quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Lista com a classificação das propostas para formação de estoques para mel e castanhas é divulgada



Lista de classificação do PAA para mel e castanhas já pode ser consultada



Foto: Canva

Produtores de mel e castanhas que apresentaram propostas para a modalidade Apoio à Formação de Estoques (AFE) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) já podem consultar o resultado da classificação dos projetos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quarta-feira (17) a relação das cooperativas com propostas consideradas aptas, após a análise técnica realizada pela estatal.

A consulta pode ser feita pelo nome da organização fornecedora, conforme os critérios definidos no Comunicado Apoio à Formação de Estoques do PAA nº 01/2025. De acordo com as regras da modalidade, cada projeto poderá acessar até R$ 1,5 milhão em recursos. Para organizações que participam do AFE pela primeira vez, o limite estabelecido é de R$ 500 mil.

A iniciativa tem como objetivo apoiar a formação de estoques da agricultura familiar, com foco em produtos impactados por tarifas adicionais aplicadas às exportações brasileiras. A ação emergencial conta com até R$ 30 milhões, repassados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) à Conab.

Os recursos são direcionados a organizações que enfrentam dificuldades para escoar a produção ao mercado norte-americano e que não conseguem redirecionar integralmente os volumes ao mercado interno ou a outros destinos internacionais. No escopo da medida, cooperativas podem formalizar operações de formação de estoques de castanha-do-brasil, castanha-de-caju, castanha-de-baru e mel, mantendo os produtos armazenados por até seis meses, com devolução posterior dos recursos, sem cobrança de juros ou correção monetária. Clique aqui e acesse a lista de classificação das propostas apresentadas no Comunicado nº 02/2025.





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Condenação no exterior pressiona empresas do agro no Brasil



A Pengdu Agriculture, controlada pela Shanghai Pengxin Group, foi condenada na China


A Pengdu Agriculture, controlada pela Shanghai Pengxin Group, foi condenada na China
A Pengdu Agriculture, controlada pela Shanghai Pengxin Group, foi condenada na China – Foto: Divulgação

A condenação por fraude corporativa de um grupo internacional do agronegócio trouxe novas incertezas para operações brasileiras controladas por capital estrangeiro. A avaliação é de Eduardo Lima Porto, Diretor da LucrodoAgro Consultoria Agroeconômica Ltda, com base em documentos públicos e decisões regulatórias da China.

Em novembro de 2024, a Pengdu Agriculture, controlada pela Shanghai Pengxin Group, foi condenada pela Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China por fraude corporativa e manipulação contábil, envolvendo desvio estimado em RMB 104.797 milhões, cerca de R$ 74,1 milhões. A sentença do Tribunal Intermediário de Changsha, de 29 de outubro de 2025, estabeleceu responsabilidade solidária da controladora.

No Brasil, as subsidiárias Belagrícola e Fiagril acumulam prejuízos milionários há vários anos. A Belagrícola entrou com pedido de Recuperação Extrajudicial para alongar dívidas de bilhões de reais com fornecedores, produtores, bancos e fundos, reconhecendo inadimplência superior a R$ 1 bilhão. A Fiagril enfrenta pressões financeiras e disputas judiciais com produtores rurais.

Ambas emitiram Certificados de Recebíveis do Agronegócio lastreados em recebíveis de qualidade questionável. As garantias dependem de avais dos controladores chineses, hoje em situação financeira pré-falimentar, com ações congeladas por ordem judicial e restrições ao crédito. Esse contexto levanta dúvidas sobre a efetividade das garantias e amplia os riscos para credores brasileiros, diante da possibilidade de execução internacional de ativos por investidores chineses.

“Este material analisa os impactos potenciais dessa crise corporativa transnacional nas operações brasileiras, examina a viabilidade das garantias circulares que sustentam os CRAs e apresenta alguns cenários que podem ser do interesse efetivo dos credores brasileiros. Todas as informações são baseadas em documentação pública oficial da China, decisões regulatórias e judiciais, e reportagens da mídia econômica chinesa”, escreveu no LinkedIn.

Após a publicação da reportagem, a Belagrícola divulgou comunicado ao mercado no qual esclarece que possui gestão independente de seus controladores estrangeiros e autonomia financeira para conduzir suas operações no Brasil. Clique aqui e confira.





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Projeções indicam avanço moderado do Ciclo Otto


A demanda por combustíveis do Ciclo Otto deve manter trajetória de crescimento moderado nos próximos anos, sustentada por fundamentos estáveis e ajustes no mix entre gasolina e etanol. As projeções mais recentes indicam avanço em 2025, com volume total estimado em 60,8 milhões de metros cúbicos, alta de 2% frente a 2024, refletindo a convergência dos dados atuais com as estimativas anteriores do mercado.

A principal revisão no balanço está relacionada ao desempenho do etanol hidratado, cuja demanda mostrou maior resiliência do que o esperado, especialmente em regiões onde a paridade com a gasolina permaneceu abaixo de 70%. Com isso, a retração projetada para o consumo do biocombustível em 2025 foi reduzida para 4%, ante previsão anterior de queda mais intensa. Já a gasolina C segue em recuperação, com expectativa de crescimento de 4,1% no ano, ainda que parcialmente limitada pelo desempenho do etanol no Centro-Sul.

“A resiliência do etanol hidratado observada nos últimos meses, com a paridade permanecendo abaixo de 70% em importantes regiões consumidoras, tem limitado a queda da demanda além do que era inicialmente esperado”, afirma a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Isabela Garcia.

Para 2026, a expectativa é de expansão mais contida, de 1,5%, levando o consumo total do Ciclo Otto a 61,7 milhões de metros cúbicos, novo recorde histórico. O ritmo mais lento da atividade econômica tende a restringir o avanço, apesar de inflação mais baixa, juros em queda e estímulos à renda. Nesse cenário, o etanol deve recuperar participação, alcançando cerca de 29% do mix, enquanto as vendas de gasolina C mostram maior estabilidade, indicando um equilíbrio maior entre os combustíveis.

“A partir de abril de 2026, o cenário tende a se inverter, com avanço da moagem, maior direcionamento da produção canavieira ao etanol e crescimento da oferta de etanol de milho, o que deve levar a uma produção recorde na safra 2026/27”, destaca o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Rafael Borges.

 





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Safra de milho 25/26 terá menor rendimento no Mato Grosso



MT amplia área de milho, mas prevê queda na produção



Foto: Agrolink

Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (15), a área destinada ao cultivo de milho em Mato Grosso na safra 2025/26 foi projetada em 7,39 milhões de hectares, o que representa aumento de 1,83% em relação à temporada 2024/25.

A expansão da área é atribuída à maior demanda interna pelo cereal, fator que sustenta a valorização dos preços e incentiva os produtores a ampliar o plantio. No entanto, conforme dados do projeto CPA-MT, o avanço é moderado pelo cenário de custos de produção mais elevados, especialmente dos insumos, o que exige maior cautela na tomada de decisão e limita uma expansão mais significativa.

Em relação à produtividade, o Imea adota como metodologia o uso de médias históricas. Assim, o rendimento estimado corresponde à média das últimas três safras, fixada em 116,61 sacas por hectare, o que representa redução de 6,70% em comparação com o ciclo anterior.

A retração na produtividade é explicada pelo desempenho recorde registrado na safra 2024/25, levando as projeções da nova temporada a retornarem aos patamares históricos. Com isso, a produção de milho para a safra 2025/26 foi estimada em 51,72 milhões de toneladas, queda de 8,38% frente à safra passada. Já a comercialização antecipada alcançou 25,23% em novembro de 2025, avanço de 5,69% na comparação anual, refletindo a melhora nos preços projetados para o próximo ciclo.





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Áreas das regiões Centro-Oeste e Norte seguem com alerta de perigo para…


Aviso laranja do Inmet inclui também pequenas partes do Sudeste e do Nordeste

Logotipo Notícias Agrícolas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém um alerta de perigo para chuvas intensas sobre amplas áreas das regiões Centro-Oeste e Norte, com extensão para pequenas faixas do Sudeste e do Nordeste. O aviso, de nível laranja, passou a valer às 12h desta quinta-feira (18) e segue até as 10h de sexta-feira (19).

Segundo o comunicado, estão previstas precipitações entre 30 e 60 milímetros por hora, podendo alcançar 50 a 100 milímetros ao longo do dia, além de rajadas de vento variando de 60 km/h a 100 km/h. O Inmet destaca o risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos, alagamentos e descargas atmosféricas — efeitos já observados em episódios semelhantes neste período de forte instabilidade.

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A área sob monitoramento cobre uma extensa faixa do território nacional, com maior concentração no Centro-Oeste e na Amazônia. Entre os pontos atingidos estão: Centro, Norte e Sul de Goiás, além do Noroeste Goiano; o Distrito Federal; áreas do Nordeste, Centro-Norte e Centro-Sul de Mato Grosso, bem como o Leste de Mato Grosso do Sul e o Centro-Norte do estado. Também entram no alerta o Sudeste Mato-grossense e o Nordeste Mato-grossense.

No Norte, o aviso se estende por regiões do Amazonas — Centro, Norte, Sul e Sudoeste —, alcança o Baixo Amazonas, áreas do Sudeste e Sudoeste do Pará, além do Sudeste Paraense. Também estão contempladas áreas do Tocantins, tanto no setor Ocidental quanto Oriental.

O alerta ainda atinge pontos do Maranhão — Oeste, Sul, Centro e Leste — e áreas do Oeste Maranhense. No Piauí, abrange o Sudoeste piauiense. No Sudeste, aparecem recortes do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Noroeste e Norte de Minas. No Nordeste, há ainda áreas do Extremo Oeste da Bahia.

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Fonte:

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Brasil é referência global em sanidade animal em 2025


O Brasil alcançou, em 2025, um marco histórico na pecuária ao receber da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o certificado que reconhece o país como livre de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento é resultado de mais de seis décadas de trabalho contínuo e coordenado pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa) e coloca o país em um novo patamar de excelência sanitária, ampliando o acesso da produção brasileira a mercados internacionais mais exigentes. 

Além do status sanitário histórico, a atuação da SDA se destacou em outras frentes estratégicas. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo (LFDA/SP) foi credenciado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como Centro de Referência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle, ampliando o papel do Brasil na vigilância e no enfrentamento de enfermidades de impacto global. 

A Secretaria também teve participação relevante durante a COP 30, realizada em novembro, em Belém (PA), ao coordenar painéis na Blue Zone e na AgriZone e intensificar a fiscalização agropecuária em aeroportos, embarcações e áreas de carga, com a inspeção de 100% dos voos internacionais.  

No comércio exterior, a SDA atuou na habilitação de novos estabelecimentos para exportação à União Europeia e viabilizou a exportação da primeira carga de limão-taiti brasileiro ao bloco com certificação eletrônica de conformidade emitida pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), no Aeroporto Internacional de Guarulhos. 

A SDA coordenou, entre maio e julho, ações técnicas e de fiscalização diante de casos de adoecimento e morte de equinos nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alagoas, associados ao consumo de rações produzidas pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda. As medidas envolveram o apoio técnico de quatro unidades do LFDA, fiscalizações em fabricantes, distribuidores e locais de alojamento de animais, além de coletas e análises laboratoriais de rações e matérias-primas. Também houve cooperação científica com universidades para a realização de necropsias, análises dos casos e entrevistas com profissionais do setor. 

Na sanidade aviária, após a confirmação do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em granja comercial no Brasil, em maio, a SDA coordenou as ações de enfrentamento, com a adoção imediata de medidas como desinfecção das instalações, rastreamento e destruição preventiva de produtos expostos ao risco, controle rigoroso do trânsito de animais e produtos e comunicação transparente à sociedade e aos parceiros comerciais.  

Após o encerramento do vazio sanitário, o Mapa notificou oficialmente a OMSA sobre o fim do foco, restabelecendo o reconhecimento internacional da condição sanitária do país. A atuação articulada entre a Secretaria e o órgão estadual de defesa agropecuária garantiu a contenção da ocorrência e a recuperação do status de país livre da doença em apenas um mês. 

Na área vegetal, foi reforçado o controle da mosca-da-carambola com a publicação da Portaria Mapa nº 776/25, que atualizou os procedimentos de vigilância, contenção e erradicação da praga quarentenária presente nos estados do Amapá, Roraima e Pará. 

A SDA também coordenou ações de emergência fitossanitária para conter a vassoura-de-bruxa da mandioca. Após a detecção oficial da praga no Amapá, a emergência foi estendida preventivamente ao Pará, onde, em maio, foi confirmado o primeiro foco na Terra Indígena do Parque do Tumucumaque, em Almeirim. O monitoramento e as ações educativas foram intensificados em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do estado do Pará. 

Em relação à monilíase do cacaueiro, a emergência fitossanitária foi prorrogada por mais um ano, diante da necessidade de manter a vigilância reforçada e proteger as regiões produtoras, assegurando a continuidade das medidas preventivas e a estabilidade fitossanitária da cadeia produtiva do cacau. 





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MT alcança recorde antes do fim do ano



Exportação de carne cresce com novos mercados



Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (15), Mato Grosso já registra um recorde no volume de carne bovina exportada antes mesmo do encerramento de 2025. No acumulado de janeiro a novembro, o estado embarcou 867,72 mil toneladas equivalente carcaça (TEC), o que representa alta de 14,28% em relação ao consolidado de 2024.

De acordo com o Imea, o resultado é impulsionado pela diversificação dos envios para mercados recentemente abertos e pela forte demanda da China pela proteína bovina. No mesmo período, os abates em Mato Grosso somaram 6,85 milhões de cabeças, volume 0,27% superior ao registrado entre janeiro e novembro do ano passado.

Com a manutenção da demanda pela carne bovina, a expectativa é que o estado encerre 2025 com mais de 7 milhões de cabeças destinadas às indústrias, o que pode estabelecer um novo recorde. Ainda conforme o Instituto, as cotações da arroba do boi gordo apresentaram oscilações mais intensas ao longo do ano, com máximas de R$ 330,00/@ e mínimas de R$ 290,00/@, movimento associado à menor oferta de fêmeas para abate.





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oferta menor deve valorizar reposição bovina



Pecuária entra em novo ciclo com menor oferta



Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (15), o ano de 2025 foi marcado pela menor disponibilidade de animais jovens, fator que elevou os preços de reposição e pressionou a margem da atividade de cria. De acordo com o instituto, “a redução na oferta de bezerros ao longo do ano contribuiu diretamente para a valorização dos preços de reposição”, refletindo um cenário mais restritivo para os produtores.

Para 2026, a tendência é de intensificação desse movimento, com expectativa de redução ainda mais acentuada na oferta de bovinos de reposição, especialmente bezerros, o que deve resultar em valorização mais expressiva da categoria. Nesse contexto, o Imea avalia que “a retenção de fêmeas tende a ganhar força, sustentada pela melhora das margens da cria”, o que reduz a disponibilidade de matrizes e novilhas para abate e mantém firme o preço da arroba do boi gordo ao longo do ano.

Com isso, o volume de abates deve recuar em relação ao possível recorde de 2025, refletindo o ciclo de retenção. No mercado externo, o instituto destaca que “a salvaguarda anunciada pela China, se confirmada, pode frear o ritmo dos embarques”, enquanto os Estados Unidos tendem a recuperar participação nas exportações brasileiras. A abertura de novos mercados, como a Guatemala, também deve redirecionar parte do volume exportado, ampliando a diversificação dos destinos da carne bovina brasileira.





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Semente define o sucesso inicial da lavoura de soja


As doenças iniciais da soja estão entre os principais desafios para o bom estabelecimento da lavoura e afetam diretamente a semente e a plântula nos primeiros dias após o plantio. Em um cenário de alternância climática, com chuvas irregulares, calor e baixa umidade, a semente permanece mais tempo exposta a patógenos de solo justamente no momento em que seu vigor e sanidade são determinantes para a formação de um estande uniforme.

Problemas nessa fase comprometem a germinação e a emergência, gerando falhas que muitas vezes só se tornam visíveis quando a lavoura já está implantada. Sementes atacadas por fungos como Rhizoctonia, Fusarium e Pythium podem apodrecer antes de emergir ou originar plântulas fracas, com tombamento e morte precoce. Mesmo quando a planta sobrevive, o dano inicial reduz o desenvolvimento radicular, limita a absorção de água e nutrientes e compromete o potencial produtivo ao longo de todo o ciclo.

A qualidade da semente, aliada ao tratamento de sementes, é considerada a primeira linha de defesa da lavoura. É nesse momento que a semente entra em contato direto com o solo, ambiente favorável à infecção por patógenos. Um tratamento inadequado ou incompatível, associado a erros de plantio, pode ampliar perdas, aumentar a necessidade de replantio e elevar os custos da safra.

Além disso, decisões tomadas no início do ciclo influenciam a ocorrência de doenças ao longo da safra, como mofo-branco e ferrugem asiática, que tendem a avançar com mais intensidade em lavouras mal estabelecidas. O manejo correto da semente e o acompanhamento técnico desde o planejamento do plantio são fundamentais para reduzir riscos, preservar o vigor inicial e sustentar o teto produtivo da soja.

“Quando as doenças aparecem no início da soja, o prejuízo é silencioso, porém definitivo. Plantas com baixa sanidade e vigor produzem menos ramos, menos nós produtivos e menor biomassa, o que reduz diretamente a capacidade de gerar vagens e grãos. Além disso, o sistema radicular fica limitado, a absorção de água e nutrientes reduz e a cultura passa a ser mais sensível aos estresses ao longo do ciclo. Na prática, esses fatores se traduzem em redução de produtividade. E o impacto não é apenas agronômico, é econômico. O produtor enfrenta replantio, aplicações extras de fungicidas e atraso de ciclo, o que compromete a rentabilidade da safra como um todo”, afirma Diego Braga, Consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola.

 





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Oferta global de café segue ajustada no curto prazo


O mercado global de café atravessa um momento de transição, marcado por ajustes na oferta, movimentos distintos entre arábica e robusta e maior atenção às condições climáticas nos principais países produtores. Segundo análise do Itaú BBA, mesmo com a retirada das tarifas americanas para o café verde brasileiro, as exportações seguem limitadas pela menor produção de arábica.

Em novembro, os embarques somaram 3,58 milhões de sacas, volume 27% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. A expectativa é de melhora da demanda dos Estados Unidos, diante dos baixos estoques de passagem, mas a disponibilidade brasileira até o fim do atual ano-safra, em junho de 2025, é estimada em cerca de 3,5 milhões de sacas por mês, abaixo do observado no ciclo anterior. Essa restrição está ligada à menor produção de arábica projetada para 2025/26.

No mercado internacional, os preços do arábica apresentaram leve alta de 1,3% entre o início de novembro e 12 de dezembro, com o primeiro vencimento próximo de USD 3,7 por libra-peso. Já o robusta registrou queda mais expressiva em Londres, de 8,9%, pressionado pelo avanço da colheita no Vietnã e pela expectativa de maior produção, sem relatos relevantes de perdas climáticas.

No Brasil, as chuvas têm sido irregulares nas regiões cafeeiras. Houve melhora no Cerrado em novembro e dezembro, enquanto no Sul de Minas o desempenho foi mais desigual. Ainda assim, o pegamento das floradas foi considerado positivo, e as previsões indicam volumes mais regulares na segunda quinzena de dezembro.

O cenário recente trouxe alívio ao mercado, com clima favorável no Brasil e no Vietnã, maior oferta de robusta na Ásia, retirada das tarifas americanas e postergação das exigências da EUDR. As estimativas para a safra 2025/26 foram ajustadas, com redução no arábica e aumento no robusta, mantendo a oferta total próxima de 63 milhões de sacas. 

 





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