terça-feira, abril 28, 2026

Política & Agro

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Minas registra 1ª importação de tilápia desde 1997


Minas Gerais registrou, pela primeira vez desde 1997, a importação de tilápia, mesmo em um cenário de expansão da piscicultura estadual. Em fevereiro de 2026, o estado importou 122 toneladas do Vietnã, segundo dados do ComexStat. É o primeiro registro desse tipo desde o início da série histórica.

O movimento acompanha uma tendência nacional. No mesmo período, o Brasil importou mais de 1,3 mil toneladas de filé de tilápia do Vietnã, volume equivalente a cerca de 4,1 mil toneladas de peixe vivo, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária. Pela primeira vez, as importações superaram as exportações brasileiras e passaram a representar 6,5% da produção mensal do país.

Segundo a analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Nathália Rabelo, o dado chama atenção porque Minas Gerais vem ampliando sua participação na piscicultura nacional, com crescimento acima da média do país e expansão em regiões como Morada Nova de Minas, atualmente o maior município produtor de tilápia do Brasil.

“A importação não está relacionada à falta de oferta interna, mas a fatores econômicos e comerciais. O filé importado, principalmente do Vietnã, chega ao mercado com preços mais competitivos, resultado da produção em larga escala e dos custos menores no país asiático. O momento exige atenção, já que Minas vem ampliando sua participação na produção nacional de forma consistente, e a entrada de produto importado pode comprometer a competitividade da cadeia produtiva estadual”, explica a analista.

Apesar do avanço das importações, a produção de tilápia segue em crescimento. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil produziu 442 mil toneladas em 2023 e avançou para 499 mil toneladas em 2024, alta de 12,8%. Em Minas Gerais, o crescimento foi mais acelerado: a produção passou de 45,5 mil toneladas em 2023 para 58,4 mil toneladas em 2024, aumento de 28%.

Com isso, o estado passou a responder por cerca de 11,7% da produção nacional e ocupa a terceira posição no ranking brasileiro, atrás de Paraná e São Paulo.

Além do aumento do volume produzido, Minas Gerais tem ampliado a estrutura da cadeia produtiva com investimentos em tecnologia, genética, nutrição e processamento, o que amplia o potencial de expansão da atividade.

“A importação de filé de tilápia do Vietnã não é uma preocupação futura, ela já está impactando o setor. Outros estados com forte produção, como Paraná, Santa Catarina e, mais recentemente, São Paulo, já adotaram medidas de proteção à cadeia produtiva local. Minas Gerais, que é um dos principais polos produtores do país e tem em Morada Nova de Minas a capital nacional da tilápia, precisa agir com a mesma urgência”, afirma o produtor Carlos Junior de Faria Ribeiro.

Ele aponta a questão tributária como um dos pontos críticos. “O produtor e a indústria mineira pagam ICMS, enquanto o filé importado do Vietnã entra no estado sem essa mesma carga. Na prática, Minas Gerais acaba subsidiando o produtor estrangeiro, quando deveria fortalecer e proteger quem produz aqui, gera emprego e movimenta a economia local”, diz.

A sanidade da produção nacional também é apontada como preocupação. A importação pode ampliar o risco de introdução de doenças exóticas, como o vírus da tilápia do lago, conhecido como Tilapia Lake Virus. O Brasil é considerado livre da enfermidade, e a eventual entrada do patógeno poderia causar prejuízos para a piscicultura.

Outro tema acompanhado pelo setor é a possibilidade de a tilápia ser classificada como espécie exótica invasora no país. Em 2025, a Comissão Nacional de Biodiversidade avançou na discussão sobre uma nova lista de espécies, mas a elaboração do documento foi suspensa para reavaliação dos critérios.





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Conab doa 23,7 toneladas de alimentos ao Acampamento Terra Livre, em Brasília


Em apoio à maior mobilização indígena do país, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) doou 23,7 toneladas de alimentos ao 22º Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF). Do total, 19,3 toneladas correspondem a 900 cestas da Ação de Distribuição de Alimentos a Grupos Populacionais Específicos (ADA). Outras 4,4 toneladas, incluindo hortifrútis orgânicos, farinhas e polpa de frutas, foram entregues por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A ação da Conab, realizada pelo quarto ano consecutivo, reforça as cozinhas que preparam as refeições diárias para cerca de 6 mil participantes.

Nesta terça-feira (7), o diretor de Política Agrícola e Informações (Dipai) da Conab, Silvio Porto, e a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Lilian Rahal, estiveram na cozinha central do acampamento. Na ocasião, Porto destacou a atuação da Companhia junto aos povos indígenas e comunidades tradicionais, especialmente por meio do PAA. Segundo ele, cerca de 20% do programa é destinado a esse público, com maior concentração na região amazônica, mas também com alcance em outros estados. 

“O PAA fortalece a segurança alimentar e nutricional desses povos e, ao mesmo tempo, gera renda para as famílias, a partir da própria produção nas aldeias. É uma política que valoriza o modo de vida, a cultura alimentar e a sustentabilidade nos territórios indígenas, com os próprios indígenas colocando seus alimentos em circulação, inclusive para a alimentação escolar”, afirmou o diretor.

A operação logística das cestas teve início no sábado (3) e foi concluída nesta terça, no Eixo Cultural Ibero-Americano, local que sedia o evento. Elas estavam armazenadas na Unidade Armazenadora da Conab, em Goiânia (GO), e foram entregues pela Companhia após demanda do Ministério dos Povos Indígenas (MPI). Já os alimentos do PAA foram produzidos por associações de mulheres e cooperativas do Distrito Federal. 

As cestas, com 21,5 quilos cada, contêm arroz beneficiado, feijão carioca, leite em pó integral, óleo de soja, farinha de mandioca, macarrão espaguete, açúcar cristal, flocos de milho, sardinha em óleo e sal. Os alimentos foram adquiridos com recursos do MDS, num investimento de R$ 153 mil. Em complemento às cestas, a ação da Conab incluiu a entrega de alimentos frescos e orgânicos do PAA, como abacate, banana, batata-doce, beterraba, quiabo, milho verde, mandioca e abóbora seca, além de colorau, açafrão e polpa de frutas, ampliando a diversidade nutricional e a qualidade da alimentação.

Para Kleber Karipuna, coordenador-executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), o apoio da Conab é muito importante para a realização do Acampamento Terra Livre, ao garantir a alimentação dos indígenas com produtos da agricultura familiar. Ele ressaltou que a iniciativa reforça a soberania alimentar dos povos e evidencia o papel dos próprios indígenas na produção de alimentos e na preservação dos territórios, centrais no enfrentamento à crise climática.

“A doação de alimentos da agricultura familiar é fundamental para manter milhares de indígenas aqui em Brasília com dignidade, sem abrir mão da nossa cultura alimentar. Nós somos os povos que produzem, que protegem e que mantêm os territórios preservados. Fortalecer os povos indígenas é também garantir a proteção da biodiversidade e o enfrentamento à crise climática”, disse Karipuna.

Já Lilian frisou a importância de oferecer verduras, frutas e hortaliças que combinam com o hábito alimentar das diversas etnias presentes, ajudando-as a se sentirem mais à vontade no acampamento. “Temos sempre de lembrar que os povos indígenas são prioritários em nossas ações por meio do PAA e da entrega de cestas. Assim a gente pode garantir a segurança alimentar destas comunidades tanto pela geração de renda quanto pela destinação dos alimentos adequados aos hábitos alimentares delas. Para a gente é muito importante poder trazer estes alimentos”, explicou a secretária do MDS. 

O Acampamento

Realizado desde 2004, o Acampamento Terra Livre é a principal assembleia dos povos e organizações indígenas do país e ocorre, tradicionalmente, em abril, em Brasília. A mobilização marca o início do Abril Indígena, é organizada pela APIB e reúne lideranças de todas as regiões. Neste ano, a 22ª edição traz como tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”. A programação aborda ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários e apresenta propostas de enfrentamento à crise climática e de fortalecimento da democracia.





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Praga do milho provoca prejuízo de R$ 33,6 bilhões por ano


O maior pesadelo sanitário dos produtores de milho do país, uma praga chamada cigarrinha-do-milho, causa prejuízo anual estimado em US$ 6,5 bilhões, o equivalente a R$ 33,6 bilhões, com base no câmbio atual. Nas quatro safras de 2020 a 2024, as perdas causadas pelo inseto nas lavouras alcançaram US$ 25,8 bilhões, mais de R$ 134,16 bilhões.

O impacto reflete perda média de produção de 22,7% entre 2020 e 2024, equivalente a cerca de 31,8 milhões de toneladas de milho por ano. Cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos deixaram de ser produzidas.

Além disso, custos de aplicação de inseticidas para o controle do Dalbulus maidis, nome científico da cigarrinha-do-milho, aumentaram 19% no período, superando US$ 9 (R$ 46) por hectare.

As estimativas fazem parte de um estudo divulgado nesta terça-feira (7) pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

Revista científica

O levantamento foi publicado na edição de abril da revista científica internacional Crop Protection, direcionada a proteção de cultivos agrícolas.

Com base em dados desde 1976 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, os pesquisadores calcularam os danos dos enfezamentos do milho, doença causada por bactérias transmitidas pela cigarrinha-do-milho.

Também participaram do estudo especialistas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Segundo a Embrapa, a praga é “o maior desafio sanitário do sistema produtivo de milho no Brasil das últimas décadas”.

O levantamento foi conduzido em 34 municípios representativos das principais regiões produtoras do Brasil.

De acordo com o pesquisador da divisão Cerrados da Embrapa, Charles Oliveira, “em cerca de 80% das localidades avaliadas, a cigarrinha ou os enfezamentos foram apontados como fator central para a queda de produtividade”.

A praga

A cigarrinha-do-milho adquire os patógenos causadores do enfezamento (falta de desenvolvimento) do milho ao se alimentar em plantas de milho infectadas e, depois, passa a transmiti-los para as plantas sadias.

A doença se desenvolve no milho de duas formas: o pálido e o vermelho. Também altera a coloração da planta e também leva ao aparecimento de estrias, além, claro, de afetar a produção de grãos.

O pesquisador Charles Oliveira chama atenção para o fato de que não há tratamento preventivo contra o enfezamento causado pela praga, o que pode levar à perda total de lavouras.

Oliveria contextualiza que a doença é conhecida desde a década de 70, mas que surtos epidêmicos tornaram-se frequentes a partir de 2015.

“Mudanças no sistema de produção ocorridas nas últimas décadas, como a expansão da safrinha [segunda safra de milho no mesmo ano agrícola] e o cultivo de milho durante quase todo o ano, criou um cenário favorável para a sobrevivência da cigarrinha e dos microrganismos”, descreve.

Ameaça ao campeão de produção

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho e um dos principais exportadores do grão. A estimativa para a safra 2025/2026 é de uma produção de 138,4 milhões de toneladas, segundo a Conab, e um valor de produção de cerca de US$ 30 bilhões (quase R$ 155 bilhões).

O assessor técnico da CNA Tiago Pereira aponta que a praga representa “perdas que impactam diretamente a renda do produtor, a estabilidade produtiva e a competitividade do país”.

A pesquisadora da Epagri, Maria Cristina Canale, aponta que os danos não ficam restritos da porteira das fazendas para dentro.

“Como o milho é base para a produção de proteína animal (aves, suínos e leite) e biocombustíveis, as quebras de safra elevam os preços para o consumidor e afetam a balança comercial brasileira”, diz.

Para ela, estudos que levam a mensurar os prejuízos são úteis para “orientar a destinação de recursos financeiros, orientar o setor de seguro agrícola, definir janelas de plantio, planejar estratégias para mitigar os danos e avaliar a eficácia das práticas adotadas”.

Cuidado com as safras

No cenário em que a cigarrinha-do-milho tem alta capacidade de reprodução e dispersão e sem tratamento preventivo, a Embrapa lista recomendações que podem minimizar o alcance da praga. Há também uma cartilha online para orientar agricultores.

Entre os cuidados sugeridos estão:

  • Eliminação do milho tiguera (plantas voluntárias que surgem na entressafra pela perda de grãos na colheita e no transporte): quebra o ciclo de vida do vetor e do patógeno.
  • Sincronização do plantio: evita janelas de semeadura longas que favorecem a dispersão da cigarrinha entre as lavouras.
  • Uso de cultivares resistentes ou tolerantes mantém níveis elevados de produtividade mesmo sob pressão das doenças.
  • Manejo inicial com aplicação de controle químico e biológico nos estádios iniciais da planta: previne que a infecção cause danos mais severos.
  • Monitoramento: implica vigilância constante e coordenada entre produtores vizinhos.

Existe a tentativa de usar controle biológico com fungos entomopatogênicos, inimigos naturais da praga, uma vez que algumas populações de cigarrinha-do-milho já apresentam resistência a certos grupos de inseticidas.





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Nova técnica pode aumentar rendimento


A evolução das tecnologias de plantio tem impulsionado novas abordagens para aumentar a eficiência e a produtividade no campo. Entre essas inovações, o uso de sistemas de semeadura de precisão vem ganhando espaço ao propor maior controle sobre a distribuição das sementes e melhores condições de desenvolvimento das lavouras.

A DLG, Sociedade Alemã de Agricultura, lançou recentemente a publicação “Single-seed sowing of cereals”, dentro de sua série Expert Knowledge, com foco na semeadura de grãos individuais em cereais. O material apresenta uma análise prática sobre o estágio atual da tecnologia, reunindo contribuições de especialistas, pesquisadores e profissionais do setor.

O estudo destaca que, ao contrário da semeadura convencional, que distribui sementes de forma menos uniforme, o sistema de precisão posiciona cada unidade em espaçamento e profundidade definidos. Resultados observados por instituições de pesquisa e fabricantes indicam que, em condições favoráveis, essa técnica pode proporcionar lavouras mais uniformes, leves ganhos de produtividade, melhor aeração e, em alguns casos, menor incidência de doenças.

Também há relatos de maior resiliência das plantas, especialmente em períodos de seca na primavera. Apesar disso, o avanço da tecnologia ainda enfrenta desafios técnicos e econômicos, como a necessidade de alta precisão em velocidades operacionais e o maior custo de aquisição e manutenção dos equipamentos.

O conteúdo também dialoga com tendências apresentadas na Agritechnica, feira internacional de máquinas agrícolas, onde foram evidenciados avanços como a integração de insumos em uma única operação, automação de processos e uso de softwares para otimizar o plantio. Soluções digitais e sistemas autônomos reforçam o movimento de modernização das operações agrícolas.

A publicação conclui que a semeadura de precisão apresenta potencial agronômico relevante, mas sua adoção em larga escala ainda depende de fatores econômicos e da evolução tecnológica, mantendo-se como uma alternativa promissora para decisões mais eficientes no campo.

 





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Agricultura pode dar muito mais lucro com método simples



A proposta do guia é apresentar caminhos para transformar a gestão informal


A proposta do guia é apresentar caminhos para transformar a gestão informal
A proposta do guia é apresentar caminhos para transformar a gestão informal – Foto: Divulgação

A busca por maior eficiência e rentabilidade no campo tem impulsionado a adoção de práticas de gestão mais estruturadas nas propriedades rurais. Em meio a desafios como endividamento, falta de planejamento e dificuldades no controle financeiro, cresce a necessidade de profissionalização da administração agrícola para garantir sustentabilidade e continuidade das atividades.

Nesse contexto, chega ao mercado o livro “Colhendo resultados: O Guia prático da agricultura moderna e mais lucrativa”, desenvolvido pela médica-veterinária e consultora do agronegócio Ana Rita Scozzafave Alves, CEO do Grupo SCZ Agro & Agrointeligência. A obra reúne experiências práticas acumuladas ao longo de mais de 30 anos, com exemplos reais que podem ser aplicados em diferentes perfis de propriedades rurais.

A proposta do guia é apresentar caminhos para transformar a gestão informal em um modelo profissional, com foco em planejamento, controle de custos, uso de tecnologia e estratégias de comercialização. O conteúdo também aborda a importância da tomada de decisão baseada em dados e da conexão com o mercado, além de destacar práticas sustentáveis como fator de competitividade.

Dividido em oito capítulos, o livro inclui planilhas operacionais editáveis, modelos de contratos e protocolos de gerenciamento, voltados a produtores, herdeiros, técnicos e profissionais do setor. A autora contextualiza que o material foi construído a partir de situações reais vivenciadas no campo, com o objetivo de tornar a atividade mais eficiente e lucrativa. “A mudança precisa começar agora. Adquira seu exemplar e dê o primeiro passo para colher os resultados que o seu trabalho merece”, finalizou a autora.

 





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boi gordo deve elevar VBP da pecuária



VBP da bovinocultura avança em 2026



Foto: Divulgação

Segundo dados da análise semanal divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a estimativa do Valor Bruto da Produção da bovinocultura de corte em Mato Grosso aponta crescimento para 2026. O levantamento indica que o VBP total da agropecuária do estado deve alcançar R$ 208,35 bilhões no período.

De acordo com o instituto, o valor projetado representa retração de 2,18% em relação a 2025, movimento associado principalmente à menor produção agrícola. “Segundo o Imea, o VBP da agropecuária de MT está estimado em R$ 208,35 bilhões em 2026, retração de 2,18% frente a 2025, influenciada pela menor produção agrícola”, informa o relatório.

Na pecuária, por outro lado, a expectativa é de valorização da arroba do boi gordo, sustentada pelo ciclo pecuário, marcado pela retenção de fêmeas e pela demanda por animais terminados. O documento destaca que, “apesar de os abates terem se mantido aquecidos, a tendência em 2026 é de ajuste na oferta, com redução gradual diante da demanda robusta”.

Nesse cenário, a bovinocultura de corte deve responder por 20,21% do VBP estadual, com valor estimado em R$ 42,10 bilhões, avanço de 6,87% na comparação anual. Segundo o instituto, “o principal vetor de crescimento do VBP em 2026 tende a ser o preço, mais do que o volume, reforçando o movimento de transição do ciclo”.





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Pesquisa do IAC mostra que a produção e o porte da lima-ácida ‘Tahiti’ são diretamente influenciados pelo porta-enxerto


A lima ácida ‘Tahiti’ — uma das frutas mais produzidas no Brasil — apresenta sazonalidade definida, com maior oferta no primeiro semestre e menor produção, porém com preços mais elevados no período de julho a novembro. Nesse contexto, o manejo e, principalmente, a escolha do porta-enxerto são fatores determinantes para o sucesso da cultura, influenciando produtividade, vigor, qualidade dos frutos, resistência a doenças e tolerância ao déficit hídrico. Cerca de 90% dos pomares nacionais de Tahiti são plantados com materiais do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, que para seguir contribuindo com o setor, realiza estudos de avaliação de porta-enxertos, especialmente em condições de estresse hídrico. O objetivo é identificar combinações mais eficientes entre copas e porta-enxertos.

Esse assunto será tema da palestra da pesquisadora do Instituto, Mariângela Cristofani Yaly durante o 26º Dia do Limão Tahiti e a 7ª Expolimão, dia 09 de abril, em Bebedouro, interior paulista. Os eventos são direcionados a produtores e empresários do setor e a programação está no link https://ccsm.br/eventos/dia-limao-tahiti/. A realização é uma parceria do IAC com a APTA Regional Pindorama e a Fundação Coopercitrus Credicitrus.

Os resultados desses experimentos conduzidos pelo Centro de Citricultura “Sylvio Moreira” do IAC em colaboração com parceiros estão demonstrando que a escolha do porta-enxerto deve ser realizada em conjunto com o clone de lima-ácida ‘Tahiti’, especialmente em sistemas irrigados. A maior produção observada em alguns porta-enxertos de menor porte sugere precocidade produtiva, característica desejável quando ocorre suplementação hídrica.

De forma prática, verifica-se que o porta-enxerto influencia diretamente o porte e a produção da lima-ácida ‘Tahiti’. A presença de interação significativa indica que recomendações baseadas apenas no desempenho médio dos porta-enxertos podem levar a interpretações equivocadas. Por isso, é fundamental considerar o comportamento específico de cada combinação.

“Porta-enxertos vigorosos proporcionam maior crescimento vegetativo, mas não necessariamente maior produção inicial. Por sua vez, materiais de menor vigor podem ser indicados para plantios adensados e sistemas irrigados, com maior eficiência produtiva. Assim, a escolha da combinação copa/porta-enxerto deve considerar o sistema de produção adotado”, explica a pesquisadora do IAC, ligado à APTA (Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).

Para avaliar novas combinações de copas e porta-enxertos em diferentes regiões paulistas, incluindo Araras, Bebedouro, Cordeirópolis, Paranapuã e Cândido Rodrigues, o IAC conta com os seguintes parceiros: Embrapa Mandioca e Fruticultura, Fundação Coopercitrus Credicitrus e os produtores de lima ácida Tahiti, Edvaldo Costa Mello e Valentim Ocimar Gavioli.

O limão Cravo permanece como principal porta-enxerto, possivelmente devido à ampla utilização do clone Quebra-Galho, embora o trifoliata Flying Dragon esteja consolidado e em expansão, impulsionado pela busca por plantas de menor porte sem comprometer a qualidade dos frutos”, comenta a cientista.

Os cinturões citrícolas paulista e mineiro são responsáveis por cerca de 70% da área cultivada no país, que é um dos principais produtores mundiais de limas ácidas e limões. O Estado de São Paulo concentra grande parte da produção nacional em extensa área cultivada.

SERVIÇO

26º Dia do Limão Tahiti e 7ª Expolimão

Local: Fundação Coopercitrus/Credicitrus Rodovia Brigadeiro Faria Lima, km 384 Sul Lote A – Bebedouro/SP

Data: 09 de abril de 2026

Horário: 7h às 17h





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Brasil abre mercados no Peru e nas Filipinas


O governo do Brasil concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para o Peru e para as Filipinas. No caso do Peru, a abertura contempla sementes de pimenta da espécie Capsicum baccatum, que inclui variedades conhecidas e consumidas, como dedo-de-moça e cambuci, além de tipos utilizados na produção de pimenta calabresa. Em 2025, o Peru importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, complexo soja, cereais, farinhas e preparações.

Já no caso das Filipinas, a abertura de mercado envolve os chamados dry distillers grains (DDG) de milho, coproduto obtido no processamento do cereal para a produção de etanol. O produto é utilizado na alimentação animal, principalmente em formulações destinadas a bovinos, suínos, aves e outros rebanhos. Com cerca de 112 milhões de habitantes, o país asiático importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 557 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Segundo o governo brasileiro, os resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores.

O governo do Brasil concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para o Peru e para as Filipinas.

No caso do Peru, a abertura contempla sementes de pimenta da espécie Capsicum baccatum, incluindo variedades como dedo-de-moça e cambuci, além de tipos utilizados na produção de pimenta calabresa. Em 2025, o país sul-americano importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, entre eles produtos florestais, carnes, complexo soja, cereais, farinhas e preparações.

Já nas Filipinas, a abertura de mercado envolve os dry distillers grains (DDG) de milho, coproduto obtido durante o processamento do cereal para a produção de etanol. O produto é utilizado na alimentação animal, principalmente em formulações destinadas a bovinos, suínos e aves. Com cerca de 112 milhões de habitantes, o país asiático importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro soma 557 aberturas de mercado desde o início de 2023. Os resultados, segundo o governo, são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).





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Regularização de propriedades rurais chega a mais 50 municípios


A cidadania chega a mais produtores rurais de Minas. O secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, firmou nesta terça-feira (07/04), acordos de cooperação técnica com mais 50 municípios selecionados em Edital de Chamamento Público do Programa Estadual de Regularização Fundiária Rural. Trata-se de uma das principais ações do Governo de Minas, voltada à regularização de terras devolutas no estado. A cerimônia, realizada na sede da Seapa, em Belo Horizonte, reuniu dezenas de representantes de prefeituras.

Com a formalização dos acordos, sobe para 270 o número de municípios atendidos pelo programa, que permite a concessão de títulos de propriedade da terra a produtores que vivem há anos em áreas devolutas. De 2019 até abril deste ano, a ação  já resultou na entrega de mais de 13,4 mil títulos de propriedade a agricultores em 133 cidades. A meta é chegar à concessão de 18 mil documentos até o fim de 2026. 

“O trabalho de regularização da propriedade da terra só é possível com o envolvimento das prefeituras, que lidam diariamente com a realidade dos produtores. É de encher os olhos ver as pessoas emocionadas receberem o documento, que lhes assegura a cidadania no campo”, disse o secretário Thales Fernandes.

Além de segurança jurídica, o título garante ao produtor acesso a diversas políticas públicas como o crédito rural, abrindo caminhos para investimentos na propriedade e expansão das atividades produtivas, com a geração de emprego e aumento da renda familiar. O documento facilita também os processos de aposentadoria dos produtores.

Critérios

Com as  assinaturas dos acordos, as prefeituras passam a contar com o apoio técnico da Seapa na execução das ações de regularização das propriedades rurais. Desde 2019, a Seapa passou a utilizar editais para ampliar o alcance do programa com critérios objetivos e maior transparência. Esta é a terceira edição do chamamento, que considerou indicadores como Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), percentual da população rural e demanda por regularização para classificar os municípios participantes.

Pelo termo de cooperação, caberá aos municípios organizar a divulgação e a realização de audiências públicas, além de mobilizar os produtores rurais. Já a Seapa será responsável pelo cadastramento dos interessados, publicação de editais, georreferenciamento das áreas e análise dos requisitos legais para a concessão dos títulos. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) também atua como parceira no processo de cadastramento dos produtores. 

O subsecretário de Assuntos Fundiários e Fomento Florestal, José Ricardo Roseno, destacou que a regularização da propriedade da terra  como um fator de transformação na vida dos produtores.. A secretária de Agricultura de Caranaíba, Natália Patrícia de Souza Henriques, que o diga. “A ação é de grande importância para a população do nosso  município, que  é 70% rural. Ter o documento da terra permite aos produtores terem acesso a crédito, possibilitando o aumento da produção e da renda, impactando diretamente na economia das comunidades”, relatou. Prefeito de Vargem Grande do Rio Pardo, Gabriel Braz vai além. “Os títulos são um presente de Deus para um povo tão sofrido que costuma esperar 40 anos pelo documento. Eles passam a ter dignidade.”





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Balança comercial tem superávit de US$ 6,4 bilhões


Os dados da Balança Comercial mostram que, em março de 2026, o Brasil registrou exportações de US$ 31,6 bilhões e importações de US$ 25,2 bilhões. O resultado gerou superávit de US$ 6,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 56,8 bilhões.

No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões e as importações alcançaram US$ 68,2 bilhões. O saldo positivo foi de US$ 14,2 bilhões, enquanto a corrente de comércio atingiu US$ 150,5 bilhões. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Na comparação entre março de 2026 e março de 2025, quando as exportações haviam somado US$ 28,73 bilhões, houve crescimento de 10,0%. As importações também avançaram no período, passando de US$ 20,99 bilhões para US$ 25,2 bilhões, alta de 20,1%. Com esse desempenho, a corrente de comércio de março de 2026 alcançou US$ 56,8 bilhões, com superávit de US$ 6,4 bilhões. Em relação ao mesmo mês de 2025, a corrente de comércio registrou crescimento de 14,3%.

No acumulado de janeiro a março, as exportações passaram de US$ 76,88 bilhões em 2025 para US$ 82,34 bilhões em 2026, avanço de 7,1%. No mesmo intervalo, as importações cresceram 1,3%, passando de US$ 67,27 bilhões para US$ 68,16 bilhões. Com isso, a corrente de comércio totalizou US$ 150,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na análise por setores, as exportações de março de 2026 registraram crescimento de US$ 0,09 bilhão na agropecuária, alta de 1,1%; avanço de US$ 1,96 bilhão na indústria extrativa, aumento de 36,4%; e expansão de US$ 0,81 bilhão na indústria de transformação, crescimento de 5,4%. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações cresceram US$ 0,4 bilhão na agropecuária, alta de 2,4%; US$ 3,83 bilhões na indústria extrativa, aumento de 22,6%; e US$ 1,18 bilhão na indústria de transformação, crescimento de 2,8%.

No caso das importações, em março de 2026 houve aumento de US$ 4,02 bilhões na indústria de transformação, alta de 20,8%, e de US$ 0,23 bilhão na indústria extrativa, crescimento de 24,1%, enquanto a agropecuária registrou queda de US$ 0,06 bilhão, retração de 10,2%. No acumulado de janeiro a março de 2026, as importações da indústria de transformação cresceram US$ 1,41 bilhão, alta de 2,3%. Já a agropecuária registrou queda de US$ 0,34 bilhão, retração de 19,9%, e a indústria extrativa recuou US$ 0,22 bilhão, queda de 7,4%.

Nas exportações de março de 2026, a agropecuária somou US$ 8,26 bilhões, a indústria extrativa alcançou US$ 7,36 bilhões e a indústria de transformação totalizou US$ 15,82 bilhões, resultado que contribuiu para o aumento das vendas externas no período.

Entre os produtos que impulsionaram as exportações estão animais vivos, soja e algodão em bruto na agropecuária; outros minerais em bruto, minérios de metais de base e óleos brutos de petróleo na indústria extrativa; além de carne bovina, óleos combustíveis e ouro não monetário na indústria de transformação. Por outro lado, alguns produtos registraram retração nas vendas externas, entre eles mel natural, café não torrado e sementes oleaginosas na agropecuária; minério de ferro, minérios de níquel e minérios de alumínio na indústria extrativa; e açúcares e melaços, celulose e válvulas e dispositivos industriais na indústria de transformação.

No acumulado de janeiro a março de 2026, a agropecuária exportou US$ 17,21 bilhões, a indústria extrativa somou US$ 20,82 bilhões e a indústria de transformação atingiu US$ 43,86 bilhões, resultado que contribuiu para a expansão das exportações totais. O avanço foi influenciado principalmente pelas vendas de animais vivos, milho e soja na agropecuária; minério de Ferro, minérios de Cobre e petróleo bruto na indústria extrativa; e carne bovina, aeronaves e ouro não monetário na indústria de transformação. Apesar do crescimento geral das exportações, alguns produtos apresentaram queda no período, como trigo e centeio, café não torrado e algodão em bruto na agropecuária; pirites de Ferro, minérios de alumínio e carvão na indústria extrativa; e sucos de frutas, açúcares e alumina na indústria de transformação.

Nas importações de março de 2026, a agropecuária somou US$ 0,52 bilhão, a indústria extrativa registrou US$ 1,17 bilhão e a indústria de transformação alcançou US$ 23,35 bilhões, resultado que contribuiu para o crescimento das compras externas no mês.

O aumento das importações foi influenciado pela ampliação das compras de pescado, frutas e soja na agropecuária; minérios de metais de base, carvão e petróleo bruto na indústria extrativa; e medicamentos, fertilizantes e veículos automóveis na indústria de transformação. Mesmo com o crescimento das importações, alguns produtos registraram queda nas compras externas, como trigo, milho e cacau na agropecuária; além de produtos laminados de aço, caldeiras e motores e máquinas industriais na indústria de transformação.

No acumulado de janeiro a março de 2026, a agropecuária importou US$ 1,38 bilhão, a indústria extrativa somou US$ 2,77 bilhões e a indústria de transformação alcançou US$ 63,54 bilhões. O crescimento das importações no período foi influenciado pelas compras de pescado, frutas e soja na agropecuária; pedra, areia e cascalho, minérios de metais de base e carvão na indústria extrativa; e medicamentos, fertilizantes e veículos automóveis na indústria de transformação.

Por outro lado, houve redução nas importações de trigo e centeio, cacau e borracha natural na agropecuária; outros minerais em bruto, petróleo bruto e gás natural na indústria extrativa; além de propano e butano liquefeito, motores e máquinas industriais e plataformas e embarcações na indústria de transformação.

Entre os principais parceiros comerciais, a relação com a Argentina registrou queda de 5,9% nas exportações brasileiras em março de 2026, que somaram US$ 1,47 bilhão. As importações cresceram 13,1%, alcançando US$ 1,13 bilhão, resultando em superávit de US$ 0,34 bilhão e corrente de comércio de US$ 2,60 bilhões. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações para a Argentina somaram US$ 3,45 bilhões, queda de 18,1%, enquanto as importações alcançaram US$ 2,74 bilhões, recuo de 6,5%. O saldo comercial foi positivo em US$ 0,70 bilhão e a corrente de comércio totalizou US$ 6,19 bilhões.

Com a China, as exportações brasileiras cresceram 17,8% em março de 2026 e chegaram a US$ 10,49 bilhões. As importações aumentaram 32,9%, atingindo US$ 6,66 bilhões, resultando em superávit de US$ 3,83 bilhões e corrente de comércio de US$ 17,15 bilhões. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações para a China somaram US$ 23,89 bilhões, crescimento de 21,7%, enquanto as importações totalizaram US$ 17,91 bilhões, queda de 6,0%. O saldo comercial foi positivo em US$ 5,98 bilhões e a corrente de comércio chegou a US$ 41,80 bilhões.

Já nas relações com os Estados Unidos, as exportações brasileiras em março de 2026 recuaram 9,1%, para US$ 2,89 bilhões, enquanto as importações caíram 6,3%, somando US$ 3,31 bilhões. O resultado foi déficit de US$ 0,42 bilhão e corrente de comércio de US$ 6,21 bilhões. No acumulado de janeiro a março, as exportações para os Estados Unidos atingiram US$ 7,78 bilhões, queda de 18,7%, e as importações totalizaram US$ 9,17 bilhões, recuo de 11,1%, resultando em déficit de US$ 1,39 bilhão e corrente de comércio de US$ 16,95 bilhões.

Nas relações com a União Europeia, as exportações brasileiras em março de 2026 somaram US$ 4,11 bilhões, crescimento de 7,3%, enquanto as importações chegaram a US$ 4,69 bilhões, alta de 14,9%. O saldo foi deficitário em US$ 0,58 bilhão e a corrente de comércio totalizou US$ 8,80 bilhões. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações para a União Europeia alcançaram US$ 12,23 bilhões, avanço de 9,7%, e as importações somaram US$ 11,61 bilhões, queda de 2,2%. O resultado foi superávit de US$ 0,62 bilhão e corrente de comércio de US$ 23,84 bilhões.





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