sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Mercado de café recua com oferta e tarifas, aponta análise


A semana foi marcada por forte oscilação nos preços internacionais do café, refletindo tensões comerciais e o avanço das colheitas em importantes origens produtoras, segundo informações que foram divulgadas pela StoneX. Em Nova Iorque, o contrato de março do café arábica recuou 3,1%, equivalente a 1185 pontos, e terminou cotado a US¢ 374 por libra-peso. Em Londres, o robusta registrou queda ainda mais intensa, de 9,1%, fechando a USD 4.223 por tonelada.

A movimentação no robusta esteve ligada à combinação entre mudanças na política comercial e ao início da colheita no Vietnã, maior produtor mundial dessa variedade, fatores que ampliaram a pressão baixista ao longo dos últimos dias. A sensibilidade do mercado a qualquer sinal sobre oferta se manteve elevada, em meio à expectativa de entrada de novos volumes no circuito global.

No Brasil, o movimento externo encontrou eco no comportamento das cotações internas. Segundo indicador do Cepea, o arábica caiu 3,8% e encerrou a R$ 2.204,71 por saca, enquanto o robusta teve baixa de 6,6%, para R$ 1.316,18 por saca. A volatilidade refletiu tanto o ajuste às referências internacionais quanto a leitura dos agentes sobre a evolução da produção nacional. Com oferta crescente e incertezas na política comercial, operadores mantiveram postura cautelosa, aguardando sinais mais claros sobre o ritmo de chegada da safra vietnamita e o comportamento da produção brasileira nas próximas semanas.

“Em Nova Iorque, o contrato de março do café arábica encerrou a semana com queda de 3,1%, equivalente a 1185 pontos, fechando a US¢ 374 por libra-peso. Em Londres, o Robusta registrou recuo mais acentuado, de 9,1%, terminando a USD 4.223 por tonelada. A pressão sobre o Robusta esteve relacionada tanto à política comercial quanto ao início da colheita no Vietnã, maior produtor mundial dessa variedade. No mercado interno brasileiro, o indicador Cepea para o arábica caiu 3,8%, encerrando a R$ 2.204,71 por saca, enquanto o robusta recuou 6,6%, cotado a R$ 1.316,18 por saca”, escreveu.

 





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Motores remanufaturados ganham espaço com foco verde



“O Original Reman traz um conceito atual e necessário”


“O Original Reman traz um conceito atual e necessário"
“O Original Reman traz um conceito atual e necessário” – Foto: Pixxabay

A busca por soluções que ampliam a vida útil de equipamentos e reduzem o consumo de recursos impulsiona a adoção de práticas ligadas à economia circular. Entre essas alternativas está a remanufatura de motores oferecida pelo programa Original Reman, da FPT Industrial, disponibilizado pela Bamaq Máquinas em diferentes regiões do país.

A proposta devolve a performance de um motor novo a componentes já utilizados, com potencial de economia operacional próxima de 30% e contribuição direta para metas de menor impacto ambiental no setor de máquinas e energia. Técnicos da operação destacam que a iniciativa preserva desempenho e confiabilidade, atendendo atividades que não podem sofrer interrupções, em contexto de manutenção mais rápida e segura.

“O Original Reman traz um conceito atual e necessário: manter a performance e a confiabilidade do equipamento, reduzindo custos e impacto ambiental. Com essa solução, conseguimos atender clientes que não podem parar suas operações, com agilidade e segurança”, explica Eduardo Santos, engenheiro de aplicação da FPT na Bamaq Máquinas.

O processo inclui retirada do motor, desmontagem completa, análise detalhada, substituição de peças desgastadas por itens novos e remontagem com testes em bancada, mantendo padrão de fábrica. Há ainda a opção do Long Block, formato compacto indicado para manutenções planejadas que exigem agilidade.

A remanufatura reduz custos, evita descarte prematuro e diminui o consumo de matéria-prima e energia, fortalecendo ações alinhadas a compromissos globais de carbono zero e integrando distribuidores à oferta de alternativas sustentáveis com suporte técnico. “Essa abordagem está alinhada ao compromisso global da FPT Industrial de alcançar carbono zero até 2040, e reforça o papel de distribuidores, como a Bamaq, na conexão entre tecnologia e campo. Nosso foco é oferecer soluções sustentáveis, regionalizadas e com respaldo técnico”, ressalta o engenheiro.





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Derivados ampliam queda e pressionam soja na CBOT



A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes


A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes
A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes – Foto: Divulgação

O mercado internacional de grãos registrou queda nesta quarta-feira, refletindo um movimento mais cauteloso após semanas de valorização. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos de soja, farelo e óleo negociados em Chicago terminaram o dia no campo negativo, acompanhando uma nova rodada de realização de lucros e maior pressão vendedora no mercado físico.

O contrato de soja para janeiro recuou 1,50%, encerrando a 1136,25 cents por bushel. Março caiu 1,36%, para 1144,50 cents. No segmento de derivados, o farelo para dezembro cedeu 2,48%, fechando a 318,9 dólares por tonelada curta, enquanto o óleo para dezembro caiu 2,05%, para 51,10 cents por libra-peso.

A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes e as compras chinesas que somaram 1.354.000 toneladas nos últimos dias, incluindo 330 mil toneladas confirmadas nesta quarta. Apesar do volume, o encarecimento da soja americana para exportação tem limitado o interesse de compradores privados da China, que encontram preços mais competitivos no Brasil. Com os estoques chineses abastecidos por produto sul-americano, cresce a dúvida sobre a efetiva demanda pelas 12 milhões de toneladas mencionadas pelo governo dos Estados Unidos.

Esse cenário estimulou os Fundos de Investimentos a capturar ganhos acumulados nas últimas cinco semanas, em um ajuste que também pressionou farelo e óleo, ambos com quedas superiores a 2%. A TF Agroeconômica destaca ainda que o aumento das vendas de produtores no mercado físico reforçou o viés baixista ao longo da sessão. Essas informações foram divulgadas nesta manhã de quinta-feira.

 





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Mercado de soja avança com estabilidade


O plantio de soja do estado do Rio Grande do Sul segue avançando lentamente e mantém o mercado estável, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em novembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc (+0,71%)semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,00/sc (+1,8%)semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10”, comenta.

Santa Catarina mantém equilíbrio no mercado físico e fluxo interno estável. “A estabilidade demonstra que a produção remanescente segue sendo absorvida sem pressão adicional sobre o mercado, evitando movimentos bruscos nos volumes comercializados. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 141,13 (+0,75%)”, completa.

Na comercialização no Paraná, as referências portuárias registraram alta, enquanto parte das praças internas apresentou estabilidade, sinalizando demanda firme pela movimentação do grão. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,00 (+1,08%). Em Cascavel, o preço foi R$ 129,75 (+0,36%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,65 (+0,20%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,12 (+0,15%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 141,13(+0,75%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Enquanto isso, o Mato Grosso do Sul projeta expansão significativa na produção. “A antecipação das vendas segue em ritmo moderado, mas compatível com a confiança do produtor na condução da safra e na expectativa de incremento de produtividade. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,73 (-0,21%), Campo Grande em R$ 126,73 (-0,21%), Maracaju em R$ 126,73 (-0,21%), Chapadão do Sul a R$ 122,31 (+0,07%), Sidrolândia a em R$ 126,73 (-0,21%)”, informa.

Mato Grosso entra na reta final da semeadura. “O cenário mantém o mercado atento ao ajuste entre armazenamento, demanda imediata e ritmo de plantio, que se aproxima do encerramento. Campo Verde: R$ 123,93 (+0,25%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,33 (-0,96%), Nova Mutum: R$ R$ 120,33 (-0,96%). Primavera do Leste: R$ 123,93 (+0,25%). Rondonópolis: R$ 123,93 (+0,25%). Sorriso: R$ 120,33 (- 0,33%)”, conclui.

 





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Milho recua na B3 com mercado travado e quedas em Chicago



Na B3, os contratos futuros tiveram comportamento misto


Na B3, os contratos futuros tiveram comportamento misto
Na B3, os contratos futuros tiveram comportamento misto – Foto: Pixabay

O mercado de milho registrou um dia de baixa na B3, influenciado pela queda em Chicago e por um ambiente doméstico de negociações travadas, segundo a TF Agroeconômica. Mesmo com os ajustes negativos, o mercado físico segue firme, com poucos negócios, já que boa parte dos produtores permanece focada no plantio. A Anec revisou para cima a projeção de exportações de novembro, ampliando em 5,30% a estimativa, beneficiada pela atratividade do milho brasileiro após a recente recuperação das cotações externas.

Na B3, os contratos futuros tiveram comportamento misto. Janeiro de 2026 encerrou o dia a R$ 70,89, queda de R$ 0,38, mas ainda com leve alta semanal de R$ 0,13. Março de 2026 fechou em R$ 72,28, com baixa de R$ 0,09 no dia e perda de R$ 0,23 na semana. Maio de 2026 terminou a R$ 71,59, recuando R$ 0,16 no dia e acumulando desvalorização semanal de R$ 0,32.

Em Chicago, o milho também registrou baixa por realização de lucros dos fundos. O contrato de dezembro recuou 1,60 por cento, caindo sete cents para 4,2975 dólares por bushel. O vencimento de março caiu oito cents, baixa de 1,78 por cento, fechando a 4,4150 dólares por bushel. Segundo a análise, as cotações permanecem em um canal lateralizado nas últimas semanas, comprimidas entre 4,40 e 4,20 dólares por bushel, sem sinais concretos de quebra dessa tendência. A combinação de colheita volumosa e demanda firme mantém o mercado norte-americano equilibrado, e os movimentos do meio de semana refletiram ajustes naturais após as recentes altas observadas também em outros grãos.

 





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Alta e importação movem preços do trigo no Sul



Em Santa Catarina, a colheita em andamento abriu espaço para maior oferta


Em Santa Catarina, a colheita em andamento abriu espaço para maior oferta
Em Santa Catarina, a colheita em andamento abriu espaço para maior oferta – Foto: Divulgação

O ritmo do mercado de trigo no Sul manteve variações moderadas em meio ao avanço da colheita e à maior presença de produto regional e importado. Segundo dados da TF Agroeconômica, as negociações no Rio Grande do Sul seguiram mais cadenciadas, com compradores atuando de forma pontual e preços praticamente estáveis ao longo do dia. Os lotes de padrão moagem alcançaram até 1155 reais por tonelada no porto para dezembro, enquanto o trigo de ração ficou em 1120. No interior, os valores oscilaram de 1000 a 1030 conforme o frete, com moinhos entre 1060 no miolo do estado e 1150 na Serra para janeiro. Produtores mantiveram referências da pedra em Panambi a 55 reais. 

Em Santa Catarina, a colheita em andamento abriu espaço para maior oferta, mas ainda há distância entre as pretensões de vendedores e compradores. Interessados defendem valores próximos de 1200 reais por tonelada FOB, enquanto as indicações de compra ficam entre 1100 e 1150. Parte relevante das ofertas continua vindo do Rio Grande do Sul, ao redor de 1080 FOB mais frete, e também de São Paulo, a 1250 CIF. Moinhos catarinenses trabalham entre 1130 e 1150 CIF. Os preços pagos aos produtores permaneceram estáveis em boa parte das praças, com variações pontuais entre 61 e 64,25 reais por saca.

No Paraná, a oferta de trigo argentino com 10,5% de proteína a 206 dólares por tonelada tende a pressionar o mercado, reduzindo valores de importação. Mesmo assim, as referências locais seguem firmes, ao redor de 1200 reais CIF Curitiba, até 1250 em Ponta Grossa e 1280 no norte. Regiões do Oeste e dos Campos Gerais recebem trigo paraguaio mais barato. Parte dos vendedores pode aceitar negócios pela necessidade de giro, enquanto moinhos já observam a logística de janeiro.

 





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Milho segue com lentidão


O mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul segue em ritmo lento e pouca disposição para novos negócios, segundo informações da TF Agroeconômica. “Os preços variam entre R$ 59,00 e R$ 72,00, enquanto a média estadual subiu 0,34%, alcançando R$ 62,52, diante dos R$ 62,31 da semana passada. Mesmo com esse ajuste positivo, a liquidez permanece baixa e o mercado continua travado. No porto, o contrato futuro para fevereiro/26 segue estável em R$ 69,00/saca. Mesmo com ajustes pontuais, a dinâmica de negócios segue limitada no estado”, comenta.

O mercado de milho permanece parado em Santa Catarina, com liquidez muito baixa. “As pedidas seguem próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas continuam ao redor de R$ 70,00/saca, sem sinais de aproximação. Com isso, o mercado spot segue estagnado e sem impulso para retomada. No Planalto Norte, os negócios continuam apenas pontuais, entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanço relevante. A falta de consenso entre vendedores e compradores continua travando totalmente o mercado”, completa.

Mercado travado, semeadura concluída e em bom desenvolvimento no Paraná. “As pedidas seguem próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as ofertas continuam ao redor de R$ 70,00 CIF, deixando o spot praticamente parado. A distância entre preços pedidos e ofertados continua sendo o principal fator que bloqueia o andamento das negociações”, indica.

O mercado de milho em Mato Grosso do Sul segue com pouca movimentação, reflexo da ampla oferta e da postura cautelosa de vendedores e compradores. “As referências continuam estáveis entre R$ 51,00 e R$ 54,00/saca, com Maracaju mantendo as maiores indicações e Chapadão do Sul registrando altas pontuais durante a semana. A demanda externa segue fraca, o que restringe novos negócios e deixa o ritmo das negociações apenas moderado. Mesmo com ajustes regionais, a liquidez permanece baixa em todo o estado”, conclui.

 





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Alta moderada marca início do dia nos grãos



A soja também opera em leve recuperação na bolsa norte-americana


A soja também opera em leve recuperação na bolsa norte-americana
A soja também opera em leve recuperação na bolsa norte-americana – Foto: Pixabay

Os mercados agrícolas iniciam o dia com movimentos moderados e ritmo influenciado por fatores externos e pela dinâmica de oferta e demanda internacional. A TF Agroeconômica relatou avanços leves nas bolsas e estabilidade no físico em algumas praças, com atenção concentrada no comportamento de fundos e nas novas sinalizações regulatórias e comerciais.

No trigo, a alta discreta observada em Chicago reflete o retorno de compradores especulativos após a realização de lucros da véspera. O interesse renovado é sustentado por rumores de demanda chinesa, enquanto a oferta global permanece confortável e o avanço das colheitas no Hemisfério Sul limita ganhos mais amplos. No físico, os preços registraram pequena valorização no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul, enquanto origens da Argentina e do Paraguai mantiveram indicações próximas às da véspera.

A soja também opera em leve recuperação na bolsa norte-americana, após duas sessões de queda. O foco voltou-se para o regulamento europeu de desmatamento, cuja implementação foi ajustada para o fim de 2026, ainda dependente de aval parlamentar. A medida deve afetar diretamente cadeias de importação de derivados vegetais. No Brasil, os preços subiram tanto no interior do Paraná quanto no porto. A demanda chinesa reapareceu, com compras em torno de 2 milhões de toneladas, ainda distantes dos volumes inicialmente previstos no acordo bilateral.

O milho acompanha o movimento altista em Chicago, apoiado por compras de oportunidade e pelo bom desempenho dos embarques semanais de ração animal dos Estados Unidos. A sustentação convive com o peso de uma safra recorde, cujo volume exigirá consumo interno e externo mais robusto para evitar acúmulo de estoques, projetados próximo aos maiores níveis desde 2018/2019. No Brasil, o físico registrou leve ganho, enquanto os contratos da B3 recuaram.

 





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Acesso negado à COP 11 gera reação de comitiva brasileira



“Todas as decisões têm força recomendatória”


“Todas as decisões têm força recomendatória"
“Todas as decisões têm força recomendatória” – Foto: Agência Brasil

A restrição de acesso à COP 11 provocou intensa reação dentro e fora das delegações que acompanham o encontro em Genebra. Desde o início das discussões, representantes brasileiros formados por parlamentares, prefeitos, entidades do setor produtivo do tabaco, autoridades estaduais e imprensa foram barrados pelo Secretariado da Convenção, que aplicou o artigo 5.3 da CQCT ao veto.

A medida, adotada no primeiro dia do evento organizado pela Organização Mundial da Saúde, afetou inclusive parlamentares e profissionais de imprensa, gerando notas de repúdio divulgadas no Sul do país. Integrantes da comitiva afirmam que a decisão fere o direito à transparência e à participação pública previsto no Acordo de San José da Costa Rica.

Diante da exclusão, a Comissão Permanente do Brasil na ONU passou a intermediar reuniões com o grupo. Dois encontros ocorreram na terça e na quarta-feira, conduzidos pelo embaixador Tovar Nunes, e um terceiro foi marcado para esta quinta-feira. No diálogo, o embaixador explicou que o país levou propostas sobre controle de novos produtos de nicotina e alternativas econômicas aos produtores, ressaltando que decisões da conferência têm caráter recomendatório.

“Todas as decisões têm força recomendatória, são opções não vinculantes. Países como o Brasil, produtores de tabaco, não vão aceitar práticas não conformes a sua realidade”, relatou ao grupo.

“Levando em consideração que chegamos aqui e fomos, mais uma vez, impedidos de participar, a abertura da embaixada brasileira é positiva. Inicia-se um processo de diálogo com quem não teve acesso, bem como com a comitiva representada pela CONICQ. Entendemos que diálogo e transparência são essenciais quando tratamos de um tema que impacta milhares de famílias brasileiras”, avalia Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco.

 





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Crédito rural exige cautela diante de juros abusivos


O acesso ao crédito rural tem se tornado um desafio crescente, ampliando a tensão entre necessidade de financiamento e risco de contratação. Com instituições mais seletivas e recursos oficiais limitados, muitos produtores recorrem a alternativas que parecem simples, mas escondem condições capazes de comprometer a saúde financeira da propriedade.

A partir desse ambiente, consultorias jurídicas apontam que a Cédula de Crédito Bancário vem sendo utilizada por algumas instituições como forma de mascarar operações que, na essência, têm destinação rural. Isso eleva artificialmente os juros, que chegam a patamares muito acima do permitido para crédito agrícola. Especialistas lembram que contratos desse tipo podem violar normas que regem o setor e impor custos incompatíveis com a atividade.

“A legislação é inequívoca: finalidade rural exige contrato rural. Contudo, bancos, cientes de sua superioridade negocial e da vulnerabilidade do produtor na busca por financiamento, impõem CCBs com taxas muito superiores ao limite de 12% ao ano, desconsiderando completamente os parâmetros legais”, destaca Marcos Vinícius Souza de Oliveira, especialista em questões contratuais aplicadas ao agronegócio, e membro do escritório Álvaro Santos Advocacia e Consultoria no Agro.

O alerta envolve situações em que a taxa real aplicada supera o limite legal, criando impacto direto sobre fluxo de caixa, margem e capacidade de pagamento. Ainda que o contrato seja apresentado como bancário, a legislação determina que prevalece a finalidade dos recursos, o que obriga o enquadramento como operação rural. Há relatos de que muitos produtores desconhecem esse direito e aceitam condições que ampliam o endividamento.

O tema inclui também cobranças de juros moratórios e multas fora dos parâmetros previstos para o segmento. Por isso, orienta-se maior cautela na contratação e análise técnica de cédulas quitadas, ativas ou em atraso. Caso haja taxas excessivas, é possível buscar revisão judicial para adequação ao regime correto. “Nosso trabalho consiste justamente em auxiliar os produtores rurais a evitar armadilhas contratuais, identificar cláusulas abusivas e, quando necessário, promover a renegociação ou revisão judicial dos contratos firmados”, finaliza o especialista.

 





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