sexta-feira, maio 1, 2026

Política & Agro

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Limitantes de solo no milho exigem diagnóstico correto para evitar perdas na lavoura


A produtividade do milho começa no solo. Quando há restrições químicas ou físicas no perfil, a cultura perde capacidade de enraizamento, reduz a absorção de água e nutrientes e fica mais vulnerável a períodos de estiagem. Por isso, identificar os principais limitantes de solo é passo decisivo para o produtor planejar correções e evitar prejuízos recorrentes no campo.

O milho é uma cultura altamente responsiva às condições do ambiente. Em solos com boa fertilidade, estrutura adequada e ausência de toxidez, a planta consegue expressar melhor seu potencial produtivo. Já em áreas com acidez elevada, alumínio tóxico, compactação, baixa capacidade de troca de cátions (CTC), deficiência de nutrientes e, em situações específicas, salinidade, o desempenho da lavoura tende a cair.

Entre os principais entraves está a acidez do solo. Em ambientes muito ácidos, o alumínio se torna mais disponível em níveis tóxicos para as raízes. Na prática, isso limita o alongamento radicular e reduz a capacidade de a planta explorar água e nutrientes em profundidade. O reflexo aparece em lavouras desuniformes, plantas menores e menor resposta ao uso de fertilizantes.

Outro problema frequente é a compactação, causada principalmente pelo tráfego excessivo de máquinas, preparo inadequado do solo, baixa presença de matéria orgânica e ausência de plantas de cobertura com raízes mais agressivas. Quando há camadas adensadas, as raízes do milho ficam restritas à superfície, a infiltração de água é prejudicada e a cultura se torna mais suscetível à estiagem e ao acamamento.

A baixa CTC e o baixo teor de matéria orgânica também estão entre os fatores que comprometem o desempenho da cultura. Solos com essas características, comuns em áreas arenosas, têm menor capacidade de reter nutrientes e menor efeito tampão frente à adubação. Isso aumenta o risco de lixiviação, reduz a eficiência dos fertilizantes e exige manejo mais criterioso ao longo da safra. Para o milho, que demanda nutrição constante, essa limitação pesa diretamente no resultado final.

As deficiências e os desequilíbrios de nutrientes completam a lista dos principais limitantes. Fósforo, nitrogênio e potássio estão entre os elementos mais exigidos pela cultura. Quando o fósforo está baixo, por exemplo, o produtor pode observar crescimento lento e coloração arroxeada nas folhas nas fases iniciais. Já desequilíbrios entre cálcio, magnésio e potássio afetam o desenvolvimento radicular e a eficiência de absorção de nutrientes.

Em áreas irrigadas ou com material de origem salino-sódico, a salinidade e a sodicidade também merecem atenção. Nesses casos, o excesso de sais dificulta a absorção de água pelas raízes, enquanto o sódio pode comprometer a estrutura do solo. O resultado aparece em germinação prejudicada, plântulas fracas e queda de produtividade.

O diagnóstico desses problemas não deve se basear apenas na observação visual da lavoura. A análise de solo segue como principal ferramenta para identificar limitações químicas, enquanto a avaliação física, com abertura de trincheiras e uso de penetrômetro, ajuda a detectar camadas compactadas. Em campo, sinais como desuniformidade no talhão, plantas de menor porte em manchas específicas, raízes curtas e pouco ramificadas e redução de estande podem indicar que o problema está no solo.

A recomendação técnica é que a correção desses limitantes seja pensada além da safra imediata. O planejamento deve considerar análise de solo em diferentes profundidades, correção da acidez, manejo da fertilidade, uso de plantas de cobertura, rotação de culturas e melhoria gradual da matéria orgânica. A lógica é sair do improviso safra a safra e construir um ambiente mais equilibrado para o milho ao longo dos anos.

 





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Colheita de arroz avança e entra em fase decisiva



Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido


Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido
Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido – Foto: Divulgação

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul avança em ritmo consistente e entra em uma fase decisiva para a consolidação dos resultados da safra. As informações foram apresentadas por Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações.

De acordo com os dados mais recentes, os trabalhos já alcançam 79,3% da área cultivada no estado. O percentual indica um progresso relevante, impulsionado principalmente pelas regiões que iniciaram a colheita mais cedo e conseguiram manter maior regularidade nas operações.

Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido e passa a ser a forma como a safra será concluída. As áreas restantes concentram maior complexidade operacional, com condições de campo mais desafiadoras e influência direta de fatores climáticos, especialmente a ocorrência de chuvas que tende a desacelerar o ritmo das máquinas.

Esse cenário é considerado esperado dentro do ciclo produtivo, mas exige atenção redobrada em pontos específicos. Entre eles, destacam-se as lavouras acamadas, que apresentam risco direto de perdas econômicas. Nesses casos, há impacto na produtividade, maior dificuldade na colheita e possibilidade de redução na qualidade dos grãos.

A etapa final da colheita ganha, assim, um peso estratégico. Com a safra praticamente definida em termos de potencial, o resultado financeiro ainda depende da condução dessa reta final. A gestão eficiente das áreas mais sensíveis pode ser determinante para garantir melhor desempenho, reforçando que, neste estágio, detalhes operacionais passam a influenciar diretamente o resultado no campo.

 





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Geopolítica ganha força no mercado de algodão



“A geopolítica deixou de ser um fator periférico”


“A geopolítica deixou de ser um fator periférico"
“A geopolítica deixou de ser um fator periférico” – Foto: Canva

O mercado global de algodão inicia o segundo trimestre de 2026 sob influência crescente de fatores externos que aumentam a volatilidade e reduzem a previsibilidade dos negócios. Questões geopolíticas, incertezas climáticas, movimentação de fundos e gargalos logísticos estão entre os principais elementos que vêm alterando a dinâmica tradicional de oferta e demanda.

De acordo com a Artigas do Brasil, os conflitos no Oriente Médio seguem pressionando rotas marítimas estratégicas, elevando custos de frete, seguros e prazos de entrega. Esse cenário tem impacto direto no fluxo do comércio internacional e reforça a instabilidade do mercado.

“A geopolítica deixou de ser um fator periférico. Tornou-se o principal motor do mercado. Interrupções em corredores marítimos críticos estão impactando custos, prazos e a confiabilidade das entregas”, afirma Danny Van Namen, sócio da Artigas do Brasil, com sede em São Paulo.

Além disso, problemas logísticos continuam limitando a disponibilidade efetiva da pluma, mesmo diante de uma oferta global considerada robusta. No Brasil, a dificuldade de escoamento amplia a diferença entre o volume produzido e o que realmente chega ao mercado externo.

No campo, a seca persistente nos Estados Unidos eleva o risco de perdas na produção, enquanto o aumento dos custos favorece a migração para culturas concorrentes, como milho e soja. Esse conjunto de fatores pode afetar a oferta global no próximo ciclo.

A avaliação da consultoria indica que a tendência é de maior concentração da oferta exportável em poucos países, com destaque para Brasil e Estados Unidos. Esse movimento aumenta a sensibilidade do mercado a eventos regionais.

 





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Tecnologia e inovação ganham protagonismo no SIAVS com presença ampliada de empresas de equipamentos


A evolução tecnológica da cadeia de proteína animal estará no centro do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026), maior evento dos setores do país, que acontecerá entre os dias 04 e 06 de agosto no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).

Reunindo um número ampliado de empresas fornecedoras de equipamentos, soluções industriais e tecnologias aplicadas à produção e ao processamento de alimentos o SIAVS 2026 reforçará sua posição como principal vitrine de inovação do setor ao concentrar, em um único ambiente, soluções que abrangem todas as etapas da cadeia produtiva, da produção primária à indústria.

Com a participação de dezenas de empresas especializadas em equipamentos do campo à agroindústria, o SIAVS apresentará ao público tecnologias voltadas ao aumento de eficiência, controle de processos, segurança sanitária e sustentabilidade. O perfil dos expositores inclui fabricantes nacionais e multinacionais, desenvolvedores de tecnologias digitais e integradores de soluções industriais, refletindo o avanço consistente da automação e da digitalização no setor.

Entre os destaques estão sistemas de automação industrial, equipamentos com maior eficiência energética, equipamentos para granjas e processamentos em frigoríficos, soluções baseadas em inteligência artificial e visão computacional, tecnologias voltadas à biosseguridade, além de ferramentas de rastreabilidade e gestão de dados em tempo real. O conjunto de soluções evidencia uma cadeia produtiva cada vez mais orientada por dados, precisão operacional e padrões elevados de qualidade.

A presença dessas empresas reforça o SIAVS como ponto de convergência entre indústria, tecnologia e produção, conectando fornecedores a agroindústrias, cooperativas e produtores em busca de maior competitividade no mercado global.

“O avanço tecnológico tem sido determinante para o desempenho da proteína animal brasileira. O SIAVS reúne essas soluções em um ambiente único, permitindo acesso direto às inovações que já estão transformando a produção de alimentos”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Além da feira, o evento contará com programação técnica alinhada a essa agenda de transformação, com palestras e painéis dedicados à digitalização da produção, inteligência artificial, eficiência operacional, sustentabilidade e tendências de consumo. A proposta é integrar conhecimento técnico e soluções práticas, ampliando a capacidade de adaptação do setor aos novos desafios.

Maior edição da história do evento, o SIAVS 2026 ocupará uma área de 45 mil metros quadrados — crescimento de 50% em relação à edição anterior. A expectativa é reunir centenas de empresas expositoras e visitantes de mais de 60 países, consolidando o evento entre os principais encontros globais da proteína animal.





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Lagarta-do-cartucho no milho exige manejo integrado para reduzir custos e evitar perdas


A lagarta-do-cartucho segue como a principal praga do milho no Brasil e tem elevado os custos de produção, especialmente entre fevereiro e maio, período de maior pressão nas lavouras. O manejo inadequado, baseado apenas em Inseticidas, tem resultado em controle ineficiente e aumento do risco de resistência, impactando diretamente a rentabilidade do produtor. 

A presença constante da praga em praticamente todas as regiões produtoras, favorecida pela sucessão de culturas e disponibilidade de hospedeiros, mantém o desafio ativo dentro das propriedades. Na prática, o produtor que não monitora corretamente acaba tomando decisões tardias — e mais caras. A lagarta-do-cartucho ataca o milho desde os estádios iniciais até fases mais avançadas, comprometendo o estande, a área foliar e até a formação de espigas. Esse conjunto de danos reduz o potencial produtivo e pode gerar perdas econômicas expressivas. 

Uso excessivo de inseticidas aumenta custo e pode piorar o problema

Um dos principais erros no campo ainda é o uso sequencial de inseticidas sem monitoramento técnico. Além de elevar o custo direto da lavoura, essa prática pode resultar em baixa eficiência de controle. Isso ocorre porque aplicações fora do momento ideal — principalmente com lagartas maiores e protegidas no cartucho — têm menor eficácia. Outro ponto crítico é o impacto sobre inimigos naturais, que ajudam a controlar a praga de forma biológica.

O manejo isolado não resolve o problema. A recomendação é integrar diferentes estratégias para manter a população abaixo do nível de dano econômico.

Monitoramento define o momento certo de agir

O monitoramento da lavoura é apontado como o ponto-chave para reduzir custos e aumentar a eficiência do controle. A inspeção frequente permite identificar:

– Presença de ovos e lagartas pequenas 

— Nível de dano nas folhas 

– Percentual de plantas atacadas

A tomada de decisão deve considerar esses fatores, além do estágio da cultura. O controle é mais eficiente quando realizado ainda nas fases iniciais da infestação, antes que a lagarta se instale no cartucho. 

Manejo integrado reduz custos ao longo das safras

O caminho mais eficiente, segundo dados técnicos, é o manejo integrado de pragas (MIP), que combina diferentes ferramentas:

– Uso de milho Bt com refúgio estruturado

– Controle biológico com inimigos naturais e bioinseticidas

– Aplicação racional de inseticidas

– Rotação de culturas

Manejo de plantas daninhas hospedeiras

O milho Bt continua sendo uma tecnologia central, mas depende diretamente do uso correto do refúgio para evitar a resistência da praga. Sem essa prática, o produtor pode perder eficiência da tecnologia e aumentar os custos no médio prazo. 

Rotação e controle cultural ajudam a quebrar o ciclo da praga

Outro ponto estratégico é reduzir a sobrevivência da lagarta entre safras. A presença de gramíneas e culturas sucessivas como milho–milho favorece a manutenção da praga no sistema.

A rotação com culturas menos favoráveis e o controle de plantas daninhas diminuem a pressão populacional e contribuem para um sistema mais equilibrado — com impacto direto na redução de aplicações químicas.

Resistência preocupa e exige mudança de estratégia

A capacidade da lagarta-do-cartucho de desenvolver resistência é um alerta crescente no campo. O uso repetitivo das mesmas ferramentas acelera esse processo e compromete o controle.

 





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Como ajustar a profundidade e o posicionamento da semente de feijão?


O plantio do feijão é apontado como uma etapa determinante para o potencial produtivo da lavoura, exigindo ajustes na profundidade e no posicionamento das sementes conforme as condições de solo, umidade e operação das máquinas. O manejo adequado desses fatores, segundo o texto técnico, influencia diretamente a emergência das plantas, a uniformidade do estande e a necessidade de intervenções posteriores.

A importância da profundidade de semeadura está associada à sensibilidade do feijão na fase inicial de desenvolvimento. Falhas como posicionamento inadequado da semente, baixa cobertura de solo ou desuniformidade na linha podem comprometer o estabelecimento da lavoura. Como destaca o conteúdo, “pequenas falhas no plantio — como semente muito profunda, pouca cobertura de solo ou desuniformidade na linha — podem resultar em estandes irregulares, plantas dominadas e menor aproveitamento da área”.

As condições do solo no momento do plantio também são determinantes. O texto indica que a umidade adequada é aquela em que o solo mantém estrutura equilibrada, sem formação de torrões ou excesso de compactação. Situações de solo seco ou excessivamente úmido podem prejudicar a germinação e favorecer problemas como falta de oxigenação ou apodrecimento das sementes.

A temperatura do solo é outro fator relevante para a emergência das plantas. De acordo com o material, o feijão apresenta melhor desempenho em temperaturas entre 20 °C e 30 °C, enquanto extremos térmicos podem atrasar ou comprometer a germinação. O planejamento do plantio deve considerar não apenas a umidade recente, mas também a tendência térmica dos dias seguintes.

Em sistemas com plantio direto, a presença de palhada exige regulagem adequada das máquinas. O texto ressalta que a semeadora deve garantir corte eficiente da palha e correto posicionamento da semente. Quando há incorporação de resíduos no sulco, o contato com o solo pode ser prejudicado, resultando em falhas de estande.

A profundidade de plantio deve assegurar contato com solo úmido e condições para emergência rápida. Em solos arenosos, pode ser necessário posicionar a semente em maior profundidade, enquanto em solos argilosos o excesso pode dificultar a emergência. O texto destaca que o ajuste deve considerar a localização da umidade no perfil do solo, evitando tanto o ressecamento quanto o esforço excessivo da plântula.

O posicionamento da semente na linha é tratado como fator complementar à profundidade. O conteúdo afirma que o contato entre semente e solo é essencial para a absorção de água e desenvolvimento inicial, exigindo regulagem adequada das rodas compactadoras e atenção ao fechamento do sulco.

A distribuição das sementes também influencia o desempenho da lavoura. A uniformidade no espaçamento evita competição entre plantas e falhas na linha. O texto aponta que irregularidades, como sementes agrupadas ou espaçamentos excessivos, comprometem o aproveitamento da área cultivada.

A velocidade de plantio é outro ponto crítico. Segundo o material, velocidades elevadas podem causar variações na profundidade, falhas de distribuição e sementes mal posicionadas. O desempenho da semeadora depende da compatibilidade entre velocidade, terreno e regulagem dos componentes.

A regulagem dos equipamentos, incluindo dosadores de sementes e sistemas de adubação, deve ser feita conforme as características do lote utilizado. O texto ressalta que diferenças no tamanho das sementes exigem ajustes específicos para garantir uniformidade na distribuição.

O uso de tratamento de sementes e inoculantes também é citado como prática relevante para a fase inicial da cultura. O manejo deve seguir orientações técnicas, considerando compatibilidade entre produtos e condições de aplicação.

Após o plantio, a avaliação do estande é indicada como etapa essencial para identificar falhas e orientar decisões. A análise do padrão de emergência permite distinguir problemas mecânicos, fitossanitários ou relacionados ao ambiente.

O monitoramento fitossanitário nas fases iniciais também é destacado, com atenção a pragas de solo e doenças que podem comprometer o estabelecimento das plantas. O texto reforça que o manejo deve integrar práticas preventivas e acompanhamento técnico.

Por fim, a tomada de decisão diante de falhas no estande deve considerar fatores como intensidade do problema, distribuição das perdas e condições climáticas. Dependendo do cenário, pode ser necessário ajustar o manejo, replantar áreas específicas ou manter o cultivo, sempre com suporte técnico especializado.





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Mercado lácteo acelera recuperação dos preços



Mercado de leite spot registrou nova alta



Foto: Pixabay

Os preços de leite e derivados seguiram em recuperação ao longo de março de 2026. O mercado de leite spot registrou nova alta nas duas quinzenas do mês, refletindo menor oferta de leite cru e continuidade do movimento de repasse no mercado atacadista.

Os preços de leite UHT, queijo muçarela e leite em pó avançaram em relação ao mês anterior, em um ambiente de mercado mais firme e remarcações de preços no atacado. Isso acabou sustentando repasses no campo, em um momento de entressafra do leite brasileiro. No entanto, o volume importações segue elevado e o ambiente internacional é de incertezas neste ambiente de conflito EUA-Irã, o que demanda atenção e cautela nos próximos meses.

Conseleites projetam forte valorização no preço ao produtor

As sinalizações dos Conseleites apontaram variações positivas em todos os estados analisados. O movimento indica continuidade da recuperação de preços ao produtor, com projeções de alta mais expressivas do que as observadas no mês anterior. Paraná apresentou a valorização mais forte, seguido por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais.

Arroba de boi e bezerros registram valorização em março

Em março de 2026, o mercado pecuário manteve a trajetória de valorização nos preços. A alta na arroba do boi foi sustentada pela oferta restrita de animais para abate e pela demanda firme, com exportações em bom ritmo. No mercado de reposição, os preços do bezerro seguiram em alta, refletindo a menor disponibilidade de animais. O milho também apresentou valorização em março, em um contexto de preocupações com a segunda safra.

Já o farelo de soja recuou ao longo do mês, em um ambiente de maior oferta e valorização do real frente ao dólar. No cenário macroeconômico, a taxa de câmbio permaneceu bem abaixo da observado no mesmo período do ano passado, enquanto as expectativas para o PIB de 2026 seguiram em leve melhora ao longo do mês.





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Estão abertas as indicações para a categoria “Ciência e Pesquisa” da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro



Interessados terão de 15 a 30 de abril para indicar mulheres


Foto: Pixabay

De 15 a 30 de abril, o público em geral pode indicar pesquisadoras e cientistas vinculadas a instituições de pesquisa, cujos projetos tenham impulsionado a inovação no campo com impacto no desenvolvimento social, sustentabilidade e gestão.

Mulheres de todo país podem ser indicadas no site oficial. Na segunda fase, as pesquisadoras indicadas devem confirmar a participação, seguindo as orientações da organização e preenchendo as informações necessárias para concorrer. Em seguida, a jornada das candidatas, assim como os impactos promovidos dentro e fora do campo, são avaliados por uma banca composta por especialistas.

As três melhores avaliadas passam para a etapa de votação popular. A vencedora será anunciada na cerimônia de premiação que ocorre no segundo semestre deste ano, em São Paulo, em evento organizado pela Bayer, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), que também compartilham a criação e realização do Prêmio Mulheres do Agro desde a primeira edição. A ocasião também faz parte das ações em comemoração aos 130 anos da Bayer no Brasil. 





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dsm-firmenich promove Dia de Campo no Centro de Inovação Tortuga com foco em desempenho e eficiência na pecuária de corte


A dsm-firmenich, detentora das marcas Tortuga® de suplementos nutricionais para animais e FarmTell™ de softwares de gestão e consultoria para fazendas e fábricas de ração, realiza, no próximo dia 16 de abril, mais uma edição do Dia de Campo no Centro de Inovação Tortuga, localizado na Fazenda Caçadinha, em Rio Brilhante (MS). O encontro reunirá produtores, parceiros e especialistas para uma imersão prática em estratégias e tecnologias voltadas à maximização do desempenho na pecuária de corte.

A programação do evento contempla palestras técnicas, estações práticas e discussões sobre os principais desafios e oportunidades da engorda intensiva. Entre os destaques, estão a apresentação do professor Gustavo Rezende Siqueira (APTA – Colina/SP), que trará estratégias e recomendações práticas para a engorda intensiva, e a participação de Roberto Freitas (Fabiani Agro), que compartilhará resultados e aprendizados aplicados na Fazenda Caçadinha.

Além do conteúdo técnico, o evento será palco da premiação de Melhor Performance em Confinamento do Brasil, iniciativa que reconhece o sistema produtivo mais eficiente com base em indicadores padronizados de desempenho e rentabilidade.

Durante o Dia de Campo, os participantes também poderão visitar estações técnicas dedicadas a diferentes sistemas produtivos. Na Estação Pasto, o foco será a suplementação estratégica como caminho para a excelência produtiva. Já na Estação Confinamento, serão apresentadas tecnologias e práticas relacionadas à terminação intensiva a pasto (TIP) e ao confinamento sem volumoso.

“Nosso objetivo é traduzir a ciência em prática no campo. O Dia de Campo é uma oportunidade de mostrar, de forma aplicada, como estratégias nutricionais e tecnologias digitais podem gerar impacto direto no desempenho e na rentabilidade do produtor”, afirma Walter Patrizi, Gerente de Confinamento para a América Latina da dsm-firmenich.

A iniciativa também reforça o papel do Centro de Inovação Tortuga como um ambiente de desenvolvimento e validação de soluções voltadas à pecuária de corte, com foco em dados, padronização de indicadores e tomada de decisão mais precisa.

“Quando reunimos dados, tecnologia e conhecimento aplicado, conseguimos evoluir a forma como o produtor toma decisões. Esse tipo de encontro acelera a troca de experiências e contribui para uma pecuária mais eficiente e sustentável”, destaca João Yamaguchi, Gerente de Corte a Pasto para a América Latina da dsm-firmenich.

O Centro de Inovação Tortuga é um dos principais polos de pesquisa da companhia na América Latina e permite a condução de estudos em condições reais de produção, com acompanhamento de indicadores zootécnicos e econômicos. A estrutura é parte da estratégia da dsm-firmenich de impulsionar a pecuária de corte por meio de soluções baseadas em ciência, tecnologia e proximidade com o produtor.

Serviço

Evento: Dia de Campo – Centro de Inovação Tortuga

Data: 16 de abril de 2026

Local: Fazenda Caçadinha – Centro de Inovação Tortuga, Rio Brilhante (MS)

Realização: dsm-firmenich

 





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Exportações de soja registram alta no 1º trimestre


As exportações brasileiras de soja registraram crescimento no primeiro trimestre de 2026, impulsionadas pelo avanço da colheita e maior disponibilidade do grão. De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, divulgada na segunda-feira (13), os embarques somaram 23,46 milhões de toneladas no período, alta de 5,93% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, em março de 2026, o volume exportado alcançou 14,52 milhões de toneladas, avanço de 105,29% frente ao mês anterior, refletindo o padrão sazonal de maior concentração de embarques durante o período de colheita. No mesmo mês, a China adquiriu 9,97 milhões de toneladas da soja brasileira, volume 10,39% inferior ao registrado em março de 2025, resultado parcialmente influenciado pela suspensão dos envios por algumas tradings.

Em Mato Grosso, principal produtor e exportador do país, os embarques atingiram 4,84 milhões de toneladas no primeiro trimestre, crescimento de 4,39% na comparação anual, ainda conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. O desempenho foi sustentado pela maior oferta decorrente da safra, que intensificou o escoamento da produção.

A China permaneceu como principal destino da soja mato-grossense, com 2,99 milhões de toneladas adquiridas, seguida por Espanha e Turquia. A expectativa, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, é de manutenção de volumes elevados de exportação nos próximos meses, sustentados pela ampla oferta do grão.





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