sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Retração vendedora eleva preço da soja no Brasil



Demanda por farelo de soja permaneceu aquecida


Foto: United Soybean Board

As irregularidades das chuvas no Brasil, os casos de necessidade de replantio e a expectativa de demanda externa mais aquecida no próximo ano deixaram produtores brasileiros mais resistentes em negociar novos lotes da soja em grão ao longo da semana passada.

Com isso, levantamento do Cepea mostra que a liquidez no mercado spot nacional diminuiu, mas os preços subiram.

Segundo pesquisadores do Cepea, os valores da soja em grão também foram influenciados por projeções do USDA indicando menor oferta mundial, o que, somado ao avanço da demanda na safra 2025/26, deve reduzir a relação estoque/consumo final para o menor volume em três temporadas.

Quanto ao farelo de soja, levantamento do Cepea mostra que a demanda permaneceu aquecida, dando suporte aos preços domésticos. Já as negociações de óleo de soja estiveram enfraquecidas, com parte das indústrias de biodiesel do País sinalizando que estavam abastecidas para o médio prazo.





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setor exportador nacional tem alívio tarifário



O setor exportador de produtos citrícolas ganhou um importante alívio tarifário


Foto: Seane Lennon

O setor exportador de produtos citrícolas ganhou um importante alívio tarifário nos últimos dias. Para o suco de laranja, o governo dos Estados Unidos retirou, no final da primeira quinzena de novembro, a tarifa adicional de 10% que havia sido aplicada de forma generalizada às importações em abril deste ano e que ainda incidia sobre o produto. Já para os subprodutos, em ordem executiva anunciada na última quinta-feira, 20, óleos essenciais, subprodutos terapêuticos e polpa de laranja tiveram zeradas as tarifas de 40%, mas continuaram sobretaxados em 10%.

Segundo pesquisadores do Cepea, essa movimentação representa mais uma boa notícia para o setor, que enfrenta um período de lentidão nos embarques internacionais de suco. Agentes consultados pelo Cepea ressaltam que a isenção tarifária preserva a competitividade do suco brasileiro no mercado norte-americano, fator considerado essencial para o equilíbrio das exportações nesta temporada. No entanto, para os EUA, segue vigente a tarifa de US$ 415 por tonelada de FCOJ, que já existia antes de todo esse imbróglio imposto pelo presidente Donald Trump.

Para os subprodutos, pesquisadores do Cepea indicam que as exportações com a sobretaxa vinham perdendo espaço no mercado norte-americano, e a isenção anunciada pode ajudar na recuperação dos embarques para os EUA.





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Haddad diz que taxa Selic está exageradamente restritiva e defende…


Logotipo Reuters

SÃO PAULO (Reuters) – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira que por mais pressão que haja sobre o Banco Central para não baixar juros, as taxas estão “exageradamente restritivas” e terão que cair, defendendo que a autoridade monetária dê ao menos uma sinalização sobre cortes à frente.

Em evento promovido pela Bloomberg, em São Paulo, um dia antes de o BC anunciar sua decisão sobre o patamar da Selic, Haddad afirmou que uma taxa real de juros de 10% no Brasil é algo que não faz sentido, citando uma melhora nas expectativas de mercado e nos dados correntes de inflação.

“Considero uma taxa exageradamente restritiva, nós poderíamos já começar a pensar, sinalizar… vamos ver o comunicado, as vezes o patamar do juro pode se manter, mas o comunicado pode sinalizar… vamos aguardar”, disse o ministro em entrevista à Bloomberg paralela ao evento.

Haddad avaliou que os juros do país poderiam estar em patamar restritivo para arrefecer a inflação, mas não em um nível tão elevado, que, para ele, deprime o crescimento econômico e prejudica as contas públicas.

“Penso que uma correção do patamar da Selic ia fazer tudo convergir para um patamar mais adequado de crescimento, de fiscal, de inflação, de tudo”, afirmou.

Haddad ponderou que não é possível afirmar quando acontecerá o corte de juros pela autoridade monetária.

O mercado tem melhorado gradualmente as projeções para a inflação neste e nos próximos anos, mas em níveis ainda incompatíveis com o atingimento do centro da meta contínua de 3%.

De acordo com o mais recente boletim Focus do BC, as expectativas de inflação estão em 4,55% para este ano (contra 4,80% há um mês), 4,20% para 2026 (4,28% antes) e 3,80% para 2027 (3,90% antes).

A Selic está atualmente em 15% ao ano, e BC anuncia na quarta-feira sua decisão para os juros básicos após ter defendido em suas comunicações oficiais uma manutenção da taxa neste nível por período “bastante prolongado”, para assegurar o atingimento da meta de inflação.

(Reportagem de Marcela Ayres e Bernardo Caram)





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Paraná eleva exportação de milho em 179%


O Paraná ampliou de forma significativa as exportações de milho entre janeiro e outubro, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quarta-feira (19) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). De acordo com o documento, o estado exportou 3,55 milhões de toneladas, resultado que representa “alta de 179% quando comparada ao mesmo período de 2024”. A receita registrada chegou a 757,7 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 4,16 bilhões de reais.

O boletim informa ainda que o preço da tonelada apresentou leve variação, passando de 210,58 dólares em 2024 para 213,43 dólares, uma elevação de 1,35%. Segundo a análise, o aumento do volume exportado está relacionado “a uma safra recorde no ciclo anterior e à opção do produtor por escoar primeiramente o milho”, apontado como produto de menor atratividade comercial em comparação com a soja.

O complexo soja — farelo, óleo e grão — apresentou redução de 10% nos embarques no mesmo período. O relatório destaca que foram exportadas 13,56 milhões de toneladas, com receita de 5,53 bilhões de dólares, aproximadamente 30,4 bilhões de reais. Apesar do recuo no total, o boletim registra que “o óleo de soja teve aumento de 18%”, enquanto o farelo subiu 2% e a soja em grão registrou queda de 15%.

Somadas as exportações de soja e milho, o Paraná contabilizou 17,1 milhões de toneladas embarcadas nos dez primeiros meses de 2025, alta de 4,1%. Os analistas apontam que, mesmo com a redução do volume de soja, houve incremento no escoamento de granéis devido à priorização do milho. A expectativa é de que, nos próximos três meses, “haja um embarque maior de soja para liberação dos armazéns”, já que a colheita da nova safra tem início em janeiro.





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Mercado da soja inicia a semana com viés de alta



Clima atrasa plantio e pressiona mercado da soja



Foto: Divulgação

Segundo a análise do especialista da Grão Direto desta segunda-feira (24), “o clima segue no centro do radar”, com impactos diretos no avanço do plantio da safra 2025/26. O relatório afirma que o atraso na regularização das chuvas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Norte já provoca replantio em áreas do Mato Grosso, enquanto outras aguardam precipitações mais consistentes. Conforme o documento, “o cenário atual é adverso”, com risco de perdas localizadas caso o padrão climático se mantenha nos próximos dias.

O especialista aponta que, diante da incerteza climática, “os prêmios de exportação para março e abril começaram a subir”, movimento descrito como incomum para o período. A avaliação indica que estoques mais ajustados, atraso no plantio e risco climático tendem a sustentar os preços nos portos e no mercado físico nas próximas semanas, sobretudo se as chuvas não se regularizarem até o fim de novembro.

A análise destaca também que os estoques reduzidos reforçam a sensibilidade do mercado. O relatório lembra que a última safra foi volumosa e que as exportações ocorreram em ritmo acelerado, o que diminuiu a disponibilidade interna. Diante do início indefinido da nova temporada e da ausência de garantia de recuperação rápida do clima, “qualquer ameaça à produção pode ter reflexo direto e rápido na formação de preços”.

Outro ponto observado é o comportamento do câmbio. Segundo o especialista, “o dólar segue altamente sensível às expectativas em torno da política monetária americana”. Após as sinalizações do Federal Reserve de Nova York, a probabilidade de corte de juros em dezembro subiu para 69%, mas as atas da última reunião mostram divisão interna no Comitê. Indicadores como vendas no varejo e o Livro Bege, previstos para esta semana, devem influenciar a relação entre dólar e real.

A análise conclui que o mercado da soja inicia a semana com viés de alta, sustentado pelo atraso no plantio, estoques menores e prêmios em elevação. O documento reforça que o clima adverso domina o curto prazo e que a falta de chuvas consistentes até o fim de novembro pode consolidar um cenário de risco produtivo.





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Análise biológica do solo impulsiona produtividade e sustentabilidade das lavouras


O solo é muito mais do que um suporte físico para as plantas: trata-se de um ecossistema vivo, rico em microrganismos que desempenham papel decisivo na fertilidade, no equilíbrio nutricional e na produtividade agrícola. Por isso, as análises biológicas de solo vêm ganhando destaque no manejo moderno. Elas permitem identificar a qualidade da atividade microbiana, entender como a vida do solo influencia o desenvolvimento das culturas e fornecer subsídios para práticas mais assertivas, que resultam em maior eficiência e sustentabilidade no campo.

Entre as ferramentas disponíveis, a análise metagenômica desponta como uma das mais inovadoras. Baseada no sequenciamento do DNA extraído do solo, essa tecnologia permite mapear milhões de informações sobre os microrganismos presentes, revelando não apenas quais estão ali, mas também como interagem e afetam a nutrição e a saúde das plantas. Trata-se de um salto de precisão para o agricultor, que passa a contar com dados científicos aprofundados para direcionar decisões de manejo e potencializar a performance da lavoura.

O Brasil, maior produtor e exportador de diversas commodities, como soja, café, açúcar, algodão e suco de laranja, e entre os maiores em várias outras culturas, é responsável por sustentar a economia e garantir o abastecimento alimentar dentro e fora do país, conforme destaca a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), que em 2023 registrou a maior safra de grãos da história, com 319,8 milhões de toneladas. “A dimensão da produção agrícola brasileira é expressiva e pode ser ainda ampliada com a adoção de ferramentas tecnológicas e de apoio à tomada de decisões mais acuradas em prol da saúde do solo”, assinala a engenheira agrônoma Laura Landucci.

As análises permitem indicar o manejo adequado para manutenção dos níveis de fertilidade, estrutura e teores de nutrientes disponíveis para as plantas, entre outros benefícios. Nesse campo, a análise metagenômica é uma das metodologias mais avançadas, que oferece ainda mais detalhes sobre a vida do solo. Por meio dela, há a realização do sequenciamento do DNA do solo para examinar milhões de dados genéticos provenientes de seus habitantes microscópicos: fungos e bactérias. Com a pesquisa completa da microbiota da área, a análise proporciona aos agricultores dados essenciais e revela detalhes sobre as funções biológicas dos microrganismos presentes no solo. A partir daí é possível entender como eles interagem e influenciam a saúde e a nutrição das plantas. 

AGROBIOTA, A Análise Metagenômica do Agricultor Brasileiro

Um dos principais serviços disponíveis no mercado para a análise biológica e metagenômica do solo é o AGROBIOTA, desenvolvido pela BIOTROP – empresa brasileira referência em soluções biológicas e naturais para o agronegócio. O AGROBIOTA acessa informações detalhadas do solo e os envia para os modernos laboratórios da empresa para análise molecular e bioinformática. Após esse passo, são disponibilizadas aos agricultores informações valiosas em uma plataforma digital exclusiva, que inclui recomendações de manejo e as soluções biológicas mais adequadas para cada contexto.

Juliana Marcolino Gomes, Gerente de Pesquisa & Inovação BIOTROP, destaca que o AGROBIOTA envolve o uso de técnicas moleculares de ponta, como o uso de sequenciadores de última geração, além de softwares e ambientes computacionais exclusivos, desenvolvidos pela BIOTROP  para análise do metagenoma dos solos agrícolas brasileiros. Conta ainda com inteligência artificial embarcada, para otimizar a experiência dos usuários durante o uso da plataforma e auxiliar na interpretação das informações presentes no laudo. “Esse serviço oferece aos agricultores dados que efetivamente contribuem para o sucesso do seu negócio”.

A BIOTROP, vem promovendo encontros exclusivos para reforçar a importância da análise metagenômica do solo, como os realizados em Assis (SP) e Uberaba (MG). Em Assis, o AGROBIOTA Experience reuniu 50 participantes que representam mais de 900 mil hectares de cana. “Recebemos representantes de 15 usinas, alguns deles clientes do AGROBIOTA desde o início do programa, a associação local de produtores e cooperativas, além de fornecedores importantes. O presente e o futuro da agricultura estão no monitoramento da saúde do solo e a BIOTROP está na vanguarda dessa iniciativa no Brasil.”, conclui André Cruz, Gerente Comercial AGROBIOTA.

Se você tem dúvidas ou se interessou pela análise metagenômica, acesse o Portal AGROBIOTA (https://souagrobiota.com.br/), saiba mais sobre o tema e entre em contato com nossos especialistas. Acompanhe também nossos conteúdos no Instagram @souagrobiota (https://www.instagram.com/souagrobiota).

 





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mercado prevê risco climático para a safrinha



Milho segue com viés de estabilidade a leve alta no mercado interno



Foto: Nadia Borges

Segundo a análise do especialista da Grão Direto, divulgada nesta segunda-feira (24), “a safrinha de 2026 já preocupa”. O relatório aponta que o atraso no plantio da soja no Cerrado e no Matopiba está deslocando a semeadura do milho para fora da janela considerada ideal. Conforme o documento, isso aumenta o risco climático da segunda safra, já que parte das áreas será implantada “quando as chuvas começam a se tornar mais escassas”. O especialista afirma que o mercado futuro já antecipa esse descompasso, com prêmios de risco incorporados aos contratos do segundo semestre de 2026.

A análise destaca ainda que há “competição doméstica por oferta”, impulsionada pela demanda aquecida. Segundo o relatório, dois fatores sustentam esse movimento: a expansão das usinas de etanol à base de milho e o ritmo forte das indústrias de proteína animal. O especialista afirma que essa competição direta pressiona a disponibilidade do grão e tende a se intensificar nos próximos meses, criando um ambiente mais disputado no mercado interno.

O documento observa que há suporte tanto no mercado físico quanto na B3. Mesmo diante de possíveis recuos em Chicago ou de movimentos desfavoráveis no câmbio, “os fundamentos internos tendem a formar um piso para os preços”, especialmente devido ao consumo firme de etanol e ração. O relatório descreve esse comportamento como um “colchão de suporte” que mantém as cotações sustentadas, mesmo sob pressão externa.

A análise conclui que o milho segue com viés de estabilidade a leve alta no mercado interno. A combinação entre risco climático crescente para a safrinha e demanda doméstica aquecida sustenta os preços, apesar de sinais negativos do ambiente internacional.





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Produção de morango varia e preços sobem em regiões do RS


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19), a produção de morango na região administrativa de Caxias do Sul, em Gramado, permanece abaixo do esperado para o período. A instituição informou que “a presença de flores e frutos em desenvolvimento indica boa produção para o final de ano”. As condições meteorológicas da última semana elevaram a incidência de ácaro-rajado, o que “demanda controle com inseticidas, que nem sempre é tão efetivo”. A fase de florescimento é considerada razoável, e as colheitas seguem inferiores ao normal.

Com o aumento do fluxo de turistas durante o Natal Luz e o menor volume colhido, os preços do fruto in natura variam de R$ 25,00 a R$ 35,00/kg, enquanto o congelado é comercializado a R$ 12,00/kg em Gramado. Em Nova Petrópolis, a instituição registrou “leve tendência de alta”, com valores entre R$ 20,00 e R$ 30,00/kg nas vendas para Ceasas, intermediários e mercados, e entre R$ 25,00 e R$ 35,00/kg no varejo direto.

Na região administrativa de Pelotas, o boletim aponta leve redução na oferta, embora haja floração abundante e boa sanidade das plantas e frutos. A ocorrência de oídio e ácaro tem sido controlada pelos produtores. Segundo o informativo, a insolação recente “melhorou a coloração e o sabor dos frutos”. Os preços permanecem estáveis, variando entre R$ 15,00 e R$ 35,00/kg, conforme a qualidade.

Na região de Santa Rosa, os cultivos iniciam nova floração. As cultivares Royal Roice e San Andreas têm apresentado bom desempenho, enquanto, na cultivar Albion, há registro de mortalidade de plantas. O informativo destaca que o morango classificado é comercializado a R$ 30,00/kg, e os frutos destinados à produção de sucos e geleias, a R$ 18,00/kg, com demanda considerada adequada.





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Feira agrícola abre inscrições e inicia preparação global



Na edição anterior, a feira recebeu cerca de 350 mil visitantes vindos de 150 países


Na edição anterior, a feira recebeu cerca de 350 mil visitantes vindos de 150 países
Na edição anterior, a feira recebeu cerca de 350 mil visitantes vindos de 150 países – Foto: Eima

A principal feira internacional de tecnologias para o campo avança nos preparativos para a edição que será realizada em novembro de 2026 e inicia uma nova fase de organização voltada a expositores e ao público profissional. A partir desta semana, a EIMA International abriu seu sistema online para que as indústrias interessadas confirmem presença, informem o espaço desejado e detalhem a linha de produtos que pretendem apresentar.

De acordo com a FederUnacoma, entidade italiana que promove o encontro, o registro antecipado busca ordenar a elevada demanda observada nas últimas edições, que reuniram mais de 1.800 fabricantes de 50 países. Concluída a etapa de inscrições, começa o desenho dos estandes e a distribuição das áreas internas, processo que envolve planejamento técnico e definição das estruturas que irão acolher mais de 50 mil modelos de máquinas, equipamentos e componentes destinados à agricultura e ao paisagismo. Na edição anterior, a feira recebeu cerca de 350 mil visitantes vindos de 150 países, número que reforça a necessidade de organização prévia.

A preparação inclui também uma campanha de divulgação internacional voltada à imprensa e a operadores econômicos, programada para começar em janeiro. O circuito prevê encontros e conferências em diversos continentes, reunindo representantes de cadeias agrícolas e setores industriais interessados em tecnologias capazes de elevar a produtividade sem comprometer os recursos naturais. A iniciativa busca fortalecer o diálogo global sobre inovação, promover intercâmbio entre mercados e ampliar o alcance da feira antes da abertura oficial em Bolonha.

 





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Acácia, eucalipto e pínus têm cenários distintos no RS


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19), a produção de acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul, especialmente na região das Hortênsias, permanece como reserva financeira e complemento de renda para diversas unidades produtivas. O boletim informa que “a atividade enfrenta dificuldades devido à escassez de mão de obra”, enquanto a maior parte do mercado segue direcionada à produção de energia, com participação menor da construção civil. As condições fitossanitárias são consideradas adequadas, com tratos culturais, controle de formigas, adubação de cobertura, corte e colheita em andamento.

Na mesma região, a demanda pela matéria-prima do eucalipto permanece estável. O informativo destaca que “a espécie se destaca pelo rápido crescimento”, impulsionado pelo setor de desdobro e pelo uso diversificado. A implantação de novas áreas e o manejo da brotação estão abaixo do previsto, o que pode resultar em escassez de madeira nos próximos anos. Segundo o documento, a cultura “apresenta boas condições fitossanitárias”, com práticas de manejo como controle de formigas, corte, empilhamento e comercialização de toras e subprodutos, especialmente lenha. Os preços variam conforme localização, dificuldade de extração e diâmetro da madeira, atendendo aos mercados local, regional e estadual.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, são realizados tratos culturais, incluindo preparo de terreno, plantio de mudas, controle de formigas e inços e adubação. Em florestas de dois a três anos ocorre a poda, enquanto áreas com seis a sete anos recebem o raleio.

Na região administrativa de Caxias do Sul, os cultivos de pínus mantêm papel relevante na cadeia florestal, com destinação para toras, chapas, compensados, aglomerados, laminados, movelaria, pallets, estaquetas para exportação, forros, assoalhos e construção civil. O setor registra apreensão diante de especulações sobre tarifas de importação pelos Estados Unidos, o que levou empresas a conceder férias coletivas e a promover demissões. A madeira fina, entre 18 e 30 centímetros, mantém mercado, embora com queda nos preços, enquanto toras acima de 30 centímetros enfrentam baixa procura. Segundo o informativo, “a demanda por parte de empresas locais, regionais e de estados vizinhos garante preços regulares aos produtores”. O boletim também aponta que apenas 15% a 20% das áreas de corte raso estão sendo replantadas, com substituição por cultivos anuais e perenes, exceto em empresas verticalizadas que mantêm os plantios. As entidades do setor alertam para o risco de déficit de madeira nos próximos anos. As condições fitossanitárias são relatadas como adequadas.

Na região administrativa de Passo Fundo, a resinagem registrou retração no último ano e tende a diminuir ainda mais devido à baixa disponibilidade de áreas aptas para coleta. A atividade permanece apenas em florestas já resinadas, sem expansão para novas áreas. Continua a colheita por corte raso, com baixo índice de replantio e migração de áreas para cultivos anuais.





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