quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Avanço das lavouras ganha ritmo com clima favorável


O avanço da campanha agrícola argentina ganhou novo fôlego nas últimas semanas, impulsionado por condições hídricas favoráveis em grande parte das áreas produtivas. Os dados mais recentes indicam melhora no ritmo de implantação das lavouras de verão e avanço consistente da colheita dos cultivos de inverno, com reflexos positivos sobre o potencial produtivo nacional.

A semeadura da soja alcançou 58,6% da área projetada de 17,6 milhões de hectares, após avanço semanal expressivo. A maior parte das lavouras apresenta condição entre normal e boa, com ampla predominância de níveis adequados a ótimos de umidade. As áreas de soja de primeira já registram início dos estádios reprodutivos nos principais núcleos produtivos, enquanto a soja de segunda soma 25% da área implantada. Persistem atrasos pontuais no centro da província de Buenos Aires, em função do excesso de umidade no solo.

No milho destinado a grão, a semeadura atingiu 59,2% da área nacional, com destaque para o avanço dentro da janela de plantio tardio, especialmente no centro e sudoeste de Buenos Aires. A condição das lavouras é majoritariamente boa a excelente, sustentada pela boa recarga de umidade nos perfis do solo, o que favorece tanto os plantios tardios quanto os cultivos mais adiantados.

No girassol, as chuvas interromperam temporariamente a colheita no norte do país, mas a condição hídrica permanece adequada na maior parte das áreas em pé. Cerca de 38% das lavouras já se encontram a partir do estágio de botão floral, com expectativas elevadas principalmente nas regiões centrais e do norte agrícola.

A colheita de trigo avançou para 60,2% da área apta, com rendimentos variando amplamente entre as regiões e média nacional estimada em 41,4 sacas por hectare. A produção projetada foi mantida em 25,5 milhões de toneladas. Já a cevada alcançou 17,9% de área colhida, ainda com atraso em relação ao ciclo anterior, mas com produtividade média superior à da última campanha, mantendo a projeção de produção em 5,3 milhões de toneladas. As informações são da Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

 





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Demanda chinesa aquece exportações de soja


As exportações brasileiras de soja continuam em trajetória de alta. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o Brasil exportou 4,20 milhões de toneladas do grão em novembro de 2025, um salto de 64,40% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

No acumulado entre janeiro e novembro, os embarques nacionais somaram 104,80 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6,06% frente ao mesmo período de 2024. O desempenho reforça a relevância da oleaginosa nas pautas de exportação do país e evidencia a retomada da demanda internacional, especialmente por parte da China.

Mato Grosso, principal estado produtor de soja, foi o grande destaque do período. Em novembro, o estado exportou 898,68 mil toneladas, um expressivo aumento de 840,25% em relação a novembro de 2024. No acumulado de 2025 até novembro, os embarques somaram 31,12 milhões de toneladas, alta de 26,26% no comparativo anual.

A participação de Mato Grosso nas exportações nacionais alcançou 29,69% entre janeiro e novembro de 2025. Segundo o Imea, esse desempenho é resultado da maior produção registrada na safra 2024/25, somada à elevada demanda internacional, com destaque para a China, responsável por 70,34% das aquisições do grão mato-grossense no ano — o equivalente a 21,89 milhões de toneladas.

A projeção do Imea para as exportações totais de soja de Mato Grosso na safra 2024/25 é de 31,40 milhões de toneladas, o que, se confirmado, representará um crescimento de 26,99% em relação à safra anterior. Esse avanço consolida o papel estratégico do estado no comércio exterior brasileiro do setor.

 





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Altas temperaturas impactam produção de morango


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (11), a cultura do morango apresentou comportamentos distintos nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul ao longo da última semana.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a ausência de chuvas aliada à amplitude térmica favoreceu a maturação dos frutos. A Emater informou que “as temperaturas elevadas, com máximas acima de 35 ºC e mínimas acima de 10 ºC, resultaram em frutos de melhor qualidade e maior oferta”. A colheita seguiu com volumes expressivos, embora ainda haja registros de ácaro-rajado, drosófila-da-asa-manchada e oídio. Os preços pagos aos produtores permaneceram estáveis, variando de R$ 12,00 a R$ 20,00/kg nas vendas a intermediários e Ceasas, e de R$ 18,00 a R$ 35,00/kg na comercialização direta. Os frutos congelados foram vendidos entre R$ 10,00 e R$ 15,00/kg.

Na região de Pelotas, a produção das cultivares de dias curtos começou a diminuir gradualmente, enquanto as cultivares de dias neutros mantiveram bom desempenho. O informativo destaca que “o aspecto fitossanitário continua adequado”, embora tenham sido registrados ataques de tripes e ácaros. Os preços apresentaram leve redução em algumas localidades, variando entre R$ 12,00 e R$ 40,00/kg, dependendo do município.

Na região de Santa Rosa, os produtores mantiveram o controle fitossanitário e a adubação de manutenção. A colheita seguiu com boa oferta, e a comercialização ocorreu tanto nas propriedades quanto no comércio local.

Na região de Bagé, em São Gabriel, os produtores relataram resultados positivos. Segundo a Emater, “as frutas estão com ótimo tamanho, além de cor e sabor intensos”, e o excedente tem sido comercializado em Rosário do Sul.

Na região de Lajeado, em Bom Princípio, a cultura manteve bom desenvolvimento mesmo com temperaturas elevadas. A produção permaneceu estável, ainda que os frutos tenham apresentado menor tamanho. A comercialização registrou preço médio de R$ 15,00/kg.

Na região de Soledade, as altas temperaturas prejudicaram as lavouras, especialmente no Baixo Vale do Rio Pardo. Os picos acima de 40 ºC provocaram abortamento de flores e frutos, além de deficiência de cálcio, que poderá comprometer a próxima floração. A Emater observou que “os produtores instalaram sombrites, mas os problemas persistem devido ao calor extremo”.

temperaturas. 





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Mercado internacional desaquecido freia vendas de milho em MT, aponta Imea



Menor competitividade do milho no mercado internacional tem pressionado a demanda



Foto: USDA

Segundo dados divulgados pelo Imea, a comercialização da safra 2024/25 de milho em Mato Grosso avançou 2,26 pontos percentuais em novembro, atingindo 83,37% da produção estimada. O movimento reflete a estratégia dos produtores em liberar estoques antigos diante da proximidade da colheita da soja.

Apesar do avanço, o ritmo de vendas ainda está 6,38 pontos abaixo do mesmo período da safra anterior. A menor competitividade do milho no mercado internacional tem pressionado a demanda externa, reduzindo o apetite dos compradores internacionais e limitando a fluidez das negociações no estado.

O boletim aponta ainda uma valorização nos preços. Em novembro, o valor médio do milho comercializado alcançou R$ 48,09 por saca, alta de 1,97% em relação a outubro. Esse cenário pode estar ligado à retração na oferta momentânea e à busca por recomposição de estoques por parte da indústria nacional.

Em contraste, a comercialização da safra 2025/26 segue em ritmo mais lento. O avanço mensal foi de apenas 1,70 ponto percentual, totalizando 25,26% da produção estimada. O desempenho limitado decorre da cautela dos produtores diante das incertezas econômicas e climáticas que cercam o próximo ciclo.

Além do ritmo mais contido, os preços da nova safra registraram queda no mês de novembro. O valor médio ficou em R$ 45,57 por saca, uma redução de 1,38% em relação ao mês anterior. A queda nos preços pode reforçar a estratégia dos produtores em adiar novos contratos, à espera de condições mais favoráveis de mercado.





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Falta de chuva preocupa produtores de citros


O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar detalha o andamento da safra de citros em diferentes regiões do Estado. Na área administrativa de Caxias do Sul, seguem os tratamentos para ácaro-da-ferrugem, larva-minadora e mosca-das-frutas. Segundo o documento, “os pomares apresentam boa sanidade”, mas as altas temperaturas e o tempo seco já indicam “sinais de déficit hídrico” nas plantas. Produtores com sistemas de irrigação utilizam o recurso para reduzir o estresse hídrico.

A colheita das laranjas Valência e Umbigo (Monte Parnaso) está em andamento, enquanto a de bergamota Ponkan Montenegrina e Murcott foi encerrada. Em Guaporé, o preço da Valência varia entre R$ 0,80 e R$ 1,00 por quilo, com valor de R$ 0,50 para o produto destinado ao suco. A Monte Parnaso oscila entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por quilo. Em Cotiporã, o quilo para consumo in natura permanece em R$ 1,50, e em Veranópolis a Valência é comercializada a R$ 1,30 para mesa e R$ 0,90 para suco.

Na região de Erechim, a colheita continua e o preço ao produtor é de R$ 1.000,00 por tonelada para indústrias e R$ 1.200,00 por tonelada para o mercado in natura. Já em Lajeado, a safra de bergamota e laranja está encerrada. A Emater informa preocupação com a falta de chuvas nas últimas semanas, destacando o relato de aumento na ocorrência de mosca-branca, embora ainda não haja danos relevantes associados à baixa umidade.

Em São Sebastião do Caí, a roçada avança para a etapa final e, com o aumento das temperaturas, são intensificados os manejos fitossanitários preventivos. De acordo com o informativo, têm sido realizadas ações de controle para “ácaros, pulgões e mosca-branca”, além de monitoramento e aplicações voltadas ao manejo de doenças fúngicas, com destaque para a pinta-preta.

No município de São José do Hortêncio, cerca de 70% da área de 180 hectares de laranja Valência destinada ao mercado de mesa já foi colhida, com preços entre R$ 40,00 e R$ 50,00 por caixa de 25 quilos. Para a indústria, a colheita chega a 80%, e o valor é de R$ 12,00 por caixa. Na cultivar Monte Parnaso, com 40 hectares, aproximadamente 90% da safra está colhida, com preços que variam entre R$ 60,00 e R$ 70,00 por caixa.

A lima ácida Tahiti deve registrar redução nos valores nas próximas semanas. Em São Sebastião do Caí, onde há 185 hectares cultivados, os preços variam entre R$ 45,00 e R$ 60,00 por caixa de 25 quilos. Em Pareci Novo, com 26 hectares, o preço médio é de R$ 65,00 por caixa. Em São José do Hortêncio, com 95% da safra concluída nos 25 hectares de cultivo, o valor praticado é de R$ 70,00 por caixa.





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Aprovada extensão da CPR para insumos e máquinas da pecuária



Comissão aprova mudança que estende crédito rural a insumos da pecuária



Foto: Canva

De acordo com as informações divulgadas pela Agência Câmara Notícias, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4647/25, que propõe substituir a expressão “insumos agrícolas” por “insumos agropecuários” na legislação que regulamenta a Cédula de Produto Rural (CPR). A mudança incorpora produtos destinados à pecuária entre os itens que podem lastrear operações financeiras vinculadas ao título.

O autor da proposta, deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP), afirmou que a regra atual não contempla atividades ligadas à produção e comercialização de insumos, máquinas e implementos usados na pecuária, conforme os dados dos Agência Câmara de Notícias. Segundo ele, a legislação vigente não corresponde ao funcionamento do setor. Para Carvalho, agricultura e pecuária “se integram em cadeias produtivas cada vez mais interdependentes”.

O relator, deputado Thiago Flores (Republicanos-RO), recomendou a aprovação e sustentou que a alteração amplia a segurança jurídica das operações com CPR. “Isso possibilita a inclusão de novos emissores, reforçando a mobilização de recursos privados para atividades rurais não atendidas pelo crédito oficial”, afirmou.

A proposta modifica a Lei 8.929/94, que instituiu a CPR, e tramita em caráter conclusivo. O texto seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, ainda necessita do aval da Câmara e do Senado.





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Frente fria avança no RS e favorece desenvolvimento das lavouras



Fim de semana deve ser de tempo quente com pancadas de chuva



Foto: Arquivo

A partir desta sexta-feira (12), o tempo começa a mudar com aumento da nebulosidade no Norte, o que pode provocar chuvas em pontos como Rosário do Sul e Bagé. As temperaturas variam entre 22 °C e 24 °C na metade Norte, e sobem para até 32 °C no Sul.

No sábado (13), um sistema de baixa pressão atmosférica deve ampliar a instabilidade em todas as regiões, trazendo pancadas isoladas de chuva e temperaturas que alcançam até 32 °C no Sul.

O domingo (14) será de predomínio de sol, mas com chance de pancadas de chuva devido ao aquecimento diurno. As máximas devem atingir 35 °C no Oeste e Centro do Estado, além da Região Metropolitana.

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Na segunda-feira (15), a frente fria avança e deve provocar chuvas principalmente na metade Oeste e Sul. Apesar disso, o calor persiste, com temperaturas que podem chegar a 32 °C em regiões como o Litoral Norte e o Nordeste.

Na terça (16), uma massa de ar frio e seco estabiliza a atmosfera, proporcionando um dia ensolarado com mínimas de 16 °C e máximas entre 26 °C e 30 °C. Na quarta-feira (17), o sol volta a predominar, com elevação das temperaturas, chegando a 35 °C na Fronteira Oeste.

Segundo o Boletim Agrometeorológico 50/2025, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Emater/RS-Ascar e Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), as chuvas previstas, mesmo que irregulares, associadas a temperaturas elevadas e boa radiação solar, criam condições mais favoráveis ao desenvolvimento das culturas em campo.





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Mancha oleosa é desafio para a cultura do maracujá


O Brasil mantém a liderança mundial na produção e no consumo de maracujá, respondendo por aproximadamente 70% do volume global. Segundo dados do setor, o país produz perto de 700 mil toneladas anuais, distribuídas em cerca de 46 mil hectares cultivados. A cadeia produtiva, de forte relevância social e econômica, sustenta o abastecimento interno e gera renda a agricultores de diferentes perfis, incluindo pequenos produtores.

Mesmo com a expansão da cultura, desafios fitossanitários continuam a limitar o desempenho dos pomares, sobretudo em áreas de alta umidade. Entre eles, destaca-se a mancha oleosa, doença bacteriana que compromete a produtividade. Especialistas alertam que, sem manejo adequado, as perdas podem superar 80%.

A incidência da mancha oleosa é mais intensa no Nordeste, especialmente na Serra da Ibiapaba (CE), onde o cultivo ocorre o ano todo. De acordo com Ricardo Joaquim Carvalho da Silva, representante técnico comercial da Nordeste Atacado, o período chuvoso, de dezembro a junho, favorece o avanço da doença. “Os danos são visíveis nas folhas, com grande perda foliar, comprometendo ramos e até os frutos, que ficam manchados e perdem valor comercial”, afirma. Segundo ele, “controlar a mancha oleosa no período de chuva é fundamental para garantir produtividade e qualidade”.

Francisco Fernando, técnico agrícola da Satis e responsável técnico de vendas no Ceará e no Rio Grande do Norte, destaca os efeitos diretos sobre o desempenho das plantas. “A mancha oleosa reduz a fotossíntese, enfraquece a planta e prejudica a formação e o enchimento dos frutos. No início das chuvas, esse risco aumenta e a atenção ao manejo deve ser redobrada,” explica.

Em resposta ao avanço da doença, produtores têm buscado alternativas que combinem ação direta contra a bactéria e estímulo fisiológico às plantas. Entre as tecnologias utilizadas está o Fulland, desenvolvido pela Satis, apontado como indutor de resistência, facilitador da translocação de fungicidas e intensificador do efeito de defensivos. Ricardo observa que o produto “age no controle da bactéria, tanto preventivamente quanto de forma curativa, e pode ser utilizado em conjunto com outros defensivos”.

Além da mancha oleosa, a última safra também registrou prejuízos causados pelo Tripes, praga mais comum no período seco, de julho a dezembro. Técnicos reforçam que o manejo deve incluir atenção constante à broca do maracujá, à mosca das frutas e aos ácaros, com estratégias permanentes e uso integrado de tecnologias.





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Produtividade da cana-de-açúcar em novembro cresce 0,7% no Centro-Sul, mostra boletim do CTC



Média alcançou 63,3 toneladas por hectare nesta safra


Foto: Canva

A produtividade média da cana-de-açúcar na região Centro-Sul em novembro foi de 63,3 toneladas por hectare, crescimento de 0,7% quando comparado aos 62,8 t/ha registrado no mesmo mês da safra anterior.  

Os dados são do Boletim de Olho na Safra, elaborado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) com base na Plataforma de Benchmarking. O ATR (qualidade da cana) do mês de novembro apresentou aumento de 8,6%, passando de 123,6 kg/t para 134,3 kg/t.

No acumulado da safra (abril a novembro), o Boletim apurou uma redução de 4,9% na produtividade, com média de 74,7 t/ha em 2025/26 frente às 78,5 t/ha da safra anterior. Já o ATR acumulado está em 136,1 kg ATR/t nesta safra, contra 137,3 kg ATR/t no último ciclo, queda de 0,9%.





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Comitê Mais Elas da Cotrijal realiza avaliação e planejamento de atividades para o próximo ano


Debates, planejamento e olhares voltados a oportunidades e desafios marcaram o encontro de encerramento das atividades do ano no Comitê Mais Elas da Cotrijal, realizado nesta terça-feira, 9. O momento reuniu as integrantes do grupo e equipe de Desenvolvimento do Cooperativismo para avaliar as atividades promovidas ao longo do ano e definição das estratégias e ações que serão realizadas em 2026. 

O Comitê é formado por 11 mulheres associadas e foi criado para fortalecer o protagonismo feminino no agronegócio e no cooperativismo. Elas apoiam a Cotrijal a desenvolver cada vez mais momentos que promovam o aprendizado e a participação ativa das mulheres no setor. Além disso, as integrantes do grupo representam as mais de 370 participantes do Programa Mais Elas. 

Assuntos voltados ao Ano Internacional das Cooperativas e ao equilíbrio dos papéis da mulher do campo, bem como temas voltados à gestão das propriedades e vida financeira estiveram em destaque ao longo do ano.

“Entendemos que é extremamente importante que as mulheres participem das cooperativas, das comunidades e de todas as atividades que o Comitê e a Cotrijal organizam para os núcleos femininos. Essa participação é fundamental e a cooperativa já vem valorizando as mulheres há muito tempo, mas um comitê específico para discutir a integração feminina é o que faz a diferença. Temos voz ativa e esperamos que cada vez essa voz seja mais forte no nosso meio”, destaca a associada e integrante do Comitê Mais Elas, Marina Neuhaus. 

O grupo também é responsável por apoiar a organização das atividades e eventos voltados ao público feminino, como Dia de Campo, Expodireto, rodada de palestras regionais e o tradicional Encontro de Mulheres, que em 2025 celebrou 30 anos de história.

A agenda de encerramento também contou com palestra especial conduzida pela psicóloga Andreia Ferreira. Ela falou sobre liderança, força feminina e autocuidado, promovendo reflexões e troca de ideias sobre o papel das mulheres em diferentes ambientes, como na família, nos relacionamentos, na gestão da propriedade rural, na cooperativa e na sociedade. 

Para a profissional, “quando as mulheres estão juntas, todas elas crescem. Então, este ambiente  promovido pela Cotrijal é um espaço de acolher e valorizar a mulher dentro dos seus diferentes papéis. Isso gera conexão e inspiração: uma consegue inspirar a outra, elas se sentem mais fortalecidas para desenvolver os seus trabalhos e isso vai provocando o empoderamento”. 

Na Cotrijal, 20% do quadro social é formado por mulheres. O Comitê feminino foi criado em 2015 e reformulado em 2022, com a implantação dos núcleos femininos por meio do Programa Mais Elas.

Presente no encontro, a diretoria da Cotrijal parabenizou as integrantes pelo trabalho realizado ao longo do ano e destacou o movimento de inclusão que vem sendo trabalhado de forma permanente, com evolução contínua ao longo dos anos. O grupo também tem se consolidado como um importante fórum de discussão e de sugestões, contribuindo cada vez mais para a melhoria das ações da cooperativa.





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