quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Ciclone deixa 2 milhões sem energia em São Paulo


De acordo com informações da Agência Brasil, parte do estado de São Paulo teve o fornecimento de energia interrompido após a passagem de um ciclone extratropical desde terça-feira (9). A Enel informou que 2.052.401 clientes na Região Metropolitana de São Paulo foram afetados.

Segundo a concessionária, “por causa dos ventos, em alguns pontos a rede elétrica é atingida por objetos e galhos, o que prejudica o fornecimento, além da queda de árvores”. A empresa destacou que, em São Paulo, a velocidade dos ventos alcançou 96,3 km/h, conforme dados da Defesa Civil. Segundo a Agência Brasil, o Corpo de Bombeiros registrou 514 chamados para queda de árvores na manhã desta quarta-feira (10). A distribuidora afirmou ter mobilizado 1,3 mil equipes para restabelecer o fornecimento nas áreas atendidas.

A Defesa Civil do Estado emitiu alerta para fortes rajadas de vento no fim da manhã desta quarta. Em comunicado nas redes sociais, o órgão ressaltou: “Ontem [terça-feira] o destaque foi para fortes chuvas. Hoje [quarta-feira] o destaque é para as fortes rajadas de vento que atingem todo o estado de São Paulo”. Os avisos vêm sendo reiterados desde o início da semana, quando o ciclone extratropical avançou pela região.

Segundo a Agência Brasil, a Defesa Civil registrou quedas de árvores em diversos municípios, entre eles Vera Cruz, Guareí, Ribeirão Bonito, Caieiras, Ferraz de Vasconcelos, Araçatuba, Matão, Redenção da Serra, Vargem Grande Paulista, Fernandópolis, Osasco, Guaratinguetá, Botucatu, Santa Cruz do Rio Pardo, Elisiário, Ibaté, Biritiba, Guapiara, Oscar Bressane e Barra Bonita. O Instituto Butantan informou o fechamento do Parque de Ciência devido às rajadas de vento registradas nesta quarta-feira.





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Superior Tribunal de Justiça restringe direito de preferência em arrendamentos rurais


Decisão da Terceira Turma afirma que apenas o arrendatário que exerce atividade rural pessoal e diretamente é que possui assegurado o direito de preferência na compra do imóvel, reforçando a importância de contratos bem elaborados no setor

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou, em recente julgamento do Recurso Especial n.º 2.140.209/SP, entendimento com grande impacto nas relações contratuais agrárias no país, especialmente, no tocante aos contratos de arrendamento rural. Segundo a decisão, o arrendatário que não possui perfil de homem do campo, ou seja, que não exerce pessoal e diretamente a atividade rural, não tem direito de preferência na aquisição do imóvel.

Ao relatar o caso, o ministro responsável destacou que o STJ já havia reconhecido, em decisões anteriores, que a mera existência de um contrato de arrendamento não garante automaticamente o direito de preferência ao arrendatário. O advogado da HBS Advogados, Roberto Bastos Ghigino, esclarece que, de acordo com o voto, o Estatuto da Terra condiciona esse benefício à figura do trabalhador rural que efetivamente cultiva a terra e cumpre sua função social. “Ainda, segundo o relator, a regulamentação do Estatuto reforça essa interpretação ao atribuir seus benefícios apenas aos que exploram a atividade rural de maneira pessoal, direta e eficiente. Nessa linha, o relator concluiu que, na ausência do direito de preferência, deve prevalecer a livre concorrência entre interessados, ficando o imóvel com quem apresentar a melhor proposta financeira”, detalha.

A decisão, embora não tenha caráter vinculante, acende um alerta no setor. Especialistas ressaltam que o posicionamento pode sinalizar uma tendência de restringir a aplicação das normas cogentes do direito agrário apenas aos produtores considerados hipossuficientes, aqueles que trabalham diretamente a terra, deixando de lado a ideia central do Estatuto da Terra, que é garantir a continuidade da exploração agrícola, a função social da propriedade e, em última instância, a segurança alimentar.

Nesse cenário, Ghigino alerta que “cresce a importância de contratos bem redigidos para assegurar direitos e evitar controvérsias. No próprio caso analisado pelo STJ, o desfecho poderia ser diferente caso o contrato de arrendamento previsse expressamente o direito de preferência do arrendatário, independentemente da aplicação das regras do Estatuto”, refere. A recomendação vale também para outros direitos previstos na legislação agrária, como o de retenção por benfeitorias e o de renovação automática do contrato, que podem ser reforçados por cláusulas contratuais claras e específicas.





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Exportações de algodão crescem e retomam ritmo



China volta a liderar compra de algodão de MT



Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (8), os primeiros meses do ciclo de exportações da safra 2024/25 apresentaram “volumes mais baixos registrados nos últimos anos”. No entanto, o instituto afirma que novembro de 2025 interrompeu essa tendência, ao registrar “o segundo maior volume para um mês em toda a série histórica para as exportações nacionais”, ficando atrás apenas de janeiro de 2025.

O Imea destaca que Mato Grosso respondeu por 58,37% dos embarques nacionais no período, com 234,93 mil toneladas. O relatório aponta ainda que “a China voltou a liderar as exportações de algodão do estado, com 52,48 mil t”, fato que não ocorria desde novembro de 2024.

Por fim, o documento da Secex indica “perspectiva positiva em relação ao cenário futuro da demanda pelo algodão mato-grossense”, após um início de ciclo mais lento, e reforça a expectativa de um novo recorde nas exportações de pluma.





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Mercado do boi registra estabilidade e alta nas exportações



Oeste da Bahia tem alta no boi gordo



Foto: Pixabay

De acordo com a análise divulgada nesta terça-feira (9) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou estabilidade nas praças paulistas. O boletim aponta que “uma parte dos compradores estava com escalas prontas para o começo da segunda semana de janeiro e testavam preços menores, mas sem negócios concretizados”. As empresas que não contavam com escalas longas “mantinham as ofertas dentro das referências”, o que resultou em preços estáveis para todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, em 11 dias.

Na Bahia, o cenário variou conforme a região. No Sul do estado, parte da indústria ficou fora das compras e houve redução na oferta de bovinos, mas o informativo ressalta que “ainda sem alterar o preço de todas as categorias”. As escalas de abate estavam, em média, em cinco dias. No Oeste baiano, a retração dos vendedores reduziu a oferta e elevou em R$ 3,00/@ a cotação do boi gordo. Já a cotação da vaca e da novilha permaneceu inalterada.

Em Alagoas, a análise registra que não houve mudanças nos preços.

O boletim também destaca o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina in natura. Até a primeira semana de dezembro, o volume embarcado chegou a 76,7 mil toneladas, com média diária de 15,3 mil toneladas, “aumento de 59,1% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024”. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 13,4% na comparação anual.





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Mato Grosso cresce 4,5% e bate recorde de exportações



China volta a liderar compras e MT bate recorde



Foto: Divulgação

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (8), Mato Grosso registrou em novembro de 2025 o maior volume já exportado de carne bovina in natura, alcançando 112,81 mil toneladas em equivalente carcaça. O instituto afirmou que o resultado representa “alta de 4,52% em relação a outubro de 2025”. No acumulado de janeiro a novembro, o estado embarcou 867,72 mil TEC, o que corresponde a “acréscimo de 23,87% em relação ao mesmo período de 2024”, ano considerado recorde para as exportações mato-grossenses.

O Imea destacou que o desempenho foi impulsionado pelo aumento dos envios para China, Rússia e Chile. Segundo o instituto, esses países “ampliaram significativamente sua participação no total exportado” ao longo de 2025, reforçando a relevância do mercado externo para a cadeia produtiva estadual.

Para o instituto, o avanço nas exportações foi resultado da abertura de novos mercados e do ganho de competitividade do produto local. O relatório afirmou que esses fatores “permitiram ao estado atender uma demanda internacional aquecida”, consolidando Mato Grosso como principal fornecedor de carne bovina do país.





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Planejamento indica rota mais prudente para 2026



A digitalização também ganhou espaço


A digitalização também ganhou espaço
A digitalização também ganhou espaço – Foto: Pixabay

O agronegócio encerra 2025 diante de um cenário que mistura expectativas positivas e cautela, marcado por volatilidade nos custos, juros elevados e mudanças regulatórias. Esse ambiente reforça a necessidade de planejamento mais profundo, baseado em dados e alinhado às condições externas. A partir dessa leitura, a Horsch ajustou sua preparação para 2026 com foco em eficiência, testes de cenários e decisões sustentadas por indicadores concretos.

Segundo Stefan Vorwerk, a empresa incorporou aprendizados recentes para aprimorar gestão de estoques, capital de giro, previsão de demanda e qualidade. A ampliação do portfólio e o avanço em pesquisa e desenvolvimento reforçam a aposta em máquinas mais modernas, conectadas e voltadas à agricultura de alta performance, incluindo equipamentos autônomos já operando no país. A digitalização também ganhou espaço para elevar a eficiência industrial.

O acompanhamento das mudanças tributárias, ambientais e trabalhistas tem sido contínuo, em alinhamento com a matriz alemã. A proteção de recursos naturais integra a estratégia, com máquinas voltadas à economia de insumos, conservação do solo e redução de emissões. O plano de 2026 incorpora práticas de ESG, com atenção ao impacto ambiental, à valorização de colaboradores e ao fortalecimento de controles internos.

“O Brasil é estratégico para o Grupo Horsch, e o Paraná tem protagonismo nesses planos. A região oferece uma base industrial sólida, mão de obra qualificada e condições logísticas e fiscais favoráveis, o que nos levou a investir em um terreno de 400.000 m² em Curitiba, onde está localizada a nossa primeira fábrica no país. Esse investimento reflete nossa confiança de que o maior crescimento do Grupo Horsch nos próximos anos virá do Brasil. E temos certeza de que o Paraná é o lugar certo para isso”, conclui.

 





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Ajuste financeiro marca início de 2025 no agro



Até junho, foram registrados 415 pedidos de recuperação judicial


Até junho, foram registrados 415 pedidos de recuperação judicial
Até junho, foram registrados 415 pedidos de recuperação judicial – Foto: Divulgação

O agronegócio inicia 2025 em um ambiente de margens mais apertadas, custos elevados e crédito seletivo, movimento que vem alterando a dinâmica entre produtores e financiadores. Esse quadro se reflete no avanço da recuperação judicial e na alta concentrada da inadimplência rural, segundo análise de Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócio, com base no boletim agro da Serasa Experian.

Até junho, foram registrados 415 pedidos de recuperação judicial, o equivalente a 73% de todo o volume de 2024, ritmo considerado histórico. A maior parte vem de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, estados com produção de larga escala e alta exposição a capital e risco climático. O movimento é liderado por arrendatários pressionados por custos fixos e por grandes produtores com elevado nível de alavancagem e investimentos de longo prazo. A recuperação judicial tem sido usada como instrumento de reorganização de passivos diante do cenário de maior pressão financeira.

A inadimplência também cresce, mas de forma seletiva. A taxa atingiu 8,1% da população rural no segundo trimestre, alta de 1,1 ponto percentual em relação ao ano anterior. Os maiores índices aparecem entre arrendatários, com 10,5%, e grandes produtores, com 9,2%, enquanto pequenos e médios permanecem abaixo da média. Para Cogo, os dados indicam um ajuste de ciclo marcado por juros mais altos, rentabilidade menor, maior rigor na concessão de crédito e uso crescente de mecanismos jurídicos formais, caracterizando um reposicionamento natural do mercado. “Os dados indicam que o agronegócio está passando por um ajuste de ciclo. Não é um colapso — é um reposicionamento natural do mercado”, conclui.

 





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Cesta básica ficou mais barata em 24 capitais


Segundo informações divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Dieese, o valor da cesta básica apresentou queda em 24 das 27 capitais brasileiras em novembro, quando comparado a outubro. As maiores reduções ocorreram em Macapá (-5,28%), Porto Alegre (-4,10%) e Maceió (-3,51%).

Os menores valores médios foram observados em capitais do Nordeste, como Aracaju (R$ 538,10) e Maceió (R$ 571,47), enquanto os maiores custos foram registrados em São Paulo (R$ 842,26) e Florianópolis (R$ 800,68). A composição da cesta varia entre as regiões, especialmente no Norte e Nordeste.

Além do custo absoluto, a pesquisa destaca o peso da cesta básica sobre o salário mínimo. Em São Paulo, são necessárias quase 122 horas de trabalho para adquirir os produtos, o que equivale a 59,91% do salário mínimo líquido. Em contraste, em Aracaju, esse percentual é de 38,32%, o menor entre as capitais analisadas.

A redução generalizada dos preços no varejo foi influenciada pela maior oferta de alimentos, impulsionada por fatores como safra recorde e boas condições de produção. O arroz agulhinha registrou queda em todas as capitais, variando de -10,27% em Brasília a -0,34% em Palmas.

O tomate também teve forte retração, com destaque para Porto Alegre (-27,39%). O leite integral e o açúcar apresentaram quedas em 24 capitais, reflexo da elevada oferta e da retração no mercado internacional, especialmente no caso do açúcar.

Outro destaque foi o café em pó, com queda em 20 capitais. Em São Luís, o preço recuou 5,09%. A boa produtividade e os preços anteriormente elevados contribuíram para o movimento de baixa no varejo.

Para a Conab, a queda nos preços reflete diretamente a colheita da maior safra agrícola da história do Brasil. “É mais economia no bolso do povo brasileiro”, afirmou o presidente da Conab, destacando que o consumidor já percebe o impacto de políticas públicas e da produção em larga escala nas gôndolas dos supermercados.





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Santa Catarina lança programa para aquicultura e pesca


O Governador Jorginho Mello lançou no dia 8 de dezembro, em Florianópolis, o Programa de Fortalecimento Aquícola e Pesqueiro, que será desenvolvido pela Epagri em parceria com a Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ). Com investimento superior a R$4,7 milhões, o programa marca a ampliação da Assistência Técnica e Extensão Pesqueira e Aquícola (ATEPA) e das pesquisas em pesca, que colocam Santa Catarina na vanguarda científica do setor.

Na oportunidade foram também foram entregues 14 kits de despesca, cada um no valor de R$ 59.541,00, e 18 tratores, avaliados em R$ 196.250,00 cada, para apoiar a pesca artesanal em diferentes regiões.

O presidente da Epagri, Dirceu Leite, reforçou o papel estratégico da empresa no novo ciclo de desenvolvimento da aquicultura e pesca catarinense. “Por meio desse programa vamos levar conhecimento e tecnologia para ajudar o pescador artesanal e o aquicultor a ampliar a renda da família, mas também mostrar que o estado é um grande produtor. Santa Catarina tem potencial para dobrar sua produção aquícola e ampliar de forma expressiva a maricultura, e esses investimentos são o primeiro passo para transformar esse potencial em realidade”, diz ele.

O programa está estruturado em três eixos: ampliação do quadro técnico, modernização da infraestrutura e capacitação contínua das equipes. Sua execução reforça o papel da Epagri como instituição central na produção de conhecimento, inovação e apoio direto aos pescadores e aquicultores. Só em 2026, a empresa deve contratar 33 novos profissionais: 29 extensionistas, dois pesquisadores e dois assistentes de pesquisa para ampliar a presença técnica no território catarinense.

Os investimentos incluem ainda quatro escritórios contêineres para uso municipal (R$1 milhão), 18 veículos novos (R$ 2 milhões), equipamentos eletrônicos (R$ 457 mil) e embarcações com motor e carreta para apoio à maricultura. Também será destinado R$1,64 milhão para modernizar duas unidades de pesquisa da Epagri: o Cedap, em Florianópolis, e o Cepit, em Itajaí.

Com o reforço dos investimentos, a Epagri amplia também sua atuação em pesquisa e inovação. Na aquicultura marinha, os trabalhos avançam no controle sanitário de moluscos, desenvolvimento de novas espécies, análises ambientais e sistemas de cultivo. Já na aquicultura continental, os pesquisadores investem no melhoramento genético da tilápia, na criação de protocolos de reprodução e em sistemas superintensivos de produção. As pesquisas em pesca fornece ao Estado a base científica necessária para orientar políticas de manejo e sustentabilidade.

Os impactos econômicos projetados são expressivos. Na maricultura, Santa Catarina possui hoje 542 áreas de cultivo registradas, das quais 279 estão produtivas. Com o fortalecimento da ATEPA, o Estado espera reativar 263 áreas, resultando em mais de 8 mil toneladas anuais de produção adicional e impacto econômico de R$ 40 milhões por ano. Na piscicultura, o objetivo é ampliar o percentual de produtores tecnificados de 7% para 20% e dobrar a produção estadual de 50 mil para 100 mil toneladas/ano, o que pode gerar impacto econômico extra de R$ 450 milhões anuais.

 





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Preços do trigo divergem entre estados



No Paraná, as cotações seguem em queda



Foto: Canva

De acordo com dados divulgados pelo Cepea, o mercado de lotes de trigo — que envolve negociações entre empresas — apresenta movimentos contrastantes. No Paraná, as cotações seguem em queda, pressionadas principalmente pelo aumento da disponibilidade interna do grão. Já em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os preços estão mais firmes, sustentados pela demanda do mercado consumidor.

No mercado de balcão, que considera os valores pagos diretamente aos produtores, a tendência é de baixa em quase todas as regiões acompanhadas, com exceção de Santa Catarina, onde os preços permanecem relativamente estáveis.

As movimentações internas são acompanhadas de alterações também no comércio exterior. Com o fim da colheita nacional, o Brasil retomou as exportações de trigo em novembro. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram exportadas 121,16 mil toneladas no mês — o maior volume desde março de 2025.

Por outro lado, as importações apresentaram retração. Em novembro, chegaram aos portos brasileiros 414,56 mil toneladas de trigo, o que representa uma queda de 22,4% em relação a outubro deste ano e de 2,6% frente ao mesmo período de 2024. É o menor volume registrado desde dezembro de 2023.

A dinâmica do mercado é reflexo de fatores sazonais e estruturais. De um lado, a disponibilidade doméstica amplia a pressão sobre os preços pagos ao produtor em algumas regiões. De outro, a demanda do setor moageiro sustenta as cotações em praças mais industrializadas.

 





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