sexta-feira, abril 24, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Por que o Brasil ainda importa produtos que poderia produzir internamente?


O Brasil alcançou números recordes de exportação de commodities em 2023, consolidando-se como um dos maiores fornecedores globais de produtos como soja, açúcar e milho. No entanto, essa estratégia de exportação massiva levanta questionamentos sobre o desenvolvimento da indústria alimentícia local. Luiz Alberto Gonzatti, CEO da Alibra Ingredientes, alerta para o fenômeno que ele define como “turismo de ingredientes”, criticando a dependência do país de importar ingredientes que poderiam ser produzidos internamente.

Gonzatti destaca que, embora o Brasil possua vantagens competitivas como clima favorável e abundância de recursos naturais, a maior parte do valor agregado das commodities exportadas acaba sendo explorada por outros países. Um exemplo é o processamento da soja: “Exportamos grãos para a Ásia, onde extraem óleo e farelo, além de produtos de alto valor, como a vitamina E, que depois são vendidos de volta para nós”, explica.

O CEO sugere que a falta de transformação local limita a capacidade do Brasil de desenvolver tecnologias e cadeias produtivas mais sofisticadas. “Precisamos desenvolver essa indústria aqui para gerar mais arrecadação e criar empregos qualificados”, defende Gonzatti, ressaltando que esse movimento permitiria ao Brasil ser menos vulnerável às oscilações do comércio exterior.

Para Gonzatti, uma das chaves para superar o “turismo de ingredientes” está na aproximação entre a indústria e as universidades, fomentando o setor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&DI). Ele acredita que a adoção do conceito ESG (Ambiental, Social e Governança) pode ser um diferencial competitivo. “Cuidar do meio ambiente e reduzir a pegada de carbono, utilizando tecnologias limpas, é fundamental para tornar nossa indústria mais sustentável e eficiente”, afirma.

O CEO da Alibra também alerta para a necessidade de investir em cadeias como a láctea, onde o Brasil, mesmo sendo um dos maiores produtores de leite do mundo, ainda depende de importações de proteínas lácteas da Europa, Oceania e Estados Unidos. “Poderíamos produzir esses ingredientes localmente e agregar mais valor aos produtos consumidos aqui”, sugere Gonzatti, ressaltando que a Alibra já trabalha com tecnologias para transformar componentes do leite em insumos de alto valor agregado.

Segundo Gonzatti, criar um “clúster produtivo” que integre universidades, setor privado e órgãos públicos é essencial para desenvolver um ambiente favorável à inovação e à produção local. Ele defende que essa estratégia pode garantir maior autossuficiência e estabilidade econômica. “É um processo que já ocorre em algumas cadeias, mas há muito espaço para expandir e reduzir nossa dependência de importações”, conclui.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Startup cria soluções inéditas em sensoriamento



O modelo de negócio da Kalliandra é inovador



O modelo de negócio da Kalliandra é inovador
O modelo de negócio da Kalliandra é inovador – Foto: Divulgação

A Kalliandra, uma startup inovadora, foi fundada em 2017 por Gabriel Xavier Ferreira e Waldir Denver Muniz Meireles Filho em Luís Eduardo Magalhães, Oeste da Bahia. Inspirados na resiliência da Calliandra spp., um arbusto que floresce nas épocas mais árduas, os empreendedores desenvolveram soluções em sensoriamento para enfrentar os desafios do produtor rural brasileiro. A principal inovação da Kalliandra é um sistema de monitoramento autônomo que não requer internet nem rede elétrica, permitindo a supervisão em tempo real de toda a propriedade.

Utilizando uma rede MESH proprietária, o sistema conecta equipamentos que atuam como sensores e repetidores de sinal, proporcionando cobertura completa da fazenda com mínima infraestrutura. O portfólio da empresa inclui uma plataforma tecnológica com software próprio e diversos sensores, sendo o pluviômetro digital o carro-chefe, representando cerca de 70% dos negócios. Outros equipamentos como estações meteorológicas e monitores de irrigação completam as soluções oferecidas.

O modelo de negócio da Kalliandra é inovador, pois os equipamentos são cedidos aos produtores em comodato, garantindo que eles permaneçam nas propriedades ao longo do ano. “Antes do período das chuvas, nossa equipe realiza manutenção para assegurar a eficiência dos dispositivos”, explica Ferreira. A startup já monitora mais de 250 mil hectares em estados como Maranhão, Piauí e Goiás, com a meta de atingir 1.200 equipamentos instalados até o final do ano.

Nos últimos sete anos, a Kalliandra cresceu de forma orgânica, alcançando um crescimento médio de 70% ao ano, sempre buscando reduzir custos e aumentar a acessibilidade das tecnologias. Ferreira e Meireles Filho, que se conheceram na Universidade Federal de Viçosa, destacam que a incubação na Cyklo Agritech em 2020 foi crucial para ajustes e aprimoramentos, ajudando a consolidar a startup como referência em sensoriamento para o agronegócio.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Plantio da soja avança com tempo instável no Sudeste e Centro-Oeste


A semana começa com padrões climáticos variados pelo Brasil, influenciando diretamente as atividades em campo. De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, um sistema de baixa pressão sobre o Sudeste está puxando umidade do oceano, formando nuvens carregadas e garantindo chuvas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e algumas partes do Centro-Oeste.

A previsão para esta segunda-feira destaca volumes expressivos de chuva na região central de Minas Gerais, onde os acumulados podem variar entre 50 e 70 mm. Essa precipitação favorece a agricultura local, como o plantio de café e milho safrinha, que dependem de umidade adequada no solo para um bom desenvolvimento.

No Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, as chuvas serão mais localizadas, com volumes entre 20 e 40 mm, beneficiando principalmente o avanço do plantio da soja. Contudo, nas áreas sul e leste desses estados, as pancadas mais fortes serão isoladas e não devem causar impactos significativos nas atividades agrícolas.

Clique aqui e acesse AGROTEMPO

Enquanto a umidade traz desafios ao Sudeste e parte do Centro-Oeste, outras regiões devem enfrentar um cenário mais seco. No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, as condições climáticas serão estáveis, favorecendo a colheita de trigo. O tempo firme também predomina no MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), além do Ceará e do Amapá, permitindo o avanço das culturas locais.

Para os estados do Acre, Rondônia e o extremo oeste do Amazonas, estão previstas pancadas isoladas, mas sem volumes expressivos. O mesmo padrão deve ser observado no litoral leste do Nordeste, com chuvas fracas e de curta duração, sem comprometer as culturas de cana-de-açúcar e fruticultura.

Rodrigues aponta que, com a chegada do fim de outubro, há expectativa de aumento nas chuvas típicas da estação pré-verão, trazendo precipitações mais espalhadas por todo o Brasil. No entanto, a região Nordeste ainda pode enfrentar períodos de seca, o que exige atenção das áreas agrícolas.

Em relação ao plantio de soja, o ritmo segue acelerado, com as lavouras já próximas da média histórica de plantio. As condições climáticas recentes têm se mostrado favoráveis em grande parte das regiões produtoras, o que projeta uma safra promissora.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Mercado cafeeiro inicia 4ª feira (09) com preços mistos nas bolsas…


Preços continuam atrelados à previsão de chuvas nas principais áreas cafeeiras

Logotipo Notícias Agrícolas

Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão sobre os valores está atrelada à previsão de chuvas mais expressivas para o cinturão cafeeiro brasileiro a partir da segunda semana de outubro. Estas precipitações são muito aguardadas pelo setor, já que as lavouras estão em forte déficit hídrico, sendo necessários floração e pegamento mais robustos para a produção da safra 2025/26. “No geral, a condição das lavouras é tão precária que dificilmente haverá uma recuperação total para a próxima temporada” completou os pesquisadores. 

Perto das 9h (horário de Brasília), o arábica registrava alta de 205 pontos no valor de 250,25 cents/lbp no vencimento de dezembro, um aumento de 175 pontos no valor de 248,70 cents/lbp no de março/25, e um aumento de 180 pontos no valor de 246,95 cents/lbp no de maio/25.

Já o robusta apresentava queda de US$ 21 no valor de US$ 4.835/tonelada no contrato de novembro/24, uma queda de US$ 13 no valor de US$ 4.673/tonelada no de janeiro/25, e uma baixa de US$ 2 no valor de US$ 4.511/tonelada no de março/25.

De acordo com o Escritório Carvalhaes, os estoques mundiais de café são baixos, sem perspectivas de recomposição nos próximos anos. Nesta terça-feira (08), os estoques de cafés certificados na ICE caíram 6.071 sacas, fechando o dia em 807.785 sacas. Há um ano eram de 442.222 sacas. 

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio

Fonte:

Notícias Agrícolas





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de máquinas e equipamentos crescem 61,2%



Segmento de Máquinas e Equipamentos do Rio Grande do Sul registrou um crescimento




Foto: Pixabay

O segmento de Máquinas e Equipamentos do Rio Grande do Sul registrou um crescimento em setembro, com alta de 61,2% em relação ao mesmo período de 2023. As vendas internacionais atingiram US$ 255,2 milhões, impulsionadas por um aumento de 46,7% nas quantidades embarcadas e uma valorização de 9,9% nos preços médios. Esse resultado destaca o papel do setor como um motor importante para a recuperação da indústria gaúcha.

O principal destaque foi o ramo de máquinas de uso industrial específico, que faturou US$ 130,7 milhões, representando uma alta atípica para o mês. A maior parte das exportações desse segmento teve como destino a Coreia do Sul. “O resultado expressivo demonstra a capacidade da nossa indústria em atender nichos especializados e consolidar sua presença em mercados estratégicos”, afirmou Claudio Bier, presidente da FIERGS.

O desempenho das exportações de máquinas foi fundamental para a retomada das vendas da indústria de transformação, que cresceu 23,2% em setembro, interrompendo uma sequência de quedas desde abril.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de aves, suínos e ovos devem bater US$ 880 mi


A participação das agroindústrias brasileiras de carne de frango, carne suína e ovos na SIAL Paris 2024 resultou em expectativas otimistas, com projeções de exportações alcançando US$ 880 milhões. O evento, que se encerrou ontem, consolidou negócios superiores a US$ 126 milhões, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A ABPA, em colaboração com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, levou 25 agroindústrias exportadoras à França, incluindo grandes nomes como Seara, C.Vale e Frimesa. Durante os cinco dias da feira, foram realizados mais de 3 mil encontros de negócios, dos quais quase 50% foram com novos potenciais clientes, segundo informações das cooperativas participantes.

“Recebemos em nosso espaço lideranças políticas, nomes importantes do comércio global e clientes dos cinco continentes. Ações como a realizada na SIAL Paris gera ganhos enormes em tempo e custos, ao mesmo tempo em que proporciona oportunidades únicas de avançar, o que é comprovado pelo número de novos clientes registrados”, destacou Ricardo Santin, presidente da ABPA.

O espaço da ABPA ocupou mais de 550 metros quadrados, organizado em áreas comerciais, gastronômicas e institucionais. Durante o evento, foram degustados mais de 2 mil pratos elaborados com produtos brasileiros, além de uma exposição que destacou o empreendedorismo feminino no setor. A ABPA também distribuiu materiais informativos sobre a qualidade, a diversidade e a sustentabilidade da produção.

“Esperamos avançar não apenas em negócios, como também em soft skills para o setor, ampliando a percepção externa sobre quem somos e nossos propósitos como produtores de alimentos”, destaca Isis Sardella, gerente de marketing e promoção comercial da ABPA.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Plantio do milho avança no Rio Grande do Sul



Preço do milho sobe 2,13% no estado




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (24), a semeadura do milho no Rio Grande do Sul avançou, alcançando 68% da área projetada para a safra 2024/2025. A maior parte das lavouras (96%) encontra-se na fase de desenvolvimento vegetativo, enquanto 4% já atingiram a fase de florescimento nas áreas semeadas precocemente. A conclusão do plantio ainda depende de algumas áreas na Campanha e nos Aparados da Serra.

O clima contribuiu para o bom desenvolvimento da cultura, com chuvas frequentes e bem distribuídas, aliadas a dias de alta radiação solar e noites de temperaturas amenas. Essas condições favoreceram o crescimento saudável das plantas e o potencial produtivo. Em várias regiões, a adubação nitrogenada em cobertura, aplicada entre os estágios vegetativos V2 e V4 (2 a 4 folhas estendidas), foi finalizada com sucesso. Em algumas lavouras mais avançadas, os produtores anteciparam a aplicação da segunda dose de nitrogênio, visando aproveitar as previsões de chuva para melhorar a absorção do nutriente, conforme os dados da Emater/RS.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Segundo o Informativo, no manejo fitossanitário, o controle da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) foi necessário em áreas do Alto Uruguai, onde a praga causou danos mais severos. Aplicações pontuais também ocorreram no Planalto e no Alto da Serra do Botucaraí. Nas regiões do Baixo Médio Uruguai e Noroeste Colonial, foram feitas aplicações preventivas de fungicidas para evitar infecções, já que as condições climáticas favoreceram o surgimento de doenças.

Para a próxima safra, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 748.511 hectares, com uma produtividade média estimada de 7.810 kg/ha. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos aumentou 2,13% na última semana, passando de R$ 62,39 para R$ 63,72.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo registra leve queda em Chicago



Plantio do trigo de inverno avança nos Estados Unidos




Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações do trigo registraram uma leve queda na bolsa de Chicago nesta semana. O bushel do cereal fechou a quinta-feira (24) cotado a US$ 5,81, contra US$ 5,89 na semana anterior. Diferentemente da soja e do milho, o trigo apresentou uma leve retração nas negociações.

Nos Estados Unidos, o plantio do trigo de inverno avançou, alcançando 73% da área esperada até o dia 20 de outubro, ligeiramente abaixo da média histórica de 76% para o período. Do total semeado, 46% já havia germinado, também um pouco abaixo da média histórica de 50%, conforme apontou a Ceema.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Segundo o informado na análise semanal, em relação às exportações, os embarques de trigo dos EUA somaram 268.375 toneladas na semana encerrada em 17 de outubro. No acumulado do atual ano comercial, o volume exportado totalizou 9,3 milhões de toneladas, um crescimento em relação aos 6,9 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Na Argentina, as chuvas recentes ajudaram a melhorar o cenário de algumas lavouras de trigo. No entanto, 34% das áreas de cultivo ainda permanecem em condições ruins, enquanto 47% enfrentam déficit hídrico, segundo as últimas estimativas.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Apesar das chuvas, semeadura do arroz avança no RS



Preço médio do arroz teve uma leve alta no estado




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (24) pela Emater/RS, a semeadura do arroz no estado avançou significativamente durante o período, mesmo com as chuvas recentes, que interromperam temporariamente os trabalhos em algumas áreas. A retomada do plantio se deu principalmente em talhões com melhor capacidade de drenagem, especialmente em solos de textura média à arenosa. Em propriedades maiores, a infraestrutura adequada e a mão de obra qualificada garantiram eficiência nas atividades. 

A elevação das temperaturas a partir de 19 de outubro contribuiu para uma germinação rápida e uniforme das sementes. Em algumas áreas, a umidade excessiva exigiu a adubação nitrogenada por via aérea, um método mais custoso, mas que apresentou resultados positivos devido às condições favoráveis do solo para a absorção de nutrientes, conforme os dados da Emater/RS

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Segundo o informatico, o controle de plantas daninhas também foi intensificado, com aplicação de herbicidas em pré-emergência nas áreas recém-semeadas e em pós-emergência nas mais avançadas. Nas lavouras semeadas em setembro, o ciclo produtivo já se encontra mais adiantado, e os sistemas de irrigação estão garantindo o suporte hídrico necessário para o desenvolvimento da cultura.

O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) projeta uma área de 948.356 hectares cultivados para a safra, enquanto a Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média de 8.478 kg/ha.

No que diz respeito à comercialização, o preço médio do arroz no estado subiu 0,20% em relação à semana anterior, passando de R$ 116,09 para R$ 116,32 por saca de 60 quilos, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.





Source link