sexta-feira, abril 24, 2026

Política & Agro

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Clima úmido eleva riscos na produção de uvas


Produtores de uva intensificam controle de doenças fúngicas em meio a chuvas no RS





Foto: Arquivo Agrolink

No Rio Grande do Sul, os produtores de uva estão enfrentando desafios climáticos que ameaçam o desenvolvimento da safra. Na região administrativa de Caxias do Sul, as condições meteorológicas recentes, marcadas por dias seguidos de chuva, alta umidade e baixa insolação, não favoreceram o desenvolvimento adequado das vinhas, nem a manutenção da sanidade dos pomares, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (17) pela Emater/RS-Ascar.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Somente no final do período, houve melhora nas condições para que os viticultores pudessem realizar as práticas e os tratos culturais nos vinhedos. A fase atual é considerada delicada, especialmente porque muitas variedades estão em fase de antese, um momento extremamente sensível a condições climáticas adversas e crucial para o sucesso da vindima. Apesar das preocupações, as vinhas têm apresentado bom vigor e sanidade, além de uma boa diversidade de cachos, tanto em quantidade quanto em tamanho.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Na região de Santa Rosa, as videiras estão em plena brotação e fase reprodutiva, com as cultivares de ciclo precoce já em floração. O desenvolvimento das videiras é considerado adequado, porém, o clima úmido e chuvoso favoreceu o surgimento de doenças fúngicas e a baixa luminosidade prejudicou o crescimento das novas brotações. Para combater doenças como antracnose e escoriose, que são comuns neste período, os produtores intensificaram o manejo e o controle fitossanitário.

Na região de Soledade, as condições de alta umidade do ar combinadas com temperaturas elevadas aumentaram a incidência de míldio, doença fúngica que afeta o desenvolvimento das videiras. O vigoroso crescimento das brotações também exigiu que os produtores realizassem o amarrio das plantas para evitar a quebra dos ramos pelo vento.





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Pancadas de chuva favorecem soja e milho, mas irregularidade preocupa


Maior parte do território nacional deve enfrentar pancadas de chuva isoladas





Foto: Pixabay

Nesta terça-feira, o clima no Brasil apresenta cenários variados. De acordo com Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, a maior parte do território nacional deve enfrentar pancadas de chuva isoladas e mal distribuídas. Regiões centrais como Mato Grosso, Goiás e o oeste de São Paulo estarão mais sujeitas às precipitações, com acumulados podendo ultrapassar 50 mm, o que é essencial para o avanço do plantio da soja e outras culturas

Por outro lado, áreas do Nordeste e do extremo norte permanecem fora dos corredores de umidade, com o plantio sob risco de atrasos devido à escassez de chuvas. A previsão destaca que as pancadas de hoje terão comportamento típico da primavera, originadas principalmente pela combinação de calor e umidade, mas sua irregularidade pode comprometer a umidade do solo e afetar a produtividade de culturas como milho e algodão

Para os próximos dias, o alerta de Rodrigues inclui a possibilidade de um ciclone extratropical se formando entre a Argentina e o Uruguai. Esse sistema pode influenciar o clima nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, trazendo chuvas mais intensas e ventos fortes, com rajadas que podem alcançar até 90 km/h. Essas condições são esperadas a partir de quarta-feira e podem impactar o manejo agrícola nas lavouras de trigo e cana-de-açúcar.

 





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Demanda eleva preço da soja em Chicago


Essa alta foi sustentada pelas vendas significativas relatadas pelo USDA




Já o contrato para janeiro de 2025 teve alta de 0,71%
Já o contrato para janeiro de 2025 teve alta de 0,71% – Foto: Pixabay

De acordo com a TF Agroeconômica, a soja negociada em Chicago (CBOT) registrou uma alta nesta segunda-feira, impulsionada pela boa demanda pelo grão americano e pela valorização do óleo de soja. O contrato de novembro de 2024, referência para a safra brasileira, subiu 1,13%, encerrando o dia cotado a $ 981,00 por bushel. 

Já o contrato para janeiro de 2025 teve alta de 0,71%, fechando a $ 989,75 por bushel. O farelo de soja para dezembro também acompanhou a tendência de alta, com valorização de 0,86%, atingindo $ 318,30 por tonelada curta. O óleo de soja para dezembro, por sua vez, subiu 1,36%, sendo negociado a $ 42,39 por libra-peso.

Essa alta foi sustentada pelas vendas significativas relatadas pelo USDA, que anunciou duas transações adicionais no início da semana, totalizando 380 mil toneladas de soja para destinos não revelados. Além disso, o volume de embarques de exportação apresentou um aumento de 27,58% em relação à semana anterior, com 2.433.530 toneladas de soja inspecionadas para exportação. A China se destacou como o principal destino, recebendo 1,687 milhão de toneladas.

A crescente demanda pela soja americana está relacionada a vários fatores, incluindo o receio de uma nova guerra comercial entre China e Estados Unidos, os preços competitivos do grão americano e o grande volume disponível, favorecido pela rápida colheita nos EUA. No entanto, especialistas alertam que essa pressão sobre os preços pode se intensificar no curto e médio prazo, à medida que o plantio avança no Brasil e a safra americana continua a contribuir com um alto volume de oferta no mercado internacional.
 





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Após recuar nos últimos pregões, milho abre a 4ªfeira com altas em Chicago


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A quarta-feira (09) começa com os preços futuros do milho operando no campo positivo da Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuavam na faixa entre R$ 67,98 e R$ 72,66 por volta das 10h07 (horário de Brasília). 

O vencimento novembro/24 era cotado à R$ 67,98 com elevação de 0,32%, o janeiro/25 valia R$ 71,45 com alta de 0,22% e o março/25 era negociado por R$ 72,66 com ganho de 0,35%. 

Mercado Externo 

A Bolsa de Chicago (CBOT) também abriu as atividades desta quarta-feira contabilizando movimentações positivas para os preços internacionais do milho futuro, que avançavam por volta das 09h44 (horário de Brasília). 

O vencimento dezembro/24 era cotado à US$ 4,22 com valorização de 2,00 pontos, o março/25 valia US$ 4,40 com alta de 2,00 pontos, o maio/25 era negociado por US$ 4,49 com elevação de 2,00 pontos e o julho/25 tinha valor de US$ 4,55 com ganho de 2,00 pontos. 

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os futuros de milho conseguiram um pequeno salto durante a noite após cair na terça-feira pela terceira vez nas últimas quatro sessões.   

“Espera-se que os agricultores dos EUA colham 15,155 bilhões de bushels de milho a uma produtividade média de 183,4 bushels por acre, com base em uma pesquisa da Reuters com analistas antes do relatório de sexta-feira. Em setembro, o USDA previu a safra em 15,186 bilhões de bushels e uma produtividade média de 183,6 bushels por acre”, aponta Bruce Blythe analista da Farm Futures. 





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Confira como a soja iniciou a semana


O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, neste momento, é pautado pelo plantio, segundo informações da TF Agroeconômica. “R$ 141,50 para entrega outubro, e pagamento 30/10, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pagamento em 30/10. R$ 134,00 Passo Fundo – Pagamento em 30/10. R$ 133,00 Ijuí – Pagamento em 30/10. R$ 132,00 Santa Rosa / São Luiz – Pagamento em 30/10. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 121,00 a saca, para o produtor”, comenta.

As vendas para exportação devem diminuir no estado de Santa Catarina. “Em setembro o volume exportado foi de 129 mil toneladas. A China se constitui no maior destino das vendas, representa 78% do total exportado pelo estado, até o momento este mercado apresentou redução de 6%, enquanto que outros mercados apresentaram elevação significativa das exportações. O preço no porto foi de R$ 140,00, Chapecó a R$ 120,00”, completa.

No Paraná a semana começa com os preços em baixa. “No porto, houve apenas tentativas de negócios no Porto de Paranaguá, com compradores oferecendo R$ 141,50 por saca CIF, com entrega imediata e pagamento no fim de novembro, sem sucesso. No interior, em Cascavel, tradings indicavam R$ 142 por saca CIF, R$ 2 a mais na semana passada. No FOB, a saca estava cotada em R$ 138, sem saída, porém. Exportadores na região buscam o grão para fechar volumes até o fim do ano, mas o desajuste entre oferta e demanda impediu acordos. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 132,50”, indica.

No Mato Grosso do Sul o destaque ficou na elevação dos preços. “O preço da soja no spot subiu nesta segunda-feira, para R$ 141 por saca FOB em Dourados, com embarque e pagamento em novembro, representando um aumento de R$ 2 em relação ao início da semana, com poucos volumes negociados. Preços do dia: Dourados R$ 135,50. Campo Grande: R$ 135,50. Maracaju: R$ 135,00. Chapadão do Sul: R$ 130,50. Sidrolândia: R$ 135,50”, informa.

O Mato Grosso reduziu a participação nas exportações. “Destaca-se ainda que, em setembro, as exportações de Mato Grosso atingiram o menor volume dos últimos sete anos para o mês, com 240,12 mil toneladas exportadas, queda de 60,57% em comparação ao ano anterior. Preços praticados: Campo Verde: R$ 129,00, Lucas do Rio Verde: R$ 129,50. Nova Mutum: R$ 129,50. Primavera do Leste: R$ 129,50. Rondonópolis: R$ 129,00. Sorriso: R$ 128,50”, conclui.
 





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Milho sobe na B3: Confira


O mercado de milho da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) subiu com Chicago e demanda interna, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os principais contratos de milho encerraram o dia com preços em alta nesta segunda-feira (21). O milho na B3 subiu acompanhando a alta de Chicago (1,17%), sendo que a cotação, mesmo fechando em leve baixa, esteve alta boa parte do dia”, comenta.

“Mesmo com a retração das exportações de 53,68% nas exportações até o momento em outubro, o mercado interno está aquecido, com a indústria de ração e etanol consumindo boa parte do milho brasileiro. Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam variações em preços em alta no dia: o vencimento de novembro/24foi de R$ 70,03, apresentando alta de R$ 0,77 no dia, alta de R$ 2,65 na semana; janeiro/25 fechou a R$ 72,86, alta de R$ 0,99 no dia, baixa de R$ 2,03 na semana; o vencimento março/25 fechou a R$ 73,99, alta de R$ 0,43, no dia e alta de R$ 1,38 na semana”, completa.

Na Bolsa de Chicago o milho fechou em alta com demanda aquecida pelo grão norte-americano. “A cotação de dezembro24, referência para a nossa safra de inverno, fechou em alta de 1,17% ou $ 4,75 cents/bushel a $ 409,50. A cotação para março25, fechou em alta de 1,01% ou $ 4,25 cents/bushel a $ 423,25”, indica.

“A grande demanda pelo grão americano está dando suporte às cotações. Somente nesta segunda-feira foram anunciadas 498.118 toneladas de milho vendidas para México, Coreia do Sul e outro destino não conhecido. O USDA tem anunciado com frequência vendas extras, acima de 100 mil toneladas, nas últimas semanas. Isso se refletiu nos embarques para exportação, que cresceram 97,35% no comparativo semanal”, conclui.
 





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Como tem se comportado o mercado de milho?


O mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul permanece congelado, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Mercado lento. Santa Rosa a R$ 70,00; Não-Me-Toque a R$ 71,00; Marau e Gaurama R$ 70;00 Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 71,00 e Montenegro a R$ 73,00. Vendedores a partir de R$ 72,00 no FOB interior e R$ 72,00 CIF fábricas. Não ouvimos sobre negócios realizados no dia de hoje”, comenta.

Em Santa Catarina as compras ocorrem por parte dos frigoríficos. “Produtores com pedidas a partir de R$ 72,00 FON interior, e em preços tributados, a partir de R$ 75,00, em que compradores hoje indicam a partir de R$ 70,00 no interior e R$ 72,00/73,00 CIF fábricas. Negócios a R$ 704,00/75,00 no CIF meio oeste mais impostos, em pelo menos 10 mil tons. Ao oeste, ao menos 5 mil tons também foram relatadas por nossos correspondentes, entre preços de 74/75/75,50, a depender do prazo. Estima-se, entre rumores, que por aqui tenham rodado hoje 30 mil toneladas”, completa.

Preços de R$ 65,00 a saca CIF no norte do estado do Paraná. “Mercado sem negócios. No porto, indicações a R$ 63,00 set/65,00 nov/64,00 dez. No norte, indicações a R$ 64,00 (+1,00); Cascavel a R$ 61,00; Campos Gerais R$ 69,00; Guarapuava a R$ 67,00; Londrina R$ 65,00 (+1,00). Preços balcão no sudoeste e oeste a R$ 54,00, e norte a R$ 57,00. Ao sudoeste, 3 mil tons saíram ao preço de R$ 57,00, na retirada imediata e pagamento em 30 dias, para uma fábrica de ração local”, indica.

O Mato Grosso do Sul registrou preço spot em R$ 61,00. “Em Maracaju, indicações de R$53,00 (+1,00);Dourados a R$ 54,00 (+R$1,00); Naviraí R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciam ofertas FOB a R$ 52,00 com maior parte das pedidas concentradas em R$ 55,00, base interior. Negócios em ritmo lento, com produtores iniciando pedidas a R$ 55,00 no FOB, e indicações nos portos a partir de R$ 70,00”, conclui.
 





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Trigo gaúcho vai para ração


Em Santa Catarina, os moinhos continuam observando o progresso da colheita gaúcha




Em Santa Catarina, os moinhos continuam observando o progresso da colheita gaúcha
Em Santa Catarina, os moinhos continuam observando o progresso da colheita gaúcha – Foto: Agrolink

De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul continua enfrentando desafios com a qualidade do produto colhido. A safra antiga, com 80 mil toneladas ainda disponíveis, não atrai mais compradores, e as atenções estão voltadas para a nova safra, cuja colheita foi retomada no último sábado. 

No entanto, o trigo colhido entre domingo e segunda-feira apresentou uma queda significativa no FN (Força de Glúten), embora alguns lotes ainda tenham atingido números superiores a FN200. Aproximadamente 35 mil toneladas de trigo de baixa qualidade foram direcionadas para ração, tanto para a indústria quanto para o porto.

Em Santa Catarina, os moinhos continuam observando o progresso da colheita gaúcha, mas mantêm suas compras no Paraná, onde os preços são mais atrativos, especialmente no Sudoeste, com valores em torno de R$ 1.400 FOB. Além disso, muitos moinhos catarinenses têm armazéns no Rio Grande do Sul, aguardando a colheita local. Apesar do abastecimento, os moinhos enfrentam dificuldades nas vendas de farinha, o que tem atrasado o fluxo de compras de grãos. Os preços pagos aos produtores de trigo em Santa Catarina variaram entre R$ 70,00 e R$ 77,00 por saca, dependendo da região.

No Paraná, o mercado de trigo manteve-se ativo e com preços estáveis, mesmo com o avanço da nova colheita. Negócios pontuais foram registrados no início da semana a R$ 1.450 FOB no Norte do estado, mas logo após os moinhos começaram a oferecer R$ 1.400. A chuva no Sul do estado traz preocupações quanto à qualidade da safra, enquanto no Rio Grande do Sul, negócios futuros para novembro já apontam valores de R$ 1.200 FOB.
 





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Oferta reduzida valoriza feijão-carioca


Em termos de comportamento do consumidor, há um cenário de incerteza




Já em Minas Gerais, o mercado de feijão mostra sinais de valorização para o produtor
Já em Minas Gerais, o mercado de feijão mostra sinais de valorização para o produtor – Foto: Ibrafe

Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), os produtores de feijão-carioca no interior de São Paulo enfrentam desafios devido ao aumento das chuvas nesta semana. As condições climáticas adversas estão previstas para continuar, o que pode atrapalhar a colheita e afetar a qualidade dos grãos. Esse cenário tem gerado maior pressão sobre os preços, já que a oferta tende a diminuir com a colheita atrasada. Em resposta, muitos produtores elevaram suas ofertas, buscando aproveitar o momento de menor disponibilidade no mercado e assegurar margens mais atraentes.

Já em Minas Gerais, o mercado de feijão mostra sinais de valorização para o produtor, apesar do baixo volume de negócios registrados. De acordo com o IBRAFE, os preços subiram em média R$ 10 por saca para feijões com nota entre 8 e 8,5 e com baixa umidade. Esse aumento está diretamente ligado à redução da oferta local, o que beneficia os produtores da região que conseguem comercializar feijões de melhor qualidade. A expectativa é que esse movimento de alta se mantenha caso as condições de oferta não melhorem nas próximas semanas, pressionando ainda mais o mercado mineiro.

Em termos de comportamento do consumidor, há um cenário de incerteza. Com a alta dos preços, especialmente dos lotes de feijão-carioca de maior qualidade vindos de São Paulo, a demanda por feijões premium continua firme, mas é incerto se essa tendência se sustentará. A evolução do mercado nas próximas semanas será crucial para determinar a reação dos compradores e se os preços continuarão a subir ou se irão se estabilizar com o avanço da colheita e normalização das condições climáticas. Dessa forma, o comportamento da oferta e demanda será fundamental para definir a direção do mercado a curto prazo.
 





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Ascensão nas exportações de milho


Os dados históricos de exportação revelam a evolução do milho nos exportadores




Os dados indicam que, nos quatro anos seguintes, o Brasil conseguiu dobrar sua participação internacional
Os dados indicam que, nos quatro anos seguintes, o Brasil conseguiu dobrar sua participação internacional – Foto: Divulgação

José Carlos de Lima Júnior, sócio do Marketrat Group e cofundador da Harven Agribusiness school, destacou em suas análises a notável evolução do Brasil como exportador de milho. Segundo informações organizadas por Kevin Van Trump, CEO da Farmcon, os volumes exportados de milho por país foram monitorados desde a década de 1990, revelando uma transformação significativa na posição do Brasil no mercado global. Durante a década de 1990 e início de 2000, o Brasil nem aparecia no ranking de exportadores, enquanto na década de 2010 a 2020 já ocupava a segunda posição como produtor e exportador mundial do cereal.

Os dados indicam que, nos quatro anos seguintes, o Brasil conseguiu dobrar sua participação internacional na oferta de milho, superando os Estados Unidos, que haviam dominado o setor nas três décadas anteriores. Essa mudança representa não apenas um crescimento em volume, mas também uma alteração nas dinâmicas de mercado global. Nos anos de 2022 e 2023, o Brasil se consolidou com uma média de exportação anual significativa, desafiando a liderança histórica dos EUA.

Os dados históricos de exportação revelam a evolução do milho nos principais exportadores ao longo das décadas. Na média de 1990 a 1999, os Estados Unidos exportaram cerca de 45,54 milhões de toneladas métricas por ano, seguidos pela Argentina com 7,51 milhões e o Brasil com apenas 5,99 milhões. Já entre 2010 e 2020, os números mudaram drasticamente, com os Estados Unidos mantendo uma média de 46,65 milhões de toneladas, mas com o Brasil subindo para 25,76 milhões de toneladas, e a Argentina também aumentando sua participação para 23,19 milhões. Este crescimento contínuo e a posição emergente do Brasil ressaltam a importância do setor agrícola no desenvolvimento econômico do país e sua crescente influência no mercado internacional.





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