quinta-feira, março 12, 2026

Política & Agro

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novo programa amplia investimentos e atendimento aos produtores rurais


A Copel anunciou nesta quarta-feira (11), em Medianeira, no Oeste, a criação do Copel Agro, programa dedicado a produtores rurais da cadeia de proteína animal e setores com alto grau de eletrodependência, além de uma nova linha direta e exclusiva de atendimento por teleatendentes: 0800 6434 222. 

O Copel Agro contará com equipes de teleatendentes operando 24 horas por dia, sete dias por semana, e também com o reforço de equipes técnicas e de campo dedicadas ao atendimento a demandas emergenciais, à realização de obras e o desenvolvimento de projetos e ações de atenção aos produtores rurais de todas as regiões do Estado. Cerca de 60 mil produtores que se dedicam a estas culturas eletrointensivas no Paraná estão cadastrados junto à Copel. Destes, aproximadamente 50% têm propriedades nas regiões Oeste e Sudoeste. 

Daniel Slaviero, presidente da Copel, destacou que são prioridades do programa reforçar o primeiro atendimento, maior agilidade no restabelecimento de energia, redução de interrupções temporárias e ocorrências de desligamentos pelo efeito de carga ou geração distribuída à revelia e criação de opções de redundância em instalações críticas com financiamento de um plano de instalação de baterias. 

“Temos plena consciência da nossa responsabilidade diante dos desafios do setor elétrico e das demandas crescentes do campo e da produção paranaense. Por isso, a Copel vem lançando uma série de medidas estruturantes para enfrentar esse cenário e garantir energia de qualidade para o desenvolvimento do nosso Estado”, destacou. O anúncio foi feito a lideranças do setor cooperativista da região durante reunião regional do Sistema Ocepar na sede da Cooperativa Lar. 

“Quando investimos em energia, estamos investindo em crescimento, competitividade e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, afirmou o presidente. 

O presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues, destacou que o forte crescimento econômico da região tem aumentado a demanda por energia elétrica. Segundo ele, esse cenário já foi levado à direção da Copel, especialmente à área de distribuição, que tem se mostrado aberta ao diálogo com cooperativas e lideranças do setor produtivo. “A Copel veio ouvir os produtores, está mais próxima e abriu um canal chamado Copel Agro, que vai estabelecer uma conexão para ouvir, para agir mais rápido”, afirmou. 

“A energia elétrica é um fator essencial para o desenvolvimento do agronegócio e para a competitividade das cooperativas paranaenses. O diálogo permanente entre a Copel e o cooperativismo é fundamental para alinhar demandas e buscar soluções conjuntas. Essa parceria contribui diretamente para o crescimento do agronegócio, para o fortalecimento das cooperativas e para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, completou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

COPEL AGRO – Pelo número 0800 6434 222, com início de operação previsto para o mês de abril, uma equipe de teleatendentes irá receber as demandas dos produtores rurais e direcionar o atendimento com agilidade. Por esta estrutura, em casos de interrupções de energia, o cliente rural receberá informações da previsão do tempo de religamento.  

Para o fortalecimento do primeiro atendimento haverá o reforço do efetivo de eletricistas, com 50 equipes próprias atuando em sete bases estratégicas. O programa ainda contará com uma célula de monitoramento junto ao Centro de Controle da Copel com vistas a garantir agilidade no restabelecimento da energia em casos de interrupções. 

Como parte do Copel Agro, será colocado em operação um Plano de Manutenção de estruturas com priorização de obras de melhorias de curto prazo integrado a mutirões de poda e prevenção do contato da vegetação com a rede elétrica, que hoje responde por 40% dos casos de desligamentos. 

Para reduzir os efeitos de desligamentos temporários decorrentes de instalações de carga e geração distribuída irregulares, equipes da Copel farão um censo e levantamento de campo em áreas de consumo. As ações preveem visitas orientativas para a adequação de carga e geração distribuída (GD); e parcerias com cooperativas e sindicatos para o repasse de informações técnicas e treinamentos.  

O Copel Agro prevê ainda o reforço no incentivo à conexão à nova rede trifásica, por intermédio do projeto Se Liga Aí, Paraná! e a definição de iniciativas de suporte ao produtor com subsídios à substituição de motores e à aquisição de baterias com recursos do Programa de Eficiência Energética da Copel.   





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Abate de bovinos recua em fevereiro no Mato Grosso



Mato Grosso abate 566 mil bovinos em fevereiro



Foto: Divulgação

O abate de bovinos em Mato Grosso registrou recuo em fevereiro de 2026, segundo análise divulgada na segunda-feira (9) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). De acordo com o instituto, “em fev/26, foram abatidas 566,58 mil cabeças de bovinos em Mato Grosso”, volume 11,61% inferior ao registrado em janeiro, conforme dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).

Apesar da queda mensal, o levantamento indica que o resultado foi o segundo maior da série histórica para o mês de fevereiro, ficando atrás apenas do registrado em 2024. Segundo a análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “do total abatido, os machos somaram 266,92 mil cabeças, correspondendo a 47,11% do volume”, o que representa recuo de 19,23% em relação ao mês anterior.

O relatório aponta que o abate de fêmeas totalizou 299,66 mil cabeças, com queda de 3,51% no mesmo comparativo mensal. Conforme o instituto, “as fêmeas representaram 52,89% dos abates”, indicando participação maior no total abatido no estado.

Mesmo com a redução nas duas categorias, a análise destaca que a disponibilidade de machos caiu de forma mais intensa, o que ampliou a participação das fêmeas no volume total. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “esse cenário de menor oferta no mês, aliado à demanda externa firme, influenciou no fortalecimento dos preços da arroba do boi gordo no mercado interno no período”.





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Brasil exporta 1,55 milhão de tonelada de milho em fevereiro



Irã, Egito e Vietnã lideram compras de milho



Foto: Pixabay

A exportação de milho do Brasil apresentou recuo em fevereiro de 2026, segundo análise divulgada na segunda-feira (9) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). As informações foram publicadas pela secretaria na quinta-feira (5).

De acordo com o levantamento, o país embarcou 1,55 milhão de toneladas do cereal no período, volume 63,47% menor em comparação ao registrado no mês anterior. No estado de Mato Grosso, o total exportado também apresentou retração, somando 504,34 mil toneladas. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “o volume representa uma queda de 81,07% em relação a jan/26”.

O instituto destaca que o movimento é comum neste período do ano. Conforme a análise, “entre fevereiro e junho é esperado um menor volume exportado de milho, em razão da entressafra do grão e do redirecionamento da logística para o escoamento da soja”.

Ainda segundo o relatório, o avanço da colheita de soja tende a concentrar a estrutura logística na exportação da oleaginosa, que ganha ritmo de comercialização neste período. “O redirecionamento da logística ocorre com o aumento do escoamento da soja”, aponta o levantamento.

Entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, alguns mercados se destacaram como principais destinos do milho brasileiro. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, Irã, Egito e Vietnã concentraram as compras do cereal exportado pelo Brasil e por Mato Grosso.

O instituto avalia que a demanda desses países está relacionada ao uso do milho na produção de ração animal e à menor disponibilidade de produção local para atender ao consumo interno.





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Grande movimentação na Expodireto Cotrijal reforça perseverança dos produtores rurais


A Expodireto Cotrijal 2026 chega ao seu terceiro dia de realização com ruas e estandes lotados de pessoas vindas de todas as partes do Brasil. Tradicionalmente, a quarta-feira é um dos dias mais movimentados no parque. O grande número de visitantes anima o setor e remete à perseverança dos produtores rurais gaúchos, que vêm enfrentando dificuldades devido aos consecutivos anos de impacto climático na produção.

O papel da feira no sentido de apontar soluções para o agronegócio foi destacado por Nei César Manica, presidente da Cotrijal, cooperativa que organiza a feira, durante o café para imprensa e para patrocinadores na manhã desta quarta-feira (11). Ele reforçou que 50% do sucesso da atividade está nas mãos do produtor rural, que tem feito a sua parte para superar os desafios.

“A Expodireto é o grande palco em que o produtor encontra as informações, tecnologias e negócios que contribuem para a sustentabilidade da propriedade, além de servir como um canal para buscarmos o apoio necessário para superar as dificuldades”, afirmou.

A feira chega a sua 26ª edição neste ano. A primeira aconteceu em 2000, em 32 hectares, com 114 expositores e 41 mil visitantes. Hoje, são 131 hectares, com mais de 600 expositores e cerca de 300 mil visitantes anualmente. “Não imaginávamos esse crescimento quando idealizamos a feira. Ele só foi possível porque produtores, expositores, imprensa e patrocinadores acreditaram no projeto”, complementou o presidente Manica.

Os dois primeiros dias da Expodireto Cotrijal são marcados pela presença de grande número de autoridades e lideranças. “Essa participação é importante, porque gera oportunidade de levarmos aos órgãos estaduais e federais os pleitos das entidades, das cooperativas e do agronegócio como um todo”, disse o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, concluindo que a feira deste ano terá como uma das marcas essa defesa por auxílio ao produtor, através da securitização, do seguro agrícola, e também por trazer muitas inovações e tecnologias, para todos os tamanhos de propriedade.

Os dirigentes também agradeceram à imprensa pela ampla divulgação da feira. “É um trabalho sério e que ajuda a fortalecer não somente a Expodireto Cotrijal, mas o setor como um todo”, afirmou Schroeder.

“O movimento de quem acredita no campo”

Com o tema “O movimento de quem acredita no campo”, a Expodireto Cotrijal 2026 segue até sexta-feira (13). A programação inclui ampla agenda de fóruns, debates e painéis sobre tecnologia, inovação, desafios e soluções para o agronegócio. Para mais detalhes, acesse aqui!

A campanha de divulgação evidencia a Expodireto Cotrijal como um sistema em transformação, sempre evoluindo e alcançando novos patamares, sem se distanciar dos objetivos, valores e ideais que basearam a fundação da feira. Ressalta ainda a determinação de quem acredita no campo, mesmo diante de desafios, incertezas e adversidades. Essa convicção foi fundamental nos últimos anos, marcados por frustrações de safras em decorrência de condições climáticas adversas. Nesse cenário, os homens e as mulheres que acreditam no campo seguiram produzindo, esperando que novas safras trouxessem mais prosperidade.

O mote da campanha também resgata a origem da feira, criada a partir da mobilização de produtores rurais associados da Cotrijal, que buscavam se aproximar das principais inovações e tecnologias para aprimorar os sistemas de produção. Desta forma, a dimensão atual da Expodireto é resultado do trabalho, cooperação e dedicação das pessoas e entidades que movem o agronegócio.

Além de apresentar inovações e gerar negócios, a feira promove o desenvolvimento, estimula debates estratégicos e fomenta a evolução no campo. “Nesse sentido, em momentos desafiadores, também buscamos alternativas para apoiar os produtores rurais. Desta forma, a Expodireto Cotrijal também é fonte de esperança de um futuro melhor para quem produz”, afirmou o presidente da Cotrijal, Nei César Manica.

Neste ano, a campanha de divulgação da feira tem os seguintes patrocinadores: cota ouro – Bradesco, Banco do Brasil e Caixa – Governo do Brasil; cota prata – Banrisul, Sistema Ocergs e Syngenta; cota bronze – Intacta 2Xtend e Yara Fertilizantes.





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Trigo muda de ritmo e mercado entra em alerta



No Rio Grande do Sul, a movimentação perdeu força


No Rio Grande do Sul, a movimentação perdeu força
No Rio Grande do Sul, a movimentação perdeu força – Foto: Divulgação

O mercado de trigo no Sul do país iniciou a semana com ritmo mais moderado de negociações, após o movimento mais intenso observado nos últimos dias. Levantamento da TF Agroeconômica indica que a segunda-feira foi marcada por menor volume de negócios e por ajustes nas expectativas de preços entre vendedores e compradores.

No Rio Grande do Sul, a movimentação perdeu força depois das operações registradas na semana anterior. Mesmo com altas nas cotações em Chicago, vendedores passaram a pedir valores mais elevados, enquanto compradores apontam dificuldade para fechar a conta das farinhas nos níveis atuais. Foram reportadas negociações de cerca de 3 mil toneladas ao longo do dia, com algumas ofertas mantidas para esta terça-feira. No mercado futuro, apareceu comprador para trigo da safra 2026/27 no porto a R$ 1.200 sobre rodas. No interior, o preço da pedra pago ao produtor subiu para R$ 55 por saca em Panambi.

Em Santa Catarina, a semana começou estável, com negócios pontuais e pressão por liberação de espaço nos armazéns. Lotes de trigo melhorador foram negociados a R$ 1.250 FOB, embora com volumes pouco expressivos. Também houve saída de 150 toneladas de trigo tipo 2 a R$ 1.050. Moinhos continuam recorrendo ao trigo gaúcho para abastecimento. Nos preços de balcão, as cotações permaneceram em R$ 59 por saca em Canoinhas, R$ 60 em Chapecó, R$ 61 em Joaçaba e R$ 62 em Rio do Sul. O valor caiu para R$ 62,75 em São Miguel do Oeste e subiu para R$ 64 em Xanxerê.

No Paraná, o mercado apresentou maior atividade, com consolidação do patamar de R$ 1.300 CIF no início da semana. No Oeste, o movimento foi mais fraco devido à concorrência do trigo paraguaio, que chega com preços mais competitivos. Já no Norte houve negócios a R$ 1.250 FOB à vista e ofertas a R$ 1.300 FOB. Na região de Curitiba, as negociações ocorreram entre R$ 1.280 e R$ 1.290 CIF. Trigo do Rio Grande do Sul também foi negociado no Oeste paranaense entre R$ 1.170 e R$ 1.180 CIF. No porto de Paranaguá, dois vendedores ofertaram trigo argentino a US$ 275 por tonelada para retirada até 15 de abril, valor considerado competitivo em relação ao custo estimado de reposição, calculado em torno de US$ 286 por tonelada.

 





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Conflito sem prazo de fim mantém mercados em alerta


A economia brasileira atravessa um momento de desaceleração em meio a um ambiente internacional marcado por tensões geopolíticas e incertezas nos mercados. Segundo análise do Rabobank, o cenário global tem sido impactado pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que completou uma semana sem sinais de trégua, com escalada regional, retaliações iranianas e alta do petróleo.

Esse contexto eleva o risco de um conflito prolongado e amplia a volatilidade nos mercados internacionais. Para a instituição, a combinação de incerteza tarifária e geopolítica tem levado investidores globais a diversificarem posições fora dos ativos americanos, movimento que tende a favorecer moedas de países latino-americanos, como o real, mesmo diante das incertezas fiscais e políticas no Brasil.

Na semana anterior, o dólar encerrou cotado a R$ 5,2381, o que representou uma depreciação de 2,2% do real frente à moeda americana no período. O desempenho foi o oitavo pior entre uma cesta de 24 moedas emergentes. Ainda assim, o Rabobank mantém a estimativa de que a moeda americana termine 2026 em torno de R$ 5,55.

No cenário doméstico, os dados do Produto Interno Bruto confirmaram a perda de fôlego da economia. Em 2025, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, abaixo da expansão de 3,4% registrada em 2024. No quarto trimestre do ano passado, a atividade avançou 0,1% em relação ao trimestre anterior e 1,8% na comparação anual.

Apesar da desaceleração, alguns indicadores mostraram desempenho positivo no início de 2026. A produção industrial registrou alta de 1,8% em janeiro frente ao mês anterior, o maior avanço desde junho de 2024. No comércio exterior, a balança comercial teve superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro, com recorde de exportações para o mês e recuo das importações.

No mercado de trabalho, foram abertas 112,3 mil vagas formais em janeiro, segundo o Caged. Já a taxa de desemprego subiu para 5,4%, interrompendo uma sequência de dez meses de queda. Nos próximos dias, o foco do mercado estará na divulgação do IPCA de fevereiro, além dos dados de varejo e volume de serviços referentes a janeiro.

 





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Conflito externo agita preços das commodities



A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago


A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago
A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago – Foto: Divulgação

Os mercados internacionais de grãos iniciam o dia com oscilações influenciadas por fatores geopolíticos e pelo comportamento recente do mercado de energia, gerando movimentos de alta e correção nas principais commodities agrícolas. De acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica na abertura desta terça-feira, 10 de março, as negociações refletem incertezas externas e ajustes técnicos nas bolsas internacionais.

No trigo, os contratos negociados em Chicago começaram o dia com máximas abaixo das mínimas da sessão anterior, formando um gap que, segundo análise do diretor da consultoria SovEcon, pode indicar espaço para recuperação proporcional das cotações. A avaliação aponta possibilidade de o cereal atingir entre US$ 7,00 e US$ 7,20 por bushel no médio prazo. O contrato para maio de 2026 chegou a ser negociado acima de US$ 6,40 por bushel, maior nível desde junho, antes de recuar para perto de US$ 6 no encerramento do pregão. No mercado físico brasileiro, os preços registram leve alta no Paraná e avanço mais expressivo no Rio Grande do Sul no comparativo diário.

A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago. O dia começou com recuperação e formação de gap já preenchido, indicando possibilidade de novas altas no curto prazo. O mercado tem sido impactado pela volatilidade do petróleo, que chegou a se aproximar de US$ 120 por barril diante de temores de interrupções no fornecimento de energia no Golfo Pérsico, mas depois recuou após declarações destinadas a acalmar o mercado. Esse movimento se refletiu nas commodities agrícolas, que haviam registrado fortes ganhos recentemente e passaram por correções. O complexo da soja chegou a atingir máximas importantes, com o óleo de soja liderando as altas antes de recuar juntamente com o restante do mercado.

No milho, os contratos em Chicago abriram a manhã em queda e com formação de gap abaixo dos níveis observados após a forte baixa de janeiro. O movimento ocorre após declarações indicando possível encerramento do conflito em andamento, fator que provocou reação imediata do mercado. No Brasil, o mercado acompanha também a discussão sobre a elevação da mistura de biodiesel de B15 para B17, medida que poderia favorecer a demanda interna e sustentar os preços do cereal.

 





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Fungo silencioso pode destruir a produção de alface



Algumas práticas de manejo são consideradas fundamentais


Algumas práticas de manejo são consideradas fundamentais
Algumas práticas de manejo são consideradas fundamentais – Foto: Divulgação

O Fusarium é uma das doenças de solo que mais preocupam produtores de alface. O fungo pode comprometer o desenvolvimento das plantas ao afetar diretamente o sistema de transporte interno de água e nutrientes, provocando sintomas que reduzem o vigor da lavoura e, em situações mais severos, levam à perda total da produção.

O agente causador é o Fusarium oxysporum f. sp. lactucae. Ele atua obstruindo o xilema da planta, estrutura responsável por conduzir água e sais minerais das raízes para as demais partes. Com essa obstrução, o fluxo de nutrientes é prejudicado e a planta passa a apresentar sintomas como murcha, amarelecimento das folhas e redução do crescimento, o que afeta diretamente a produtividade das lavouras.

Para reduzir os prejuízos causados pela doença, algumas práticas de manejo são consideradas fundamentais no sistema de produção. Entre elas estão o manejo adequado do solo, a utilização de mudas certificadas e a escolha de variedades com alta tolerância ao patógeno.

Segundo Luciano Faria, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o uso de materiais genéticos tolerantes é uma das estratégias mais eficazes para mitigar o problema no campo. Ele destaca a variedade Renata, que recebeu por meio do melhoramento genético um gene associado à alta tolerância ao Fusarium.

Testes realizados em regiões com elevada incidência do fungo, como a região serrana do Rio de Janeiro, confirmaram o desempenho da cultivar diante da doença. Além da tolerância, a variedade apresenta uniformidade, plantas grandes e folhas firmes, características importantes para o segmento de alface crespa e para o desempenho no pós-colheita.

De acordo com a empresa, o material também apresenta tolerância ao pendoamento precoce e à queima de bordas. A cultivar mantém bom desempenho em condições típicas do verão, com altas temperaturas e elevada umidade, período considerado mais crítico para a produção. O cultivo pode ser realizado durante todo o ano tanto em solo quanto em sistemas hidropônicos.

 





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Embrapa amplia portfólio de baixo carbono e lança programas para milho e sorgo


O lançamento dos programas Milho Baixo Carbono (MBC) e Sorgo Baixo Carbono (SgBC) pela Embrapa representa um marco para o fortalecimento da produção agropecuária sustentável no Brasil. As iniciativas oferecem alternativas concretas frente aos impactos das mudanças climáticas e ampliam as oportunidades de inserção competitiva do milho e do sorgo brasileiros em mercados cada vez mais exigentes em termos de sustentabilidade.

O propósito é desenvolver e validar protocolos de certificação para as marcas-conceito Milho Baixo Carbono e Sorgo Baixo Carbono, com base científica e alinhamento a padrões internacionais. Esses projetos são compostos por parâmetros que diferenciam e podem agregar valor ao milho e ao sorgo produzidos com uso de práticas e tecnologias sustentáveis.

O lançamento dos programas Milho Baixo Carbono e Sorgo Baixo Carbono acontecerá no dia 11 de março, data de comemoração do aniversário de 50 anos da Embrapa Milho e Sorgo (MG).

A abertura do edital público para seleção das instituições apoiadoras ocorrerá em agosto de 2026. Nesse intervalo, os pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo estarão à disposição para conversar e esclarecer pontos específicos das atividades.

Os trabalhos serão, essencialmente, construídos com base em critérios técnico-científicos para mensurar a intensidade das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) por tonelada de grão produzida. “O cálculo será possível por meio da validação de diretrizes técnicas para o protocolo de certificação. Após a validação do protocolo, feita pela Embrapa com parcerias, poderá ocorrer a certificação, que será voluntária, privada e por terceiros, seguindo o sistema MRV (Medição, Relato e Verificação)” diz o pesquisador Arystides Resende Silva, da Embrapa Milho e Sorgo.

“Os editais dos programas Milho Baixo Carbono e Sorgo Baixo Carbono estimulam a adoção de sistemas produtivos mais resilientes e incentivam a transição para uma economia sustentável”, acrescenta o pesquisador Alexandre Ferreira da Silva.

“Nós sabemos que temos um grande desafio global pela frente, que são as mudanças climáticas. Nesse cenário, a Embrapa compreende que a descarbonização da produção agropecuária é um dos maiores desafios da agricultura brasileira”, diz Ferreira.

Atenta a essa necessidade, a Embrapa vem liderando o desenvolvimento de soluções  como a criação das marcas-conceitos Carne Baixo Carbono (CBC), Soja Baixo Carbono (SBC) e Trigo Baixo Carbono (TBC). Outros avanços compreendem a criação de ferramentas, calculadoras, para estimar a pegada de carbono por avaliação de ciclo de vida (ACV) de produtos agrícolas em sistemas de produção. As equipes responsáveis por essas iniciativas integram o desenvolvimento das marcas Milho Baixo Carbono (MBC) e Sorgo Baixo Carbono (SgBC), garantindo celeridade, padronização e assertividade às ações. Junto com a Embrapa Milho e Sorgo estão pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (SP) e da Embrapa Soja (PR).

As ações abrangerão duas fases. Na fase 1, que é a de desenvolvimento e inovação, o objetivo é desenvolver os protocolos Milho Baixo Carbono e Sorgo Baixo Carbono, e registrá-los no órgão competente, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Para esse fim, serão elaboradas diretrizes. “O objetivo é distinguir o milho e o sorgo que apresentam a maior eficiência produtiva por unidade de carbono emitida. Esse fator serve como incentivo à redução das emissões de gases de efeito estufa e não implica em prejuízo à produtividade da lavoura”, conta Resende.

A validação dessas diretrizes ocorrerá durante o ciclo produtivo de três anos em  unidades de observação, localidades a serem indicadas pelas instituições apoiadoras. “Cada área gerará as informações referentes a aporte de insumos e operações mecanizadas, além do balanço de carbono no solo, de forma a permitir o cálculo das emissões de gases de efeito estufa de todo o processo produtivo”, relata o pesquisador Ciro Augusto de Souza Magalhães.

Na segunda fase ocorrerá a implementação do selo de certificação no mercado por meio de certificadoras habilitadas, conforme modelo de exploração comercial a ser definido pela Embrapa.

Os programas Milho Baixo Carbono e Sorgo Baixo Carbono posicionam-se como marcas-conceito inovadoras por terem foco no produto e não na propriedade. Eles enfatizam o balanço das emissões e remoções de GEEs e a garantiar da redução das emissões, quantificada à luz do conhecimento científico.

Magalhães explica que os selos MBC e SgBC trarão um diferencial competitivo para os produtores e para os produtos derivados, atraindo consumidores cada vez mais exigentes em relação à origem e à sustentabilidade dos alimentos.

“A implementação bem-sucedida dessas iniciativas dependerá da definição de critérios claros e objetivos. Portanto, é imprescindível trabalhar com um sistema de certificação eficiente e acessível, viabilizar o engajamento de todos os atores da cadeia produtiva e fomentar o investimento em pesquisa e desenvolvimento e em comunicação”, acrescenta o pesquisador.

A chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Milho e Sorgo, Cynthia Damasceno, observa que a adesão de instituições apoiadoras aos programas MBC e SgBC, por meio de parcerias público-privadas, é fundamental, pois permite a construção coletiva das diretrizes técnicas, garantindo que os protocolos sejam robustos e, ao mesmo tempo, aplicáveis à realidade do mercado.

“Essas parcerias são essenciais para a validação dos indicadores de sustentabilidade em condições reais de campo, seguindo o rigoroso sistema MRV. O engajamento do setor privado, por meio do edital de chamamento, viabilizará a execução das atividades e a entrega do protocolo validado. Juntos, ciência e mercado constroem um futuro mais sustentável e resiliente para a agricultura brasileira”, conclui Damasceno.





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Pesquisa avalia algas brasileiras como bioestimulante em grãos sob estresse hídrico


Pesquisadores da Embrapa Agroenergia (DF) estudam o uso de algas marinhas da costa brasileira para desenvolver um bioestimulante capaz de aumentar a tolerância de culturas agrícolas ao déficit hídrico. Testes conduzidos em casa de vegetação com canola e trigo cultivados no Cerrado registraram incrementos de até 160% na formação de síliquas (vagens que abrigam as sementes da canola) e de até 12% no crescimento das raízes do trigo, características associadas à proteção da produtividade em condições de seca.

O projeto, batizado de Algoj (termo inspirado na palavra “alga” em esperanto), conta com a parceria da empresa CBKK e recursos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Enquanto na canola o impacto aparece na formação das síliquas, estruturas que definem o potencial produtivo, no trigo o efeito está associado ao crescimento radicular, estratégia que pode proteger o desempenho da cultura sob estresse hídrico.

Esses experimentos ainda precisam ser realizados em condições de campo, uma vez que em casa de vegetação, a temperatura e a umidade relativa do ar são controladas. Mas os resultados já são promissores, na opinião das pesquisadoras Simone Mendonça e Patrícia Abrão, que lideram o projeto desde 2023.

O objetivo é desenvolver uma solução tecnológica eficiente e de qualidade com base em matéria-prima renovável, no caso as algas marinhas do Brasil. Além de poderem ser cultivadas em abundância em toda a costa do País, elas geram emprego e renda para pescadores brasileiros, configurando-se como alternativa de trabalho e renda financeira a partir de produtos da biodiversidade nacional. “É uma oportunidade para o produtor trabalhar com materiais da nossa biodiversidade e investir em ações que também contribuam para a adaptação às mudanças climáticas”, ressalta Mendonça.

Ao longo de dois anos de pesquisa, foram estudados quatro tipos de algas marinhas, das quais três foram selecionadas para a continuidade da pesquisa. O foco inicial foi na extração de metabólitos secundários, substâncias que potencializam comportamentos importantes no desenvolvimento e crescimento das culturas. “Os metabólitos secundários não são os componentes principais da planta, como os relacionados com proteína, lipídio e carboidrato. Eles existem em pequeníssimas quantidades, mas têm ação de sinalizadores químicos em outros organismos (plantas)”, explica a pesquisadora.

Chegar a esses metabólitos, chamados de fitormônios, não foi fácil. O primeiro desafio da pesquisa foi identificar métodos de extração que conseguissem retirar o máximo possível desses compostos das algas. De acordo com Mendonça, os primeiros estudos avaliaram o modo de secagem, pois, como as algas secam ao sol, era importante verificar se esse método destruía ou não os componentes. “Estudamos o perfil metabólico dessas algas e testamos de quatro a cinco formas diferentes de extração para cada alga. Fizemos várias tentativas para ver qual método melhor extrairia os metabólitos”, complementa.

“Foram selecionados quatro extratos a partir de testes com mudas de tomate”, conta a pesquisadora. Os primeiros experimentos aconteceram em casa de vegetação com a variedade de tomate grape (uva) BRS Zamir, uma cultivar da Embrapa, com todas as condições de nutrição e de água que a cultura exige. 

A pesquisa partiu então para experimentos com grãos de trigo e de canola, que são culturas em expansão no Cerrado para cultivo de inverno. O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, cujo período de estiagem, de maio a setembro, tem se tornado cada vez mais seco nos últimos 30 anos. O trigo e a canola foram selecionados porque passam por grande período de estresse hídrico durante a longa estiagem típica do inverno. Esses ensaios identificaram dois extratos de algas com potencial para aplicação nessas culturas.

Na canola, o uso de uma das formulações desenvolvidas não apenas antecipou o florescimento, como garantiu bom desempenho sob restrição de água, enquanto plantas tratadas com um produto comercial de referência não mostraram ganhos significativos.

O pesquisador Agnaldo Chaves alerta que, apesar da alta porcentagem de incremento na produção de síliquas por planta no cultivo da canola, é preciso discernir que esse número foi atingido em condições controladas de temperatura e umidade relativa do ar em casa de vegetação.

Segundo ele, não haverá a mesma proporção em testes de campo com 400 mil plantas por hectare, mas sinaliza que existe grande potencial de replicar uma boa produtividade nas lavouras. “Se conseguirmos replicar de 5 a 10% dessa produtividade em campo, já seria um ótimo incremento”, destaca.

O pesquisador conta que, entre as formulações testadas, duas tiveram bom desempenho com a canola e uma com o trigo de sequeiro (sem irrigação). No caso do cereal, foram registrados crescimento de volume e comprimento da raiz entre 10 e 12%. “Nos dois casos, são efeitos benéficos que acreditamos serem replicáveis em condições de campo, fazendo com que as plantas suportem maiores períodos sem precipitação”, diz.

Com a canola, os testes foram de aproximadamente 100 dias, e a planta chegou até a fase reprodutiva. Já o ensaio do trigo alcançou a fase vegetativa.

Chaves enfatiza que os resultados obtidos em casa de vegetação estimularam a continuidade do projeto, seguindo para validação em condições experimentais no campo e, posteriormente, em áreas de produtores de diferentes regiões.

Além da eficácia biológica, a pesquisa superou outros gargalos, como o transporte e a conservação do bioinsumo. Como o transporte de extratos líquidos é caro e pode propiciar a degradação, os cientistas investiram no desenvolvimento de um extrato seco (pó molhável) através do processo de spray dryer.

“O desafio era evitar que o calor destruísse os fitormônios sensíveis das algas. Com o uso de adjuvantes específicos, conseguimos proteger os componentes de interesse durante a secagem do extrato e aumentar o rendimento do processo para até 80%, resultando em um produto final com apenas 1,5% de umidade, o que garante maior estabilidade e facilidade de transporte”, observa Mendonça.

Com o ciclo de laboratório e de casa de vegetação concluído em janeiro de 2026, o projeto busca agora a renovação da parceria para a realização de experimentos no campo, com o objetivo de estabelecer recomendações de dosagem e períodos de aplicação.

A pesquisadora explica que ainda há muitas questões a serem respondidas pela pesquisa. Ainda não há definição, por exemplo, se o melhor método é fazer a mistura de algas ou recomendar usos diferentes para cada uma delas. Outra questão é avaliar o comportamento do extrato em regiões que apresentam boa distribuição de chuvas e em locais onde a chuva é irregular ao longo do ciclo de produção. “Somente os testes em campo é que nos possibilitarão ter essas respostas”, explica.

Ela acredita no potencial das algas para oferecer uma recomendação pronta para o mercado, seja para regiões com pouca chuva ou como uma alternativa em caso de veranicos.





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