quinta-feira, março 12, 2026

Política & Agro

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Incertezas pautam mercado da soja


No mercado da soja do Rio Grande do Sul, a combinação de incerteza produtiva e retenção de oferta sustenta a demanda portuária, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 132,14/sc semanal em Cruz Alta, salvo por Santa Rosa a R$ 136,00. Já em Panambi, o mercado físico apresentou manutenção, com o preço de pedra recuando para R$ 121,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Em Santa Catarina, mesmo com o plantio de soja finalizado, a instabilidade climática persiste como fator de preocupação após danos por granizo em novembro. “O porto registrou alta nos preços, enquanto o restante do estado permaneceu mais estável diante do foco total na logística. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,63 (+0,31%)”, completa.

A demanda da proteína animal garante base firme no Paraná, mas o mercado físico opera com cautela, ajustando prêmios e reduzindo agressividade nas origens. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,82 (-0,17%). Em Cascavel, o preço foi R$ 131,65. Em Maringá, o preço foi de R$ 130,95. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,22 por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 142,19. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul ampliou de forma agressiva sua área de grãos, mas a produtividade recuou diante do estresse hídrico. “A estratégia dominante passa a ser o armazenamento, com o produtor tentando segurar o físico diante de custos crescentes e incerteza no campo. A comercialização segue limitada, e os preços subiram pontualmente em Eldorado. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,82, Campo Grande em R$ 126,82, Maracaju em R$ 126,82, Chapadão do Sul a R$ 123,24, Sidrolândia a em R$ 126,82”, informa.

No Mato Grosso, a pressão logística e a proximidade da colheita criam um ambiente de comercialização defensivo, no qual armazenar o grão e segurar o volume físico torna-se a principal estratégia para evitar negociações em níveis deprimidos. “Campo Verde: R$ 122,68. Lucas do Rio Verde: R$ 118,72, Nova Mutum: R$ 118,72. Primavera do Leste R$ 122,68. Rondonópolis: R$ 122,68. Sorriso: R$ 118,72”, conclui.


 





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Farsul busca renegociação das dívidas de produtores rurais



Governo e setor rural negociam novas condições de crédito



Foto: Nadia Borges

O diretor vice-presidente da Farsul e presidente eleito, Domingos Velho Lopes, esteve em Brasília para defender a votação do Projeto de Lei 5.122/2023, já aprovado na Câmara dos Deputados e em análise no Senado Federal. Ele participou de agendas ao lado do governador Eduardo Leite e dos secretários Edvilson Brum e Pricilla Santana. O grupo se reuniu com o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues, para tratar do tema.

O projeto prevê a utilização de recursos do Fundo Social do pré-sal para refinanciar dívidas de produtores afetados por calamidades, com juros menores e prazos ampliados. A medida, segundo o texto, não altera o resultado primário da União.

No encontro, também foi discutida a Medida Provisória 1.314, que cria uma linha de crédito emergencial, mas “com regras que hoje restringem o acesso e não alcançam a maior parte dos produtores gaúchos”. A entidade já havia encaminhado ao governo federal documento em que aponta entraves à adesão e apresenta sugestões para ampliar o alcance da medida. O grupo também visitou o gabinete do senador Luiz Carlos Heinze, articulador na Comissão Mista responsável pela MP.





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Exportações do agro recuam em novembro, mas soja e carne bovina mantêm ritmo de alta


As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 13,4 bilhões em novembro de 2025, conforme dados divulgados pela consultoria Itaú BBA. O valor representa uma queda de 13% em relação a outubro, mas ainda um avanço de 6% frente ao mesmo mês do ano anterior. A retração mensal foi puxada principalmente pela desaceleração no volume de embarques de etanol, carnes e milho, apesar do desempenho positivo da soja e da celulose.

O complexo soja liderou as vendas externas no mês, com destaque para o grão, que teve embarques de 4,2 milhões de toneladas — um crescimento de 64% na comparação anual. A estabilidade no preço médio (US$ 435,5/t) favoreceu o aumento da receita, que atingiu US$ 1,83 bilhão. Já o farelo de soja apresentou alta modesta de 2,5% no volume exportado, mas com preços em queda de 18% em relação a novembro de 2024.

Na pecuária, a carne bovina in natura manteve desempenho expressivo. Foram 318,5 mil toneladas embarcadas, com aumento de 40% no volume frente ao mesmo mês do ano anterior. A receita somou US$ 1,75 bilhão, sustentada por um preço médio de US$ 5.508,8/t — 13% acima do registrado em novembro de 2024. Em contrapartida, houve queda nas vendas de carne de frango (-6,5% em volume) e de carne suína (-14%), ambas impactadas por menor demanda internacional.

O setor sucroenergético registrou retração em quase todos os seus segmentos. As exportações de etanol caíram 38% em volume e 32% em receita, mesmo com alta de 10% no preço médio (US$ 654/m³). O açúcar VHP teve queda de 4% em volume e 21% nos preços, enquanto o açúcar refinado cresceu 13% em embarques, mas com preços 22% mais baixos que no ano anterior.

Entre os cereais, o milho apresentou um avanço tímido de 6,4% no volume exportado, totalizando 5 milhões de toneladas. No entanto, a queda de 23% na receita mensal indica impacto da menor demanda e da alta concorrência internacional. O preço médio ficou em US$ 215,4/t, com ligeira alta de 5,5%.

Outro destaque positivo foi o algodão, com crescimento de 34% nos embarques em relação a novembro de 2024. A celulose também apresentou bom desempenho, com alta de 14% no volume exportado, totalizando 1,85 milhão de toneladas. Em contrapartida, o café verde registrou queda de 26% nos volumes e de 9% na receita.

No comércio bilateral, os Estados Unidos voltaram a registrar crescimento nas compras do agronegócio brasileiro após a retirada de tarifas de importação para diversos produtos, como carne bovina, café, frutas e sucos. Mesmo assim, o setor agro ainda acumulou queda de 57% nas vendas para os EUA em relação a novembro de 2024, com receita de US$ 643 milhões. A expectativa, segundo o Itaú BBA, é de recuperação gradual dos embarques nos próximos meses com a consolidação da isenção tarifária.

 





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Aumentar consumo de etanol em 21 estados: oportunidade para expansão do setor


O mercado interno brasileiro desponta como o principal vetor de crescimento do setor de etanol, diante da ampliação da produção do etanol de milho e da busca por novas frentes de consumo. A avaliação é do CEO da SCA BrasilMartinho Seiiti Ono, feita durante a live “Expansão do etanol de milho impulsiona novas oportunidades de consumo no Brasil”, transmitida nesta segunda-feira (3/11) pelos canais da SCA Brasil no YouTube e LinkedIn, e que contou com a participação do Presidente Executivo da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM)Guilherme Nolasco.

Ono destacou que 80% das vendas de etanol hidratado no País estão concentradas em apenas seis estados: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Esses estados reúnem 59% da frota nacional de veículos flex e neles, o consumo de etanol representa 36,6% do ciclo Otto.

A grande oportunidade de ampliação está nos demais 21 estados. Juntos eles respondem por 41% da frota flex, mas o etanol atinge apenas 10,1% do ciclo Otto, com cerca de 4 milhões de metros cúbicos do biocombustível comercializados.

“Há um espaço enorme a ser explorado dentro do próprio território nacional. O desafio é viabilizar logística e preço competitivo, para que o etanol chegue a todas as regiões com condições equilibradas de comercialização”, afirmou o executivo. Segundo ele, o mercado nacional ainda apresenta forte desigualdade tributária, com variação do ICMS entre 11,3% e 22%.

O presidente executivo da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), Guilherme Nolasco, concorda que a grande expansão no consumo virá do território brasileiro. “Não falta oportunidade para expandir o etanol no Brasil. O País tem todas as condições de avançar sobre novos mercados, especialmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste, que devem ganhar relevância com a reforma tributária e a reorganização logística do setor”, acrescentou.

O fator milho

Ono explica que comercializar todo o etanol adicional que virá da expansão da produção do biocombustível de milho, representaria vender o etanol em São Paulo a uma paridade de 57 ou 58%. “Seria uma ação predatória de preço, quando o ideal é preservar os seis estados que vendem bem e focar em um preço mais competitivo nos estados que não tem essa atratividade, com um benefício de manutenção de margem para o setor da ordem de R$ 15 bilhões por safra”.

O executivo lembra que o etanol hidratado ainda flutua com impostos diferentes em cada estado, um desafio logístico e tributário que precisa ser enfrentado. “A reforma tributária prevista a partir de 2027 poderá unificar essa cobrança, tornando o produto mais competitivo em todo o país. Temos potencial para dobrar as vendas de etanol nos estados com baixa competitividade, o que elevaria de 4 para 8 milhões de metros cúbicos a demanda anual pelo hidratado nesses estados e aumentaria a participação nacional do combustível no ciclo Otto para até 32%.”

A frota flex já soma 80% dos veículos leves brasileiros, o que reforça o potencial de ampliação do uso do combustível renovável. “A pujança do etanol de milho é importante e vai puxar a expansão do mercado. O mercado internacional é promissor, mas o grande potencial está dentro do Brasil. O mercado interno pode democratizar o consumo e tornar o etanol ainda mais competitivo”, destacou Ono.

De acordo com levantamento da SCA Brasil, entre 2005 e 2024 o Brasil inaugurou 32 novas usinas de etanol de milho, enquanto o número de usinas de cana praticamente se manteve estável com 141 abertas e 133 fechadas. O estudo também aponta que o crescimento do etanol de milho deve dobrar nos próximos anos, enquanto o etanol de cana tende a permanecer em patamar estável.

Para Ono, esse cenário confirma a necessidade de “desenvolver planos de ação específicos para aumentar as vendas de etanol hidratado nos estados sem competitividade, além de trabalhar políticas nacionais de preço e incentivos logísticos”, principalmente enquanto oportunidades como o SAF (combustível sustentável de aviação) e o BioBunker não forem viabilizadas comercialmente.

O exemplo do Mato Grosso

Segundo Nolasco, menos de 20% do etanol produzido no Mato Grosso é consumido dentro do próprio estado, o que demonstra a necessidade de reorganizar a distribuição nacional. “A reforma tributária vai mudar a cobrança para o destino, eliminando distorções e abrindo espaço para novos polos consumidores, como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, além de estados do Norte e Nordeste. O desafio será estruturar clusters logísticos eficientes para levar o etanol a essas regiões de forma competitiva”, alertou.

Ele também salientou o papel do milho na nova geografia do biocombustível. Segundo o dirigente, o milho é mais democrático e está alcançando o território nacional com projetos no Nordeste, Norte e no Sul do Brasil, evidenciando que o etanol está diversificando sua base de produção. Conforme Nolasco, o avanço da produtividade e da tecnologia deve elevar o rendimento para 455 litros de etanol por tonelada de milho, ampliando a eficiência industrial.

Os dados da SCA Brasil indicam ainda que cada ponto percentual a mais na participação do hidratado no ciclo Otto corresponde a um aumento de 742 mil m³ de etanol consumido. Em simulações para 2030, a participação do etanol hidratado poderia chegar a até 32% do ciclo Otto, caso o País mantenha um crescimento de 1,5% ao ano e amplie o uso do biocombustível nas regiões com menor consumo.

“Precisamos olhar para o futuro com responsabilidade e aproveitar as oportunidades. O Brasil tem todas as condições para fortalecer o mercado de etanol e consolidar-se como referência mundial em biocombustíveis de baixo carbono”, concluiu Nolasco.

O programa Conexão SCA Brasil, em sua 17ª edição, foi apresentado pelo jornalista Adhemar Altieri, da MediaLink Comunicação Corporativa, com produção técnica da Propano Filmes. A série promove debates sobre temas estratégicos do agronegócio, com foco em biocombustíveis e sustentabilidade.





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Brasil e Paquistão fortalecem cooperação rural


Na manhã desta quarta-feira (10), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu, no Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (CDRH), em Brasília (DF), representantes do governo da República Islâmica do Paquistão, país da Ásia Meridional, para uma visita institucional, a fim de conhecer as políticas públicas para abastecimento, alimentação e de inteligência executadas pela Companhia.

Na ocasião, o encontro foi aberto com a apresentação institucional do chefe-geral da Coordenadoria de Relações Internacionais, Marisson Marinho, que exibiu uma panorama geral sobre a Companhia, sua atuação e resultados alcançados. Em seguida, foi a vez da assistente da Superintendência de Gestão de Oferta, Sued Wilma Caldas Melo, que abordou a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), como uma ferramenta para garantir a produção agrícola brasileira e também para a formação de estoques públicos do Brasil.

O superintendente de Logística Operacional, Thomé Luiz Freire Guth, ministrou sobre o sistema logístico brasileiro, abrangendo assuntos como transporte e armazenamento no país. Por fim, o superintendente da Agricultura Familiar, Ênio Carlos Mourão de Souza, palestrou sobre as compras públicas da agricultura familiar e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

A delegação, composta por dez representantes do governo da província do Baloquistão que atuam nas áreas de agricultura, proteção social e nutrição, requisitou a estatal brasileira uma sessão com representantes da Conab sobre o tema “Gestão estratégica de estoques alimentares e abastecimento agrícola no Brasil”, que explorou como a gestão estratégica do Brasil em relação aos estoques de alimentos e ao abastecimento agrícola, revelando como esses mecanismos contribuem para a estabilização dos mercados e para a garantia da soberania e segurança alimentar e nutricional nacional.

A proposta é que os participantes conheçam melhor o arcabouço operacional da Companhia e compreendam com mais detalhes seu impacto na redução da pobreza, combate à fome e no apoio à agricultura familiar brasileira, com o objetivo de fortalecer as capacidades técnicas e institucionais do Paquistão por meio do aprendizado das práticas brasileiras em desenvolvimento rural, ampliando o diálogo sobre políticas e estimulando parcerias. Para isso, o programa percorre áreas temáticas essenciais — como agricultura sustentável, gestão hídrica, redução da pobreza, fortalecimento institucional, empoderamento de mulheres e jovens, adaptação climática e segurança alimentar — promovendo a troca estruturada de conhecimentos e experiências. Espera-se que, a partir desse encontro, seja gerada a identificação de modelos adaptáveis ao contexto paquistanês, a fim de aprimorar a compreensão sobre a formulação e execução de programas eficazes, apoiar a criação de novas estratégias públicas e consolidar vínculos duradouros entre instituições brasileiras e paquistanesas, impulsionando futuras ações conjuntas de desenvolvimento rural.

A visita da delegação paquistanesa aconteceu ao Brasil entre os dias 02 e 10 desse mês, com visitas técnicas pela Região Nordeste e reuniões institucionais em Brasília (DF), e faz parte da “Promoção do Desenvolvimento Rural Sustentável: Um intercâmbio de Cooperação Sul-Sul e Triangular entre o Brasil e o Paquistão”, uma iniciativa conjunta entre o Governo do Brasil, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (WFP). Essa troca de experiências é feita no âmbito da Cooperação Sul-Sul e Triangular (SSTC) e é um mecanismo importante para promover a colaboração entre países em desenvolvimento, pois permite que os países compartilhem conhecimentos, experiências e tecnologias para enfrentar desafios comuns de desenvolvimento, ao aproveitar os pontos fortes e as abordagens bem-sucedidas uns dos outros, a fim de trabalhar em prol do desenvolvimento sustentável e da redução da pobreza.

No Brasil, a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) tem a função de coordenar a Cooperação Técnica e Humanitária por meio de diferentes modalidades. A Cooperação Sul-Sul Trilateral (CSST) com organizações internacionais, especialmente no âmbito da parceria com o FIDA, o WFP e a FAO, são estratégicas para alcançar resultados concretos e escaláveis para o Sul Global, por se tratar de uma abordagem valiosa que apoia a disseminação de soluções eficazes e o fortalecimento de parcerias para alcançar a transformação rural e a segurança alimentar e nutricional.

Além disso, com o objetivo de impulsionar a Cooperação Sul-Sul Trilateral, o governo brasileiro tem incentivado uma abordagem conjunta, integrada e sinérgica com organizações internacionais para enfrentar os desafios da Segurança Alimentar e Nutricional. Nesse contexto, um intercâmbio entre o Brasil e o Paquistão visa aprimorar o desenvolvimento rural por meio do aprendizado mútuo e de benefícios recíprocos. Essa iniciativa combina a experiência do Brasil na implementação de programas de desenvolvimento rural, a expertise do FIDA em desenvolvimento agrícola e o trabalho do WFP em segurança alimentar e nutrição.

Ao mesmo tempo em que oferece percepções valiosas para o Paquistão, que busca adaptar e implementar iniciativas semelhantes para fortalecer seu setor agrícola e melhorar a segurança alimentar e nutricional, esse intercâmbio colaborativo também fornece uma plataforma para o Brasil obter novas perspectivas e refinar suas próprias estratégias por meio do diálogo horizontal e do compartilhamento de melhores práticas, estruturas políticas e inovações técnicas com o Paquistão, aumentando ainda mais a capacidade de todas as instituições participantes e partes interessadas envolvidas no desenvolvimento rural.

 





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MT conclui plantio da soja após ritmo afetado por estiagem



Projeções de chuva podem reduzir impacto da estiagem



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (8), a semeadura da soja da safra 2025/26 atingiu 100% dos 13,01 milhões de hectares projetados em Mato Grosso na última sexta-feira (5). O avanço semanal foi de 0,31 ponto percentual. O Imea informou que o início dos trabalhos ocorreu em ritmo acelerado, “o mais rápido dos últimos cinco anos”, favorecido pelos acumulados de chuva no começo do período.

No entanto, o instituto destacou que o fim de outubro foi marcado por estiagem e temperaturas elevadas, o que gerou preocupação sobre o desenvolvimento das lavouras. Conforme o Imea, esse cenário reduziu o ritmo das atividades e manteve o indicador abaixo da média histórica recente. As regiões Centro-Sul, Nordeste e Sudeste foram as mais impactadas pela irregularidade das precipitações, o que retardou a conclusão dos trabalhos e levou essas áreas a encerrarem a semeadura somente na última semana.

O Imea também informou que, para as próximas semanas, as projeções do NOAA indicam acumulados de 65 a 75 milímetros na maior parte do estado. Segundo a análise, esse volume pode ajudar a mitigar os efeitos iniciais da estiagem sobre as lavouras.





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Plantio de soja avança no Oeste da Bahia



Apesar do cenário positivo, o clima úmido favorece o surgimento de pragas



Foto: Pixabay

A semeadura da soja na safra 2025/26 entra na reta final no Oeste da Bahia, com 97,9% da área estimada de 2,218 milhões de hectares já concluída. O avanço expressivo, segundo dados divulgados pela Aiba, foi favorecido pelas chuvas abundantes de novembro, que garantiram boa emergência e desenvolvimento inicial das lavouras.

Apesar do cenário positivo, o clima úmido favorece o surgimento de pragas e doenças. A Aiba alerta para o aumento da pressão de percevejos, lagartas do gênero Spodoptera e mosca-branca, especialmente em núcleos produtivos mais adensados. A ferrugem asiática, principal doença da cultura, também demanda ações preventivas com urgência.

A produtividade média projetada para a soja é de 68 sacas por hectare, mantendo o mesmo nível da safra anterior, com estimativa de produção total em 9,049 milhões de toneladas.

Do ponto de vista econômico, 40% da safra 2025/26 já foi comercializada até 30 de novembro, com valor médio de R$ 127,00 por saca. O ritmo está abaixo do registrado no mesmo período da temporada anterior, que fechou com 99% de comercialização. Regionalmente, os maiores incrementos de área cultivada ocorreram nas regiões 03 e 04, com crescimentos de 9,9% e 16%, respectivamente. A única queda foi observada na região 05 (-16%).

 





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Exportações de milho recuam 30% em novembro



MT exporta menos milho e prioriza mercado doméstico



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (8), os dados da Secretaria de Comércio Exterior referentes a novembro de 2025 mostram que Mato Grosso embarcou 2,77 milhões de toneladas de milho no período. O volume representa queda de 30,92% em relação a outubro e recuo de 9,60% frente ao mesmo mês do ano anterior. De acordo com o instituto, “no acumulado da temporada 2024/25, de julho a novembro, o estado exportou 16,46 milhões de toneladas, queda de 13,08% em relação ao mesmo período de 2024”.

O Imea aponta que a redução está ligada ao aumento da oferta global do cereal, impulsionado pelo crescimento da produção projetado em países que vêm registrando bom desempenho na atual temporada. O instituto avalia que, apesar do menor volume exportado, houve elevação mensal tanto na paridade de exportação quanto na CME Group, com altas de 4,72% e 2,10%.

O levantamento destaca ainda que, mesmo com essas variações, o mercado interno se manteve mais competitivo. Conforme o Imea, “diante da maior firmeza do mercado doméstico, o preço da saca em Mato Grosso permaneceu mais atrativo que o valor praticado no mercado externo”, o que levou produtores a direcionar as vendas ao mercado interno.





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Instabilidades elevam risco de alagamentos no fim de semana


De acordo com informações do Meteored, um ciclone extratropical atua sobre a Região Sul e provoca chuvas intensas, tempestades, rajadas de vento e queda de granizo em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O sistema, somado ao transporte de umidade da Região Norte, deve manter o avanço de precipitações no centro-sul do país nos próximos dias, com acumulados que podem ultrapassar 200 milímetros no oeste do Paraná até domingo (14).

O Meteored informa que, na quinta-feira (11), o tempo volta a ficar firme, com muitas nuvens no Sul e em São Paulo. Chuvas fracas e isoladas ainda são previstas no Centro-Oeste e no Rio de Janeiro, enquanto em Minas Gerais e Espírito Santo podem ocorrer pancadas de chuva à tarde. As rajadas de vento permanecem acima dos 60 km/h no Sudeste e no leste do Sul, podendo atingir 90 km/h no litoral norte do Rio Grande do Sul e no leste de Santa Catarina.

A partir da sexta-feira (12) pela manhã, o Meteored aponta que um novo fluxo de umidade da Região Norte intensifica novamente as chuvas no Sul, com possibilidade de elevados volumes em curto período e tempestades isoladas. As áreas com maior risco incluem Mato Grosso do Sul, Paraná — especialmente a faixa oeste — e São Paulo. Minas Gerais também pode registrar pancadas isoladas.

A tendência para o fim de semana, segundo o Meteored, é de intensificação das instabilidades em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Sudeste, devido ao fortalecimento do fluxo de umidade. Entre sábado (13) e domingo (14), são esperadas chuvas intensas e tempestades, principalmente entre a tarde e o início da noite, com risco de alagamentos em áreas urbanas.

O centro-sul do país deve registrar acumulados acima de 100 milímetros até o fim de semana. Até as 21h de domingo (14), os volumes ultrapassam 120 milímetros no centro-sul do Rio Grande do Sul, norte de Santa Catarina, Paraná, centro-sul de São Paulo e centro-leste de Mato Grosso do Sul, com destaque para o oeste paranaense, onde podem atingir 200 milímetros. Entre os acumulados previstos, o Meteored aponta 122 mm em Dourados, 110 mm em Presidente Prudente, 126 mm em Bauru, 183 mm em Ourinhos, 173,4 mm em Itapeva, 120,5 mm em Itaiópolis, 120,3 mm em Luiz Alves, 214,7 mm em Maringá, 223,8 mm em Campo Mourão, 178,2 mm em Cianorte e 187,4 mm em Colorado. O Meteored ressalta que o solo saturado aumenta o risco de alagamentos e deslizamentos.





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Milho verão se aproxima da conclusão com 98,8% da área plantada



A produtividade média esperada é de 187 sacas por hectare



Foto: Nadia Borges

O plantio do milho verão no Oeste da Bahia praticamente se encerrou, atingindo 98,8% dos 120 mil hectares previstos para a safra 2025/26, conforme levantamento da Aiba. A janela de plantio foi marcada por variações climáticas entre microrregiões, mas não impediu o avanço do calendário agrícola.

A produtividade média esperada é de 187 sacas por hectare, com uma produção estimada em 1,346 milhão de toneladas, volume 14,3% superior ao da safra anterior. A expansão de área reflete um cenário de maior confiança no cereal, impulsionado por preços e pela demanda interna.

Nas áreas mais precoces, os produtores já direcionam esforços ao controle de pragas, como lagartas do gênero Spodoptera e cigarrinhas, estas últimas associadas aos enfezamentos que comprometem o desempenho das lavouras. A Aiba recomenda adoção de práticas integradas de manejo para reduzir os impactos desses agentes.

A comercialização da safra 2025/26 atingiu 38% até o fim de novembro, com valor médio de R$ 62,00 por saca. Apesar de ainda abaixo do pico da temporada anterior, o desempenho reflete estabilidade de mercado e boas perspectivas.

Outro ponto de destaque é o milho irrigado (segunda safra), que teve sua estimativa de área revista de 25 mil para 75 mil hectares com base em dados geoespaciais validados pela Aiba, mantendo produtividade média de 190 sacas por hectare e produção estimada em 855 mil toneladas.

 





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