quarta-feira, abril 15, 2026

Política & Agro

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Exportações de pato e peru somam US$ 165 milhões


As exportações brasileiras de carnes de peru e pato, segmentos considerados de alto valor agregado, apresentaram resultados distintos em 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Enquanto as vendas externas de carne de peru registraram queda tanto em volume quanto em receita, o mercado de carne de pato obteve crescimento no volume embarcado, mas enfrentou redução na receita gerada.  

No caso da carne de peru, os embarques totalizaram 64,1 mil toneladas, uma retração de 8,1% em relação às 69,8 mil toneladas exportadas em 2023. A receita, por sua vez, apresentou uma queda mais acentuada, de 23,4%, fechando o ano em US$ 153,9 milhões, contra os US$ 201 milhões registrados no ano anterior. Entre os principais destinos, o México liderou com 9,8 mil toneladas (-39%), seguido pela África do Sul (9,5 mil toneladas, -27%) e pelos Países Baixos (8,6 mil toneladas, -20%). Por outro lado, o Chile se destacou positivamente, com um aumento de 56%, alcançando 7 mil toneladas importadas. 

Já as exportações de carne de pato atingiram 3,551 mil toneladas, representando um leve aumento de 1,3% em comparação às 3,507 mil toneladas embarcadas em 2023. Apesar disso, a receita gerada caiu 12,7%, totalizando US$ 11,9 milhões. Os Emirados Árabes Unidos foram os maiores compradores, com 1.524 toneladas adquiridas, um crescimento expressivo de 66%. Outros destinos relevantes incluíram Arábia Saudita, Catar, Chile e Kuwait, que apresentaram variações mistas nos volumes importados.  

“Os dois setores avícolas somaram para o país US$ 165 milhões em receitas cambiais, e há boas expectativas com relação ao fluxo de embarques em 2025, especialmente para a Europa e Oriente Médio”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 





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Boi gordo: semana começa com estabilidade



Na última semana, as vendas no atacado foram consideradas positivas




Foto: Kadijah Suleiman

O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que a segunda-feira iniciou sem alterações nos preços em relação à última sexta-feira, com muitas indústrias ainda fechando negociações para compra. As escalas de abate permanecem, em média, programadas para uma semana.

No estado do Pará, as principais regiões produtoras, como Marabá, Redenção e Paragominas, registraram estabilidade nas cotações no início da semana.

Na última semana, as vendas no atacado foram consideradas positivas, refletindo em um aumento de preços na reposição de estoques. Entre os destaques, a carcaça de boi capão registrou alta de 2%, enquanto a carcaça de boi inteiro teve elevação expressiva de 6,6%.

No caso das fêmeas, os aumentos foram ainda mais significativos: a vaca casada apresentou alta de 7,1%, enquanto a novilha casada subiu 4,3%. Por outro lado, o traseiro do boi capão 1×1 foi a única exceção à tendência de alta, com queda de 0,9%.

No mercado de carnes alternativas, o movimento foi oposto ao das carcaças bovinas. A carcaça de suíno especial registrou redução de 0,8%, o equivalente a R$ 0,10 por quilo. Já o preço do frango médio sofreu queda de 1,5%, o que representa uma redução de R$ 0,12 por quilo.





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Dólar fecha em leve queda



O dólar à vista encerrou o pregão desta segunda-feira (13) com leve desvalorização




Foto: Pixabay

O dólar à vista encerrou o pregão desta segunda-feira (13) com leve desvalorização de 0,08%, cotado a R$ 6,0980 para venda. No acumulado de janeiro, a moeda americana registra queda de 1,31%, refletindo um cenário de maior estabilidade cambial nas últimas semanas, conforme os dados do InfoMoney.

De acordo com os dados, na B3, o contrato futuro de dólar para fevereiro, considerado o mais líquido no momento, apresentava queda de 0,17% às 17h03, sendo negociado a R$ 6,1175.

O dólar comercial encerrou o dia com os seguintes valores:

Compra: R$ 6,090

Venda: R$ 6,090

Já no mercado de turismo, voltado para transações de pequeno volume, os valores foram:

Compra: R$ 6,17

Venda: R$ 6,35





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alternativa sustentável para a produção de biodiesel



A macaúba se adapta a diferentes condições de solo




Foto: Pixabay

A macaúba, palmeira nativa do Brasil, tem se consolidado como uma alternativa sustentável para a produção de biodiesel. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e da CATI Sementes e Mudas, tem desempenhado um papel crucial no incentivo ao cultivo dessa espécie no estado.

Com alto valor econômico e ambiental, a macaúba se adapta a diferentes condições de solo, incluindo áreas marginais ou em recuperação, o que a torna estratégica para a agricultura sustentável. O cultivo da planta não apenas gera renda, mas também contribui para a recuperação ambiental, a preservação de solos degradados e a captura de carbono.

Atualmente, a pesquisa genética liderada pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) avança em ritmo acelerado. A previsão é de que, nos próximos anos, seja lançada a primeira cultivar comercial da macaúba, com materiais de alta performance. Segundo especialistas do IAC, genótipos clonados poderão produzir de 4 a 5 mil litros de óleo por hectare, muito acima das atuais médias de produção agrícola de óleos vegetais.

Enquanto a soja, principal matéria-prima do biodiesel no Brasil, gera cerca de 500 litros de óleo por hectare, a macaúba pode render até 2.500 litros na mesma área. Essa diferença representa um impacto significativo na redução da necessidade de terras agricultáveis, contribuindo para uma produção mais sustentável.

A recente implementação da “Lei do Combustível do Futuro” é vista como um marco para ampliar a viabilidade econômica do biodiesel e de outros biocombustíveis. A legislação estabelece programas nacionais para o diesel verde, biocombustível para aviação e biometano, além de definir percentuais mínimos e máximos para a mistura de etanol à gasolina e de biodiesel ao diesel. Com essa medida, espera-se uma maior valorização da macaúba como alternativa de produção sustentável, fortalecendo sua posição no mercado de biocombustíveis e incentivando a adoção da cultura por pequenos e médios produtores rurais.





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Estudo mostra que pinhão contém prebióticos, compostos benéficos à saúde


Estudo recente realizado pela Embrapa Florestas (PR) em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB) registrou a presença de dois grupos de prebióticos no pinhão: o amido resistente e o FOS (fructooligossacarídeos). Ambas as substâncias têm capacidade de estimular probióticos, ou seja, microrganismos benéficos presentes em um ecossistema intestinal saudável.

“Os relatos da presença de compostos fenólicos, amido resistente e minerais como fósforo, potássio e magnésio, no pinhão, já eram de domínio da ciência. No entanto, a presença de frutooligossacarídeos (FOS) na semente de Araucária é um novo e importante achado”, explica a pesquisadora da Embrapa Catie Godoy, coordenadora do projeto PINALIM, que deu origem à investigação. Até o momento, segundo ela, esses compostos tinham sido observados em outras fontes vegetais, como o yacon, alcachofras, aspargos, chicória e outros. A cientista acredita que a descoberta pode aumentar o interesse em consumir pinhão com foco em uma dieta saudável.

O estudo foi publicado na revista Food and Nutrition Sciences com o título Evaluation of the potential of araucaria angustifolia seeds as source of oligosaccharides, resistant starch and growth of probiotic bacteria. De acordo com Godoy, os resultados são otimistas e devem ampliar as pesquisas com a semente da Araucária, uma árvore pré-histórica, que se encontra na lista de espécie ameaçadas, limitando-se atualmente às populações remanescentes da Floresta Ombrófila Mista.

Diferença entre prebiótico e probiótico

Probióticos são bactérias e leveduras benéficas à saúde que vivem naturalmente no intestino. Eles ajudam na digestão dos alimentos e também a proteger o organismo contra doenças. Os probióticos também são encontrados em alimentos fermentados que contêm bactérias saudáveis em sua composição, como por exemplo o iogurte, o Kefir, o chucrute e a kombucha. 

Já os prebióticos são um tipo de carboidrato rico em fibras não digeríveis, que servem de alimento para bactérias e leveduras que vivem no intestino. Ou seja, prebióticos são alimentos que o organismo não consegue digerir e que são fermentados pelas bactérias presentes na flora intestinal. Exemplos de alimentos prebióticos são aqueles ricos em fibras como os vegetais, os grãos integrais e as frutas. Em resumo, probiótico é a própria bactéria e prebiótico é o alimento dela. Tanto o prebiótico quanto o probiótico ajudam a manter ou recuperar a saúde da flora intestinal, além de melhorar a digestão.

Amido resistente e FOS

Três variedades diferentes de pinhão foram analisadas, Sancti josephi, Angustifolia e Caiova, colhidas em diferentes épocas do ano, correspondendo a diferentes estágios de maturação. Os resultados do estudo foram obtidos por meio de uma série de métodos experimentais e análises da composição química dos oligossacarídeos e amido resistente. Também foram realizadas: avaliação do crescimento de bactérias para investigar o efeito prebiótico do amido resistente e análise estatística dos dados para determinar as diferenças observadas entre as variedades de pinhão em relação ao conteúdo de oligossacarídeos e ao crescimento bacteriano.

As pesquisas foram conduzidas em parceria com a professora da UFV Célia Lúcia de Luces Fortes Ferreira, que está entre os maiores especialistas do Brasil em estudos com probióticos. “O amido resistente e o FOS são metabolizados pelos probióticos, mantendo a presença constante dessas bactérias benéficas no intestino. Ao crescerem em presença dessas substâncias, as bactérias como, por exemplo, as do gênero Bifidobacterium aqui estudadas, acumulam no ambiente, principalmente ácido butírico, e outras substâncias essenciais para a “renovação” do epitélio intestinal. Um ambiente intestinal saudável diminui risco de diversas doenças locais e sistêmicas”, detalha a professora.

Nesse estudo também foi testado se o amido de pinhão promoveria o crescimento de bactérias benéficas, comparando-o com a dextrose (carboidrado simples e de rápida absorção pelo organismo). Observou-se que, para algumas bactérias, o amido de pinhão promoveu maior crescimento do que o estudo controle, demonstrando ser efetivo na multiplicação de bactérias probióticas, com destaque para os probióticos L. plantarum e B. breve. “Esse efeito se deve à presença de amido resistente no pinhão. Ele contém uma porção que escapa da digestão e da absorção no intestino delgado e é fermentada no intestino grosso, com a produção de ácidos graxos de cadeia curta, promovendo vários benefícios a saúde”, afirma Ferreira.

O impacto do amido resistente no metabolismo dessas bactérias ainda não está completamente elucidado, por isso, mais pesquisas serão necessárias para comprovar esse possível efeito prebiótico, segundo Haíssa Cardarelli, professora do Departamento de Tecnologia de Alimentos do Centro de Tecnologia e Desenvolvimento Regional do Centro de Tecnologia da UFPB.

Cardarelli, juntamente com sua orientanda de mestrado, Fernanda Pereira Santos, darão seguimento aos estudos. “Os resultados preliminares são muito promissores e, vamos utilizar a farinha de pinhão como fonte de crescimento para probióticos, um produto desenvolvido com tecnologia Embrapa e que está em vias de produção industrial”, conta a professora.

Ajuda a preservar a Araucária

Natália Marques, coordenadora do programa de pós-graduação em Nutrição Clínica e Funcional do Instituto Valéria Paschoal, destaca o pioneirismo do estudo na detecção de prebióticos no pinhão. “As contribuições para a saúde humana incluem a prevenção de diversas doenças crônicas. A partir do momento que valorizamos a inclusão do pinhão na alimentação do brasileiro, cria-se um estímulo positivo da manutenção das florestas de Araucária, de desenvolvimento de campanhas que estimulem a sua utilização e desenvolvimento de novos produtos com o pinhão”, enfatiza.

A presença de FOS e seu comportamento prebiótico nas sementes de Araucaria angustifolia abre várias possibilidades, tanto para a pesquisa quanto para a aplicação prática. Essa descoberta pode trazer oportunidades para o desenvolvimento de produtos alimentares inovadores, que visam à saúde digestiva, como snacks, cereais matinais, suplementos e alimentos funcionais, ampliando o mercado para esse alimento tradicional.





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Mercado de boi gordo registra alta moderada em algumas regiões



Mercado fecha semana com poucas mudanças




Foto: Sheila Flores

O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que a segunda semana de janeiro encerrou com negociações reduzidas e variações de preços moderadas no mercado do boi gordo. Apesar do ritmo lento, algumas regiões registraram reajustes pontuais nas cotações, principalmente para fêmeas.

Goiás

Na região de Goiânia, a oferta razoável, que atende à demanda sem excessos, revelou maior volume de fêmeas em relação aos machos. Essa movimentação impulsionou o preço da arroba do boi em R$ 2,00 para machos, enquanto as fêmeas permaneceram estáveis.

Bahia

Com oferta aquém do esperado, agravada por chuvas insuficientes em algumas regiões, o sul do estado registrou alta de R$ 3,00/@ tanto para o boi gordo quanto para a vaca. Já no oeste baiano, os preços mantiveram estabilidade. Não há referência de mercado para o chamado “boi China” na Bahia.

Santa Catarina

A oferta restrita de bovinos no estado refletiu em alta de R$ 3,00/@ para o boi gordo e de R$ 5,00/@ para a vaca nesta sexta-feira. Por outro lado, a cotação da novilha seguiu estável. Assim como na Bahia, não há registro de cotações para o “boi China” na região.

As escalas de abate, em média, atendem a sete dias, mantendo o mercado sem grandes alterações no curto prazo.





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Colheita de feijão no Paraná passa os 70%


A colheita de feijão no Paraná já ultrapassou 70%, entrando na reta final do ciclo produtivo, conforme informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe). Produtores que colhem grãos de alta qualidade continuam recebendo bons preços. O feijão-carioca com escurecimento lento, por exemplo, atingiu a marca de R$ 220 nesta semana. A demanda tem sido forte, e tudo que é colhido é rapidamente vendido. 

No entanto, a cultivar Sabiá, predominante nesta safra, está sofrendo desvalorização devido à sua aparência, resultando em vendas mais lentas. Isso faz com que o Feijão-carioca comercial, com algum índice de defeitos e coloração abaixo de 8, acabe ficando parcialmente estocado, sem conseguir atingir a mesma agilidade de vendas que outros lotes. 

No estado de Minas Gerais, a expectativa é de uma colheita rápida, com grande parte da produção sendo finalizada até o final de fevereiro. Isso indica que o estado está com um ritmo acelerado, possibilitando o fechamento da safra dentro de um cronograma eficiente. 

No que se refere ao feijão-preto, a maior parte da produção colhida está sendo armazenada, o que pode sinalizar uma possível recuperação no mercado, com a oferta controlada. Além disso, a segunda safra de feijão no Paraná, atualmente em fase de plantio, deverá atingir 380 mil hectares, o que representa uma redução de 11% em relação à área cultivada no ano anterior, conforme estimativas da Secretaria de Agricultura do Paraná. A redução da área plantada poderá impactar as expectativas de oferta para a próxima temporada.

“O Feijão-preto colhido está sendo majoritariamente armazenado, sugerindo uma possível recuperação do mercado. A segunda safra, atualmente em fase de plantio, deve alcançar 380 mil hectares, conforme estimativas da Secretaria de Agricultura do Paraná. Essa área representa uma redução de 11% em relação à segunda safra do ano anterior”, conclui.

 





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Como driblar a resistência do caruru?



Piasecki reforça que o manejo eficaz do carurú depende do uso de herbicidas pré-emerg



Piasecki reforça que o manejo eficaz do carurú depende do uso de herbicidas pré-emergentes
Piasecki reforça que o manejo eficaz do carurú depende do uso de herbicidas pré-emergentes – Foto: Pixabay

De acordo com Cristiano Piasecki, Diretor e Pesquisador Herbologista na ATSI Brasil Pesquisa e Consultoria Agronômica, o carurú, uma planta daninha comum na região Norte do Rio Grande do Sul, apresenta resistência ao glifosato (inibidor da EPSPs) e aos herbicidas inibidores da biossíntese de aminoácidos, especialmente aos do grupo ALS. Essa resistência torna o carurú uma espécie altamente competitiva, prejudicando o desenvolvimento da soja e gerando grandes perdas para os produtores.

Piasecki reforça que o manejo eficaz do carurú depende do uso de herbicidas pré-emergentes, que são indispensáveis para o controle da planta. No entanto, ele destaca que a escolha do pré-emergente correto pode influenciar significativamente a eficácia do controle, já que há variações nos resultados de acordo com o produto recomendado.

Em um vídeo recente, Piasecki mostra como essas diferenças se manifestam na prática e explica a importância de seguir recomendações técnicas assertivas para garantir um controle adequado. A escolha do herbicida certo, de acordo com as condições específicas da área, é crucial para minimizar os danos causados pelo carurú.

Para aqueles que desejam aprimorar suas técnicas de manejo de plantas daninhas, Piasecki convida os produtores a se juntarem ao time de mentoria da ATSI Brasil, com acesso às melhores informações e práticas de manejo, visando um controle mais eficiente e sustentável no campo. “É bem importante a gente entender, reconhecer os herbicidas e conhecer a sua eficácia para estar buscando a melhor recomendação sempre”, falou.





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CPR-F é oportunidade de investir em insumos



As aplicações da CPR-F são bastante amplas



Para os produtores, a CPR-F representa uma forma ágil e eficiente de obter recursos financeiros
Para os produtores, a CPR-F representa uma forma ágil e eficiente de obter recursos financeiros – Foto: USDA

A Cédula de Produto Rural Financeira (CPR-F ) é uma ferramenta essencial no financiamento do agronegócio brasileiro, como destacado pela Vox Fortuna. Ao contrário da CPR física, que está ligada à entrega de produtos, a CPR-F é um título financeiro que permite aos produtores captar recursos, com o pagamento garantido por valores financeiros futuros. Essa característica é crucial, pois possibilita o acesso a capital para o custeio, compra de insumos e investimentos em tecnologia antes da colheita.

Para os produtores, a CPR-F representa uma forma ágil e eficiente de obter recursos financeiros, sem a necessidade de esperar pela entrega dos produtos. Já para os investidores, a CPR-F oferece uma oportunidade de diversificação de portfólio, com rentabilidade competitiva e exposição a um setor estratégico e resiliente como o agronegócio. Isso torna a CPR-F uma alternativa atraente, especialmente considerando o cenário dinâmico e promissor do setor.

As aplicações da CPR-F são bastante amplas, abrangendo a produção agrícola, como soja, milho, algodão e café, além da pecuária, com foco em gado de corte e leite. Também é utilizada para financiar a compra de insumos essenciais, como fertilizantes, defensivos e sementes, que são fundamentais para garantir a produtividade e o sucesso das operações. As informações foram divulgadas no perfil oficial da VOX Fortuna na rede social LinkedIn.

“Diferente da CPR física, que está diretamente ligada à entrega de produtos, a CPR-F é um título financeiro que possibilita a captação de recursos pelos produtores, com pagamento lastreado em valores financeiros futuros”, afirma.

 





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Taxas futuras recuam em nova sessão de ajustes devido à agenda vazia


Logotipo Reuters

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs recuaram novamente nesta sexta-feira, no que foi o segundo pregão de 2025, com a baixa liquidez e a falta de novas notícias e dados econômicos no cenário doméstico permitindo novos ajustes nos prêmios de risco do país, na esteira das correções da véspera.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 estava em 15,07%, ante 15,191% do ajuste anterior. Já a taxa do contrato para janeiro de 2027 marcava 15,495%, ante o ajuste de 15,706%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2029 estava em 15,34%, ante 15,548% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2031 tinha taxa de 15,06%, de 15,257% anteriormente.

Os investidores têm aproveitado as primeiras sessões deste ano, marcadas por uma agenda macroeconômica vazia, para corrigir potenciais exageros nos preços de diversos ativos, incluindo as taxas de juros futuras, com algumas delas acumulando mais de 500 pontos-base de ganhos em 2024.

Assim como na véspera, o ajuste foi robusto, derrubando as taxas de alguns contratos em mais de 20 pontos-base, o que reforça a existência de um espaço para a queda dos prêmios de risco do país.

“Hoje estamos tendo uma correção… Seguimos com uma agenda macroecônomica bastante esvaziada. Sem indicadores relevantes, o mercado segue com essa postura em relação aos ativos”, disse Henrique Cavalcante, analista da Empiricus Research.

Analistas apontam, no entanto, que os fatores internos e externos que sustentaram as altas nas taxas futuras no ano anterior devem voltar ao foco dos investidores nas próximas semanas, a partir do momento que mais dados e notícias forem divulgados.

Na cena doméstica, o mercado ainda duvida do compromisso do governo em equilibrar as contas públicas, o que foi acentuado depois do anúncio pelo Executivo de um projeto de reforma do Imposto de Renda em novembro que ofuscou a apresentação de esperadas medidas de contenção dos gastos.

Mesmo após a aprovação dos projetos fiscais do governo no Congresso e do adiamento do debate sobre a reforma do IR, agentes financeiros têm indicado que ainda serão necessárias mais iniciativas para garantir uma trajetória saudável para a dívida pública.

O Banco Central também já sinalizou que vai apertar ainda mais a taxa Selic, tendo indicado mais dois aumentos de 1 ponto percentual nas duas próximas reuniões, após elevar a taxa em 1 ponto, a 12,25% ao ano, em dezembro.

No exterior, os rendimentos elevados dos Treasuries também têm sido um fator para os níveis altos dos juros futuros no Brasil, com os mercados globais reduzindo as expectativas sobre cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve, uma vez que a economia norte-americana tem mostrado sinais de resiliência.

Em uma das únicas divulgações econômicas desta sexta, a pesquisa PMI sobre a indústria dos EUA, divulgada pelo Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM), o setor industrial do país apresentou em dezembro um resultado melhor do que o esperado em pesquisa da Reuters — 49,3 contra projeção de 48,4.

O resultado reforçou a percepção de força da economia e consolidou ainda mais as apostas de que o banco central dos EUA deve optar por manter os juros elevados em suas próximas reuniões.

“O PMI mostrou mais uma vez que o mercado está subestimando a força da economia norte-americana… Uma economia mais forte e mais resiliente do que o esperado requer, como o Fed já adiantou, uma taxa de juros elevada”, afirmou Cavalcante.

Os mercados também têm projetado que o novo governo de Donald Trump, que prometeu medidas consideradas inflacionárias, como cortes de impostos e imposição de tarifas, devem reforçar ainda mais o cenário de juros elevados por mais tempo.

O rendimento do Treasury de dois anos–que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo– tinha alta de 3 pontos-base, a 4,281%.





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