quinta-feira, março 12, 2026

Política & Agro

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Frente fria avança no RS e favorece desenvolvimento das lavouras



Fim de semana deve ser de tempo quente com pancadas de chuva



Foto: Arquivo

A partir desta sexta-feira (12), o tempo começa a mudar com aumento da nebulosidade no Norte, o que pode provocar chuvas em pontos como Rosário do Sul e Bagé. As temperaturas variam entre 22 °C e 24 °C na metade Norte, e sobem para até 32 °C no Sul.

No sábado (13), um sistema de baixa pressão atmosférica deve ampliar a instabilidade em todas as regiões, trazendo pancadas isoladas de chuva e temperaturas que alcançam até 32 °C no Sul.

O domingo (14) será de predomínio de sol, mas com chance de pancadas de chuva devido ao aquecimento diurno. As máximas devem atingir 35 °C no Oeste e Centro do Estado, além da Região Metropolitana.

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Na segunda-feira (15), a frente fria avança e deve provocar chuvas principalmente na metade Oeste e Sul. Apesar disso, o calor persiste, com temperaturas que podem chegar a 32 °C em regiões como o Litoral Norte e o Nordeste.

Na terça (16), uma massa de ar frio e seco estabiliza a atmosfera, proporcionando um dia ensolarado com mínimas de 16 °C e máximas entre 26 °C e 30 °C. Na quarta-feira (17), o sol volta a predominar, com elevação das temperaturas, chegando a 35 °C na Fronteira Oeste.

Segundo o Boletim Agrometeorológico 50/2025, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Emater/RS-Ascar e Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), as chuvas previstas, mesmo que irregulares, associadas a temperaturas elevadas e boa radiação solar, criam condições mais favoráveis ao desenvolvimento das culturas em campo.





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Mancha oleosa é desafio para a cultura do maracujá


O Brasil mantém a liderança mundial na produção e no consumo de maracujá, respondendo por aproximadamente 70% do volume global. Segundo dados do setor, o país produz perto de 700 mil toneladas anuais, distribuídas em cerca de 46 mil hectares cultivados. A cadeia produtiva, de forte relevância social e econômica, sustenta o abastecimento interno e gera renda a agricultores de diferentes perfis, incluindo pequenos produtores.

Mesmo com a expansão da cultura, desafios fitossanitários continuam a limitar o desempenho dos pomares, sobretudo em áreas de alta umidade. Entre eles, destaca-se a mancha oleosa, doença bacteriana que compromete a produtividade. Especialistas alertam que, sem manejo adequado, as perdas podem superar 80%.

A incidência da mancha oleosa é mais intensa no Nordeste, especialmente na Serra da Ibiapaba (CE), onde o cultivo ocorre o ano todo. De acordo com Ricardo Joaquim Carvalho da Silva, representante técnico comercial da Nordeste Atacado, o período chuvoso, de dezembro a junho, favorece o avanço da doença. “Os danos são visíveis nas folhas, com grande perda foliar, comprometendo ramos e até os frutos, que ficam manchados e perdem valor comercial”, afirma. Segundo ele, “controlar a mancha oleosa no período de chuva é fundamental para garantir produtividade e qualidade”.

Francisco Fernando, técnico agrícola da Satis e responsável técnico de vendas no Ceará e no Rio Grande do Norte, destaca os efeitos diretos sobre o desempenho das plantas. “A mancha oleosa reduz a fotossíntese, enfraquece a planta e prejudica a formação e o enchimento dos frutos. No início das chuvas, esse risco aumenta e a atenção ao manejo deve ser redobrada,” explica.

Em resposta ao avanço da doença, produtores têm buscado alternativas que combinem ação direta contra a bactéria e estímulo fisiológico às plantas. Entre as tecnologias utilizadas está o Fulland, desenvolvido pela Satis, apontado como indutor de resistência, facilitador da translocação de fungicidas e intensificador do efeito de defensivos. Ricardo observa que o produto “age no controle da bactéria, tanto preventivamente quanto de forma curativa, e pode ser utilizado em conjunto com outros defensivos”.

Além da mancha oleosa, a última safra também registrou prejuízos causados pelo Tripes, praga mais comum no período seco, de julho a dezembro. Técnicos reforçam que o manejo deve incluir atenção constante à broca do maracujá, à mosca das frutas e aos ácaros, com estratégias permanentes e uso integrado de tecnologias.





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Produtividade da cana-de-açúcar em novembro cresce 0,7% no Centro-Sul, mostra boletim do CTC



Média alcançou 63,3 toneladas por hectare nesta safra


Foto: Canva

A produtividade média da cana-de-açúcar na região Centro-Sul em novembro foi de 63,3 toneladas por hectare, crescimento de 0,7% quando comparado aos 62,8 t/ha registrado no mesmo mês da safra anterior.  

Os dados são do Boletim de Olho na Safra, elaborado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) com base na Plataforma de Benchmarking. O ATR (qualidade da cana) do mês de novembro apresentou aumento de 8,6%, passando de 123,6 kg/t para 134,3 kg/t.

No acumulado da safra (abril a novembro), o Boletim apurou uma redução de 4,9% na produtividade, com média de 74,7 t/ha em 2025/26 frente às 78,5 t/ha da safra anterior. Já o ATR acumulado está em 136,1 kg ATR/t nesta safra, contra 137,3 kg ATR/t no último ciclo, queda de 0,9%.





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Comitê Mais Elas da Cotrijal realiza avaliação e planejamento de atividades para o próximo ano


Debates, planejamento e olhares voltados a oportunidades e desafios marcaram o encontro de encerramento das atividades do ano no Comitê Mais Elas da Cotrijal, realizado nesta terça-feira, 9. O momento reuniu as integrantes do grupo e equipe de Desenvolvimento do Cooperativismo para avaliar as atividades promovidas ao longo do ano e definição das estratégias e ações que serão realizadas em 2026. 

O Comitê é formado por 11 mulheres associadas e foi criado para fortalecer o protagonismo feminino no agronegócio e no cooperativismo. Elas apoiam a Cotrijal a desenvolver cada vez mais momentos que promovam o aprendizado e a participação ativa das mulheres no setor. Além disso, as integrantes do grupo representam as mais de 370 participantes do Programa Mais Elas. 

Assuntos voltados ao Ano Internacional das Cooperativas e ao equilíbrio dos papéis da mulher do campo, bem como temas voltados à gestão das propriedades e vida financeira estiveram em destaque ao longo do ano.

“Entendemos que é extremamente importante que as mulheres participem das cooperativas, das comunidades e de todas as atividades que o Comitê e a Cotrijal organizam para os núcleos femininos. Essa participação é fundamental e a cooperativa já vem valorizando as mulheres há muito tempo, mas um comitê específico para discutir a integração feminina é o que faz a diferença. Temos voz ativa e esperamos que cada vez essa voz seja mais forte no nosso meio”, destaca a associada e integrante do Comitê Mais Elas, Marina Neuhaus. 

O grupo também é responsável por apoiar a organização das atividades e eventos voltados ao público feminino, como Dia de Campo, Expodireto, rodada de palestras regionais e o tradicional Encontro de Mulheres, que em 2025 celebrou 30 anos de história.

A agenda de encerramento também contou com palestra especial conduzida pela psicóloga Andreia Ferreira. Ela falou sobre liderança, força feminina e autocuidado, promovendo reflexões e troca de ideias sobre o papel das mulheres em diferentes ambientes, como na família, nos relacionamentos, na gestão da propriedade rural, na cooperativa e na sociedade. 

Para a profissional, “quando as mulheres estão juntas, todas elas crescem. Então, este ambiente  promovido pela Cotrijal é um espaço de acolher e valorizar a mulher dentro dos seus diferentes papéis. Isso gera conexão e inspiração: uma consegue inspirar a outra, elas se sentem mais fortalecidas para desenvolver os seus trabalhos e isso vai provocando o empoderamento”. 

Na Cotrijal, 20% do quadro social é formado por mulheres. O Comitê feminino foi criado em 2015 e reformulado em 2022, com a implantação dos núcleos femininos por meio do Programa Mais Elas.

Presente no encontro, a diretoria da Cotrijal parabenizou as integrantes pelo trabalho realizado ao longo do ano e destacou o movimento de inclusão que vem sendo trabalhado de forma permanente, com evolução contínua ao longo dos anos. O grupo também tem se consolidado como um importante fórum de discussão e de sugestões, contribuindo cada vez mais para a melhoria das ações da cooperativa.





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Produção desacelera, mas cotações seguem enfraquecidas



Ritmo de crescimento da produção brasileira de ovos para consumo desacelerou


Foto: Divulgação

O ritmo de crescimento da produção brasileira de ovos para consumo desacelerou no terceiro trimestre, embora siga positivo no balanço do ano. Dados do IBGE analisados pelo Cepea mostram que, entre julho e setembro, foram produzidas 1,02 bilhão de dúzias de ovos para consumo, queda de 1,4% frente ao trimestre anterior, mas alta de 2,5% na comparação com igual intervalo de 2024.

No acumulado do ano, a produção nacional soma 3,04 bilhões de dúzias, volume recorde para o período de toda a série histórica do Instituto, iniciada em 2012. Assim, pesquisadores do Cepea explicam que, mesmo com a leve retração na quantidade produzida, os valores dos ovos seguiram enfraquecidos ao longo do terceiro trimestre.

De acordo com levantamentos do Centro de Pesquisas, entre julho e setembro, a média dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB) em Bastos (SP), foi de R$ 149,15/caixa com 30 dúzias, queda de 14% em termos reais (dados deflacionados pelo IGP-DI de nov/25), em relação ao trimestre anterior. Para os ovos vermelhos, houve desvalorização real de 16% em igual comparativo, à média de R$ 164,45/cx na região paulista.





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Mercado do boi gordo mantém estabilidade na semana



Escalas cheias mantêm preços do boi gordo sem mudanças



Foto: Sheila Flores

O informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria nesta sexta-feira (12), apontou estabilidade no mercado do boi gordo em São Paulo. Segundo a publicação, “o mercado abriu estável, sem mudanças nas cotações na comparação feita dia a dia”. As escalas de abate atendem, em média, a dez dias, e a oferta de boiadas tem sido suficiente para suprir a demanda.

No Mato Grosso do Sul, a análise informou que, apesar da oferta enxuta, os frigoríficos já operam com escalas programadas para a primeira semana de janeiro. O ritmo de comercialização continua lento, mas há expectativa de melhora com o pagamento da segunda parcela do 13º salário e o avanço do período festivo. O levantamento registrou queda de R$ 1,00 por arroba nas regiões de Dourados e Campo Grande, enquanto o preço do “boi China” recuou R$ 2,00 por arroba.

No Rio de Janeiro, a oferta também esteve reduzida, porém as cotações permaneceram estáveis ao longo da semana.

O informativo ainda destacou os dados da Pesquisa Trimestral de Abate, divulgada pelo IBGE em 10 de dezembro. De acordo com o órgão, o terceiro trimestre de 2025 apresentou “recorde de oferta para o trimestre”, com 11,3 milhões de cabeças abatidas. O volume representa alta de 7,4% frente ao mesmo período de 2024 e avanço de 7,1% em relação ao segundo trimestre deste ano.





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Doenças iniciais da soja colocam em risco o potencial produtivo de toda a safra


As doenças iniciais da soja estão entre os principais desafios para o bom estabelecimento da lavoura. Elas atacam a cultura ainda na germinação, emergência e primeiros estágios de desenvolvimento, fases em que qualquer perda pode se transformar em prejuízo irreversível. Neste momento, outro fator crítico é a alternância climática registrada em diversas regiões produtoras, com chuvas curtas seguidas por períodos de alta temperatura e baixa umidade, o que tem ampliado o risco de infecção por patógenos de solo.

Segundo Diego Braga, Consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola, os impactos vão muito além da aparência inicial da lavoura. “Quando as doenças aparecem no início da soja, o prejuízo é silencioso, porém definitivo. Plantas com baixa sanidade e vigor produzem menos ramos, menos nós produtivos e menor biomassa, o que reduz diretamente a capacidade de gerar vagens e grãos. Além disso, o sistema radicular fica limitado, a absorção de água e nutrientes reduz e a cultura passa a ser mais sensível aos estresses ao longo do ciclo. Na prática, esses fatores se traduzem em redução de produtividade. E o impacto não é apenas agronômico, é econômico. O produtor enfrenta replantio, aplicações extras de fungicidas e atraso de ciclo, o que compromete a rentabilidade da safra como um todo”, afirma.

Principais doenças iniciais

Entre as doenças mais prejudiciais está o tombamento (damping-off), causado pelo complexo de fungos de solo Rhizoctonia solani, Fusarium spp. e Pythium spp., que compromete tanto a germinação quanto a emergência. As sementes apodrecem antes da emergência ou as plântulas emergem, mas sofrem tombamento devido à necrose do colo, gerando falhas de estande que ficam evidentes apenas quando a lavoura já está instalada. Outro grupo relevante é o das podridões radiculares, que gera desenvolvimento lento e desuniforme.

A Phytophthora sojae também preocupa, especialmente em áreas mal drenadas ou com chuva localizada durante o plantio. Ela provoca a morte de plantas jovens, ocasionando grandes falhas no estande e, muitas vezes, necessidade de replantio. Já a antracnose pode atacar nos primeiros estádios vegetativos, resultando em desuniformidade e atraso no crescimento.





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Lula diz que ligará novamente para Trump se negociações sobre tarifas não…


Logotipo Reuters

 

Por Katy Daigle e Lisandra Paraguassu

BELÉM (Reuters) -O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que ligará novamente para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se as negociações entre os dois países não avançarem até o final da COP30, a conferência climática das Nações Unidas que o Brasil está sediando este mês.

Lula e Trump se reuniram na Malásia em outubro com o objetivo de superar as tensões entre Brasil e Estados Unidos depois que Trump aumentou as tarifas sobre as importações norte-americanas da maioria dos produtos brasileiros de 10% para 50% em agosto.

“Eu saí da reunião com o presidente Trump certo de que a gente vai estabelecer um acordo”, disse Lula a repórteres em Belém. “Disse a ele que era muito importante que nossos negociadores começassem a negociar logo.”

Lula disse que o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estão prontos para uma nova rodada de negociações e podem viajar aos EUA, se necessário.

“Quando terminar a COP, se não tiver marcada a reunião entre os meus negociadores e os dele, eu vou ligar para Trump outra vez”, acrescentou.

(Reportagem de Katy Daigle e Lisandra Paraguassu)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS ES PF

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Disponibilidade cai para níveis pré-gripe aviária; preços sobem



Preços dos produtos avícolas vêm subindo nos últimos meses


Foto: Divulgação

Dados divulgados nesta semana pelo IBGE e analisados pelo Cepea confirmam a redução na disponibilidade interna de carne de frango entre agosto e setembro, para níveis pré-gripe aviária. Segundo o Centro de Pesquisas, a retomada gradativa dos embarques brasileiros da proteína contribuiu para enxugar a oferta doméstica.

Como resultado, levantamentos do Cepea mostram que os preços dos produtos avícolas vêm subindo nos últimos meses. Entre agosto e setembro, a disponibilidade interna foi de 111 milhões de quilos de carne de frango, bem próxima ao volume registrado antes da confirmação do caso de gripe aviária, de 110 milhões de kg entre janeiro e abril/25 – números do IBGE. No ponto mais alto das restrições às exportações nacionais, em maio, a disponibilidade interna superou as 123 milhões de quilos. Os dados se referem ao estado de São Paulo. 





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Olivais crescem com clima favorável e manejo técnico



Olivicultura registra progresso em Pelotas e Bagé



Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (11) aponta avanço no desenvolvimento dos olivais nas regiões administrativas de Pelotas e Bagé. Segundo o boletim, as condições recentes de clima quente e seco, aliadas ao inverno considerado favorável, resultaram em pomares “em excelente estado e com ótima carga de frutos”.

Na região de Pelotas, os técnicos informam que os pomares seguem na fase de desenvolvimento, com frutos em diferentes estágios conforme a cultivar. O documento relata que “a sanidade está muito boa”.

No território de Bagé, os olivais locais e dos municípios próximos também registram avanço, especialmente na fase de endurecimento do caroço. A Emater/RS-Ascar destaca que produtores realizam aplicações de fungicidas “nas áreas que sofreram forte pressão de antracnose durante os meses de setembro e outubro”, mesmo em cenário de clima seco nas últimas semanas, com o objetivo de proteger os frutos.

O monitoramento da lagarta-da-oliveira segue ativo na região, com “baixas ocorrências” relatadas. A instituição acrescenta que, em razão do aumento da demanda nutricional na fase de formação dos frutos, estão sendo feitas adubações foliares com potássio. O boletim afirma que o potencial produtivo dos pomares é considerado satisfatório, “com exceção das áreas atingidas pela deriva de herbicidas hormonais”, que afetam o processo de frutificação.

Entre os dias 3 e 6 de dezembro foi realizado o Seminário Binacional de Olivicultura do Bioma Pampa, que integrou o 6º Encontro Estadual de Olivicultura e o 1º Simpósio Nacional de Olivoturismo. Segundo o informativo, “um grande público prestigiou a programação”, que incluiu painéis técnicos, visitas a pomares, inauguração de um lagar e minicurso de degustação, análise sensorial de azeites e harmonização gastronômica.





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