segunda-feira, abril 27, 2026

Política & Agro

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Produção de milho para silagem segue em crescimento


Plantio de milho para silagem avança com estabilidade




Foto: Pixabay

O plantio do milho destinado à produção de silagem está em andamento no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar. O processo de preparo das áreas e de semeadura tem se intensificado, com variações de ritmo conforme as condições de umidade do solo. Para a safra 2024/2025, está prevista a implantação de 357.311 hectares de milho para silagem, com uma produtividade estimada em 38.440 kg/ha. Apesar da expectativa de uma leve redução da área de cultivo em nível estadual, a maioria das regiões mantém estabilidade em relação à safra anterior, sustentada pela demanda alimentar dos rebanhos leiteiros.

Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar, a situação varia. Em Bagé, são previstos 6.495 hectares de milho silagem, com destaque para o município de Aceguá, que cultiva 2.500 hectares, representando 38,5% da área total da região devido à forte presença da atividade leiteira. Em Erechim, o preparo e a semeadura das áreas avançam, com as lavouras nas proximidades do Rio Uruguai já em desenvolvimento vegetativo inicial. Já em Frederico Westphalen, 40% da área foi semeada, mas as operações foram temporariamente interrompidas pela falta de chuvas.

A região de Pelotas prevê um aumento de 15% na área cultivada, totalizando 17.430 hectares, impulsionado pelos preços de venda da silagem, que variam de R$ 0,30 a R$ 0,55/kg. Nas regiões de Santa Rosa e Soledade, o período ainda é de entressafra, mas há expectativa de aumento nas áreas de plantio em Soledade, em virtude da crescente demanda do setor leiteiro local.





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Cevada apresenta projeção de alta produtividade


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Gerência de Planejamento, o desenvolvimento das lavouras de cevada no Rio Grande do Sul está em boas condições gerais. As plantas estão expandindo a área foliar e, nas áreas semeadas no início da janela de plantio, encontram-se nas fases de emissão de espigas e floração.

O manejo de plantas daninhas e a aplicação de nitrogênio foram finalizados, com os produtores agora focados no controle de doenças, especialmente o oídio, por meio da aplicação de fungicidas. No extremo Norte do Estado, algumas áreas semeadas no início da janela de plantio e atualmente em fase de floração têm recebido atenção especial devido aos danos causados por geadas.

A projeção para a safra é de 34.429 hectares, com uma expectativa de produtividade de 3.245 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, apesar de alguns danos pontuais provocados por geadas, a expectativa de produção permanece alta, alcançando 3.600 kg/ha, devido ao elevado potencial produtivo das áreas semeadas no final da janela de plantio.

Em Frederico Westphalen, aproximadamente 60% da área está em desenvolvimento vegetativo, 35% em florescimento e 5% em enchimento de grãos. Na região de Ijuí, as lavouras estão no final do estádio vegetativo, com baixa incidência de doenças e excelente potencial produtivo. Comparado às safras anteriores, as plantas mostram melhor sanidade e menos folhas basais amareladas.

Em Soledade, 19% das lavouras estão em perfilhamento, 78% em alongamento de colmo e 3% em espigamento. As condições climáticas durante o período foram favoráveis, e as perspectivas de produtividade estão alinhadas às expectativas, especialmente para as lavouras manejadas com boas práticas tecnológicas. No entanto, foram registrados casos de deficiências nutricionais em algumas áreas.

No mercado, a cotação média da cevada para indústria de malte na região de Erechim é de R$ 85,00 por saca de 60 quilos, enquanto em Frederico Westphalen, o preço médio é de R$ 83,00 por saca.





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Produtores de uva concluem poda e intensificam tratamentos fitossanitários


Na região de Erechim, as videiras estão na fase inicial de brotação




Foto: Pixabay

Na quinta-feira (05), o Informativo Conjuntural divulgado pela Gerência de Planejamento trouxe atualizações sobre o estado das videiras nas regiões vitícolas do Rio Grande do Sul. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade, a poda seca está em fase de conclusão. Nos municípios do Alto da Serra do Botucaraí, a poda continua devido ao risco de geadas tardias. Na região Centro-Serra, alguns viticultores ainda realizam a poda com receio de novas geadas. Já em Encruzilhada do Sul e na região baixa do Vale do Rio Pardo, tanto a poda quanto o amarrio das videiras foram finalizados. Os tratos culturais e a adubação estão previstos para setembro e outubro, respectivamente.

Na região de Erechim, as videiras estão na fase inicial de brotação, favorecida pelas condições ambientais recentes. Os produtores estão focados em tratamentos fitossanitários para prevenir doenças.

Em Frederico Westphalen, o acúmulo de horas de frio necessárias para um desenvolvimento adequado e produção de qualidade atingiu 174 horas em Caibi, SC. A poda de produção continua, e para a cultivar Vênus, que já começou a brotar, os produtores iniciaram tratamentos para prevenção e controle de escoriose (Phomopsis viticola) e antracnose (Elsinoe ampelina). As videiras estão em diferentes estágios fisiológicos conforme a altitude: nas regiões com altitudes de até 350 metros, a cultivar Vênus está entre os estádios 12 (5 a 6 folhas separadas) e 17 (inflorescência desenvolvida); Bordô varia de estágios 1, 2, 3, 5 e 7 (de gemas dormentes a primeira folha separada); e as Uvas Niágaras Rosada e Branca, além de outras cultivares, estão entre os estádios 1 (gemas dormentes) e 12 (5 a 6 folhas separadas e inflorescência visível). Em altitudes superiores a 350 metros, os estádios fisiológicos são ajustados, com Bordô entre 1, 2, 3, 5 e 9 (de gemas dormentes a 2 a 3 folhas separadas), Niágara Rosada e Branca de 1 (gemas dormentes) a 9 (2 a 3 folhas separadas), e Seyve Villard de 1, 2, 3 (gemas dormentes a algodão).





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Produtores de pêssego intensificam cuidados contra pragas


Projeto visa monitorar a presença da praga nas lavouras de pêssego da região




Foto: Pixabay

Nesta quinta-feira (05), o Informativo Conjuntural da Gerência de Planejamento revelou que, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, a cultura do pêssego está atualmente na fase de frutificação. Os produtores estão concentrados em realizar adubações e aplicar fungicidas para prevenir doenças fúngicas que podem afetar a colheita.

Em Cerrito, alguns produtores relataram perdas devido a condições climáticas desfavoráveis, como alta umidade relativa do ar durante a floração e geadas recentes. No entanto, a extensão real dos danos só será determinada após o processo de raleio das frutas.

Além disso, a equipe do projeto Sistema de Alerta para a Mosca-das-Frutas, desenvolvido pela Embrapa Clima Temperado, está se preparando para iniciar reuniões e organizar boletins. O projeto visa monitorar a presença da praga nas lavouras de pêssego da região, com a coleta de dados prevista para começar em breve.

 





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Seca agrava situação das lavouras de trigo no Paraná


Colheita apresenta queda na qualidade




Foto: Canva

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a colheita de trigo no Paraná segue com desafios devido à seca. Entre os dias 31 de agosto e 5 de setembro, foi registrado um agravamento na qualidade das lavouras restantes. Atualmente, apenas 36% da área a ser colhida está em boas condições, uma queda em relação aos 42% da semana anterior. Já as áreas em condições médias representam 36%, enquanto 28% foram classificadas como ruins. Na semana anterior, esses números eram de 32% e 26%, respectivamente.

Até o momento, 11% da área total de trigo foi colhida, mas as produtividades permanecem abaixo do esperado devido à falta de chuvas. As precipitações recentes se concentraram em parte do Paraná, enquanto o Norte do estado continua enfrentando tempo seco e temperaturas mais altas. Embora essas condições climáticas favoreçam o avanço da colheita, há preocupação com o impacto negativo nas lavouras onde os grãos ainda estão em formação, o que pode comprometer a safra.

 Com a continuidade do tempo seco, o Deral alerta que a situação pode piorar, especialmente nas regiões mais afetadas pela estiagem. A expectativa agora é de que chuvas mais abrangentes possam ocorrer para amenizar os impactos e melhorar as condições das áreas ainda não colhidas.





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setor representa 1,5% do Valor Bruto da Produção no Paraná


O Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (05) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, revelou que o Valor Bruto da Produção (VBP) do estado alcançou R$ 198 bilhões. Esse montante reflete a robustez econômica do setor agrícola paranaense, centrado principalmente na produção de grãos, cereais e proteínas animais.

A fruticultura, embora desempenhe um papel menor em comparação com outros segmentos do agronegócio estadual, representa uma parte considerável da economia local. Em 2023, o setor de frutas contribuiu com 1,5% do VBP, totalizando R$ 2,9 bilhões. Esta contribuição resulta da colheita de 1,4 milhão de toneladas de frutas em uma área de 54,3 mil hectares.

Dentre as atividades frutícolas, a citricultura se destaca como a principal, englobando laranjas, tangerinas e limões. Este segmento responde por 54% da área total de pomares, 63,4% do volume produzido e 34,2% do VBP da fruticultura no estado. No ranking das frutas por valor gerado, a laranja lidera com R$ 752 milhões, o que corresponde a 26,1% do VBP do setor. Seguem-se o morango, com R$ 546,4 milhões (19,1%); a uva, com R$ 262 milhões (9,1%); a banana, com R$ 213,2 milhões (7,4%); e a tangerina, com R$ 177,4 milhões (6,2%).

Essas cinco frutas representam 67,7% do VBP estadual do setor frutal, 78,3% da quantidade colhida e 73,6% da área cultivada. Apesar de sua participação relativamente pequena na economia rural total, a fruticultura tem um impacto considerável nas regiões e nos 392 municípios onde é praticada, gerando empregos e renda em diversas etapas das cadeias produtivas.





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Fim de semana será marcado por calor intenso e risco de incêndios no Brasil


Previsão é de que o clima seco e as temperaturas extremas permaneçam




Foto: Freepok

Segundo o meteorologista Gabriel Rodrigues, do Portal Agrolink, uma frente fria está se deslocando para o Oceano, levando as chuvas e uma massa de ar frio que poderá reduzir as temperaturas em partes da Região Nordeste, principalmente nas manhãs de sábado e domingo. No entanto, a previsão é de que o clima seco e as temperaturas extremas permaneçam no Centro-Norte do Brasil, agravando a seca prolongada e aumentando os riscos de incêndios.

As condições de chuva serão mínimas em grande parte do país neste fim de semana, com poucas precipitações concentradas no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro. Os volumes não devem ultrapassar 10 mm, e a presença de nuvens será maior no Espírito Santo e no Leste do Paraná, mas sem grandes chances de chuvas.

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Já no domingo, uma nova frente fria poderá surgir no extremo Sul do Rio Grande do Sul, mas dificilmente avançará para outras regiões do estado. As temperaturas no amanhecer desta sexta-feira foram baixas no Sul, mas devem subir gradativamente nos próximos dias. No Leste de Minas Gerais e no Centro-Sul da Bahia, as temperaturas podem cair, com a possibilidade de registros abaixo de 10°C no amanhecer de domingo. No entanto, o aquecimento será rápido, resultando em dias de grande amplitude térmica.

O cenário é preocupante no Centro-Norte do Brasil, com a continuidade das altas temperaturas e a baixa umidade. Regiões como Mato Grosso, Goiás, Rondônia e Tocantins poderão registrar índices de umidade abaixo de 10%, agravando o risco de focos de incêndios. O calor será intenso, com projeções de temperaturas acima dos 38°C no Noroeste do Rio Grande do Sul, Oeste de Santa Catarina e Oeste do Paraná. No Centro-Oeste e na Amazônia, os termômetros poderão atingir 40°C.

 





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Goiânia deve bater recorde de seca


Última precipitação foi registrada no dia 19 de maio




Foto: Pixabay

Goiânia já registra mais de 120 dias sem chuva, entrando no quarto mês consecutivo de estiagem. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a última precipitação foi registrada no dia 19 de maio.

O cenário atual coloca a capital goiana próxima de um recorde histórico: o mais longo período sem chuvas registrado foi em 1961, com 156 dias consecutivos de seca, entre 11 de maio e 13 de outubro. Com a situação atual, Goiânia igualou o recorde de 2017, e caso não chova até o final de setembro, a cidade quebrará o recorde de seca dos últimos 50 anos.

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A falta de precipitação já impacta diretamente a agricultura e o abastecimento de água na região, agravando os desafios enfrentados por produtores e moradores. O alerta é para a necessidade de economizar água e adotar medidas preventivas até que o retorno das chuvas normalize a situação.





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Fogo na Floresta Nacional de Brasília foi criminoso?


Três homens foram avistados na área no momento em que os focos começaram




Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O incêndio que atingiu a Floresta Nacional de Brasília (Flona) desde a manhã de terça-feira (3) pode ter sido criminoso, segundo informações divulgadas pela Agência Brasil. As autoridades do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) suspeitam que o fogo tenha sido intencional. De acordo com Fábio Miranda, chefe da Flona, três homens foram avistados na área no momento em que os focos começaram.

“Tivemos três suspeitos avistados no exato momento em que os focos apareceram. Eles não eram visitantes comuns, não estavam com trajes esportivos, e os focos surgiram em locais distantes, o que afasta a possibilidade de um incêndio que se espalhou naturalmente”, explicou Miranda.

Ele também ressaltou que as características do incêndio não correspondem a ocorrências acidentais, como queimadas de manejo que fogem do controle. “Houve vários focos simultâneos, o que não é comum em incêndios acidentais. Isso reforça nossa suspeita de que o incêndio tenha sido criminoso”, afirmou. Até agora, cerca de um terço da unidade de conservação, equivalente a 1,2 mil hectares, já foi destruído.

Segundo Miranda, as evidências apontam para um ato intencional. “Nossa principal suspeita é de que o incêndio foi criminoso, pois teve início dentro da unidade de conservação. Acreditamos que foi provocado de forma deliberada.”





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produção interna e importações elevadas afetam o mercado


Os preços do leite no Brasil registraram uma queda de 1,5% em termos reais em julho, interrompendo uma tendência de alta que se estendia desde novembro de 2023. De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a média nacional caiu para R$ 2,7225 por litro. Apesar da redução, o valor ainda é 7,9% superior ao de julho de 2023, ajustado pelo IPCA de julho/24. Embora o preço pago aos produtores tenha subido 30,1% desde o início do ano, a média de R$ 2,50 por litro acumulada de janeiro a julho é 11,5% inferior à do mesmo período do ano passado.

A diminuição nos preços é atribuída ao aumento da oferta interna de leite. O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea subiu 4,6% em julho, com todas as regiões registrando incremento na produção. Os maiores aumentos ocorreram em Minas Gerais (8%), Rio Grande do Sul (4,7%) e Santa Catarina (4,1%). Essa recuperação na produção é resultado dos investimentos em nutrição dos rebanhos, que, apesar de elevar o Custo Operacional Efetivo (COE) em 0,62% no mês, contribuiu para uma elevação de 3,93% na margem bruta do produtor, que subiu para 85 centavos por litro na média nacional.

Além da produção interna crescente, as importações de lácteos continuam a pressionar o mercado. Em junho, as compras externas de leite aumentaram 37,4%, totalizando 251,1 milhões de litros em equivalente leite, superando em 35,3% as importações do mesmo mês do ano passado. As indústrias de laticínios enfrentam dificuldades em manter margens de lucro, com o leite UHT, a muçarela e o leite em pó fracionado apresentando desvalorizações de 5,68%, 2,03% e 0,25%, respectivamente, em julho. Esse cenário sugere uma possível continuação do recuo nos preços do leite cru no terceiro trimestre.





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