quinta-feira, março 12, 2026

Política & Agro

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Oferta maior deve alterar cenário do etanol



O setor de etanol de milho mantém trajetória de expansão acelerada


O setor de etanol de milho mantém trajetória de expansão acelerada
O setor de etanol de milho mantém trajetória de expansão acelerada – Foto: Pixabay

A oferta de etanol deve ganhar força a partir da safra 2026/27, em um movimento que pode alterar o equilíbrio observado neste ano no mercado de biocombustíveis. A combinação de maior produção nas usinas de cana e da expansão contínua do etanol de milho tende a elevar de forma expressiva o volume disponível, criando ambiente para possíveis pressões baixistas sobre os preços ao longo do próximo ciclo.

No Centro-Sul, a recuperação da disponibilidade de cana em 2026/27 deve estimular uma mudança no mix industrial. As usinas que priorizaram o açúcar em 2025/26, reduzindo a oferta de etanol, tendem a reverter essa estratégia com o objetivo de aproveitar o cenário mais favorável ao biocombustível. A perspectiva é de incremento relevante na produção de etanol de cana.

O setor de etanol de milho mantém trajetória de expansão acelerada. O avanço expressivo registrado em 2025/26 deve continuar no ciclo seguinte, impulsionado pelo preço elevado do etanol e pelo milho mais barato, combinação que fortalece as margens e incentiva novos projetos. As projeções indicam produção de 10,1 bilhões de litros na safra 2025/26 e de 12,2 bilhões de litros em 2026/27.

Enquanto isso, o consumo segue firme em todo o país. O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passa de 27% para 30 a partir de 1º de agosto, intensifica ainda mais a demanda. A mudança amplia o uso do biocombustível inclusive em regiões onde a gasolina costuma apresentar maior competitividade, elevando as transferências entre estados e reforçando a procura em um momento de oferta mais limitada de etanol de cana. 

 





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Alta inicial e ajuste marcam trajetória dos fertilizantes



Os nitrogenados registraram oscilações


Os nitrogenados registraram oscilações
Os nitrogenados registraram oscilações – Foto: Canva

O mercado global de fertilizantes iniciou o ano com avanço nos preços dos principais nutrientes, em meio a demanda firme e restrições de oferta, segundo o Itaú BBA. O movimento foi mais intenso entre os fosfatados, influenciados pela ausência prolongada da China no mercado exportador, pela demanda crescente da indústria de baterias e pela alta do Enxofre, insumo essencial para a produção desses fertilizantes. A normalização parcial das exportações chinesas no meio do ano contribuiu para aliviar as cotações.

Os nitrogenados registraram oscilações, mas seguiram valorizados diante de riscos geopolíticos que afetam a produção global de ureia e amônia, concentrada no Oriente Médio. O agravamento das tensões entre Israel e Irã elevou a percepção de insegurança, já que países da região respondem por parcela significativa das exportações mundiais. No segmento de potássicos, a combinação de demanda aquecida e redução temporária das vendas de Rússia e Belarus por manutenções em minas sustentou os preços, reforçados por grandes participantes do mercado.

Atualmente, as cotações recuaram em relação às máximas observadas no meio do ano, com a redução dos riscos geopolíticos. A expectativa é de continuidade da correção nos próximos meses, com acomodação em níveis ainda elevados. Mesmo assim, o setor permanece vulnerável a novos episódios de instabilidade que possam alterar rapidamente os fundamentos.

No Brasil, o ritmo forte das importações e das entregas surpreendeu positivamente. Os preços elevados e a piora nas relações de troca não reduziram de forma relevante os volumes, embora tenham levado a maior uso de produtos com menor concentração de macronutrientes. O atraso na comercialização para a próxima safra exige atenção, pois compras concentradas em janelas curtas e margens apertadas podem elevar o risco logístico e comprometer a chegada dos insumos no momento adequado.

 





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Avanço em proteína reduz impacto ambiental



Os cientistas destacam que há uma demanda crescente por proteínas de qualidade


Os cientistas destacam que há uma demanda crescente por proteínas de qualidade
Os cientistas destacam que há uma demanda crescente por proteínas de qualidade – Foto: Pixabay

A busca por novas fontes de proteína com menor impacto ambiental tem estimulado pesquisas que exploram microrganismos capazes de reproduzir sabor e textura semelhantes aos da carne. Entre essas alternativas, um fungo amplamente estudado ganhou destaque após passar por edições genéticas que aumentaram sua eficiência produtiva e reduziram de forma significativa os recursos necessários para seu cultivo.

O estudo publicado em Trends in Biotechnology descreve como pesquisadores aplicaram a ferramenta CRISPR para melhorar o desempenho do Fusarium venenatum sem adicionar DNA externo. A edição afinou o metabolismo do organismo e tornou sua parede celular mais fina, o que facilitou a digestão. Os testes mostraram que a nova cepa, chamada FCPD, passou a produzir proteína com 44 por cento menos açúcar e a um ritmo 88 por cento mais rápido. A equipe também observou uma redução de até 61 por cento na pegada ambiental associada ao processo.

Os cientistas destacam que há uma demanda crescente por proteínas de qualidade e com menor pressão sobre recursos naturais. A criação animal responde por parte expressiva das emissões globais e exige grandes áreas e volume de água. Nesse cenário, micoproteínas ganham espaço como alternativa viável. O Fusarium venenatum já é usado em algumas regiões, mas sua digestibilidade limitada e o uso intensivo de insumos motivaram a busca por melhorias.

A avaliação do ciclo de vida do FCPD, modelada em diferentes países, apontou emissões até 60 por cento menores em relação à cepa convencional. Quando comparado à produção de frango na China, o novo fungo exigiu 70 por cento menos terra e reduziu o potencial de contaminação de água doce em 78 por cento, indicando um caminho promissor para ampliar a oferta de proteína com menor impacto ambiental.

 





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Soja e milho são base da alimentação e indústria no Brasil


A soja e o milho estão presentes diariamente na mesa dos brasileiros, desde o pão do café da manhã ao prato do jantar, por serem versáteis e ricos em nutrientes. Os dois ingredientes são comumente usados em pratos salgados e doces em diversas casas brasileiras e também em buffets comerciais. A Associação dos Produtores de soja e milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) mostra que os dois grãos carregam a cultura e a herança das famílias mato-grossenses que viveram da roça por muitos anos, principalmente por Mato Grosso ser o maior produtor de soja e milho no país.

O uso são inimagináveis, para a gastrônoma Rita Nunes, do Tradicional Buffet, a soja e o milho estão na base da culinária brasileira e afirmou ser muito difícil preparar uma refeição sem o uso dos dois produtos, principalmente porque ambos estão entre os ingredientes de diversos rótulos.

“Quando a gente começa a ler os rótulos com mais atenção, a gente percebe que a soja e o milho estão em muitos produtos industrializados, como o óleo, as farinhas, os molhos, os temperos. Eles são ingredientes versáteis e acabam participando do nosso dia a dia na cozinha, mesmo quando não são destaque da receita”, afirma.

Mas não é somente nos rótulos que a soja e o milho são encontrados, Rita Nunes contou que utiliza bastante os dois ingredientes como parte do prato principal para agradar os clientes.

“O milho é ingrediente muito querido, usamos em pratos como creme de milho, pamonha, salgadas e doce, canjica, bolo de milho e que fazem o maior sucesso entre os nossos clientes. Já a soja aparece em versões mais leves e saudáveis, como saladas, estrogonofe, de soja e recheios vegetarianos e também em uma farofa de proteínas e soja. Gosto de mostrar que dá para unir sabor e nutrição no mesmo prato”, explica.

Além de ser saboroso e altamente nutritivo, o milho também deixa alguns produtos industrializados mais baratos, como afirma o delegado da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Groso (Aprosoja MT), Jean Marcell Benetti. Ele explicou que o milho é usado em larga escala na produção da cerveja, substituindo o malte, deixando o produto mais barato para os consumidores.

“Eu sei que o milho está presente na cerveja. Isso a gente sabe que tem bastante milho nas cervejas. E outro milho deixa a cerveja mais barata, hoje a gente sabe que a cerveja pura malte é uma cerveja mais cara onde não se usa o milho”, conta.

Entretanto, o derivado dos dois grãos também estão presentes em lugares que passam despercebidos aos olhos da maioria da população. O produtor afirmou conhecer algumas versatilidades da soja e do milho em alguns produtos e afirmou que os dois grãos estão em todos os lugares pela produção em larga escala dominado pela produção brasileira.

“Eu já vi várias vezes gente falando sobre outras culturas que têm até o nível de proteína maior que a soja, mas nenhuma dessas culturas pode ser tão produzido em larga escala como a soja, então ela se torna um produto barato e a partir dessa qualidade desse custo desse produto a indústria vai buscando novos produtos para utilizar essa soja, esse milho para produção de novos produtos”, disse.

O produtor ainda ressalta que a proteína da soja e do milho também são consumidos através da carne, já que os animais consomem ração do milho e do bagaço da soja, após processo de esmagamento.

O óleo da soja já são encontrados em produtos como esmaltes, estofados, massinha de modelar, tintas, protetor solar, velas aromáticas e inúmeros outros produtos. Isto porque, o subproduto extraído do esmagamento da oleaginosa substitui os óleos extraídos do petróleo, diminuindo os impactos ambientais causados pela extração do óleo mineral.

Já o milho é comumente encontrado como xaropes, usado para substituir o açúcar em produtos industrializados. A soja também pode ser encontrada em refrigerantes, chocolates, sorvetes, tortas, bolos e muitos outros alimentos ultraprocessados. O produto melhora a textura, a consistência e dá mais brilho às sobremesas.

Estes são apenas alguns dos produtos com os grãos e seus subprodutos que demonstram a importância da agricultura da soja e do milho no Brasil e no mundo. No dia a dia, os dois se fazem presente, mesmo que escondidos entre industrializados e ingredientes das embalagens.

 





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Falha técnica afeta abertura dos mercados



O cenário era ainda influenciado pelo feriado de Ação de Graças


O cenário era ainda influenciado pelo feriado de Ação de Graças
O cenário era ainda influenciado pelo feriado de Ação de Graças – Foto: Leonardo Gottems

A abertura dos mercados internacionais começou marcada por cautela após uma paralisação técnica que interrompeu a formação de preços em importantes contratos futuros nos Estados Unidos. A falha ocorreu em data center responsável pelo suporte aos sistemas da CME, o que suspendeu temporariamente negociações de índices, moedas, commodities e títulos. Segundo a TF Agroeconômica, o problema surgiu por volta da meia-noite de 27 de novembro e retirou dos investidores as principais referências antes de uma sessão já prevista para ocorrer com horário reduzido. 

O cenário era ainda influenciado pelo feriado de Ação de Graças, que manteve todos os mercados financeiros dos EUA fechados no dia anterior. A reabertura desta sexta-feira dependeria da normalização do sistema afetado, mas a expectativa era de baixa liquidez devido ao prolongamento do feriado para muitos investidores. No ambiente internacional, permanecia forte a atenção sobre as compras chinesas, tema que segue estimulando especulação em torno de soja, trigo, sorgo e milho.

No mercado de trigo, a pressão da colheita e a queda dos preços FOB na Argentina continuavam dominando o movimento, enquanto a Austrália mantinha ritmo estável de avanço da safra. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou a estimativa de produção para 25,5 milhões de toneladas, com 33,9% da colheita concluída e avanço no plantio de milho e soja. A semeadura de soja atingia 36% dos 17,6 milhões de hectares previstos, ainda abaixo do ritmo do ano anterior.

A TF Agroeconômica destacou também que rumores sobre uma possível proibição da soja brasileira na China não se confirmaram. A suspeita começou após a rejeição de um navio com carga contaminada, caso considerado isolado dentro dos protocolos de inspeção chineses. Apenas cinco unidades exportadoras foram afetadas e não houve qualquer indicação de restrição comercial. A competitividade da soja brasileira segue intacta.

 





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Poder de compra do avicultor paulista volta a cair



Movimento resulta da desvalorização do frango vivo e da alta nos preços


Foto: Divulgação

Depois de registrar em outubro a relação de troca mais favorável da história frente ao farelo de soja, dados do Cepea mostram que o avicultor paulista voltou a apresentar queda no poder de compra em novembro – além do derivado de soja, a perda também é observada frente ao milho. Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento resulta da desvalorização do frango vivo e da alta nos preços desses insumos, essenciais na produção de avicultura de corte.

Na parcial de novembro (até o dia 26), dados do Cepea mostram que o frango vivo é negociado no estado de São Paulo à média de R$ 6,10/kg, baixa de 2,6% em relação à do mês anterior. Já a tonelada de farelo registra média R$ 1.724,78 na região de Campinas (SP), com avanço de 5,3% em relação à de outubro. Diante disso, cálculos do Cepea mostram que, com a venda de um quilo de frango vivo, o produtor consegue comprar, nesta parcial de novembro, 3,54 quilos de farelo, contra 3,83 quilos em outubro.

Ressalta-se, contudo, que, mesmo diante dessa queda, a margem de ganho segue favorável para o avicultor. O volume adquirido neste mês está 7,3% acima da média deste ano, considerando-se os valores em termos reais (a série foi deflacionada pelo IGP-DI de outubro/25).





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Maior umidade favorece safra, mas ventos e granizos preocupam



Além de prejudicar as arvores, intempéries podem deixar a planta mais vulnerável


Foto: Canva

Chuvas nesta segunda quinzena de novembro voltaram a elevar a umidade em importantes regiões produtoras do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro. Pesquisadores do Cepea destacam, contudo, que, em muitos municípios, as precipitações vieram acompanhadas de fortes ventos e de granizo, resultando, em alguns casos, em desfolhamento das plantas e em derrubadas de frutos e de flores. Vale lembrar que esse contexto é observado justamente em um momento de colheita da safra 2025/26 e de desenvolvimento da temporada 2026/27.

Segundo pesquisadores do Cepea, além de prejudicar as arvores, essas intempéries podem deixar a planta mais vulnerável a doenças. Os municípios paulistas de Avaré, Pratânia e de São Manuel foram atingidos por queda de granizo e, há poucas semanas, já tinham enfrentado chuvas extremas com ventos fortes. O noroeste do estado de São Paulo também foi atingido pelo clima intenso. Muitos agentes colaboradores do Cepea indicam que a frequência desses eventos climáticos extremos neste ano preocupa.

De um modo geral, pesquisadores do Cepea indicam que o acumulado de chuvas ainda é bom e as temperaturas estão mais amenas desde o inverno, contexto que vem colaborando com o desenvolvimento da florada e ajudando para uma safra mais produtiva – a qualidade geral das frutas da safra 2025/26 segue satisfatória na maioria das regiões.





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Preços dos ovos branco e vermelho se aproximam



Terceira menor diferença mensal de toda a série histórica do Cepea


Foto: Divulgação

O menor ritmo de vendas, que vem sendo observado desde o encerramento da primeira quinzena de novembro, tem pressionado as cotações dos ovos. E, em diversas regiões acompanhadas pelo Cepea, observa-se redução na diferença entres os valores dos ovos brancos e vermelhos. Em Santa Maria de Jetibá (ES), principal polo produtor nacional, a diferença entre os valores diminuiu quase 30% de outubro para novembro.

Considerando-se a parcial deste mês (até o dia 26), levantamento do Cepea mostra que os preços dos ovos brancos a retirar na praça capixaba registram média de R$ 138,11/caixa com 30 dúzias, queda de 4% frente à de outubro. Para os ovos vermelhos, a média da parcial de novembro está em R$ 147,31/cx, mas a baixa foi um pouco mais intensa, de 5,8% em relação ao mês anterior.

Assim, dados do Cepea mostram que a diferença entre os ovos extra branco e vermelho, em Santa Maria de Jetibá, está em 9,2 Reais/cx nesta parcial de novembro, expressivos 27% a menos que a observada em outubro e 14,4% abaixo da registrada em novembro/24, em termos reais (dados deflacionados pelo IGP-DI de out/25). Trata-se, também, da terceira menor diferença mensal de toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2019 nesta região. 





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Soja recua no Brasil apesar de alta em Chicago


Mesmo com a soja mantendo cotações superiores a US$ 11,00 por bushel na Bolsa de Chicago durante todo o mês de novembro, o mercado brasileiro segue pressionado por fatores internos, como a valorização do real frente ao dólar e a queda dos prêmios nos portos. Os preços pagos ao produtor recuaram em diversas praças.

Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o saco de 60 kg de soja foi comercializado entre R$ 118,00 e R$ 128,00 nas principais regiões produtoras, enquanto no mesmo período de 2024 os valores variavam entre R$ 120,00 e R$ 148,00.

Apesar da alta em Chicago — que fechou a última quarta-feira (26/11) em US$ 11,31 por bushel, contra US$ 11,22 na semana anterior —, os prêmios nos portos brasileiros caíram significativamente. Esse movimento, somado ao recuo cambial (com o dólar cotado a R$ 5,35, frente aos R$ 5,80 de um ano antes), reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado externo.

No campo, o plantio avança em ritmo ligeiramente acima da média. Segundo a Conab, até o dia 22 de novembro, 78% da área esperada no país estava semeada. O Mato Grosso já alcançava 99,1% da área, enquanto o Rio Grande do Sul, com clima mais instável, chegava a 47%.

A questão ambiental também pautou o setor nesta semana. Durante a COP30, dados da Serasa Experian indicaram que 90,7% das áreas de soja monitoradas na Amazônia Legal e no Cerrado estão em conformidade socioambiental, sem sobreposição com desmatamentos recentes. A combinação entre câmbio, prêmios e incertezas climáticas deve manter o mercado volátil nas próximas semanas.

 





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Milho segue estável no Brasil com plantio adiantado



Mercado segue com viés de estabilidade no curto prazo



Foto: USDA

Os preços do milho no Brasil mantiveram-se praticamente estáveis na semana, variando entre R$ 50,00 e R$ 66,00 por saca nas principais praças. No Rio Grande do Sul, o valor médio pago ao produtor ficou em R$ 62,18. Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, o mercado segue com baixa liquidez, com produtores evitando vendas neste momento.

De acordo com levantamento da Conab, o plantio da safra de verão 2025/26 atingiu 59,3% da área prevista até o dia 22 de novembro, ligeiramente acima da média histórica (58,7%). Destaque para estados como Santa Catarina, com 98% da área semeada, e o Paraná, que já concluiu o plantio.

A estabilidade dos preços está relacionada à postura cautelosa dos vendedores, que mantêm as ofertas limitadas, e a uma demanda interna que atua apenas com compras pontuais. Há também suporte por parte da indústria de etanol, que vem mantendo uma demanda constante pelo cereal.

Embora o mercado externo esteja pressionado pela forte concorrência dos EUA, que exportaram 17,5 milhões de toneladas no atual ano comercial (72% a mais que no mesmo período do ano anterior), os embarques brasileiros de milho melhoraram em novembro. A expectativa é de que o mês feche com 5 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil.

A preocupação climática já começa a rondar a próxima safrinha, com previsões de clima seco em algumas regiões produtoras. Por ora, o mercado segue com viés de estabilidade no curto prazo.

 





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