sexta-feira, abril 3, 2026

Política & Agro

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Qual o cenário do milho em Goiás?


Desde agosto de 2024, o preço do milho segue em trajetória de valorização, atingindo, na segunda quinzena de fevereiro, patamares superiores a R$ 80,00 por saca, o maior valor dos últimos 22 meses. Segundo o Agro em Dados de março, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a alta se deve à menor oferta do grão no curto prazo, ao aumento da demanda interna e às preocupações com a janela da safrinha.

Para os próximos meses, as condições climáticas serão determinantes para o sucesso da safra, especialmente entre abril e maio, período crítico para o desenvolvimento do cereal.

As exportações brasileiras de milho em janeiro caíram 26,3%, reflexo do aumento da demanda doméstica e da redução nas compras pela China (-87,6%) e pelo Vietnã (-27,7%), quando comparadas ao mesmo período de 2024.

Apesar desse cenário, Goiás se destacou como o segundo maior estado exportador do país, registrando crescimento de 127,9% no volume embarcado em relação a janeiro de 2024. O aumento se deve principalmente ao avanço das compras pelo Vietnã (+85,1%) e pelo Irã, que ampliou suas aquisições em quase seis vezes. Além disso, Bangladesh, Egito e Iraque importaram milho goiano pela primeira vez em janeiro, já que, em 2024, suas compras ocorreram apenas no segundo semestre.

No cenário global, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para baixo a estimativa de produção de milho. Houve redução de 1 milhão de toneladas na safra da Argentina, impactada por condições climáticas adversas. Para o Brasil, a projeção também caiu 1 milhão de toneladas, totalizando 126 milhões de toneladas, e a previsão de exportação recuou na mesma proporção, para 46 milhões de toneladas. A produção e os estoques mundiais foram ajustados para baixo em 1,8 milhão e 3 milhões de toneladas, respectivamente, em relação à estimativa anterior.





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Trigo está em um momento decisivo



As condições climáticas nos Estados Unidos ainda não são ideais



As condições climáticas nos Estados Unidos ainda não são ideais
As condições climáticas nos Estados Unidos ainda não são ideais – Foto: Canva

A TF Agroeconômica destaca que o mercado de trigo está em um momento decisivo, com diversos fatores influenciando os preços no curto, médio e longo prazo. A proximidade do prazo para a imposição de tarifas por Donald Trump sobre importações mexicanas pode alterar significativamente o comércio global e fortalecer o dólar, impactando diretamente o trigo

Além disso, as condições climáticas nos Estados Unidos ainda não são ideais, com níveis de seca superiores aos do ano passado, e as exportações russas caíram 50% em relação à média histórica. Apesar disso, os fundos especulativos mantêm posições baixistas, o que pode reverter rapidamente caso o cenário se modifique.

Diante desse contexto, a recomendação para os moinhos é aproveitar os preços atuais e garantir contratos de compra por meio de operações de CALL na Bolsa de Chicago. O objetivo é reduzir os custos da matéria-prima no Brasil, que já iniciou uma trajetória de alta e deve continuar subindo nos próximos quatro meses. Esse movimento é impulsionado tanto pelos fatores externos quanto pela dinâmica interna do mercado, onde a demanda permanece firme.

Já para agricultores, cerealistas e cooperativas, a orientação é aguardar a valorização do trigo, mas sempre considerando os custos de armazenagem e financeiros da manutenção do estoque. A análise da TF Agroeconômica indica que os preços da safra 2024/25 pagos aos produtores refletem os valores atuais apenas ajustados pelos custos de carregamento. Dessa forma, para justificar a retenção do trigo, é essencial que as vendas futuras sejam realizadas acima desses níveis projetados.

 





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Soja, milho e trigo iniciam semana em queda


De acordo com a TF Agroeconômica, os mercados agrícolas abriram a semana sob pressão, com quedas para soja, milho e trigo na Bolsa de Chicago (CBOT). A soja para maio iniciou o dia cotada a US$ 1007,75 por bushel, recuando 2 pontos, reflexo da entrada da safra brasileira e das incertezas sobre tarifas recíprocas a partir de abril. No Brasil, o preço da soja subiu levemente para R$ 133,38/sc, impulsionado pela quebra da safra gaúcha, que preocupa a indústria local quanto ao abastecimento. No Paraguai, o valor FAS em Assunção foi de US$ 361,04.  

“No Brasil, o preço está levemente maior, devido à forte quebra da safra gaúcha, onde estão localizadas importantes indústrias, que se preocupam com o seu abastecimento”, comenta.

O milho também abriu em baixa, com o contrato de maio em Chicago caindo para US$ 461,00 por bushel (-3,25 pontos), mantendo a tendência de realização de lucros da última sexta-feira. A guerra tarifária nos EUA impacta as exportações para o México e o etanol de milho para o Canadá, gerando incertezas. No Brasil, o milho na B3 caiu 0,90%, para R$ 79,61/sc, enquanto no indicador CEPEA teve leve alta diária de 0,07%, chegando a R$ 90,14/sc. O avanço da safrinha e o início da colheita da primeira safra mantêm o mercado doméstico tranquilo, com compradores pressionando os preços.  

“No Brasil, o bom andamento da Safrinha e a entrada da primeira safra transmitem tranquilidade aos compradores,  que pressionam os preços locais”, completa.

O trigo seguiu a mesma tendência, com o contrato de maio em Chicago recuando 6,75 pontos, para US$ 551,50 por bushel, após lucros da alta na última sexta-feira. A recente valorização foi impulsionada pelos conflitos no Mar Negro e pelos impactos de tufões na Ásia. No Brasil, a escassez do cereal eleva os preços, com o CEPEA apontando alta de 0,35% no Paraná (R$ 1.531,87/t) e de 0,60% no Rio Grande do Sul (R$ 1.431,94/t). A importação de trigo paraguaio também segue em alta, com cotações variando entre US$ 240 e US$ 290.

“No Brasil, a escassez de trigo está elevando sistematicamente os preços nos dois principais estados produtores e a importação de trigo paraguaio”, conclui.

 





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Expoagro Afubra começa nesta terça em Rio Pardo (RS)


A 23ª edição da Expoagro Afubra tem início nesta terça-feira (25) em Rio Pardo (RS) e segue até o dia 28 de março. O evento, voltado ao setor agropecuário, terá entrada e estacionamento gratuitos.

Criada para apresentar as potencialidades do setor ao produtor rural, a feira promove a diversificação da atividade agrícola, oferecendo informações, inovação e oportunidades de negócios. De acordo com a organização, 73% do público visitante é formado por agricultores.

O coordenador da Expoagro Afubra, Marco Antonio Dornelles, destaca que esta edição será especial. “Por ser um ano especial em que a Afubra completa 70 anos, queremos reunir os convidados num evento festivo. Para isso, estamos convidando prefeitos, secretários municipais de Agricultura, presidentes de Câmaras de Vereadores, chefes de escritórios municipais da Emater e presidentes de sindicatos Rurais e dos Trabalhadores Rurais, além de autoridades regionais, estaduais e nacionais, bem como lideranças do setor e a imprensa. Será um momento de falar sobre a Afubra e a feira e também de agradecer todo o suporte e apoio que recebemos na organização da Expoagro Afubra”, afirmou.

A primeira edição da feira ocorreu em 2001, no formato de um dia de campo. Desde então, a iniciativa expandiu suas atividades e se consolidou como a maior feira brasileira voltada à agricultura familiar.

Na edição de 2024, a Expoagro Afubra recebeu 154 mil visitantes e movimentou R$ 310 milhões em negócios, com a participação de 517 expositores do setor agropecuário.

A Afubra foi fundada com o objetivo de fortalecer o produtor de tabaco. Com o tempo, passou a incentivar a diversificação das propriedades rurais como estratégia para ampliar a renda dos agricultores.

O evento acontece no Parque da Expoagro Afubra, localizado no Rincão del Rey, BR-471, Km 161, em Rio Pardo (RS). As atividades ocorrem das 8h às 18h.





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Cuidado com bezerras é essencial para produtividade



“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos”



“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos"
“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos” – Foto: Pixabay

O Brasil está entre os maiores produtores de leite do mundo, com uma oferta anual de aproximadamente 35 bilhões de litros. Para garantir a eficiência e o aumento da produtividade, a atenção especial às bezerras é indispensável. Segundo Wiliam Tabchoury, engenheiro agrônomo e gerente da Unidade de Bovinos da Auster Nutrição Animal, é fundamental controlar agentes patogênicos, manter um ambiente adequado e oferecer nutrição balanceada.  

“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos, o manejo do ambiente onde os animais estão e a composição da nutrição oferecida”, explica Wiliam Tabchoury, engenheiro agrônomo e gerente da Unidade de Bovinos da Auster Nutrição Animal. 

Tabchoury destaca que o sucesso na produção leiteira está diretamente ligado ao cuidado com as bezerras nos primeiros meses de vida. O ambiente onde os animais permanecem deve ser mantido higienizado, pois nessa fase eles são mais vulneráveis a doenças. Além disso, a qualidade microbiológica do colostro, leite de transição, sucedâneos e água deve ser constantemente avaliada para evitar contaminações. Outros manejos essenciais incluem cuidados com recém-nascidos, colostragem e a cura do umbigo.  

A regulação da temperatura e a oferta de descanso adequado também são fatores essenciais. As bezerras devem permanecer em ambientes entre 18 e 25 graus e descansar cerca de 20 horas por dia. Para aprimorar o manejo, produtores podem utilizar a metodologia Cowsignals, que ajuda a identificar sinais das bezerras e encontrar oportunidades de melhoria. No aspecto nutricional, é necessário um plano alimentar completo, pois essa é a fase mais exigente em termos de nutrição na fazenda.  

 





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Parceria busca integrar dados no agronegócio


A Hexagon, empresa global de tecnologia, firmou uma parceria com a Analítica, especializada em soluções agrícolas, para centralizar e integrar dados no setor. O objetivo é resolver um dos principais desafios do agronegócio: o excesso de informações não utilizadas devido à falta de integração entre diferentes fontes.  

A nova solução unifica dados de drones, satélites, estações meteorológicas e softwares de gestão em uma única plataforma, permitindo uma análise automatizada e mais eficiente. Com isso, a tomada de decisão se torna mais ágil, reduzindo desperdícios e otimizando recursos como água, combustível e insumos.  

“Além de evoluir constantemente em nossas soluções de geoposicionamento, agricultura de precisão e planejamento e monitoramento de operações, ouvimos o mercado sobre a demanda por integração com dados vindos de outras fontes como drones, sistemas de abastecimento, imagens de satélites, estações meteorológicas, softwares de gestão, entre outros e decidimos agregar na nossa entrega o compilador de dados Metrics, da Analítica, integrando todas as informações de desempenho que o cliente precisa. Com isso, oferecemos um serviço ainda mais completo, inclusive ampliando nossos serviços de suporte e pós-vendas,” explica Fabio Perna, diretor Comercial e Serviços agrícola da divisão de Autonomy & Positioning da Hexagon.

A tecnologia utiliza inteligência artificial para identificar padrões e gerar recomendações, eliminando a necessidade de análises manuais complexas. Além de aumentar a eficiência operacional, a iniciativa busca democratizar o acesso à inovação, garantindo que pequenos produtores também possam usufruir dos mesmos benefícios oferecidos a grandes empresas do setor.  

A expectativa é expandir a solução para novos clientes, oferecendo integração com sistemas já utilizados no campo. Com a automação do gerenciamento de dados, o agronegócio ganha mais precisão e rentabilidade, reduzindo custos e aumentando a produtividade de forma sustentável.

 





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Comissão de suinocultura da FAEP debate bioinsumos e prepara ações para o setor


Pesquisadores apresentaram como dejetos podem ser utilizados como biofertilizantes e na geração de energia nas propriedades rurais

Em sua primeira reunião deste ano – realizada nesta segunda-feira (17) –, a Comissão Técnica de Suinocultura da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) deu ênfase à utilização de bioinsumos na atividade. Esses produtos de origem biológica podem ser usados como fertilizantes e na geração de energia, tornando a produção mais sustentável e reduzindo custos de produção. O encontro também serviu para que os membros estruturassem ações para 2025.

Em sua apresentação, os pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves, Juliano Correa e Estela Nunes, definiram bioinsumos como “produtos total ou parcialmente derivado de materiais de origem biológica”. Eles podem se subdividir produtos de controle biológico, insumos para uso animal e biofertilizantes, em diversas etapas dos processos produtivos. No caso da suinocultura, os dejetos dos animais tem sido utilizados, principalmente, como biofertilizantes e como matéria-prima para a geração de energia – através de biodigestores.

Os pesquisadores da Embrapa apresentaram uma projeção, que aponta que um produtor que mantenha 500 animais em sua propriedade pode obter R$ 12,7 mil com a utilização dos dejetos gerados pelos animais como biofertilizantes. Os dejetos de suínos são ricos em nitrogênio, fósforo e potássio, além de conterem matéria orgânica e microrganismos benéficos ao solo. Os especialistas também exibiram fotos de lavouras e pastagens desenvolvidas a partir do uso de biofertilizantes da suinocultura.

A discussão sobre o aproveitamento dos dejetos tem relação direta com o avanço da atividade no país. A produção nacional de suínos saltou de 500 mil toneladas, em 1970, para 4,5 milhões de toneladas no ano passado. No memo período, as exportações saltaram de 2 mil para 1 milhão de toneladas. Só em 2023, os embarques internacionais de carne suína tiveram um aumento de 38% em relação ao ano anterior.

Outros temas

A comissão técnica também começou a estruturar ações para 2025. Ao longo da reunião, o regimento interno do colegiado foi apresentado aos novos membros. Os participantes também apontaram temas de interesse, que devem ser abordados durante este ano. Na sequência, o grupo deve definir o calendário de reuniões, com os temas técnicos e administrativos a serem debatidos.

“Sabemos o quanto é difícil cada um de nós dispor de um tempo na nossa propriedade, mas essas reuniões são importantes para estruturarmos nossas ações. A participação é muito importante para seguirmos mais fortes”, definiu a presidente da comissão, Deborah de Geus.

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Mercado de aveia dos EUA enfrenta desafios tarifários



O produto está bastante voltado para a alimentação humana



Nos últimos anos, a aveia deixou de ser uma cultura voltada para ração
Nos últimos anos, a aveia deixou de ser uma cultura voltada para ração – Foto: Canva

O mercado de aveia nos Estados Unidos em 2025 enfrenta desafios significativos devido a complicações tarifárias e à escassez de estoques no Canadá, seu principal fornecedor. A forte interdependência entre os dois países torna as negociações comerciais um fator crucial para a estabilidade do setor. Restrições tarifárias e eventuais disputas comerciais podem limitar as opções de importação e elevar os custos para toda a cadeia produtiva.  

Nos últimos anos, a aveia deixou de ser uma cultura voltada para ração e passou a atender principalmente ao mercado de alimentação humana, impulsionada por tendências de saúde e sustentabilidade. Os Estados Unidos representam 30% da moagem global e 22% da produção mundial de aveia, com Canadá e EUA liderando as exportações e importações do cereal. No Canadá, aproximadamente 72% da aveia consumida comercialmente é destinada ao consumo humano, enquanto o restante ainda atende ao setor de ração animal.  

As tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos canadenses desde março adicionam incertezas ao mercado. Enquanto algumas taxas foram temporariamente suspensas, outras continuam em vigor, e novas medidas retaliatórias podem ser adotadas. O impacto já afeta setores como frutas, laticínios e carnes, além de commodities como aço e veículos elétricos. Ao mesmo tempo, restrições impostas pela China ao óleo e ao farelo de canola canadenses, bem como a outras exportações agrícolas, aumentam a pressão sobre os produtores.  

A volatilidade tarifária e os baixos estoques de aveia criam desafios para toda a cadeia de suprimentos, elevando os custos para importadores e consumidores. O repasse desses custos pode afetar o preço final do produto, impactando diretamente as decisões de compra. 

 





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Preços do boi gordo se recuperam



Esse cenário reforça a competitividade da carne brasileira



A demanda externa continua forte, mesmo com as incertezas trazidas pelas investigações da China
A demanda externa continua forte, mesmo com as incertezas trazidas pelas investigações da China – Foto: Divulgação

Os preços do boi gordo voltaram a subir, afastando momentaneamente o risco de queda abaixo de R$ 300/@. Segundo a StoneX, o índice contínuo na B3, que começou março pouco acima de R$ 301/@, encerrou a semana acima de R$ 310/@. Os contratos futuros também avançaram, com destaque para outubro/25, que voltou a operar na faixa de R$ 340/@. A oferta reduzida na segunda metade do ano segue como fator de suporte, já que estimativas da consultoria, baseadas nas estatísticas do SIF, indicam possível recuo nos abates totais em fevereiro, justamente no momento de virada de ciclo da pecuária.  

A demanda externa continua forte, mesmo com as incertezas trazidas pelas investigações da China sobre importações de carne bovina e pela guerra comercial dos EUA com seus principais parceiros. Após registrar o melhor fevereiro da história, as exportações seguem aceleradas, com dados semanais da Secretaria de Comércio Exterior apontando que os embarques de março já superam os volumes registrados no mesmo período de 2023.  

Esse cenário reforça a competitividade da carne brasileira no mercado global, sustentando os preços internos mesmo após um 2024 marcado pelo maior nível de abates da história. A valorização do boi gordo e a alta nos contratos futuros refletem tanto a expectativa de menor oferta nos próximos meses quanto o forte apetite do mercado internacional pelo produto brasileiro. “Após o melhor fevereiro da história, os dados semanais da Secretaria de Comércio exterior estão mostrando como março vem realizando envios superiores ao realizado no mesmo período do ano passado”, conclui.

 





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Portugal inaugura primeira fábrica de tratamento de cânhamo



Produto é usado para produção de ECOblocos



Os ECOblocos de cânhamo, produzidos a partir de materiais 100% naturais, reduzem significativamente a pegada de carbono na construção de edifícios
Os ECOblocos de cânhamo, produzidos a partir de materiais 100% naturais, reduzem significativamente a pegada de carbono na construção de edifícios – Foto: Pixabay

A dte, empresa do dstgroup especializada em instalações especiais, anunciou sua participação na construção da primeira fábrica do mundo dedicada ao tratamento do cânhamo e à produção de blocos sustentáveis. A unidade, localizada em Ourique, no Alentejo, representa um investimento de quase 800 mil euros e promete revolucionar o setor da construção civil com materiais inovadores e ecologicamente responsáveis.  

Os ECOblocos de cânhamo, produzidos a partir de materiais 100% naturais, reduzem significativamente a pegada de carbono na construção de edifícios. Além disso, o cultivo do cânhamo absorve grandes quantidades de CO2, tornando os blocos uma solução sustentável para eficiência energética e conforto térmico. Outro diferencial do material é sua capacidade de unir alvenaria e isolamento térmico em um único produto, minimizando o desperdício nas obras.  

A dte será responsável pelo fornecimento, transporte e montagem de materiais e equipamentos elétricos e de AVAC, essenciais para a infraestrutura moderna e sustentável da fábrica. Ricardo Carvalho, CEO da dte, destacou que a iniciativa reforça o compromisso da empresa com a inovação e a sustentabilidade, impulsionando a indústria do futuro e promovendo o desenvolvimento econômico e tecnológico da região.  

Com início das operações previsto para este verão, a fábrica está instalada em um terreno de 57.476 m² cedido pela Câmara Municipal de Ourique. Além dos avanços ambientais e tecnológicos, a unidade também terá um impacto social positivo, gerando dezenas de empregos locais e fortalecendo a economia regional.

 





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