quarta-feira, abril 22, 2026

Política & Agro

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feijão dobra a projeção de produção



Condições gerais das lavouras são positivas




Foto: Canva

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, divulgou nesta quinta-feira (28) o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, destacando o aumento expressivo na área dedicada ao cultivo de feijão na primeira safra 2023/24. Em novembro, a área foi reavaliada para 167,5 mil hectares, um crescimento de 55% em relação à safra anterior, quando foram plantados 107,8 mil hectares.

A revisão representa um acréscimo de 15 mil hectares em relação à avaliação de outubro, que já indicava um aumento de 33%. Grande parte desse crescimento ocorreu na região Sudoeste do estado, tradicionalmente mais ativa na segunda safra, mas que este ano mais que triplicou a área plantada na primeira safra, passando de 10,2 mil para 32,9 mil hectares. Ainda assim, a maior concentração de cultivos está na região Sul, que ocupa 122,4 mil hectares, ou 73% da área total do Paraná.

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Apesar de algumas preocupações com o calor excessivo e a restrição hídrica causada pela alta evapotranspiração, as condições gerais das lavouras são positivas. Cerca de 95% da área cultivada apresenta bom desenvolvimento, o que projeta uma produção de 323 mil toneladas, o dobro do obtido na primeira safra do ciclo anterior, que foi de 160,4 mil toneladas. A colheita já está próxima de começar, com 4% das áreas paranaenses em estágio de maturação.





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Após máxima histórica de R$ 6, dólar termina o dia em R$ 5,99



Moeda norte-americana chegou a alcançar R$6 ao longo do dia




Foto: Pixabay

Nesta quinta-feira (28/11), o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,9891, com alta de 1,3% em relação ao fechamento anterior. A moeda norte-americana ultrapassou, durante o pregão, a barreira dos R$ 6, alcançando uma máxima de R$ 6,0029 antes de recuar levemente no fechamento. O desempenho renova o recorde nominal da quarta-feira (27/11), quando havia encerrado a R$ 5,9124.

A alta foi impulsionada pela reação do mercado ao pacote fiscal anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta gerou preocupações sobre o impacto nas contas públicas, elevando a aversão ao risco e pressionando o câmbio.

A cotação do dólar está em alta há semanas, refletindo a combinação de incertezas fiscais internas e a valorização global da moeda americana. O dólar já acumula 245 dias acima dos R$ 5, nível que se consolidou desde o início de 2020, durante a pandemia de Covid-19. Na época, o câmbio atingiu R$ 5,90, uma marca que, até então, permanecia como referência histórica.

A disparada do dólar tem impacto direto em setores como importação, turismo e insumos agrícolas, encarecendo produtos que dependem de componentes importados. Por outro lado, pode beneficiar exportadores ao aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

 





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RS conclui 97% da colheita de trigo



Produtividade enfrenta impacto climático




Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar aponta que 97% da área cultivada com trigo já foi colhida no Rio Grande do Sul. A operação está praticamente concluída em grande parte do estado, restando apenas lavouras em fase final de maturação fisiológica, localizadas principalmente nas regiões da Campanha, Sul e Campos de Cima da Serra. Essas áreas possuem características climáticas específicas que resultam em plantio e colheita tardios.

A produtividade e a qualidade dos grãos têm apresentado variações entre as regiões, o que pode impactar negativamente o rendimento estadual. No Noroeste, Planalto Médio, Centro e Metade Sul, os resultados ficaram aquém das expectativas iniciais devido às chuvas prolongadas, que dificultaram o manejo fitossanitário, favoreceram o surgimento de patógenos e interferiram no momento da colheita.

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Por outro lado, a região Nordeste do estado vive um cenário mais favorável, com uma safra considerada bem-sucedida. A área total cultivada com trigo no Rio Grande do Sul alcançou 1.322.167 hectares, e a produtividade estimada é de 3.116 kg/ha. Contudo, essa projeção será revisada ao término da safra.

Em relação à comercialização, o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar revelou uma redução de 2,33% no preço médio da saca de 60 quilos com PH 78, que caiu de R$ 68,15 para R$ 66,56.





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Arroba do boi gordo supera R$ 350



Reflexos ainda não são plenamente sentidos pelas redes varejistas




Foto: Canva

O Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, apontou que a arroba do boi gordo alcançou R$ 352,00 no dia 26 de novembro, com base nos dados do Cepea, acumulando uma alta de 10,48% no mês.

Apesar do aumento, os reflexos ainda não são plenamente sentidos pelas redes varejistas, que mantêm os preços controlados devido a estoques disponíveis e à demanda limitada. Contudo, com o avanço das cotações, o consumidor tem buscado opções mais baratas de proteínas, impactado também pela inflação que reduz o poder de compra.

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Por fim, segundo o boletim, com a chegada das festas de fim de ano, especialistas apontam que a demanda sazonal por carne bovina pode gerar um impulso temporário nos custos, afetando ainda mais os orçamentos das famílias.

No mercado atacadista, o boletim registrou que o dianteiro bovino foi comercializado a R$ 18,66, uma alta de 1,48% em relação à semana anterior. Já o traseiro apresentou elevação mais tímida, de 0,51%, sendo negociado a R$ 26,39.





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Petróleo sobe 2% com avanço da guerra entre Rússia e Ucrânia


Logotipo Reuters

Por Arathy Somasekhar

HOUSTON (Reuters) – O petróleo subiu quase 2% nesta quinta-feira, com um rápido aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia, gerando preocupações nos mercados sobre a oferta de petróleo caso o conflito se alastre.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que a Rússia lançou um ataque com míssil balístico hipersônico de médio alcance contra uma instalação militar ucraniana e alertou o Ocidente que Moscou poderia atacar instalações militares de qualquer país cujas armas fossem usadas contra a Rússia.

Putin disse que o Ocidente estava intensificando o conflito na Ucrânia ao permitir que Kiev atacasse a Rússia com mísseis de longo alcance, e que a guerra estava se tornando um conflito global.

A Ucrânia disparou mísseis americanos e britânicos contra alvos dentro da Rússia esta semana, apesar dos avisos de Moscou de que veria tal ação como uma grande escalada.

Os futuros do petróleo Brent subiram 1,42 dólar, ou 1,95%, a 74,23 dólares por barril, enquanto os futuros do petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subiram 1,35 dólar, ou 2%, a 70,10 dólares.

“O foco do mercado agora mudou para preocupações maiores sobre uma escalada na guerra na Ucrânia”, disse Ole Hvalbye, analista de commodities do SEB.

A Rússia é o segundo maior exportador de petróleo do mundo, depois da Arábia Saudita, então grandes interrupções podem afetar o fornecimento global.

(Reportagem de Arathy Somasekhar em Houston, Paul Carsten em Londres e Siyi Liu em Cingapura)

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Déficit hídrico impacta milho silagem no RS



Potencial produtivo é mantido




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O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar trouxe uma avaliação positiva sobre o milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul. Apesar do baixo regime hídrico, o potencial produtivo das lavouras tem se mantido elevado, com perdas mais apenas em áreas de sequeiro que enfrentam um longo período sem chuvas, principalmente nas regiões Noroeste e Centro do estado.

Atualmente, 43% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, enquanto 57% encontram-se em fases reprodutivas: 30% em floração, 25% em enchimento de grãos e 2% em maturação inicial. Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar projeta uma área cultivada de 357.311 hectares, com produtividade média estimada em 39.457 kg/ha.

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Nas regiões administrativas, os resultados variam. Em Erechim, há preparação para o início da colheita, com expectativa de 40 t/ha de massa vegetal ensilada, considerada muito satisfatória. Em Frederico Westphalen, 10% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 40% em floração e 50% em enchimento de grãos, com produtividade estimada em 41 t/ha.

Na região de Pelotas, o plantio atingiu 43% da área projetada, com maior parte das lavouras em fase vegetativa. Já em Santa Maria, o plantio alcançou 70%, mas o déficit hídrico tem causado perdas na produtividade.





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Bons resultados marcam produção de mandioca



Preço da mandioca chega a R$ 9,00/kg no RS




Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar destaca o vigor no desenvolvimento vegetativo das lavouras de mandioca na região administrativa de Santa Rosa. A brotação e o estande de plantas apresentam resultados satisfatórios, enquanto os produtores mantêm o controle de plantas invasoras por meio de capina manual. A maioria das lavouras é destinada ao consumo familiar.

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O preço pago ao produtor pela caixa de 25 kg de mandioca lavada e não descascada é de R$ 120,00, enquanto o quilo está sendo vendido a R$ 5,43 diretamente ao consumidor. A mandioca descascada é comercializada no varejo por R$ 6,00/kg, com valores entre R$ 7,00 e R$ 9,00/kg em feiras e vendas diretas.

Na região administrativa de Soledade, as lavouras recebem manejo com capina manual ou química. Entretanto, em Venâncio Aires e Mato Leitão, alguns produtores enfrentam desafios relacionados a bacterioses, cuja incidência está associada à procedência das manivas utilizadas. Em Mato Leitão, o preço da mandioca é de R$ 25,00 pela caixa de 22 kg.





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Frutas típicas do final de ano movimentam mercado



Aumento na importação de nozes e castanhas




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O Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, destacou as frutas mais consumidas durante as festas de final de ano, com muitas coincidindo com a época de colheita no Hemisfério Sul. No Brasil, entre as colhidas estão maçã, pêssegos, ameixas, abacaxis, uvas, melancias, amoras e lichias.

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No entanto, itens tradicionais como nozes, castanhas, cerejas, damascos, tâmaras e uvas-passas são importados para atender à demanda crescente dessa época, reforçando sua presença nas mesas brasileiras.

Nozes e castanhas, em particular, tiveram destaque em 2024, posicionando-se como o terceiro item de maior valor nas importações da fruticultura brasileira até outubro. Segundo o Agrostat, o país gastou US$ 118,1 milhões na aquisição de 20,7 mil toneladas desses produtos. O valor médio por tonelada importada subiu de US$ 3,7 mil para US$ 5,7 mil na última década, evidenciando uma tendência de aumento nos custos, conforme apontou o boletim.





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Venda de máquinas agrícolas cai 26% em 2024, aponta ABIMAQ



O desempenho negativo foi puxado por combinação de fatores




Foto: Canva

As vendas de máquinas agrícolas, incluindo tratores e colheitadeiras, enfrentaram queda em 2024, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). No acumulado até outubro, a retração chegou a 26,9% em relação ao mesmo período de 2023, com destaque para a redução de 22,9% nas vendas totais de tratores e de impressionantes 59,7% em colheitadeiras.

O desempenho negativo foi puxado por uma combinação de fatores, como a desaceleração dos investimentos no setor agrícola e a retração da demanda doméstica e externa. As vendas internas de tratores caíram 22,1%, enquanto as exportações diminuíram 29,4%, resultando em um mercado global menos aquecido para o maquinário brasileiro.

No segmento de colheitadeiras, os números foram ainda mais baixos. A venda total caiu de 6.529 unidades em 2023 para apenas 2.631 unidades até outubro de 2024, representando uma queda acumulada de 59,7%. O recuo foi observado tanto no mercado interno quanto no externo, onde as exportações despencaram 48,7%.

Impactos no mercado

A retração no setor agrícola reflete diretamente na economia brasileira, considerando que o agronegócio é um dos principais motores do PIB nacional. A ABIMAQ apontou ainda que, embora o consumo aparente de máquinas e equipamentos tenha registrado crescimento em outubro (+21,6% comparado ao mesmo mês do ano anterior), o setor agrícola não acompanhou essa tendência positiva, indicando desafios estruturais a serem enfrentados.





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mercado aguarda números da safra brasileira


De acordo com a União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros do açúcar encerraram a terça-feira (26) em alta, impulsionados pela expectativa em torno do balanço de safra da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica). O relatório abordará os números da primeira quinzena de novembro no centro-sul do Brasil, maior região produtora de cana do país.

Segundo estimativa da consultoria Datagro, a produção de açúcar no centro-sul deverá alcançar entre 42 e 43,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, superando as 39,3 milhões registradas em 2024/25. A moagem de cana também deve crescer, variando de 590 a 620 milhões de toneladas, frente aos 602 milhões previstos para a safra atual, segundo o divulgado pela Udop.

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Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), o contrato de açúcar bruto para março/25 subiu 42 pontos, fechando a 21,57 centavos de dólar por libra-peso. O contrato para maio/25 avançou 39 pontos, encerrando a 20,27 cts/lb. Outros contratos registraram altas entre 6 e 35 pontos, com exceção de outubro/26, que recuou 1 ponto.

Em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco também teve alta generalizada. O contrato março/25 foi comercializado a US$ 555,20 por tonelada, uma valorização de US$ 9,60 em relação à véspera. Contratos para maio/25 subiram US$ 9,30, chegando a US$ 552,40 por tonelada.

No mercado doméstico, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, apontou valorização no açúcar cristal, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 166,57, alta de 0,10% em relação à segunda-feira.

Já o etanol hidratado registrou a segunda queda consecutiva. O Indicador Diário Paulínia mostrou o biocombustível negociado a R$ 2.718,50/m³, uma desvalorização de 0,66% em relação aos R$ 2.736,50/m³ praticados na véspera, conforme divulgou a Udop.





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