segunda-feira, abril 6, 2026

Política & Agro

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Após volatilidade, dólar cai 2,72% e encerra em R$ 5,755



Durante a tarde, a desvalorização do dólar intensificou-se, acompanhando a tendência




Foto: Pixabay

Nesta quarta-feira de Cinzas, 5 de março de 2025, o dólar registrou uma expressiva queda de 2,71%, fechando cotado a R$ 5,75. O mercado brasileiro teve seu início de operações postergado para as 13h, devido ao feriado de Carnaval.

Durante a tarde, a desvalorização do dólar intensificou-se, acompanhando a tendência global. O índice DXY, que avalia a força da moeda americana em relação a uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, apresentava uma queda de 1,18% às 17h.

O dólar comercial mostrou alta volatilidade no dia, atingindo R$ 5,847 no início das negociações, mas encerrando com uma significativa queda de 2,72%, a R$ 5,755.

Este movimento foi influenciado pelo primeiro discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Congresso americano na noite anterior, e por declarações do secretário de Comércio dos EUA sobre a possibilidade de um alívio tarifário.





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Agronegócio mineiro movimenta US$ 17,1 bilhões


O agronegócio de Minas Gerais atingiu US$ 17,1 bilhões em 2024. De acordo com a edição de fevereiro do Boletim Logístico, divulgado na última sexta-feira (28) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o valor representa um crescimento de 19,2% em relação a 2023. O volume exportado chegou a 17 milhões de toneladas, o que representou o aumento de 8,2% na comparação anual.

O relatório aponta que a necessidade de abrir espaço para a nova safra de grãos 2024/25 resultou em um aumento no volume de fretes internos e para os portos. “Segundo os agentes transportadores as movimentações de soja e milho em rotas internas do estado, ou mesmo com destino aos portos tiveram incrementos acentuados em relação ao último trimestre de 2024”, conforme o boletim.

Com esse desempenho, o estado alcançou a quarta posição entre os maiores exportadores do Brasil, ultrapassando São Paulo como principal fornecedor de produtos agropecuários para a União Europeia. Minas Gerais embarcou US$ 4,4 bilhões em produtos para o bloco europeu, consolidando-se como líder nessa frente.

Segundo o boletim, o café, carro-chefe do agro mineiro, teve um ano recorde, impulsionado pela valorização do dólar e pela queda dos estoques nos principais países produtores. Foram 31 milhões de sacas exportadas, gerando uma receita de US$ 7,9 bilhões, o que representou 46,1% do total comercializado pelo setor no estado. “Todas as proteínas (bovina, frango e suína) obtiveram crescimento em receita e volume. O setor alcançou US$ 1,7 bilhão e 502 mil toneladas”, informou.

De acordo com a Conab, o complexo sucroalcooleiro se manteve na terceira posição entre os principais produtos do agro, com a marca de US$ 2,5 bilhões e 5,2 milhões de toneladas. O complexo soja registrou queda de 10,2% na receita e aumento de 7,1% no volume. O resultado foi de US$ 3,2 bilhões e 7,2 milhões de toneladas.





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Frango: volume e faturamento das exportações até a 2ª semana de fevereiro…


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De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta segunda-feira (17), as exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas até a segunda semana de fevereiro (10 dias úteis), atingiram mais de 70% referentes ao volume e faturamento de fevereiro do ano passado.

A receita obtida com as exportações de carne de frango até o momento no mês de fevereiro, US$ 460.596,979, representa 72,06% do total arrecadado em todo o mês de fevereiro de 2024, que foi de US$ 639.124,931. No caso do volume embarcado, as 259.770,24 toneladas representam 70,48% do volume registrado em fevereiro de 2024, quantidade de 368.530,306 toneladas.

O faturamento por média diária até este momento do mês foi de US$ 46.059,6979 quantia 36,9% a mais do que o registrado em fevereiro de 2024. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 10,46% quando comparado aos US$ 51.442,724 vistos na semana passada.

No caso das toneladas por média diária, foram 25.977,024, houve aumento de 33,9% no comparativo com o mesmo mês de 2024. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se retração de 9,44% em relação às 28.686,752 toneladas da semana anterior.

Já o preço pago por tonelada, US$ 1.773,093, é 2,2% superior ao praticado em fevereiro do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa redução de 1,12% no comparativo ao valor de US$ 1.793,257 visto na semana passada.

 





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Plantio do trigo safrinha inicia com boas projeções


O mês de março marca o início do plantio do trigo safrinha no Cerrado, período em que a cultura pode ser semeada após a colheita da soja sem irrigação, aproveitando o final da estação chuvosa. Segundo dados da Embrapa, a área plantada pode chegar a 250 mil hectares, representando um crescimento entre 5% e 10% em relação à safra anterior. Em Goiás, o crescimento pode ser ainda maior, atingindo até 15%.

O trigo safrinha vem conquistando produtores interessados em diversificação de culturas. “O cultivo do trigo safrinha tem avançado principalmente entre produtores que desejam diversificar culturas, mitigar problemas e diminuir riscos ou, ainda, para aproveitar áreas que ficariam em pousio ou seriam cultivadas com plantas de cobertura”, destacam os pesquisadores da Embrapa.

Com o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas ao Cerrado, como a BRS 404, da Embrapa, o trigo tem se consolidado no plantio direto e na rotação com soja, milho e sorgo. A prática auxilia na quebra do ciclo de pragas e doenças, incluindo fungos de solo e nematoides. “Outro benefício é a possibilidade de rotacionar princípios ativos de defensivos agrícolas, como herbicidas que podem agir no controle de plantas daninhas resistentes ao glifosato usado nas lavouras de soja RR, assim como no controle de plantas dessa cultura germinadas após a colheita, contribuindo tanto com o vazio sanitário como para eliminar plantas tigueras de cultivos de milho na área”, aponta a Embrapa.

Segundo a Embrapa, a adoção do trigo após a soja permite a possibilidade de utilizar soja de ciclo mais longo, com maior potencial produtivo em comparação com variedades precoces voltadas ao milho safrinha. Além disso, o trigo do Cerrado é o primeiro a ser colhido no Brasil, permitindo comercialização a preços mais atrativos. “A colheita do trigo safrinha é realizada no período seco, entre os meses de junho e julho, o que tem garantido um produto de excelente qualidade de grãos e livre das micotoxinas que costumam afetar lavouras do Sul do País em anos de muita chuva na colheita, como a giberela”, observa Júlio Albrecht, pesquisador da Embrapa Cerrados (DF). Os rendimentos das lavouras têm variado de 35 a 65 sc/ha em anos de precipitação normal, e as receitas com as vendas têm estimulado os produtores a ampliarem a área cultivada na região.

O cultivo do trigo safrinha no Cerrado requer planejamento e atenção às condições edafoclimáticas para garantir a produtividade. Segundo os pesquisadores Júlio Albrecht e Jorge Chagas, o trigo de sequeiro é indicado para áreas com altitude acima de 800 metros, sendo essencial que o produtor escolha cultivares adaptadas e consulte o zoneamento agrícola de risco climático, disponível no Ministério da Agricultura e Pecuária e no aplicativo Zarc Plantio Certo. Antes do plantio, a análise e correção do solo são fundamentais: a acidez deve ser corrigida com calcário, enquanto o alumínio em profundidade pode ser neutralizado com gesso agrícola. Além disso, a eliminação de camadas compactadas favorece o aprofundamento das raízes, permitindo melhor absorção de água e nutrientes, o que reduz os impactos de períodos secos.

O manejo adequado também inclui a prática do plantio direto, em que a semeadura ocorre sobre a palhada da cultura anterior, ajudando a conservar a umidade do solo e reduzir perdas por evapotranspiração. Para otimizar a produtividade, a semeadura deve ocorrer entre o início e o final de março, ajustando-se ao regime de chuvas da região. O escalonamento do plantio e a escolha de cultivares resistentes a doenças e estiagem são estratégias recomendadas. No início da safra, é preferível utilizar cultivares mais tolerantes a doenças como a brusone, que pode ser intensificada por chuvas excessivas. Já para semeaduras tardias, após 15 de março, o ideal é optar por variedades mais resistentes à seca, considerando que altas temperaturas e veranicos podem comprometer o desenvolvimento das lavouras.

A cultivar BRS 404, desenvolvida pela Embrapa, foi especialmente adaptada para regiões de baixa precipitação e aproveita a umidade residual do solo. Com ciclo precoce de 105 a 118 dias, o trigo atinge espigamento entre 57 e 67 dias após a semeadura, dependendo da altitude da área de cultivo.

Entre suas características, a BRS 404 apresenta tolerância ao déficit hídrico, ao calor e ao alumínio no solo, além de elevada produção de palhada e excelente qualidade dos grãos. Os pesquisadores alertam, porém, para uma moderada suscetibilidade à brusone e à mancha amarela. Com o aumento da área plantada e o fortalecimento do trigo safrinha no Cerrado do Brasil Central, o cereal se consolida como alternativa viável para produtores que buscam inovação e sustentabilidade no sistema produtivo.





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Sem milho? Consórcios forrageiros são alternativa viável no Mato Grosso


Com o fim de fevereiro, encerrou-se a janela ideal para a semeadura do milho segunda safra na maior parte dos municípios de Mato Grosso, conforme indica o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Para as áreas onde o milho não pôde ser semeado a tempo, os consórcios forrageiros surgem como uma alternativa viável para os produtores rurais, conforme o informado pela Embrapa.

A Embrapa Agrossilvipastoril, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), tem desenvolvido estudos sobre diferentes opções de consórcios na segunda safra, com benefícios que vão desde o aumento de matéria orgânica no solo até a mitigação de nematoides e a melhoria da microbiota.

Entre as alternativas estudadas, destaca-se o Sistema Gravataí, que combina braquiária com feijão-caupi. A tecnologia pode ser utilizada tanto para formação de palhada em plantio direto quanto para pastejo animal na integração lavoura-pecuária (ILP). Além disso, o sistema promove fixação biológica de nitrogênio e gera palhada de qualidade, o que pode resultar em maior produtividade na safra seguinte ou em ganho de peso animal.

A Embrapa disponibilizou recentemente um curso on-line gratuito detalhando a implantação, o manejo e os resultados do Sistema Gravataí.

Outros consórcios também apresentam resultados promissores. O sorgo granífero BRS 373 consorciado com estilosantes Bela e a braquiária com Crotalaria spectabilis são opções que ajudam na mitigação de nematoides e no aporte de Nitrogênio ao solo. Já para a ciclagem de nutrientes, os consórcios de capim com nabo forrageiro e capim com trigo mourisco têm mostrado eficiência na disponibilização de Potássio, chegando a 340 kg/ha na palhada.

Para áreas com problemas de compactação do solo, os consórcios múltiplos com até seis espécies diferentes têm demonstrado resultados positivos, melhorando a estrutura do solo e aumentando o teor de matéria orgânica.

Esses consórcios vêm sendo estudados tanto em experimentos da Embrapa Agrossilvipastoril quanto em áreas comerciais. Um dos projetos, financiado pelo REM Mato Grosso, avaliou sete consórcios em plantio direto e seis em ILP durante três safras na fazenda Santana, em Sorriso (MT). Os resultados foram apresentados em um workshop, cuja gravação está disponível no canal da Embrapa no YouTube.

Segundo o boletim semanal do Imea, publicado em 24 de fevereiro, apenas 67% da área prevista para o milho havia sido semeada em Mato Grosso até aquela data. Mesmo que a semeadura alcance 100%, a área total plantada será a metade dos 12,6 milhões de hectares cultivados com soja na primeira safra. Na região médio-norte, onde o milho ocupa 71% da área de soja, ainda há 270 mil hectares disponíveis para outras culturas ou consórcios.

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) define janelas ideais de plantio para mais de 40 culturas em cada município brasileiro, considerando fatores como clima, tipo de solo e ciclo das cultivares. As faixas de risco são classificadas em 20%, 30% e 40%. Além de orientar os produtores, o Zarc é referência para concessão de crédito rural e pagamento de seguros agrícolas. Com o avanço das pesquisas e a adoção de consórcios forrageiros, os produtores de Mato Grosso contam com alternativas sustentáveis e estratégicas para otimizar a produção e garantir a saúde do solo nas áreas onde o milho não foi semeado a tempo.





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Calor intenso afeta citricultura e provoca queimaduras em frutos


A citricultura no Rio Grande do Sul tem sido impactada pelas condições climáticas adversas, segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (27). O calor intenso, a estiagem e a alta radiação solar provocaram queimaduras em frutos, afetando principalmente as variedades precoces de bergamota, como a Satsuma Okitsu.

O boletim aponta que na região de Caxias do Sul, citricultores estão realizando o raleio das bergamoteiras, com as frutas sendo comercializadas a R$ 15,00 por caixa de 25 kg. A colheita das variedades superprecoces teve início, com a Okitsu sendo vendida a R$ 6,00/kg nas feiras, embora sem a coloração ideal. Além disso, seguem as práticas de adubação e controle fitossanitário, com destaque para o combate à pinta-preta.

Em Lajeado, onde há 558 hectares de bergamota e 398 hectares de laranja, a expectativa para a safra é positiva. Apesar das chuvas no início do ano terem afetado o desenvolvimento das plantas em algumas propriedades, a produtividade dos pomares não foi comprometida. Já em pomares recém-implantados, foi necessário um cuidado especial devido à estiagem de janeiro.

Em Pareci Novo, onde os cultivos de bergamota ocupam 1.006 hectares, o raleio das variedades Caí, Pareci e Montenegrina está em andamento. Os frutos retirados são vendidos para a indústria a R$ 16,00 a R$ 20,00 a caixa de 20 kg, sendo utilizados para a extração de óleos essenciais.

Na região de Frederico Westphalen, a estiagem reduziu a produtividade em cerca de 30% e afetou a qualidade comercial dos frutos. Além disso, houve aumento da queda prematura dos frutos, agravando as perdas. Os citricultores intensificaram adubações e tratamentos fitossanitários para o manejo de pragas como a mosca-branca. O tempo seco favoreceu a proliferação do ácaro-da-falsa-ferrugem e do ácaro-da-leprose.

Já na região de Santa Rosa, o raleio da bergamota Montenegrina está praticamente encerrado, e produtores estão instalando armadilhas para controle da mosca-das-frutas. O crescimento dos frutos de laranja e bergamota foi comprometido pela falta de umidade no solo, resultando em frutos menores. Nas brotações novas, há alta incidência de larva-minadora e pulgão, exigindo pulverizações frequentes com inseticidas, bioinsumos e caldas.

Na região de Erechim, o plantio de bergamota ultrapassou 600 hectares, impulsionado pelos bons preços e pela instalação de uma indústria em Centenário. O crescimento da citricultura se destaca em municípios como Mariano Moro (250 ha), Itatiba do Sul (150 ha) e Centenário (120 ha). As variedades mais plantadas são Valência, Salustiana, Valência Late, Folha Murcha e Iapar.





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Floricultura espera aumento de 8% em vendas no Dia da Mulher



A floricultura nacional está otimista para o Dia Internacional da Mulher




Foto: Pixabay

A floricultura nacional está otimista para o Dia Internacional da Mulher, que será comemorado no próximo sábado, 8 de março. O Ibraflor (Instituto Brasileiro de Floricultura) projeta um aumento de 8% nas vendas de flores em comparação com 2024, destacando a data como uma oportunidade única para presentear com flores e reconhecer a importância das mulheres. 

A data já representa 8% das vendas anuais de flores e plantas ornamentais no Brasil, e este ano a procura deve ser ainda maior, com destaque para os buquês. As floriculturas estão se preparando para um volume de pedidos superior à média diária, refletindo a crescente valorização da data, que se consolidou como uma das principais para o comércio de flores. “A floricultura nacional está preparada para atender a essa demanda crescente com produtos frescos, de alta qualidade e com arranjos especiais, na certeza de que, mais uma vez, o Dia da Mulher será celebrado com muita cor e afeto”, diz o presidente do Ibraflor, Jorge Possato.

Entre as flores mais demandadas para o Dia da Mulher, as rosas vermelhas, clássicas da celebração, e as orquídeas Phalaenopsis, famosas pela beleza exótica e delicada, estão entre as preferidas dos consumidores. Também são requisitadas flores como alstroemerias, gypsophila, tango e ruscus, que compõem buquês sofisticados e elegantes para a data.

O Dia Internacional da Mulher tem raízes no início do século XX, durante um período de grandes transformações sociais e econômicas. A data surgiu como símbolo da luta das mulheres por direitos iguais, melhores condições de trabalho e pelo direito ao voto. Em 1908, um grupo de mulheres operárias em Nova York fez uma greve exigindo melhores condições de trabalho e igualdade salarial. Trágicamente, 129 mulheres morreram em um incêndio enquanto estavam trancadas em uma fábrica, o que gerou grande comoção e reforçou a luta pelos direitos femininos. A primeira comemoração do Dia Internacional da Mulher ocorreu em 1911, em diversas nações europeias. Desde então, o 8 de março se tornou um símbolo da luta das mulheres por igualdade, liberdade e justiça social.





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Brasil exportou 1,6 milhão de toneladas de farelo de soja em janeiro



Bolsa de Comércio de Rosário reduziu sua estimativa para a safra argentina




Foto: Divulgação

De acordo com a edição de fevereiro do Boletim Logístico, divulgado na última sexta-feira (28) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a recuperação do mercado de farelo de soja foi impulsionada pelas tarifas praticadas nos Estados Unidos e pelo aumento das reservas estatais da China, fatores que elevaram as margens de esmagamento da indústria chinesa.

A Bolsa de Comércio de Rosário reduziu sua estimativa para a safra argentina 2024/25, agora prevista em 47,5 milhões de toneladas, o que pode impactar a oferta do país vizinho. A produção brasileira deve suprir com tranquilidade tanto a demanda interna quanto as exportações da oleaginosa e seus derivados.

Em janeiro de 2025, o Brasil exportou 1,6 milhão de toneladas de farelo de soja, volume inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando as exportações atingiram 1,8 milhão de toneladas.

O escoamento pelo porto de Santos correspondeu a 45,4% da oferta nacional no mês, contra 46,3% em janeiro de 2024. Em Paranaguá, o percentual ficou em 30,4%, ligeiramente acima dos 29,7% do ano anterior. Já o porto de Rio Grande teve participação de 10,4%, ante 12,6% no mesmo período do ano passado, enquanto Salvador registrou 6,9%, mais que o dobro dos 3,3% de janeiro de 2024. Os principais estados exportadores foram Mato Grosso (MT), Paraná (PR), Goiás (GO) e Mato Grosso do Sul (MS), que seguem como os maiores fornecedores do farelo de soja brasileiro ao mercado externo.





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Justiça anula ITBI indevido em imóvel rural



Especialista diz que é preciso sempre estar atento a esse tipo de situação



"Ocorre que muitos municípios estão cobrando o imposto ITBI sobre a diferença entre o valor de mercado e o custo histórico"
“Ocorre que muitos municípios estão cobrando o imposto ITBI sobre a diferença entre o valor de mercado e o custo histórico” – Foto: Pixabay

A Justiça de Jataí (GO) concedeu decisão favorável ao escritório Amaral e Melo Advogados contra a cobrança indevida de ITBI na transferência de uma fazenda para o capital social de uma empresa familiar no município de Perolândia. O advogado tributarista Leonardo Amaral explica que muitos municípios têm interpretado de forma equivocada o Tema 796 do STF, de 2020, aplicando o imposto sobre a diferença entre o valor de mercado e o custo histórico do imóvel, mesmo quando a Constituição prevê imunidade para essas operações.  

“Neste caso, o imóvel rural é incorporado ao capital social da empresa familiar pelo seu custo de aquisição histórico informado na declaração de renda do sócio. Ocorre que muitos municípios estão cobrando o imposto ITBI sobre a diferença entre o valor de mercado e o custo histórico, com base em uma interpretação distorcida de uma decisão do STF proferida no ano de 2020”, comenta.

Segundo ele, a sentença reforça a importância do planejamento sucessório no agronegócio, visto que a incorporação de imóveis rurais ao capital social de holdings familiares tem sido uma prática comum. Entretanto, municípios podem cobrar indevidamente o ITBI, gerando disputas judiciais. A liminar obtida pelo escritório reconhece a ilegalidade da cobrança e pode servir de precedente para outros casos semelhantes.  

“A transferência para uma empresa familiar, ou holding, tem se tornado uma prática de planejamento cada vez mais comum. No entanto, dependendo do município e até mesmo das atividades realizadas em diferentes propriedades rurais, por exemplo, pode haver uma interpretação equivocada e a cobrança incorreta do imposto. Então, é preciso estar atento e, se preciso, buscar a ajuda de um especialista gabaritado para tirar qualquer dúvida sobre a questão”, conclui.

 





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Soja recua com demanda fraca


A soja fechou em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira, impactada por preocupações com tarifas comerciais, demanda fraca e avanço da colheita no Brasil, conforme análise da TF Agroeconômica. O contrato de março caiu 1,31%, ou 13,25 cents/bushel, encerrando a $998,25, enquanto o contrato de maio recuou 1,39%, ou 14,25 cents/bushel, para $1011,50. O farelo de soja para março perdeu 0,55%, cotado a $290,1/ton curta, e o óleo de soja caiu 1,45%, fechando a $42,90/libra-peso.  

A falta de avanços nas negociações comerciais pesou sobre as cotações. As incertezas em relação às tarifas que seriam impostas aos principais parceiros comerciais dos EUA aumentaram a pressão sobre o mercado. Diferente de ocasiões anteriores, nenhuma alteração de última hora nos prazos foi anunciada, reforçando o pessimismo e pressionando todas as commodities do complexo de soja.  

Além disso, a colheita no Brasil, que inicialmente apresentava atrasos, avançou significativamente em relação ao ano passado. O país se aproxima de uma safra recorde, aumentando a oferta global e contribuindo para a queda nos preços. Com a produção brasileira ganhando ritmo, compradores internacionais têm optado pelos portos brasileiros, reduzindo ainda mais a demanda pela soja americana.  

O cenário de oferta elevada no Brasil e incerteza comercial nos EUA pode continuar pressionando os preços da soja nas próximas semanas. Caso não haja mudanças significativas no quadro de tarifas ou recuperação da demanda, o mercado deve seguir registrando volatilidade. “A imposição de tarifas comerciais pode reduzir ainda mais a demanda pelo grão americano, que está menor semana a semana e voltada para os portos brasileiros”, comenta.

 





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