% do total nacional), seguido por São Paulo com 61,395 milhões de dúzias, Santa Catarina com 55,471 milhões, Goiás com 54,994 milhões e Rio Grande do Sul com 44,518 milhões de dúzias.





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México e EUA ampliam compras de carne bovina goiana


De acordo com informações divulgadas na edição de setembro do boletim mensal Agro em Dados, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, após o pico registrado em novembro de 2024, de R$ 338,76 por arroba, as cotações do boi gordo mantiveram-se em níveis elevados quando comparadas aos dois últimos anos, oscilando entre queda e recuperação de preços ao longo do primeiro semestre de 2025.

“Em agosto, a média mensal alcançou R$ 307,25 por arroba, um acréscimo de 2,4% em relação ao mês anterior”, informou o boletim. O setor, segundo a publicação, sustenta os preços pela combinação de exportações aquecidas, escalas de abate curtas e oferta restrita de animais prontos para o abate.

Paralelamente, desde outubro de 2024, o preço do bezerro vem apresentando trajetória de alta. Em maio de 2025, o Indicador Cepea/Esalq (MS) registrou a máxima mensal de R$ 2.921,02 por cabeça. “Em agosto, as cotações do bezerro atingiram o menor valor dos últimos três meses, negociado a R$ 2.854,04 por cabeça”, aponta o levantamento. Para o boletim, no momento atual, é necessária uma gestão estratégica de custos e atenção às oportunidades de aquisição de animais de reposição.

No panorama internacional, mesmo diante de incertezas geopolíticas, as exportações de carne bovina alcançaram em julho um recorde para o mês, tanto para o Brasil quanto para Goiás, consolidando o estado como terceiro maior exportador de carne bovina. No contexto estadual, em julho, houve uma diminuição de 33,9% no volume de carne bovina adquirida pela China em relação ao mesmo período do ano anterior, correspondente a 5,4 mil toneladas. “Apesar de ser o principal destino da proteína goiana, esse recuo não gerou prejuízos relevantes para o setor”, destaca o boletim, indicando que a queda foi compensada pelo crescimento das aquisições realizadas no mesmo mês por México, Estados Unidos, Rússia e Itália.





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Legisladores dos EUA apresentarão projeto para eliminar tarifas sobre café


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(Reuters) – Parlamentares da Câmara dos EUA, Don Bacon e Ro Khanna, apresentarão uma legislação bipartidária que isentaria os produtos de café de quaisquer tarifas, disseram porta-vozes dos legisladores à Reuters na sexta-feira.

O Brasil costumava fornecer um terço de todo o café utilizado nos Estados Unidos, mas os embarques diminuíram desde que uma tarifa de 50% foi imposta às importações brasileiras no final de julho.

“As famílias de todos os Estados Unidos estão sentindo o custo dos preços mais altos do café, que já subiram 21%, e a imposição de tarifas sobre um produto que não podemos cultivar em grande escala comercial só piora a situação”, disse o legislador republicano Bacon.

Os preços do café torrado nos supermercados dos EUA subiram 20,9% em agosto em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Bureau of Labor Statistics.

“Estou ansioso para trabalhar com o deputado Khanna para apresentar esse projeto de lei bipartidário e acredito que ele pode ajudar a desencadear um debate mais amplo sobre o Congresso, recuperando seu papel constitucional na política tarifária”, acrescentou Bacon, uma das poucas vozes republicanas no Congresso que assumiu posições independentes do presidente Donald Trump.

Os preços do café arábica, a variedade suave mais usada por cadeias de café como a Starbucks e a Dunkin Donuts, subiram cerca de 50% na bolsa de Nova York desde que o governo Trump impôs sua tarifa sobre as importações brasileiras, incluindo o café verde.

“Se você toma café todas as manhãs, como pode não ficar chateado com isso?” Disse Khanna, que é democrata, à Reuters, referindo-se ao aumento de preços.

O projeto de lei busca isentar o café de quaisquer tarifas impostas após 19 de janeiro de 2025, incluindo café torrado e descafeinado, bem como cascas de café e substitutos do café que contenham café em qualquer proporção.

Um porta-voz de Khanna disse à Reuters que a legislação seria apresentada na sexta-feira.

O Washington Post noticiou pela primeira vez a apresentação do projeto de lei.

(Reportagem de Anusha Shah, Preetika Parashuraman, Abu Sultan, Gnaneshwar Rajan em Bengaluru e Kanjyik Ghosh em Barcelona)





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Nutrição equilibrada é chave para produtividade



“É necessário realizar análises periódicas do solo”


“É necessário realizar análises periódicas do solo"
“É necessário realizar análises periódicas do solo” – Foto: Divulgação

Uma das principais garantias para o aumento sustentável da produtividade agrícola está na nutrição equilibrada das plantas. Esse processo integra saúde vegetal, qualidade do solo e preservação ambiental, permitindo alcançar o potencial máximo de produção sem comprometer o ecossistema. O fornecimento correto e balanceado de nutrientes como Nitrogênio, Fósforo, Potássio, Cálcio, Magnésio e micronutrientes é essencial para processos vitais como a fotossíntese, base da energia e da formação estrutural das culturas.

De acordo com Fellipe Parreira, responsável por Portfólio e Acesso no Grupo GIROAgro, a deficiência ou o excesso desses nutrientes compromete diretamente a fotossíntese, afetando a produtividade e a qualidade das colheitas. Por isso, a análise contínua do solo e a adubação equilibrada tornam-se práticas indispensáveis para manter a fertilidade, evitar esgotamentos e reduzir impactos ambientais. O uso racional de fertilizantes também contribui para minimizar desperdícios e emissões de gases de efeito estufa.

Nesse cenário, técnicas como a adubação de precisão, o uso de fertilizantes organominerais e o manejo orgânico surgem como aliados da sustentabilidade. Plantas bem nutridas se tornam mais resistentes a pragas e doenças, reduzindo a necessidade de defensivos agrícolas. Com isso, agricultores obtêm maior produtividade, redução de custos e menor impacto ambiental, gerando benefícios tanto econômicos quanto ecológicos.

“É necessário realizar análises periódicas do solo e da planta para identificar a falta ou o excesso nutricional”, enfatiza Parreira que complementa dizendo: “O ideal é ajustar a adubação conforme o ciclo e a exigência das culturas. As tecnologias de agricultura de precisão para aplicação localizada e na dose adequada impulsionam ainda mais esse processo”, conclui.

 





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Oferta limitada pressiona mercado de feijão



O pico da safra ocorreu em agosto


O pico da safra ocorreu em agosto
O pico da safra ocorreu em agosto – Foto: Canva

Na última semana, durante reunião com o grupo Grandes Produtores de feijão e trigo da Syngenta (GPFT), foi apresentada uma análise sobre o abastecimento de feijão no Brasil até o final de 2025. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), os dados confirmam um quadro desafiador, em que a oferta limitada tende a pressionar os preços no mercado interno.

O pico da safra ocorreu em agosto, mas já em setembro os novos patamares de preços se mostram sólidos, indicando que os cálculos de mercado estão corretos. No caso do Feijão-carioca, a expectativa é de que os valores subam de forma significativa para reduzir o consumo. A própria Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em sua primeira previsão para a safra de 2026, já projeta redução na área cultivada de Feijão-cores, refletindo também os relatos do campo: a comercialização de sementes foi muito abaixo do esperado.

Nesse contexto, os produtores mais atentos têm optado por negociar de forma gradual, sem pressa em liquidar seus estoques. Essa estratégia ganha força diante da perspectiva de alta contínua, reforçando a importância do uso do preço médio como ferramenta para mitigar riscos e garantir melhores resultados.

Com menor oferta e expectativa de preços em ascensão, o consumidor deve sentir os efeitos já nos próximos meses. Para os produtores, a paciência e a gestão de estoques se consolidam como as principais armas em um cenário de incertezas, em que os movimentos do mercado tendem a favorecer quem adota uma postura de cautela e planejamento. As informações foram divulgadas na última sexta-feira.

 





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Produção de sementes de algodão enfrenta longo caminho



Mesmo diante desses desafios, o trabalho segue com foco no controle de qualidade


Mesmo diante desses desafios, o trabalho segue com foco no controle de qualidade
Mesmo diante desses desafios, o trabalho segue com foco no controle de qualidade – Foto: Divulgação

A colheita de algodão desta safra foi concluída, trazendo novos aprendizados e desafios para o setor. Segundo Kelyane Ribeiro de Sousa, Especialista de Campo e Sementes na Amaggi, as condições climáticas impactaram diretamente o desenvolvimento da planta e a qualidade do produto.

As chuvas mais extensas ao longo do ciclo resultaram em maior investimento da planta na produção de pluma, mas em contrapartida comprometeram a formação adequada do tegumento da semente. Esse desbalanço trouxe dificuldades adicionais na regulagem das máquinas durante a colheita, exigindo ajustes constantes para conciliar menores perdas de pluma no campo com a redução de danos mecânicos nas sementes.

O processo de produção de sementes de algodão, diferentemente da soja, apresenta uma complexidade maior, já que envolve etapas adicionais como o beneficiamento na algodoeira, o deslintamento, o tratamento e o plantio. Em cada uma dessas fases há riscos que podem comprometer a qualidade final do produto, demandando maior atenção técnica e controle rigoroso.

Mesmo diante desses desafios, o trabalho segue com foco no controle de qualidade, reforçando a dedicação das equipes em assegurar que o material entregue ao campo mantenha seu potencial produtivo. A experiência desta safra reforça a importância de aprimorar continuamente os processos para reduzir perdas e garantir maior eficiência na produção de sementes de algodão.

“O processo de produção de sementes de algodão, diferente da soja, tem ainda um longo caminho pela frente, em grande parte na algodoeira, deslintamento, tratamento e plantio, cada processo pode ainda comprometer a qualidade final do produto!”, conclui.

 





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o inimigo invisível que reduz a eficiência



A água dura contém altos níveis de cátions multivalentes


A água dura contém altos níveis de cátions multivalentes
A água dura contém altos níveis de cátions multivalentes – Foto: Canva

A qualidade da água utilizada nas pulverizações pode reduzir a eficiência de até 50% dos defensivos aplicados, segundo Diogo Paiva, engenheiro agrônomo. A chamada água dura, rica em cátions multivalentes como Ca²? e Mg²?, interfere diretamente na absorção de herbicidas, Fungicidas e Inseticidas, comprometendo o controle de pragas, doenças e plantas daninhas.

A água dura contém altos níveis de cátions multivalentes (Ca²?, Mg²?, Fe²?/Fe³? e Mn²?) e é medida em ppm de CaCO3: 150 ppm indica água dura e 300 ppm, água muito dura. Embora invisível, esses íons participam de reações químicas dentro do tanque, formando complexos insolúveis com produtos ativos como glifosato e fertilizantes foliares. Esse fenômeno, chamado complexação, reduz a molécula ativa livre, provoca precipitação nos bicos ou fundo do tanque e diminui a absorção pelas folhas.

Além disso, a água dura pode acelerar a degradação de defensivos. Piretróides e organofosforados têm sua meia-vida reduzida, enquanto fungicidas estrobilurinas podem precipitar ou degradar, diminuindo a cobertura e a eficácia no campo. O resultado é que, mesmo aplicando a dose correta, a eficiência do controle pode cair significativamente, gerando prejuízos ao produtor.

Para minimizar os efeitos, Paiva recomenda medir a dureza da água antes da aplicação, usar sequestrantes de cátions ou condicionadores de água, ajustar o pH da calda, realizar testes de jarra e lavar tanques e bicos após o uso. Ignorar a água dura pode transformar uma aplicação tecnicamente correta em ineficaz, afetando diretamente a produtividade agrícola.

 





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Não adianta só aumentar a produtividade da soja



Ganhos na lavoura podem ser anulados por perdas no mercado


Ganhos na lavoura podem ser anulados por perdas no mercado
Ganhos na lavoura podem ser anulados por perdas no mercado – Foto: Divulgação

Na última semana, a TF Agroeconômica orientou produtores a realizarem novas vendas diante da boa margem de lucro. Segundo a consultoria, não adianta aumentar a produtividade, se o agricultor não conseguir ler no momento certo da comercialização.

Nesse contexto, quem seguiu a recomendação conseguiu preservar resultados melhores, já que nesta semana a receita caiu R$ 3,91/saca e a margem de lucro recuou de 21,81% para 17,50%, uma redução de -4,31 pontos percentuais. A empresa reforça que a assessoria de comercialização é tão importante quanto a técnica de produção, já que ganhos na lavoura podem ser anulados por perdas no mercado.

Entre os fatores de alta, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu sua estimativa para a produção mundial de soja 2025/26 de 430 para 429 milhões de toneladas, enquanto o consumo foi elevado para 431 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, as exportações semanais somaram 923 mil toneladas, dentro do esperado, com destaque para o Egito como principal comprador. Além disso, o USDA informou vendas consistentes de farelo e óleo de soja, e o governo americano deve liberar mais de US$ 40 bilhões em auxílios a agricultores em 2025, o segundo maior valor desde 1933.

Já os fatores de baixa incluem a decepção do mercado com a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, que não trouxe avanços para produtos agrícolas. A pressão sazonal da colheita nos EUA e a ausência de compras chinesas também pesam sobre os preços. No Brasil, a Conab elevou a projeção para a safra 2025/26, estimando 177,67 milhões de toneladas de soja e exportações de 112,12 milhões de toneladas, reforçando a competitividade brasileira, ainda que a demanda da China esteja em desaceleração.

 





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Soja cai em Chicago com impasse EUA-China



Com estoques internos robustos, Pequim sinaliza paciência


Com estoques internos robustos, Pequim sinaliza paciência
Com estoques internos robustos, Pequim sinaliza paciência – Foto: Pixabay

A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou a semana em queda, pressionada pela falta de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, segundo a TF Agroeconômica. Os contratos de soja para novembro recuaram 1,16%, a $ 1.025,50 por bushel, enquanto janeiro caiu 1,11%, a $ 1.044,75. O farelo de soja para outubro fechou praticamente estável, com baixa de 0,04%, a $ 282,90 por tonelada curta, e o óleo de soja recuou 1,07%, a $ 50,03 por libra-peso.

Nesse contexto, o mercado reagiu à decepção com a ligação entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, na qual nenhum produto agrícola específico foi mencionado. “Nada que se possa apontar para dizer que fizemos um avanço”, afirmou Randy Place, analista do Hightower Report. A China é responsável por cerca de 45% das exportações de soja dos EUA na temporada 2024-25, mas até 11 de setembro não havia reservado nenhum carregamento, pela primeira vez desde 1999, conforme a Bloomberg.

Com estoques internos robustos, Pequim sinaliza paciência e utiliza as commodities como instrumento de negociação em um contexto comercial mais amplo. O cenário contribuiu para que a soja acumulasse perdas semanais de 2,01%, o farelo recuasse 1,6% e o óleo de soja caísse 3,17%, refletindo cautela e incerteza entre os compradores. Especialistas alertam que, enquanto não houver definição nas negociações, a volatilidade deve permanecer elevada, exigindo atenção de produtores e traders para o planejamento das vendas futuras e para o gerenciamento de riscos no mercado internacional de soja.

 





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