quinta-feira, março 12, 2026

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Ciclone traz risco de tempestades no início de dezembro


O desenvolvimento de um novo ciclone no Sul do Brasil deve provocar um período de chuvas intensas e tempestades no início da semana, segundo informações do Meteored. De acordo com a previsão, “o mês de dezembro vai iniciar com a formação de um novo ciclone entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai”, cujo desenvolvimento está previsto entre a noite de segunda-feira, 1º de dezembro, e a madrugada de terça-feira, 2.

O sistema será acompanhado por uma frente fria e deve gerar riscos de precipitações fortes nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No primeiro dia do mês, uma baixa pressão atmosférica começará a provocar instabilidades nos três estados do Sul, com exceção do extremo norte do Paraná, e também em áreas do Mato Grosso do Sul. Conforme o Meteored, “não há previsão de evento severo, mas sim riscos de tempestades isoladas” e possíveis transtornos, como alagamentos pontuais.

Durante a noite de segunda-feira, o ciclone passa a se organizar entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, concentrando as chuvas no Sul, porém sem previsão de impactos significativos. Na manhã de terça-feira, já estabelecido sobre o oceano Atlântico e próximo à costa sul-brasileira, o sistema direciona as instabilidades para o sul da Região Centro-Oeste, São Paulo, sul de Minas Gerais e norte do Paraná. Nesses locais, as precipitações podem ocorrer com intensidade moderada e acompanhadas por temporais. No norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, devem ocorrer apenas chuvas fracas e isoladas.

A intensidade aumenta no período da tarde, quando as chuvas passam a atingir também o Mato Grosso, o Mato Grosso do Sul, o sul de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e o Paraná. O Meteored aponta risco de tempestades, queda de granizo e transtornos como alagamentos. No litoral catarinense, são previstas chuvas fracas e maior nebulosidade. À noite, as instabilidades perdem força, tornando-se mais restritas ao Centro-Oeste e a Minas Gerais.

Na quarta-feira, 3 de dezembro, a manhã deve registrar chuvas fracas a moderadas em pontos isolados do Centro-Oeste, São Paulo e Minas Gerais. No entanto, a partir da tarde, a frente fria aumenta a umidade na região central do país e reforça a ocorrência de precipitações intensas, sobretudo no Sudeste e Centro-Oeste. “Especialmente no Espírito Santo”, afirma o Meteored, há possibilidade de tempestades, queda de granizo e novos transtornos.

A Região Sul, porém, já não estará mais sob influência direta do sistema, com previsão de tempo firme, nebulosidade variável e períodos de sol, além de chuvas fracas apenas no litoral. A projeção de acumulados até a noite de quarta-feira indica volumes distribuídos pelo centro-sul do país, com maiores registros no Mato Grosso, no centro-sul do Mato Grosso do Sul e no sudeste de Minas Gerais, onde podem alcançar 80 milímetros.





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Estufas asseguram produção de rúcula e abastecimento



Cultivo de rúcula avança com boa demanda no mercado



Foto: Pixabay

A produção de rúcula mantém ritmo estável em propriedades da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (27). Em Feliz, poucos produtores seguem investindo no cultivo em estufas para atender a um mercado já consolidado. Segundo o boletim, “são 10 ciclos de cultivo sucessivos por ano”, e o crescimento vegetativo está adequado devido às condições de clima ameno e úmido.

O excesso de umidade elevou a incidência de míldio e favoreceu a queima das folhas. Entretanto, o manejo preventivo e a ventilação das estufas têm assegurado a manutenção da qualidade. De acordo com o documento, “as folhas colhidas apresentam coloração verde intensa e boa aceitação de mercado”. A rúcula é comercializada em redes de supermercado e na Ceasa de Porto Alegre, com preços entre R$ 8,00 e R$ 10,00 a dúzia.

Em Vale Real, o cultivo também ocorre em ambiente protegido. A Emater/RS-Ascar relata que as plantas apresentam desenvolvimento adequado e condições fitossanitárias consideradas satisfatórias. A demanda permanece elevada, com registros de venda a R$ 15,00 a dúzia na Ceasa e entre R$ 25,00 e R$ 30,00 no comércio local.





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Safra de uvas avança com monitoramento fitossanitário


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (27) aponta avanço uniforme no desenvolvimento dos vinhedos no Rio Grande do Sul, com variações conforme a região e a finalidade produtiva.

Na área administrativa de Caxias do Sul, a Emater informa que os vinhedos da variedade Vênus cultivados na Costa do Rio das Antas, em Bento Gonçalves, estão na fase inicial de maturação. Segundo o boletim, “a previsão de início de colheita dos primeiros cachos para o consumo in natura é em início de dezembro”. A instituição destaca que a sanidade dos parreirais é considerada satisfatória, embora haja registros pontuais de míldio e botritis. Os agricultores concentram o manejo na desfolha e na poda verde, sobretudo nas variedades voltadas à produção de vinhos.

Em Frederico Westphalen, as videiras apresentam diferentes estágios. De acordo com o informativo, a variedade Vênus está “em plena maturação e colheita”, enquanto cultivares como Bordô, Niágara Rosada e Niágara Branca encontram-se em compactação de cachos. Outras variedades, como Seyve Villard, Carmem, Lorena e Itália, estão entre a fase de baga “ervilha” e o início da compactação. A Emater ressalta que há monitoramento constante de doenças típicas da primavera, como míldio, oídio e podridão-da-uva-madura. A variedade Vênus é comercializada a R$ 6,00 o quilo.

Na região de Santa Rosa, a cultura apresenta carga elevada de cachos e bagas bem formadas. O informativo registra ocorrência de antracnose e míldio, especialmente na Niágara Branca. Conforme a Emater, produtores experientes realizaram controle de inverno com calda sulfocálcica e seguem com aplicações de fungicidas e produtos cúpricos. A expectativa regional é de boa safra.

Na área de Soledade, as videiras estão em formação de bagas, com manejos voltados ao controle de antracnose e escoriose, favorecidas pelas noites frias. Em Encruzilhada do Sul, os vinhedos destinados à produção de vinhos finos e espumantes apresentam alto potencial produtivo. Segundo o boletim, isso ocorre “em razão das condições climáticas favoráveis”. O manejo fitossanitário segue calendário rigoroso, principalmente para as uvas europeias, mais suscetíveis a doenças fúngicas.





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Conab atinge 1 milhão de cestas entregues no país


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) marcou, na manhã de sexta-feira (28), a entrega de 1 milhão de cestas de alimentos destinadas a populações vulneráveis em todo o país. O ato, realizado na Unidade Armazenadora de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, destacou o papel da estatal no enfrentamento da fome e no apoio a grupos afetados por calamidades. Segundo a Conab, o local foi escolhido por ter se tornado “epicentro da maior operação logística de distribuição de alimentos do país”.

A cerimônia reuniu mais de 300 participantes, incluindo representantes de Cozinhas Solidárias que atuaram durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e beneficiários como quilombolas, indígenas e pescadores. Desde 2023, os investimentos para aquisição das cestas somam R$ 245 milhões, recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), operacionalizados pela Conab.

Desde 2023, a Conab tem atuado em diferentes regiões do país para atender diversos grupos em situação de vulnerabilidade, entre eles indígenas, pescadores, extrativistas, quilombolas, povos de terreiro, comunidades ciganas, catadores, assentados, acampados e atingidos por barragens, estiagens e enchentes. As entregas também abastecem cozinhas emergenciais, defesas civis e prefeituras. Cada cesta é destinada a uma família de quatro pessoas, o que corresponde a “aproximadamente 4 milhões de atendimentos no período ou 9,4 milhões de refeições”.

Durante o evento, a milionésima cesta foi entregue simbolicamente a representantes do público prioritário do programa, reforçando, conforme o texto, o compromisso de “assegurar o direito constitucional à alimentação”. Ainda na solenidade, um caminhão da Companhia foi carregado com 560 cestas, equivalentes a 12,3 toneladas de alimentos, com destino à coordenação regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em Passo Fundo.

Além do marco nas entregas, a Conab anunciou novos investimentos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). De acordo com o informativo, serão destinados R$ 79 milhões para compras da agricultura familiar voltadas ao abastecimento de cozinhas solidárias cadastradas no MDS, com prioridade para proteínas.





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Regiões produtoras registraram chuvas irregulares em novembro


O Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que as chuvas registradas entre 1º e 21 de novembro foram “irregulares e mal distribuídas” em áreas agrícolas do país. Segundo o documento, essa condição afetou a semeadura e o início do desenvolvimento dos cultivos de primeira safra em algumas regiões. Apesar disso, o boletim afirma que “a umidade no solo e as temperaturas máximas não tão elevadas favoreceram o avanço da semeadura”, inclusive no Matopiba, onde as precipitações aumentaram no final do período.

No Centro-Oeste, principal produtor de grãos do país, a Conab relata que o período chuvoso foi instável, com irregularidades que ainda mantinham “áreas com baixa umidade” no sudoeste de Mato Grosso, no Pantanal e em partes de Mato Grosso do Sul e Goiás. A estatal destaca, porém, que houve recuperação do armazenamento hídrico ao longo do mês, o que permitiu o avanço do plantio em regiões com maior capacidade de retenção de água no solo.

A irregularidade das precipitações também marcou a região do Matopiba. De acordo com o boletim, as chuvas se intensificaram apenas na terceira semana do mês, possibilitando a recuperação da umidade do solo em grande parte da área produtora. Ainda assim, a Conab observa que, em áreas da Bahia e do sudeste do Piauí, “os altos índices de precipitação do final do período não foram suficientes para elevar o armazenamento hídrico” a níveis adequados para a semeadura.

No Norte, a estatal registra que Rondônia, Pará e Tocantins sofreram com chuvas irregulares, mantendo baixa umidade em vários pontos, embora tenha ocorrido melhora gradual ao longo do mês. Em contraste, o Amazonas apresentou “chuvas frequentes e abundantes”, que contribuíram para manter o nível dos rios.

Na Região Sudeste, as precipitações foram melhor distribuídas, com maiores acumulados em São Paulo e no centro-sul de Minas Gerais. A Conab destaca que temperaturas mais baixas ajudaram a reduzir a perda de umidade no solo. Mesmo assim, ainda há áreas com baixa umidade no Triângulo, no Noroeste e no Norte de Minas.

O boletim informa que, no Sul, o início de novembro foi marcado por chuvas intensas, especialmente no oeste do Paraná, onde ocorreram “rajadas de vento, tornados e granizo”, resultando em danos às lavouras. Nas demais áreas da região, os acumulados foram menores, mas suficientes para sustentar o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. Para os cultivos de inverno, a Conab avalia que, apesar dos excessos de chuva, “o clima foi favorável para o andamento e a conclusão da colheita”.





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Ciclone extratropical traz riscos para regiões agrícolas durante o final de…


Fenômeno meteorológico deve atingir vários estados entre quinta-feira e domingo, trazendo riscos de chuvas intensas

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Um ciclone extratropical irá se formar na América do Sul e passará por diversas regiões agrícolas do Brasil entre quinta-feira e domingo. Segundo Maria Clara Sassaki, meteorologista da Tempo Ok, a formação do ciclone atinge primeiramente países vizinhos, como Uruguai, Paraguai e Argentina. No Brasil, a primeira região a ser atingida será a oeste do Rio Grande do Sul. “Entre quinta e sexta-feira, a área de instabilidade vai se movimentando pelo estado gaúcho. No mapa (abaixo), quanto mais vermelho, maior é o risco de chuva forte”, comenta Sassaki.

De sexta para sábado, a tempestade tende a se movimentar e atingir áreas de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. No domingo, o ciclone segue rumo ao oceano, reduzindo as instabilidades pelo país. No entanto, ainda pode gerar condições de mar agitado e prejudicar áreas portuárias do Sudeste e da região Sul. “Dessa forma, o alerta maior fica para esse período entre sexta e sábado. No final do sábado, as chuvas já vão reduzindo até que o ciclone se afaste e as chuvas se tornem mais pontuais”, explica Sassaki.

No entanto, até chegar a esse momento, as condições serão instáveis, com rajadas de vento, raios e possibilidade de granizo. “Pontualmente, os volumes são muito elevados e podem provocar transtornos, especialmente no Rio Grande do Sul. Conforme o sistema avança, as áreas do Sudeste e do Centro-Oeste também passarão por momentos de grande instabilidade”, detalha a meteorologista.

Veja na sequência das imagens, como será o avanço do ciclone pelo Brasil:

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Safra de pêssego avança no Rio Grande do Sul



Emater aponta avanço da colheita



Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (27) aponta avanço na colheita do pêssego em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com oferta crescente nos mercados e variações de preço conforme calibre e destino da fruta.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a Emater informa que “já há boa quantidade de frutas aos consumidores”, com preços mais acessíveis em função do aumento da oferta. Apesar disso, produtores relatam dificuldades na comercialização. A colheita segue concentrada nas variedades BRS Kampai, PS 25399 (cedo), Chimarrita, Fascínio, Serenata, White Delight e Charme, que registram “bom volume de produção” e preço médio de R$ 6,40/kg no Ceasa/Serra. Os frutos menores são vendidos a R$ 5,00/kg. A colheita de nectarina das variedades Mexicana, Bruna e Mina também começou, com valores semelhantes aos do pêssego.

Na região de Pelotas, foram colhidas as cultivares precoces Citrino e Bonão, descritas no boletim como de “excelente rendimento e qualidade”. A maturação uniforme deve concentrar a colheita em poucos dias. As variedades de ciclo médio apresentam desenvolvimento e sanidade dentro do esperado, e os produtores mantêm os tratamentos fungicidas preventivos. Há expectativa positiva caso a distribuição de chuvas permaneça regular até o fim da safra.

A Emater destaca que a mosca-das-frutas, principal praga da cultura, está sob controle com o uso de iscas tóxicas monitoradas por armadilhas. Mesmo assim, produtores manifestam insatisfação com os preços pagos pela indústria, que permanecem em R$ 2,10/kg para pêssegos tipo I e R$ 1,85/kg para tipo II, motivando mobilizações do setor.





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Diagnóstico técnico orienta manejo mais eficiente da soja



O diagnóstico também evidenciou a importância de reduzir áreas de solo exposto


O diagnóstico também evidenciou a importância de reduzir áreas de solo exposto
O diagnóstico também evidenciou a importância de reduzir áreas de solo exposto – Foto: Pixabay

A identificação detalhada das condições do campo tem papel central na definição de estratégias de manejo mais eficientes e duradouras. Segundo o engenheiro agrônomo Marcos Diones Sousa, uma avaliação recente apontou a presença de plantas daninhas perenes, sinal de falhas anteriores e de que o controle precisa ser mais direcionado. Ele observa que esse tipo de ocorrência exige o uso de herbicidas sistêmicos ou misturas específicas aplicadas no momento adequado, medida essencial para evitar rebrote e aumentar a eficiência operacional.

O diagnóstico também evidenciou a importância de reduzir áreas de solo exposto e fortalecer a cobertura vegetal, prática que contribui para diminuir a reinfestação e o banco de sementes. Para o agrônomo, a análise criteriosa, apoiada em conhecimento técnico e visão comercial ajustada à realidade do produtor, é o caminho para elevar a consistência do manejo.

Sua experiência no setor reforça a ideia de transformar informação técnica em resultados práticos. Isso envolve identificar corretamente os desafios presentes na área, propor soluções que combinem tecnologia, manejo e viabilidade econômica, garantir eficiência no controle dentro do sistema produtivo e orientar decisões que influenciam diretamente a rentabilidade. 

Ele destaca que o manejo inteligente depende de diagnóstico preciso, planejamento estruturado e acompanhamento contínuo. Cada visita ao campo passa a ser vista como uma oportunidade de antecipar problemas, ajustar estratégias e converter dados em soluções aplicáveis. As informações foram divulgadas em seu perfil no LinkedIn.

 





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Demanda firme sustenta preços no mercado de feijões



No feijão-preto, o cenário permaneceu semelhante ao das últimas semanas


No feijão-preto, o cenário permaneceu semelhante ao das últimas semanas
No feijão-preto, o cenário permaneceu semelhante ao das últimas semanas – Foto: Canva

A semana foi marcada por maior movimentação no mercado de feijões, com destaque para a região de Paranapanema e Itaí, em São Paulo. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a demanda pelo feijão-carioca ganhou ritmo e trouxe um ponto de equilíbrio momentâneo às negociações. Os valores ficaram próximos de R$ 240 por saca ao produtor, com prazos de pagamento entre 15 e 30 dias. O comportamento indica estabilidade, embora ainda reflita a postura de compradores que testam alternativas diante da oferta limitada.

No feijão-preto, o cenário permaneceu semelhante ao das últimas semanas. As negociações seguiram entre R$ 130 e R$ 150 por saca de 60 quilos, variando conforme a qualidade e a urgência de cada operação. O mercado avança em ritmo moderado, mas com firmeza suficiente para sustentar as referências dentro desse intervalo.

O feijão-rajado continua com poucos negócios em Minas Gerais. Há conversas em andamento, porém sem volume capaz de firmar uma referência mais sólida. Os preços giram em torno de R$ 190 a R$ 200 FOB Goiás e Minas Gerais, o que evidencia a sensibilidade das condições atuais. Parte do produto permanece estocada com exportadores que não encontraram espaço para escoar todo o volume produzido neste ano.

O comportamento da semana reforça características típicas do período de entressafra, no qual a maior oferta tende a estabilizar as cotações e alongar prazos. O mercado segue operando com cautela e atenção redobrada, especialmente diante da expectativa de estoques mínimos para o Feijão-carioca. As informações foram divulgadas na última sexta-feira.

 





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Escalada global do enxofre pressiona mercado



O analista destaca que a mudança é considerada estrutural


O analista destaca que a mudança é considerada estrutural
O analista destaca que a mudança é considerada estrutural – Foto: Canva

Os preços globais do Enxofre registram uma forte escalada e alteram a dinâmica do mercado de fosfatados. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o avanço acumulado em 11 meses supera 170%, levando o produto de US$ 90 por tonelada em 2024 para valores acima de US$ 500. O movimento provoca preocupação entre fabricantes de fertilizantes, já que o insumo é essencial para a produção de fosfatados.

O analista destaca que a mudança é considerada estrutural, marcada por alterações relevantes no fluxo global, como a passagem da Rússia de exportadora para importadora em setembro. Esse deslocamento é visto como um sinal de ruptura, capaz de impactar diretamente segmentos específicos, entre eles o de produtos como o Super 5.

No Brasil, o mercado de fósforo segue duas direções distintas. Enquanto os fosfatados de alta concentração apresentam queda consistente nas últimas semanas, os de baixa concentração avançam gradualmente. A retração do MAP desde agosto já supera US$ 100 por tonelada, contrastando com o encarecimento dos produtos de menor concentração. O movimento é associado a uma forte antecipação de compras, com mais de 1,4 milhão de toneladas de supersimples já negociadas para as safras de 2026 e 2027, volume considerado expressivo em relação ao ano anterior.

Com a safra 2025/26 praticamente definida em termos de aquisição de fertilizantes, o planejamento volta-se agora ao milho safrinha e à soja do próximo ciclo. Souza reforça que o comportamento do enxofre permanece central no radar do setor, por sua importância como matéria-prima e por seus efeitos sobre outras cadeias ligadas aos fosfatados.

 





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