segunda-feira, abril 27, 2026

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Brasil pode ter chuva e queda de temperatura na Páscoa


O fim de semana de Páscoa deve ser marcado pela atuação de diversos sistemas meteorológicos no Brasil, com previsão de pancadas de chuva nas cinco regiões do país e queda de temperatura no Rio Grande do Sul. As informações são do Meteored.

De acordo com a previsão, já na Sexta-feira Santa o país registra chuva em diversos estados. Um cavado atmosférico associado a um sistema frontal atua sobre o Sudeste do Brasil, favorecendo a formação de pancadas de chuva em áreas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Segundo o Meteored, há risco de volumes expressivos em pontos isolados. “Há risco de chuvas de até 100 mm em alguns municípios pontuais. As tempestades também podem ocasionar rajadas de vento de até 100 km/h. Isso traz risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas (raios).”

Pancadas de chuva também devem ocorrer na região Centro-Oeste do Brasil, especialmente em Goiás e Mato Grosso. No Nordeste do Brasil, a previsão indica chuva em Maranhão e Piauí, além de precipitações mais fracas em áreas próximas ao litoral. Já na região Norte do Brasil, pancadas de chuva localizadas podem atingir todos os estados.

A tendência é que o cenário de instabilidade se mantenha durante o fim de semana, com registros de chuva em grande parte do território nacional. Ainda assim, alguns estados devem ter predomínio de tempo firme, como Bahia e Mato Grosso do Sul, além de áreas da região Sul.

No sábado (4), uma frente fria deve avançar pela Região Sul do Brasil, provocando pancadas de chuva moderadas. Inicialmente, o sistema atinge o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No domingo (5), as instabilidades podem alcançar o leste do Paraná.

De acordo com a previsão, os volumes associados a esse sistema podem chegar a cerca de 50 milímetros em algumas áreas. “Essas chuvas ocasionarão acumulados de até 50 mm – suficientes para causar alagamentos e pequenos transtornos, mas que não devem ocasionar grandes problemas para a população.”

Após a passagem da frente fria, uma massa de ar frio deve avançar sobre parte do Rio Grande do Sul, provocando queda de temperatura, principalmente no sudeste do estado. As projeções indicam, porém, que o sistema não deve avançar de forma significativa para outras regiões do país durante o feriado.

O Meteored também aponta a possibilidade de formação de um novo sistema meteorológico no início da próxima semana. “Vale notar que na segunda-feira (6), uma ciclogênese ocorre na altura do Uruguai e do Rio Grande do Sul, impulsionando uma nova frente fria pelo Brasil ao longo da semana que vem. Isso pode fazer com que chuvas mais expressivas e uma queda mais intensa das temperaturas sejam registrados sobre a região Sul a partir da segunda-feira (6).”





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trabalhos científicos impulsionam a evolução da cotonicultura brasileira


A evolução da cotonicultura brasileira — hoje uma das mais tecnificadas e competitivas do mundo — passa, necessariamente, pela produção científica. No centro desse avanço estão os trabalhos desenvolvidos por estudantes, pesquisadores e professores orientadores, que conectam conhecimento acadêmico às demandas reais do campo e contribuem diretamente para decisões mais assertivas, produtivas e sustentáveis.

No Congresso Brasileiro de Algodão (CBA), essa conexão ganha protagonismo. O evento se consolida como um dos principais espaços de difusão científica do setor, reunindo pesquisas aplicadas que dialogam com os desafios da cadeia produtiva — do manejo à qualidade da fibra, passando por sustentabilidade e inovação tecnológica.

Para quem está no início da trajetória, o impacto da pesquisa é imediato. Giovanna Mattos, estudante premiada na última edição do CBA, destaca o papel transformador da experiência. “Participar do congresso foi extremamente enriquecedor. Ter meu trabalho reconhecido como o melhor da categoria graduação representa um marco importante na minha trajetória acadêmica”, afirma. Segundo ela, a pesquisa científica “é fundamental para a evolução da cotonicultura brasileira, pois gera conhecimento que auxilia na tomada de decisão no campo e contribui diretamente para o aumento da produtividade e conservação dos recursos naturais”.

A jovem também reforça o papel do congresso como porta de entrada para o mercado. “É uma oportunidade única de aprendizado, troca de experiências e crescimento profissional. O contato com profissionais e empresas amplia a visão sobre o setor e fortalece o interesse em seguir na área”, completa.

Do ponto de vista de quem já atua na pesquisa, o reconhecimento também representa um estímulo para seguir avançando. Larissa Teodoro, pesquisadora premiada no último CBA, destaca que a ciência é a base para o desenvolvimento sustentável da cultura. “A pesquisa científica deve ser a rota principal para o avanço da cotonicultura no Brasil, pois permite decisões mais assertivas e economicamente viáveis em toda a cadeia produtiva”, explica.

Ela ressalta que, em uma cultura complexa como o algodão, cada decisão impacta diretamente o resultado final. “Uma escolha equivocada pode afetar produtividade, qualidade da fibra e sustentabilidade da produção. Por isso, a ciência se torna indispensável em todas as etapas”, pontua. Para Larissa, a diversidade de temas abordados nos trabalhos apresentados no CBA — que vão do aumento de produtividade à sustentabilidade e qualidade industrial — reforça o nível de maturidade tecnológica do setor.

Já na visão do professor orientador, o processo científico vai além da geração de conhecimento: é também um instrumento de formação profissional e de conexão com o mercado. Fábio Echer, orientador premiado na última edição do congresso, destaca o papel do CBA nesse ciclo. “A participação no congresso coloca os estudantes em contato com toda a cadeia produtiva, ampliando sua rede de relacionamento e contribuindo para o desenvolvimento pessoal e profissional”, afirma.

Segundo ele, o caráter técnico do evento permite aproximar teoria e prática. “O CBA possibilita aos estudantes estabelecerem uma ligação direta entre a ciência e sua aplicação no campo, o que é fundamental para o processo formativo”, explica. Além disso, Echer destaca que os trabalhos científicos também cumprem uma função estratégica na troca de conhecimento. “É uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que os estudantes apresentam seus resultados, os questionamentos de produtores e técnicos geram novas ideias e hipóteses de pesquisa”.

Essa dinâmica contínua entre pesquisa e prática é o que sustenta o avanço da cotonicultura brasileira. Ao transformar dados em soluções e conhecimento em inovação, os trabalhos científicos apresentados no CBA reforçam o papel da ciência como um dos principais motores de desenvolvimento do setor — conectando gerações, integrando saberes e preparando o campo para os desafios do futuro.





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Governo do Estado adquire scanner de sementes que usa inteligência artificial



Scanner GroundEye com IA agiliza análise de qualidade de sementes no RS



Foto: Ascom Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) adquiriu um scanner de sementes chamado GroundEye, que utiliza inteligência artificial (IA). O equipamento de última geração está no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor) em Santa Maria, vinculado ao Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi). O investimento foi de cerca de R$ 177 mil, por meio do projeto estratégico de Descarbonização da Agropecuária.A principal finalidade é treinar a IA para identificar o vigor e a germinação de lotes de sementes. “Com essa ferramenta, pode-se ganhar tempo para se obter dados sobre a qualidade fisiológica da amostra de sementes avaliada”, explica o engenheiro agrônomo e pesquisador do Ceflor, Evandro Missio.

O pesquisador conta que o princípio do equipamento é a captura de imagem através de duas câmeras dispostas abaixo e acima da amostra, permitindo que se tenha uma visão dos dois lados da semente. “Após a captura, as imagens são transferidas para um software instalado no computador acoplado ao equipamento. Com ele, é possível programar e treinar a IA para efetuar várias medições e determinações de variáveis de interesse – como peso, formato, coloração, espessura e rugosidade – num lote de sementes. Pode-se também medir o comprimento de plântula (planta jovem, recém germinada), obtendo-se mais de 300 informações por objeto”, conta.

Missio destaca que, além disso, o equipamento pode ajudar em projetos de pesquisa e coleta de dados científicos, com aplicabilidade para diferentes áreas de interesse – como entomologia, silvicultura, solos, microbiologia e forrageiras, entre outras. “O aparelho também vai qualificar a produção de mudas de espécies florestais nativas, com sementes mais padronizadas e selecionadas, que vão resultar em mudas mais adequadas para a restauração de plantas nativas”, explica.

Texto: Ascom SeapiEdição: Secom





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Mercado do boi registra novas altas


A cotação do boi gordo registrou alta em parte das praças pecuárias do Brasil, impulsionada pela oferta limitada de animais prontos para o abate. As informações constam na análise divulgada nesta quinta-feira (2) no informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria.

No estado de São Paulo, a arroba apresentou valorização para todas as categorias. Segundo a Scot Consultoria, “em meio a uma oferta de boiadas que continuava enxuta e escalas de abate que estavam curtas, as indústrias pagaram mais pela arroba durante à tarde de ontem e hoje de manhã”. De acordo com o levantamento, “a referência para os machos subiu R$5,00/@, enquanto para as fêmeas subiu R$2,00/@”. As escalas de abate no estado estavam, em média, para seis dias.

Em Goiás, o cenário também foi marcado por oferta restrita de animais e programações de abate curtas. Conforme o relatório da Scot Consultoria, “havia pouca oferta de boiadas no estado e grande parte das indústrias estavam com escalas curtas”, o que levou frigoríficos que precisavam recompor as programações a pagar valores maiores pela arroba.

Na região de Goiânia, o preço do boi gordo subiu R$3,00 por arroba, enquanto o valor pago pelas fêmeas avançou R$5,00 por arroba. As escalas de abate na região estavam, em média, para oito dias. Já na região sul do estado, o levantamento aponta alta de R$2,00 por arroba para o boi gordo e de R$5,00 por arroba para as fêmeas. As escalas de abate estavam, em média, para cinco dias. No mercado do chamado “boi China”, destinado à exportação, também houve valorização. Segundo a Scot Consultoria, no estado o preço desse tipo de animal “subiu R$3,00/@”.

No Noroeste do Paraná, o mercado apresentou estabilidade nas cotações. De acordo com o informativo, “com uma oferta de boiadas que melhorou um pouco de ontem para hoje, os preços ficaram estáveis, embora ressalte-se que a oferta continua curta”. As escalas de abate na região estavam, em média, para sete dias.





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Cotações sobem mais de 11% em março, mas liquidez segue baixa no RS



Valores atuais permanecem abaixo do patamar necessário para assegurar a rentabilidade


Foto: Paulo Rossi Divulgação

Em março, os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul subiram mais de 11% em relação ao fechamento de fevereiro, apontam dados do Cepea. Apesar da valorização e da demanda firme, a liquidez permaneceu restrita durante todo o mês, devido à retração dos produtores, motivada pelo descompasso entre preços e os custos de produção, e à cautela dos agentes. Assim, as negociações ocorreram de forma pontual e em pequenos volumes. 

Mesmo com os avanços em março, pesquisadores do Cepea apontam que os valores atuais permanecem abaixo do patamar necessário para assegurar a rentabilidade do produtor. Ainda segundo o Cepea, com a redução das chuvas, produtores priorizaram as atividades de colheita, afastando-se do mercado spot. Apenas agentes com maior necessidade de caixa estiveram mais ativos, ainda que negociando volumes reduzidos. 





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RS colhe 73% da área de milho na safra



Produtividade do milho varia entre regiões



Foto: Pixabay

A colheita do milho alcança 73% da área cultivada no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (26) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o levantamento, os resultados são considerados satisfatórios na média, embora haja diferenças regionais relacionadas às condições hídricas registradas ao longo do ciclo da cultura.

Conforme o informativo, 14% das lavouras estão em fase de maturação e outros 13% permanecem em estádios anteriores de desenvolvimento. A Emater/RS-Ascar destaca que essas áreas “têm apresentado resposta positiva às precipitações, especialmente no que se refere à manutenção do enchimento de grãos e ao desenvolvimento vegetativo das áreas tardias”.

O avanço da colheita ocorre de forma desigual em diferentes regiões do estado. Segundo o relatório, esse ritmo é influenciado pela umidade dos grãos e pela ocorrência de chuvas recentes, que em alguns locais retardam a perda natural de umidade e dificultam a circulação de máquinas nas lavouras.

A produtividade também reflete o comportamento climático ao longo da safra. De acordo com a Emater/RS-Ascar, áreas que registraram regularidade hídrica e adotaram manejo adequado apresentam os melhores resultados, enquanto regiões que enfrentaram restrição de água em fases críticas do desenvolvimento da cultura tiveram perdas parciais.

As áreas ainda não colhidas correspondem, em grande parte, a plantios tardios ou de safrinha, que apresentam desenvolvimento heterogêneo. O relatório aponta que essa condição está associada à irregularidade das chuvas ocorridas em janeiro e fevereiro, além das diferenças entre ambientes produtivos.

A instituição estima que a área cultivada com milho no estado nesta safra seja de 803.019 hectares, com produtividade média projetada em 7.424 quilos por hectare.

No aspecto fitossanitário, o informativo registra a presença da cigarrinha-do-milho em lavouras do estado. A ocorrência tem intensidade variável e, segundo a Emater/RS-Ascar, não há registros generalizados de danos severos nesta fase final da cultura.





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Brasil exporta 3,2 mil toneladas de mel no bimestre


O Paraná ocupou a segunda posição no ranking das exportações brasileiras de mel natural no acumulado do primeiro bimestre de 2026. A informação consta no Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Segundo o levantamento, o estado exportou 693 toneladas de mel no período, gerando receita cambial de US$ 2,387 milhões, com preço médio de US$ 3,44 por quilo. No mesmo intervalo de 2025, o Paraná havia exportado 885 toneladas, com faturamento de US$ 2,845 milhões e preço médio de US$ 3,21 por quilo.

De acordo com o boletim, “no ranking das exportações de mel natural, o estado do Paraná ocupou a segunda posição no acumulado do primeiro bimestre de 2026”. Os dados indicam que, apesar da redução no volume embarcado, houve valorização no preço médio do produto.

No cenário nacional, as empresas brasileiras exportaram 3.210 toneladas de mel in natura entre janeiro e fevereiro de 2026, somando receita de US$ 11,204 milhões, conforme dados do Agrostat Brasil. O volume representa queda de 40% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 5.347 toneladas. A receita em dólares também recuou 32,1%, frente aos US$ 16,512 milhões registrados no primeiro bimestre do ano anterior.

Apesar da retração no volume, o preço médio nacional apresentou alta. Conforme o boletim, o valor médio do mel exportado chegou a US$ 3.490,43 por tonelada, aumento de 13% em comparação com o preço médio de US$ 3.088,07 por tonelada no mesmo período de 2025.

Entre os estados exportadores, Minas Gerais liderou o ranking, com receita de US$ 4,159 milhões obtida a partir da exportação de 1.177 toneladas, com preço médio de US$ 3,54 por quilo. No mesmo período do ano anterior, o estado havia exportado 1.827 toneladas, gerando receita de US$ 5,632 milhões.

Na terceira posição aparece Santa Catarina, com receita de US$ 1,068 milhão e exportação de 309 toneladas a um preço médio de US$ 3,46 por quilo. Em seguida está a Bahia, que registrou receita de US$ 834.006 com a exportação de 239 toneladas de mel, comercializadas a um preço médio de US$ 3,48 por quilo.

Os Estados Unidos permaneceram como principal destino do mel brasileiro no primeiro bimestre de 2026. O país respondeu por 55,2% de todo o volume exportado, com 3.210 toneladas adquiridas e receita de US$ 6,204 milhões, a um preço médio de US$ 3,50 por quilo. No mesmo período de 2025, haviam sido importadas 4.519 toneladas, com receita de US$ 13,895 milhões.

Além do mercado norte-americano, outros parceiros comerciais também importaram mel brasileiro no período. Entre eles estão Canadá, Alemanha, Polônia, Filipinas e Reino Unido.

O boletim também destaca mudanças recentes na política tarifária aplicada pelos Estados Unidos. Em 20 de fevereiro de 2026, decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a tarifa de 50% que incidia sobre produtos brasileiros, conhecida como tarifa recíproca. Com a decisão, setores agropecuários como pescados, mel, uva, tabaco e café solúvel passaram a se enquadrar na tarifa geral de 10%, podendo chegar a 15%.

Segundo o relatório, “somente a partir de março e abril do ano corrente será possível vislumbrar o impacto da queda da sobretaxa de 50% sobre o mel brasileiro”. Ainda assim, o documento ressalta que, no primeiro bimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, o setor registrou retração de 60,8% no volume embarcado e de 55,3% na receita cambial.

Apesar da queda nas exportações, houve aumento no preço pago pelo produto brasileiro no mercado norte-americano. O valor médio da tonelada de mel adquirida pelos Estados Unidos passou de US$ 3.074,80 em 2025 para US$ 3.503,22 em 2026, crescimento de 13,9%.

De acordo com o boletim, esse cenário pode favorecer uma recuperação das exportações ao longo do ano. “Esse alívio tarifário, somado ao crescimento de 13,9% no valor da tonelada paga pelos EUA, abre uma perspectiva otimista para a recuperação do mel brasileiro ao longo do ano”, aponta o documento.





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Produção de azeite ganha ritmo no sul do RS


A colheita de azeitonas avança na região administrativa de Bagé, no Rio Grande do Sul, e já alcança cerca de 30% da área em idade produtiva. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (26) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o relatório, os trabalhos se concentram especialmente nas cultivares Arbequina, Arbosana e Frantoio, presentes em pomares de Bagé e municípios vizinhos.

Segundo a Emater/RS-Ascar, as primeiras cargas encaminhadas para processamento apresentaram rendimento reduzido na extração de azeite. O informativo registra que “as primeiras cargas processadas apresentaram rendimento de azeite bastante baixo, de 4,5% a 5%, onde houve estresse causado pela estiagem na fase final de maturação das azeitonas”.

Com o avanço da colheita, no entanto, os índices de extração passaram a melhorar. De acordo com o documento, “atualmente o rendimento já passou para patamares mais satisfatórios, de 11% a 12%”.

O relatório também aponta expectativa positiva em relação à qualidade do azeite produzido nesta safra. Conforme a Emater/RS-Ascar, as condições sanitárias dos olivais e o clima durante o período de colheita contribuem para esse cenário.

Enquanto a nova produção não chega ao mercado, a oferta do produto na região permanece limitada. Segundo o informativo, o azeite disponível nas lojas e mercados locais está praticamente esgotado desde o início do ano, o que tem aumentado a expectativa dos consumidores pela chegada da nova safra ao comércio. A previsão é de que os primeiros lotes estejam disponíveis apenas no final de abril.

A safra também foi marcada pela realização da 1ª Abertura Oficial da Colheita da Azeitona de Bagé, ocorrida em 18 de março. O encontro reuniu produtores, instituições, autoridades, guias de turismo, representantes da rede hoteleira, restaurantes e profissionais da comunicação.





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área de trigo deve cair na safra paranaense



Safra de cevada pode superar 500 mil toneladas



Foto: Divulgação

A primeira estimativa para a safra de cereais de inverno de 2026 no Paraná foi divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural, órgão da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. O levantamento integra o Boletim Conjuntural e apresenta as projeções iniciais para culturas como trigo, cevada e aveia no estado.

De acordo com o relatório, a área cultivada com trigo deve registrar redução de 6% em relação ao ciclo anterior. A retração ocorre em um cenário em que parte das áreas tende a migrar para o cultivo de milho e também para outros cultivos de inverno.

Enquanto o trigo perde espaço, a expectativa é de crescimento no plantio de cevada. Segundo o boletim, “a cevada deve ter uma área maior de cultivo mesmo com preços menos atrativos que no ano anterior”. A estimativa indica aumento de 14% na área, passando de 104 mil hectares colhidos em 2025 para cerca de 118 mil hectares previstos para a semeadura em 2026.

O desempenho da safra passada influencia diretamente essa projeção. Conforme o Deral, “pesa favoravelmente a esta situação a grande safra obtida em 2025, que mesmo com um grande volume foi totalmente absorvida pelas indústrias de malte”. O boletim destaca que essas indústrias estimulam o cultivo ao garantir a compra futura da produção, desde que os agricultores atendam aos padrões de qualidade exigidos.

Caso as produtividades obtidas em 2025 se repitam, a produção pode superar meio milhão de toneladas. Segundo o Deral, esse volume teria potencial para reduzir a necessidade de importações brasileiras do cereal realizadas pelas próprias indústrias do setor.

Outros cereais de inverno também devem ampliar presença nas lavouras do estado. A previsão é de aumento na área cultivada com aveia-preta e aveia-branca. De acordo com o boletim, as áreas devem crescer 7% e 3%, respectivamente, completando o quadro das principais culturas previstas para o período de plantio de inverno no Paraná.





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Permuta por grãos vira saída em meio à incerteza



Apesar das vantagens, a decisão exige cautela e planejamento


Apesar das vantagens, a decisão exige cautela e planejamento
Apesar das vantagens, a decisão exige cautela e planejamento – Foto: Canva

Em meio a um ambiente de maior instabilidade econômica, o produtor rural brasileiro tem reforçado o uso de estratégias para proteger sua atividade e garantir previsibilidade. Segundo análise de Ricardo leite, especialista em agronegócio, a permuta de insumos por grãos futuros volta a ganhar espaço como ferramenta relevante nesse cenário.

A prática, já conhecida no campo, passa a ter papel mais estratégico diante de juros elevados, oscilações nos preços das commodities e incertezas geopolíticas. Ao adotar o modelo de barter, o produtor busca equilibrar fatores essenciais do negócio, como a proteção de margem ao travar custos de produção, a melhoria na gestão de caixa ao reduzir desembolsos imediatos e a mitigação de riscos em um ambiente ainda considerado imprevisível.

Apesar das vantagens, a decisão exige cautela e planejamento. A estratégia pode limitar ganhos em momentos de alta nos preços, além de aumentar a dependência de bons níveis de produtividade. Nesse contexto, cresce a necessidade de uma gestão técnica e financeira mais rigorosa, com atenção constante ao comportamento do mercado.

O avanço da permuta não está ligado apenas a questões de custo ou acesso ao crédito, mas reflete uma mudança mais ampla no perfil do produtor. As decisões financeiras ganham protagonismo e passam a ter peso semelhante ao das escolhas agronômicas, influenciando diretamente os resultados da atividade.

Em um cenário como o atual, produzir mais já não é suficiente. A capacidade de interpretar o mercado, gerenciar riscos e estruturar operações eficientes se torna decisiva para a sustentabilidade do negócio. Esse movimento reforça a transformação do produtor rural, que assume cada vez mais o papel de gestor estratégico, acompanhando a evolução do agronegócio brasileiro.

 





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