quinta-feira, março 12, 2026

Política & Agro

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Cesta básica ficou mais barata em 24 capitais


Segundo informações divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Dieese, o valor da cesta básica apresentou queda em 24 das 27 capitais brasileiras em novembro, quando comparado a outubro. As maiores reduções ocorreram em Macapá (-5,28%), Porto Alegre (-4,10%) e Maceió (-3,51%).

Os menores valores médios foram observados em capitais do Nordeste, como Aracaju (R$ 538,10) e Maceió (R$ 571,47), enquanto os maiores custos foram registrados em São Paulo (R$ 842,26) e Florianópolis (R$ 800,68). A composição da cesta varia entre as regiões, especialmente no Norte e Nordeste.

Além do custo absoluto, a pesquisa destaca o peso da cesta básica sobre o salário mínimo. Em São Paulo, são necessárias quase 122 horas de trabalho para adquirir os produtos, o que equivale a 59,91% do salário mínimo líquido. Em contraste, em Aracaju, esse percentual é de 38,32%, o menor entre as capitais analisadas.

A redução generalizada dos preços no varejo foi influenciada pela maior oferta de alimentos, impulsionada por fatores como safra recorde e boas condições de produção. O arroz agulhinha registrou queda em todas as capitais, variando de -10,27% em Brasília a -0,34% em Palmas.

O tomate também teve forte retração, com destaque para Porto Alegre (-27,39%). O leite integral e o açúcar apresentaram quedas em 24 capitais, reflexo da elevada oferta e da retração no mercado internacional, especialmente no caso do açúcar.

Outro destaque foi o café em pó, com queda em 20 capitais. Em São Luís, o preço recuou 5,09%. A boa produtividade e os preços anteriormente elevados contribuíram para o movimento de baixa no varejo.

Para a Conab, a queda nos preços reflete diretamente a colheita da maior safra agrícola da história do Brasil. “É mais economia no bolso do povo brasileiro”, afirmou o presidente da Conab, destacando que o consumidor já percebe o impacto de políticas públicas e da produção em larga escala nas gôndolas dos supermercados.





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Santa Catarina lança programa para aquicultura e pesca


O Governador Jorginho Mello lançou no dia 8 de dezembro, em Florianópolis, o Programa de Fortalecimento Aquícola e Pesqueiro, que será desenvolvido pela Epagri em parceria com a Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ). Com investimento superior a R$4,7 milhões, o programa marca a ampliação da Assistência Técnica e Extensão Pesqueira e Aquícola (ATEPA) e das pesquisas em pesca, que colocam Santa Catarina na vanguarda científica do setor.

Na oportunidade foram também foram entregues 14 kits de despesca, cada um no valor de R$ 59.541,00, e 18 tratores, avaliados em R$ 196.250,00 cada, para apoiar a pesca artesanal em diferentes regiões.

O presidente da Epagri, Dirceu Leite, reforçou o papel estratégico da empresa no novo ciclo de desenvolvimento da aquicultura e pesca catarinense. “Por meio desse programa vamos levar conhecimento e tecnologia para ajudar o pescador artesanal e o aquicultor a ampliar a renda da família, mas também mostrar que o estado é um grande produtor. Santa Catarina tem potencial para dobrar sua produção aquícola e ampliar de forma expressiva a maricultura, e esses investimentos são o primeiro passo para transformar esse potencial em realidade”, diz ele.

O programa está estruturado em três eixos: ampliação do quadro técnico, modernização da infraestrutura e capacitação contínua das equipes. Sua execução reforça o papel da Epagri como instituição central na produção de conhecimento, inovação e apoio direto aos pescadores e aquicultores. Só em 2026, a empresa deve contratar 33 novos profissionais: 29 extensionistas, dois pesquisadores e dois assistentes de pesquisa para ampliar a presença técnica no território catarinense.

Os investimentos incluem ainda quatro escritórios contêineres para uso municipal (R$1 milhão), 18 veículos novos (R$ 2 milhões), equipamentos eletrônicos (R$ 457 mil) e embarcações com motor e carreta para apoio à maricultura. Também será destinado R$1,64 milhão para modernizar duas unidades de pesquisa da Epagri: o Cedap, em Florianópolis, e o Cepit, em Itajaí.

Com o reforço dos investimentos, a Epagri amplia também sua atuação em pesquisa e inovação. Na aquicultura marinha, os trabalhos avançam no controle sanitário de moluscos, desenvolvimento de novas espécies, análises ambientais e sistemas de cultivo. Já na aquicultura continental, os pesquisadores investem no melhoramento genético da tilápia, na criação de protocolos de reprodução e em sistemas superintensivos de produção. As pesquisas em pesca fornece ao Estado a base científica necessária para orientar políticas de manejo e sustentabilidade.

Os impactos econômicos projetados são expressivos. Na maricultura, Santa Catarina possui hoje 542 áreas de cultivo registradas, das quais 279 estão produtivas. Com o fortalecimento da ATEPA, o Estado espera reativar 263 áreas, resultando em mais de 8 mil toneladas anuais de produção adicional e impacto econômico de R$ 40 milhões por ano. Na piscicultura, o objetivo é ampliar o percentual de produtores tecnificados de 7% para 20% e dobrar a produção estadual de 50 mil para 100 mil toneladas/ano, o que pode gerar impacto econômico extra de R$ 450 milhões anuais.

 





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Preços do trigo divergem entre estados



No Paraná, as cotações seguem em queda



Foto: Canva

De acordo com dados divulgados pelo Cepea, o mercado de lotes de trigo — que envolve negociações entre empresas — apresenta movimentos contrastantes. No Paraná, as cotações seguem em queda, pressionadas principalmente pelo aumento da disponibilidade interna do grão. Já em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os preços estão mais firmes, sustentados pela demanda do mercado consumidor.

No mercado de balcão, que considera os valores pagos diretamente aos produtores, a tendência é de baixa em quase todas as regiões acompanhadas, com exceção de Santa Catarina, onde os preços permanecem relativamente estáveis.

As movimentações internas são acompanhadas de alterações também no comércio exterior. Com o fim da colheita nacional, o Brasil retomou as exportações de trigo em novembro. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram exportadas 121,16 mil toneladas no mês — o maior volume desde março de 2025.

Por outro lado, as importações apresentaram retração. Em novembro, chegaram aos portos brasileiros 414,56 mil toneladas de trigo, o que representa uma queda de 22,4% em relação a outubro deste ano e de 2,6% frente ao mesmo período de 2024. É o menor volume registrado desde dezembro de 2023.

A dinâmica do mercado é reflexo de fatores sazonais e estruturais. De um lado, a disponibilidade doméstica amplia a pressão sobre os preços pagos ao produtor em algumas regiões. De outro, a demanda do setor moageiro sustenta as cotações em praças mais industrializadas.

 





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Exportações do agro registram queda de 22%


As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,31 bilhão em novembro de 2025, uma retração de 22% em relação ao mesmo mês de 2024. Em volume, a queda foi de 20%, totalizando 1,92 milhão de toneladas embarcadas. Os dados foram divulgados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) nesta quarta-feira (9/12).

Segundo a Farsul, o principal fator para a redução foi a menor oferta de soja em grão, severamente afetada pela estiagem que atingiu o Estado. Em novembro de 2024, haviam sido embarcadas 2,4 milhões de toneladas, com receita de US$ 1,69 bilhão.

Apesar do recuo, o agronegócio segue como o principal setor exportador do Estado, respondendo por 71% do valor total exportado e por 88% do volume. No acumulado entre janeiro e novembro de 2025, as exportações do agro somaram US$ 13,6 bilhões, retração de 4,1% na comparação anual.

A guerra comercial com os Estados Unidos também continua pesando sobre o desempenho das exportações gaúchas. Houve queda generalizada nas vendas de produtos como carne bovina in natura (100%), carne industrializada (menos 52% em valor e 62% em volume), além de recuos expressivos em couros, pescados, produtos apícolas e madeira serrada.

No total dos produtos afetados pela tensão comercial, a redução foi de 60% no valor e 43% no volume. Entre os destaques negativos, o fumo teve perda de US$ 107,3 milhões apenas nas vendas para o Egito, que foram zeradas em novembro.

Entre as carnes, a bovina foi a única a apresentar crescimento, puxada pelas vendas para a China, Rússia e Índia. O mercado dos Estados Unidos segue restritivo, mas houve recuperação parcial com os embarques para México e Canadá. Já a carne de frango teve retração no Oriente Médio, impactada por atrasos logísticos, o que também afetou a carne suína, apesar do bom desempenho nas Filipinas.

O arroz gaúcho encerrou novembro com queda de 43% no valor exportado, mas com volume praticamente estável (redução de apenas 2%). A situação é semelhante à do fumo e reflete margens mais apertadas para o setor em 2026. Em contrapartida, o trigo teve desempenho positivo, com US$ 21 milhões exportados – valor nulo no mesmo mês de 2024.

A Ásia segue como principal destino do agro gaúcho, com US$ 746 milhões exportados em novembro, seguida pela Europa (US$ 287 milhões) e América do Sul (US$ 86 milhões). A China lidera entre os países compradores, com participação de 33% no valor total exportado pelo setor.





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Comércio exterior soma US$ 12,9 bilhões no início de dezembro


A balança comercial brasileira iniciou dezembro de 2025 com superávit de US$ 1,9 bilhão, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) nesta segunda-feira (8). De acordo com o órgão, a corrente de comércio da primeira semana do mês alcançou US$ 12,9 bilhões, resultado de US$ 7,4 bilhões em exportações e US$ 5,5 bilhões em importações.

A Secex informou que, no acumulado do ano, “as exportações totalizam US$ 325,3 bilhões e as importações, US$ 265,5 bilhões”, o que gera saldo positivo de US$ 59,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 590,7 bilhões.

Nas vendas externas, a comparação entre a média diária da primeira semana de dezembro de 2025 e a de dezembro de 2024 mostra alta de 25,4%, passando de US$ 1,184 bilhão para US$ 1,486 bilhão. As importações também cresceram: “houve aumento de 14,3%”, com a média diária subindo de US$ 964,06 milhões para US$ 1,101 bilhão.

Até a primeira semana do mês, a média diária da corrente de comércio somou US$ 2,587 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 384,67 milhões. Na comparação com dezembro de 2024, “houve crescimento de 20,4% na corrente de comércio”, aponta o informe.

No desempenho por setores, as exportações mostram avanço em todas as áreas. A Secex destacou que, até a primeira semana de dezembro de 2025, houve crescimento de 58,9% na Agropecuária, equivalente a US$ 111,59 milhões na média diária. A Indústria Extrativa registrou alta de 42,8% (US$ 103,3 milhões), enquanto a Indústria de Transformação aumentou 11,3% (US$ 84,28 milhões).

Nas importações, também houve expansão. A Agropecuária cresceu 13,3% (US$ 3,01 milhões), a Indústria Extrativa avançou 33,3% (US$ 12,88 milhões) e os produtos da Indústria de Transformação tiveram alta de 14,1% (US$ 126,07 milhões) na média diária.





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ICAP aponta margens fortes e custos historicamente baixos neste ano


2025 segue como um dos anos de menor custo impulsionado pela supersafra de grãos, maior oferta de coprodutos e preços mais estáveis. O custo por arroba permanece competitivo, garantindo margens superiores a R$ 930 por cabeça nas duas regiões

Em novembro de 2025, o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) apresentou comportamentos distintos entre as duas principais regiões produtoras do país. No Centro-Oeste, o índice fechou em R$ 12,53, queda de 2,64% em relação a outubro. Já no Sudeste, o ICAP foi de R$ 12,28, registrando um leve aumento no comparativo mensal. A dinâmica reflete condições regionais específicas. O Centro-Oeste segue beneficiado por uma oferta mais ampla de grãos e coprodutos, além de melhor logística interna no período pós-colheita. No Sudeste, por outro lado, o leve aumento está ligado à menor disponibilidade regional de milho, ao encarecimento dos fretes e ao reposicionamento das indústrias de ingredientes proteicos.

Visão trimestral dos insumos por Região 

Centro-Oeste

A redução do ICAP na região Centro-Oeste foi influenciada principalmente pelos alimentos volumosos, que apresentaram queda de 11,77% em relação ao trimestre anterior. A dieta de terminação, etapa de maior custo dentro do ciclo produtivo, encerrou o período em R$ 1.097,51 por tonelada de matéria seca, leve recuo de 0,70%. Os insumos que exerceram maior pressão de baixa foram: silagem de milho (-26,38%), silagem de capim (-22,14%) e bagaço de cana (-13,99%).

Sudeste

No Sudeste, o aumento do ICAP foi impulsionado por elevações nos custos dos insumos proteicos (+3,80%) e volumosos (+2,26%). A dieta de terminação fechou novembro em R$ 1.160,81 por tonelada de matéria seca, alta de 0,69% no comparativo trimestral. Os principais insumos que contribuíram para essa elevação foram: silagem de milho (+7,29%), caroço de algodão (+5,77%), polpa cítrica (+4,06%), bagaço de cana (+1,78%) e DDG (+1,66%).

Porteira pra Fora x Porteira pra Dentro

Na comparação com novembro de 2024, os custos nutricionais seguem significativamente mais baixos no Centro-Oeste, com queda de 16,74% no ICAP. No Sudeste, o movimento foi de leve ajuste, com retração anual de 1,21%. O dado reforça que, mesmo com oscilações recentes, o patamar de custos em 2025 permanece estruturalmente mais confortável, especialmente no Centro-Oeste.

A queda dos custos nutricionais em relação a 2024 é resultado de um conjunto de fatores estruturais que marcaram o ano de 2025. A supersafra de grãos — especialmente milho e soja — ampliou a oferta interna e reduziu a pressão sobre preços ao longo de todo o ano, derrubando o custo das bases energéticas e proteicas das dietas. Além disso, a indústria de coprodutos operou com maior regularidade e competitividade, favorecendo insumos como DDG, polpa cítrica, bagaço de cana e caroço de algodão. Somado a isso, a menor volatilidade cambial e a recomposição dos estoques nacionais contribuíram para estabilizar preços em patamares mais baixos. Todo esse conjunto fez de 2025 um ano estruturalmente mais barato para produzir arrobas no confinamento quando comparado a 2024.

O ano segue com margens ampliadas, impulsionadas pela elevação contínua da cotação da arroba do boi gordo. Com base no ICAP de novembro, é possível estimar o custo da arroba produzida e prever a margem do confinamento. A estimativa considera os valores médios observados nos clientes da Ponta Agro, disponíveis no Report de Confinamento: dias de cocho, arrobas produzidas e percentual da nutrição no custo total. Os custos estimados são de R$ 183,88 e R$ 194,93 por arroba produzida para Centro-Oeste e Sudeste, respectivamente — patamares que permitem lucros superiores a R$ 930,00 por cabeça* nas duas regiões, considerando apenas o preço de balcão.

Para ampliar as margens, além de melhorar a eficiência produtiva, o pecuarista deve buscar bonificações junto aos frigoríficos. Atualmente, o diferencial de preço do Boi China em relação à cotação balcão varia entre R$ 5,00 e R$ 7,50, dependendo da região produtora. 

*Estimativa de lucratividade realizada com cotação de arroba balcão, sem a adição de bonificações por rastreabilidade, padrão de qualidade e protocolos de mercado.





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Cafeicultores do Estado do Rio estão entre os 150 melhores do Brasil no…


Os cafés especiais Dois Irmãos e Pelegrini surgiram a partir do projeto do Sebrae Rio voltado à produção de cafés de alta qualidade no Noroeste Fluminense

O Estado do Rio de Janeiro acaba de conquistar um marco histórico no cenário nacional dos cafés especiais. Dois produtores do Alto Noroeste Fluminense, dos municípios de Porciúncula e Varre-Sai, estão entre os 150 classificados no Coffee of the Year (COY) 2025, um dos mais importantes concursos de qualidade de café do país.

Os selecionados são o Café Dois Irmãos, de Fábio José Alves, de Porciúncula, e o Café Pelegrini, de Marcos Fernando Pelegrini, de Varre-Sai. Ambos são produtores artesanais e integram o grupo de quarenta produtores atendidos pelo projeto de agricultura familiar “Valorização de Cafés Especiais Fluminense”, desenvolvido pelo Sebrae Rio em parceria com prefeituras locais, sindicatos rurais, Emater-Rio e Senar-RJ.

Esse projeto vem transformando a cafeicultura regional ao introduzir técnicas inovadoras de colheita e pós-colheita e ao incentivar a participação dos produtores em feiras, festivais e concursos. Essa trajetória tem elevado o padrão de qualidade do café fluminense e consolidado novas marcas no cenário nacional. Hoje, o Alto Noroeste Fluminense já reúne mais de 30 marcas de cafés gourmet e especiais.

“Estar entre os 150 melhores cafés do país é um feito histórico para o Rio de Janeiro e reforça que o estado entrou, de fato, no mapa dos cafés especiais de alta performance. É reflexo de um trabalho consistente com foco em qualidade e construção de identidade territorial. Com isso, os cafés do Rio ganham visibilidade como produtos competitivos, premiáveis e alinhados às tendências do mercado nacional e internacional”, destaca Sergio Malta, diretor de Desenvolvimento do Sebrae Rio.

O Coffee of the Year acontece dentro da Semana Internacional do Café (SIC), o maior evento de café da América Latina, reunindo produtores de todo o país. Entrar para o ranking nacional já é, por si só, um selo de excelência, projetando os cafés classificados para compradores, torrefações, cafeterias e formadores de opinião do Brasil e do mundo.

Um dos destaques deste ano, o produtor Marcos Fernando Pelegrini celebra o reconhecimento. “É uma alegria enorme ver o nome do nosso café entre os melhores do Brasil. A gente vem se dedicando há anos, buscando sempre melhorar a qualidade, e esse resultado mostra que o esforço vale a pena. O apoio técnico do Sebrae e da Emater foi fundamental para chegarmos até aqui”, afirma.

Também emocionado com a conquista, Fábio José Alves, do Café Dois Irmãos, vê o resultado como a realização de um sonho familiar. “É o reconhecimento de um trabalho de muitos anos e que envolve muita gente – das equipes do projeto aos meus avós, que eram produtores de café e me ensinaram o ofício. Eles nunca tiveram uma terra; sempre trabalhamos como meeiros. Fui o primeiro da família a comprar um pedaço de chão e vi nos cafés especiais uma oportunidade de crescer e agregar valor ao meu produto. O Dois Irmãos é uma homenagem aos meus dois filhos”, conta.

A Semana Internacional do Café (SIC) 2025 acontece de 5 a 7 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). Durante o evento, as amostras finalistas estarão disponíveis nas Salas de Cupping, para degustação por compradores nacionais e internacionais. Os 15 cafés mais bem pontuados (dez arábicas e cinco canéforas) disputarão a etapa de voto popular, que definirá a classificação final e os grandes campeões.

A cerimônia de premiação do Coffee of the Year 2025 será realizada no dia 7 de novembro, às 15h, no Grande Auditório do Expominas, em Belo Horizonte.

“O Sebrae Rio seguirá acompanhando e impulsionando os produtores na jornada até a etapa final da competição, reforçando o compromisso de posicionar os cafés especiais fluminenses entre os mais valorizados do Brasil”, conclui o diretor Sergio.





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Brasil amplia importações de fertilizantes em 2025


O volume de fertilizantes importados pelo Brasil registrou queda em novembro de 2025, de acordo com dados oficiais do governo brasileiro. Segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros, o movimento é típico desta época do ano e segue o padrão sazonal histórico das compras nacionais.

No mês, o país importou cerca de 3,3 milhões de toneladas dos principais produtos¹, volume inferior ao observado entre agosto e outubro. “O comportamento das importações em 2025 está alinhado ao histórico: os maiores volumes ocorrem nos meses que antecedem a safra de verão. À medida que o ano avança, especialmente no final do segundo semestre, é natural vermos uma desaceleração”, explica o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías.

Apesar da queda mensal, o acumulado de janeiro a novembro de 2025 permanece acima dos níveis registrados em 2024, demonstrando a resiliência do mercado brasileiro. De acordo com Pernías, esse desempenho ocorreu mesmo diante de um cenário desafiador para os compradores. “Em boa parte do ano, as decisões de compra foram tomadas em meio a preços elevados, relações de troca pouco atrativas e preocupações relacionadas a conflitos, riscos de sanções e tarifas impostas pelos Estados Unidos”, afirma.

Outro ponto relevante observado pela StoneX é a mudança no perfil das aquisições. Com preços altos e oferta limitada de produtos como ureia e MAP, os importadores brasileiros intensificaram a compra de fertilizantes menos concentrados, como sulfato de amônio (SAM) e SSP, buscando alternativas mais econômicas para reduzir custos de produção.

Entre janeiro e novembro de 2025, as importações de ureia somaram 6,6 milhões de toneladas, cerca de 12% abaixo do registrado no mesmo período de 2024. Já as compras de SAM cresceram 31% no ano. “Esses números mostram uma clara mudança estratégica dos compradores, que passaram a priorizar produtos com melhor custo-benefício diante do cenário global”, conclui o analista.

¹Amônia, Ureia, SAM, NAM, dap, map, SSP, TSP, NP, Enxofre e KCl.





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Clima e câmbio determinam ritmo do milho no início da semana



Milho inicia a semana com viés de estabilidade



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Segundo análise divulgada nesta segunda-feira (8) pela Grão Direto, o mercado de milho iniciou a semana refletindo a interação entre a volatilidade externa e ajustes domésticos ligados ao clima e ao câmbio. Conforme o relatório, “o fechamento da última semana indicou certa fragilidade dos contratos”, influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do USDA e pelo movimento de queda observado nos grãos.

O documento aponta que, nos primeiros dias da semana, os preços internacionais tendem a permanecer sensíveis à formação de expectativas sobre a oferta global. O especialista afirma que o mercado deve manter “comportamento lateralizado ou levemente pressionado”, enquanto aguarda novos dados oficiais. Ainda assim, destaca que não está descartado “algum ajuste técnico intermediário”, sem indicar mudança de tendência.

No campo climático, o relatório afirma que esse fator tende a ganhar relevância com o avanço do calendário do milho de segunda safra. A análise registra “preocupações com janelas apertadas de plantio e condições irregulares em algumas regiões”, o que já vem sendo incorporado às curvas futuras brasileiras como “prêmio de risco”.

A percepção de possíveis atrasos ou necessidade de substituição de área na segunda safra cria um elemento de sustentação para os preços, apesar de a colheita atual e dos estoques oferecerem algum alívio no curto prazo. Segundo a análise, o mercado começa a testar cenários em que a oferta de 2026 possa ser menos confortável, tornando o preço mais sensível às previsões meteorológicas e às oscilações cambiais nas próximas semanas.

O especialista avalia que o milho inicia a semana com viés de estabilidade. Ele afirma que o setor mantém o “radar ligado para o clima e os próximos dados do USDA”, ressaltando que a combinação entre pressão externa e preocupação com a safrinha de 2026 sustenta as curvas futuras e limita recuos mais intensos.





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Queda prevista na safra europeia de grãos em 2026


A projeção inicial para a safra de 2026 indica redução na produção total de grãos na União Europeia e no Reino Unido, com estimativa de 296,7 milhões de toneladas. O volume fica abaixo das 306,6 milhões de toneladas colhidas em 2025, em um movimento atribuído ao retorno dos rendimentos a patamares considerados normais após um ano de resultados excepcionais.

A produção de trigo, excluindo o trigo duro, deve alcançar 143,9 milhões de toneladas, frente às 147,5 milhões registradas no ano anterior. A expectativa de queda nos rendimentos ocorre apesar das chuvas recentes, que favoreceram a umidade do solo e garantiram bom desenvolvimento das lavouras antes do inverno. As áreas destinadas ao cereal tendem a ficar ligeiramente maiores que as do ciclo anterior.

No caso da cevada, a previsão aponta recuo para 58,2 milhões de toneladas, ante 63,2 milhões em 2025. A entidade destaca que o declínio é reflexo direto de produtividades menores, com destaque para a Espanha, que teve desempenho atípico no ano anterior, e para o Reino Unido, onde a área cultivada deve diminuir.

O milho aparece como uma das poucas culturas com recuperação esperada após a seca que afetou 2025. Mesmo assim, a área tende a seguir em retração, já que muitos produtores se frustraram com os resultados recentes e devem migrar para outras alternativas de primavera, como girassol e soja, especialmente nos países balcânicos e na França. Caso o cenário se confirme, a região terá reduzido em cerca de 15% sua área de milho desde 2020. A produção prevista é de 58,9 milhões de toneladas, ligeiramente acima das 57,1 milhões do ciclo anterior.

Para a canola, a projeção é de 21,8 milhões de toneladas, repetindo o desempenho de 2025. A queda nos rendimentos deve ser compensada pela ampliação do plantio, que passa de 7,1 milhões para 7,5 milhões de hectares, movimento impulsionado pelos preços atrativos durante a janela normal de semeadura.

 





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