sexta-feira, abril 3, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Expansão do biodiesel impulsiona setor de soja



Um desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística



Um desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística
Um desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística – Foto: Divulgação

O Rabobank, por meio da analista setorial de grãos e oleaginosas Marcela Marini, destacou em seu relatório a crescente participação do biodiesel na matriz energética brasileira e seus impactos no setor de soja. Desde 2008, a mistura de biodiesel no diesel aumentou de 2% para 14% em 2024, impulsionando a produção local. Com a legislação sancionada em outubro de 2024, que prevê um aumento anual de 1% na mistura até atingir 20% em 2030, a necessidade de esmagamento adicional de soja se torna evidente para suprir a demanda por óleo vegetal.  

Esse crescimento na capacidade de esmagamento será sustentado pela maior demanda por óleo de soja, mas trará desafios ao mercado de farelo de soja. Com o aumento da oferta, os preços do farelo devem sofrer pressão de queda, tornando essencial a atração de compradores exportadores. Ainda assim, o óleo de soja deverá ganhar relevância na composição das margens de esmagamento, tornando-se um fator estratégico para o setor.  

A RaboResearch projeta que a produção brasileira de soja pode alcançar 185 milhões de toneladas métricas até 2030, garantindo suprimentos suficientes para atender à demanda interna crescente. Além disso, fatores externos, como a possível redução das importações chinesas e as restrições impostas pela Regulamentação Europeia de Desmatamento (EUDR), podem limitar o crescimento das exportações do complexo de soja, aumentando a importância do mercado doméstico.  

Outro desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística, cuja falta de investimentos pode restringir a capacidade de escoamento para exportação. Diante desse cenário, a demanda interna mais forte ajudaria a equilibrar o setor. Para viabilizar essa expansão, será essencial a continuidade das políticas governamentais de incentivo e o engajamento do setor privado, reduzindo os riscos para investimentos adicionais na capacidade de esmagamento.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fundecitrus participa de curso de habilitação de técnicos para a emissão de Certificado Fitossanitário (CFO/CFOC)


O Fundecitrus participou, na última semana, da 65ª edição do Curso de Habilitação de Responsáveis Técnicos para Emissão de Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC), em Campinas (SP).

O treinamento foi promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em conjunto com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), e com o Instituto Biológico (IB). O curso, que é direcionado para credenciar engenheiros-agrônomos e florestais, aborda as normas de certificação fitossanitária de origem e de origem consolidada, trânsito de plantas ou de produtos vegetais, legislações sobre o Sistema de Mitigação de Risco (SMR), cancro cítrico e greening, além das pragas de requisito de exportação e normas para atendimento a diretiva europeia. 

A programação do curso contou com diversas palestras que trataram desde orientações gerais sobre as normas de certificação até orientações específicas sobre pragas quarentenárias presentes (PQP’s) e pragas de interesse de países importadores, com foco na cadeia produtiva de citros.

O engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Arthur Tomaseto abordou, em sua palestra, a identificação e controle do greening. “Essa troca de conhecimento com os técnicos é muito importante, pois são eles que vão levar a informação aos produtores de citros de forma assertiva e conscientizá-los da gravidade da doença. Conhecê-la bem ajuda a mitigar os riscos e impactos na citricultura”, explica.  

Já a palestra da engenheira-agrônoma do Fundecitrus Jaqueline Della Vechia tratou sobre a gravidade do cancro cítrico, doença que pode gerar grandes prejuízos ao citricultor. “As lesões de cancro cítrico depreciam a qualidade dos frutos para o mercado in natura e restringem a comercialização da produção.  Devido às cargas com frutos contaminados com cancro cítrico enviadas à Europa, o Brasil aumentou a fiscalização. Por isso, é essencial que os profissionais estejam capacitados para identificarem a doença”, afirma. 

O Certificado Fitossanitário de Origem é uma ferramenta utilizada para evitar a entrada de pragas e doenças que possam impactar o meio ambiente e a economia em locais que não registraram suas ocorrências ou que já comprovaram estar livres e com suas disseminações controladas.

Cerca de 40 técnicos participaram do treinamento.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Workshop Colheita Produtiva reúne 70 pessoas em Monte Azul Paulista (SP)



O Fundecitrus realizou, nesta quinta-feira (13), o Workshop Colheita Produtiva


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus realizou, nesta quinta-feira (13), o Workshop Colheita Produtiva no auditório da Uniceres, em Monte Azul Paulista (SP). Cerca de 70 pessoas participaram do evento, entre engenheiros-agrônomos, citricultores, técnicos do setor e gestores de equipes de colheita.

O workshop abordou importantes mecanismos de produtividade da colheita, visando otimizar a prática no campo, e perspectivas para o uso de plataformas e máquinas e atualização do manejo de greening. “A boa gestão de equipes de colheita é fundamental para que os resultados desse trabalho tenham um incremento de produção, promovendo eficiência, qualidade e inovação dentro do pomar”, diz a especialista em processos no projeto Colhe+, Marcella Freitas. O encontro também levou atualizações sobre o manejo do greening e do psilídeo na região. “Esse encontro foi muito importante para reforçar as estratégias de manejo preconizadas pelo Fundecitrus na batalha contra o greening. A atualização constante é necessária para que as ações sejam coordenadas e realizadas de forma eficaz pelos produtores”, explica o engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Olavo Bianchi.

O Colhe+ é um projeto idealizado pelo Fundecitrus, em parceria com a empresa Move Agro, que busca promover o desenvolvimento da colheita de citros por meio da melhoria do processo de colheita manual e da busca de soluções mecanizadas e semimecanizadas para a citricultura.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Eficácia de inseticidas para o controle do psilídeo é tema do Fundecitrus Podcast



55º episódio do Fundecitrus Podcast


Foto: Fundecitrus

 

O 55º episódio do Fundecitrus Podcast discute o estudo que analisou a eficácia de inseticidas em populações de psilídeo provenientes de diferentes regiões do estado de São Paulo. O trabalho serviu como base para o desenvolvimento de uma importante plataforma do Fundecitrus, o Avalia Psilídeo, que contribui para o manejo do inseto nos pomares. A conversa é com o pesquisador do Fundecitrus Marcelo Miranda e com o autor do estudo, o engenheiro-agrônomo da instituição e ex-aluno do MasterCitrus — Programa de Mestrado Profissional em Fitossanidade dos Citros —, Olavo Bianchi.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil avança com a regulamentação de bioinsumos: Oportunidade ou risco?


O Brasil deu um passo decisivo na regulamentação dos bioinsumos com a promulgação da Lei nº 15.070 no final do ano passado, que estabelece uma estrutura para a produção agrícola desses insumos biológicos. Essa lei promete transformar a agricultura do país, mas também apresenta grandes desafios em termos de controle de qualidade e regulamentação.

A DunhamTrimmer, líder em inteligência de mercado de bioinsumos, reuniu um painel de especialistas para analisar o escopo e os riscos dessa nova legislação. Ignacio Moyano Córdoba, vice-presidente da empresa para a América Latina, destacou a importância do debate: “O Brasil tem o potencial de se tornar um líder mundial em biotecnologia agrícola, mas a implementação correta dessa lei será fundamental para seu sucesso”.

O painel incluiu Mariangela Hungria da Cunha (pesquisadora da Embrapa), Ithamar Prada (BioWorld), Julia Emanuela de Souza (ANPII Bio) e Gustavo Branco (ABISOLO), que apresentaram seus pontos de vista sobre a produção descentralizada e “on farm” de bioinsumos. 

Mariangela Hungria expressou preocupação com a qualidade dos insumos agrícolas produzidos “on farm”: “Com relação a essa produção especificamente, estamos muito preocupados com a disseminação de doenças e o uso de micro-organismos que não foram devidamente avaliados em termos de eficiência agronômica. Temos discutido a produção na fazenda em nosso grupo científico nos últimos cinco anos. Acreditamos que qualquer um pode produzir seus biológicos desde que: 1) Adquira cepas adequadas e oficiais que os pesquisadores brasileiros tenham confirmado serem eficientes e seguras para uso; 2) Tenha um programa sistemático de controle de qualidade em vigor e um técnico responsável pela produção; e 3) Tenha sua unidade de produção registrada no Ministério da Agricultura”. 

Por sua vez, Ithamar Prada saudou a iniciativa: “A nova legislação é moderna e fornece bases importantes para a segurança jurídica dos agricultores e de toda a cadeia de bioinsumos, tanto para o setor de produtos acabados quanto para as empresas que fabricam tecnologias para a produção agrícola. A lei, sem dúvida, contribui para avanços importantes na sustentabilidade da agricultura brasileira, com benefícios que serão sentidos em curto prazo”.

Julia Emanuela de Souza destacou que “a produção na fazenda é uma realidade na agricultura brasileira há alguns anos, mas precisava urgentemente de regulamentação para garantir que essa produção fosse realizada de forma segura, eficiente e de acordo com os interesses dos produtores, do setor de bioinsumos, bem como do meio ambiente e da sociedade como um todo”.  No entanto, ele alertou que, sem uma regulamentação adequada e padrões bem definidos, “a reputação dos bioinsumos e a confiança dos produtores são colocadas em risco. A falta de controle pode resultar em produtos de baixa qualidade, prejudicando a eficácia da tecnologia e comprometendo sua credibilidade”.

Gustavo Branco, por sua vez, observou que “a melhor solução depende de uma boa regulamentação, o que, nesse caso, não é fácil de ser feito, pois ainda há muita incerteza quanto à classificação dos produtos. O governo enfrenta o desafio de identificar quem é a fonte mais confiável de dados para fornecer a classificação correta, sem falar no estabelecimento de padrões de qualidade (seja para a produção agrícola ou industrial) com o objetivo de definir e avaliar o que cada produto/tecnologia se propõe a fazer”.

De acordo com o Mestre em Direito Mauro Brant Heringer, Diretor de Relações Internacionais da ABINBIO (Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos), a promulgação da Lei nº 15.070 marca um “momento histórico para o agronegócio brasileiro e para a promoção da sustentabilidade na agricultura”. Isso porque a legislação estabelece “padrões rigorosos para a produção, armazenamento e comercialização de bioinsumos, garantindo a qualidade e segurança dos produtos que chegam ao mercado. Há necessidade ainda de harmonização com outras legislações ambientais e agrícolas existentes, bem como o desenvolvimento de infraestrutura para pesquisa, produção e distribuição em larga escala.”

A lei permite que os produtores fabriquem seus próprios bioinsumos sem registro comercial, mas impõe restrições, como a proibição do uso de produtos comerciais como fonte de inóculo. Isso gerou tensão entre o setor e os agricultores, com o risco de que uma regulamentação frouxa possa minar a confiança no mercado de bioinsumos.

A Lei 15.070 busca não apenas definir produtos biológicos, mas também regulamentar como o processo de classificação é implementado, como o processo de inspeção funciona e como os resultados são analisados, etc. Isso indica que estamos indo na direção certa, em um caminho a ser seguido por todos, rumo a um ambiente técnico, legislativo e comercial adequado (e comum). 

O Brasil está atualmente em um ponto de inflexão: embora a legislação abra novas oportunidades, ela também exige uma implementação rigorosa para evitar problemas de qualidade e segurança. Em vista disso, empresas como a DunhamTrimmer continuarão a liderar a análise e o debate sobre essa questão crucial para o futuro da agricultura sustentável na América Latina.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Feira movimenta R$ 10 bi e destaca soluções inovadoras



“A diferenciação de formulações é parte integral de nossa estratégia”



Cana-de-açúcar é uma das culturas alvo
Cana-de-açúcar é uma das culturas alvo – Foto: Canva

Com expectativa de atrair 130 mil pessoas e gerar R$ 10 bilhões em negócios, o Show Safra-MT 2025 acontece até sexta-feira (28) em Lucas do Rio Verde (MT). O evento reúne empresas e produtores rurais para apresentar inovações agrícolas, com destaque para a Albaugh, companhia de origem norte-americana que expõe seu portfólio de Inseticidas e Fungicidas.  

Entre os inseticidas, a empresa destaca AFIADO®, KRYPTO® e SULTAN®. O AFIADO® oferece alta eficácia contra percevejos da soja e mosca-branca, com formulação líquida moderna que facilita a aplicação e reduz impactos toxicológicos. O KRYPTO®, alternativa ao acefato, se destaca pela compatibilidade com agentes biológicos, sendo eficiente contra percevejos, lagartas e cigarrinha. Já o recém-lançado SULTAN®, à base de etiprole, apresenta alta concentração e é registrado para diversas culturas, como soja, algodão, cana-de-açúcar e café.  

No segmento de fungicidas, LANFOR® PRO e RECONIL® RFT são as principais apostas da Albaugh. O LANFOR® PRO possui concentração duas vezes superior à média do mercado e amplo espectro de controle de doenças. O RECONIL® RFT recebeu uma nova formulação com adjuvante avançado, melhorando a dissolução, evitando entupimentos e oferecendo maior resistência à chuva.  

Segundo o Diretor de Marketing e Desenvolvimento, Nelson Azevedo, a Albaugh tem crescido no mercado graças a investimentos na expansão de portfólio e ao desenvolvimento de formulações diferenciadas e de alta qualidade. “A diferenciação de formulações é parte integral de nossa estratégia. O recente lançamento de SULTAN® soma-se a uma linha consagrada de produtos Albaugh que trazem o dobro da concentração de ativos comparado aos demais do mercado. Da mesma forma, AFIADO® diferencia-se pela sua formulação líquida, que também é uma característica desenvolvida para KRYPTO®”, conclui.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

alta produtividade e queda nos preços


A safra 2024/25 de arroz avança no Sul do Brasil, com 40% da colheita já realizada no Rio Grande do Sul e até 60% no Mercosul, segundo Sérgio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações. A produtividade tem superado expectativas, mas os preços seguem pressionados, retornando a níveis de cinco anos atrás.  

Apesar do volume colhido, a abundante oferta e a retomada da capacidade ociosa da indústria mantêm as cotações estáveis em termos reais. Ajustado pela Selic acumulada, o valor de março de 2020 (R$ 49,53) corresponderia a R$ 75,57 hoje, enquanto o preço atual, segundo o CEPEA (21/03/2025), é de R$ 79,15. No entanto, os custos de produção dispararam desde a pandemia, reduzindo a rentabilidade dos produtores.  

“Mas, ao contrário do que se esperaria de uma safra bem-sucedida, o que vemos é um mercado pressionado. As cotações recuaram aos patamares de cinco anos atrás, refletindo uma oferta abundante, a retomada das capacidades ociosas da indústria e uma atuação mais tímida das tradings”, comenta.

Outro fator preocupante é o aumento das exportações de arroz em casca, reduzindo o valor agregado da cadeia produtiva no Brasil. A indústria perde competitividade, e o mercado externo se torna essencial para sustentar os preços. Sem essa demanda, produtores e indústrias enfrentam maior pressão, e o varejo amplia seu poder de barganha.  

“Com o mercado interno e até o regional (Mercosul) altamente sensíveis à sobreoferta, o que garante sustentação de preços é o mercado externo. Sem ele, a pressão sobre produtores e indústrias se intensifica, e o varejo, ciente disso, amplia seu poder de barganha. Temos colheita cheia, sim. Mas também temos margens apertadas, estruturas pressionadas e preços que ignoram o salto dos custos”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Planta produzirá biogás a partir de cítricos



O projeto utiliza biotecnologia inovadora



"Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo"
“Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo” – Foto: Canva

A Louis Dreyfus Company (LDC) realizou hoje a cerimônia da pedra fundamental de sua nova unidade de produção de biogás em Bebedouro (SP), reforçando seu compromisso com inovação e sustentabilidade. A planta será a maior do mundo no setor, convertendo efluentes cítricos em energia verde.  

O projeto utiliza biotecnologia inovadora, empregando um inóculo que decompõe a carga orgânica dos efluentes, gerando biogás e reduzindo em mais de 20% as emissões de CO2 da unidade. Além disso, toda a água tratada será devolvida aos recursos hídricos. Com 195.000 m² de área, a planta terá capacidade para processar 400m³/h de efluentes e produzir mais de 50.000 Nm³/dia de biogás. A construção deve ser concluída até o primeiro semestre de 2026.  

Segundo Paulo Hladchuk, Head Global da Plataforma de Sucos da LDC, o projeto reforça a descarbonização da cadeia produtiva e o compromisso da empresa com o setor citrícola. Juliana Pires, responsável pela Indústria e Qualidade, destacou que testes com diferentes inóculos superaram em até 15% a meta de redução da carga orgânica. Além disso, 100% da água tratada será reutilizada e o lodo gerado servirá como base para fertilizantes agrícolas, promovendo a economia circular. 

“Esse projeto contribui para o compromisso global da LDC na redução da emissão de CO2 na atmosfera, a partir da descarbonização da cadeia, além de reforçar nosso comprometimento de longo prazo com o setor citrícola do país e com as regiões onde a companhia opera, como em Bebedouro, onde atuamos há mais de 30 anos. Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo, aumentando a eficiência do uso dos recursos naturais”, afirma.

A LDC está entre as três maiores empresas de sucos cítricos do mundo e líder na exportação de sucos de limão do Brasil. Além dos sucos de laranja e limão, a companhia fornece ingredientes naturais para as indústrias de alimentos, química e nutrição animal.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Micronutrientes essenciais para o milho na safrinha



“A safrinha de milho exige manejo nutricional estratégico”



O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais
O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais – Foto: USDA

A nutrição equilibrada é fundamental para o sucesso da safrinha de milho, e os micronutrientes desempenham um papel decisivo na produtividade. Segundo Djalma Pinho, Executivo de Vendas B2B especializado em micronutrientes, além dos macronutrientes como Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), elementos como Zinco, Boro, Manganês e Cobre são essenciais para o desenvolvimento da cultura e a formação de grãos de qualidade.  

“A safrinha de milho exige manejo nutricional estratégico para garantir produtividade e rentabilidade. Além dos macronutrientes (N, P, K), os micronutrientes desempenham um papel fundamental no desenvolvimento saudável da cultura”, afirma.

O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais, evitando atraso no florescimento e redução no tamanho das plantas. O boro (B) é indispensável para a polinização e o enchimento de grãos, prevenindo espigas malformadas. Já o manganês (Mn) atua na fotossíntese e no metabolismo dos carboidratos, garantindo maior vigor à lavoura. Além disso, o cobre (Cu) fortalece os caules ao participar da formação da lignina, reduzindo o risco de acamamento e proporcionando maior resistência estrutural.  

Para um manejo eficiente, é essencial realizar uma análise de solo para verificar possíveis deficiências e utilizar fertilizantes granulados com micronutrientes para garantir uma nutrição equilibrada. O monitoramento da lavoura também é indispensável para identificar precocemente sinais de carências nutricionais e evitar impactos negativos na produtividade.  Com um plano nutricional adequado, o milho safrinha pode expressar seu máximo potencial produtivo, garantindo rentabilidade e competitividade no mercado.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Café teve alta histórica ano passado



A FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025



 FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025
FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025 – Foto: Pixabay

Os preços globais do café registraram uma alta histórica em 2024, avançando 38,8% em relação à média do ano anterior, segundo a FAO. O Arábica, preferido no mercado de café torrado e moído, ficou 58% mais caro em dezembro, enquanto o Robusta, usado em café instantâneo e misturas, subiu 70%. Pela primeira vez desde os anos 1990, a diferença de preços entre as variedades se reduziu, refletindo a oferta restrita e o impacto do clima nos principais produtores.  

A FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025 caso a oferta global continue em queda. No Vietnã, maior exportador de Robusta, a seca reduziu a produção em 20% na safra 2023/24, e as exportações caíram 10% pelo segundo ano seguido. Na Indonésia, chuvas excessivas em abril e maio de 2023 reduziram a produção em 16,5% e as exportações em 23%. Já no Brasil, revisões sucessivas apontaram para um declínio de 1,6% na produção, revertendo previsões otimistas devido ao clima seco e quente.  

Além do clima, os custos de transporte impulsionaram os preços, afetando diretamente os consumidores. Em dezembro, os preços do café subiram 6,6% nos EUA e 3,75% na União Europeia. O cenário pode incentivar investimentos em tecnologia e pesquisa para aumentar a resiliência do setor, especialmente para pequenos produtores, que são a base da cadeia global de café.  

A FAO destaca a importância da transparência no mercado e da cooperação entre os atores da cadeia produtiva. Também apoia iniciativas para que agricultores adotem práticas resilientes ao clima, protegendo sua produção e contribuindo para a restauração da biodiversidade.

 





Source link