quarta-feira, abril 1, 2026

Política & Agro

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Eficácia de inseticidas para o controle do psilídeo é tema do Fundecitrus Podcast



55º episódio do Fundecitrus Podcast


Foto: Fundecitrus

 

O 55º episódio do Fundecitrus Podcast discute o estudo que analisou a eficácia de inseticidas em populações de psilídeo provenientes de diferentes regiões do estado de São Paulo. O trabalho serviu como base para o desenvolvimento de uma importante plataforma do Fundecitrus, o Avalia Psilídeo, que contribui para o manejo do inseto nos pomares. A conversa é com o pesquisador do Fundecitrus Marcelo Miranda e com o autor do estudo, o engenheiro-agrônomo da instituição e ex-aluno do MasterCitrus — Programa de Mestrado Profissional em Fitossanidade dos Citros —, Olavo Bianchi.





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Brasil avança com a regulamentação de bioinsumos: Oportunidade ou risco?


O Brasil deu um passo decisivo na regulamentação dos bioinsumos com a promulgação da Lei nº 15.070 no final do ano passado, que estabelece uma estrutura para a produção agrícola desses insumos biológicos. Essa lei promete transformar a agricultura do país, mas também apresenta grandes desafios em termos de controle de qualidade e regulamentação.

A DunhamTrimmer, líder em inteligência de mercado de bioinsumos, reuniu um painel de especialistas para analisar o escopo e os riscos dessa nova legislação. Ignacio Moyano Córdoba, vice-presidente da empresa para a América Latina, destacou a importância do debate: “O Brasil tem o potencial de se tornar um líder mundial em biotecnologia agrícola, mas a implementação correta dessa lei será fundamental para seu sucesso”.

O painel incluiu Mariangela Hungria da Cunha (pesquisadora da Embrapa), Ithamar Prada (BioWorld), Julia Emanuela de Souza (ANPII Bio) e Gustavo Branco (ABISOLO), que apresentaram seus pontos de vista sobre a produção descentralizada e “on farm” de bioinsumos. 

Mariangela Hungria expressou preocupação com a qualidade dos insumos agrícolas produzidos “on farm”: “Com relação a essa produção especificamente, estamos muito preocupados com a disseminação de doenças e o uso de micro-organismos que não foram devidamente avaliados em termos de eficiência agronômica. Temos discutido a produção na fazenda em nosso grupo científico nos últimos cinco anos. Acreditamos que qualquer um pode produzir seus biológicos desde que: 1) Adquira cepas adequadas e oficiais que os pesquisadores brasileiros tenham confirmado serem eficientes e seguras para uso; 2) Tenha um programa sistemático de controle de qualidade em vigor e um técnico responsável pela produção; e 3) Tenha sua unidade de produção registrada no Ministério da Agricultura”. 

Por sua vez, Ithamar Prada saudou a iniciativa: “A nova legislação é moderna e fornece bases importantes para a segurança jurídica dos agricultores e de toda a cadeia de bioinsumos, tanto para o setor de produtos acabados quanto para as empresas que fabricam tecnologias para a produção agrícola. A lei, sem dúvida, contribui para avanços importantes na sustentabilidade da agricultura brasileira, com benefícios que serão sentidos em curto prazo”.

Julia Emanuela de Souza destacou que “a produção na fazenda é uma realidade na agricultura brasileira há alguns anos, mas precisava urgentemente de regulamentação para garantir que essa produção fosse realizada de forma segura, eficiente e de acordo com os interesses dos produtores, do setor de bioinsumos, bem como do meio ambiente e da sociedade como um todo”.  No entanto, ele alertou que, sem uma regulamentação adequada e padrões bem definidos, “a reputação dos bioinsumos e a confiança dos produtores são colocadas em risco. A falta de controle pode resultar em produtos de baixa qualidade, prejudicando a eficácia da tecnologia e comprometendo sua credibilidade”.

Gustavo Branco, por sua vez, observou que “a melhor solução depende de uma boa regulamentação, o que, nesse caso, não é fácil de ser feito, pois ainda há muita incerteza quanto à classificação dos produtos. O governo enfrenta o desafio de identificar quem é a fonte mais confiável de dados para fornecer a classificação correta, sem falar no estabelecimento de padrões de qualidade (seja para a produção agrícola ou industrial) com o objetivo de definir e avaliar o que cada produto/tecnologia se propõe a fazer”.

De acordo com o Mestre em Direito Mauro Brant Heringer, Diretor de Relações Internacionais da ABINBIO (Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos), a promulgação da Lei nº 15.070 marca um “momento histórico para o agronegócio brasileiro e para a promoção da sustentabilidade na agricultura”. Isso porque a legislação estabelece “padrões rigorosos para a produção, armazenamento e comercialização de bioinsumos, garantindo a qualidade e segurança dos produtos que chegam ao mercado. Há necessidade ainda de harmonização com outras legislações ambientais e agrícolas existentes, bem como o desenvolvimento de infraestrutura para pesquisa, produção e distribuição em larga escala.”

A lei permite que os produtores fabriquem seus próprios bioinsumos sem registro comercial, mas impõe restrições, como a proibição do uso de produtos comerciais como fonte de inóculo. Isso gerou tensão entre o setor e os agricultores, com o risco de que uma regulamentação frouxa possa minar a confiança no mercado de bioinsumos.

A Lei 15.070 busca não apenas definir produtos biológicos, mas também regulamentar como o processo de classificação é implementado, como o processo de inspeção funciona e como os resultados são analisados, etc. Isso indica que estamos indo na direção certa, em um caminho a ser seguido por todos, rumo a um ambiente técnico, legislativo e comercial adequado (e comum). 

O Brasil está atualmente em um ponto de inflexão: embora a legislação abra novas oportunidades, ela também exige uma implementação rigorosa para evitar problemas de qualidade e segurança. Em vista disso, empresas como a DunhamTrimmer continuarão a liderar a análise e o debate sobre essa questão crucial para o futuro da agricultura sustentável na América Latina.





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Feira movimenta R$ 10 bi e destaca soluções inovadoras



“A diferenciação de formulações é parte integral de nossa estratégia”



Cana-de-açúcar é uma das culturas alvo
Cana-de-açúcar é uma das culturas alvo – Foto: Canva

Com expectativa de atrair 130 mil pessoas e gerar R$ 10 bilhões em negócios, o Show Safra-MT 2025 acontece até sexta-feira (28) em Lucas do Rio Verde (MT). O evento reúne empresas e produtores rurais para apresentar inovações agrícolas, com destaque para a Albaugh, companhia de origem norte-americana que expõe seu portfólio de Inseticidas e Fungicidas.  

Entre os inseticidas, a empresa destaca AFIADO®, KRYPTO® e SULTAN®. O AFIADO® oferece alta eficácia contra percevejos da soja e mosca-branca, com formulação líquida moderna que facilita a aplicação e reduz impactos toxicológicos. O KRYPTO®, alternativa ao acefato, se destaca pela compatibilidade com agentes biológicos, sendo eficiente contra percevejos, lagartas e cigarrinha. Já o recém-lançado SULTAN®, à base de etiprole, apresenta alta concentração e é registrado para diversas culturas, como soja, algodão, cana-de-açúcar e café.  

No segmento de fungicidas, LANFOR® PRO e RECONIL® RFT são as principais apostas da Albaugh. O LANFOR® PRO possui concentração duas vezes superior à média do mercado e amplo espectro de controle de doenças. O RECONIL® RFT recebeu uma nova formulação com adjuvante avançado, melhorando a dissolução, evitando entupimentos e oferecendo maior resistência à chuva.  

Segundo o Diretor de Marketing e Desenvolvimento, Nelson Azevedo, a Albaugh tem crescido no mercado graças a investimentos na expansão de portfólio e ao desenvolvimento de formulações diferenciadas e de alta qualidade. “A diferenciação de formulações é parte integral de nossa estratégia. O recente lançamento de SULTAN® soma-se a uma linha consagrada de produtos Albaugh que trazem o dobro da concentração de ativos comparado aos demais do mercado. Da mesma forma, AFIADO® diferencia-se pela sua formulação líquida, que também é uma característica desenvolvida para KRYPTO®”, conclui.





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alta produtividade e queda nos preços


A safra 2024/25 de arroz avança no Sul do Brasil, com 40% da colheita já realizada no Rio Grande do Sul e até 60% no Mercosul, segundo Sérgio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações. A produtividade tem superado expectativas, mas os preços seguem pressionados, retornando a níveis de cinco anos atrás.  

Apesar do volume colhido, a abundante oferta e a retomada da capacidade ociosa da indústria mantêm as cotações estáveis em termos reais. Ajustado pela Selic acumulada, o valor de março de 2020 (R$ 49,53) corresponderia a R$ 75,57 hoje, enquanto o preço atual, segundo o CEPEA (21/03/2025), é de R$ 79,15. No entanto, os custos de produção dispararam desde a pandemia, reduzindo a rentabilidade dos produtores.  

“Mas, ao contrário do que se esperaria de uma safra bem-sucedida, o que vemos é um mercado pressionado. As cotações recuaram aos patamares de cinco anos atrás, refletindo uma oferta abundante, a retomada das capacidades ociosas da indústria e uma atuação mais tímida das tradings”, comenta.

Outro fator preocupante é o aumento das exportações de arroz em casca, reduzindo o valor agregado da cadeia produtiva no Brasil. A indústria perde competitividade, e o mercado externo se torna essencial para sustentar os preços. Sem essa demanda, produtores e indústrias enfrentam maior pressão, e o varejo amplia seu poder de barganha.  

“Com o mercado interno e até o regional (Mercosul) altamente sensíveis à sobreoferta, o que garante sustentação de preços é o mercado externo. Sem ele, a pressão sobre produtores e indústrias se intensifica, e o varejo, ciente disso, amplia seu poder de barganha. Temos colheita cheia, sim. Mas também temos margens apertadas, estruturas pressionadas e preços que ignoram o salto dos custos”, conclui.

 





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Planta produzirá biogás a partir de cítricos



O projeto utiliza biotecnologia inovadora



"Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo"
“Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo” – Foto: Canva

A Louis Dreyfus Company (LDC) realizou hoje a cerimônia da pedra fundamental de sua nova unidade de produção de biogás em Bebedouro (SP), reforçando seu compromisso com inovação e sustentabilidade. A planta será a maior do mundo no setor, convertendo efluentes cítricos em energia verde.  

O projeto utiliza biotecnologia inovadora, empregando um inóculo que decompõe a carga orgânica dos efluentes, gerando biogás e reduzindo em mais de 20% as emissões de CO2 da unidade. Além disso, toda a água tratada será devolvida aos recursos hídricos. Com 195.000 m² de área, a planta terá capacidade para processar 400m³/h de efluentes e produzir mais de 50.000 Nm³/dia de biogás. A construção deve ser concluída até o primeiro semestre de 2026.  

Segundo Paulo Hladchuk, Head Global da Plataforma de Sucos da LDC, o projeto reforça a descarbonização da cadeia produtiva e o compromisso da empresa com o setor citrícola. Juliana Pires, responsável pela Indústria e Qualidade, destacou que testes com diferentes inóculos superaram em até 15% a meta de redução da carga orgânica. Além disso, 100% da água tratada será reutilizada e o lodo gerado servirá como base para fertilizantes agrícolas, promovendo a economia circular. 

“Esse projeto contribui para o compromisso global da LDC na redução da emissão de CO2 na atmosfera, a partir da descarbonização da cadeia, além de reforçar nosso comprometimento de longo prazo com o setor citrícola do país e com as regiões onde a companhia opera, como em Bebedouro, onde atuamos há mais de 30 anos. Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo, aumentando a eficiência do uso dos recursos naturais”, afirma.

A LDC está entre as três maiores empresas de sucos cítricos do mundo e líder na exportação de sucos de limão do Brasil. Além dos sucos de laranja e limão, a companhia fornece ingredientes naturais para as indústrias de alimentos, química e nutrição animal.

 





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Micronutrientes essenciais para o milho na safrinha



“A safrinha de milho exige manejo nutricional estratégico”



O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais
O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais – Foto: USDA

A nutrição equilibrada é fundamental para o sucesso da safrinha de milho, e os micronutrientes desempenham um papel decisivo na produtividade. Segundo Djalma Pinho, Executivo de Vendas B2B especializado em micronutrientes, além dos macronutrientes como Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), elementos como Zinco, Boro, Manganês e Cobre são essenciais para o desenvolvimento da cultura e a formação de grãos de qualidade.  

“A safrinha de milho exige manejo nutricional estratégico para garantir produtividade e rentabilidade. Além dos macronutrientes (N, P, K), os micronutrientes desempenham um papel fundamental no desenvolvimento saudável da cultura”, afirma.

O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais, evitando atraso no florescimento e redução no tamanho das plantas. O boro (B) é indispensável para a polinização e o enchimento de grãos, prevenindo espigas malformadas. Já o manganês (Mn) atua na fotossíntese e no metabolismo dos carboidratos, garantindo maior vigor à lavoura. Além disso, o cobre (Cu) fortalece os caules ao participar da formação da lignina, reduzindo o risco de acamamento e proporcionando maior resistência estrutural.  

Para um manejo eficiente, é essencial realizar uma análise de solo para verificar possíveis deficiências e utilizar fertilizantes granulados com micronutrientes para garantir uma nutrição equilibrada. O monitoramento da lavoura também é indispensável para identificar precocemente sinais de carências nutricionais e evitar impactos negativos na produtividade.  Com um plano nutricional adequado, o milho safrinha pode expressar seu máximo potencial produtivo, garantindo rentabilidade e competitividade no mercado.

 





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Café teve alta histórica ano passado



A FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025



 FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025
FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025 – Foto: Pixabay

Os preços globais do café registraram uma alta histórica em 2024, avançando 38,8% em relação à média do ano anterior, segundo a FAO. O Arábica, preferido no mercado de café torrado e moído, ficou 58% mais caro em dezembro, enquanto o Robusta, usado em café instantâneo e misturas, subiu 70%. Pela primeira vez desde os anos 1990, a diferença de preços entre as variedades se reduziu, refletindo a oferta restrita e o impacto do clima nos principais produtores.  

A FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025 caso a oferta global continue em queda. No Vietnã, maior exportador de Robusta, a seca reduziu a produção em 20% na safra 2023/24, e as exportações caíram 10% pelo segundo ano seguido. Na Indonésia, chuvas excessivas em abril e maio de 2023 reduziram a produção em 16,5% e as exportações em 23%. Já no Brasil, revisões sucessivas apontaram para um declínio de 1,6% na produção, revertendo previsões otimistas devido ao clima seco e quente.  

Além do clima, os custos de transporte impulsionaram os preços, afetando diretamente os consumidores. Em dezembro, os preços do café subiram 6,6% nos EUA e 3,75% na União Europeia. O cenário pode incentivar investimentos em tecnologia e pesquisa para aumentar a resiliência do setor, especialmente para pequenos produtores, que são a base da cadeia global de café.  

A FAO destaca a importância da transparência no mercado e da cooperação entre os atores da cadeia produtiva. Também apoia iniciativas para que agricultores adotem práticas resilientes ao clima, protegendo sua produção e contribuindo para a restauração da biodiversidade.

 





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Soja começa semana em baixa em Chicago


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a segunda-feira com leve baixa, pressionada pelo avanço da colheita no Brasil, que está adiantada em relação ao ano anterior. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de soja para maio, referência para a safra brasileira, recuou 0,25%, fechando a US$ 1007,25 por bushel. O vencimento de julho caiu 0,20%, cotado a US$ 1019,50. No mercado de derivados, o farelo de soja para maio recuou 0,90%, a US$ 297,6 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja avançou 0,33%, cotado a US$ 42,15 por libra-peso.

A queda não foi mais expressiva devido à revisão negativa da safra brasileira por uma consultoria, que reduziu sua estimativa em 2,3 milhões de toneladas. Essa projeção é uma das menores entre as atuais previsões para a produção nacional. Além disso, o mercado segue atento às incertezas tarifárias, com possíveis medidas específicas contra navios chineses ou de empresas associadas ao país, o que adiciona cautela às negociações.

No lado positivo, as exportações dos Estados Unidos registraram aumento na última semana, totalizando 821,89 mil toneladas inspecionadas. O volume ficou na faixa superior das estimativas dos analistas, que variavam entre 299,36 mil e 900,81 mil toneladas. A China foi o principal destino, com 405,50 mil toneladas. No acumulado do ciclo 2024/25, os embarques americanos somam 39,92 milhões de toneladas, superando moderadamente o ritmo do ano passado.

Diante desse cenário, o mercado segue equilibrado entre a pressão da colheita no Brasil e os dados positivos das exportações dos EUA, com os investidores monitorando os desdobramentos das tarifas comerciais e ajustes nas estimativas de produção.

 





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Quais as recomendações do mercado da soja



Aumento do consumo de óleo de soja para biodiesel no Brasil tem sustentado os preços



O aumento do consumo de óleo de soja para biodiesel no Brasil tem sustentado os preços
O aumento do consumo de óleo de soja para biodiesel no Brasil tem sustentado os preços – Foto: Divulgação

A TF Agroeconômica recomenda cautela nas decisões de venda da soja diante de fatores ainda indefinidos, como as reações globais às tarifas impostas pelos EUA e as condições climáticas para a próxima safra americana. A consultoria destaca que a soja proporciona lucro de 22,74% no Rio Grande do Sul, 15,13% no Paraná, 8,47% em Goiás e 12,27% no Mato Grosso do Sul. No entanto, no Mato Grosso, os produtores podem enfrentar um prejuízo de 10,68%, segundo os custos de produção do IMEA. A orientação é garantir lucros quando possível e diversificar as vendas ao longo do tempo para minimizar riscos.  

Entre os fatores de alta, o aumento do consumo de óleo de soja para biodiesel no Brasil tem sustentado os preços. Em 2025, a demanda deve atingir 9,74 milhões de toneladas, mas poderia ser ainda maior caso o governo não tivesse cancelado a elevação da mistura de biodiesel de B14 para B15. Já entre os fatores de baixa, a entrada da safra recorde do Brasil pressiona as cotações, mesmo com a quebra no Rio Grande do Sul. O país deve colher entre 167 e 170 milhões de toneladas, conforme estimativas da Conab e do USDA.  

Outro fator que pode impactar negativamente os preços é a incerteza gerada pela escalada tarifária dos EUA. Além das tarifas sobre produtos chineses, há preocupação com possíveis taxas portuárias adicionais para embarcações associadas à China, o que encareceria a logística e afetaria a competitividade dos agricultores americanos. Especialistas acreditam que a medida pode não ser implementada, mas a incerteza persiste, tornando o mercado ainda mais volátil.  

Diante desse cenário, a estratégia mais segura segue sendo a venda parcelada da produção, combinada com o uso do mercado futuro. A especulação não deve ultrapassar 10% da safra, reduzindo os riscos e garantindo maior previsibilidade aos produtores.

 





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Como a soja encerrou a semana?


Os preços da soja no mercado do Rio Grande do Sul estão variando a cada praça, segundo informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega março e pagamento abril na casa de R$ 135,50 entrega abril e pagamento final de abril bateu R$ 136,50 entrega maio e pagamento final de maio R$ 137,00. No interior, os preços nas fábricas seguem os valores de cada praça: R$ 133,00 em Cruz Alta (pagamento em 31/03), R$ 133,00 em Passo Fundo (pagamento no final de março), R$ 133,00 em Ijuí (pagamento em 31/03), R$ 133,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em meados de abril). Já os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 127,00 por saca para o produtor”, comenta.

O Planalto Norte de Santa Catarina prevê colher mais de 800 mil toneladas de soja na safra 2024/2025, com produtividade média de 81 sc/ha. Mafra e Canoinhas lideram a produção, segundo o Giro da Safra, da Epagri e Sicoob. A safra estadual cresceu 2,6% em área plantada, 9,7% em produtividade e 12,6% no volume total. No porto de São Francisco, a soja foi cotada a R$133,32/sc em junho, refletindo incertezas climáticas.

No Paraná, a safra de soja registra perdas expressivas no Oeste. “O cenário reforça os desafios enfrentados pelo setor diante das adversidades climáticas e da volatilidade do mercado. Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 134,54. Em Ponta Grossa foi de R$ 127,70 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 124,58. Em Maringá, o preço foi de R$ 125,15 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 127,70 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 125,00”, completa.

As exportações de soja de Mato Grosso do Sul caíram 14,29% em 2024, totalizando 6,6 milhões de toneladas, com uma redução de 26,95% na receita, segundo a Aprosoja. A queda foi causada por déficit hídrico e maior concorrência da Argentina e dos EUA. No Brasil, as exportações somaram 98,8 milhões de toneladas, com a China absorvendo 86,25% das compras. O estado processou 4,9 milhões de toneladas de soja em 2024, mantendo a quarta posição no ranking nacional, atrás de MT, PR e RS. Os preços no estado variaram, com a soja cotada a R$117,20 em Dourados, Campo Grande e Maracaju, e a R$106,03 em Chapadão do Sul.

Chuvas intensas e logística precária desafiam colheita no Mato Grosso. “Campo Verde: R$ 109,50, Lucas do Rio Verde: R$ 109,47 Nova Mutum: R$ 109,47. Primavera do Leste: R$ 109,50. Rondonópolis: R$ 109,50. Sorriso: R$ 109,47”, conclui.

 





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