terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Boi China registra alta em São Paulo



Oferta restrita pressiona preço do boi em SP




Foto: Pixabay

O informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria, apontou alta nas cotações do boi gordo em São Paulo e em algumas regiões da Bahia e de Minas Gerais, influenciada pela redução da oferta de animais para abate.

Em São Paulo, a dificuldade dos frigoríficos em completar as escalas refletiu diretamente nos preços. Segundo a consultoria, o valor da arroba do “boi China” e da novilha teve aumento de R$2,00. As demais categorias mantiveram os mesmos patamares da semana anterior. A escala média de abate foi de cinco dias úteis.

Na Bahia, o cenário também foi de restrição na oferta. Na região Oeste, a arroba do boi gordo teve alta de R$3,00, enquanto os preços das fêmeas permaneceram estáveis. Já na região Sul do estado, as cotações não sofreram alteração.

Em Minas Gerais, o comportamento de preços foi distinto entre as regiões. Em Belo Horizonte, mesmo com a diminuição na disponibilidade de animais, a oferta foi suficiente para atender à demanda dos frigoríficos, mantendo os preços estáveis e com escalas médias de sete dias.

Na região Sul do estado, o boi gordo teve aumento de R$2,00 por arroba. O preço das fêmeas subiu R$3,00/@. Nessa área, as escalas de abate estavam cobertas, em média, para dez dias.





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Taxas dos DIs caem em dia negativo para Treasuries e commodities após…


Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a sexta-feira em baixa pela segunda sessão consecutiva, em especial entre os contratos mais curtos, com a curva a termo brasileira refletindo a queda firme dos rendimentos dos Treasuries e a derrocada de commodities como o petróleo, em meio a receios de desaceleração mais acentuada da economia global.

Após os Estados Unidos imporem na quarta-feira uma série de tarifas de importação aos seus parceiros comerciais, nesta sexta a China reagiu anunciando retaliação aos produtos norte-americanos.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 — um dos mais líquidos no curto prazo — estava em 14,675%, ante o ajuste de 14,783% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 marcava 14,24%, em queda de 16 pontos-base ante o ajuste de 14,402%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,38%, em baixa de 4 pontos-base ante 14,419% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 14,49%, ante 14,494%.

No início do dia a China anunciou cobrança adicional sobre os produtos norte-americanos de tarifa de 34% — mesmo percentual anunciado na quarta-feira pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para os produtos chineses. Além disso, Pequim estabeleceu controles sobre a exportação de algumas terras raras — elementos fundamentais para a indústria de tecnologia — e apresentou uma reclamação na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Assim como na quinta-feira, os receios de que a guerra tarifária possa jogar os EUA na recessão e reduzir o crescimento global fizeram os rendimentos dos Treasuries despencarem, em meio a apostas de que o Federal Reserve pode cortar juros mais vezes em 2025.

A queda dos yields foi abrandada por dados fortes de emprego divulgados pela manhã nos EUA e por comentários cautelosos do chair do Fed, Jerome Powell, sobre os efeitos da guerra comercial sobre a política monetária. Ainda assim, os rendimentos dos Treasuries seguiram em baixa.

No Brasil, as taxas dos DIs acompanharam a queda dos yields em um cenário negativo de forma geral, com recuo de mais 7% do petróleo em alguns momentos e bolsas em baixa firme ao redor do mundo. Após o forte recuo da véspera, o dólar subia mais de 3% ante o real na tarde desta sexta-feira.

“Pode ser que com o boost (impulso) do dólar, o (juro) curto tenha devolvido parte da queda”, comentou o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano. “(Mas) o efeito de commodities é mais forte”, acrescentou.

Neste cenário, a taxa do DI para 2027 marcou a mínima de 14,12% às 9h20, ainda na primeira meia hora de negócios, em baixa de 28 pontos-base ante o ajuste da véspera.

No mercado, as apostas de que a taxa básica Selic, atualmente em 14,25% ao ano, poderá encerrar o atual ciclo em até no máximo 15% aumentaram, tendo em vista os receios de desaceleração da economia global.

Na quinta-feira — atualização mais recente, mas já após o pacote de tarifas de Trump — o mercado de opções de Copom da B3 precificava 57,50% de probabilidade de alta de 50 pontos-base da Selic em maio (ante 68,50% na véspera) e 22,00% de chances de elevação de 25 pontos-base (6,00% na véspera), contra apenas 6,50% de probabilidade de alta de 75 pontos-base (19,00% na véspera).

Na prática, após as tarifas de Trump, o mercado passou a ver chances maiores de uma alta menor (de 25 ou 50 pontos-base) da Selic em maio, em detrimento das apostas em 75 pontos-base.

Para o encontro seguinte do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, em junho, as opções de Copom já precificavam na quinta-feira 36,90% de probabilidade de manutenção da Selic (23,00% na véspera).

“A reunião de junho do Copom está muito aberta”, comentou Laís Costa, analista da Empiricus Research. “Se tivermos uma percepção de desaceleração forte da economia, de fato pode não ter nada (de aumento da Selic)”, acrescentou.

Nos EUA, o Departamento do Trabalho informou pela manhã que foram abertas 228.000 vagas de emprego fora do setor agrícola no mês passado, após criação revisada para baixo de 117.000 em fevereiro. Economistas consultados pela Reuters previam 135.000 postos de trabalho.

Já o chair do Fed, Jerome Powell, disse à tarde que a instituição não tem previsão de recessão em suas perspectivas, mas reconheceu que os analistas do setor privado estão observando essa possibilidade.

Ainda assim, os yields seguiam em baixa no fim da tarde. Às 16h44 o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento — caía 5 pontos-base, a 4,009%. O retorno do título de dois anos — que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo — tinha queda de 4 pontos-base, a 3,687%.





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Precipitação reduz ritmo da colheita na Ásia



Seca atinge trigo e colza no Leste Asiático




Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou na terça-feira (8) o Weekly Weather and Crop Bulletin, que destacou as condições climáticas nas regiões do Leste e Sudeste Asiático e seus impactos sobre a agricultura.

De acordo com o boletim, uma área de alta pressão permaneceu sobre as principais zonas agrícolas do leste da China, favorecendo o tempo seco em regiões de cultivo de trigo de inverno, na Planície do Norte, e de colza no Vale do Yangtze. “As culturas são irrigadas, mas ainda podem se beneficiar de chuvas adicionais”, informou o USDA. As temperaturas se mantiveram dentro da média sazonal, o que ajudou a conter a evaporação da umidade no solo.

No sul da China, as bordas da alta pressão permitiram precipitações entre 5 mm e 50 mm, com volumes localmente superiores, atingindo áreas de arroz em estágio vegetativo inicial.

No Sudeste Asiático, as chuvas tropicais marcaram o início da transição sazonal para o norte, com o aumento das precipitações pré-monções nas regiões meridionais da Indochina. Segundo o boletim, volumes acima de 25 mm foram registrados entre o sul da Tailândia continental e o sul do Vietnã. Embora tenham dificultado o trabalho de campo, essas chuvas contribuíram para a reposição da umidade do solo antes da principal temporada de cultivo de arroz.

Chuvas mais intensas, entre 25 mm e 100 mm, foram observadas na Malásia e Indonésia, onde a colheita de arroz e dendê foi prejudicada. Algumas áreas de dendê acumulam quase o dobro da média anual de precipitação até o momento. Nas Filipinas, os mesmos volumes dificultaram o avanço da colheita de milho e arroz de inverno.





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Disputa comercial entre EUA e China redireciona demanda de soja para o Brasil


A escalada nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China voltou a impactar diretamente o agronegócio global. Em abril de 2025, os dois países atingiram os maiores níveis de tarifas bilaterais já registrados, com a China aplicando alíquotas de 125% sobre produtos norte-americanos e os Estados Unidos, de 145% sobre importações chinesas. O novo patamar tarifário interrompeu praticamente todo o fluxo comercial entre as duas maiores economias do mundo e gerou reflexos imediatos na precificação de grãos no mercado internacional.

A disputa, marcada por acusações mútuas de manipulação cambial, imposição de barreiras não tarifárias e disputas geopolíticas, favoreceu o Brasil como fornecedor alternativo de soja para o mercado chinês. Segundo analistas, o país passou a exercer papel estratégico, absorvendo parte da demanda redirecionada pela China.

“O Brasil foi chamado a cumprir um papel central. A China não apenas retaliou as tarifas dos EUA, como também intensificou as compras no Brasil, com destaque para a aquisição de pelo menos 40 navios de soja entre maio e julho”, afirmou Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.

O movimento elevou os prêmios de exportação nos portos brasileiros e gerou um aumento imediato na procura por soja nacional. Contudo, o cenário permanece volátil. O escoamento logístico tem enfrentado limitações, e há preocupação com o descompasso entre os prêmios pagos no Brasil e os preços da Bolsa de Chicago (CBOT), que seguem pressionados pela perspectiva de aumento na área plantada e pelos estoques elevados nos Estados Unidos.

Jordy observa que o ritmo acelerado de compras chinesas pode não se manter no segundo semestre. “Essa é uma janela que pode se fechar rapidamente. Os embarques de abril a junho já estavam parcialmente comprometidos, e agora com essa nova rodada de compras, a cobertura da China se estende ainda mais”, alertou.

A China já teria garantido cerca de 70% de seu programa de compras para a safra 2024/25, estimado em 110 milhões de toneladas, o que limita espaço para novas aquisições no curto prazo.

Em meio ao impasse global, a gestão de risco ganha protagonismo. Os prêmios nos portos brasileiros superaram a marca de US$ 1,00 por bushel, mas analistas apontam para o risco de correções rápidas, caso haja mudança na postura diplomática entre EUA e China.

“Esse descolamento entre prêmios e bolsa é típico de um momento especulativo e que rapidamente foi corrigido com uma tomada de volume da China e ainda uma ampla oferta no Brasil. A oportunidade existe, mas é sensível ao noticiário e à diplomacia”, avaliou Jordy.

Para os produtores brasileiros, a recomendação é manter disciplina comercial, com estratégias alinhadas à realidade do mercado. “O ano de 2025 já trouxe desafios adicionais, com clima irregular, alta nos custos logísticos e agora a guerra comercial. A volatilidade é parte do jogo, mas a previsibilidade da gestão é o que transforma um bom ano em um excelente resultado”, concluiu.





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Novas cultivares impulsionam safra de morango


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (10) apontou a continuidade da colheita de morangos de cultivares de dias neutros na região administrativa de Pelotas, apesar da baixa produção e do calibre reduzido dos frutos. Paralelamente, seguem as atividades de plantio das variedades de dias curtos e os preparativos para canteiros e estufas.

De acordo com o órgão, o aumento das opções de mudas disponíveis para diferentes períodos de plantio e colheita atende à demanda dos produtores por antecipação da safra e maior remuneração. “O mercado das mudas reflete a necessidade das famílias em antecipar a colheita para ter melhor remuneração pelo produto”, informou a Emater.

Neste mês, está prevista a chegada da cultivar Fênix, desenvolvida pela Embrapa. Já as mudas recebidas refrigeradas em outubro passam atualmente pelo processo de indução floral. As variedades espanholas de dias curtos, como a Royal Royce, iniciaram o desenvolvimento vegetativo após chegarem em março. A Royal Royce tem sido testada por agricultores, que apontam bons frutos e sabor.

Para maio, são esperadas mudas de dias curtos vindas do Chile e da Argentina, e os produtores já preparam os canteiros. Entre maio e junho, também devem chegar mudas espanholas e argentinas de cultivares de dias neutros. Na região, os preços do morango variam entre R$ 15,00 e R$ 40,00 por quilo.

Na região de Santa Rosa, a produção é concentrada em sistema semi-hidropônico, mas os volumes seguem baixos. Segundo a Emater, a queda nas temperaturas favoreceu a floração e a polinização, resultando em frutos de melhor qualidade e tamanho. Um novo produtor da região iniciou atividade comercial com seis mil mudas cultivadas em túnel baixo, com mulching e fertirrigação por gotejamento.

Já na região de Soledade, o clima mais ameno tem beneficiado o cultivo. As mudas importadas da Espanha estão estabelecidas e em crescimento. A cultivar Fênix, segundo a Emater, tem sido escolhida por alguns agricultores em função de seu sabor e rusticidade. Em Rio Pardo, onde já foi realizada a poda, observou-se melhor rebrote e floração, com frutos novos sem deformações. Nessa localidade, o preço do quilo varia de R$ 20,00 a R$ 25,00.





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Tecnologia transforma manejo de pastagens na Nova Zelândia


A Nova Zelândia tem se consolidado como referência global no uso de tecnologias aplicadas ao manejo de pastagens, elemento central para a produtividade da pecuária leiteira no país. Segundo o pesquisador Ian Yule, em artigo publicado na Revista Leite Integral, “a pastagem é extremamente importante para a agricultura mundial, e sua produtividade é difícil de ser medida”. Yule destaca os desafios impostos pela diversidade de espécies forrageiras, estágios variados de maturação e exigências do manejo de precisão.

O artigo traça uma linha do tempo de 17 anos de estudos conduzidos pela Universidade Massey, com foco na aplicação de tecnologias de agricultura de precisão ao manejo de pastagens. Os primeiros experimentos, realizados entre 1999 e 2001, utilizaram um prato medidor acoplado a GPS para mapear variações na produtividade de piquetes em fazendas universitárias.

A pesquisa resultou na criação do C-DAX Pasture Meter, comercializado a partir de 2006, e hoje presente em cerca de 3.000 das 11.000 fazendas leiteiras da Nova Zelândia. “Ficou claro que os produtores não estavam interessados em mapas de variação espacial, mas sim na variação entre piquetes”, explica Yule. A ferramenta mede, com alta frequência, a altura do pasto, gerando estimativas de massa seca que orientam o planejamento da rotação de pastejo.

O uso regular do equipamento tem possibilitado melhorias significativas no aproveitamento das pastagens, contribuindo para evitar o subpastejo ou o desperdício. Além disso, produtores têm utilizado os dados para identificar áreas de baixa produtividade e redirecionar investimentos em programas de replantio ou fertilização.

Um estudo de caso citado no artigo aponta que o uso intensivo de tecnologia levou à redução de custos, melhora na rentabilidade e desempenho geral. “Se você não mede o desempenho, como pode melhorá-lo?”, questiona Yule.

Além do monitoramento da pastagem, o artigo aborda a integração entre o comportamento animal e o ambiente. Tecnologias de rastreamento com baixo consumo de energia estão tornando viável o acompanhamento das vacas mesmo em sistemas extensivos. Isso permite identificar preferências de pastejo e padrões de deposição de nutrientes no solo.

A fertilização de precisão também evolui. Amostras de solo passaram a ser coletadas por piquete, em vez de representar médias da fazenda inteira. “Essa prática revelou-se extremamente rentável”, afirma o autor, ao citar resultados que permitiram reduzir aplicações desnecessárias de insumos.

O sensoriamento remoto e proximal por sensores multiespectrais tem sido testado, mas apresenta limitações. “Na pastagem, a variabilidade é maior do que em monoculturas, o que reduz a confiabilidade das leituras baseadas em reflexão luminosa”, explica Yule. Ainda assim, ferramentas como o sensor TopCon Cropspec mostraram-se promissoras quando acopladas a caminhões de aplicação de fertilizantes.

Embora o uso de drones na agricultura ganhe popularidade, Yule ressalta que a precisão dos sensores atuais ainda não atende às exigências de medições frequentes, necessárias para o manejo de pastagens. “Esse é um campo de rápido desenvolvimento, mas ainda há barreiras a serem superadas”, afirma.

O avanço mais significativo apontado no estudo é o uso do sensoriamento hiperespectral. A tecnologia permite medir parâmetros como fibra e energia metabolizável, além da estimativa de matéria seca e composição das espécies forrageiras. “Essa abordagem representa uma mudança de paradigma”, destaca o pesquisador. Segundo ele, a agricultura está migrando de um cenário de dados escassos para um ambiente de “dados abundantes” e, futuramente, “superabundantes”, com informações temporais contínuas.

Projetos em parceria com empresas como a Ravensdown Fertilisers Ltd e o Ministério das Indústrias Primárias visam integrar imagens hiperespectrais com sistemas de aplicação aérea de fertilizantes. A expectativa é criar plataformas digitais que ofereçam modelos precisos de manejo, baseados em dados integrados do solo, planta e clima.

Para Yule, essa transformação exige uma nova postura das instituições de pesquisa. “Se continuarmos presos a metodologias antigas, corremos o risco de estagnar e perder oportunidades diante dessa revolução digital”, alerta.





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Cultivar de soja voltada à alimentação humana avança para fase final de testes


Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) estão em fase final de desenvolvimento de uma nova cultivar de soja com características voltadas para a alimentação humana. A variedade, que não é transgênica, apresenta sabor mais adequado ao paladar brasileiro e deverá ser registrada junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) após a conclusão dos testes em campo.

A última etapa do estudo consiste no plantio da cultivar em duas Regiões Edafoclimáticas de Cultivo (REC), áreas definidas por condições específicas de solo, clima e latitude. Essa fase, que deve durar cerca de dois anos, é necessária para que a variedade possa ser validada oficialmente.

“A partir do registro, faremos o trabalho de difusão com os produtores, levando uma soja livre de transgênicos e de alto potencial para a alimentação humana, além de permitir diversificação da produção fora a indústria de óleos e de ração para animais”, afirmou a pesquisadora da EPAMIG Ana Cristina Juhász.

O projeto teve início em 2006, a partir de uma parceria entre a EPAMIG, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação Triângulo de Pesquisa e Desenvolvimento. O objetivo inicial era o desenvolvimento de cultivares de soja convencionais e transgênicas com atributos melhorados, como aparência, sabor, cor do tegumento e do hilo, além de desempenho agronômico.

Com o encerramento da parceria em 2015, a EPAMIG passou a conduzir, de forma independente, as pesquisas voltadas exclusivamente para o uso da soja na alimentação humana. O processo de melhoramento genético priorizou variedades com características desejáveis, como grãos de cor marrom ou preta, maior tamanho e alto teor de proteína.

Três cultivares previamente registradas pela instituição — BRSMG 715A, BRSMG 790A e BRSMG 800A — foram utilizadas nos cruzamentos que resultaram na nova variedade, hoje em estágio avançado de desenvolvimento. Segundo Juhász, os grãos colhidos passam por análises sensoriais e testes de tempo de cozimento após a colheita, etapas fundamentais para garantir a adequação ao consumo humano.





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Pequenos produtores impulsionam a silvicultura


O cultivo florestal no Rio Grande do Sul apresenta cenários distintos entre as regiões, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (10). Em Passo Fundo, a atividade é considerada pouco expressiva, com novas implantações praticamente inexistentes. As áreas em produção correspondem, em sua maioria, a plantios realizados na primeira década dos anos 2000, atualmente em fase avançada de colheita. A escassez da matéria-prima tem levado à importação de madeira, especialmente para geração de energia.

Em Lajeado, a silvicultura é desenvolvida predominantemente por pequenos produtores familiares em áreas de difícil manejo. Nos municípios de Pouso Novo e Progresso, a atividade representa importante fonte de arrecadação por meio do retorno de ICMS. Atualmente, a região conta com cerca de 3.500 hectares explorados com florestas exóticas. Em Pouso Novo, aproximadamente 2.268 hectares são ocupados por eucalipto e 60 hectares por Pinus elliottii. A produção anual estimada é de 30 mil metros estéreos de lenha e 2 mil metros cúbicos de madeira serrada, como tábuas, pranchas, costaneiras, postes e moirões.

A produtividade, segundo a Emater/RS-Ascar, é considerada mediana. “Não se utiliza adubação de correção, calagem, nem replantio até o terceiro ou quarto corte”, aponta o informativo. Os rebrotes são explorados de forma contínua, o que limita a produção por hectare. O pinus é destinado, majoritariamente, à indústria moveleira.

A topografia acidentada, o solo raso e pedregoso e o clima da região dificultam o cultivo de plantas anuais, favorecendo atividades como a silvicultura, a fruticultura e as pastagens perenes. A maior parte dos plantios de eucalipto tem como destino a produção de lenha. Cerca de 20% da produção é direcionada à serraria, por meio da seleção de plantas com fustes mais espessos.

O manejo dos eucaliptais é limitado, sendo realizado basicamente o controle de formigas e a limpeza inicial das mudas. Já os plantios de pinus são raleados e conduzidos com mais rigor, voltados à produção de madeira de maior qualidade.

O estado fitossanitário das florestas é considerado adequado, com mortalidade inferior a 1% causada por doenças fúngicas, bacterianas ou viroses. As mudas utilizadas são de boa procedência, com destaque para as espécies Eucalyptus dunnii, E. saligna e E. grandis. A produtividade média no primeiro corte é de 300 estéreo por hectare, caindo para 220 estéreo por hectare no segundo corte, com rebrota.

A lenha de eucalipto é comercializada com empresas de geração de energia térmica nos municípios de Tapejara, Passo Fundo, Cruz Alta e Ibirapuitã. Pequenos volumes são vendidos a fumicultores em Progresso e Fontoura Xavier. A madeira de serraria é negociada diretamente com compradores locais, como serrarias de Progresso, São José do Herval, Fontoura Xavier e Marques de Souza.

Os preços variam conforme o estágio e a forma de comercialização. O metro estéreo de lenha é vendido por R$ 45,00 quando em pé, ou R$ 85,00 quando empilhado à beira da estrada. A madeira de tora é negociada com base em medição no caminhão carregado, com valores em torno de R$ 90,00 por metro.

Na região de Frederico Westphalen, as atividades de manejo continuam em ritmo regular. São realizadas ações como preparo do solo, plantio de mudas, controle de formigas e adubação. Em florestas com dois a três anos, a poda é realizada para melhorar a qualidade da madeira. Em áreas com seis a sete anos, o desbaste visa favorecer o crescimento das árvores remanescentes e a colheita futura.





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Tecnoshow COMIGO 2025 movimenta mais de R$ 10 bilhões


A 22ª edição da Tecnoshow COMIGO encerrou sua programação nesta sexta-feira (11) com um volume recorde de negócios e público. O evento, realizado no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO), reuniu 695 expositores e mais de 140 mil visitantes ao longo dos cinco dias, entre 7 e 11 de abril. O montante movimentado ultrapassou os R$ 10 bilhões em diferentes segmentos do agronegócio.

Durante coletiva de imprensa, o presidente do Conselho de Administração da Cooperativa COMIGO, Antonio Chavaglia, destacou a evolução do evento. “Tem sido cada vez mais gratificante para a equipe da COMIGO realizar a feira que, a cada ano, cresce mais. Fechamos os 50 anos com muita alegria”, afirmou.

A feira também investiu em sustentabilidade. Nesta edição, foram contabilizadas mais de 53 mil toneladas de materiais reciclados, alinhando-se à meta de neutralização de carbono. No campo do conhecimento, foram realizadas 65 palestras, divididas em três auditórios, com público estimado em 7.100 pessoas.

O coordenador-geral da Tecnoshow COMIGO e diretor de Insumos da cooperativa, Claudio Teoro, avaliou positivamente os resultados. “Esta edição foi especialmente rica em conteúdo e extremamente positiva em resultados. Batemos recordes tanto no volume de negócios — que ultrapassou os R$ 10 bilhões em diferentes segmentos — quanto na presença de público, com alto índice de satisfação entre os expositores. Apenas na quarta-feira, recebemos 35.500 visitantes, um recorde para o dia. Ao todo, mais de 140 mil pessoas passaram pela feira”, relatou.

A própria Cooperativa COMIGO registrou um marco inédito. Nos cinco dias de evento, superou a marca de R$ 1 bilhão em negócios. “Especificamente do dia 7 ao dia 11, até o meio-dia, nós já tínhamos feito um bilhão e quatro milhões de reais. Tenho certeza de que até o fim do dia vamos superar esse número, mas foi um recorde da cooperativa em negócios de insumos, que envolvem fertilizantes, sementes, defensivos e adubos foliares”, afirmou Teoro.

O Banco do Brasil também obteve o melhor resultado em suas 22 participações no evento. A instituição ultrapassou a meta inicial de R$ 2 bilhões em propostas acolhidas. “Esse volume recorde em propostas mostra o apetite do pequeno, médio e grande produtor por crédito, motivado, entre outros fatores, pela supersafra de grãos no Centro-Oeste e pela confiança no banco, que é o grande parceiro do agronegócio brasileiro”, declarou o diretor de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Alberto Martinhago.

A próxima edição da Tecnoshow COMIGO já tem data marcada. O evento será realizado entre os dias 6 e 10 de abril de 2026, novamente em Rio Verde. “A partir de amanhã, já iniciaremos os preparativos para a 23ª edição da Tecnoshow COMIGO, com foco em algumas melhorias importantes, como a ampliação da rede hoteleira e a infraestrutura das rodovias que dão acesso ao evento”, anunciou o presidente-executivo da COMIGO, Dourivan Cruvinel.





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Tarifa zero para milho acende alerta no setor


A recente decisão do governo federal de zerar as tarifas de importação de milho para todos os países acendeu o alerta no setor agrícola e gerou debates sobre os impactos da medida no mercado interno. Embora o Brasil seja um país superavitário na produção do grão, a importação é prática recorrente para suprir demandas regionais, especialmente no Sul e, mais recentemente, no Nordeste.

Tradicionalmente, o milho importado chega ao Brasil de países do Mercosul, como o Paraguai, que já contavam com isenção de tarifas em razão dos acordos comerciais do bloco. Com a nova decisão, o leque de origens se amplia e traz incertezas quanto à competitividade do milho nacional.

Segundo estimativas da Biond Agro, o milho importado pode entrar no mercado brasileiro com valores entre R$ 85 e R$ 91 por saca. Em caso de maior competitividade, isso pode exercer pressão nos preços internos. “Se esses preços se confirmarem, a maior oferta pode ancorar os valores próximos a R$ 80 por saca”, analisa Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Para Jordy, os efeitos da medida ainda são incertos e exigem acompanhamento constante. “A medida do governo pode ser uma faca de dois gumes. Se, por um lado, ela pode ajudar a controlar os preços internos, por outro, é uma ameaça para aquele produtor que espera melhores preços. É fundamental que se acompanhe de perto a evolução dos custos de importação e a reação dos produtores brasileiros”, avalia.

O cenário climático também se apresenta como fator decisivo no comportamento do mercado. Problemas durante o desenvolvimento da safrinha podem reduzir a oferta interna e ampliar a necessidade de importação. “O clima é sempre uma variável importante, mas em um ano como este, com tantas incertezas no mercado internacional, ele se torna ainda mais crucial. Se tivermos problemas climáticos, a importação será uma válvula de escape para garantir o abastecimento interno e evitar uma alta excessiva nos preços do milho”, acrescenta Jordy.

Enquanto isso, o mercado adota uma postura de cautela, à espera dos próximos desdobramentos que envolvem variáveis políticas, econômicas e climáticas.





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