quinta-feira, março 12, 2026

Política & Agro

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Exportações de milho recuam 30% em novembro



MT exporta menos milho e prioriza mercado doméstico



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (8), os dados da Secretaria de Comércio Exterior referentes a novembro de 2025 mostram que Mato Grosso embarcou 2,77 milhões de toneladas de milho no período. O volume representa queda de 30,92% em relação a outubro e recuo de 9,60% frente ao mesmo mês do ano anterior. De acordo com o instituto, “no acumulado da temporada 2024/25, de julho a novembro, o estado exportou 16,46 milhões de toneladas, queda de 13,08% em relação ao mesmo período de 2024”.

O Imea aponta que a redução está ligada ao aumento da oferta global do cereal, impulsionado pelo crescimento da produção projetado em países que vêm registrando bom desempenho na atual temporada. O instituto avalia que, apesar do menor volume exportado, houve elevação mensal tanto na paridade de exportação quanto na CME Group, com altas de 4,72% e 2,10%.

O levantamento destaca ainda que, mesmo com essas variações, o mercado interno se manteve mais competitivo. Conforme o Imea, “diante da maior firmeza do mercado doméstico, o preço da saca em Mato Grosso permaneceu mais atrativo que o valor praticado no mercado externo”, o que levou produtores a direcionar as vendas ao mercado interno.





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Instabilidades elevam risco de alagamentos no fim de semana


De acordo com informações do Meteored, um ciclone extratropical atua sobre a Região Sul e provoca chuvas intensas, tempestades, rajadas de vento e queda de granizo em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O sistema, somado ao transporte de umidade da Região Norte, deve manter o avanço de precipitações no centro-sul do país nos próximos dias, com acumulados que podem ultrapassar 200 milímetros no oeste do Paraná até domingo (14).

O Meteored informa que, na quinta-feira (11), o tempo volta a ficar firme, com muitas nuvens no Sul e em São Paulo. Chuvas fracas e isoladas ainda são previstas no Centro-Oeste e no Rio de Janeiro, enquanto em Minas Gerais e Espírito Santo podem ocorrer pancadas de chuva à tarde. As rajadas de vento permanecem acima dos 60 km/h no Sudeste e no leste do Sul, podendo atingir 90 km/h no litoral norte do Rio Grande do Sul e no leste de Santa Catarina.

A partir da sexta-feira (12) pela manhã, o Meteored aponta que um novo fluxo de umidade da Região Norte intensifica novamente as chuvas no Sul, com possibilidade de elevados volumes em curto período e tempestades isoladas. As áreas com maior risco incluem Mato Grosso do Sul, Paraná — especialmente a faixa oeste — e São Paulo. Minas Gerais também pode registrar pancadas isoladas.

A tendência para o fim de semana, segundo o Meteored, é de intensificação das instabilidades em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Sudeste, devido ao fortalecimento do fluxo de umidade. Entre sábado (13) e domingo (14), são esperadas chuvas intensas e tempestades, principalmente entre a tarde e o início da noite, com risco de alagamentos em áreas urbanas.

O centro-sul do país deve registrar acumulados acima de 100 milímetros até o fim de semana. Até as 21h de domingo (14), os volumes ultrapassam 120 milímetros no centro-sul do Rio Grande do Sul, norte de Santa Catarina, Paraná, centro-sul de São Paulo e centro-leste de Mato Grosso do Sul, com destaque para o oeste paranaense, onde podem atingir 200 milímetros. Entre os acumulados previstos, o Meteored aponta 122 mm em Dourados, 110 mm em Presidente Prudente, 126 mm em Bauru, 183 mm em Ourinhos, 173,4 mm em Itapeva, 120,5 mm em Itaiópolis, 120,3 mm em Luiz Alves, 214,7 mm em Maringá, 223,8 mm em Campo Mourão, 178,2 mm em Cianorte e 187,4 mm em Colorado. O Meteored ressalta que o solo saturado aumenta o risco de alagamentos e deslizamentos.





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Milho verão se aproxima da conclusão com 98,8% da área plantada



A produtividade média esperada é de 187 sacas por hectare



Foto: Nadia Borges

O plantio do milho verão no Oeste da Bahia praticamente se encerrou, atingindo 98,8% dos 120 mil hectares previstos para a safra 2025/26, conforme levantamento da Aiba. A janela de plantio foi marcada por variações climáticas entre microrregiões, mas não impediu o avanço do calendário agrícola.

A produtividade média esperada é de 187 sacas por hectare, com uma produção estimada em 1,346 milhão de toneladas, volume 14,3% superior ao da safra anterior. A expansão de área reflete um cenário de maior confiança no cereal, impulsionado por preços e pela demanda interna.

Nas áreas mais precoces, os produtores já direcionam esforços ao controle de pragas, como lagartas do gênero Spodoptera e cigarrinhas, estas últimas associadas aos enfezamentos que comprometem o desempenho das lavouras. A Aiba recomenda adoção de práticas integradas de manejo para reduzir os impactos desses agentes.

A comercialização da safra 2025/26 atingiu 38% até o fim de novembro, com valor médio de R$ 62,00 por saca. Apesar de ainda abaixo do pico da temporada anterior, o desempenho reflete estabilidade de mercado e boas perspectivas.

Outro ponto de destaque é o milho irrigado (segunda safra), que teve sua estimativa de área revista de 25 mil para 75 mil hectares com base em dados geoespaciais validados pela Aiba, mantendo produtividade média de 190 sacas por hectare e produção estimada em 855 mil toneladas.

 





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Clima favorece produção de algodão na Bahia



Até o início de dezembro, o ritmo de plantio seguia dentro da janela



Foto: Canva

A semeadura do algodão na Bahia já cobre aproximadamente 20% dos 403 mil hectares previstos para a safra 2025/26. De acordo com a Aiba, as condições climáticas atuais são favoráveis ao avanço das operações nos próximos dias.

Em relação à safra passada, houve uma redução de 2,4% na área total cultivada, reflexo de ajustes estratégicos dos produtores diante das oscilações de mercado e custo de produção. A produção estimada é de 2,006 milhões de toneladas, mantendo produtividade média em 332 arrobas por hectare.

A estabilidade no rendimento, apesar da redução de área, pode ser atribuída à maior tecnificação e ao planejamento agronômico nas regiões produtoras, como Luís Eduardo Magalhães e São Desidério, que concentram boa parte da produção estadual.

Até o início de dezembro, o ritmo de plantio seguia dentro da janela recomendada, o que favorece o bom estabelecimento da cultura e reduz riscos com pragas iniciais. A atenção dos produtores está voltada ao manejo adequado de solo e à nutrição inicial da lavoura. A expectativa é de que, com o avanço das chuvas e boas práticas de manejo, a cultura mantenha desempenho técnico semelhante ao das últimas safras, contribuindo para a balança comercial e a dinâmica econômica regional.





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Ciclone deixa 2 milhões sem energia em São Paulo


De acordo com informações da Agência Brasil, parte do estado de São Paulo teve o fornecimento de energia interrompido após a passagem de um ciclone extratropical desde terça-feira (9). A Enel informou que 2.052.401 clientes na Região Metropolitana de São Paulo foram afetados.

Segundo a concessionária, “por causa dos ventos, em alguns pontos a rede elétrica é atingida por objetos e galhos, o que prejudica o fornecimento, além da queda de árvores”. A empresa destacou que, em São Paulo, a velocidade dos ventos alcançou 96,3 km/h, conforme dados da Defesa Civil. Segundo a Agência Brasil, o Corpo de Bombeiros registrou 514 chamados para queda de árvores na manhã desta quarta-feira (10). A distribuidora afirmou ter mobilizado 1,3 mil equipes para restabelecer o fornecimento nas áreas atendidas.

A Defesa Civil do Estado emitiu alerta para fortes rajadas de vento no fim da manhã desta quarta. Em comunicado nas redes sociais, o órgão ressaltou: “Ontem [terça-feira] o destaque foi para fortes chuvas. Hoje [quarta-feira] o destaque é para as fortes rajadas de vento que atingem todo o estado de São Paulo”. Os avisos vêm sendo reiterados desde o início da semana, quando o ciclone extratropical avançou pela região.

Segundo a Agência Brasil, a Defesa Civil registrou quedas de árvores em diversos municípios, entre eles Vera Cruz, Guareí, Ribeirão Bonito, Caieiras, Ferraz de Vasconcelos, Araçatuba, Matão, Redenção da Serra, Vargem Grande Paulista, Fernandópolis, Osasco, Guaratinguetá, Botucatu, Santa Cruz do Rio Pardo, Elisiário, Ibaté, Biritiba, Guapiara, Oscar Bressane e Barra Bonita. O Instituto Butantan informou o fechamento do Parque de Ciência devido às rajadas de vento registradas nesta quarta-feira.





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Superior Tribunal de Justiça restringe direito de preferência em arrendamentos rurais


Decisão da Terceira Turma afirma que apenas o arrendatário que exerce atividade rural pessoal e diretamente é que possui assegurado o direito de preferência na compra do imóvel, reforçando a importância de contratos bem elaborados no setor

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou, em recente julgamento do Recurso Especial n.º 2.140.209/SP, entendimento com grande impacto nas relações contratuais agrárias no país, especialmente, no tocante aos contratos de arrendamento rural. Segundo a decisão, o arrendatário que não possui perfil de homem do campo, ou seja, que não exerce pessoal e diretamente a atividade rural, não tem direito de preferência na aquisição do imóvel.

Ao relatar o caso, o ministro responsável destacou que o STJ já havia reconhecido, em decisões anteriores, que a mera existência de um contrato de arrendamento não garante automaticamente o direito de preferência ao arrendatário. O advogado da HBS Advogados, Roberto Bastos Ghigino, esclarece que, de acordo com o voto, o Estatuto da Terra condiciona esse benefício à figura do trabalhador rural que efetivamente cultiva a terra e cumpre sua função social. “Ainda, segundo o relator, a regulamentação do Estatuto reforça essa interpretação ao atribuir seus benefícios apenas aos que exploram a atividade rural de maneira pessoal, direta e eficiente. Nessa linha, o relator concluiu que, na ausência do direito de preferência, deve prevalecer a livre concorrência entre interessados, ficando o imóvel com quem apresentar a melhor proposta financeira”, detalha.

A decisão, embora não tenha caráter vinculante, acende um alerta no setor. Especialistas ressaltam que o posicionamento pode sinalizar uma tendência de restringir a aplicação das normas cogentes do direito agrário apenas aos produtores considerados hipossuficientes, aqueles que trabalham diretamente a terra, deixando de lado a ideia central do Estatuto da Terra, que é garantir a continuidade da exploração agrícola, a função social da propriedade e, em última instância, a segurança alimentar.

Nesse cenário, Ghigino alerta que “cresce a importância de contratos bem redigidos para assegurar direitos e evitar controvérsias. No próprio caso analisado pelo STJ, o desfecho poderia ser diferente caso o contrato de arrendamento previsse expressamente o direito de preferência do arrendatário, independentemente da aplicação das regras do Estatuto”, refere. A recomendação vale também para outros direitos previstos na legislação agrária, como o de retenção por benfeitorias e o de renovação automática do contrato, que podem ser reforçados por cláusulas contratuais claras e específicas.





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Exportações de algodão crescem e retomam ritmo



China volta a liderar compra de algodão de MT



Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (8), os primeiros meses do ciclo de exportações da safra 2024/25 apresentaram “volumes mais baixos registrados nos últimos anos”. No entanto, o instituto afirma que novembro de 2025 interrompeu essa tendência, ao registrar “o segundo maior volume para um mês em toda a série histórica para as exportações nacionais”, ficando atrás apenas de janeiro de 2025.

O Imea destaca que Mato Grosso respondeu por 58,37% dos embarques nacionais no período, com 234,93 mil toneladas. O relatório aponta ainda que “a China voltou a liderar as exportações de algodão do estado, com 52,48 mil t”, fato que não ocorria desde novembro de 2024.

Por fim, o documento da Secex indica “perspectiva positiva em relação ao cenário futuro da demanda pelo algodão mato-grossense”, após um início de ciclo mais lento, e reforça a expectativa de um novo recorde nas exportações de pluma.





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Mercado do boi registra estabilidade e alta nas exportações



Oeste da Bahia tem alta no boi gordo



Foto: Pixabay

De acordo com a análise divulgada nesta terça-feira (9) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou estabilidade nas praças paulistas. O boletim aponta que “uma parte dos compradores estava com escalas prontas para o começo da segunda semana de janeiro e testavam preços menores, mas sem negócios concretizados”. As empresas que não contavam com escalas longas “mantinham as ofertas dentro das referências”, o que resultou em preços estáveis para todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, em 11 dias.

Na Bahia, o cenário variou conforme a região. No Sul do estado, parte da indústria ficou fora das compras e houve redução na oferta de bovinos, mas o informativo ressalta que “ainda sem alterar o preço de todas as categorias”. As escalas de abate estavam, em média, em cinco dias. No Oeste baiano, a retração dos vendedores reduziu a oferta e elevou em R$ 3,00/@ a cotação do boi gordo. Já a cotação da vaca e da novilha permaneceu inalterada.

Em Alagoas, a análise registra que não houve mudanças nos preços.

O boletim também destaca o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina in natura. Até a primeira semana de dezembro, o volume embarcado chegou a 76,7 mil toneladas, com média diária de 15,3 mil toneladas, “aumento de 59,1% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024”. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 13,4% na comparação anual.





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Mato Grosso cresce 4,5% e bate recorde de exportações



China volta a liderar compras e MT bate recorde



Foto: Divulgação

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (8), Mato Grosso registrou em novembro de 2025 o maior volume já exportado de carne bovina in natura, alcançando 112,81 mil toneladas em equivalente carcaça. O instituto afirmou que o resultado representa “alta de 4,52% em relação a outubro de 2025”. No acumulado de janeiro a novembro, o estado embarcou 867,72 mil TEC, o que corresponde a “acréscimo de 23,87% em relação ao mesmo período de 2024”, ano considerado recorde para as exportações mato-grossenses.

O Imea destacou que o desempenho foi impulsionado pelo aumento dos envios para China, Rússia e Chile. Segundo o instituto, esses países “ampliaram significativamente sua participação no total exportado” ao longo de 2025, reforçando a relevância do mercado externo para a cadeia produtiva estadual.

Para o instituto, o avanço nas exportações foi resultado da abertura de novos mercados e do ganho de competitividade do produto local. O relatório afirmou que esses fatores “permitiram ao estado atender uma demanda internacional aquecida”, consolidando Mato Grosso como principal fornecedor de carne bovina do país.





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Planejamento indica rota mais prudente para 2026



A digitalização também ganhou espaço


A digitalização também ganhou espaço
A digitalização também ganhou espaço – Foto: Pixabay

O agronegócio encerra 2025 diante de um cenário que mistura expectativas positivas e cautela, marcado por volatilidade nos custos, juros elevados e mudanças regulatórias. Esse ambiente reforça a necessidade de planejamento mais profundo, baseado em dados e alinhado às condições externas. A partir dessa leitura, a Horsch ajustou sua preparação para 2026 com foco em eficiência, testes de cenários e decisões sustentadas por indicadores concretos.

Segundo Stefan Vorwerk, a empresa incorporou aprendizados recentes para aprimorar gestão de estoques, capital de giro, previsão de demanda e qualidade. A ampliação do portfólio e o avanço em pesquisa e desenvolvimento reforçam a aposta em máquinas mais modernas, conectadas e voltadas à agricultura de alta performance, incluindo equipamentos autônomos já operando no país. A digitalização também ganhou espaço para elevar a eficiência industrial.

O acompanhamento das mudanças tributárias, ambientais e trabalhistas tem sido contínuo, em alinhamento com a matriz alemã. A proteção de recursos naturais integra a estratégia, com máquinas voltadas à economia de insumos, conservação do solo e redução de emissões. O plano de 2026 incorpora práticas de ESG, com atenção ao impacto ambiental, à valorização de colaboradores e ao fortalecimento de controles internos.

“O Brasil é estratégico para o Grupo Horsch, e o Paraná tem protagonismo nesses planos. A região oferece uma base industrial sólida, mão de obra qualificada e condições logísticas e fiscais favoráveis, o que nos levou a investir em um terreno de 400.000 m² em Curitiba, onde está localizada a nossa primeira fábrica no país. Esse investimento reflete nossa confiança de que o maior crescimento do Grupo Horsch nos próximos anos virá do Brasil. E temos certeza de que o Paraná é o lugar certo para isso”, conclui.

 





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