segunda-feira, abril 6, 2026

Política & Agro

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Soja recua com demanda fraca


A soja fechou em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira, impactada por preocupações com tarifas comerciais, demanda fraca e avanço da colheita no Brasil, conforme análise da TF Agroeconômica. O contrato de março caiu 1,31%, ou 13,25 cents/bushel, encerrando a $998,25, enquanto o contrato de maio recuou 1,39%, ou 14,25 cents/bushel, para $1011,50. O farelo de soja para março perdeu 0,55%, cotado a $290,1/ton curta, e o óleo de soja caiu 1,45%, fechando a $42,90/libra-peso.  

A falta de avanços nas negociações comerciais pesou sobre as cotações. As incertezas em relação às tarifas que seriam impostas aos principais parceiros comerciais dos EUA aumentaram a pressão sobre o mercado. Diferente de ocasiões anteriores, nenhuma alteração de última hora nos prazos foi anunciada, reforçando o pessimismo e pressionando todas as commodities do complexo de soja.  

Além disso, a colheita no Brasil, que inicialmente apresentava atrasos, avançou significativamente em relação ao ano passado. O país se aproxima de uma safra recorde, aumentando a oferta global e contribuindo para a queda nos preços. Com a produção brasileira ganhando ritmo, compradores internacionais têm optado pelos portos brasileiros, reduzindo ainda mais a demanda pela soja americana.  

O cenário de oferta elevada no Brasil e incerteza comercial nos EUA pode continuar pressionando os preços da soja nas próximas semanas. Caso não haja mudanças significativas no quadro de tarifas ou recuperação da demanda, o mercado deve seguir registrando volatilidade. “A imposição de tarifas comerciais pode reduzir ainda mais a demanda pelo grão americano, que está menor semana a semana e voltada para os portos brasileiros”, comenta.

 





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Dois fatores pressionam mercado da soja



No Brasil, a colheita já atingiu 50% da área até 27 de fevereiro



No Brasil, a colheita já atingiu 50% da área até 27 de fevereiro
No Brasil, a colheita já atingiu 50% da área até 27 de fevereiro – Foto: Ivan Bueno/APPA

A TF Agroeconômica destacou dois fatores que pressionam o mercado da soja: as exportações fracas dos EUA e o avanço da colheita no Brasil. As inspeções de exportação norte-americanas totalizaram 694 mil toneladas na semana até 27 de fevereiro, ficando na parte inferior das estimativas dos analistas, que variaram entre 351,07 mil e 975 mil toneladas. A China foi o principal destino, com 350 mil toneladas. Apesar da queda semanal, o acumulado da temporada 2024/25 ainda supera o do ano passado, somando 37,58 milhões de toneladas.  

No Brasil, a colheita já atingiu 50% da área até 27 de fevereiro, segundo a AgRural. O avanço é significativo em relação aos 48% registrados no mesmo período do ano passado e reflete a alta eficiência do maquinário agrícola. O ritmo acelerado é resultado de condições favoráveis nas principais regiões produtoras, aumentando a oferta global e pressionando os preços da oleaginosa no mercado internacional.  

No entanto, o estado do Rio Grande do Sul segue como uma incógnita para a safra brasileira. O clima quente e seco persiste, limitando o potencial produtivo e podendo impactar a produção final do país. Mesmo assim, a aceleração da colheita nacional, somada às exportações enfraquecidas dos EUA, reforça um cenário baixista para os preços da soja no curto prazo.  

Dessa forma, o mercado segue atento aos dados da demanda global e às condições climáticas nas lavouras sul-americanas. Com os estoques aumentando e as exportações americanas abaixo do esperado, os preços podem continuar pressionados, a menos que surjam novos fatores de suporte, como mudanças no clima ou surpresas na demanda chinesa.

 





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Milho cai em Chicago com temor de tarifas



O temor é que eventuais restrições comerciais prejudiquem as exportações dos EUA



O movimento de baixa foi impulsionado pela falta de avanços nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e seus principais parceiros
O movimento de baixa foi impulsionado pela falta de avanços nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e seus principais parceiros – Foto: Leonardo Gottems

O mercado de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) registrou queda significativa nesta segunda-feira (04), com os temores sobre tarifas comerciais superando a boa demanda pelo grão. Segundo a TF Agroeconômica, a cotação de março, referência para a safra de verão brasileira, encerrou com desvalorização de 2,92% ou 13,25 cents/bushel, a US$ 440,25. O contrato para maio também recuou 2,82%, cotado a US$ 456,25 por bushel.

O movimento de baixa foi impulsionado pela falta de avanços nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e seus principais parceiros. Até o momento, não houve indicações de que o ex-presidente Donald Trump possa rever a imposição de novas tarifas, o que aumentou a incerteza sobre o comércio do milho com Canadá e México, os maiores compradores do grão americano e seus derivados.

Mesmo com sinais de forte demanda, o mercado de milho não resistiu à pressão das incertezas tarifárias. O temor é que eventuais restrições comerciais prejudiquem as exportações dos EUA, em um momento em que o Departamento de Agricultura do país (USDA) projeta aumento de área plantada, produtividade, produção e estoques para a safra 2025/26.

“As inspeções de exportação de milho aumentaram moderadamente na semana até 27 de fevereiro, registrando um volume de 1.351 mil tons. Isso também estava no limite superior das estimativas dos analistas, que variavam entre 950 e 1,400 mil tons. O México foi o destino número 1, com 416,56 mil tons. Os totais acumulados para o ano comercial de 2024/25 permanecem visivelmente acima do ritmo do ano passado, após atingir 27,25 milhões de toneladas”, conclui.

 





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Venda ao México e exportações sustentam milho nos EUA



No entanto, fatores baixistas também surgiram



“Se os excedentes não forem escoados, ficam no país e pressionam os preços para baixo"
“Se os excedentes não forem escoados, ficam no país e pressionam os preços para baixo” – Foto: Divulgação

A TF Agroeconômica destacou fatores de alta e baixa que influenciam o mercado do milho. No lado positivo, exportadores privados dos EUA venderam 115 mil toneladas de milho para o México, com entrega prevista para o ciclo 2024/25. Além disso, as inspeções de exportação aumentaram na semana até 27 de fevereiro, totalizando 1,351 milhão de toneladas, ficando no limite superior das projeções dos analistas. O México liderou as compras, com 416,56 mil toneladas, enquanto o volume acumulado no ano comercial já soma 27,25 milhões de toneladas, acima do ritmo registrado no ano passado.  

No entanto, fatores baixistas também surgiram. A transição do fenômeno La Niña para condições neutras de ENSO pode impactar a produção agrícola global, segundo o meteorologista do USDA, Brad Rippey. Além disso, a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, mencionou um pacote de US$ 30 bilhões em assistência emergencial aos produtores, aprovado pelo Congresso, o que pode influenciar a dinâmica do mercado.  

Outro fator de preocupação veio do ex-presidente Donald Trump, que anunciou a imposição de tarifas sobre importações agrícolas a partir de 2 de abril. No entanto, a TF Agroeconômica avalia essa decisão como um erro estratégico, pois, sem exportações para escoar os excedentes, os preços podem cair abaixo dos custos de produção, reduzindo a oferta no médio e longo prazo.  

“Se os excedentes não forem escoados, ficam no país e pressionam os preços para baixo, podendo chegar abaixo dos custos de produção, resultando em menos produção a médio e longo prazos. A exportação é necessária para garantir bons preços, divisas para o país e qualidade dos produtos”, conclui.

 





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Mercado de trigo sofre nova queda



A pressão negativa se deve à incerteza sobre tarifas comerciais



A pressão negativa se deve à incerteza sobre tarifas comerciais
A pressão negativa se deve à incerteza sobre tarifas comerciais – Foto: Divulgação

A bolsa de Chicago iniciou a semana com quedas no mercado de trigo, impactada por tarifas comerciais e demanda enfraquecida, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de março do trigo brando SRW fechou em baixa de 0,93%, a US$ 532,00 por bushel, enquanto o contrato para maio recuou 1,44%, cotado a US$ 547,50. O trigo duro HRW de Kansas caiu 1,93%, a US$ 547,50, e o trigo HRS de Minneapolis encerrou com queda de 1,07%, a US$ 576,00. Na Europa, o trigo para moagem na Euronext de Paris caiu 1,92%, cotado a 217,50 euros por tonelada.

A pressão negativa se deve à incerteza sobre tarifas comerciais que o governo dos Estados Unidos pode impor a seus parceiros. Até o momento, não houve novas negociações nem prorrogação de prazos, o que influenciou negativamente as commodities agrícolas. A falta de avanços nesse cenário aumentou a aversão ao risco entre os investidores, levando a uma liquidação de posições no mercado futuro.

Além disso, o desempenho fraco das exportações contribuiu para a tendência de baixa. Nas últimas semanas, os embarques de trigo dos EUA não apresentaram crescimento expressivo, gerando preocupações sobre a competitividade do produto no mercado global. O USDA ainda projeta um aumento na área plantada para a safra 2025/26, o que pode intensificar a pressão sobre os preços no futuro próximo.

Diante desse contexto, o mercado segue atento aos desdobramentos das políticas comerciais e às estimativas de oferta e demanda para os próximos meses. Caso não haja mudanças no ritmo das exportações ou revisões nas previsões do USDA, o trigo pode continuar enfrentando dificuldades para recuperar preços.

 





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Mercado de trigo segue parado no Brasil



No Paraná, a oferta de trigo é escassa



Em Santa Catarina, o cenário permanece estável
Em Santa Catarina, o cenário permanece estável – Foto: Agrolink

A TF Agroeconômica reportou que o mercado de trigo no Brasil seguiu praticamente parado durante o período de carnaval, com cotações inalteradas. No Rio Grande do Sul, os preços do trigo posto moinho variam entre R$ 1.350 e R$ 1.370 por tonelada para retirada até março, enquanto lotes de melhor qualidade para panificação são negociados a R$ 1.400 para abril e maio. 

Apesar da disponibilidade estimada de 940 mil toneladas, a qualidade do cereal é muito heterogênea, o que dificulta negociações. A moagem segue em volumes baixos devido às fracas vendas de farinha, e a expectativa é que o mercado reaja somente a partir de abril. Na exportação, o trigo Milling no porto atingiu R$ 1.350/t, sem registro de negócios concretizados.  

Em Santa Catarina, o cenário permanece estável, com dificuldades na venda de farinha, impedindo reajustes nos preços. Moinhos relatam que os custos não estão sendo cobertos, enquanto o farelo de trigo sofreu desvalorização, caindo para R$ 1.100 ensacado. Algumas cooperativas estão segurando estoques, aguardando possíveis valorizações futuras. Os preços da saca de trigo seguem estáveis em várias regiões do estado, com destaque para Rio do Sul, onde houve alta para R$ 80,00.  

No Paraná, a oferta de trigo é escassa, com vendedores pedindo entre R$ 1.500 e R$ 1.600/t FOB, enquanto o trigo branqueador é ainda mais raro, com valores acima de R$ 1.700/t. Algumas compras foram feitas no Rio Grande do Sul, mas os preços não estão compatíveis com os das farinhas. A importação segue como alternativa, com trigo chegando ao estado por US$ 265/270 por tonelada. O trigo futuro tem compradores entre R$ 1.400 e R$ 1.450 CIF. O preço médio da saca no estado subiu 1,41%, atingindo R$ 74,27, com lucro médio do produtor avançando para 6,95%.  

 





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Mercado de grãos: Pressão nos preços


Os mercados de soja, milho e trigo iniciam esta terça-feira de Carnaval sob forte pressão, refletindo a incerteza sobre as tarifas comerciais que o ex-presidente Donald Trump pode impor a seus principais parceiros. Segundo a TF Agroeconômica, o adiamento dessas decisões em ocasiões anteriores não se repetiu na segunda-feira, resultando em quedas generalizadas nas cotações.

 No caso da soja, a colheita no Brasil avança rapidamente e deve resultar em uma safra recorde, aumentando a oferta global e reduzindo a demanda pelo grão americano. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato para maio recuou para US$ 1.003,50 (-8,0), enquanto no Brasil o indicador CEPEA subiu para R$ 134,55 (+1,90% no dia, +4,31% no mês). No Paraguai, a soja foi cotada a US$ 361,14 em Assunção.  

O milho segue a mesma tendência de queda, influenciado pelas incertezas comerciais com Canadá e México, grandes importadores do cereal dos EUA. Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta um aumento de área plantada, produtividade e estoques para a safra 2025/26, o que reforça a pressão sobre os preços. Na CBOT, o milho maio caiu para US$ 451,75 (-4,40), enquanto no Brasil o indicador CEPEA subiu para R$ 87,68 (+0,57% no dia, +16,92% no mês). No Paraguai, o milho spot variou entre US$ 175 e US$ 193 nas principais regiões produtoras, enquanto a safrinha foi negociada entre US$ 155 e US$ 165.  

No mercado de trigo, a indefinição sobre as tarifas também impactou os preços, agravada pelas exportações fracas e pelo aumento de área plantada nos EUA, conforme dados do USDA. Na CBOT, o contrato para maio recuou para US$ 543,75 (-4,0), enquanto no Brasil os indicadores CEPEA registraram R$ 1.502,11 no Paraná (+0,13% no dia, +5,32% no mês) e R$ 1.337,03 no Rio Grande do Sul (-0,12% no dia, +2,17% no mês). No Paraguai, os preços variaram entre US$ 230 e US$ 240 no Campo 9 e entre US$ 230 e US$ 235 no Alto Paraná.  





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Disputa comercial pode prejudicar agricultura dos EUA



Brasil pode ser beneficiado



A possibilidade de represálias já impactou os mercados
A possibilidade de represálias já impactou os mercados – Foto: United Soybean Board

A China pode mirar a agricultura dos Estados Unidos em retaliação às novas tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump, que entram em vigor em 4 de março. Segundo a Reuters, citando o jornal estatal Global Times, Pequim estuda medidas que podem incluir tarifas e restrições não tarifárias sobre produtos agrícolas e alimentícios americanos. O movimento ocorre após Trump anunciar uma sobretaxa de 10% sobre todas as importações chinesas, elevando o imposto total para 20%, caso Pequim não atue contra o fluxo de fentanil para os EUA.

A possibilidade de represálias já impactou os mercados. Os contratos futuros de farelo de soja e de colza na China subiram 2,5% após a notícia, com o farelo de soja atingindo o maior nível desde setembro na Bolsa de Commodities de Dalian. A China, que importou US$ 29,25 bilhões em produtos agrícolas americanos em 2024 — uma queda de 14% em relação ao ano anterior —, tem reduzido sua dependência do comércio com os EUA, investindo na autossuficiência alimentar.

O Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA prevê uma produção recorde de grãos na China em 2024/25, chegando a 706,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,6% impulsionado pela expansão da área cultivada. A produção de milho, trigo e arroz deve crescer, enquanto as importações de milho devem cair 40%. Já a produção de soja chinesa deve permanecer estável em 19,6 milhões de toneladas. Atualmente, os EUA respondem por um quarto das importações chinesas de soja, mas o Brasil ampliou sua participação para cerca de 70%.

Caso as retaliações se concretizem, os produtores americanos poderão enfrentar mais dificuldades para exportar para a China, aumentando a pressão sobre os preços e impulsionando outros fornecedores, como o Brasil e a Argentina.

 





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China anuncia tarifas contra os EUA: o que muda?



A reação do mercado deve ser imediata



A reação do mercado deve ser imediata
A reação do mercado deve ser imediata – Foto: Porto de Shanghai

A China anunciou tarifas retaliatórias de 15% sobre diversos produtos agrícolas dos Estados Unidos, incluindo trigo, milho, soja, carne bovina e suína, conforme informações da TF Agroeconômica. A medida pode derrubar ainda mais as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e aumentar a demanda por esses produtos no Brasil, elevando os prêmios de exportação. A decisão impacta cerca de US$ 21 bilhões em exportações agrícolas e alimentícias dos EUA, aprofundando as tensões comerciais entre as duas potências econômicas.

Esse novo pacote de tarifas reforça a escalada da disputa iniciada por Donald Trump. Em fevereiro, Pequim já havia imposto taxas sobre carvão (15%), gás natural liquefeito (GNL) (15%), petróleo bruto (10%), máquinas agrícolas e alguns automóveis. Agora, ao incluir alimentos e commodities agrícolas na lista, a China amplia a pressão sobre setores estratégicos da economia norte-americana.

A reação do mercado deve ser imediata. Os contratos futuros de commodities como soja, milho e trigo tendem a registrar novas quedas em Chicago, enquanto o Brasil se posiciona como alternativa para suprir parte da demanda chinesa. Com os EUA perdendo competitividade, os prêmios pagos aos exportadores brasileiros podem subir, beneficiando produtores e tradings no país.

Além disso, a China anunciou novas medidas contra os EUA, incluindo a investigação de produtores de fibra óptica por evasão de tarifas antidumping e a suspensão de licenças de importação de três exportadores norte-americanos, além de interromper embarques de madeira serrada. Pequim também adicionou 15 empresas dos EUA à lista de controle de exportação, proibindo a venda de tecnologias de uso duplo, e incluiu 10 empresas na Lista de Entidades Não Confiáveis, em resposta à venda de armas para Taiwan, território que a China reivindica.

 





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Produção de alface cresce no Paraná, mas calor preocupa setor


O Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), traz um panorama da produção de alface no Paraná. Em 2023, a cultura ocupou 7 mil hectares, com colheita de 127,7 mil toneladas e um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 319,8 milhões. O Estado representa 8,7% do VBP nacional e 7,7% do volume colhido.

A área plantada cresceu 29,1% desde 2014, enquanto a produção aumentou 17,7% e o VBP registrou alta de 48,9%. A alface é a quinta hortaliça mais importante do Paraná, representando 4,5% do VBP total da olericultura estadual.

A região de Curitiba concentra 47,2% das colheitas, seguida por Maringá (9,6%), Cascavel (9,6%), Jacarezinho (6,2%) e Londrina (5,0%), que juntas respondem por 76,2% da produção. Os municípios de Colombo (19,1%) e São José dos Pinhais (13,5%) lideram no fornecimento da hortaliça.

O preço da caixa de 9 kg subiu de R$ 21,87 em dezembro/24 para R$ 23,90 em janeiro/25, um aumento de 9,3%. Já no atacado, na CEASA de Curitiba, a caixa de 18 unidades de alface crespa grande chegou a R$ 40,00, o dobro do registrado em janeiro (R$ 20,00).

No varejo, a alface lisa e crespa foi vendida, em média, por R$ 3,25 a unidade em janeiro, uma alta de 10,5% em relação a dezembro/24.

A terceira onda de calor de 2025, com temperaturas muito acima da média histórica, preocupa o setor hortifrutícola. O clima extremo afeta a fisiologia das plantas, altera o ciclo biológico, compromete a absorção de nutrientes e pode aumentar a incidência de pragas e doenças, elevando os custos de produção.





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